sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jornalistas Da RNA Festejam Afastamento De Manuel Rabelais



Londres - A semelhança do que aconteceu a alguns anos atrás em Malanje quando o povo festejou a exoneração do falecido e antigo governador Flavio Fernandes, o quadro tornou-se a repetir mas desta vez na comunicação social com o afastamento do ex- Ministro Manuel Rabelais. A decisão de JES de retirada de confiança ao mesmo foi alvo de festejo entre funcionários da RNA e TPA que empalharam mensagens de alegria nos últimos dias. (Não há informação acerca da reacção dos trabalhadores na Angop e Jornal de Angola).

Fonte: Club-k.net
Ascensão e a queda do Ministro
Para alem de ter saído com a fama de mau gestor, Manuel Rabelais é lembrado pelo registro de falta de salários (na RNA), criação de grupos de intrigas, medidas disciplinares pesadas contra jornalistas (Ernesto Bartolomeu , Amilcar Xavier, Vaz Quinguri e etc) e a imposição de filhos do PR na TPA.
A ASCENSÃO
Formado em direito, Manuel Rabelais é um reconhecido relator de desporto de radio em Angola. A sua ascensão naquela estação de radio começou a efectivar-se, quando interinou as funções de director da RNA no seguimento da morte do seu antecessor Vieira Dias. Rabelais, de acordo com uma versão interna, havia se reunido de seguida com os responsáveis da RNA nas províncias que após a oferta de viaturas e outros meio emitiram uma moção de apoio reconhecendo as suas habilidades para que ficasse director efectivo da empresa.

Em paralelo, começou a dar relevância ao factor militância no MPLA ao qual aderiu em 1997 (Cartão de militante 29308). Juntou-se ao comitê de especialidade dos jornalistas do MPLA passando a ser o responsável dos assuntos políticos. Terá sido nesta condição que rapidamente adere ao Comitê Central no V congresso em representação a classe da comunicação social. Passou a privar com Fernando Miala (o mesmo aconteceu com o Ex DG da RNA, Eduardo Magalhães)

Substituiu Hendrick Vaal Neto, na comunicação social e tão logo que assumiu as pasta de Ministro reuniu em privado alguns directores de semanários independentes em Luanda e em alguns casos passou a te-los em sociedades comerciais. Aguiar dos Santos, DG do AGORA, chegou a declinar uma convocatória no gabinete do mesmo. Nas véspera das eleições de 2008 o Ministro ofereceu viaturas a todas as redações de jornais privados. O director Aguiar dos Santos registrou a "sua" em nome do seu Semanário (para apoios aos jornalistas) e se recusa usar para fins particulares, para evitar conotações de aliciamento. Entretanto, o aparente controle que Manuel Rabelais passou a ter dos jornais privados foi aplaudido dentro do MPLA, por diferenciar do seu antecessor que mantinha relação de crispação com a classe jornalística não servidora do regime.

Na seqüência das eleições legislativas de 2008, Manuel Rabelais esteve em vias de ser afastado de Ministro ao qual foi defendido em reunião do Bureau Político por Kundy Paihama que realçou os seus feitos na campanha eleitoral. Antes disso, alguns dirigentes do MPLA mostravam-se desapontado com o mesmo após terem surgido informações segundo a qual permitia que os seus colaboradores directos lhe levassem desapreciásseis considerações a respeito do Vice Ministro, Miguel de Carvalho “Wadjimbi”, tido como “quadro do partido”.

PRECIPITAÇÃO DO AFASTAMENTO
O afastamento de Manuel Rabelais terá sido em parte provocado por denuncias e excessos seus em relação aos destinos obscuros dos fundos do orçamento do Ministério da comunicação social. Criou a sua própria entourage ao qual se incluíam alguns adidos de imprensa nas embaixadas (através dos mesmos comprou aparelhos na África do Sul para montagem de um estúdio privado com fundos do Estado).

Para as suas deslocações ao exterior, criou um “grupo de avanço”, chefiado por um colaborador seu, Abílio Montenegro. O “grupo de avanço” tinha a missão de fazer expedientes no estrangeiro (reservas em hotéis) e os seus elementos viajavam com bilhetes de primeira classe.

O Ex-Ministro aproximou-se a Tchizé dos Santos tendo proposto, a ex deputada a oportunidade de aderir a comissão de gestão da TPA. Afastou a então direcção da televisão tendo promovido a idéia de que não era ele "quem estava a mandar" e que a entrada na TPA da filha do Presidente da Republica correspondia a orientações “superiores”.

Entretanto quando em meados de Março 2009, o porta voz da Presidência, Aldemiro Vaz telefonou ao Ministro para se inteirar de uma informação que chegou ao seu gabinete dando conta que Manuel Rabelais estaria a hostilizar o então director geral da TPA, Fernando Vieira Dias Cunha, ficou claro que a entrada de Tchizé dos Santos na TPA, não representava ordens da Presidência da Republica. Por outro lado, foram notadas reações de Tchizé dos Santos quando lhe foi chegando informações que davam conta que a intenção do Ministro era usá-la como moeda de troco para se manter no posto ministerial.

Contudo, um incidente envolvendo Manuel Rabelais levaria ao desapontamento do circulo presidencial quando em finais de 2008 foram posta a circular em meios restritos, informações segundo a qual o então Ministro estava decidido a fazer uma maldade contra integridade física do jornalista Amilcar Xavier. (Os familiares do jornalista chegaram a ir ter com a família do ministro para esclarecimento.)

Há também informações de que antes do período do seu afastamento chegaram cartas de jornalistas a individualidades afectas a Presidência da Republica e ao partido MPLA contendo reclamações a respeito dos excessos do então Ministro. Em Dezembro de 2009, uma senhora do cassenda, apresentou-se como sua esposa a uma das rádios locais denunciado que teria sido espancada pelo Ministro Manuel Rabelais. A versão que chegou ao partido (entenda-se MPLA), da conta que uma senhora foi batida por “alegadamente ter desacatado uma orientação de Manuel Rabelais” e que a mesma senhora dirigi uma empresa, Sucrimat que no natal passado distribuiu cabaz aos funcionários da RNA.

De um modo geral, a exoneração de Manuel Rabelais do governo foi prejudicada por praticas que levaram a fragmentar os fundos da comunicação social espelhado nos seguintes exemplos a saber:
- Casos de subfacturação: Um grupo de brasileiros cobrou cerca de 1 milhão de dólares para realização de uma Novela “minha terra,minha mãe” feita entre Angola e Brasil. Uma outra novela, “doce pitanga” feita por angolanos através de uma produtora atribuída a Manuel Rabelais custou cerca 6 milhões de dólares.

- Gastos não justificados de cerca de 4 milhões de dólares da RNA ao qual numa reunião interna atribui culpas a ex-director da RNA, Eduardo Magalhães aconselhando-o a devolver. (Rabelais era na pratica um DG da radio a distancia)

- Criação de empresas suas que prestam trabalho nas instituições do Ministério, a exemplo da empresa Sucrimat dirigida pela esposa.

- Existência de uma folha “sombra” de salários dos trabalhadores da RNA e TPA, ao qual inclui salários de cerca de USD 2000 por jornalistas e recebimento do ordenado de pessoas já falecidas.

- No seu consulado, quando foram nomeados directores gerais impôs que os financeiros tivessem que ser homens de sua confiança. Alguns saídos do seu gabinete.

- As empresas da comunicação social tem contas no BPC ao qual recebem pagamentos. Através das empresas, Manuel Rabelais pedia financiamentos no referido banco cuja a honra de devolução era desconhecida. Quando o ministério das finanças autorizava pagamentos o mesmo usava parte daquele dinheiro para liquidez de dividas no BCP acabando as empresas como a RNA e TPA ficarem sem dinheiros resultando em falta de salários e etc.

- Em finais de 2009, os directores das empresas tiveram que pedir empréstimo ao banco para poder efectivar os salários de Dezembro e décimo terceiro. ( RNA ficou sem salário ate ao dia 15 de Dez 2009 e de momento ainda ha atraso de dois meses de salário).

- Transferência bancaria de altas somas de dinheiro para Portugal através de uma conta no banco BIC de uma suposta esposa (Terá comprado uma casa neste pais onde tem filhos a estudar).

Quando os funcionarios da RNA e TPA começaram a reclamar sobre desvios de dinheiros na empresa, alguns quadros conotados a Manuel Rabelais promoveram, nos corredores, “conversas de bar” alegando que “o Ministro não estava comer sozinho” e associaram o nome de Aldemiro da Conceição, funcionário da Presidência da Republica e de Norberto dos Santos “Kwata Kwanawa”, ex Secretario do MPLA para informação como dirigentes que estariam a beneficiar da rede do Ministro.

Na noite do dia em que Manuel Rabelais foi afastado, um grupo de elementos ligados ao mesmo dirigiu-se ao parque de estacionamento da Radio Nacional para retirar sete viaturas da marca Mitsubishi, todas elas novas. Não há informacao de que o “saque” tenha agido a mando do Ministro demissionário.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Bispo de Uíge considera antidemocrática política da "cadeira vazia"



Uíge, 22 jan (RV) - O bispo de Uíge, Angola, Dom Emílio Sumbeleleo, disse nesta sexta-feira, que não lhe parece democrático o procedimento da "cadeira vazia", apresentado pela União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), na quinta-feira, por ocasião da aprovação da nova Constituição do país.

http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=351310
Em declarações a agência de notícias angolana, Angop, o prelado disse que os deputados da UNITA deveriam, pelo menos, ter comparecido à Assembleia Constituinte, deveriam permanecer na sala e talvez se absterem ou não votarem, da mesma forma que fizeram outros partidos, mas não desertarem.

"Não me parece muito correto, abandonar a sala. Eles estiveram presentes na elaboração e nas discussões, e na hora da aprovação abandonaram a sala. Creio que deveriam ser mais coerentes e terem permanecido na sala" – sublinhou o bispo.

Depois de ressaltar a importância da Carta Magna para o país, Dom Sumbeleleo defendeu que com esta nova Constituição, Angola vai ganhar estabilidade política e econômica, porque ela contém aspectos jurídicos que irão reger diversas estruturas. "Estou certo de que muitos aspectos saídos das discussões, por ocasião de sua apresentação pública estão plasmados nela" – frisou o prelado.
Para Dom Emílio Sumbelelo, a Constituição aprovada nesta quinta-feira pela Assembleia Nacional é de grande valia para o país, antecipando esperar que ela seja promulgada pelo presidente da República, para sua posterior publicação no Diário Oficial.

"No meu entender, na Constituição está contido aquilo que a própria população manifestou depois das consultas públicas. Acho que reflete o pensamento e o sentimento dos angolanos. Portanto – sublinhou – podemos nos rever nela. Espero que venha a ter aquela estabilidade que todos nós queremos" – concluiu.
O bispo de Uíge afirmou que Angola entrou, a partir desta quinta-feira, 21 de janeiro, numa nova época de sua vida, com a aprovação da nova Constituição do país. (AF)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

«Raul Danda, Deputado Eleito Por Cabinda»



Lisboa - É um dos cabindas do establishment, no seu caso específico situado nas franjas do mesmo (deputado eleito nas listas da UNITA por Cabinda), que o regime do MPLA encara com desconfiança e que o aparelho de segurança mantém sob pressão – por vezes na forma de ameaças.

Fonte: AM CLUB-K.NET

No rescaldo do atentado contra a selecção do Togo foi sibilinamente advertido de que poderia vir a ser-lhe movido um processo de impugnação da sua qualidade de deputado por suspeitas de conotação com “terroristas”, como os separatistas de Cabinda e a FLEC são agora identificados.
A oculta intenção do regime de o aliciar parece ter-se esfumado definitivamente (AM 120), quando recusou o cargo de vice-ministro dos Petróleos, oferecido no seguimento da assinatura do Memorando de Entendimento.

Na recente visita de Hillary Clinton a Luanda conseguiu iludir o protocolo e aproximar-se da mesma, em plena Assembleia Nacional, para de forma audível lhe fazer sentir a existência de violações dos direitos humanos em Cabinda.

É sobrinho de Miguel Nzau Puna, um dignitário cabinda, pela mão do qual, então ainda SG da UNITA, se juntou à organização (chegou a ser director da Vorgan). Acompanhou o tio quando o mesmo rompeu com a UNITA, em 1992, e no rescaldo disso criou um pequeno partido, TRD, a que aderiu.

M N Puna, até há pouco embaixador em Otawa, é actualmente deputado do MPLA, eleito para o CC do partido no último congresso.

Imagem: Angonotícias

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uíge. Munícipes esclarecidos sobre cedência de terrenos




Uíge - Os munícipes da cidade do Uíge foram esclarecidos sábado nesta cidade, sobre o processo normativo de cedência e legalização de terrenos, no quadro do programa da autoconstrução dirigida levado a cabo pelo Governo no país.

O encontro que acolheu autoridades tradicionais, eclesiásticas, administradores municipais e comunais, directores dos diferentes ministérios do governo da província, juventude e a população em geral foi orientado pelo governador da província Paulo Pombolo.

ANGOP

Os participantes ao encontro foram informados sobre a situação actual das reservas fundiárias na província, passos a seguir para tramitação processual e os aspectos gerais sobre a Lei de Terra.

De acordo com a cartilha do programa da autoconstrução dirigida, lida pelo jurista Hélder Carlos, para a obtenção de lotes urbanizados e residenciais, cabe ao cidadão dirigir-se e manifestar o seu interesse aos órgãos competentes da administração municipal ou governo provincial para se registar e requisitar o processo com a escolha adequada da dimensão do lote ou tipo de casa.

"O cidadão interessado para participar no quadro do programa da autoconstrução dirigida dirige-se a administração municipal a fim de requisitar o seu processo e a administração canaliza para os órgãos competentes, facilitando assim a cedência de lotes ou residência ao cidadão", lê-se na cartilha da autoconstrução.

Requisitado o processo necessário, o cidadão deverá aguardar a aprovação do processo pelos órgãos competentes, até ao momento que será chamado para cedência do lote ou residência requerida de acordo com as tramitações estabelecidas.

Os participantes ao encontro tomaram conhecimento que as autoridades que têm a autonomia de proceder a entrega de terrenos, variam de acordo com o tamanho e o tipo de parcela de terra requerida.

Falando no acto de enceramento o governador da província do Uíge, Paulo Pombolo, disse que para minorar as várias dificuldades que a população enfrenta, o programa abrange a todos os cidadãos independentemente da sua raça, cor e sexo.

O governante realçou que nove dos 16 municípios que compõem a província já têm reservas fundiárias identificadas aguardando o seu loteamento, acrescentando que no município do Uíge, estão já loteados três reservas nomeadamente a do Quilumoço, Catapa e da Bela Vista.

Paulo Pombolo pediu a maior colaboração e compreensão das autoridade tradicionais, religiosas, administradores municipais e comunais, no sentido de retransmitirem a mensagem a população.

Participaram do acto administradores municipais e comunais, directores dos diferentes ministérios na província, autoridades tradicionais, religiosas, juventude e a população em geral.

Imagem: http://www.angolatelecom.com/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

«Aldemiro Da Conceição, Porta Voz Da Presidência»


Lisboa – A experiência fez dele um especialista em informação. No Gabinete presidencial tem a tarefa de assessorar o Presidente da Republica a fazer leitura de ocorrência política. É referenciado como muito educado mas com senso de irritar-se quando há interferência no seu trabalho. (Na visita do PR a China, em Dezembro de 2008, chegou a ralhar indiscretamente um jornalista Gonçalves Inhangica). Uma das qualidades que lhe são atribuídas é a capacidade em formatar a opinião publica nacional em argumentos devidamente calculados e catalizados por satélites na comunicação social cujo domínio tem.

Fonte: Club-k.net

É na pratica o Ministro da comunicação sombra. Controla a comunicação social através dos seus pivôs nestes órgãos. A sua antena no Jornal de Angola é o próprio director José Ribeiro. Nas outras redações criou os chamados “reportes presidências”. De acordo com uma explicação conhecedora do assunto, estes repórteres são convocados, para se deslocarem ao palácio presidencial por um director do Ministério, José Luis de Matos. Postos no palácio, o Porta Voz da presidência, entra em contacto com eles por via de dois jornalistas, Alves Antonio e Francisco Mendes e em alguns casos com um jornalista da TPA, Gonçalves Inhanjica. As perguntas que os repórteres presidenciais desejam colocar a uma entidade estrangeira como aconteceu com a Hillary Clinton, são colocadas num papel e depois entregues a Aldemiro da Conceição para aprovação.

Aldemiro Conceição que em Dezembro ultimo completou 61 anos de idade, envolveu-se na política ao tempo do colono. Em meados da década de 70 foi preso (pena de três anos) pelas autoridades colônias por ligação a uma célula clandestina do MPLA, no bairro vila Alice em Luanda. Após a independência fez parte do primeiro grupo de nacionalista que ingressou na Radio Nacional de Angola (RNA), onde chegou a ser chefe de redação e mais tarde responsável de projectos.

São inexactas as informações de como foi parar na Presidência da Republica. A versão que se propagou no circulo do poder é a de que teria sido mobilizado após ter ido ao futungo de belas fazer uma entrevista que acabaria por agradar JES e que mais tarde faria dele seu assessor para Informação. Após aos acordos de Bicesse, JES teria lhe dispensado para o governo onde em curto tempo ocupou a posição de Vice Ministro da informação. Hoje é o alto funcionário mais antigo da presidência concorrendo com ex director do protocolo de Estado, José Filipe (Hoje Chefe do Cerimonial da Presidencia)

Como porta voz presidencial teve protagonismo ao tempo do conflito armado. Passou a ter satélites em rádios estrangeiras e em jornais portugueses. Algumas das suas posições na media estrangeira eram na óptica dos opositores ao regime vistas como jogo de desinformação. Na altura chegou a difundir a informação de que Alcides Sakala da UNITA tinha morrido durante combates no interior do país. Ficou muito decepcionado quando a Radio Eclesia havia retomado da imprensa estrangeira, uma entrevista do ex SG da UNITA, Lukamba Gato. A “inocência” da emissora católica feria o seu trabalho de desinformação.
Tem aceitação no clero católico em Angola, sobretudo na pessoa do cardeal Dom Alexandre do Nascimento. É aludido como a figura presidencial que teria amortecido a reivindicação da Igreja Católica sobre o assassinato do jornalista Ricardo de Melo na década de oitenta. (Desde então a Igreja nunca mais questionou o assunto.)

De entre os assessores presidências é aparentemente a figura mais estimada pelos filhos de JES. Era a ele a quem Tchizé dos Santos, a certa altura mais escutava quando a jovem vivia nos Estados Unidos. Ainda hoje quando a jovem empresaria pretende fazer uma comunicação publica é a Aldemiro da Conceição a quem envia em primeira mão a copia da correspondência. Esta ligação ou apresso privilegiado aos filhos de JES foi ainda verificado quando foi convidado para ser o padrinho de casamento de Isabel dos Santos.

O seu destino esta de facto, marcado para estar dentro ou próximo ao circulo presidencial em Angola. O mesmo tem graus de afinidades com o circulo familiar de Agostinho Neto, em função de uma filha sua cuja mãe é irmã de São Vicente, o esposo de Irene Neto, a primogênita de Agostinho Neto.

Diz-se que por influencia de JES retomou os estudos. (A maior alegria que alguém pode dar ao PR angolano é estar formado). Vaz da Conceição inscreveu-se na Universidade Aberta de Lisboa tendo concluído o curso de Ciências Políticas. Em 2004, esteve em provas na Universidade e viu-se privado de acompanhar o PR que de deslocara em visita aos Estados Unidos. A cerca de quatro anos atrás denotava decidido para o mestrado do mesmo curso no Instituto Superior de Lisboa.
Tem categoria de Ministro junto a presidência, em razão disto assiste as secções do Conselho de Ministro. Dirige na Presidência da Republica um “gabinete de analises” com características de inteligência. No seu Gabinete é tratado por “Senhor Porta Voz”, mas é no seu circulo intimo que é tratado por Tininho, um diminutivo que provém de Justino. (Aldemiro Justino de Aguiar Vaz da Conceição).
É ele quem interina os assessores da presidência na ausência destes ou em caso de exoneração. Já interinou a casa civil e igualmente a assessoria social, na ausência de Justino Fernandes. Uma das figuras do gabinete presidencial de quem muito respeita e priva uma amizade pura é o General Manuel Helder Vieira Dias “Kopelipa”. Quando recebe expediente de natureza fora da sua alçada é ao General “Kopelipa” a quem encaminha.

É muito discreto tanto nos negócios como nas amizades. Dos seus negócios conhece-se, uma gráfica Damer (Alguns semanários independentes são ai imprimidos). Nega o vinculo ao qual se associa o seu nome ao investimento que deu corpo a empresa Media Nova (TV Zimbo, Radio Mais e etc), uma sociedade ao ao qual se inclui o General “Kopelipa” e Isabel dos Santos. Quando um dos seus filhos, Helder Conceição regressou de Portugal formado, não foi sentido em Aldemiro algum sinal de encorajamento direcionado para o ramo empresarial como fazem os membros do regime. O jovem foi inicialmente colocado como funcionário de uma instituição bancaria em Luanda.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

«Bonanza - A História !»


Em homenagem a Pernell Roberts, recentemente falecido e a todos os que deram vida a BONANZA, a série televisiva inesquecível que divertiu muita gente nos anos 60.


«Quando o produtor David Dortort vendeu a idéia à NBC de criar Bonanza, ele pensava que poderia fazer algo realmente diferente dos esquemas televisivos da época e mudar a velha fórmula dos Westerns.

http://www.bricabrac.com.br/bonanza_historia.htm

O que ele não fazia, era idéia de que estava criando um verdadeiro fenômeno que perduraria no ar por incríveis 14 anos, com um impacto igual ao do primeiro dia de exibição nas TV de todo os Estados Unidos, e imediatamente após, disseminado ao redor do mundo, seus personagens passaram a ser idolatrados por milhões de fãs, Bonanza é mais do que um Western sobre um homem e seus três filhos, trabalhando como uma família, na rústica e violenta era do Velho Oeste.
Bonanza se tornou um pedaço de tudo aquilo que forjou a cultura Americana.
Ben Cartwright e seus filhos Adam, Hoss e Little Joe tornaram-se nomes familiares, inclusive para pessoas que nem haviam nascido quando o seriado estreou pela primeira vez, o tema de abertura de Bonanza era imediatamente reconhecido em qualquer lugar.
Bonanza continua sendo um nome popular por conta de re-edições nos Estados Unidos e outros países, disseminou Fã Clubes pela Internet e conquista novos fãs a cada vez que é re-apresentado.
David Dortort, um escritor que se tornou produtor cinematográfico, queria criar um conceito de entretenimento que fizesse oposição à imagem empavonada de machões pintada pela maioria dos espetáculos televisivos dos anos 50. Ele desejava que seus personagens fossem homens fortes; ele os vislumbrava como descendentes diretos dos Cavaleiros da Távola Redonda, adaptados à cena do Velho Oeste - homens com forte formação moral, que combateriam o mal e trariam a justiça para uma terra indômita.
David Dortort criou Ben Cartwright como o forte patriarca, um pai que moldaria seus três filhos independente da educação da terra e do ambiente hostil. Para tanto Dortort emprestou a cada um dos filhos características únicas e diferenciadas. Adam, era o intelectual, filho mais velho, era dado a usar mais o cérebro do que a força. Hoss era o "Gigante Gentil", um homem dotado de força descomunal e com um coração de ouro. Little Joe era o filho mais novo, irresponsável, impulsivo e o coração mais romântico de todos.
Para justificar estas diferenças nas personalidades dos três filhos, Dortort, deu a cada um deles uma mãe diferente, fazendo com que Ben Cartwright tivesse sido casado 3 vezes. Assim como na mitologia de Camelot, os Cartwright receberam do autor, a incumbência de guardiões do Rancho Ponderosa, um império de cabeças de gado, madeira e minérios nas montanhas de Nevada, perto do lago Tahoe. Bonanza foi um dos primeiros seriados de TV com um enderêço fixo, sem as famosas andanças de seus mocinhos por paragens e cidades do Oeste, eles tinham uma terra para defender e faziam dela sua base.
Em Bonanza, os Cartwrights se viram de fronte a uma variedade de personagens e situações que na maioria das vezes batiam à sua porta. Inicialmente a NBC desejava estrelar Bonanza com atores famosos, sentido que precisaria de nomes para atrair audiência. Dortort persuadiu a rede de televisão a desistir desta idéia, com a afiramação de que poderia obter imenso sucesso com atores totalmente desconhecidos; ele convenceu a NBC uma emissora nova àquela época de que forjaria suas própria estrêlas.
Dortort teve na verdade uma acurada percepção dos resultados do seu projeto.
Foram escalados Lorne Greene para o papel de Ben Cartwright, que era conhecido antes da série pela sua voz poderosa. Um canadense, ficou conhecido pelo apelido de "A Voz do Canadá", título que recebeu pelas inúmeras produções de rádio em que fez a locução naquele país. Pernell Roberts encarnou o papel de Adam, Dan Blocker personalizou Hoss e Michael Landon fez Little Joe. Todos os 4 fizeram anteriormente, inúmeros pequenos papéis na TV Americana, mas nenhum deles era conhecido do grande público; o que mudou rapidamente assim que Bonanza entrou no ar.

O primeiro episódio de Bonanza foi levado às telinhas da TV em 12 de setembro de 1959. Bonanza atingiu sucesso imediato. Pelas suas 2 primeiras temporadas, Bonanza estourou nas pesquisas de audiência e foi filmada desde o início em cores. O que lhe garantiu vida longa. A TV em cores era considerada um fenômeno àquela época e a RCA, empresa que gerou a NBC, queria uma série que encorajasse os consumidores a comprarem novos aparelhos de televisão. Os primeiros episódios traziam belissimas tomadas do lago Tahoe e todas as suas cercanias, assim como "sets"de filmagem e indumentárias de colorido forte. Bonanza ficou no ar durante 2 anos nas noites de Sábado até ser transferido para uma lacuna no horário noturno dos Domingos. Foi aí que o seriado atingiu sua maior audiência e alcançou o sucesso definitivo. Por 10 dos seus 14 anos de vida, o seriado ficou entre os 10 mais assistidos da TV americana, e, entre 1964 e 1967 foi o seriado de maior audiência na América.
Depois da primeira temporada, Lorne Greene convenceu os produtores a suavizarem seu personagem para a figura de um pai compreensivo e as vezes bondoso, ao invés de um forte e disciplinador patriarca. Roberts, Blocker e Landon tiveram seus personagens tornados mais humanos e racionais, dando-lhes mais profundidade e complexidade.
Mais cuidado foi dispendido com o "script", mudando as histórias simples para enredos mais interessantes. Em muitos casos Bonanza estava à frente do seu tempo. O seriado se valia de temas e controvérsias tais como: problemas raciais, a condição da mulher como esposa e os abusos que sofria, problemas psicológicos, o alcoolismo e os matadores de aluguel. O interesse da audiência era mantido através de contrastes forjados pelos que escreviam os roteiros. Numa semana um episódio podia ser um verdadeiro drama e na outra uma divertida comédia, graças ao elenco que desmpenhava com igual desenvoltura tanto drama quanto comédia; cada um deles tinha a capacidade de criar uma cena cheia de tensão, bem como emprestar ternura a seus personagens ou fazer os telespectadores morrerem de rir com suas desventuras.
Mas. Bonanza tinha algumas constantes em seus enredos, por exemplo, toda mulher que tivesse um envolvimento amoroso com um dos Cartwrights, ou morria no final ou tinha que impreterivelmente partir, deixando-os juntamente com o público de corações partidos.
Michael Landon fazia piada, dizendo que os Cartwrights deviam tomar cuidado ao cavalgar, evitando que seus cavalos pisoteassem as covas onde tinham sido enterradas todas as inúmeras mulheres que morreram durante os seriados.
Os produtores da série cogitaram por várias vezes, em conseguir uma esposa para Adam, e por diversos episódios Adam cortejou e noivou com Laura Dayton, mas protestos enfurecidos de fãs, principalmente da ala feminina, fizeram a idéia do casamento de Adam cair por terra.
Os fãs perderam a conta de quantos episódios, se não tiveram um final feliz, pelo menos foram stisfatórios. O bem sempre triunfava sobre o mal.
Os personagens sempre faziam a coisa certa, não importando o quanto isso causasse dor ou prejudicasse os Cartwrights. Ben reforçava os valores familiares com preleções e palavras de consolo.
Os telespectadores sabiam que podiam se tornar assíduos dos episódios de Bonanza, pois que nunca veriam cenas de abusos sexuais ou de violencia gartuita.
Os personagens de Bonanza se tornaram imensamente populares, suas imagens apareciam em tudo o que se pudesse imaginar, de quadrinhos a chaveiros, de lancheiras a jogos infantis.
Os quatro atores eram oferecidos como atrações em rodeios, shows de variedades, desfios de TV e especiais de fim de ano. Gravaram discos e participaram de show ao vivo em Las Vegas, eles arastavam verdadeiras multidões por onde passavam.
Apesar do enorme sucesso, Pernell Roberts se desencantou com Bonanza, ele achava que o papel não lhe conferia a variedade e a profundidade de interpretação que ele desejava. Quando ele expressou sua vontade de abandonar a série, imediatamente os produtores tentaram dissuadi-lo desta idéia. Greene, Blocker e Landon desenvolveram uma amizade e intimidade afetiva muito grande por conta de trabalharem juntos na série, mas Roberts se mantinha à distância.
Por conta deste episódio, foi ntroduzido o persoangem Will Cartright, sobrinho de Ben, interpretado por Guy Williams (o mesmo que mais tarde interpretaria .......Robinson, chefe da expedição espacial à Alpha Centauri em Perdidos no Espaço). Roberts consentiu em continuar filmando a série, assinou um novo contrato e Williams foi retirado do elenco.
Mas, ao término da sexta temporada da série Roberts manifestou novamente o desejo de deixar o elenco e desta feita os produtores consentiram.
Greene manifestou pesar pela saída de Roberts do "cast", mas ao mesmo tempo disse que os Cartwright deveriam tirar uma cadeira da mesa e continuar em frente. A saída de Roberts não arranhou os índices de audiência de Bonanza, os produtores simplesmente expandiram os papéis dos outros personagens; por exemplo, Ray Teal que fazia o papel do Sherife Roy Coffee, tornou-se mais proeminente. Na nona temporada, Candy, interpretado por David Canary foi introduzido como capataz do rancho Ponderosa, permanecendo neste papel por 3 temporadas, qunado de sua saída, um orfão adotado pelos Cartwright aparece, era Jamie Hunter, interpretado por Mitch Vogel, a idéia dos produtores era através deste personagem, atrair um público jovem para o seriado. Nos episódios em que Jamie aparecia, temas como adolecentes rebeldes e a descoberta do amor na juventude tornaram-se incompatíveis para um elenco já de idade avançada. Apeas dos esforços em manter o seriado atual, Bonanza começou a cair nos ídices de audiência, depois de 12 anos no ar. O golpe de misericórdia veio com a morte repentina de Dan Blocker em 1972, a perda do querido Hoss foi devastadora tanto para o elenco quanto para os fãs. Os produtores reagiram rápido trazendo de volta Davis Canary e recriando seu personagem Candy e acrescentando Tim Matheson como Grif, um problemático e jovem Cowboy. Mas a perda de Blocker parece que arrancou o coração da série. Bonanza atravessou mais uma temporada eventualmente relegada às noites de 3a. feira, até ser abruptamente interrompida e cancelada pela NBC. O último episódio da série foi levado ao ar em 16 de janeiro de 1973.
Mas, o fenômeno de Bonanza foi reconhecido no momento em que a NBC cancelou o seriado, imediatamente começou a ser re-exibido em cadeia de televisões ao redor do mundo, antigos fãs continuaram a assistir aos episódios e novos fãs surgiram imediatamente, a popularidade de Bonanza continuou a crescer. O elenco continuou com carreiras de sucesso após o fim da série, Michael Landon iniciou sua carreira como escritor e diretor ainda durante o sucesso de Bonanza, tornou-se um bem sucedido produtor/diretor e escritor assim como um ator popular. Lorne Greene estrelou nas séries BattleStar Galactica e Code Red. David Canary atingiu sucesso em montagens musicais e teatrais. O próprio Pernell Roberts voltou a TV estrelando am Trapper John M.D.

A despeito do sucesso em outra áreas, o elenco ficou conhecido e continua sendo identificado pelos seus personagens em Bonanza.

Ao redor do mundo os personagens Ben, Adam, Hoss e Little Joe Cartwright permanecem com público fiel. Todos os dias em algum lugar do mundo, Bonanza continua a ser exibido e continua a atrair uma legião de novos fãs.
A ênfase de Bonanza nos valores familiares e diversão limpa fazem a polpularidade da série igual a de 40 anos atrás quando foi ao ar pela primeira vez.

Assim , da próxima vez que você ouvir os acordes iniciais do tema, vir o mapa de Nevada ardendo em chamas, ou pensar em Ponderosa toda vez que uma imagem do lago Tahoe aparecer na sua frente, imediatamente vai se lembrar de Bonanza; você, assim como milhões de pessoas pelo mundo inteiro, terá encontrado as memórias mais inesquecíveis de toda a história da televisão.
Ben Cartwright Lorne Greene - 1915 - 1987
Adam Cartwright Pernell Roberts - 1928 - (vivo)
Hoss Cartwright Dan Blocker - 1930 - 1972
"Little" Joe Cartwright Michael Landon - 1936 – 1991


Imagem: http://tuppers.com/pop/_borders/bonanza.jpg

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Projecto de Formação Agrícola para as Viúvas da Guerra na provincia de Uije





A Embaixada do Japão fez uma doação 84,639 dólares para o Projecto de Formaçao Agrícola para Viúvas da Guerra na provincial de Uije. O objectivo do projecto é ajudar as viúvas que perderam maridos na Guerra dando treinamento para agricultura sustentável. Sementes e equipamentos necessaries também são fornecidas.

O projecto é conduzido pela ONG Angolana, Acção Angolana de Apoio às Viúvas (ANGOAVI), que possui bastante experiência nesta área.
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.angola.emb-japan.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uanamosi Matumona


Nasceu no Uíje (Angola), em 1965, onde foi também ordenado sacerdote em 1995.
É Pós graduado em Comunicação Social, Mestre e Doutorando em Teologia Sistemática pela Universidade Católica Portuguesa.

Actualmente, no Uíje, lecciona as disciplinas de Sociologia, Filosofia Africana, História de África Contemporânea, no Seminário Maior do Uíje, no Instituto Médio Normal da educação e no Instituto Superior da Educação
(ISCED) - Universidade Agostinho Neto. Tem sido convidado a palestrar sobre África, tanto em Angola como no exterior.
No ISCED - Uíje (Universidade Agostinho Neto), desempenha o cargo do Chefe do Departamento da Documentação, Informação e Investigação Científica.
No campo pastoral, é Prefeito de Estudo no Seminário Maior do Uíje, Vigário Episcopal para a Educação e Presidente da Comissão Diocesana para as Comunicações Sociais.
Como jornalista, é correspondente do Jornal dos Desportos no Uíje, colaborador assíduo do diário Jornal de Angola e do jornal O Apostolado (órgão da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé - CEAST), realizador e apresentador do programa radiofónico «Antena Luz», na Emissora Provincial do Uíje da Rádio Nacional de Angola.

Até à presente data conta com três obras científicas já publicadas:
«Jornalismo angolano: história, desafios e perspectivas» (SEDIPU: Uíje 2002), «A Reconstrução de Angola na era da modernidade. Ensaio de uma Epistemologia e Pedagogia da Filosofia Africana» (SEDIPU: Uíje 2004) e «Cristianismo e Mutações Sociais. Elementos para uma Teologia Africana da Reconstrução» (SEDIPU: Uíje 2005). Em preparação: «Fé, cultura e lusofonia.
História e Epistemologia da Teologia Africana em debate».

http://www.iecc-pma.eu/jardinsdomundo/biografia-muanamosi%20matumona.html

Imagem: http://lh4.ggpht.com/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Uíge: Governador fala de projectos para 2010



3-01-2010 / 10:25 / TPA

O Governador do Uíge, Paulo Ponbolo (na foto), deu a conhecer aos membros de concertação social, o resultado dos investimentos do ano passado e as acções previstas para 2010.
A grande preocupação do executivo, prende-se com a acções de projectos que visam melhorar o abastecimento de água potável e energia eléctrica.
“Vamos trabalhar e melhorar a vida das nossas populações. Estamos aqui para isso e, é nosso dever vaze-lo”, frisou Paulo Pombolo.

http://www.tpa.ao/

domingo, 31 de janeiro de 2010

Higino Carneiro, o ministro mais rico do regime


Lisboa - Faz constar, ele próprio, mas num coro em que também entram familiares próximos e amigos, que deixará o Governo numa remodelação do mesmo, prevista para depois do congresso do MPLA. A justificação é a de que atingiu um estado de fadiga que já não lhe permite prestar a devida atenção a todas as obrigações do cargo ministerial, a que acrescem as da sua vida privada.

Fonte: AM CLUB-K.NET

Tem a fama, justa, de ser muito dinâmico (chamam-lhe Buldozer), tanto no exercício do actual cargo governativo (ministro das Obras Públicas), como em todos os outros cargos públicos, anteriores. O volume de obras públicas aumentou vertiginosamente nos últimos anos; mas a sua pressão directa, sob a forma de visitas surpresa, nunca deixou de ser necessária para garantir prazos, níveis de qualidade, etc – o que o obrigou a redobrar o seu dinamismo.

Ao mesmo tempo, aconteceu que a carteira dos seus negócios privados, envolvendo parceiros nacionais, portugueses, brasileiros e outros, nunca deixou de aumentar – exigindo também dele tempo de que não dispõe – a não ser, como diz, que os dias tivessem 40 horas. É a mulher e uma filha, formada em Economia, que lhe servem de “muleta”.

Dos seus negócios privados fazem parte 12 hotéis dispersos pelo país, grandes fazendas (a Cabuta é uma delas), bancos (Keve e Sol), uma companhia de aviação dispondo de uma frota de 14 aeronaves, Air Services, que esteve recentemente em vias de iniciar voos entre S. Paulo e Luanda, etc.

No estrangeiro, é em Portugal que tem mais negócios, incluindo, pelo simbolismo, um antigo restaurante na zona pombalina de Lisboa. É muito popular pelo atributo de dinamismo que lhe é geralmente reconhecido, mas também pela sua simplicidade e inclinação considerada inata para a filantropia. O apego que revela pela sua terra natal, Calulo, também entra a seu crédito. O renascimento da aprazível vila é em grande parte devido à sua boa vontade; até lhe coube pôr de pé o antigo clube da terra, Recreativo do Libolo, actualmente em fase de ascensão no panorama desportivo do país. Também ajuda os naturais do Calulo radicados em Portugal a organizar as suas confraternizações anuais, às quais comparece ou manda representante.

A vontade de sair do Governpo é considerada em meios que não lhe são particularmente afectos como um artifício destinado a justificar da maneira que mais lhe convém uma decisão que parece já tomada por José Eduardo dos Santos (JES) – mas eventualmente por outras razões mais. O ministro das Obras Públicas é um dos casos mais elucidativos de um governante muito rico (4 casas na zona de Luanda), cujo exercício do cargo se cruza com negócios privados de monta.

JES, na “cruzada” moralizadora em que aparenta ter-se lançado, precisa de projectar internacionalmente uma imagem nova do país; a substituição do ministro das Obras Públicas e de outros governantes nas suas condições, vem a calhar. Diz-se que goza da amizade de JES, que assim lhe retribui a lealdade e a prontidão que lhe reconhece como qualidades pessoais. Foi em razão disso que esteve quase a fazer dele PM.

A realidade de Angola demonstra que o sucesso nos negócios privados é inseparável de poder e influência política – própria ou a rogo. Só o General João de Matos é exemplo que alguém que caminha pelo seu próprio pé. O futuro ex-ministro das Obras Públicas está salvaguardado nesse aspecto: além de um invejável círculo de amizades políticas, também se fez eleger deputado do MPLA, ainda que como suplente.

Imagem: http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/

sábado, 30 de janeiro de 2010

Uíje revitaliza plantação de arroz


Cento e 78 hectares de terra foram lavrados e neles lançados sementes de arroz na província do Uíje, no quadro da primeira época agrícola 2008/2009, informou à Angop, Miguel Mbemba Mata , ligado ao Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) na província.
Miguel Mbemba Mata deu a conhecer que 97 associações agrícolas receberam 30 toneladas de sementes de arroz, aguardando, posteriormente, uma colheita na ordem de uma tonelada e meia por cada hectar.

http://quitexe-noticias.blogs.sapo.pt/20217.html

O agrónomo disse que fazem parte dos beneficiários, os agricultores dos municípios de Quimbele, Quitexe, Songo, Buenga e Sanza Pombo.
Deu a conhecer que foram também distribuídas outras sementes, nomeadamente de milho, amendoim e feijão, bem como instrumentos de trabalho e respectiva assistência técnica, no âmbito da política de redução da fome.
O Instituto de Desenvolvimento Agrário da Província do Uíje controla 248 associações de camponeses a nível da província.

Imagem: http://2.bp.blogspot.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Biografia de Etona


António Tomás Ana (Etona) nasceu a 22 Junho de 1961 na província do Zaire, município do Soyo, em Angola. Em 1975 frequenta vários ateliers de artesãos, pintura e escultura no Soyo.
É já em Luanda que, em 1979, é recebido como discípulo de pintura no atelier do artista João Luís de Almeida, na Ilha de Luanda, durante 5 anos.

http://www.artistas.angoladigital.net/etona/bio.htm

Integra-se nas FAPLA em 1982, tendo cumprindo a sua missão no Kuito Kuanaval, província do Kuando-Kubango, onde tirou o curso básico de rádio, iniciando-se como operador. Entra na 16ª Brigada como oficial de operações com a função de cartográfico, devido à sua experiência como desenhador. É colocado no comando da 6ª região militar, secção política, como oficial da agitação e propaganda massiva sob ordens do então Major ‘Jota’, actual embaixador de Angola em Israel.

Começou a frequentar a União Nacional de Artistas Plásticos (UNAP) em 1985, enquadrando-se na Brigada Jovem de Artes Plásticas. Um ano mais tarde é eleito Coordenador da Brigada de Jovens Artistas Plásticos (BJA), Instituição ligada à UNAP.
Em 1988, assume a J.M.P.L.A de uma forma activa, sendo membro do núcleo da Ilha de Luanda. Ao longo deste período foi apoiando a sede da J.M.P.L.A – Nacional na área cultural, especificamente no domínio das artes plásticas. É eleito para o Conselho Nacional das Organizações Juvenil (C.N.O.J.) em 1991, assumindo a pasta de Secretário para o Gabinete de informação da Comissão Directiva. Em 1992 representa o (C.O N.O.J.) na Namíbia.

Concluiu o estudo médio em Artes Plásticas (INFAC), em 1995, e frequentou uma especialização de escultura de pedra com exploração de novas tecnologias no Centro Internacional de escultura em Pero Pinheiro, também em Portugal. No mesmo ano, torna-se membro da Associação dos Novos Artistas Africanos, com Sede em Lisboa.

É em 1996 que participa no festival de Juventude dos Estudante denominado Y.U.S.I, com uma exposição de pintura, na Alemanha.
No ano seguinte entra no Comité Provincial da J.M.P.L.A. até 2002. Etona tem desde 2000 dois espaços de trabalho em Portugal: o Centro Internacional de Escultura em Sintra e em São João da Madeira.

Em 2001, mostrando a versatilidade na área artística, associa-se com Tirso Amaral, e tem um papel revolucionário na recuperação e reestruturação da UNAP, inoperacional nessa data. Daí vem a eleição de Secretário-Geral da mesma associação no quadriénio 2001/2006.

Em 2002 é indicado para participar na comissão instaladora do comité de especialidade do sector de Luanda na área das Artes plásticas. É presidente do Projecto do Centro Cultural ETONA, na Ilha de Luanda.

A 12 de Setembro 2003 foi eleito como responsável da área das artes plásticas no comité dos Artistas de Luanda. Também é membro da subcomissão da área cultural em preparação do V congresso M.P.L.A.

Etona estuda actualmente relações Internacionais.

Cordialmente concedido por Etona
Editador por AngolaDigital.net

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mais de nove mil pessoas imunizadas em 20 dias



Uíge – Nove mil 508 pessoas entre crianças e adultos foram imunizadas de 5 a 25 do corrente mês na secção do Programa Alargada de Vacinação do Centro Materno Infantil do Uíge, informou hoje (quarta-feira), à Angop, a chefe da secção, Elisa Barros Calongo.

Segundo ela, mil 65 petizes menores de cinco anos beneficiaram da vacina BCG, dois mil 789 vacinados contra poliomielite, enquanto 861outros vacinados contra sarampo e febre-amarela.

Elisa Barros realçou que no período em análise, quatro mil 278 mulheres receberam a vacina contra tétano, sendo duas mil 997 gestantes e as restantes em estado fértil.

A técnica revelou que 515 pessoas com ferimentos graves e ligeiros, provocados por cacos de garrafas, facas e acidentes de viação, foram vacinadas
também contra o tétano.

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

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Uíge – A cidade do Uíge (sede capital da província) regista, há uma semana,
uma escassez de gás de cozinha, situação que está a provocar o aumento dos preços praticados no mercado local, constatou a Angop.


Numa ronda realizada pela Angop aos postos de revenda de gás, localizados na cidade do Uíge, constatou-se haver pouca oferta e grande procura do produto, facto que está a originar uma grande concentração de pessoas nos pontos de atendimento.

A garrafa de 12 quilogramas da Saigas está a ser comercializada a dois mil kwanzas, contra os mil e 600, praticados anteriormente. No mercado informal, a botija da Sonangol custa entre mil e mil e 800 kwanzas, contra os anteriores akz 500.

Em declarações à Angop, o gerente de uma das agências de gás na cidade do Uíge, Henrique José Paulo, justificou que a carência do produto se deve ao atraso no fornecimento e reabastecimento aos agentes autorizados.

A Angop procurou ouvir a delegação da Sonangol no Uíge para obter esclarecimentos sobre a escassez do gás na região, mas as iniciativas foram infrutíferas.

Imagem: http://img188.imageshack.us/i/uige2.jpg/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

«Vice-governador visita obras de urbanização da futura cidade do Uíge»



Uíge - O vice-governador para Organização e Serviços Técnicos do Uíge, Nazario Vilhena Pedro Bomba, efectuou sexta-feira, uma visita de constatação as obras de urbanização da futura cidade denominada “Bela Vista”.
Trata-se de um projecto a ser edificado na localidade de Kivita, cerca de 10 quilómetros a norte da capital da província do Uíge.

Em declarações à imprensa no término da visita de campo ao local, o governante disse que as obras de urbanização das reservas fundiárias decorrem a bom ritmo.

"Teremos alguns lotes para distribuir no dia 04 de Fevereiro aos munícipes que estiverem devidamente preparados com os processos e as suas tramitações para que demos o início do processo de acordo com o prometido a nossa população", disse o vice-governador.

Informou que as reservas fundiárias deverão proporcionar cerca de mil e 250 lotes, para beneficiar à população em geral, de acordo com o previsto no programa da autoconstrução dirigida.

Disse existir uma cartilha já divulgada ao público pelo Ministério do Urbanismo e Habitação que contém todos os requisitos e trâmites a seguir para obter um lote no programa da autoconstrução dirigida.

O governante visitou igualmente as obras das futuras instalações da SIAC, Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) e a futura casa da Juventude, localizadas a um quilómetro a sul da cidade capital da província.

sábado, 23 de janeiro de 2010

«Uíge. Capturadas mais de 11 mil moscas tsé-tsé em 2009»


Uíge - Onze mil e 480 moscas tsé-tsé foram capturadas de Janeiro a 31 de Dezembro do ano transacto, na província do Uíge, no âmbito da campanha promovida pelo Departamento de Controlo da Tripanossomíase do Uíge.

ANGOP

Segundo o responsável da instituição na província do Uíge, José Tito Baxe, disse que para tal foram montadas 344 armadilhas.

Em declarações hoje à Angop, José Baxe informou que durante o ano em análise receberam, da Direcção Central do Controlo da Tripanossomiasse, mil 200 armadilhas, 344 das quais foram colocadas, enquanto 856 outras estão ainda em stock.

Durante o período, foram prospectadas 33 mil 519 pessoas, das quais 25 mil na prospecção activa (ida do médico ao encontro do doente) e as restantes na passiva, nos municípios do Uíge, Songo, Quitexe e Maquela do Zombo.

José Tito Baxe, que lamenta a falta de incentivo para capturadores, revelou que durante a prospecção foram registados 137 casos positivos, com 25 doentes tratados durante o ano.

Actualmente, referiu, apenas um paciente com doença do sono encontra-se internado no hospital, estando os demais a fazer tratamento colectivo.

"Nesta altura existe apenas um único médico especializado e 81 pessoas que trabalham no combate a tripanossomíase na província, entre técnicos e auxiliares", explicou.

O responsável aponta a luta antivectorial como principal aposta do sector para o ano de 2010, assim como a necessidade de integrar o controlo da doença do sono nos serviços nacionais de saúde.

Imagem: WIKIPEDIA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uíje e Uíge


Uíje / Malange
[Pergunta] Tenho encontrado estes topónimos com grafias diferentes (em mapas, prontuários, enciclopédias, etc.). Por favor indiquem qual a forma correcta para cada caso e, se possível, em que se fundamenta a grafia considerada correcta.
Obrigado.
Bernardo Matos :: :: Lisboa, Portugal
http://www.ciberduvidas.com/resposta.php?id=10111
[Resposta] Segundo o português padrão de Portugal, a grafia correcta destas duas cidades de Angola, capitais das respectivas províncias com o mesmo nome, é Uíje (com j) e Malange (com g). Foi sempre assim no tempo colonial. Sucede que, com o advento da independência, o português escrito (e falado) em Angola foi sofrendo uma maior influência da línguas bantas. No caso em apreço, do quimbundo. E em quimbundo – ou kimbundu, no original – os sons correspondem sempre às letras.

Ou seja, o som do g é sempre /guê/. E nunca /jê/, idêntico ao da letra j, como acontece com o português de Portugal e do Brasil (onde até há palavras, como massagem e massajar, viagem e viajem, do verbo viajar, com a mesma origem etimológica mas sob representação fonética distinta). Ora aí está uma saudável uniformidade que o abortado Acordo Ortográfico podia ter resolvido... A começar em Angola onde se vê escrito indiferenciadamente Uíje/Uíge e Malanje/Malange (e o mesmo em relação aos vocábulos iniciados por qu ou por kw, como quanza/kwanza, Cuíto/Kwito/Kuito, etc.).
José Mário Costa :: 14/01/2002

Imagem: http://sites.google.com/site/missangaorg/fototrabalho.uije.jpg

Vale do Loge



Por onde andamos
A história da fazenda Belpingano, vai ser contada em filme. Será um documentário de alguns minutos, o guião será escrito por mim mesmo e realizado pelo nosso grande amigo, fotógrafo e realizador Sérgio Afonso. Não será um filme para comercializar mas sim para uso pessoal e familiar. A ideia e registar a história para as futuras gerações. Sérgio valeu a força bro…
Novembro 15, 2007

http://ruipombo.wordpress.com/2007/11/15/no-vale-do-loge-a-preparar-um-documentario/
Imagem: No vale do Loge a preparar o documentário sobre a história da fazenda

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Governo Distribui Moto–táxis a Deficientes Físicos do Uíje


Jornal de Angola-Ao todo, 48 deficientes do município do Uíje, receberam, recentemente, moto-táxis, instrumentos trabalho de barbearia, alfaiataria e engraxaria e bens alimentares.
O vice-governador da província para Organização e Serviços Técnicos, Nazário Pedro Vilhena Bomba, que presidiu à cerimónia da entrega das motorizadas, disse que “este esforço do governo visa minimizar as dificuldades dos deficientes físicos”.

http://www.angolabelazebelo.com/2009/09/governo-distribui-mototaxis-deficientes.html
“Por isso, é necessário que os deficientes estudem e se profissionalizem para poderem contribuir na reconstrução do país”, frisou.
A directora provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Helena Antunes Ferraz, afirmou que o propósito desta acção é pôr em prática a política de protecção às pessoas deficientes. Helena Ferraz referiu que os que receberam moto-táxis frequentaram aulas de condução numa das escolas da cidade do Uíje, estando, por isso, habilitados para exercerem a actividade e que acções idênticas vão decorrer nos outros municípios.

Beneficiários satisfeitos

“Já estava cansada de levar o meu filho às costas. Ele não consegue deslocar-se de um lado para o outro e não tinha ninguém que me ajudasse. Estou muito satisfeito com esta ajuda”, disse Cesaltina Maria Gonçalves, mãe de uma criança deficiente que beneficiou de uma cadeira de rodas.
Manuel Saldanha e Lopes João receberam moto táxis. Visivelmente satisfeitos, agradeceram ao governo pelo gesto e pediram que a acção seja extensiva aos deficientes de outros municípios.
Os beneficiários lembraram, numa mensagem, que “ser deficiente não significa que a pessoa está impossibilitada de desenvolver a sua capacidade mental. Ela não é inútil à sociedade. Por isso, reconhecemos o esforço do governo na realização de acções que visam contribuir para o bem-estar das populações”.
Na província do Uíje, o Minars controla um total de 8.612 deficientes físicos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Angola 1963 Carmona (Uíge)



Cidade capital do distrito do Uíge, na Província de Angola, com a população de 61.596 habitantes.

Além das ruínas da Sé de S. Salvador, a Fortaleza de S. José do Encoje, a Pedra do Feitiço e a Ponta do Padrão são motivos de grande interesse.

O museu etnográfico tem curiosidades regionais que despertam a atenção.

As serras do Uíge e do Pingano, assim como as paisagens que se desfrutam do Encoje e Ambuíla, são das mais belas.

A caça aos búfalos, e a reserva de elefantes são também atractivos para acrescentar ao folclore indígena que se patenteia em manifestações de curioso exotismo.

Concedeu-se à cidade de Carmona o direito de usar brasão de armas, considerando que o seu nome evoca o prestigioso Chefe de Estado que primeiro visitou Angola e atendendo, também, ao desenvolvimento e prosperidade da cidade e das áreas circunvizinhas devidos à cultura e comércio de café.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

«Vice-governador do Uíge exige dos exploradores de madeira cumprimento da lei»


África 21 - DF
17/01/2010 - 18:00
Ambiente
Bomba disse que o governo espera que os exploradores de madeira desempenhem um papel que visa o desenvolvimento das comunidades das áreas onde este recurso é explorado.
Da Redação, com agência

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=9410003&canal=402

Uíge - O vice-governador provincial do Uíge para a organização e serviços técnicos, Pedro Vilhena Nazario Bomba, exigiu na sexta-feira (15), no município de Quitexe, aos exploradores de madeira a respeitar a lei vigente no país.

O governante, que falava aos jornalistas no termo da sua deslocação de campo a esta circunscrição, disse ainda que o governo espera que os exploradores de madeira desempenhem um papel que visa o desenvolvimento das comunidades das áreas onde este recurso é explorado.

Para Pedro Vilhena Bomba, a exploração deste recurso deve trazer benefício para as comunidades onde a madeira é explorada, no quadro das obrigações sociais.

Durante a sua deslocação ao município do Quitexe, o vice-governador visitou as obras de reabilitação da administração municipal, assim como as residências dos administradores municipal e adjunto do Quitexe.

O vice-governador visitou ainda a área onde será construído posto policial no rio Dange, 120 quilómetros a sul da cidade do Uíge e as reservas fundiárias do município, numa extensão de 100 hectares, enquadrado no programa do governo de construção de um milhão casas em todo o país. As informações são da Angop.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Paulo Pombolo - Novo Governador do Uíge


Paulo Pombolo foi nomeado governador da província do Uíge, em substituição de Mawete J.Baptista, também nomeado para o cargo de governador de Cabinda.

http://quitexe-historia.blogs.sapo.pt/66488.html

Recorda-se que no 30 de Outubro deste ano, Paulo Pombolo tinha sido eleito para 1° Secretário Provincial do Uíge.

Natural da Damba, onde em 1976 ingressou na JMPLA.
De 1976 até ano presente, o novo governador do Uíge, subiu todas as escalas da hierarquia, já que nos meados dos anos 80, era Secretário Nacional da JPMLA/JP para Esfera Productiva e uma década depois tinha sido eleito como 1° Secretário Nacional da mesma organização e logicamente membro do BP do MPLA.

O governador do Uíge, Paulo Pombolo, no acto de posse, apontou como prioridade a resolução dos problemas que afligem os compatriotas angolanos expulsos da vizinha RDCongo, concentrados nas regiões da Damba, Maquela do Zombo e no centro de acolhimento da província.

“Esse será um dos primeiros trabalhos que vamos concertar com os quadros que se encontram na província, para se conseguir ajudar os nossos concidadãos a regressarem às suas zonas de origem”, disse Paulo Pombolo em declarações à imprensa após a cerimónia de investidura.

O segundo plano, salientou, será dedicado à continuação do programa que a governação cessante iniciou no princípio deste ano, “ao qual tivemos a oportunidade de acompanhar durante a nossa missão à nível da direcção nacional da juventude do MPLA”.

“Vamos apelar aos quadros do governo que se encontram na província para que arregacemos as mangas para darmos continuidade do programa em curso”, enfatizou o governante, que igualmente é o primeiro secretário provincial do Uíge do MPLA, partido no poder.

O blogue Quitexe deseja ao novo governador o maior sucesso na resolução dos problemas que afectam os cidadãos da província do Uíge.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

“Reabilitação de Rios no Município do Uíje – Angola”



O Projecto Rios em Angola – uma primeira abordagem

Este Projecto nasceu da parceria entre um aluno de doutoramento da FEUP em Reabilitação de rios e ribeiras, voluntário do grupo água da LPN, e a Organização Missanga de forma a possibilitar a sua concretização.

http://sites.google.com/site/missangaorg/projriosuíje

Tendo em conta o conhecimento da realidade da cidade do Uíje e das suas estruturas Diocesanas, bem como o know-how da Faculdade de Engenharia do Porto, chegou-se à conclusão que é de extrema importância a participação pública nas questões ligadas aos recursos hídricos, nomeadamente com vista a reabilitação deste recurso como fonte de água para consumo humano em quantidade e qualidade. Para a concretização desta primeira abordagem deu-se formação na área da reabilitação de rios e do Projecto Rios ao quadro de professores de Biologia-Química do IMNE (Instituto Médio Normal de Ensino) e também aos futuros professores (alunos finalistas).

A caracterização geral dos principais problemas existentes nos recursos hídricos superficiais através de um questionário, elaborado especificamente para a realidade e contexto do Uíje, contribuiu para que se proporcionasse uma avaliação mais eficiente.

Este estudo teve como suporte as cartas militares existentes para a região norte de Angola, assim como outros mapas disponibilizados no município de Uíje. Pretendeu-se detectar as principais disfunções e propor medidas gerais de resolução.

O Projecto Rios tem como principal objectivo concretizar um plano de adopção de um troço de um rio ou de uma linha de água. Para auxiliar esta tarefa, de forma sustentada, foram fornecidos materiais didácticos e várias informações incluindo as metodologias a seguir neste processo. Acreditamos que a implementação do Projecto Rios em Angola é uma mais valia para o desenvolvimento da uma participação pública esclarecida relativamente aos novos modelos de gestão da água.

Em Junho de 2002, o Governo de Angola publicou o Decreto Lei Nº 06/02 sobre as Águas que atribuiu ao Ministério da Energia e Águas a tutela da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos, tendo como unidade de gestão a Bacia Hidrográfica. Neste sentido, o Projecto Rios apresenta-se como uma ferramenta útil de trabalho de baixo custo que permite ser facilmente continuada no tempo e espaço.

Este projecto permitiu sensibilizar algumas entidades do município do Uíje para as potencialidades de cooperação entre os países de língua portuguesa no domínio dos recursos hídricos, nomeadamente através dos professores e alunos finalistas do ensino médio do Instituto Médio Normal de Ensino (IMNE) mediante formação teórica em sala e quatro saídas de campo ao longo do rio Candombe.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AMÍLCAR CABRAL. Guerra, secas e fome


"Ele nasceu com a política na cabeça. Era filho de político. Juvenal falava-lhe de todas as coisas". São palavras, em 1976, um ano antes da sua morte, de Dona Iva Pinhel Évora, mãe de Amílcar, mulher de Juvenal Lopes Cabral.

Carlos Pinto Santos
http://www.vidaslusofonas.pt/amilcar_cabral.htm

Memórias e Reflexões, editado pelo autor, em 1947, é um curioso livro do pai de Amílcar em que rememora a sua vida, debate os problemas da época e dos meios em que viveu, anota factos e episódios que clarificam a História e esclarecem as origens sociais do futuro líder do PAIGC.

Juvenal nasce em Cabo Verde em 1889. Um dos avós é grande proprietário rural. Mas a fortuna desaparece depressa, perante as catástrofes naturais das ilhas. O outro avô, o paterno, homem culto, também com algumas posses, dá ao neto o nome de Juvenal, em homenagem ao poeta latino. O rapaz não conhece o pai, morto tragicamente quando tem dois meses. A criança é entregue aos cuidados do avô e, mais tarde, da madrinha, Simoa Borges, que lhe irá financiar os estudos. Primeiro, em Portugal, no Seminário de Viseu. Estava destinado à vida eclesiástica. Mas uma grande seca no princípio do século torna impossível a manutenção de Juvenal na metrópole. Volta ao arquipélago. Em 1906, está a frequentar o seminário de S. Nicolau. Aos dezoito anos, abandona os estudos e embarca para a Guiné à procura de emprego. É funcionário em Bolama, depois professor sem diploma.

Vive em Bafatá quando, a 12 de Setembro de 1924, nasce Amílcar Cabral. Que, na certidão de nascimento, surge com o nome de Hamílcar, homenagem prestada pelo pai ao célebre cartaginês Hamílcar Barca.

Mas, em 1932, morre a madrinha Simoa que lhe deixa algumas propriedades rurais em Cabo Verde. Juvenal, Iva e Amílcar regressam às ilhas. É aí que a família vive o período difícil da Segunda Guerra Mundial. Salazar sobe os custos de vida, as mercadorias rareiam. Em 1940, uma calamitosa seca provoca a fome. Morrem mais de 20 mil cabo-verdianos. E, entre 1942 e 1948, nova crise vai fazer 30 mil vítimas.

Entretanto, nas ilhas, há um forte contingente militar de tropas portuguesas, o que cria inúmeros conflitos com a população e acentua o racismo e o colonialismo. Para além da fome e da seca não há, praticamente, serviços de assistência pública. A emigração para S. Tomé e Angola e, posteriormente, para a América despovoa as ilhas.

Nunca se calou Juvenal. Em 1940, dirige ao governador um memorando em que, baseado em dados históricos, prediz uma grande seca para os anos seguintes (o que se confirmou). Surgirá, depois, o documento enviado ao ministro das Colónias. (Este terrível período de calamidades em Cabo Verde é magistralmente descrito no romance de Manuel Ferreira, Hora di Bai).

Neste contexto, Amílcar Cabral passa a infância e a adolescência. Se o pai lhe aponta um exemplo de consciência e actuação, dentro das limitações legais que o fascismo de Salazar permite, a mãe, Iva Évora, é, para o jovem, o exemplo da ternura, da protecção e do trabalho. Presa todo o dia à máquina de costura, Iva vai contribuindo para que a família vença, da melhor maneira, as crises por que passam. E, mais tarde, sem largar a costura, empregar-se-á numa fábrica de conserva de peixe. A mãe e a sua capacidade de sacrifício há-de servir a Amílcar de testemunho de luta aos jovens combatentes do PAIGC.

Aos 20 anos, Amílcar tem absoluta consciência das degradantes condições de vida do povo cabo-verdiano. Imbui-o um idealismo político, a certeza dos amanhãs que cantam, a inevitável transformação do mundo, a nova ordem emergente do caos pós-guerra.

Aluno brilhante, 17 valores numa escala de 18, Amílcar conclui o curso liceal. Vai para a Praia onde se emprega como aspirante na Imprensa Nacional, enquanto aguarda a concessão de uma bolsa para prosseguir os estudos. Finalmente, em 1945, embarca para Lisboa.

A escolha da sua formação universitária, em que terá, também, havido cumplicidade do pai, é óbvia: será engenheiro agrónomo.

ANTI-COLONIALISTA EM LISBOA
Amílcar chega a Portugal. E, entretanto, o que está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica.

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

«Escravos do Uíje»



29-SET-2009

Na ressaca do último despedimento colectivo dos trabalhadores da Siderurgia Nacional protagonizado pela anterior direcção da empresa gestora da Siderurgia Nacional, o representante em Angola da Chung Fong Holding, Limited, Lam Pak Man, decidiu partir para o Uíge com o propósito de recrutar cerca de 70 jovens para o quadro de pessoal da fábrica, em substituição dos dispensados.

http://www.correiodopatriota.com/

Segundo os recém recrutados, quando foram contactados, os chineses terão prometido um salário correspondente a 12 mil Kwanzas mensais, além de alguns direitos complementares, como alimentação e alojamento.
A verdade, porém, é que não lhes fora dito em como viveriam praticamente encarcerados no perímetro da fábrica, tal como está a acontecer desde que estão em Luanda, após serem transportados em camiões como se fossem bois. Contam que, desde que entraram para o «quintalão» da fábrica, que não os deixam sair, como se estivessem presos.
Em conversa com o Semanário Angolense, um dos «encarcerados», visivelmente aflito, disse que ele e os seus colegas viram as suas vidas a transformarem-se num verdadeiro inferno: «Aqui ninguém sai. Comer, é aqui. Dormir, é aqui. Tudo, é aqui. Não nos deixam sequer passear. Dizem que é responsabilidade para eles se nos deixarem sair, uma vez que alguém se pode perder...». Diz ainda que muitos deles já têm vontade de regressar ao Uíje, porque não sabiam o sofrimento que haveriam de passar. «Assim, não dá!», acrescentou, revoltado.
Um outro jovem que falou à nossa reportagem identificou-se simplesmente por Dinis e disse estar muito decepcionado com o comportamento dos angolanos que estão na administração da Siderurgia Nacional, porque não defendem os outros. «Estamos aqui como presos. E já conversámos: se no final deste mês não pagarem o que prometeram, vamos embora», sublinhou, também completamente revoltado.
Uma fonte da direcção da empresa, que preferiu não ser identificada, disse ao nosso jornal que a fábrica se encontra nestas condições devido a falhas do ministro da Indústria que não quer saber do empreendimento, mas simplesmente do dinheiro que de lá sai.
Assegurou, por outro lado, que o encarceramento dos trabalhadores vindos do Uíje se deve a uma estratégia dos chineses, que consiste na necessidade deles não terem contactos com o mundo exterior à fábrica para não ficarem com os «olhos abertos». «Eles dizem que se os trabalhadores saírem para passear ao fim de semana vão ficar muito espertos, a tal ponto que passarão a incomodar a direcção reivindicando direitos laborais», explicou a nossa fonte.
Em face disso, uma pergunta se impõe: se isto não é escravidão, o que é então?

Imagem: http://sites.google.com/site/missangaorg/projriosuíje

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

«As máscaras e eu»


Estas fotos são mais velhas do que eu. Estão comigo desde os meus 9, 10 anos. Têm-me acompanhado desde então. Foram resgatadas na cidade do Uíje, num estúdio abandonado de um fotógrafo, onde um tio meu instalaria uma alfaiataria. Quando meu tio adquiriu o espaço e nós (meus primos e eu) o vasculhámos, abandonado e num caos revolto, um mundo de mistérios e perplexidades se abriu para nós.

http://ositiodosdesenhos.blogspot.com/2007/06/as-mscaras-e-eu.html

Foi aí que, entre montes de papéis, jornais e revistas com datas de antes de eu nascer, pela primeira vez me vi confrontado com o mistério do passado, pois no Uíje de então, edificado após os massacres de 1961, tudo era novo!
Foi por entre milhares de fotos e negativos, velhos projectores e outros apetrechos relacionados com a fotografia, mas também objectos estranhos (um dos meus primos afiançou-me mesmo que um deles seria uma cadeira eléctrica!) que pela primeira vez eu vi imagens pornográficas. Vi também, pela primeira vez, imagens terríveis de corpos, brancos e negros, esquartejados, decepados… em fotografias tiradas por certo aquando das revoltas de 1961 e das subsequentes represálias…

Estas fotos que agora vos mostro e que eu guardei para mim, devem ter sido tiradas muito antes disso em alguma das fazendas de café limítrofes, para onde vinham homens do sul como contratados.
Aos Domingos, era-lhes permitido fazer as suas celebrações. Estes homens eram iniciados, pertenciam a seitas que celebravam os ritos de passagem e os mistérios de uma complexa teia de crenças. As suas máscaras, algumas de delicada factura, todas de uma também complexa simbologia, não são meros disfarces como na tradição da máscara europeia, mais apropriada a folias e a desregramentos carnavalescos.

Mas ao contrário dos brancos adultos, que na sua tolerância sobranceira, encaravam estas celebrações rituais como uma espécie de curiosidade folclórica, eu (que ainda oiço a monótona toada dos tambores, propícia a todos os transes e à sugestão de todos os mistérios) ainda vejo as danças com os seus saltos, rodopios, apitos e estalar dos chicotes, as peles, as penas, e as ráfias. Respiro ainda o ar quente e o pó dessas tardes de Domingo. Sinto que estas máscaras ficaram sempre em mim como um sinal da minha inquieta fascinação por toda a espécie de mistérios. Dos atávicos aos telúricos.

Nota - Embora, ao longo da minha vida, me tenha vindo a interessar pela etnografia angolana, não sou, nem pouco mais ou menos, um especialista. Por isso, se por acaso, entre os visitantes deste blogue, se encontrar alguém com conhecimentos menos rudimentares, peço-lhe que me ajude a descobrir mais sobre a origem e funções destas máscaras.
Postado por Fernando Campos em 6/27/2007 07:34:00 AM