sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dinamarca. Rio passa por cima de outro




Cativos


Na Luta de Libertação, os libertadores libertaram-nos para outra escravidão. Agora, numa FAMÍLIA muito mais poderosa que a colonial, agregaram tudo e juram que temos uma Nova Vida. Importam o lixo dos defeitos de fabrico sem escrúpulos, porque uma parcela de Angola venderam a estrangeiros. Como detentores dessa parcela de terra angolana está a Teixeira Duarte, feliz da vida. É sugar-nos, roubar-nos, vigarizar-nos… protegidos pela lei sem ela. O Mobutu fez tal e qual como se faz em Angola.
Continuamos cativos, perdidos sem luta de libertação.

«Captiva com defeito de fábrica?
Não sabemos muito bem o que se está a passar com o desempenho deste modelo da Chevrolet que tem sido vendido às centenas em Angola pela Vauco, afecta à Teixeira Duarte.


O que é facto é que já várias pessoas que conhecemos se queixaram amargamente deste Captiva, passados menos de 20 mil kilómetros do seu uso.
E o motivo tem sido sempre o mesmo: problemas com o disco de embraiagem ou com a caixa de velocidades.

Numa altura em que o maior fabricante japonês têm vindo a reconhecer problemas graves com alguns modelos da Toyota, por que não admitir que o mesmo se esteja a passar com este Captiva?

Será que em Angola é respeitado o principio da garantia para os automóveis que cobre os primeiros 50 mil kilómetros?
O mais grave, entretanto, para os proprietários dos Captivas avariados é que não conseguem adquirir na Vauco as peças de reposição. Têm que andar por aí à procura.

Não será altura do INADEC dar uma vista de olhos mais atenta por este segmento do nosso mercado e muito particularmente pelo Captiva?
Ou estamos todos captivos de outros interesses?

O "nosso" INADEC não tem um website disponível. Como é possível trabalhar-se nesta área sem ter um ponto de encontro/contacto na Internet? Em Angola é.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Reis Luís. «Nós» e o Repúdio do Termo «Ngóia»


Desta vez, escrevemos este artigo visando revelar o sentimento linguístico da vasta Comunidade da Província do Kuanza-Sul radicada em Angola e no exterior, representada por diversas organizações locais e as Autoridades do Poder Político Tradicional.

Reis Luís “Mbwango”
http://blogavkalunda.blogspot.com/2006/06/ns-e-o-repdio-do-termo-ngia-por-reis.html

Todos «Nós» recebemos com profunda honra e gratidão a inserção no mosaico linguístico da Rádio Nacional de Angola (RNA) a língua que aproxima a grande maioria dos municípios daquela Província. Através do Canal N’gola Yetu da nossa Rádio, ela está a ser escutada por milhares de angolanos.
Bem haja o povo angolano e a cultura nacional!É nossa fé e verdade que a língua não só veicula construtos e valores culturais de cada povo, como revela fundamentalmente o próprio homem – um homem que se revê e reencontra nas suas experiências e realizações a dignidade cultural da sua história. O valor que nos une ao mesmo espaço geopolítico, obriga-nos, apodicticamente, ao diálogo de línguas, à aproximação e respeito das nossas diferenças.

À luz da investigação iniciada pela ASNAC (Associação dos Naturais e Amigos da Cela), no Waku-Kungu, cujos resultados serão compilados numa obra escrita em próximos anos, a palavra “ngóia” remonta ao período dos Kilombo (pousada de viandantes). Sendo o Município da Cela uma zona fronteiriça com o Bailundo, Kassongue e Bié (ovimbundus) e em virtude da escassez dos produtos do litoral (sal e peixe) e os inevitáveis contactos entre diferentes povos devidos aos movimentos migratórios, a Cela (de Zela = ndandi ia) serviu de travessia, fazendo da encosta da montanha Kambandua que, por ignorância culpável e generalizada, é designada de “ngóia”, um kilombo. Kambandua é, portanto, uma das grandes montanhas situadas a sudoeste da cidade do Waku-Kungu.

Em toda a parte do mundo, as zonas fronteiriças e não só, com povos de diferentes línguas, o estrangeirismo (presença de palavras de outras línguas numa língua) é um facto de todo em todo indesmentível. Conquanto essa realidade não é aferível em sede da temática Bantu nem dela se infere. Historicamente, debaixo da montanha Kambandua vivia um chefe de família que dadas as situações de segurança e protecção do seu clã não mantinha boas relações com os viandantes que pousavam próximo da sua pequena comunidade. Dessa fricção e da não hospitalidade que os viandantes esperavam do chefe de família daquela comunidade sedeada no actual Município da Cela, surge por alcunha a palavra “Olongoia”, cujo percurso semântico socorrer-se-á denotativa ou figuradamente da língua umbundu.

Um nome é dado porque tem referentes e sentido (significado) e simbolismo que enforma o espírito de cada língua. O nome encerra um simbolismo cultural que se traduz na ideia de presença e protecção; pelo nome evoca-se, vê-se o ausente. O nome remete-nos a uma língua e esta a um determinado grupo etnolinguístico. “Ngóia” é um nome que tanto por composição quanto pela derivação não tem acomodação no acervo linguísitico do grupo ambundu de que somos parte. E como não é demonstrável em Cela ou Kimbundu é refutável; e como não tem fundamento nem relações lógicas que nos permitam confirmá-la deve-se infirmá-la, pois o nome não significa apenas, mas fundamentalmente revela e coloca o homem na sua cultura.

É em respeito à identidade linguístico-cultural do povo e por se julgar ilícito falsear a identidade de um povo com dignidade moral e cultural próprios que não nos pautamos em meras constatações determinadas pelas concepções de carácter pragmatista (ngóia significa pelo uso) ou empirista clássica orientada pelas definições ostensivas que anatam a semântica.

A propagação do termo “Ngóia” deveu-se às seguintes razões: 1) As comunidades naquele tempo consumiam a informação sem a contra-informação (nevoeiro informacional).
2) Os viandantes entravam com maiores facilidades em contacto com as diferentes comunidades, fazendo correr e generalizando para todos a alcunha “olongoia” em referência ao kilombo.
3) A nominação das línguas é produto da racionalidade europeia – isto para dizer que as línguas não tinham nome. O homem e a língua, em África, neste nosso continente, respondem à mesma natureza.

Nunca ninguém se preocupou em dar nome à língua, porque esta é a revelação do próprio homem na sua história, cultura e lugar. A nossa sugestão é que de Ngóia se passe à língua KISOKO no Canal N’gola Yetu da nossa RNA. Em respeito à identidade linguística e à vontade do povo, sugerimos nomes que signifiquem e traduzam as experiências culturais do homem na sua língua, como por exemplo, KISOKO. Entre «Nós», o homem da Cela, no Waku-Kungu, é Kisoko do homem da Quilenda, Libolo, Porto-Amboim, Mussende, Ebo e Kibala. Essa palavra (Kisoko) não só significa, mas age na pessoa.

Transmite um sentimento de unidade, amizade e solidariedade. É uma palavra latente em «Nós» mesmos e assumimo-la culturalmente como uma palavra-chave nas relações interpessoais. O modo como os “kisoko” trocam palavras entre si e agem por excesso de confiança faz-nos ler, de facto, a cultura como vivência e não um mero joguete nominalista.Em várias partes do Kuanza-Sul é comum ouvir-se dizer que “aqui fala-se Kimbundu do Kuanza-Sul”, precisamente para diferenciá-lo do Kimbundu de Malange, Bengo, Luanda, Kuanza-Norte, já que se trata de um mesmo grupo etno-linguístico, diferenciado apenas pela dicção, variações no que toca à expressividade, mas permanecendo o sentido genérico.

Portanto, KISOKO é um termo que aglutina a esmagadora maioria dos sentimentos das comunidades sedeadas nos Municípios da Província de Kuanza-Sul. Esta vontade – de preferirmos KISOKO pelas razões apresentadas – tinha sido já manifestada muito antes de aprovar a inserção de uma língua do Kuanza-Sul na grelha da RNA.
Que de “Ngóia” se passe à KISOKO. É este o nosso profundo desejo. Enfim, que sejam respeitadas as opiniões das maiorias (e das minorias também)! Pelo menos é assim que nos ensinam as democracias hodiernas.

*reisluis2000@yahoo.com.br

terça-feira, 13 de abril de 2010

“A Wanga”: Da Cantora Ângela Ferrão



Toronto - Acabo de receber e escutar o disco da cantora e compositora Ângela da Conceição Paulino, de seu nome artistico Ângela Ferrão, intitulado Wanga. Um disco que traz semba, kilapanga, kizomba e tarraxinha. Um disco que revisita grandes sucessos do cancioneiro angolano e que conta com a participação de alguns gigantes da nossa música


Um disco que demorou, mas saiu e que vale a pena escutar
Aqueles que frequentaram o Instituto Médio de Economia de Luanda(IMEL), nos meados dos anos noventa, devem lembrar-se, com certeza, da jovem que circulava na escola com a sua viola e que nos eventos culturais daquela instituição interpretava músicas da Roberta Miranda, dos N’gola Ritmo e algumas poucas de sua autoria. Na altura, chegou a ganhar o nome de Roberta Miranda angolana.

A jovem estudante e cantora, acabada de chegar a Luanda no início dos anos noventa, vinda da sua terra natal, Gabela, Kwanza-Sul, já trazia consigo uma bagagem cheia de referências, como a de vencedora do programa infantil de rádio (Pió-Pió), da Rádio Nacional de Angola, aos cinco anos de idade, assim como ser filha de um grande músico, o kota Lito Ferrão. As pessoas que a escutavam logo reconheciam as suas grandes qualidades musicais, mas os patrocinadores demoravam a aparecer.
Na paróquia de São Francisco Xavier, onde a conhecí, Ângela Ferrão gozava de grande prestígio, quer pela sua participação no grupo coral quer pela animação que proporcionava nas tardes juvenis.
Em casa dos meus pais, Ângela foi apelidada de Moça da Viola, nome este que perdura aos dias de hoje, passados que são mais de 15 anos. O nome foi dado pela pequena Bruna, hoje uma moça a viver algures na Inglaterra.

Depois de mais de dez anos sem qualquer tipo de contacto com a cantora, a boa nova do lançamento do disco veio por intermédio de uma outra amiga de longa data, a Amor de Fátima. Solicitei imediatamente o contacto da Moça da Viola para felicitá-la pelo êxito conseguido e, como não poderia deixar de ser, solicitar uma cópia autografada do disco, que afinal fiz parte da sua gestação. Passaram-se alguns meses desde o dia da solicitação, mas finalmente o Wanga chegou.
Enquanto escutava as músicas fui lendo as letras, os agradecimentos e a ficha técnica e lá estava o meu nome no meio de outros tantos. Deu para perceber que o disco é uma obra bem trabalhada. Não por ser da Ângela, mas porque há músicas para todos os gostos, uma mistura do tradicional e do moderno, assim como se misturam as nossas tradições com o amor, para além de ter uma capa que dispensa qualquer comentário: ela está muito bonita!

Trabalharam no disco grandes pesos pesados como o Nanuto, Ruca Fançony, Pedrito, Sandro Ferrão, Dalú Rogeé, Beth, Gigi e Cidy, Caló Pascoal, Joãozinho Morgado, Kinito, entre outros.
A abertura do disco é feita com uma homenagem bem merecida ao grande kota Teta Lando, com Ângela Ferrão a interpretar a música na língua kikongo intitulada Lua Una, um grande sucesso dos anos 70 no qual o músico faz um apelo à necessidade de união entre os angolanos. Quer os faladores de kikongo quer os entendidos da nossa música dizem que a interpretação “está demais”.
A música que dá título ao disco, «Wanga» (Wa Mussulo), letra e música do seu pai Lito Ferrão, a cantora faz um levantamento, assim como faz algumas reservas as tradições africanas que em muitos casos, interpretam a morte de uma criança como “obra do mal”, daí toca ir ao kimbanda para saber se “foi por vontade de Deus, de fome ou por feitiço”.

Se o seu gosto vai para tarraxinha, com mensagens amorosas, então escute as músicas número quatro e seis: «Me Leva», letra e música de Ângela Ferrão e «Tudo Enfim», letra e música de Euclides da Lomba. De resto, Da Lomba participa ainda com letra e música na canção «Perdoa-me». Há ainda a participação de Gabriel Tchiemba que escreve a letra «Sala Kanaua», cuja música cantada na língua nacional chokwe é da autoria da Ângela Ferrão.
Para além da estreia da cantora, Lito Ferrão estreia-se com as músicas na língua kimbundo «Mema ya Simba» e «Vavô Rosa», para além de «Wanga».
O «Wanga» termina com um bolero intitulado «Não te Vás Embora», letra e música de Ângela Ferrão. Escutei esta música pela primeira vez nos meados de 1997, com outros arranjos e mais acústica. Mas, como dizem as más bocas, só a DHL e os terroristas conseguem parar os aviões. “E quem me viu/ apenas só dizia/ já é tarde/ já é tarde”.

Para quem já escutou as músicas sabe que o disco é bom e que vale a pena comprar um. Para quem ainda não escutou, terá de esperar mais um pouco, já que os discos esgotaram. Ângela Ferrão disse em conversa telefónica estar “a fazer tudo para colocar no mercado, no mais curto espaço de tempo, a reedição da obra devido a solicitação constante do público. A data mais provável será em Junho”.
Uma obra como o «Wanga» deve ser apreciada na versão original. As cópias têm vários inconvenientes. Primeiro é que são ilegais, segundo é que a qualidade não presta e terceiro não se está a ajudar os músicos a crescer, quer em qualidade quer em prestígio.
Já agora, deveriamos ir a um “kimbanda de fama” para saber onde foi que a Ângela Ferrão foi buscar tanta perseverança; nunca desistiu, sempre acreditou e agora aparece com o «Wanga… »
P.S. Ainda não perdoei aquele maldito avião que me levou para bem longe!

Texto: Humberto Costa
Fotos: Sérgio Afonso
Fonte: Nove Ilhas

Reis Luís. À conquista - da dispersão á kianda




Conquista - da dispersão á kianda” é o 5º livro do escritor angolano Reis Luís “Mbwango” licenciado em ciências humanas lançado no clube baker em Luanda. Um romance com 312 páginas divididas em 3 partes e 39 capítulos onde narra a situação social, cultural e politica de angola, através de um jovem de 12 anos de idade, de nome kaluey que deixa a povoação em que nasceu no kuanza – Sul e se dirige a Luanda em busca de sossego, depois de uma bomba ter morto seus país e irmã.

Mbwango demonstra na sua obra a preocupação com a forma como a actual sociedade angolana criou um modo de vida que choca com os valores culturais de Angola, e incide sobre aspectos que se prendem com uma critica social apresentando sugestões para resolução de problemas que nos chocam.
A obra é uma grande chamada de atenção a geração do nosso tempo.

O autor faz uma análise sociológica, cultural e psicológica dos comportamentos dos indivíduos e dos grupos sociais. Há quem diga que o texto é adaptável para o cinema. Uma obra com mais de cem personagens secundárias que se entrecruzam e dão forma ao diálogo ao longo do romance.

http://pt.shvoong.com/books/1702804-à-conquista-da-dispersão-á/

Um dos melhores comentários de sempre?


«Assídua disse...
Devia comentar o post, mas vou "comentar" o que escreveu o anónimo das 12:03. Se a competência das mulheres angolanas será "avaliada" pelo desempenho de uma Ministra, menos-mal. No entanto o "CERTIFICADO DE INCOMPETÊNCIA DOS HOMENS ANGOLANOS" já foi passado há mais de trinta anos, e é carimbado todos os "Santos dias" (para actualização). O mais recente carimbo foi o comportamento face a possível manifestação em Benguela!!!!!»


Imagem: email

domingo, 11 de abril de 2010

Fotos do acidente na estrada da Maria Tereza. Esta é a outra guerra Contém fotos altamente chocantes! Fonte: Email «Prezados amigos, As fotos


Fotos altamente chocantes!










Fotos do acidente na estrada da Maria Tereza. Esta é a outra guerra
Contém fotos altamente chocantes!

Fonte: Email

«Prezados amigos,

As fotos que se seguem, reportam-se ao que aconteceu na sexta-feira (15/01/2010) ia eu a caminho de Malanje com uns amigos e, na estrada da Maria Teresa,
deparamo-nos com o triste cenario: um embate "quase" frontal entre um autocarro da TURA e um Kandogueiro que, pelos vistos ia a uma velocidade desenfreada, ficou com um dos lados (o do motorista) totalmente amolgado;
Pelo que pude constatar, fotografar e testemunhar n houve nenhum sobrevivente e o resultado pode
ser visto por todos: repassem para sensibilizar outros automobilistas


Por favor conduzam com a maxima prudencia e evitem conduzir de noite, especialmente nas viagens interprovinciais.

Atenciosamente,

Ps: Se repararem bem, podem ver o motorista com as pernas separadas no resto do corpo.


MAXIMA PRUDÊNCIA QUANDO PENSAR EM PISAR NO PEDAL.. .

sábado, 10 de abril de 2010

O dueto que ficou solo


«Violência no feminino
Continuam envoltas num grande mistério as razões e as circunstâncias em que ocorreu a morte do jovem Lopo Loureiro (Loló), que foi brutalmente assassinado em casa pela sua própria esposa.


Versões, especulações e conjecturas é o que não faltam nesta altura, numa cidade onde os rumores circulam à velocidade da luz. Assistiu-se já em público a uma tentativa de desculpabilizar o crime com base no argumento segundo o qual as mulheres quando partem para a violência é porque foram forçadas a tal, numa situação limite, extrema. Será mesmo assim? Será que só os homens são violentos por natureza ou por condição? Até prova em contrário, estou convencido que a violência e a raiva são instintos (ou sentimentos?) que fazem parte do DNA (estatuto) de qualquer ser humano, seja ele homem ou mulher, jovem ou adulto. O resto parece-me ser muito controverso e pouco sustentável. O debate está aberto!

Anónimo disse...
Gindungo no c... do outro, é refresco, assim diz a sabedoria popular.
Um jovem de 34 anos foi brutalmente assassinado pela esposa e ninguém diz nada. Não é assunto!
Sem mais de momento, peço que o sr Wilson, grande investigador/pesquisador, informe a opinião pública do que se passou.
6 de Abril de 2010 00:16»

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ainda Sobre O Mistério Do Assassinato De Lopo Loureiro


Sexta, 09 Abril 2010 12:57
Luanda - A jovem Nerika Loureiro, que está a ser acusada de assassinar o seu esposo Lopo Loureiro com 11 golpes de tesoura por volta das duas horas da manhã do dia 1 de Abril, já foi apresentada esta semana ao representante da Procuradoria-geral da República junto da Direcção Provincial de Investigação Criminal de Luanda (DPIC), segundo fontes deste jornal.

Fonte: O País CLUB-K.NET

A acusada chegou a Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naio e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente.

A esposa do se deslocara a Portugal para gozar 15 dias de férias, conforme atestam os familiares do malogrado esposo. O primo mais velho da vítima, Hermenegildo Bravo da Rosa, não descarta a possibilidade da sua cunhada ter se deslocado àquele país para fazer consultas médicas, como se cogita em muitos círculos, mas assegura que esta não era a condição primária da viagem.
Segundo Bravo da Rosa, ela é funcionária da Sonair e havia se deslocado a Portugal para desfrutar os 15 dias de férias em companhia dos filhos e da mãe. Em momento algum se avançou a possibilidade de que ela tenha ido exclusivamente para fazer check up médico, na versão do primo do finado.
Este jornal apurou que, às 21 horas e 45 minutos do dia 1 de Abril, Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Credito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem das terras de Camões e que levou a sua sogra à casa. Depois de deixarem a senhora Beatriz da Conceição na sua residência, o casal rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida, onde algumas horas mais tarde veio a acontecer o infortúnio.

“Nós acreditamos que aquilo aconteceu as 2h30 da manhã, porque ela saiu dali até à casa dos seus pais na Maianga e para fazer este percurso levaria no mínimo 30 minutos”, declarou Bravo da Rosa.
Ao chegar à casa dos progenitores, Nerika Loureiro deixou as crianças no carro e subiu ao apartamento para os avisar sobre o que havia sucedido.
De seguida, a jovem deslocou-se à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) para pedir asilo, mas foi rejeitada.
“Chegou lá a dizer que estava a ser perseguida e ameaçada de morte e ao verem o seu estado de choque os oficiais da Polícia Nacional que ali se encontravam tentaram acalmá-la. Se às 3 horas e 45 minutos já estava na embaixada dos EUA quer dizer que esteve alguns minutos antes em casa da mãe, o que leva a crer que o crime não aconteceu a esta hora conforme alega”, acrescentou o primo da vítima. O facto de não ter sido bem sucedida no território americano terá concorrido para a acusada se deslocar posteriormente à Embaixada Portuguesa, por volta das 4h30, em companhia de um dos agentes que protegia aquele local. Ao ver que teria de esperar que os serviços diplomáticos abrissem, ligou para uma das suas colegas da SONAIR para contar o que havia cometido.

“Permaneceu muito tempo dentro do carro com o roupão de noite cor verde cheio de sangue e apareceu o cunhado, marido de uma das irmãs dela, que levou-a novamente à embaixada dos Estados Unidos. Só que foi detida pelos agentes que estavam num carro da patrulha que passava pelo Eixo Viário e levaram-lhe para a 2ª Esquadra da Policia Nacional”, detalhou o jovem.
Hermenegildo Rosa conta que enquanto a jovem fazia estas movimentações a sua mãe se deslocou ao apartamento do casal para constatar ‘in loco’ o que se passou, tendo se retirado de seguida e ligado para empregada a fim de ela ir abrir a porta de casa para as autoridades policias fazerem o seu trabalho.
O primo acredita que a mãe da suposta homicida tomou conhecimento dos acontecimentos às 3h00 da manhã, ligou para a Policia às 8 e só compareceu em casa dos pais de Lopo por volta das três horas da tarde, numa altura em que toda a família do a
Antes mesmo de se aperceberem sobre o que acontecera no apartamento do Nova Vida, os familiares já haviam recebido telefonemas de amigos do casal a partir de Londres e que se manifestavam aflitos em querer saber o que havia se passado.

Os familiares de Lopo Loureiro dizem estar surpreendidos e que não encontraram ainda nenhuma explicação plausível porque eles não aparentavam ter problema.
“Pela dimensão do crime tudo leva a crer que ela não terá feito aquilo sozinha, aliás até os próprios investigadores também presumem isso e dizem que ela só conseguiria fazê-lo se tivesse dopado antes a vítima”, acredita o nosso interlocutor.
Hermenegildo da Rosa contou que o casal vivia junto há cinco anos e que sempre tiveram uma relação bastante harmoniosa, visto que nunca transpareceu terem problemas graves. “Ele sempre foi um indivíduo que por natureza sempre foi muito meticuloso, prudente, organizado e que sempre primou pelo seu lar, que no seu entender, era a mulher e os filhos”, frisou.
Os filhos do casal encontram-se em casa de um dos parentes da advogada Nerika Loureiro.
Silêncio absoluto

Os familiares de Nerika Loureiro recusam-se a prestar quaisquer informações à imprensa, alegando que ela não ajudou em nada no esclarecimento da verdade e que divulgou de princípio uma informação deturpada.
“Fiquem apenas com a informação que vos foi passada pelos familiares do malogrado, porque nós não queremos nada, nada, nada... com os meios de comunicação social”, demarcou-se a senhora Adélia de Carvalho, prima da acusada.
“Se os parentes do jovem forem honestos e credíveis darão toda informação necessária, porque até o dia em que o Lopo Loureiro morreu ela era nora e isso fazia com que fosse considerada lá em casa como uma filha. É assim que a consideravam, senão não temos nada a ver com isso”, explicou.

Questionada sobre as razões que levaram a sua prima a Portugal em companhia dos seus dois filhos e da mãe, Adélia de Carvalho disse desconhecer. Ela acredita que tudo está a ser especulado e ainda que soubesse não daria nenhuma informação por causa da deturpação que houve na divulgação da ocorrência.
Quanto à forma como os parentes do jovem estão a caracterizar a acusada, Adélia de Carvalho considera que é natural que eles tenham essa opinião.

Perfil do malogrado
Nos vários elogios fúnebres proferidos no cemitério do Alto das Cruzes pelos familiares, amigos e colegas de trabalhos, antes do sacerdote que presidiu ao acto ter ordenado que depositassem os restos mortais de Lopo Loureiro na cova, o jovem foi descrito como sendo uma pessoa humilde, respeitoso, paciente e dedicado nos seus afazeres diários.
A grandiosidade do amor que nutria pelo próximo foi manifestada publicamente por três cidadãos que se dedicavam a lavagem da sua viatura, exibindo cartazes manifestando a sua tristeza e repúdio a esta barbárie.
O jovem, que trabalhava na direcção de Corporate do Banco de Poupança e Crédito (BPC) desde 2007, estava prestes a abandonar este posto para integrar o departamento de negociações da petrolífera angolana Sonangol.
Lopo Loureiro nasceu em 1975 e iniciou os estudos primários na escola São João, no bairro Popular, de onde passados três anos foi transferido para uma das escolas localizadas na Vila Alice, onde veio a concluir o ciclo primário. O facto de naquela instituição não leccionar as classes subsequentes fizeram com que os seus pais o matriculassem em 1987 na escola do primeiro e segundo nível Zinga Mbandi.

Após à conclusão desta fase, isto em 1990, passou a frequentar o curso médio de Ciências Sociais, no Centro Pré Universitário da Ingombota. Três anos depois deslocou-se a Lisboa, onde através de um acordo existente entre Angola e Portugal, teve que frequentar a 12ª classe para depois inscrever-se no curso de gestão e administração pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Em 2002 partiu para a cidade de Abeerden, na Escócia, a fim de estudar a língua inglesa e em Setembro do ano seguinte foi admitido para frequentar o segundo ano do mesmo curso superior que frequentava nas terras de Camões, na universidade com o mesmo nome desta cidade. Apesar de a ajuda que recebia do seu irmão Caló, que residia naquele país há mais tempo, decidiu trabalhar em part-time na cadeia de supermercado Haja.
Após concluir o curso superior de gestão de empresa, em 2007, regressou a Angola e começou a estagiar na Endiama, mas em Outubro do mesmo ano pós fim a essa etapa para exercer a função de gestor de contas do BPC. Função que exerceu até à data da sua morte.

Sociólogo aponta causas e Polícia pede calma
O sociólogo Afonso Francisco considera que entre as varias situações que podem estar na origem do assassinato destacam-se os factores económicos e de infidelidade conjugal.
“Há pessoas que por mais dinheiro que têm não prestam assistência financeira aos seus filhos e, por outro lado, a infidelidade pode provocar uma reacção inesperada à mulher que pode leva-la a praticar tamanha barbárie”, explicou o sociólogo, acrescentando que dou “a minha opinião baseando-se em suposições porque não existem muitas informações credíveis à volta do assunto”.

O nosso interlocutor explicou também que uma acção deste género depende muito do tipo de convivência que há entre o casal, mas pensa que existem casais que vivem em perfeita harmonia, mas “que por uma simples coisa um dos dois acaba por cometer um homicídio sem ter premeditado”.
Afonso Francisco disse ainda que o facto de ambos pertencerem à classe média não é suficiente para descartar a possibilidade do crime ter sido originado por causa disso.
“Existem muitas situações que podem estar na base deste incidente e para se fazer a análise sociológica da situação é necessário descrever a convivência que existiam entre o casal e os factores socioeconómicos”, acrescentou.
No entender do sociólogo, se os filhos assistiram à carnificina poderão ter problemas psicológicos no futuro, visto que a mente das crianças é virgem e regista tudo aquilo que ela vê, que lhe transmitem e que lhes ocultam. Eles poderão ter um trauma que só poderá ser curado com a ajuda de um especialista. O porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, superintendente chefe Jorge Bengue, disse a este jornal que o jovem terá sido assassinado por volta das 3 horas e 30 minutos e os efectivos da Esquadra do Nova Vida só tomaram conhecimento da ocorrência através de um telefonema efectuado pela senhora Beatriz da Conceição, mãe da acusada, às oito horas e 30 minutos.

Quando os efectivos da polícia chegaram no local, encontraram o corpo da vítima deitado no chão trajado de camisola e calção de noite.
“Pedimos às duas famílias para não se gladiarem entre si porque as investigações estão em curso para se apurar o que realmente aconteceu. O mesmo pedido é extensivo aos órgãos de comunicação social para não interferirem no processo”, rematou o porta-voz do Comando de Luanda.

Ainda o Caso Nerika



Fonte: Email
Os Piores Ficam e os melhores vão
Agora pergunto porque motivo esta assassina tirou a vida deste ser humano, homem está dificil de se encontrar e ainda acabam com a sua raça, nenhum ser tem o direito de tirar a vida de outro ser por mais grave que seja o seu erro.
Se achas coisas começarem a caminhar por essas estradas vou dar razão as palavras e ditaduras que Savimbi usava: ´´Quém mata merece morrer também, quem rouba cortamos as mãos e quém viola as filhas alheias também devem ser violados para sentir o gosto da desgraça que se a causar a vida do proximo´´.
Esta assassina tem que levar pena de morte, para a familia dela sentir o que é perder alguém que nos tanto é querido.

Gestora: Jaciara Vieira (yara)


Nerika que Deus lhe abencoe pelo trabalho, mais como tivera dito a Tia Belmira (mae do LOLO)
devias terminar o trabalho crucificando-lhe numa cruz era o que faltava para o trabalho ficar completo.
Podemos ate ser muitos netos mais ja mais os vossos lugares ja mais serao preenchidos mesmo...
A justica dos homens pode ate falhar mais a de Deus ja mais falhara. Eu te vou por dia e noite nas minhas oracoes
posso ate chorar suplicando a Deus que a justica dele nao tarde....MAIS VOCE VAI PAGAR PELA VIDA DO MEU PRIMO......
A pior morte e a nossa propria consciencia e a tua e que te vai condenar......Estas de parabens e estamos agradecidos todos pelo que fizestes.
Nao vamos descancar ate que a justica seja feita mais queremos primo que a tua alma descanca em paz

Arq: ROSSANA (GISA)


olha abencoada NeriKa que destes a vida ao Lolo e que te sentiste no direito de tira-la eu como Prima irma do Lolo quero te agradecer pessoalmente pelo presente da Pascoa que voce nos deu pelo favor de nos tirares o peso e fardo que era o meu primo, e a Nerika fez o favor de exterminar com muita doo e muita piedade, quero dizer que vimos e vivemos o filme de terror ou seja ainda estamos a ve-lo e a vive-lo e estamos todos agradecidos pelo tao grande favor que nos fizeste, e desde ja te parabenizar que foi muito bem feito esse exterminio... e na primeira oportunidade que eu tiver eu vou te fazer uma visita e te agradecer pessoalmente e te fazer uma unica pergunta " COMO E QUE TE SENTES "

Meu primo tiramam-te o direito
de viveres mais Tempo
de veres os teus filhos crescerem
de conviveres e viveres com todos...
tua familia, teus, amigos, teus colegas, teus vizinhos etc e tdo isso gracas a NeriKa, ok quero dizer que a justica de Deus tarda mas nao falha desejo que a tua alma esteja em paz porque Deus nao dorme nem dormita ele sabe e ve todas as coisas e o que houve dentro daquelas quatro paredes so Deus sabe porque ele viu e vai se encaregar de fazer a sua justica. meu primo eu te amo muito que estejas ao lado do senhor e das tuas primas Cheta Rosa Minga que qdo nos pensamos que estamos a nos recuperar de uma dor recebemos uma outra mas forte e doloroza, porque a partir de agora para muitos o dia 1 de Abril que sempre foi considerado pela sociedade como o dia 1 das mentiras para nos sempre sera o dia 1 da verdade gostariamos sim que fosse mentira para nos tambem mas infelizmente e a mas pura verdade ...somos muito netos do avo Lopo se tanto cento e tal... que por sinal teu xara mas os vossos lugares jamais serao preenchidossssssssss.

tua prima TELMA TELINHA

Imagem: CLUB-K.NET

Outra versão do caso Nerika. Sobrinha de Caetano de Sousa mata marido com mais de 11 golpes de facada


Fonte: Email
Carta aberta a família da assasina Nerika Ferreira Pires da Conceicao Loureiro mais conhecida por Nerika


Estavamos habituados a ver e a ouvir que o dia 1 de Abril era o dia das mentiras mais este dia sera sempre recordado pela triste noticia que nunca mais a esqueceremos, perdemos tragicamente o nosso querido filho, parente e amigo, Lopo Furtunato da Silva Pereira Loureiro, mais conhecido por “LOLO” nascido em luanda no longuiquo ano de 1975 era funcionário do Banco de Poupanca e Credito (BPC) a quem muito cedo aprendeu a viver com responsabilidade, filho de uma nobre, conceituada e estimada familia oriunda do Golungo Alto.

Viveu os seus primeiros anos de vida com os meus pais, primos, tios, avos, e amigos no famoso bairro popular, na Rua de Loule, onde fez os seus estudos primarios, secundarios e medio, passou por Portugal onde frequentou o 12 ano no colegio Crital? de Benfica, rumando depois para a Escocia fazendo a sua formacao superior pela Universidade de Abeerden,(escocia), filho dedicado e muito educado.

Foi morto, pela assasina e suposta esposa Nerika Ferreira Pires da Conceicao Loureiromais conhecida por NERIKA, funcionaria dos Recursos Humanos[efch1] da Sonair, Filha deJose Pires da Conceicao Junior Ex. Funcionario Reformado da policia e de Beatriz Neves Ferreira Pires da Conceicao, funcionaria Reformada da Sonangol distribuidora em luanda, natural de Malange, Parente de Caetano de Sousa, Presidente do Concelho Nacional Eleitoral (CNE) e Funcionario do tribunal em Luanda, Neta da Avo Maria (a famosa Avo KANDODINHA de Malange do processo 105 dos Diamantes)

E’ triste como eles puderam fazer uma barbaridade dessas que no ver de todos e’ um acto cruel feito por profissionais, e com a cumplicidade de seus pais. Deixamos aqui algumas perguntas? Que ficara ao vosso criterio.

Voces pensam que no’s nao vos conhecemos mais o que voces fizeram e’ tudo com ajuda dos vossos bruxedos, para aumentar a vossa fama e dinheiro. Deus nao dorme, pensam voces que com o nome de familia que tenhem da direito ate de tirar a vida? Deus tem e fara a sua Justica?

DEUS e’ grande que depois de tudo isso a Suposta assasina tentou fugir pedindo Ajuda ou Asilo, na embaixada Americana em Luanda, alertando que estava a ser perseguida? Perguntamos no’s por quem? se voces nem nos quiseram dizer que nosso filho, tinha sido assassinado? Sentiram o cerco apertado porque nao conseguiram extraditar para o exterior a vossa filha Nerika assasina? Voces sao cumplices desta barbaridade...

O alerta da tua mae cumplice Beatriz, a policia a maneira como voces fizeram tudo em sigilo, o crime, este acto de horror e os vestigios que deixaram no apartamento, dele e no vosso, pensam que nao se apurara a verdade? Esperem que a justica vai ter com voces seus assasinos...

Esqueceram-se dos filhos do casal, que ficaram todos sujos de sangue de seu pai? (deiam veneno) a eles porque tarde ou cedo eles vao dizer o que viram, criancas nao mentem e principalmente nossos filhos, o sofrimento que voces causaram vai ficar para voces saberem como a justica sera feita.

Leiam esta frase bonita da autoria do responsavel da policia “Fomos avisados pela mãe da suposta autora do crime, que dirigiu-se ao comando de divisão, situado no interior do Nova Vida, que o seu genro estava mal, como resultado de ferimentos graves. Quando a polícia chegou ao apartamento, estava o corpo do homem banhado de sangue e já morto”, explicou.

Peco-vos que facam um minuto de silencio, e vejam os erros barbaramente cometidos por voces queridos pais cumplices da assassina NERIKA, esqueceram-se que estao em Angola? Nao ha voos a esta hora para o exterior do pais, ou por serem tao ricos e bruxos pensaram que poderiam escapar?

O vosso acto barbaro de camuflar a noticia correu muito mal seus, assasinos, bandidos, criminosos, agora inventam que desconhecem, o porque disso fazendo-se de vitimas, conseguiram preparar advogados e tudo do vosso lado, Voces nao teram perdao nem piedade, justica se fara, perguntem a vossa tia Susana da Rosa do Santos (Advogada) ex Funcionaria da Chevron, esta bruxa vai saber como resolver o vosso problema, ja que os negocios que voces fazem sao de grande invergadura, tais como as vossas casas caras, nos projectos e condominios privados, as pensoes que teem no cafunfo e Malange e os vossos negocios escuros.

Conseguiram ligar a vossa filha Vitoria Que estava em Portugal depois de dar a Luz, mulher do Inacio funcionario da Sonangol, (Director de QSSA Qualidade Servicos Saude e Ambiente)dizendo que havia cometido o crime. Voces ja tinham preparado isto tudo e so Deus sabe como o nosso querido LOLO resistiu ao ponto de voces escavilharem seu corpo com 11 golpes de faca e de tesoura, precisavam isso tudo? GOLPES PRECISOS E EM LOCAIS CRUCIAIS, o que indica certo conhecimentos minimos de anotomia humana por parte da assassina

Deixo aqui um alerta a quem conhece esses bandidos, a quem com eles convive, trabalha e lida o vosso muito cuidado, eles nao teem piedade de ninguem, a comunidade internacional, aos orgaos de comunicacao social, aos jornais, a TV, a radio, internet e a todos de direito, muita atencao que a assasina Nerika possui as nacionalidade, Angolanas e Portuguesa, atencao aos dados delas que poderam ser passados caso algum crime ela ja tenha cometido no passado, sabemos tambem que muito viajam para Portugal, Inglaterra, e USA, onde possuem bens, familia e dinheiro, por favor repassem este artigo a todos quanto puderem para levar os assasinos e seus cumplices a justica, porque a policia de investigação criminal trabalhara arduamente para apurar as causas do crime e encaminhar a todos os autores, deste crime a justica.

Lolo descansa em paz, que no’s continuaremos a lutar para averiguar as causas e apurar a verdade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Funcionaria Da Sonair Esfaquea Esposo Até A Morte


Terça, 06 Abril 2010 03:02
Londres - Uma jovem angolana, Nerika Ferreira Pires da Conceição Loureiro (na foto) assassinou, o seu esposo Lopo Furtunato da Costa e Silva Pereira Loureiro de 34 anos, provocando a morte no seguimento de mais de dez golpes de tesoura e faca nas regiões do pescoço, tórax, e abdômen. O assassinato aconteceu na quinta feira (1 Abril) num apartamento do bairro nova vida em Luanda onde o casal vivia.

Fonte: Club-k.net

Histórica de amor termina em tragédia
Semanas antes, a mesma, encontrava-se em Portugal aparentemente em tratamento medico tendo manifestado vontade de deslocar-se a Luanda a fim de passar a páscoa com o dois filhos (uma tres anos e outro de nove meses.)

Na manha em que chegou de viagem, Nerica esfaqueou o esposo deixando o chão da sala de casa coberto de machas de sangue. Após a barbaridade, a autora do crime dirigiu-se a embaixada norte americana para pedir asilo ao que foi rejeitada. Foi de seguida, denunciada pela própria mãe na seqüência de uma alerta feita pela empregada.
No interrogatório a que foi alvo fez insinuações segundo a qual o esposo era “pedofilo” e que reagiu daquela forma em fusão de um aproveitamento que aquele teria feito a um dos menores em casa. Há informações segundo a qual a família faz recurso a invocações de que a mesma padecia de perturbações mentais que em estado de nervosismo perdia a cabeça.
A autora do crime formou-se em direito em Portugal e no regresso a Angola passou a trabalhar para a SONAIR, empresa filiada a SONANGOL. Já o malogrado esposo, Lopo Loureiro, igualmente formado em terras Lusas, era funcionário do Banco de Comércio e Indústria (BCI). Era um jovem muito calmo, conforme uma discrição familiar. O malogrado é sobrinho do ex- político, José leitão enquanto que a assassina é sobrinha de uma alta responsável pelas relaçõeso internacionais da OMA.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Junto ao túmulo dum rei desconhecido



Estes monumentos históricos encontram-se em quantidade na região da Quibala e sul do Libolo, mas o norte do Uako-Kungo também os possui, e foi, exactamente, a caminho da comuna da Sanga que encontrei, junto à picada, duas sepulturas feitas à base de pedras talhadas.


Deduz-se que tenha havido por aquela área um potentado forte (chamados agora regedorias ou sobados gerais). A tradição dos povos da região manda que Rei e Rainha sejam sepultados lado a outro. Aliás, assim também aconteceu com os meus avós Canhanga ou "Ñana Ñunji" (Senhor do Suporte/Sustentáculo) e Maluvu Ndonga "Tembo".

Ao lado destes Reis que desconheço, eis-me para a merecida homenagem... Um dia voltarei ao local para buscar um pouco da sua História.
Publicada por Soberano Canhanga em Terça-feira, Março 23, 2010

A foto foi tirada junto a duas sepulturas construídas de pedras, próprio dos povos que habitam o Kuanza-Sul, para eternizar a memória dos seus valentes soberanos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bento Kangamba, Empresário Desportivo



Lisboa - Tem um ar alegórico que anima sectores intelectuais do MPLA. No último congresso do partido dirigiu-se a um grupo de delegados da etnia bacongo e disse o seguinte: “Eu sou mais perigoso que um de vocês, porque tenho dois sangues”. A platéia pôs-se em gargalhadas. Ele pretendia transmitir que tinha mistura de dois diferentes tipos de sangue por ser filho de pai Lunda/chocke e mãe do Uige.

Fonte: Club-k.net

Bento dos Santos “Kangamba” que em Junho deste ano completa 45 anos de idade, nasceu no Moxico, mas é nas Lundas onde cresceu. É avaliado como um intelectual anódino. Na vida acadêmica chegou até a 12ª classe. Aos 15 anos de idade aderiu ao MPLA. O seu pai era conhecido como apoiante dos guerrilheiros deste partido que andavam pela zona leste do país. A família era detentora de alguns bens entre os quais alguns camões que teriam sido queimados pela UNITA, ao tempo do conflito armado. Os pais estão no leste e o mesmo é criticado por “esbanjar dinheiro em Luanda enquanto que os país não estão muito bem no Luena”
Serviu o braço armado do regime e chegou à patente de brigadeiro cuja reserva faz parte. Trabalhou na área da logística e foi um dos impulsionadores da venda de forma “ortodoxa” de carne/frango do exercito, no mercado negro. Na altura, as vendedoras de rua vulgo “Quinguilas” levaram lhe a tribunal após terem se queixado de o terem dado dinheiro sem que tivessem recebido a mercadoria. Foi declarado culpado em tribunal cumprindo pena de dois anos prisão. Na altura o Comitê Central do MPLA, ao qual fazia parte, expulsou-lhe para que o seu caso não manchasse o partido.

Após o incidente Kangamba refez se politicamente tornando-se num dos mais mediáticos militantes do MPLA na zona urbana de Luanda (e em algumas áreas do país). É presentemente o primeiro secretario do CAP 114, no palanca (O cartão de militante é LA-525291). Foi readmitido nas estruturas do partido (Comitê Provincial de Luanda e Comitê Central) e ao mesmo tempo aprendeu a não ter muita confiança nos seus colegas do MPLA. Não come ou bebe em casa dos mesmos como medida de prevenção das armadilhas partidárias. Aceita comer apenas em casa de dois amigos, Rui e Joaquim.
Tem ligações com o general Manuel Helder Vieira Dias “Kopelipa” em razão de tal é as vezes apresentado como assessor/próximo da Casa Militar que lhe proporciona algum desafogo financeiro. Defende, nas rádios em Luanda, que os filhos do PR, devem ter os seus negócios por serem cidadãos como qualquer um. Esta posição por si tomada, não é alheia a simpatia que goza no seio familiar de JES. A 22 de Janeiro, uma irmã de JES, Marta dos Santos deu festa do seu 60 aniversários e foi lhe enviado um convite.
O seu patrimônio econômico é considerado complexo a começar pelo facto de não se conhecer o seu Gabinete. Há informação de que através do Ministério das Finanças recebe verbas por impulso de uma “interminável” divida antiga que o estado tem para com ele. Esta associado a exploração de diamantes na área das Lunda na qual tem como sócio, numa das dragas, Eduardo Kwangana, Presidente do PRS. Fundou na década de noventa uma empresa a “Organizações Kabuscorp”, cujo patrimônio inclui um terreno na samba, uma Quinta em fase de construção, nas áreas do futungo, ao qual tem o seu nome “Quinta Kamgamba”. É conotado com uma sociedade anônima de representação, Rangol, com sede no bairro operário. Numa entrevista na TV Zimbo, apresentou-se como dono da maior empresa de telhados de Benguela, este dado, porem, é contrariado com a existência da empresa Porto Belo, que é um investimento brasileiro tido como o maior em fabrico de telhas naquela província. Diz também que esta a erguer um campo de futebol.

O que mais lhe da visibilidade é uma equipa de futebol, o “clube Kabuscorp do palanca”, que criou em Dezembro de 1994 tornando-se o primeiro angolano a ter um clube de futebol no país. Tem vocação de Interferir no trabalho do treinador da sua equipa. No Domingo (28), insurgiu-se contra o técnico do Kabuscorp, Viktor Bondarenko, porque entendia que este deveria, a dad altura do jogo, por em campo dois jogadores tidos como seus favoritos. Quando a sua equipa perde nas partidas, penaliza os jogadores retirando-lhes a viatura de apoio. São sujeitos (em forma do castigo) sair do estádio até a sede do clube no palanca a pé.
Há mais de 10 anos que deixou de viver no bairro palanca (Viveu no Alvalade e agora num apartamento T4 no Nova Vida ), mas dentro do partido passa-se por morador ou soba do bairro, como é chamado. Aos fins de semanas visita o Palanca, acção sucedida com distribuição de dinheiro aos jovens sobretudo quando é dia de partidas de futebol. A juventude daquele bairro (na sua maioria oriundo de países vizinhos), seguem-lhe com a garantia de consenção de bebidas e alimentos nas diversões que promove. Há também informações segundo a qual elementos de origem congolense, do palanca terão seguido a sua claque ou caravana em troca de ajuda no que concerne a sua legalização em Angola.

Dedica especial atenção a filantropia e apóia inicitivas de entertimento (concursos, espectaculos musicais e etc) da qual ganhou a fama de “empresário da juventude”. O rapper americano The Game, cita-lhe em uma das suas musicas sobre uma alegada proposta que Kambamga lhe teria feito, em Luanda mas que recusara.
Um dos seus maiores vícios é o jogo/casino. Já chegou a gastar cerca de 100 mil dolares americanos numa só noite. O conforto financeiro que goza leva-lhe as vezes ao esbanjamento. No congresso do MPLA, ao qual ascendeu ao Comite Central, ficou com a fama de ter distribuído 350 mil dolares aos delegados provenientes de Benguela, Huambo, Moxico e Uíje. Dentro do regime é citado como o elemento que mais recorre ao suborno para resolver as coisas. Em meados no ano passado o desportivo acadêmica do Lobito acusou lhe de ter corrompido o arbitro.

Kamgamba é, hoje, o militante do MPLA que mais presta atenção especial ao seu marketing pessoal. Criou a sua própria rede de influencia junto da media independente e na media estatal. Uma das figuras jornalísticas com quem tem relações estreitas, é Goncalves Inhanjica, quadro de proa da TPA. O ex Ministro da CS, Manuel Rabelais, aparentava não ter graças pelo mesmo, que chegou a orientar jornalistas em Benguela para vetarem a cobertura de uma das suas acções filantrópicas na província.

Da sua ligação com a media, Reginaldo Silva, analista de referencia em Angola, fez a seguinte discrição “Da primeira vez que foi para o CC, o homem do Palanca e do Kabuscorp acabou preso, julgado e condenado por delito comum. Foi expulso pelos seus camaradas do CC. Voltou agora quatro anos depois, na sequência de uma impressionante e inédita campanha de promoção pessoal em tudo quanto era média privado e público. Melhor do que ningém do seu fechado clube partidário, Cangamba percebeu até ao limite que a imprensa tanto desfaz, como faz, como volta a desfazer. Não olhou a meios e investiu fortemente na sua imagem mediática. Alguns jornalistas agradeceram-lhe, certamente, o generoso interesse demonstrado pelos "milagres" da média. Por tudo, por nada e por mais coisa nenhuma, foi notícia semana sim, semana também. Cangamba, vê se portas agora com mais juízo, para não voltares a ser expulso do CC e da vida em liberdade.”

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pedido De Militância De Tatiana Durão Ao MPLA Rejeitado Pela OMA - Vídeo



Lisboa – Tatiana Durão foi rejeitada pela organização da Mulher angolana (OMA) no seguimento de uma manifestação de ingresso ao MPLA como militante. Uma corrente conservadora deste braço feminino do partido no poder invocou razões de ordem comportamentais a margem de um programa televisivo da mesma que fala abertamente sobre sexo.

Fonte: Club-k.net

Por Causa do programa Sexolandia
A objecção foi mais tarde atenuada após acessos debates internos vencidos por uma facção liberal que se mostrou compreensível em separar o profissionalismo da jovem e o seu desejo em militar no partido que suporta o governo. Esta facção “menos conservadora” da OMA argumentou em que ao invés de rejeitarem a jovem, deveriam ir ter com Tchizé dos Santos, a mentora do programa, no sentido de retirar o “sexolandia” da televisão estatal.

Modelo e apresentadora de televisão, Tatiana Durão é uma figura epiléptica no seio da juventude “noturna”. Foi a segunda angolana a concorrer no programa televisivo “Big Brother” da cadeia de uma prestigiada cadeia de televisão na África do sul. Enquanto participante foi criticada pela sociedade angolana pelo seu a vontade em manter relações sexuais diante as câmaras.

De realçar que o debate em torno da sua figura prosseguem em todos os sectores. Recentemente, o escritor Domingos da Cruz que se encontra a fazer um mestrado no Brasil em direitos humanos, escreveu um artigo de opinião apontado novo caminhos educacionais ao programa “sexolandia” de Tatiana Durão.

Por seu lado, em anuncio de divulgação do referido programa posto a circular no site da TPA e justifica que “A juventude, e não só, vive com dúvidas constantes a respeito da sexualidade. Atendento a estas inquietações dos jovens são convidados especialistas na matéria para com ajuda da apresentadora, Tatiana Durão, e em função do tema, responderem de forma esclarecedora as questões apresentadas pelo grande público. Este programa é de carácter informativo e educativo.”

Ainda no seu artigo, Domingos da Cruz, infatiza na sua tese a seguinte observação “Infelizmente, este não é o caso da pseudojornalista do Sexolậndia, uma pessoa ferida e arranhada moralmente. Talvez se pudesse propôr aos proprietários do canal amoral que se reformulasse somente a forma de abordagem e se mantivesse a apresentadora. Esta possiblilidade está fora de hipotese para nós, porque as palavras que saem na boca da dita cuja evidenciam uma cabeça de ngaxi...e falar de sexualidade não pode ser uma pessoa sem carga epistemológica para o efeito. O nome do programa também merece uma mexida, porque tem um impacto psicológico e valorativo negativo. O nome ideal para o programa seria, educação sexual ou a sexualidade humana.” (fim de citação)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Saudável Hummer HTt7 made in Angola ''Uige'' amigo do ambiente







made in "nossa terra" só podia ser amigo do ambiente!!!

INVENTION IN ANGOLA UIGE 2010

Recebido via email

Adelino Peixoto, Secretário- Geral Da Presidencia



Lisboa - José Mateus de Adelino Peixoto é uma das figuras do circulo presidencial com um passado de ligações intensas ao braço juvenil do MPLA que aderiu em 1974. Começou no Moxico/Luena, sua terra natal. Mudou-se, depois para o seminário do Huambo (por motivos de estudos) passando a ser activista na Caala. Rapidamente notabilizou-se como Secretario provincial da JMPLA para a cultura, recreação e desporto. Em 1983, a fama chegou a Luanda e a sede nacional da “Jota” tratou-lhe uma bolsa de estudos para Portugal oferecida pela UIE- União Internacional de Estudantes.

Fonte: Club-k.net
Em terras Lusas, inscreveu-se na faculdade no curso de Antropologia na Universidade Nova de Lisboa, onde se formou. Apanhou-se com os seus companheiros da JMPLA/Portugal e ao mesmo tempo ajudou a fundar a União dos Estudantes angolanos em Portugal tornando-se, o seu primeiro presidente. Quando regressou a Angola, em 1987 começou a trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura até ser, indicado titular da pasta em 1989. Foi por ele que Angola assinou com o grupo dos PALOPS, o “Acordo Ortográfico de 1990”, em 16 de Dezembro de 90 (Pela parte portuguesa assinou o seu homologo, Pedro Santana Lopes).

A esta altura já estava casado com uma filha de França Van Dunem cuja relação foi associado a sua rápida ascensão . Foi também comissário adjunto de Luanda para a área social (Equivalente a Vice-Governador), ao qual exerceu durante dois anos. A reputação de “obediente e integro” terão despertado, JES que em 1992 puxou-lhe para fazer dele Chefe da Casa Civil da Presidência com a categoria de Ministro Junto a Presidência. Acumulava com as tarefas de Secretario do Conselho da Republica.

Uma das manifestações de confiança que JES tem por ele esta reflectida no facto de, três meses antes de completar 34 anos de idade, ter sido coptado para subscrever, a 21 Setembro de 1992, o grupo restrito de accionista que integram a Gefi, o gigante braço empresarial do MPLA cuja informação do dossiê é do desconhecimento de altas figuras do partido.

Adelino Peixoto ascendeu ao Comitê Central do MPLA em 1998, um anos antes JES indicar-lhe-ia Secretario Geral da Presidência, cargo que conserva ate aos dias de hoje. A sua área corresponde aos três “poderes” existentes na Presidência da Republica (Casa Militar, Casa Civil e Secretaria Geral). Peixoto que foi recentemente reconduzido ao posto responde pelas questões administrativas. Faz parte do seu gabinete, a Chancelaria das Ordens e Condecorações, o Secretariado do Conselho da República e o Centro de Documentação e Informação. O mesmo tem a competência de organizar, coordenar e controlar toda a actividade administrativa, financeira, logística e de assistência técnica aos Serviços de Apoio ao Presidência da República. Aparenta gostar do trabalho e não lhe são identificadas pretensões de deixar o palácio presidencial (Já recusou proposta para governar a província do Huambo e para ser Embaixador).

O que mais se estima nele, segundo figuras que com ele privam, é a sua educação (considerada esmera). Foi à pessoa a quem, em finais da década de 80, o pai de Nito Alves foi encaminhado, em meios informais, para estabelecer contacto com o regime. Na altura, Adelino Peixoto revelou-se compreensível e tolerante quanto a vertente social do assunto. Foram lhe identificadas defesa de uma recompensa a família de “Nito Alves”, mas acabou por ser mal interpretado no MPLA. O pai de Nito Alves chegou a receber promessas do mesmo, mas Peixoto teria sido “intimidado” a não dar atenção ao velho. (O velho recebeu um land rover cuja proveniência se desconhece).

Partilha uma amizade solida com Carlos Maria Feijó e António de Campos Van-Dúnem “Toninho”. Amizade ao estilo de viajarem juntos a Londres e alguns casos gozar férias em casa de “Toninho” no Brasil (Um sobrinho do falecido Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, de nome impreciso actuava como membro do grupo de avanço das viagens).

É também referenciado como muito charmoso (Perfumes Italianos e Franceses). Aprecia ir à discoteca passando-se por estranho aos olhos da nova geração. (leva apenas um guarda, que fica muito disfarçado).

Como pessoa é igualmente “muito simples”, segundo conclusão de colegas do partido.Concorreu a deputado do MPLA em 2008. Na véspera da campanha eleitoral largou por alguns dias o palácio presidencial para integrar o grupo de acompanhamento do partido no Município do Cazenga. Chegou a dormir no comitê do MPLA daquele município. (foi lhe disponibilizado um colchão). Justino Fernandes, então assessor para os assuntos sócias do Presidente levava-lhe mantimento.

São lhe conhecidas apetências pela docência (Ciências Sociais, como área de eleição). Detém uma pos graduação em Administração Pública pela WITS University em Joanesburgo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cecília Meireles. Poeta: 1901 – 1964. livros, considerados perigosos à educação infantil, entre eles, (pasmem!) As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Tw


E A VIDA PESSOAL, COMO VAI?
Jovem, elegante e muito bonita, causa frisson quando entra na Livraria São José, no Centro do Rio, à procura de algum livro. Na roda de escritores que freqüentam a tradicional casa de livros, olhos compridos seguem-na. Perguntam entre si o que faz a linda mulher com um livro tão pesado - o Corão.

Lúcia Helena Vianna
http://www.vidaslusofonas.pt/cecilia_meireles.htm

Entre 1919 e 1920 Cecília conhece na redação da Revista da Semana um jovem artista plástico português – Fernando Correia Dias – capista de primeira, ceramista, ilustrador e artista gráfico, reconhecido em Portugal e já amigo de personalidades literárias e artísticas no Brasil, como Álvaro Moreyra, Olegário Mariano, Menoti Del Picchia e Guilherme de Almeida..

Uma poeta, jovem e bela; um artista culto, viajado e sedutor. Bons personagens para uma história de amor.

Casam-se em 24 de outubro de 1922. Ela, com 20 anos, ele com 29. De novo a presença lusa na vida de Cecília. Ele faz belas ilustrações para os livros dela. Ela o presenteia com três filhas: Maria Elvira, Maria Matilde e Maria Fernanda (esta virá a ser uma famosa atriz do teatro brasileiro).

Em casa Cecília é uma mãe como as outras. Ralha, disciplina, e faz bolo coberto com calda de laranja. À noite, depois do jantar, reunidas na sala de visitas, lê histórias para as meninas (ah, ainda não havia a televisão nas nossas vidas!), pega do violão e dedilha cantigas, canta algumas, ou descreve os detalhes deste ou daquele objeto que ornamenta a casa.

O SONHO VIOLENTADO
Em 1934 a mulher brasileira conquista o direito ao voto. Cecília não se encontra entre aquelas que lutaram nas praças públicas por esse direito. Por quê? Porque é outro o seu campo de ação social. Ela está nos jornais e nas escolas. Nesse mesmo ano é chamada para dirigir o Centro Infantil, a ser instalado no Pavilhão Mourisco, em Botafogo. Vê no convite a possibilidade de pôr em prática as idéias sobre o novo modelo de educação que tanto tem defendido na imprensa. Constrói aí a primeira Biblioteca Infantil da cidade do Rio de Janeiro. Correia Dias transforma o porão numa cidade encantada. Ali as crianças podem afinal exercer livremente a sua imaginação em atividades criativas várias: pintura, leitura, música, desenho.

O sonho, porém, como todo sonho, não dura muito. Intrigas políticas levam ao fechamento da biblioteca. Violenta devassa, promovida pela Polícia Política do governo de Getúlio Vargas, destrói inclusive cerâmicas de inspiração marajoara criadas por Correia Dias. A explicação para tal vandalismo: livros, considerados perigosos à educação infantil, entre eles, (pasmem!) As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.

Uma ironia, um contra-senso, acontecer isso logo com ela. Apesar de progressista, sempre fora cética demais para aderir a qualquer partido político e bastante espiritualista para deixar-se seduzir pelo marxismo. Coisas da ditadura.

NAVEGAR É PRECISO...
“- Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.”

De 1934 até sua morte, Cecília Meireles faz inúmeras viagens. Nesse ano visita Portugal pela primeira vez, a convite da Secretaria de Propaganda desse país. Em 1940, conhece os Estados Unidos: dá curso de Literatura Brasileira na Universidade do Texas. Fala sobre folclore e educação no México. Em 1944 visita Uruguai e Argentina. Em 1951 volta à Europa: França, Bélgica, Holanda, Portugal.1952: Chile. 1953: Índia, Goa, Itália. 1954: Europa e, afinal, conhece os Açores. 1957: Porto Rico. 1958: Conferência em Israel.

Na Índia, recebe o título Doutor Honoris Causa da Universidade de Deli. Sua “Elegia a Gandhi” é traduzida para várias línguas:

(...)
Tua fogueira está ardendo. O Ganges te levará para longe,
Punhado de cinza que as águas beijarão infinitamente.
Que o sol levantará das águas até as infinitas mãos de Deus.
(...)

O vento está dispersando as falas de Deus entre as mil línguas de fogo.
Entre as mil rosas de cinza dos teus velhos ossos, Mahatma.


Volta das viagens com a mala repleta de versos: Poemas escritos na Índia, Poemas italianos, Oratórios de Santa Clara...

MAR PORTUGUÊS
Na agenda de viagens Portugal ocupa um lugar de relevo.

12 de outubro de 1934. O Diário de Lisboa estampa foto de Cecília e Fernando ainda a bordo do Cuyabá. Cais de Alcântara.

quinta-feira, 25 de março de 2010

António Setas. Biografia. Podemos começar a escrever uma espécie de novela


Vou falar da nascença. Tenho dois pais e três mães: o pai biológico, que me deu o seu nome (Setas) e um pai adoptivo, que me recebeu em sua casa quando eu tinha 28 meses de vida e me educou até ao dia em que fugi de casa e da tropa portuguesa, com 18 anos.
Como mães, tenho a biológica, que eu nunca vi na vida, a que me deu o seu nome (de Lacerda), esposa do pai adoptivo, e a que me deu amor durante toda a minha infância e juventude, na realidade a irmã do meu pai biológico, esposa do meu pai adoptivo, a minha "Mamã".

Podemos começar a escrever uma espécie de novela, que deixará para trás todas as corriqueiras brasileiras. Sou judeu, tenho quatro pátrias, quer dizer, não tenho nenhuma. E sinto-me muito feliz assim. Mulheres, também tenho 3 ou 4 e não tenho nenhuma. São desarrumadoras de lençóis, lavadeiras impenitentes, de roupa, louça, sentimentos e amarguras, são companheiras de passagem, que me enchem o fim da vida; são jovens e bonitas e eu penso que não mereço tanto, mas tenho-as sempre perto de mim, mesmo quando estão longe de mim. E vice-versa.

Nasceu no Lobito em 1942; fez os estudos secundários no Porto, em Portugal. Estudos na Université Libre de Bruxelles (ULB).

1967
Licenciatura em Ciências Políticas e Administrativas.

1968
Licenciatura em Ciências Sociais, secção países em vias de desenvolvimento.

1969
Candidato a Docteur en Droit (não concluído).

De 1970 a 1993, data em que regressou a Angola, não exerceu nenhuma profissão relacionada com os seus estudos. Foi sócio em Bruxelas duma empresa de média importância do ramo da hotelaria (14 empregados).
Em Luanda, depois de ter desistido de fazer negócios em virtude da complexidade do mercado e da peculiar mentalidade reinante nos meios comerciais locais, dedicou-se à escrita e obteve até à data alguns galardões:

2001
Menção honrosa do Prémio Literário Sagrada Esperança.

2002
Prémio Literário Sagrada Esperança.

2004
Prémio Cidade de Luanda de Literatura.
Menção Especial do Júri do Prémio Sagrada Esperança.

2005
Prémio Cidade de Luanda de literatura.

Imagem: blog.antesdeparis.com.br/category/frases