segunda-feira, 20 de abril de 2009

Marina Tsvetáieva. Estenógrafa do ser


Os textos autobiográficos de Marina Tsvetáieva equivalem a ciclos sucessivos no purgatório e no inferno: a única interrupção possível é a morte, geralmente dolorosa e trágica. No caso da poeta russa, nascida em 1892, o fim foi o suicídio aos 49 anos incompletos, depois de uma seqüência de exílio, de fome, de perdas familiares, de frio e de penúria provocada tanto pelas frustrações amorosas quanto pela política. Impressiona que no longo sofrimento da poeta, considerada por Vladimir Maiacóvski "demasiado feminina", tenha podido surgir uma obra tão extraordinária, marcante por versos elípticos e metáforas surpreendentes, mesmo em tradução: "Sequer quero o buraco / Da orelha, e o olhar confuso. / Ao Teu mundo insensato / Só digo que – recuso".

Nas confissões reunidas em Vivendo sob o fogo (Martins, 763 páginas, R$ 83), com base em cartas e páginas de diário selecionadas pelo crítico Tzvetan Todorov, fica-se diante de um moderno Livro de Jó no qual a redenção parece menos importante do que a presença do mal e a força da esperança. Deve-se à tradutora Aurora Fornoni Bernardini, que já preparara uma antologia bilíngue de poemas em Indícios flutuantes (2006), o aparecimento em português dessa obra em prosa. Praticamente não há uma só página feliz ao longo da autobiografia montada a partir da seleção de dezenas de volumes. Em vários momentos, Marina Tsvetáieva é lírica e lancinante ao falar do seu sofrimento e das suas paixões, que a levam a extremos: "De um modo geral, detesto os literatos; para mim, cada poeta – vivo ou morto – é um protagonista de minha vida. Não vejo nenhuma diferença entre um livro e um ser humano, um pôr-do-sol e um quadro. – Tudo o que eu amo, amo com o mesmo amor". Nem toda confissão, no entanto, pode ser considerada criação literária – é o caso da carta que a poeta escreve para o poderosíssimo Lavrenti Béria, chefe do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKDV), o serviço secreto e de segurança responsável, entre várias atividades, pela repressão política, pelas execuções extrajudiciais e pelo sistema de trabalho forçado nos gulags.

A poeta faz um apelo pela vida do marido, Sergei Efron, e pela filha do casal, Ariadna, ambos detidos em outubro e agosto de 1939, respectivamente. Inicialmente alistado no Exército Branco (ou seja, em oposição aos bolcheviques e aos ideais da Revolução de 1917), o militar foi em seguida cooptado pela espionagem comunista e esteve envolvido no assassinato de um agente soviético na Suíça. Em tom comovido e patético, a poeta procura explicar àquela máxima autoridade, que punia os "inimigos do povo", o drama de consciência de toda a sua família, em dimensão de tragédia: porém, cometido o "erro fatal" de haver participado do movimento meio monarquista e meio democrata contrário ao Exército Vermelho, como justificar a inocência de seu marido? O sistema repressivo já havia reduzido Sergei Efron a um homem sem ideais, atormentado por sua ambigüidade e fraqueza moral. Ele será fuzilado em 1941, pouco depois do suicídio de Marina Tvestáeva. A filha, também acusada de espionagem e "atividades anti-soviéticas", foi processada em 1939 e padeceu oito anos de "reeducação pelo trabalho".

A morte da mãe da poeta, tuberculosa, aos 37 anos, e a morte de uma filha mais nova, Irina, em 1920 – por maus tratos infligidos num abrigo para crianças – foram marcos do destino mórbido da poeta. Porém, outra seqüência de episódios de muita intensidade já havia também começado: a dos casos extramaritais de Marina Tsvetáieva com vários homens, a exemplo de Ossip Mandelstam, e também com a poeta Sofia Parnok, que tiveram impacto sobre sua obra. Muitos ciclos sentimentais, nunca paradisíacos, começaram e terminaram, sempre tocados pelo suplício. A atração que a autora de Psiquê (1923) sente por tantas pessoas – nem todas chegam de fato a ser suas amantes – forma o núcleo poético das suas confissões: é nessa dimensão amorosa que ela mais exibe o seu talento. Numa carta para o escritor Aleksandr Bakhrakh, na qual este toma conhecimento de ser ex-amante da poeta, ela conta que está amando outro (no caso, Konstantin Rodzevich, oficial do Exército Vermelho!), e conclui: "Terei deixado de amar você? Não. Você não mudou e eu não mudei. Só mudou uma coisa: minha fixação dolorosa em você. (...) Minha hora com você terminou, resta minha eternidade com você. Oh, demore-se um pouco nela!"

São as atrações passionais (ou "idílios cerebrais", como prefere) que elevam as anotações autobiográficas de Marina Tsvetáieva a um patamar só alcançado por seus poemas. Vivendo sob o fogo procura demonstrar, justamente, a superioridade da prosa da escritora russa, idéia que contraria a opinião de especialistas como Charles Simic e Jamey Gambrell, ainda que reconheçam a dificuldade e densidade lingüística dos poemas. Na confissão amorosa, ela se transformava na "estenógrafa da vida", sempre atenta para os acontecimentos mais presentes e mais tumultuados, fosse a sua pobreza material ou uma carta recebida há pouco. Deve-se recordar que, embora escritas em diversas formas, essas confissões tiveram início por uma razão de identidade literária: os diários da russa Maria Bashkirtseff (1858-1884), que morreu enferma aos 25 anos. E, no seu febril esforço de transmitir os eventos íntimos que lhe transtornavam, Marina Tsvetáieva procurava nos outros a melhor inspiração para obra confundida com a vida: por isso, numa anotação de 1919, declara que "o poema é o ser: de outra forma é impossível".

Tão precoce e constante como a idéia do suicídio é a presença da política na obra de Marina Tsvetáieva. A Revolução de Outubro foi seguramente o evento mais catastrófico para a poeta, e gerou uma situação impossível para sua família. Tanto os revolucionários quanto o regime que se consolidou exigiram dela uma definição que a poeta nunca esteve em condições de alcançar: seus temas eram a plenitude e a totalidade. Mesmo o fato de ser russa, segundo sua concepção, importava pouco: ser poeta, para ela, apagava as marcas da nacionalidade e a transformava num ser absoluto. Mas a Revolução varreu tudo: seu casamento e mesmo o destino das filhas. Numa carta de 1921 ao marido, ao comentar a morte de Irina, avalia que a filha "era uma criança muito estranha e, quem sabe, incurável". Mas admite em seguida: "Claro, se não houvesse a Revolução". Entre pão e céu – e também entre a falta e pão e o céu inalcançável – se posicionou Marina Tsvetáieva, cuja obra segue suspensa no lugar que só ela ocupa.
http://jbonline.terra.com.br/editorias/textosdoimpresso/jornal/ideias/2008/09/27/ideias20080927007.html

sábado, 18 de abril de 2009

Em busca da primeira edição de 'O retrato de Dorian Gray'


A Biblioteca Britânica estima em 9.000 o número de livros extraviados e roubados das suas prateleiras

EFE / EL PAÍS – Londres / Madride - 17/03/2009

Mais de 9.000 livros extraviaram-se na Biblioteca Britânica, entre eles os tratados renascentistas de teologia e alquimia, um texto de astrologia medieval, assim como primeiras edições. A Biblioteca não crê, sem dúvida, que alguém os roubou, senão que talvez estejam perdidos entre os 650 quilómetros de estantes desse centro, informa hoje o diário The Guardian.

Um dos livros que se perdeu a pista é o titulado Da Usura Legal e Ilegal dos Cristãos, do teólogo alemão do século XVI Wolfgang Musculus, que a biblioteca valoriza em 22.000 euros. Outros são uma Carta de Astrologia publicada em 1555 de que é autor o famoso filósofo judeu-cordovês Maimónides (1135-1204), primeiras edições do O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e Canzoni, do poeta norte-americano Ezra Pound. Também desapareceu uma edição de luxo do livro de Adolf Hitler A Minha Luta, que se publicou por motivo dos 50 anos do ditador alemão.

Segundo Jennifer Perkins, da Biblioteca Britânica, os livros consideram-se extraviados quando um leitor os reclama e não aparecem nas estantes em que deveriam normalmente estarem. Os maiores tesouros da Biblioteca, entre eles a Magna Carta, guardam-se numa galeria especial submetida a controles de conservação e segurança extraordinários.

Muitas das perdas produziram-se justamente antes ou depois de 1998, ano em que se trasladou a colecção desde o Museu Britânico para um moderno edifício cerca da estação de St. Pancras.

No passado mês de Janeiro, um coleccionador iraniano chamado Farhad Hakimzadeh foi encarcerado por levar mapas, ilustrações e páginas de vários volumes valiosíssimos dos fundos dessa biblioteca.

EL PAÍS

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Edgar Allan Poe revisitado


Sete autores reinventam os contos do autor
O livro inclui também ilustrações de Harry Clarke

Joana Rei Madride

Quando se trata de falar de Edgar Allan Poe, as palavras começam a ficarem curtas. Pai da novela negra e da ficção científica, génio da história policial e de terror, a sua marca na literatura é profunda e inegável. No ano em que se celebra o bicentenário do seu nascimento, as editoras apressam-se em sacar as obras que renderam homenagem ao seu talento. A mais recente apresentou-se ontem, em Madride, e recolhe sete dos seus contos em sete novas versões.

'Poe', da editora 451 editores, é um reinvento dalguns dos contos do autor. "As versões que mais gosto são as que destronam o original, as que o fazem em pedaços e recreiam, a partir das suas cinzas, um monstro novo. Este foi o repto que propusemos a s escritores", conta Fernando Marías, o editor.

Eugenia Rico e Luis Alberto de Cuenca foram dois dos autores que aceitaram o repto. Ele reconstruiu 'O Corvo' e ela 'O Gato Negro', duas das obras mais emblemáticas de Poe. "Dei-me conta de que me fascino pela dobragem, pelo espelho, assim que quis reinventar o conto a partir dos olhos da mulher, morta e emparedada", recorda Eugenia Rico. E, assim, o gato converteu-se em gata. Una gata negra que fala de "uma história de maus-tratos, de uma mulher que sofre e que não acredita que o homem a quem ama se está transformando num monstro".
"Intentei sentir o que sentiu Poe ao escrevê-lo, o que é muito difícil"

A versão de 'O Corvo' de Luis Alberto de Cuenca é mais pessoal: "Intentei sentir o que sentiu Poe ao escrevê-lo, o que é muito difícil. Mas na hora a ausência da amada morta e o meu primeiro amor morreu num acidente de carro. Assim que não tive que fazer nada mais que rememorar, destruir o modelo e voltar a construí-lo", explica o autor.

Os dois escritores unem-se a Mario Cuenca Sandoval, com 'O coração delator'; Espido Freire com 'Ligeia'; José Luis de Juan con 'A queda da casa Usher'; Montero Glez con 'O mistério de Marie Rôget' e a Pablo de Santis com 'A carta roubada' para dar vida a este novo 'Poe'.

Escritor de pesadelos

Em comum, têm a admiração por um autor que marcou o seu percurso como leitores e escritores. "Poe formou-nos a todos, aos bons, aos maus, ele foi o grande magma", diz Eugenia Rico.

O livro é a soma da visão única de cada autor sobre a obra de Allan Poe. Dos seus monstros, dos seus imaginários e, sobretudo, dos seus pesadelos. "Há muitas maneiras de matar um homem. Uma delas é não deixá-lo dormir. Estou convencida de que não morre por cansaço, mas porque não pode sonhar. Isto é o que é a arte. Mas Poe é distinto. Poe tem pesadelos, a sua literatura é uma espécie de catarse", explica Eugenia Rico.
"Os livros de Poe são pesadelos comuns à humanidade, que ele tem as brânquias de contar"

Luis Alberto de Cuenca segue a mesma linha de pensamento, uma sensação que se lhe entranhou no espírito quando leu 'O Barril do amontillado'. "Foi o primeiro livro de Poe que leu, uma edição de 1859, e sentiu que tudo o que lia já o tinha sonhado. Os livros de Poe são pesadelos comuns à humanidade, que ele tem as brânquias de contar", diz.

"A própria vida de Poe era um pesadelo. Não há nenhuma história feliz na sua obra. Era um homem atormentado, alcoólico e viciado em drogas, um ser autodestrutivo. Por isso escrevia como escrevia", continua Fernando Marías.

A edição de 'Poe' completa-se com os desenhos de Harry Clarke, ilustrações que acompanham cada conto e que dão razão a todos os que os intitulam de pesadelos. Duzentos anos depois do seu nascimento, 'Poe' é uma mirada mais ao universo negro do escritor norte-americano, outro regalo para os seus seguidores, para que possam seguir submergindo-se nesses pesadelos dos quais não querem despertar.

EL MUNDO

domingo, 12 de abril de 2009

Rimbaud, para lá da sua lenda


As cartas inéditas do poeta, quase umas memórias, descobrem a sua faceta mais íntima

ELSA FERNÁNDEZ-SANTOS – Madride – 20/03/2009

Para Albert Camus era "o maior de todos", e Patti Smith considerava-o "o primeiro poeta punk". A Arthur Rimbaud (1854- 1891) bastou-lhe um livro, uma temporada no inferno, para converter-se em mito. Tinha 18 anos e pouco depois decidiu que a literatura morrera para ele. Queria viver todas as vidas. E, apesar de morrer aos 37 anos dum cancro de ossos, quase o conseguiu. Prometo ser bom: cartas completas (Barril & Barral) reúnem a correspondência completa do poeta. Missivas autobiográficas que revelam os medos e anseios na desesperada voz de um homem condenado a errar, que viajou incansavelmente, foi professor, mendigo, explorador, comerciante, traficante de armas e até membro de um circo. A desamparada fuga de um poeta cujas consignas visionarias – "Eu sou outro", "Há que ser absolutamente moderno", "A verdadeira vida está ausente" – converteram-no num grande mito da rebeldia adolescente. Longe dessa imagem, a sua correspondência, inédita até agora em Espanha, descobre outro Rimbaud. Mais íntimo e longe da lenda.

Inquieto, irascível e insensato, também cresceu, perdeu e assentou a cabeça

"De que servem estas idas e vindas, estas fatigas?", escreve em 1883

O livro inclui o 'dossier' com o julgamento pelo disparo ao seu amante, Verlaine

"Enfim, nossa vida é miserável, uma miséria eterna. Para que vivemos?"

Inquieto, irascível e insensato, também cresceu, perdeu e assentou a cabeça. Em 1883 confessa aos seus o desejo de ter uma família: "Isabel [a sua irmã] equivoca-se com a sua decisão de não se casar se alguém sério e experimentado se apresentasse, alguém com um futuro. A vida é assim e a solidão é má coisa. Acho insignificante o estar casado e ter uma família. Mas estou condenado a errar [...] De que servem estas idas e vindas, estas fatigas, estas aventuras junto a raças estrangeiras, estas línguas com as que se enche a memória e estes sofrimentos sem nome se não posso, passados alguns anos, descansar num lugar que goste, encontrar uma família e ter um filho com o qual possa estar, passar o resto da minha vida, educando-o como se quer, criar e armar a instrução mais completa que alguém possa esperar, e que o veja converter-se num engenheiro prestigioso, um homem rico e poderoso graças à ciência?".

E em 1889, o poeta mostra um apego familiar impróprio do mito: "Minha querida mamã, minha querida irmã: ao mesmo tempo que me desculpo por não escrever-lhes mais amiúde, aproveito para desejar-lhes um feliz ano 1890, uma boa saúde. Ando muito ocupado e comporto-me o melhor que sou capaz enquanto me aguento muito, muito. Recebo também poucas notícias vossas. Sede mais prolixos e não duvideis que sou vosso servidor".

Para trás ficam a raiva e o entusiasmo das suas cartas a Paul Verlaine, amante, que cansado da sua jovem e grávida mulher foge com ele e lhe chama "o homem das solas de vento". A relação de Verlaine e Rimbaud não tardou em converter-se, tal e como definiu o próprio poeta, nas de "um marido infernal e uma virgem louca". Em Julho de 1873 escreve: "Volta, volta, querido amigo, amigo único, volta. Prometo ser bom. Se me mostrei desagradável contigo, foi apenas uma brincadeira; ofusquei-me, arrependo-me disso mais do que serás capaz de imaginar. Volta, e tudo se esquecerá totalmente. Que desgraça que hajas tomado a sério esta brincadeira! Não paro de chorar desde há dois dias. Volta. Sê valente, querido amigo. Nada está perdido todavia. [...] Não me esquecerás, não é verdade? Não, não me podes esquecer, eu levo-te sempre comigo".

Ademais das cartas, Prometo ser bom (que na segunda-feira se apresenta em Madride numa jornada no Centro Cultural Moncloa que inclui um recital de poesia, um concerto, uma mesa redonda e a projecção dum documentário) reúne o Dossier de Bruxelas com as declarações e os interrogatórios sobre o disparo a Paul Verlaine, as cartas da sua irmã Isabel e da sua mãe e um artigo, de cuja autoria não se sabia até 2008, publicado com o pseudónimo de Jean Baudry numa revista em 1870.

A vida deixou a sua impressão no poeta dos olhos azuis ("Porto-me bem, mas o cabelo encanece-me por minutos. Faz tanto tempo que isto sucede que temo que a minha cabeça pareça agora a de uma borla de maquilhagem. Resulta-me desoladora semelhante traição do couro cabeludo, mas que fazer?"). Até que em 1891, meses antes de lhe amputarem a perna carcomida pelo cancro de ossos que o matará, pede à sua mãe que lhe envie umas meias para o aliviar. "Encontro-me mal. Tenho na perna direita varizes que me fazem sofrer muito. [...] Faz-me este favor: compra-me um remédio para as varizes, para uma perna longa e magra. [...] A má alimentação, os alojamentos insalubres, as roupas demasiado ligeiras, os problemas de todo o tipo, o aborrecimento, a raiva permanente no meio de negros tão imbecis como canalhas; tudo isto ataca profundamente a moral e a saúde em muito pouco tempo. Uma pessoa envelhece muito rapidamente aqui, como em todo o Sudão".

Já com a perna amputada, num hospital de Marselha, incapaz de dormir e descansar por causa das dores, escreve à sua irmã Isabel: "Minha querida irmã: Não me escreves. Que se passa? A tua carta assustou-me, gostaria de ter noticia tuas. Espero que não sejam novos problemas, já temos bastantes! Não deixo de chorar dia e noite, sou um homem morto, aleijado para a vida. [...] Não sei o que fazer. Tudo isto me põe louco: não consigo dormir nem um só minuto. Enfim, a nossa vida é miserável, uma miséria eterna. Para quê vivemos? Envia-me notícias".

EL PAÍS

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A paixão em Marina Tsvetáieva


Tradutora da antologia ‘Vivendo sob o fogo’ comenta vida e obra da poeta russsa

Douglas Diegues Escritor


A versão brasileira de Vivendo sob o fogo, de Marina Tsvetáieva, merece ser celebrada como um dos acontecimentos mais significativos dentro do âmbito editorial brasileiro. Organizado e publicado originalmente na França por Tzvetan Todorov, a obra reúne cartas, poemas e fragmentos de diários da poeta russa, considerada por Todorov uma das maiores escritoras do século 20, e admirada por gente como Rainer Maria Rilke, que lhe dedicou a última das Elegias de Duíno. O livro – tema da coluna do poeta e diplomata Felipe Fortuna à página 7 deste Idéias – foi traduzido por Aurora Bernardini, que, além de talentosa e competente, convive com a magnífica obra de Tsvetáieva há mais de duas décadas. Nesta entrevista, Aurora Bernardini fala sobre a poeta que traduziu para um português, digamos, mais selvagem que bem escrito, um português-brasileiro em chamas.

Quais as diferenças da sua tradução em relação à edição francesa?

A primeira diferença é o título: Vivre dans le feu era o que Todorov escolheu, mas em português não dá. Pensamos junto com a equipe da editora Martins em algo como Uma vida em chamas, mas mudamos para o título atual por estar mais próximo à idéia de Tsvetáieva. Viver no fogo é uma alusão à salamandra e à fênix, dois seres mitológicos de que ela gostava muito, por resistirem ao irresistível e limitarem com o absoluto. A nossa tradução possui versões diferentes dos poemas russos que constam do livro em francês e notas explicativas.

Nas primeiras linhas da introdução, Tzvetan Todorov afirma que Tsvetáieva "é uma das maiores escritoras do século 20" e que "seu destino é um dos mais trágicos"...

Quanto ao destino trágico: voltar para a URSS em plena fase stalinista às vésperas do início da 2ª Guerra e se ver refugiada às vésperas da operação Barbarossa (invasão da URSS pelos alemães) num vilarejo perdido da República Tártara junto com o filho, último sobrevivente da família aos expurgos (já haviam sido presos a filha Ália e o marido Seguei). Dificilmente haveria pior época. No entanto, no meio de tantas adversidades (mesmo na França, ela foi tratada como a ovelha negra da emigração russa, excluída de todas as revistas a partir do momento em que saudou Maiakóvski), Tsvetáieva continuou compondo seus versos. Quando não pôde mais escrever, suicidou-se.

Fale da poesia de Marina Tsvetáieva. Quais são as características próprias de sua linguagem?

O que impacta nela são a extrema concisão e a escavação à qual submete as palavras. As rimas são altamente inovadoras e a pontaria é certeira. Por isso o efeito é de grande autenticidade.

Como foi a relação dela com os poetas de seu tempo e as vanguardas da época, como o cubo-futurismo?

Os bons poetas, ela apreciou-os todos. Não discriminava sexo ou tendência: Maiakóvski, Biéli, Balmont, Pasternak, Mandelstam, Anna Akhmátova, Kuzmin. Mas era terrível com quem não gostava. Não gostava de Briússov, e num ensaio explica o porquê com uma contundência de dar inveja ao melhor crítico literário. Na França, onde viveu 14 anos, além dos clássicos, apreciava André Gide, para quem escreveu uma longa carta-aula sobre tradução criativa (que consta do livro), Anna de Noailles, para quem também escreveu, e Natalie Clifford Barney, uma famosa homossexual que mantinha um famoso salão em Paris. Para ela, escreveu "Carta à amazona", onde se revela desprovida de qualquer preconceito de ordem sexual. Quanto às vanguardas, sua poesia tinha muitos elementos germinais do cubo-futurismo russo, o uso das raízes das palavras, por exemplo, mas, na França, quando alguma revista recusava seus poemas por não serem "nem sequer surrealistas", comentava, avec panache: "Ainda bem"! De uma maneira geral ela se manteve afastada dos preceitos de qualquer escola.

O que os contemporânes de Tsvetáieva, como Maiakovski e Pasternak, diziam da poesia dela?

Pasternak considerava-a uma mestra do simbolismo russo, uma vez que "tinha realizado com a maior naturalidade aquilo que os simbolistas haviam procurado em vão". Mas ela superou o simbolismo. Já Maiakóvski achava-a por demais feminina, e Górki por demais sensualista.

Existem semelhanças e diferenças entre a poesia de Marina Tsvetáieva e a dos grandes poetas de sua época?

Tsvetáieva era uma poeta tão consumada que sabia assimilar o estilo dos poetas que admirava. No ciclo dedicado à Akmátova, escreveu como a acmeísta; nos dedicados a Blok, como o simbolista, e assim por diante: Pasternak, Maiakóvski, o próprio Púchkin... Mas ela destaca-se por suas características próprias.

Tsvetáieva se relacionou também com magnificos poetas não-russos de sua época, como Rilke...

Ela tinha uma excelente formação em literatura alemã (a mãe era uma refinada musicista de ascendência germânica) e vivera sua primeira mocidade inebriada por Goethe, a quem considerava o mestre dos mestres. Isso sem contar sua paixão por Napoleão e pelos românticos franceses: Rostand, Rolland. Quando conheceu Rilke, por intermédio de Pasternak, passou a corresponder-se com ele em alemão e o fez tão magistralmente que encantou o poeta, a ponto de este dedicar-lhe sua última elegia.


Em algumas páginas de Vivendo sob o fogo, Tsvetáieva expressa incalculável paixão pelo poeta Boris Pasternak.... Como foi essa relação?

A questão da paixão, ou melhor, das paixões, é uma constante na vida e na obra da poeta. Ela escrevia em estado de paixão. No caso de Pasternak, durante um período, a atração, despertada pela poesia, se transformou em recíproco apaixonamento, não favorecido pelas circunstâncias. Ela era muito sedutora e chegava a exigir que os objetos de sua predileção se apaixonassem por ela... Era uma devoradora de almas.

Como você percebe Vivendo sob o fogo em relação a poesia de Tsvetáieva e vice-versa?

O livro é o enredo dos poemas. Um livro fundamental para entendê-los e acompanhá-los.

Qual a relação entre vida (experiência) e literatura (verbocriação) na obra dela?

Tsvetáieva insiste que primeiro vinha a vida, depois a criação. Mas está claro que as duas existem em função uma da outra. Ela sente que se aproxima a morte quando não consegue mais compor.

O que os jovens poetas brasileiros podem aprender com as páginas incendiárias da grande poeta russa?

Há, sim, alguns preceitos fundamentais para os jovens poetas: 1) em termos de arte, não fazer concessões; 2) em termos de vida, ser fiel a seus princípios íntimos; 3) acreditar que a arte é a expressão privilegiada e os artistas, seres que receberam um dom pelo qual devem prestar contas. 4) a arte exige exercício constante e dedicação contínua. E muitos outros que cada poeta há de encontrar...
http://jbonline.terra.com.br/editorias/textosdoimpresso/jornal/ideias/2008/09/27/ideias20080927003.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

O último navio negreiro



Praia da Aguada: o último navio negreiro

Janeiro 2005 - Cabo Verde ( do "diário de um turista" )

De Fogo (fomos à Caldera, aos pés do vulcão), para chegarmos até Praia, tivemos que passar por Brava. O mar é feio, mas sobretudo o pequeno porto de Furna é inadequado. Assim o navio aproxima-se da baía e os passageiros descem e sobem por meio de pequenas embarcações. Perdemos várias horas. Chegamos à Praia depois de 14 horas viagem (tempo real de navegação: 5 horas aproximadamente).

Viajamos com o navio Praia de Aguada. Aquele por mim definido como o último navio negreiro ainda em uso no século XXI. Uma viagem com este navio nos permite entender muitas coisas: o relacionamento do povo cabo-verdiano com o "poder", o sistema opressor de quem o exercita , a incompetência de quem permite estes verdadeiros e próprios abusos - reais limitações das liberdades pessoais. Analisemos uma viagem com este navio que a Arca Verde (a sociedade nacional de Navegação - quase extinta) define como a sua "pupila dos olhos".

A passagem custa até três vezes mais em relação aos outros navios. Qual o motivo ? As pessoas devem adquirir antes as passagens do salão da 2ª classe e depois aquelas da 1ª classe. Temos que considerar que 2900 escudos (cerca de 30 euros) é uma soma muito elevada para pessoas com uma renda mensal de 6000 escudos!
Toda bagagem, seja qual for o tipo, é entregue para depósito em grandes caixas que são colocadas a bordo e sobre as quais os estivadores passeiam alegramente, durante a execução de carga e descarga ( portanto, os passageiros que tiverem algum objeto frágil em sua bagagem....ou melhor dizendo, tinham...). Levar consigo, mesmo sendo uma bagagem de mão, seria um "transtorno".

Uma vez recepcionados pelos arrogantes e severos tripulantes de bordo (convém lembrá-los que são vocês que pagam os salários deles!) os passageiros são trancafiados na embarcação. Relegados em vossas poltronas deverão pedir licença para ir à toilette, para sair e fumar um cigarro, para não vomitar no passageiro que em frente. A licença é concedida por uma das senhoritas que com um controle remoto nas mãos ( uma espécie de cetro do poder ) decidem "o que" assistirão na televisão mais próxima.

Se e quando será dada a permissão para sair ( pois, a abertura do portão é controlada somente por dentro) saibam que será por vossa conta com risco e perigo. Quando quiserem retornar, é possível que o funcionário (cujo camisa branca e o porte autoritário o faz parecer um oficial!) faça um aceno com a mão para aguardar. No fundo, é compreensível, pois não pode ser importunado somente por vocês ! Freqüentemente lhes dirá de passar para o outro lado do navio (mais próximo dele) quando enfim abrirá o portão lhes fará entender claramente foi perturbado, solicitando para não se moverem mais até o final da viagem.

Para turistas como nós não se trata de uma horrível manifestação de arrogância e um tapa aos caprichos turísticos de Cabo Verde. Para os cabo-verdianos a demonstração que o próprio governo, além de suas intenções, não consegue defendê-los dos "poderosos" e dos "brancos" (não é por acaso que esta definição em Cabo-Verde prescinde da cor da pele) mal educados e insolentes. Para todos o risco de um acidente: um naufrágio seria para a tripulação e passageiros o que os marítimos definem como "extermínio de ratos".

Não é por acaso que a população cabo-verdiana prefere aguardar, por dias, as mais "humanas" Barlavento e Sotavento, dois navios que reconhecem, com o fim da escravidão, a liberdade e a igualdade de todos os habitantes de Cabo Verde e do gênero humano.

A&A (mail: bbalberto@cvfaidate.com)

http://www.ponto.altervista.org/Lugares/Capoverden/2005newspt.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Rainer Maria Rilke


Rainer Maria Rilke (4 dezembro 1875, em Praga, Áustria-Hungria - 29 dezembro 1926 em Valmont, Suiça) é considerado o melhor poeta de língua alemã do século XX.

Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.


O tempo não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.


"Outra coisa é o verdadeiro canto. Um sopro ao nada. Um vôo em Deus. Um vento."

"Amar é uma ocasião sublime para uma pessoa amadurecer."

"Amor: duas solidões protegendo-se uma à outra".

"Sabes que o ar ficou em êxtase ao ver-te lamber a tua flutuante infelicidade?"

"A alma do outro é uma floresta escura".

"Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra."


Canção de Amor

Como hei-de segurar a minha alma
para que não toque na tua? Como hei-de
elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la
até um sítio perdido na escuridão
até um lugar estranho e silencioso
que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim,
isso nos une, como um arco de violino
que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.


Quero lhe implorar
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.

"Como suportar, como salvar o visível, senão fazendo dele a linguagem da ausência, do invisível?."

http://www.pensador.info/autor/Rainer_Maria_Rilke/
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sexta-feira, 13 de março de 2009

Eternamente jovens


«RITOS TIBETANOS
Há mais de sessenta anos o ocidente foi brindado com uma estória incrível de um militar inglês, servindo na Índia, contatava com nativos interioranos e ouvia histórias fascinantes sobre os costumes do povo oriental. Entretanto, uma delas sobressaiu-se sobre as outras, pois se tratava de um grupo de lamas tibetanos que detinham o segredo da juventude. O segredo foi transferido de geração a geração pelos seus membros tanto na tradição oral como na prática dos exercícios que englobavam o referido segredo. Em realidade não se tratava de um segredo propriamente o que dava esta impressão é que os praticantes habitavam um mosteiro distante e até mesmo no miolo do oriente a pratica não chegava que dirá no ocidente.
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Uns poucos que conseguiram chegar ao mosteiro experimentaram a fonte da juventude e normalmente eram pessoas idosas que procuravam esses lamas, pois raramente um jovem se detém em manter-se jovem uma vez que a juventude é sua peculiaridade gritante. Porém é da meia idade para cima que as pessoas começam a se preocuparem com a velhice e suas limitações.

Conta à história que estes idosos não só recuperaram a saúde como a juventude física também. Ao ouvir estas histórias o referido militar inglês foi guardando em sua memória estes registro na medida em que começava seu natural processo de envelhecimento por volta dos quarenta anos. Quando retornou ao ocidente e reformou-se do exercito, os anos passaram até ele chegar à adiantada velhice dos setenta anos. Certo dia, já calvo e grisalho ombros caídos e amparados por uma bengala encontrou num banco de parque um jovem quarentão que vez amizade de banco de praça.

Em meio a conversas o velho militar contou ao outro sobre suas façanhas na Índia e no entremeio a história da fonte da juventude veio à tona. O ocidental ficou encantado com o que ouvira. Com o decorrer do tempo o militar externou que havia chegado a hora de procurar aquele mosteiro, pois a velhice o tinha pegado e não lhe restava mais nada a apostar a não ser ir ao encontro do tal mosteiro e confirmar o que havia ouvido há anos atrás na Índia. Chegou a convidar o amigo para esta empreitada, mas não encontrando ressonância embarcou sozinho no seu caminho de busca.

Os anos passaram e o amigo foi esquecendo-se do militar e sua historia fantástica. Certo dia recebeu uma carta do militar dizendo que estava prestes a chegar a seu objetivo o que valeu para o amigo saber que pelo menos o militar estava vivo. O tempo passou e outra carta recebeu agora sim dizendo que não só havia encontrado a fonte da juventude como a estava trazendo para a América.

Quando finalmente o militar chegou foi logo procurar o amigo em seu apartamento. Ansioso, abril a porta para rever o amigo e qual foi sua surpresa? Aquele homem que estava ali parado em sua frente parecia com o amigo que não via há anos, mas não poderia ser ele, pois sua aparência era de um homem por volta dos quarenta anos e bem conservado. Depois de refeito da surpresa o militar passou a relatar como havia conseguido aquela aparência e relatou ter encontrado no mosteiro homens centenários com a saúde e força de um jovem. Além disto, a aparência daquelas pessoas era sempre para menos de cinqüenta anos e em alguns beiravam aos trinta anos.

O segredo consistia numa prática de cinco exercícios que combinados movimentam a energia que está no universo e a canaliza através dos sete chakra principais que todo ser humano tem. Segundo o militar, estes chácaras giram no sentido horário até aproximadamente os vinte e cinco anos e após este período forte da juventude eles começam a mudar o curso do giro e alguns a parar advindo então o envelhecimento desta forma até agora desconhecido pela medicina ortodoxa ocidental.

Depois de tudo explicado ao amigo ele propôs fundarem um clube que denominou de: O Himalaia. Os membros teriam de obedecerem a um requisito básico. Terem acima ou pelo menos cinqüenta anos para participarem do aprendizado. E assim esse conhecimento foi veiculado nos Estados Unidos e espalhados pela Europa e Américas através de um livro.

A identidade verdadeira do militar o autor do livro nunca revelou, porém o que interessa a quem está buscando a fonte da juventude esta no livro cujo título é: A FONTE DA JUVENTUDE, AUTOR PETER KELDER. No Brasil tem pequenos focos de praticantes e a grande maioria são pessoas ainda na faixa dos cinqüenta anos, portanto as provas que os céticos possam exigir não estão à mostra. Tem que praticar primeiro para comprovar depois. Vale apena apostar, pois a velhice tem sido uma das preocupações do século vinte e um.»

http://pt.shvoong.com/books/1742435-fonte-da-juventude/
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Lendas de Moçambique. A Cabeça do Velho


Quem já subiu a Cabeça do Velho?
Dezembro 8, 2008 by Elisio Leonardo, MOÇAMBIQUE

Finalmente chegamos a uma das épocas mais esperadas do ano: o fim! É aqui onde tem as férias escolares; é aqui onde tem os presentes de natal (será?). Mas neste artigo vamos falar apenas das férias

Como o ano escolar terminou, tenho a tão esperada chance de ir para minha terra, no centro do País, inventar as melhores férias de sempre! Finalmente vou matar as saudades dos cotas e dos putos, depois de um ano fora de casa.

Como estou praticamente de malas feitas, decidi falar um pouco da minha terra, para quem nunca visitou se matar de inveja da sua beleza. A propósito, ela chama-se cidade de Chimoio, província de Manica e só o nome já tem uma história para um artigo completo. Mas este artigo está especialmente dedicado a uma das maiores atracções da cidade, a Cabeça do Velho.

Daria um prémio ao primeiro estrangeiro que parasse de ler o artigo neste parágrafo e me dissesse o que é que tem na Cabeça do Velho, mas prefiro continuar a contar:

Cabeça do Velho é um dos mais belos montes de Moçambique (Não quero escrever a frase ‘do mundo’), e uma das maiores atracções da minha cidade. Por falar em monte, quando estava na quinta classe até perdi alguns valores no teste de geografia, porque o professor disse que aquilo não era “montanha”, mas sim um “monte ilha”. Na verdade, Cabeça do Velho é um monte isolado, o único que está praticamente na cidade.

Cabeça do Velho tem história, e uma delas é o nome. O nome Cabeça do Velho surgiu pelo formato do monte, que faz lembrar a cabeça de um homem quando está deitado (de olhos para cima). Cada detalhe do monte coincide com um detalhe do rosto humano, um facto realmente impressionante. Existem várias histórias sobre o surgimento deste monte, muitas delas ligadas a mitos e superstições, mas eu vou contar aqui apenas a que o senhor professor nos contou na aula, por ser a mais curta: é um fenómeno natural!!! Como assim? Perguntavam os alunos…

É comum realizarem-se cultos tradicionais ou religiosos na Cabeça do Velho. Eu particularmente já participei de alguns nos meus tempos de catequese.

As pessoas da Cidade, sobretudo os jovens, gostam de subir o monte (diz-se escalar num ‘português correcto’?) em dias festivos ou feriados, para sentir a ‘brisa’ que bate por lá. Não sei se isso acontece, mas nos meus tempos de puto (Agora estou com 19 anos, quase um cota!), isto acontecia mais de três vezes por ano! Enfim, Cabeça do Velho é um ‘alto’ lugar turístico, muito atractivo para quem gosta de fazer pequenas aventuras perto do céu.

Mas como nem tudo é maravilha, este monte tem os seus mitos e perigos (começa o suspense)!

Há quem afirma que nunca se pode subir neste monte sem antes fazer uma oração, para pedir autorização a sei lá quem. Uma vez, há bom tempo atrás, antes do ano 2000 (século passado?), meus amigos decidiram ir dar uma volta pelo monte (Elísio não vai ainda é muito criança, diziam eles!) e subiram a Cabeça do Velho sem ajoelhar-se para pedir autorização (será que é ao Velho dono da Cabeça?). Resultado: Todos eles voltaram descalços, vítimas de um assalto lá mesmo em cima do monte!

Outro facto estranho é que é comum ver-se cabritos a se alimentarem lá em cima do monte (porquê se lá em baixo também tem capim!), sempre ao fim do dia.

Casos de pessoas que caíram de cima do monte não podiam faltar (Um dia conto a história da cachoeira também). Uma vez, minha irmã teve de ir ao hospital, quando executava uma queda livre de cima do monte (coitada, foi salva por um pedaço de capim!).

Mas apesar de tudo isso, Cabeça do Velho continua a ser um lugar muito agradável. Quem sabe nestas férias não mato as saudades daquele ‘conjunto de pedras’ também!

http://opatifundio.com/site/?tag=lendas-e-rituais-africanos
Foto: Monte de Cabeça do Velho, em Chimoio, principal cidade da província de Manica, em Moçambique.
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Os mistérios de Alcatrazes, a capital perdida


«Dezembro 2004 – Cabo Verde

Em 1462 Antonio da Noli desembarcou em Ribeira Grande, levando consigo parentes, amigos, portugueses, genoveses, aristocrátas e a agricultores para dar início à população da ilha de Santiago. O mesmo ocorreu com Diogo Alfonso que estabeleu sua sede em Alcatrazes, na parte leste da ilha.

Antonio e Diogo foram nomeados donatários das duas Capitanias da ilha para desenvolver a agricultura e a pecuária. A história de Cabo Verde já iniciara dois anos antes, quando duas caravelas, comandadas por Antonio da Noli, genovês (quando então fazia parte da República de Genova) patrocinado pela coroa portuguesa e Diogo (um outro Diogo) Gomes, chegaram às ilhas. Quem as avistou e desembarcou primeiro é uma história controversa, mas nós que gostamos mais das lendas do que das histórias, damos preferência à seguinte:

"desembarcaram na baía de Ribeira Grande e ancoraram. Tratava-se de estabelecer quais dos dois capitães desceria primeiro em terra. Tiraram a sorte e Diogo Gomes, foi agraciado a tomar posse daquela terra em nome da Coroa Portuguesa."

No caminho de volta as caravelas tiveram outra sorte e foram diversamente favorecidas pelos ventos. Antonio da Noli foi primeiro a chegar em Portugal que, declarando ter encontrado as ilhas, tornou-se o descobridor oficial. O consueto e esperto genovês/italiano? Parece mesmo que sim.

Após dois anos, Antonio da Noli e Diogo Alfonso se estabeleceram nas ilhas, fundando as respectivas capitais. De Ribeira Grande muito se sabe, se não tudo, mas quase (uma boa síntese é encontrada na página da web http://www.cvfaidate.com/ribeira.htm). Entretanto de Alcatrazes, quase nada. Não somos historiadores mas, por curiosidade, as únicas notícias que conseguimos obter nos leva a saber que em 1513, devido a insalubridade do local iniciou-se gradualmente ao abandono de Alcatrazes e seus habitantes transferiram-se, na grande maioria, para Ribeira Grande.

1462-1513: 50 anos de vida! Não são muitos, mas nem tampouco pouquíssimos. Será possível que daquela experiência não restou nada? Será possível que sobre a localização de Alcatrazes não se vai além de um genérico " nas proximidades de Praia Baixo"? Após alguns insucessos finalmente conseguimos, em Praia Baixo, encontrar uma senhora que tinha a lembrança de que seu pai chamava uma baía próxima de "Baía de Alcatrazes". Pedimos que nos indicasse e hoje, quase certamente, temos condições de fornecer aos futuros turistas ou estudiosos, indicações para alcançá-la.

Chegando em Praia Baixo, virem à esquerda em direção do Praiabaixo Aparthotel e, antes da construção hoteleira (onde a estrada acaba na praia), pegue a travessa à esquerda. Passarão diante de casas enfileiradas e, dois quilômetros depois, estarão em a Castelo Grande. Não há nenhum castelo (quem sabe de onde se origina o nome!) mas, deixando o carro, poderão ver una pequena colina à sua frente (o Pico) e, bem no alto, em direção às montanhas, aquela que parece uma construção fortificada e no entanto é uma formação natural (denominada "duas orelhas").

Em seguida, a pé, seguirão à beira do rio e, chegando ao mar, subirão até a planície à esquerda. De lá terão um panorama incrível.Este é o lugar onde, provavelmente, surgiu Alcatrazes. Uma língua de terra erguida entre duas ribeiras, formando lateralmente duas arribadas protegidas pelo vento.

A Cooperação Espanhola está fazendo um bom trabalho para a recuperação de Ribeira Grande (hoje Cidade Velha). Temos certeza que não vale a pena escavar também aquele promontório à procura de Alcatrazes?»

http://www.ponto.altervista.org/Lugares/Capoverden/2005newspt.html
Foto: http://www.guiadecaboverde.cv/index.aspx?menuid=7&lang=P

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Frases célebres 06Mar09


11.02.2009 - 10h58 - Hugo Silva, Lisboa
A igreja foi uma invenção, pois o ser humano precisava de inventar algo que condicionasse os seus perigosos instintos, especialmente os sexuais!Nada melhor que uma ideologia como a que as religiões inventaram, aliás com muito sucesso!Era necessário colocar o ser Humano na "linha", e não deixar que este fosse conduzido pelos instintos e pelo prazer.Este sucesso foi tanto que as igrejas ao longo da História conseguiram estar sempre ao lado do poder politico, e conseguiram por isso, ser poder durante séculos, manipulando o povo e fazendo tudo para que este se mantivesse na ignorância obedecendo como cordeiros, sem a questionar e sem pôr em causa a ordem establecida...a igreja acumulou riquezas, transmitiu os conhecimentos que lhe convinham, ditou leis...enfim, fez o que quis!!!Agora já chega, está na hora de deixarem a Humanidade em Paz, e ser feliz!!!

11.02.2009 - 11h00 - Carlos, Serpa
Independentemente de concordarmos ou não com estes casamentos, (homossexuais) a quem é que interessa a posição da Igreja? Acho que a ninguém... A Igreja deve manter-se calada no processo da sua inevitável extinção!

11.02.2009 - 10h56 - Pedro Carreira, Lisboa
Que debate tão interessante! Sem querer parecer o "dono da verdade": 1. A Igreja sempre pretendeu deter o poder político 2. O casamento civil é um contrato de direito civil, o religioso um sacramento 3. O Sócrates é um político ávido de poder (tal como a Igreja) e agora recorre a tudo para nos comprar 4. A homossexualidade nada tem a ver com a bestialidade e para que se saiba as ovelhas e restantes não têm personalidade jurídica para celebrar qualquer contrato 5. Tanta gente a clamar por liberdade, mas esquece-se do essencial: o respeito pelos outros (para que saiba, quem sugere mandar os "trocados" para os países islâmicos deveria conter o seu ódio ou a sua fobia, pois se fosse para lá seria enforcado, tal como sucede no Irão) 6. Quem diz mal, algo pretende esconder 7. A prova de que o nosso país (e não só) se encontra na retaguarda (no que a valores sociais diz respeito) reside nos comentários pouco dignos que se encontram aqui publicados 8. Haverá coisas mais importantes, é certo, mas quanto a essas, o que fazemos para as resolver? 9. A Igreja abusa (não tem que apelar ao voto) e não é certamente a "dona da verdade"! E este debate é deveras interessante!

11.02.2009 - 10h56 - Luis, Lisboa
Os padres não comentam a verdade escondem a verdadequerem mandar.Criou-se um mito de quem somos um país de brandos costumes.Somos um país de vígaros,de bufos,de camaleões,de delatores de oportunistas, de incoerentes,de néscios,de xico espertos,de troca-tintas.Basta ler Jornais, Ligar os televisores,escutar as rádios.

11.02.2009 - 10h55 - acólito, pt
Sugestão: A Igreja pode constituir-se em Partido, e concorrer às eleições, e obviamente excluir as unioes homo no seu programa...!!! Era coerencia...!!!

11.02.2009 - 10h40 - Ze daHorta, Caneças
Alguem me sabe dizer porque os padres se vestem co mo as mulheres?
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Lendas. O fundador de Cabo verde


«DOCUMENTAÇÃO (Livro de casamentos celebrados pelo Padre Antônio João de Carvalho, o fundador de Cabo Verde).

Primeiro casamento – Os documentos referem-se aos assentos de casamentos de: "Manoel Moreira, morador no Bairro de São João, com Eufrázia Rodrigues de Araújo, moradora no Ribeirão do Assunção, natural da freguesia do Ouro Fino, deste bispado, filha legítima de Manoel José de Araújo, natural das partes de Portugual e de Maria Rodrigues, preta natural da Freguesia de IBITURUNA, do bispado de Mariana, neta por parte paterna, não souberam dizer e pela materna, neta de João Pereira Santiago, "PRETO CABO-VERDE", e de Páscoa também natural da cidade da Bahia. Testemunhas: Manuel de Sousa Vieira e Jerônimo Corrêa do Amaral.


Segundo casamento - "De Valentim Teixeira, morador no Córrego Assunção, natural de Lavras do Funil, Bispado de Mariana..." Com Maria da Costa, natural e moradora desta freguesia, filha legítima de Manoel José de Araújo, natural das partes de Portugal e de Maria Rodrigues, preta natural da freguesia de IBITURUNA, nesta pela parte materna de João Pereira Santiago, "PRETO CABO-VERDE", e de Páscoa, também preta natural da Cidade da Bahia. Testemunhas: Capitão Mor Francisco Gomes de Castilho e Bento de Godoy Pinto".

Em nenhum outro documento encontramos tamanha evidência, como neste, da presença de um elemento que pudesse ter sido a causa da denominação do lugar. Supõe-se que tenham sido eles os seus primeiros moradores. Acreditamos ser esta a hipótese mais próxima da verdade.»

http://www.caboverdemg.com.br/modules.php?name=historia&&stop=1

Foto: http://iriscelta.multiply.com/photos/ Visite-me também em: Universal, Universe, Medicina, X-Files

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Frases célebres 26Fev09

Quem rouba terrenos impunemente? Banco Millennium Angola.

03.02.2009 - 14h13 - Baruch, Portugal
Amorim, está na altura de devolveres o dinheirito que ganhaste no negócio GALP. O dinheirito que embolsaste com os falsos cursos de formação e afins.
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da tuga Digam algum local seguro em Angola para um turista??? hoteis a 300 dolares dia??? o mais barato... depois lixo assaltos pedintes sistema se saúde na barraca, ladões e mais ladrões armas lixo e lixo... que turista ... só se for do ruandaAngonotícias

Muleke Rio de JaneiroÉ mais complicado(burucratico)visitar Angola do que visiar o Irão ou o Iraque...depois os hotéis servem de habitação permanente para politicos e comerciantes...assim não dá !Angonotícias

03.02.2009 - 14h34 - Arménio, São Paulo, Brasil
Eu realmente gosto de pessoas competentes, que se antepõem aos fatos. Diante de uma "provável" redução nas vendas de seu produto, já demonstram toda a sua capacidade administrativa impõem um corte severo na mão-de-obra, a qual, com certeza é incompetente, incapacitada e responsável pelos "eventuais" problemas financeiros que a empresa possa vir a ter no futuro. Sempre ouço dizer que é nos períodos de crise que se deve aproveitar para ser criativo, ter imaginação e trabalhar para criar novas oportunidades. Infelizmente parece que os dirigentes da "Carrasqueira" Amorim não possuem essas características e como tantos outros pseudo-empresários, sem preocupação social, optam pelo caminho mais simples (aparentemente) e põem no olho da rua, sem nenhuma comiseração, os seus colaboradores, que durante o tempo de "vacas gordas" deram muito lucro à empresa, mas obviamente isto foi esquecido. Será que nenhuma empresa tem um "plano B" para afastar a crise e manter a sua força de trabalho intacta, da qual muitas empresas dependem para permanecerem competitivas? Com certeza a resposta é não, pois nossos pseudo-empresários são míopes e insensíveis à dor daqueles que os fizeram ricos.
Público última hora

Mendes LisboaExistem excelentes quadros em Portugal experientes e talentosos que neste momento estao desempregados ou em situação de emprego precario, alguns deles ate serão angolanos, obviamente que no meio destes licenciados todos que Portugal tem em excesso ha muitos que nem para varrer as ruas servem! é preciso cuidado na selecção. As faculdades aqui na tuga formaram licenciados a pasada de que nada servem o pais, existem muitas licenciaturas aqui que so exitem para dar emprego aos srs doutores professores da treta que arranjam la os taxos nas faculdades.. Cuidado com estes licenciados que ninguem quer meu povo.. nem os tugas os querem!Angonotícias

Radical.
Agora o que não entendo realmente é a visível opressão ainda vigente em Cuba: Ninguém pode ter m Telemóvel, ninguém pode ter uma Parabólica, ninguém pode ter Dólares em pleno século 21??? Isso é o que acho já um absurdo! Aqui em Angola vivemos também um período menos bom com o nosso triste mono-partidarismo. Loja do Povo, Loja do Cooperante, Cartão de Abastecimento, etc.
Angonotícias
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lendas. Os Pretos Cabo Verde


Lenda é tida como: "Tradição Popular". Uma narração escrita ou oral, de caráter maravilhoso, na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela imaginação poética. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira).

A respeito à origem do nome do antigo "Arrayal de Nossa Senhora da Assunção do Cabo Verde", duas lendas acompanharam a história da cidade até os dias de hoje: A primeira, fala de um lavrador que deixou a enxada encravada na terra. Voltando ao local, tempos depois, o cabo estava brotado. O cabo era verde. A segunda, fala de povoadores vindos do Arquipélago de Cabo Verde que, encontrando aqui pedras semelhantes às da terra natal, quiseram homenageá-la, colocando o seu nome no novo descoberto. Nenhuma das duas versões possuem comprovação documental.

Os Pretos Cabo Verde
À notícia da descoberta do ouro, em toda a extensão do sul das "Minas dos Cataguases" (antigo nome das Minas Gerais), negros, mestiços e emboabas* invadiram todos os córregos e rios à leste e oeste do Sapucaí, a partir da primeira década do século XVIII.

A maioria dos negros e mestiços era constituída de escravos foragidos das minerações do leste: Mariana, São João Del rey, São José Del Rey (Tiradentes), Pitanghy, Baependy, Aiuruoca, Serro e até da Bahia e do Rio de Janeiro. Chegavam à região a oeste do sapucay, subindo os rios e, em seguida, enveredando pelas grotas, chegando aos pequenos afluentes, os riachos e córregos, qualhados de ouro de aluvião, até atingirem as suas nascentes em grotas aos pés das serras. "Buscando as catas mais altas", onde o rico metal reluzia, bateavam com extrema facilidade.

Preferiam permanecer incógnitos ao longo das margens dos riachos, escondidos nas matas, para não atrair a presença de outros faiscadores e ficar longe dos caminhos oficiais, onde era cobrado o quinhão da coroa. Foi o que aconteceu com o Negro Índio, chamado "Preto Cabo-Verde" que veio para o Sul de Minas Gerais, proveniente da Bahia. Certamente a região, o rio e o povoado onde habitavam ficaram conhecidos e herdaram o nome dos "Pretos" ou "Negros Cabo-Verde", um dos primeiros moradores.

Eram negros de cor bem escura e de cabelos lisos. As comprovações documentais de suas presenças, na região, estão nos livros da paróquia de Cabo Verde, em assentos de casamentos de 1780, dezoito anos após a chegada do fundador do arraial, Veríssimo João de Carvalho, vindo de sua fazenda da "Gineta", no Ouro Fino.

O documento encontrado mostra o casamento de filhos de "Pretos Cabo-Verde" que vieram da Bahia através de Ibituruna, próxima a São João Del Rey, às margens do Rio das Mortes.

http://www.caboverdemg.com.br/modules.php?name=historia&&stop=1


* Regionalismo: Brasil.
1 Rubrica: história.
na época da colonização, qualificativo ou alcunha dada pelos paulistas, que descobriram e ocuparam as minas de ouro da região das Gerais, aos brasileiros das capitanias do Rio, Bahia, Pernambuco etc. e aos portugueses, que chegavam atraídos pelo ouro
2 (1899) Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo.
diz-se de ou português ('indivíduo') em geral; galego
3 Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1).
estrangeiro, de maneira geral

In Dicionário Houaiss

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lendas. A Lenda de Cabo Verde


Cabo Verde, um dos mais antigos municípios do sul de Minas, teve sua fundação em 15 de agosto de 1762 (Arraial de Nossa Senhora do Assunção de Cabo Verde) pelo português Veríssimo João de Carvalho, natural da cidade de Ribeira do Pena, Freguesia de São Salvador Portugal, motivada pela atração do ouro existente na região.

A emancipação político-administrativa se deu em 30 de outubro de 1866. O nome Cabo Verde advém de duas lendas: a primeira é a de um cabo de enxada deixado pelos garimpeiros à beira do Ribeirão Assunção. Passados alguns dias ele brotou.

Daí a exclamação: "Cabo Verde!!!". A segunda lenda é atribuída ao grande número de pedras verdes encontradas aqui pelos portugueses, as quais se assemelhavam às das Ilhas de Cabo Verde, na África.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Refugiados 19Fev09


R. Jorge Diz: Julho 11, 2008 às 9:44 am
Atenção à noite e a certas zonas e não queiram ter um furo ou acidente em determinadas zonas.
Habitação: Contem ter um gerador de enrgia, um depósito de água, um guarda e uma empregada. prédios de 8 e 12 andares sem elevador é o que mais há.

eliana Diz: Maio 13, 2008 às 4:52 pm
gostaria de trabalhar em angola na área de enfermagem. termino o curso este ano de bachsarel e quero muito trablhar em angola.

SAULO MACHADO DE SOUZA Diz: Maio 14, 2008 às 8:10 pm
Como Trabalhar em Angola, Sou especialista em meio ambiente em recuperação de áreas degradadas etc

Wadson Lima de Oliveira Diz: Maio 18, 2008 às 1:35 am
Gostaria de saber sobre vagas de técnico em segurança do trabalho em angola pq tenho 2 anos de experiencia e gostaria de trabalhar em angola.
Quem souber algo me passe pro email:wad.oliveira@hotmail.com

Theo Masson Diz: Maio 18, 2008 às 1:50 pm
Sou Engº. Civil com grande experiência em hidráulica marítima. Gostaria de encontrar trabalho nesta área em Angola ou Lisboa, como faço?

rogerio pires aparicio Diz: Maio 19, 2008 às 3:31 pm
gostava de ir outraves para angola trabalhar como carpinteiro de confragem de -1 ja estive 3anos em angola a trbalhar para a teixeira duarte

Jose Antonio Diz: Maio 28, 2008 às 9:57 pm
Ola, sou José Antonio, tenho formação em Letras Português, literaturas brasileira e portuguesa, com idiomas Espanhol (fluente) e Inglês e Francês (básico). Vivo na Espanha e atualmente sou operador de grua-torre, com carnet homologado para toda a europa e gostaria trabalhar em Angola, posto que este país se encontra em franco desenvolvimento e vem ao encontro da profissão que venho exercendo atualmente. Cordiais saudações

anderson ferreira Diz: Maio 30, 2008 às 9:18 pm
tenho cursos de first aid, risk assessemente ,hoist,pasma,fire warden,method risk sessemente, sou ecarregado de obras.

ngonga jose isabel Diz: Junho 2, 2008 às 4:54 pm
sou angolano tirei curso de canalizador no Cenfic,quero trabalhar em Angola visto o Paìs precisa de tecnico

carlos mendes Diz: Junho 6, 2008 às 8:52 am
gostaria de trabalhar em angola na area de confecçoes tecnico de vendas

Gelcimar stançani da cruz Diz: Junho 6, 2008 às 12:05 pm
caro amigo que publicou este anúncio a anos ouço falar de trabalho em angola mas na verdade numca ouve uma afirmativa quanto a isso sou casado tenho que trabalhar pois no total são 6 pessoas incluindo eu sou pintor de paredes profissional numca tive medo de desafios sempre encarei td na minha vida commuita naturalidade dificuldade todos passam até em paizes de 1º mundo a gente vê isso constantemente se me fiserem uma oferta de trabalho eu topo no ato tenho passaporte em mãos e muito disposição ´pra trabalhar só que como não tenho uma boa vida aqui no brasil fica muito dificil ter dinheiro para bancar os custos desde que paguem a conta eu topo tenho 42 anos e muita saúde graças a Deus obrigado!

http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond
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Frases célebres 18Fev09


País já caminha para diversificação da economiaA ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço, disse em Luanda, que o país já caminha para a diversificação da sua economia, visando a saída da dependência do petróleo e dos diamantes. Angop

Alvaro da Cunha USADepois de uma leitura minusiosa do text, conclui que Angola nao tem modelo de desenvolvimento e muitos dirigentes que ocupam Departamentos de relevo para o desenvolvimento do pais nao tenhem qualquer nossao de desenvolvimento economico. Espero que desta vez este precioso comentario seja editado.
Angonotícias

03.02.2009 - 15h45 - Joca, Terra das Vendas
É só exploração! Então do dono da corticeira Amorim, não é o homem mais rico de portugalinho?????? Deviam congelar os dinheiros que este Melga roubou para enriquecer o património pessoal....... É preciso muita lata, para mandar tanta gente para a miséria, depois de ter explorado até ao osso os trabalhadores..... E É ISTO UM comedor, ....perdão comendador desta pátria chamada portugal......À GRANDE COMEDOR, perdão COMENDADOR......... Agora só falta a Igreja nomeá-lo papa (dinheiro)......porreiro pá.............este país continua no bom caminho.
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03.02.2009 - 15h30 - Demócrito , centro
a crise na cortiça já existe há varios anos, em especial nas rolhas que estão a ser substituidas por rolhas de plástico, esta é mais uma das situações em que a espécie de patrõzecos existrentes nesta republica das bananas se estão a aproveitar da crise para fazerem despedimentos.
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03.02.2009 - 15h19 - Gafanhoto, Alface
Não se preocupem que com o dinheiro dos ordenados dos 195 trabalhadores o Amorim põe 390 brasileiros a trabalhar cá ou 780 angolanos a trabalhar em Angola
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03.02.2009 - 15h18 - Rita, Portugal
Ministro da mentira. os empresários astutamente, não querem reduzir os seus lucros, e despedem quem trabalha. agora vemos o capitalista das rolhas a aproveitar a mesma situação, aonde estão os milhões que o Amorim recebeu de fundos perdidos da CEE, o estado Português deu-lhe a fortuna que ele hoje tem. os milhões que o estado andava a aplicar nas industrias para moderniza-las, esse dinheiro era desviado para o sector imobiliário, em ações na bolsa, em carros topo de gama em, depósitos em paraísos fiscais, em casas de luxo e sustentar as acompanhantes de luxo. agora isto está mau, eles aproveita a onda... e dizem, vai-te embora ó empregado agora não precisamos de ti... mas que que bonita atitude. o estado que abra os olhos este gananciosos, por dinheiro fácil são capazes de fazer tudo, e não olham a meios para o conseguirem. Povo de Trabalho não baixem os braços, isso é o que os grandes capitalistas desejam. a luta tem de vir para rua. os grande capitalistas se não tem dinheiro para darem a quem trabalha, também não tem direito a gozar a vida de luxo que fazem. eles tem propriedades e tendo propriedades de rendimentos, o Povo tem direito a que o estado vendas os seus bens...
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03.02.2009 - 15h02 - Anónimo, Lisboa
Pois é, para os trabalhadores não há dinheiro, mas para os filhos dos ricaços da Católica já há. O empresário Américo Amorim não teve qualquer problema em doar três milhões de contos para a construção dos edifícios da Católica do Porto (fonte RTP) e deixar os trabalhadores no desemprego.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Frases célebres 15Fev09


Claro que os colonos Bantus imitam, até superam os homólogos Brancos.

10.01.2009 - 14h17 - Duque de Loulé, Lisboa
Isto já não é notícia, pois já percebemos que a malandragem tinha tomado conta de todos os bancos. Agora, o que queremos saber, é se os estão a meter a todos na cadeia. E por quantos anos.
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10.01.2009 - 16h00 - Anónimo, torres novas
Se procurarem, hão-de encontrar mais coisas bonitas. Mas se não houver consequências, nem vale a pena estar a desbroncar noticias cá para fora, se é para ficar tudo na mesma. Vejam bem a forma como os bancos ainda hoje estão a abocanhar o dinheiro dos clientes. Ainda ontem um amigo me dizia que deu ordens ao seu banco para liquidar um empréstimo há cerca de um mês e nada. Porquê? Estão a servir-se do dinheiro dele, de borla, e estão a cobrar-lhe juros no empréstimo.
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10.01.2009 - 16h09 - A LERPAR, Oeiras(Portugal)
Claro que não...é para vocês terem tempo de, uns p'ra China; outros p'ra cuba; outros p'ra angola ( poiso de pseudo revolucionários do proletariado) e outros p'ra conchichina, argégia, madeira, bermudas e outros paraisos... Depois digam que o louçã é doido!.
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10.01.2009 - 15h56 - ta tudo tolo, Porto
Caro Sousa Pinto: talvez baste somar os factos... Esqueceu a guerra no BCP? Esqueceu que as conclusões do BdP já deviam ter vindo a público em dez de 2007, antes da assembleia geral? Já esqueceu que foi preciso o governo ir buscar "bombeiros" à CGD? Já esqueceu que até o "filantropo" Berardo se calou? Já esqueceu a "ansia" de entregar o Fundo de Pensões à Seg Social (volta a estar na moda...)? Já esqueceu que tudo tem tido tempo para se cozinharem e salvaguardarem posições particulares? Que alguma coisa se passa por lá, não tenha dúvidas que passa... Mas tambem é certo que se o BCP cai.... ai Jesus que lá vamos nós....
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Muleke Rio de JaneiroSeria bom, seria só que há muitos grandes produtores que não pertencem á OPEC e vendem no mercado livre. A OPEC tornou-se uma club de máfia do petroleo que utiliza esse produto com arma de chantagem, destabilização social e até para provocar guerras. Vendem petroleo aos países ricos mais barato que aos pobres etc. Se ficar por US$50 já seria bom demais para alimentar as fortunas pessoais de ditadores e tiranos.Angonotícias

midu malamba Santos,SP-BrO PRS deve levar este caso a sério e entrar com uma queixa a PGR, pois as FAA são apartidárias. Por outro lado o CEMGFAA deve se explicar na qualidade de servidor do Estado Angolano a cedência de espaços em Unidades Militares a empresas cívis privadas, sem qualquer concurso público, violando as Leis da República. Como ninguém esta acima da Lei, segundo palavras do PR, há que explicar a cedência de espaços à empresa chinesa na OGR, brasileira na BCA1 e luso-angolana na Base Aérea de Luanda (Terminal de Cargas)só para citar estes, pois existem muitos mais incluíndo concorrência a Enana com estacionamento de aviões estranhos as FAA na placa militar.Haja justiça!!!!!!!!!
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Subsídios para a história política de Portugal V


Que partidos e associações políticas existiam a 25 de Abril de 1974

CDE – A Comissão Democrática Eleitoral foi fundada como coligação eleitoral da oposição democrática destinada a concorrer às legislativas de 26 Outubro de 1969, com vista à eleição da Assembleia Nacional.

O seu programa político proponha a abertura de negociações com os «movimentos insurreccionais» das colónias, tendo em vista a «conquista em paz da autodeterminação para os seus povos».

A CDE obteve 34,7% dos votos em Setúbal, 18,5% em Lisboa, e 5,1% no Porto, num processo eleitoral condicionado, sendo vítimas da censura prévia, agressões físicas aos seus candidatos, com presença constante e intimidadora de agentes da PIDE e da Legião Portuguesa nos seus comícios.

Participou, também, no III Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro, de 4 a 8 de Abril de 1973, onde teve um papel activo e importante. Por sua vez, a escassos dias das eleições de Outubro de 1973, «os democratas de Lisboa anunciavam a decisão da CDE de desistir à boca das urnas, para não participarem nessa farsa».

A 28 de Abril de 1974 transformou-se no Movimento Democrático Português – Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE), como «movimento unitário que agrupa cidadãos de diversas correntes de opinião», por deliberação tomada em Lisboa pelos delegados nacionais.

Sobre o movimento recaiu sempre a acusação e suspeita de ser uma filial enfeudada e subalterna ao PCP, desde a data da sua fundação. A ideia peregrina de transformar o MDP/CDE numa «frente democrática supra partidária» para «a dinamização do processo democrático», caiu por terra a 28 de Agosto de 1974, quando o Secretariado Nacional do PS decidiu abandonar a estrutura.

Disputou em lista própria as eleições de Abril de 1975 (Assembleia Constituinte), obtendo 4,1% dos votos e elegendo 5 deputados. Passou a integrar a FEPU em 1976 e a APU em 1979 (3 deputados), 1980 (2 deputados), 1983 (3 deputados) e 1985 (3 deputados).

Desfeita a coligação com o PCP, o MDP/CDE concorreu novamente sozinho nas eleições de 1987 e 1989 alcançando franquíssimos resultados.

Foram seus principais dirigentes: presidente Francisco José da Cruz Pereira de Moura (1925+1998) e José Manuel Marques do Carmo Mendes Tengarrinha, secretário-geral.

Conheceu ao longo da sua existência inúmeras cisões, ou do seu seio saíram grupos de militantes que deram origem a vários partidos e organismos políticos: Esquerda Democrática Estudantil (1969), que estará na génese do MRPP; CDE de Esquerda (1973), donde surgirá o MES em 1974; Comissões de Base Socialistas (Junho de 1973), logo associadas ao PRP-BR; Associação de Intervenção Democrática (1987), que passou a integrar a coligação CDU, com a eleição de 2 deputados; Política XXI (1994), actualmente parte constituinte do Bloco de Esquerda. Enquanto partido político foi formalmente extinto em 1994.

15 comentários:
De TiBéu a 28 de Junho de 2008 às 12:29
Jofre
Mais um pouco de cultura o amigo, que não se cansa, de nos ofertartão belos textos. e os vastos conhecimentos. Muito obrigada, eu já costumo dizer: apendi com o Jofre. bj e bom fim de semana

De Menina do Rio a 28 de Junho de 2008 às 12:42
Jofre, querido.
Como sempre grandes textos! Pelo carinho de tua visita, deixo aqui o meu deixo e que tenhas um ótimo final de semana

De José Narciso a 28 de Junho de 2008 às 13:16
Esta série de pequenos textos são um instrumento marcante para nos mostrar o passado, a luta das pessoas e das organizações que resistiram nos tempos negros da ditadura, pese embora hoje até parece que é politicamente incorrecto falar disso, pois anda por aí um vento a reescrever a História e até apresenta Salazar com um homem bom! Daí ser da maior importância e interesse estes artigos históricos, resumidos, mas essenciais. Bem haja, meu caro Jofre

De José Narciso a 28 de Junho de 2008 às 13:17
Esta série de pequenos textos são um instrumento marcante para nos mostrar o passado, a luta das pessoas e das organizações que resistiram nos tempos negros da ditadura, pese embora hoje até parece que é politicamente incorrecto falar disso, pois anda por aí um vento a reescrever a História e até apresenta Salazar com um homem bom! Daí ser da maior importância e interesse estes artigos históricos, resumidos, mas essenciais. Bem haja, meu caro Jofre

De POESIA-NO-POPULAR a 28 de Junho de 2008 às 15:07
Amigo Jofre Alves
Ainda assisti a algumas sessões de esclarecimento,da CDE, em que para entrar-mos para a sala, tinhamos, que passar por alas de polícias, os oradores estavam no palco com a polícia por detraz, e assim, que se referião a Salazar, acadava a sessão com a polícia a evacuar a sala ´bastonada, a juventude de hoje não faz a mínima ideia, do que foi aquela ditadura terrorista, alguns nem acreditam.
É interessante verificar que, tanto no antes, como no após 25 de Abril, os maus da fita eram sempre os comunistas, quando afinal o que constactamos, é que nem todos eram comunistas, mas sim democratas, republicanos, e outros que nada tinham a ver com o PCP, assim como os (EX)comunistas, assim denominados pela comunicação social, não sei qual será o tempo necessário, para que deixem de ser (EX).
Amigo muito obrigado pela sua valiosa contribuição, para o avivar a memória de uns e o conhecimento de outros. Bem haja. Abraço

De padeiradealjubarrota a 28 de Junho de 2008 às 15:20
O Sócrates que se cuide!

De Andesman a 28 de Junho de 2008 às 16:00
Faz parte da nossa história recente, e contudo já não são muitos que se lembram. Bom fim de semana

De cindamoledo a 28 de Junho de 2008 às 17:26
Adorei este blogue, só do tempo destes partidos, e fui a alguns comícios naquela época, até tinha um emblema na lapela de um casaco do CDE , não sei porquê mas simpatizava com Tengarrinha , belos tempos aqueles. Adorei a música do Fausto. Parabéns. cinda

De Fernando a 28 de Junho de 2008 às 20:01
Obrigado caro Jofre por me ter dado a oportunidade de conhecer este espaço de memórias. Este escavar de ruínas que nos recorda ou dá a conhecer tempos e história e estórias que marca(ra)m os nossos percursos de vida. Gostei particularmente da evocação dos partidos e movimentos políticos que combaterem à sua maneira a ditadura fascista (parece que não é proibido dizer fascismo) de Salazar. Ao trazer a história de cada um deles trouxe-me à memória coisas que já não tinha presente. No meu caso andei pela OCMLP e considero que apesar de tudo foi uma boa escola de vida no que teve de bom e também no que teve de mal. Um abraço.

In http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/26567.html

Foto:http://www2.doc.ua.pt/bibdigi/cartazes/cartazes_ver_um.asp?ID=5
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Refugiados 13Fev09


R. Jorge Diz: Julho 11, 2008 às 9:44
Vivem numa situação de amor-ódio por Portugal, falam com ódio da colonização (ás vezes) mas torcem pelo Benfica, colocam os filhos a estudar em Portugal e vão às compras a Lisboa… Já cá estou há quase 2,5 anos e apesar de tudo o balanço é positivo, comparado naturalmente com o que se vive em Portugal

sergio gomes Diz: Abril 19, 2008 às 12:13 pm
Tenho esperiência no ramo de instalações electricas, com curso de electricidade,Domotica e inscrito na DGE , tenho um vasto leque de experitência no ramo,como trabalho em iquepa ,leitura de projectos e execução e cornador de obras. Com 18 anos de experiência , tenho grande variação de trabalhos executodos, tais como : instalações domiciliáres ( predios e moradias ) , bombas de gasolina , ermazens,Hoteis,escritórios , parques de estacionamentos , etc . Os trabalhos foram feitos ao serviço de impresas tais como : Instalo-técnica, Fária e Calixto,ELCC,Monistal,etc. Tenho vontade de ir trabalhar em Angola ,nasce em Angola mas cresce em PORTUGAL , por isso gostaria de trabalhar em Angola para poder conhecer a terra e contribuir para o desenvolvimento desse pais. Neste nomento estou a trabalhar na Ingraterra .

Lucita Diz: Abril 19, 2008 às 11:11 pm
Estando a fazer uma procura, pela internet acerca de futuras propostas de trabalho em Angola. Deparei-me com um website, que contem informacao util.Este e o website, se quiser pode aceder a qualquer momento. http://angolaempregos.blogspot.com/

Flávia Queiroz Vilela Diz: Abril 22, 2008 às 6:49 pm
Sou enfermeira, recém formada, gostaria de saber si tem vaga para trabalhar em Angola? Gostaria muito de trabalhar lá.

reginaldo santana de sousa Diz: Maio 1, 2008 às 2:00 pm
sou pedreiro ,já trabalhei na odebrecht aqui no RJ ,estou me pondo a disposição da empresa se acaso ouver vaga para minha profição .

luisa fernando Diz:Maio 5, 2008 às 9:00 am
oi sou a luisa fernando tenho 18 anos sou estudante da universidade independente em angola curso gestão e marketing procuro um emprego meu contacto é924975301

Maria Rosa Garcia Diz: Maio 7, 2008 às 5:02 pm
Olá, sou Brasileira, 37 anos, livre para viajar e gostaria muito de trab. em Angola sou formada em Tec. de segurança do Trabalho, se alguem puder me ajudar agradeço desde já!Atenciosamente meu e-mail é mflorgarcia1003@hotmail.com

Sandra Gouveia Diz: Maio 9, 2008 às 4:22 pm
Sou professora de 1º e 2º ciclo variante Matemática e Ciências da Natureza. Gostaria de ter uma oportunidade para trabalhar em Angola - Luanda. Se me poderem arranjar contactos agradeço. Atenciosamente, Sandra Gouveia
sandra_m_gouveia@hotmail.com

Elias Diz: Maio 11, 2008 às 3:25 pm
Gostaria de saber sobre vagas de Tecnico de Segurança do Trabalho em Angola email: eliasnacim@hotmail.com

nivaldo batista filho Diz: Maio 11, 2008 às 9:50 pm
gostaria muito de retornar,para angola ,onde ja trabalhei nove meses como mestre de obras numa mineradora de diamantes meus telefones 5134314316 ou 51 84466994

Antonio Santos Diz: Maio 13, 2008 às 11:20 am
12 anos chefe de produçao fabrica de aços 4 anos chefe de oficina auto
3anos supervisor empresa de manutençao e limpezas gostava de ter uma oportunidade para trabalhar em Angola gostava de saber contactos para uma possivel concretização do meu desejo

In http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Frases célebres 11Fev09


Banco Millennium Angola, mais um banco que também rouba terrenos.

Meu amigo sr. Vinhas (director do Porto de Luanda Luanda
…o interesse que certos sectores, como por exemplo, os importadores ligados aos lobbies dos generais, têm em afunilar o livre funcionamento do mercado, de modo a que as elites do MPLA e os filhos do Zé Eduardo possam fazer uso do porto de Luanda como se do quintal lá de casa se tratasse. Ora bem, senhor Vinhas, a única coisa que me conforta o meio dessa estória (no mínimo surreal) é o facto de sabes que inúteis como o senhor um dia hão de morrer e desaparecer da face da terra, e oxalá alguém melhor possa ocupar este lugar que o lhe foi entregue de bandeja.
Angonotícias

01.01.2009 - 14h06 - Anónimo, algures
Então, o nosso "amigo" Papa apela ao dim do ódio? Então que comece por ele próprio e que reflicta muito bem no incitamento ao ódio e violência contra os homosexuais que ele próprio expressou numa entrevista recentemente. E já agora, que olhe para "dentro de casa" e veja a porcaria que por lá tem antes de falar.
Público última hora
Amaral
Se forem os mesmos analistas que no inicio da escalda dos preços do petroleo, afirmaram sem qualquer dúvida, "o barril do petroleo irá chegar aos 200 dolares e aí se manterá" então podemos estar descansados que não acertam. uam vez que os economistas do nosso tempo se transformaram em comentadores desportivos, que o importante é dizer umas "larachas" quanto mais alarmistas melhor, estamos então pois muito descansados que eles não acertam uma.
Diário Económico

Ceptico
... ainda me lembro de ver os analistas a afirmar que o petróleo nunca mais baixaria dos 80 dólares o barril e hoje está a metade. O grande problema da indústria do petróleo não tem a ver com ajustes de procura e oferta, mas com negociatas especulativas no mercado de futuros... não admira também que estes analistas estejam tão preocupados em forçar, psicologicamente, a subida do petróleo... a pergunta é: até que valores aconselharam eles aos seus clientes as compras nos futuros?!
Diário Económico

01.01.2009 - 16h13 - Arreburro, Santo António dos Cavaleiros - Portugal
Eu também tenho confiado a Maria muitos dos meus desejos e até hoje estou à espera que eles se realizem... Igualmente tenho confiado que a PAZ seja em toda a TERRA e não só na terra santa como faz especial referência o Papa. Se aquela zona da Terra é considerada santa e eles não se entendem, como é que os outros das outras zonas que não consideram santas se vão entender? É tempo de deixarmos as demagogias e porem os pratos limpos em cima das mesas sujas das reuniões e outros conclaves de conversas de tretas. Deixem-se de rezas, de conversas da treta e comecem a actuar no terreno real como teria feito JESUS CRISTO!
Público última hora
01.01.2009 - 15h27 - asdrubal, Porto
Coitado do sr. Ratzinger (papa), apenas pode apelar como qualquer outro ser humano. Se é um ser superior que o prove agora parando a guerra....! Enfim, coitado do velhote...!
Público última hora
01.01.2009 - 14h42 - Alfredo, Porto
Durante séculos a Igreja Católica inspirou e tutelou os governos de toda a Europa, demitindo quem não lhe obedecia ou agradava. Como todos sabem foram séculos de amor, paz e prosperidade. Nada de ódios, violências ou pobreza. Aliás durante algumas décadas do século XX inspirou igualmente governos na América Latina, onde, como é evidente, não havia violência nem ódios e todos eram ricos. O que vale é a que a memória das pessoas é muito curta.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Refugiados 10Fev09


Walter Myler Diz: Junho 8, 2008 às 6:22 pm
Sou eletricista e pretendo trabalhar na Angola para adiquirir mais experiência. Tenho 35 anos mais de 15 anos de experiência, quando se pensa em manutenção faço de tudo.

gerfesson alex Diz: Abril 2, 2008 às 11:43 pm
sou tecnico em eletrotecnica e quero trabalhar em Angola ,tenho 22 anos e 18 meses de experiencia e gostaria de saber como faço para ter uma oportunidade

luciano silva Diz: Abril 2, 2008 às 11:56 pm
sou carpinteiro gostaria de trabalhar no projeto Angola , tenho; 30 anos e 10 anos de experiecia na area . gostaria de uma explicação por e-mail

Marcos Andrade Diz: Abril 9, 2008 às 5:37 pm
Sou Profº de Educação Física com Especialização e com vasta experiência na área de Desporto, Ginástica de alongamento e Localizada, Educação Física Escolar, Projetos Sociais e outros. Tenho muito interesse em poder contribuir no desenvolvimento da Educação, do Desporto, da Cultura Social e Econômia de Angola. Podendo assim trocar experiência e adquirir conhecimento.

JORGE VALENTE Diz: Abril 9, 2008 às 11:26 pm
ola a todos , gostaria de trabalhar em Angola nas areas; canalizador , instalador e soldador de tubo em pead agua gas canalizado , manobrador de maquinas terraplanagem ,chefe de sector/equipa, carta de pesdados toda estas areas certificadas. já visitei angola durante 30 dias- nem tudo o que dizem é verdade! mas uma coisa é certa,é um pais rico em tudo . boa sorte para todos. um abraço

William Diz: Abril 10, 2008 às 1:03 pm
Sou tecnico em sistemas de segurança eletronica. gostaria de trabalhar em Angola. Aguardo uma oportunidade de trabalhar no exterior Grato

Reinaldo Oliveira Diz: Abril 10, 2008 às 3:18 pm
Olá Sou Reinaldo estou cursando Pedagogia e Trabalho na area de recepção de Hoteis como garçon, falo o basico de alemão ,inglês e espanhol sendo que sou Borracheiro. Frentista, Lubrificador , tenho dominio em informatica, telho curso de Telefonista e telemarketing, tenho 32 anos tenho experiencia na area de construção como ajudante de pedreiro . Desejo trabalhar na angola aproveitar a oportunidade que pode surgir para min neste pais . Desde ja agradeço !

António Pandeiro Diz: Abril 11, 2008 às 10:42 pm
Sou carpinteiro/marceneiro e procuro colocação em Angola. Já lá estive a trabalhar e adorei,por isso a minha enorme vontade de voltar,para contribuir para a reconstrução daquele maravilhoso país. pandeiro2@hotmail.com é o meu mail.

Nelson Diz: Abril 12, 2008 às 3:44 pm
Eng Civil Alguém me pode indicar um local onde consiga mais informações acerca de oportunidades de trabalho em Angola ?!

Ana Maria Abranches Diz: Abril 13, 2008 às 2:10 pm
Bom dia! Ana Maria Abranches R. Pessoa da Costa, sou bacharel em direito, gostaria muito de trabalhar nesse país, pois foi onde nasci, mas tive que sair em 1974, em virtude da Guerra, mas o meu sentimento em relação a minha terra continua em meu coração, eu amo o meu país. Agradeço, gostaria que entra-sem em contato comigo, no meu e-mail: abranches.ana@gmail.com

In http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond

Foto: http://www.elmundo.es/elmundo/blogs/cronicasdesdeafrica/index.html
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Frases célebres 07Fev09


Enquanto os portugueses vegetarem no futebol, nascerão sempre alhos chochos.


Manuel Gandarês
… me lembro de factos que me marcaram para sempre,e julgo que também a muitos.Estou a falar dos finais da década de 80,do século passado quando S.Ex.ª era Primeiro Ministro, (Cavaco Silva) e do que se passou um pouco por todo o País mas sobretudo na Península de Setúbal. Houve pessoas a suicidarem-se por não terem que comer ou para dar de comer aos filhos,devido à carestia provocada pelo seu Governo.Lembro-me também do papel desempenhado na altura pelo Sr.Bispo de Setúbal,e que sem a sua intervenção a tragédia teria sido,incomensurável.
Diário Económico

Realista
Deixem-me começar por dizer que sou "genéticamente" Keynesiano. Estou (sempre estive) convencido de que a razão principal por que a Espanha cresceu e nós não foi porque a Espanha nunca abrandou o plano de investimentos publicos e nós pelo contrario desistimos. Agora bem, eu começo a ter medo das ideias do Sr Brown e do Sr Obama. É que nem 8 nem 80. Estou a ficar um bocado defensor da tal destruição criativa de que falava Schumpeter, é preciso que os ramos velhos da árvore caiam para que surjam novos. Crises (ciclos) sempre ouve e podem ter um papel útil. Vamos apenas tentar atenuar os seus efeitos, protegendo os mais desfavorecidos. Por exemplo: salvar os 3 construtores automóveis americanos? mas eles já andam em crise ha tanto tempo e não deram mostras de se querer regenerar. Mas concordo que o PEC tenha um bocadinho (menos do que o autor pretende) mais de flexibilidade.
Diário Económico

Otro objetivo eran las empresas más exitosas. "Les obligaban a pagar elevados impuestos, les negaban maquinaria, les ponían cuotas de producción imposibles y después les acusaban de improductivas y las confiscaban", afirmó Mastrapa. Además, los empleados podían reclamar la nacionalización.
EL MUNDO

Las empresas que no fueron confiscadas en un primer momento fueron intervenidas y puestas bajo el control del Estado, pero con el tiempo todas fueron confiscadas. Otro motivo de nacionalización era la acusación de abandono de la patria y traición que recaía sobre los exiliados.
EL MUNDO

Eleito vice-presidente do MPLA em Novembro passado, pelo Comité Central do partido, o deputado Roberto Victor de Almeida, de 67 anos, antevê um ano novo de grandes realizações para os angolanos. Em declarações à Rádio Lac, o ex-presidente da Assembleia Nacional sublinhou que a execução do programa do MPLA aceite pelos angolanos nas últimas eleições legislativas vai impulsionar o desenvolvimento do país. “Estou confiante”, disse, “que em 2009 vamos ver grandes realizações no nosso país, apesar da conjuntura internacional não ser muito risonha neste momento, sobretudo com a crise financeira que afecta quase todos os países do mundo”. Angonotícias

Aluno Hehehe Roberto de Almeida agora é um daqueles palestrantes inspiracionais...hahaha esse é boa! gostei da motivação Kota, estas optimista e é importante! todo mundo quer falar atoa sobre a crise economica e ninguem resolve nada...nem mesmo os proprios Americanos! melhor estamos na expectativa de melhores dias, vamos andar pela Fé! Mas kota Rob. mesmo assim ainda é melhor traçar um plano de acção! Angonotícias

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

X-Files. Escorpiões



Tailandesa bate novo recorde ao passar 33 dias com 5 mil escorpiões


REUTERS


PATTAYA - Kanchana Kaetkaew, considerada a 'rainha dos escorpiões' na Tailândia, posa com escorpiões dentro de uma sala de vidro. Kanchana bateu um novo recorde ao passar o maior tempo com 5 mil escorpiões adultos. Foram 33 dias, desde 22 de dezembro até este sábado.


09:12 - 24/01/2009

http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/24/e240124313.asp

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