quarta-feira, 23 de junho de 2010

Petroff em rotura com o regime ?


Bastidores
Segunda, 21 Junho 2010 23:32
Lisboa - Santana André Pitra “Petroff”, o cabinda mais influente e respeitado no regime angolano mostra-se decidido em depor, em tribunal, como testemunha do activista e professor universitario, Belchior Lanzo Taty, detido em Cabinda, na seqüência do ataque contra a selecção do Togo, em Massadi. O julgamento esta marcado para o dia 23 de Junho no Tribunal da Comarca de Cabinda. Em círculos tradicionais do enclave que tomaram nota do assunto com “muita satisfação” interpretam o gesto deste nacionalista angolano como um sinal “de rotura com as atrocidades do regime contra os nossos irmãos”.

Fonte: Club-k.net

Esta sob pressão dos famíliares em Cabinda

Afastado do gabinete presidencial (sem previa notificação), “Petroff”, era, até Março último, o assessor especial do Presidente José Eduardo dos Santos para as questões de Cabinda. Era através do mesmo que o gabinete presidencial estabelecia contactos com Nzita Tiago para “solução” do conflito armado no Enclave. (A aproximação era mantida no secretismo para não por em causa o acordo de "paz" com Bento Bembe).

A 21 de Julho de 2009, Pitra “Petroff” foi contactado por Belchior Lanso Taty, que se encontrava em Paris a fim de transmitir-lhe o interesse de Nzita Tiago em passar uma procuração para que ele (Belchior) fosse recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos. A audiência não chegou a ocorrer, devido ao facto de “Petroff”, ter se encontrado na altura, ausente do país e com o estado de saúde que requeria repouso.

Nas véspera do ataque da FLEC, Santana André Pitra “Petroff” mostrou-se surpreendido com a atitude das autoridades em Cabinda em terem prendido Belchior Lanso Taty, na altura, acusado como implicado na manobra terrorista. Naquele momento, telefonou ao Governador Mawete João Baptista para perguntar se havia “de facto” provas concretas que justificava a detenção dos alegados suspeitas. (Na resposta Mawete deixou transparecer pouco domínio sob o assunto visto que era novo como Governador; A PGR na província dirigida por António Nito alegava que estavam apenas a cumprir ordens de Luanda).

Quando se deslocou a Cabinda, para se inteirar do assunto, Petroff viu-se rodeado pela pressão dos familiares da sua terra que o acusavam de “cúmplice” na detenção de Belchior que é seu sobrinho. A conotação, foi tomada desta forma, (pelos familiares) devido a sua função de assessor do PR. A pressão que sofre da família é também associada como estando na base de ele ter aceite para depor ou “para dar testemunho do conhecimento que a Presidência da Republica tem do dossiê Belchior”.

A cerca de duas semanas, “Petroff”, esteve na cidade de belo horizonte, Brasil tendo manifestado a reiteração da sua posição em depor.

De acordo com justificação em meios conhecedores tradicionais de Cabinda, os originários desta terra valorizam muito a família pondo-a em primeiro lugar. Os que se opõem a esta pratica são amaldiçoados por via de métodos por eles conhecidos. (No ano passado completou 70 anos de idade, e a festa foi no enclave).

Santana André Pitra “Petroff”, foi igualmente referenciado, nos últimos anos, como o alto funcionário do gabinete presidencial que efectuava visitas ao território para contactos com personalidades consideradas “descontentes”.

Mudança de discurso
De acordo com conclusões oportunas, as autoridades angolanas já não fazem recurso a linguagem que conotava a detenção dos argüidos (Belchior e Padre Taty) ao ataque da FLEC (mas sim por ligação a um “movimento terrorista”). Na altura dos ataques, o regime aproveitou a ocasião para declarar a FLEC como “ grupo de terroristas” e na seqüência da medida prendeu os activistas dos direitos humanos a pretexto de terem, participado, um ano antes, numa reunião inter-cabindesa promovida pela FLEC, sociedade civil e Igreja na Europa.

Observadores que seguem o caso acham que “Há duvida que fica é se o governo como entidade é quem permitiu a ligação das detenções com a FLEC, e se o fez usando de boa fé ou não, ou e se Petroff está nessa estratégia”.

“Na altura em que se aventou esta ligação algumas vozes punham reticência na eficácia da démarche pois o governo angolano poderia utilizar isto para mostrar a sua ligação com o movimento independentista e depois prende-los. Essa hipótese começa a ganhar corpo” conclui o observador cuja identidade se preserva.

Desfalque no BPC: Tribunal libera gerente e condena “peixe miúdo” a 4 anos de cadeia


Sociedade
Segunda, 21 Junho 2010 18:14
Benguela - Os dois mosquiteiros, como são tratados nos últimos dias naquela Provincia litoral sul de Angola, o Juiz Presidente Antonio Vissandula e o Juiz Modesto Daniel Geraldes, este último, filho de um suposto professor Geraldo que é primo de Antonio Vissandula, fazem do palácio de justiça do Namibe, um brinquedo de tio e sobrinho. E, os factos acontecem sob o olhar impávido e sereno de quem de direito.

Fonte: Club-k.net

Tribunal acusado de proteger alta responsável do Banco

Durante a semana finda (terça-feira 15.06), o desfecho do processo de burla por defraudação no BPC-Namibe em que foram condenados, os arguidos Constantino Artur Bernardo Kizenga, Pedro Tyamba e Miguel Andrade, na pena maior de 4 anos de prisão, trinta mil Kwanzas de imposto de justiça a cada e a restituição por solidariedade ao Banco de Poupança e Crédito do Namibe o valor de quarenta e três milhões de Kwanzas, de que se apropriaram indevidamente por intermédio de um cheque falsificado, também assinado pela gerente Ana Carolina dos Reis Manuel e a sub-gerente do BPC Maria Pereira, impunemente, antes de remetido ao BPC- Huila para efeitos de compensação, deixa claro como a agua, as suspeitas de corrupção no tribunal do Namibe, ao proteger a gerente e a sub-gerente, activamente implicados no processo.

Para muitos, tratou-se de troca de serviços, entre o Juiz Presidente do tribunal do Namibe Antonio Vissandula e a gerente do BPC-Namibe Ana Carolina dos Reis Manuel. Mão a mão, lava a outra. Portanto, impunidade da Gerente Ana Carolina dos Reis Manuel “Canina”, além de influencia o desposo também magistrado “o procurador provincial adjunto Nelson Saldanha” foi uma compensação da outra parte, pelo serviço prestado durante o polémico caso ”viatura Nissan Armada” oferecida ao Juiz Presidente António Vissandula pelo empresário Carlos Alberto da Silva Ferreira, resultante do negocio da sentença da residência do coronel Vitorino Cassela, sob alçada judicial.

A Gerente do BPC Namibe, depois do segredo da burla por defraudação descoberto pelos órgãos de investigação criminal, utilizou os mês meandros, caminhos e passos também utilizados pelo Juiz Presidente daquele tribunal, quando magistrado, acossado com as denúncias de corrupção, para se desfazer do drama e valer-se do poder judicial, recorreu bateu a porta daquela gerente do bpc para obter documentos que testam o recurso ao crédito bancário na compra da aludida viatura”Nissan Armada, que agora deixou de circular nas ruas da cidade do Namibe, escondida fruto de vergonha”. Foi deste modo que o Juiz Presidente aparentemente se safou, conseguindo assim anexar no processo queixa apresentada ao Ministério Publico contra os jovens Fábio Alexandre Morais da Silva, Pedro da Conceição do Carmo e Natalino Domingos Tchipango Cassela, julgados e condenados 15 dias também pelo Juiz Modesto Daniel Gerardes (sobrinho do Juiz Presidente Antonio Vissandula).

O Juiz de causa Modesto Daniel Gerardes na leitura da sentença, fez saber que o tribunal do Namibe deu por provada a assinatura da Sub-gerente do banco poupança e credito Mariazinha Pereira em conluio com o funcionário do BPC Constantino Artur Bernardo Kizenga no cheque falsificado, lançado e remetido ao bpc Lubango em nome de uma empresa denominada Zitra Lda.

”O arguido Pedro Tyamba fez-se portar de um cheque visado do BFA, o deposito no bpc, emitido a favor da caixa nacional de tesouro, propriedade de Simão Simba, no valor de trinta e sete milhões Kwanzas. Posto no bpc, procedeu a entrega do referido cheque ao réu Constantino Artur Bernardo Kizenga que efectuo o devido lançamento e expedido ao bpc Lubango para efeito de compensação. Contudo, o cheque em causa que vinha emitido a favor da caixa nacional de tesouro foi lançado e remetido a compensação a favor de uma empresa denominada Zitra Lda, alterando nele, a designação do beneficiário (caixa de tesouro nacional) para Zitra Lda, assim falsificando o referido cheque. Tal cheque foi remetido a compensação ao bpc do Lubango com duas assinaturas, sendo, uma a do réu Constantino Artur Bernardo Kizenga e a outra, da sub-gerente Mariazinha de Fátima Pereira, ora declarante nos autos”. Excerto da sentença proferida pelo Juiz de causa Modesto Daniel Gerardes.
A corda como sempre, rebentou do lado mais fraco e a vítima, o peixe miúdo que carregou sozinho a cruz do pecado de burla por defraudação mm 4 anos de cadeia em São Nicolau, enquanto a gerente e a sub-gerente do bpc, bem protegidos pelo Juiz, nas engordas.

O Juiz de causa Modesto Daniel Gerardes, se de um lado permitiu os profissionais de comunicação social, das rádios pública e privadas gravar a sentença, o mesmo não se pode dizer quanto aos profissionais de imprensa escrita, proibidos fazer cobertura, incluindo a angop e jornal de Angola, abdicando a sua imagem circular pelo mundo fora.
No final da leitura da sentença, o Juiz de Causa Dr Modesto Daniel Gerardes, teve que ser evacuado de emergência para o gabinete do Juiz Presidente, pela policia nacional em serviço, através de uma porta que dá acesso a sala de audiências. Os jovens estudantes da faculdade de direito, académicos de diversas áreas do saber, familiares e cidadãos de vários extractos sociais, saíram defraudados da sala de audiência do tribunal do Namibe.

O tumulto só parou depois da intervenção policial que advertiu o civismo nas instituições públicas. As meninas estudantes são as que mais sobressaíram, em voz alta apelando pela intervenção de quem de direito, no que chamaram vergonha do tribunal do Namibe que se transformou num brinquedo, segundo vozes captadas pelos órgãos de comunicação social locais. Duas bofetadas falharam da cara do sub-gerente por meninas enfurecidas, sustentando que os créditos bancários no bpc Namibe, pararam devido a bandidagem da gerência.

Ainda por dentro das instalações do tribunal, Adão João Andrade, pai de Miguel Andrade, fazendo jus aos microfones dos profissionais de comunicação social presentes, insurgiu-se com as sentenças encomendadas no tribunal do Namibe que atingiram proporções alarmantes .”Temos que acabar com esta vergonha de injustiças no tribunal do Namibe. Tornou-se costume sentenças encomendadas, urge a necessidade de tribunal supremo toma medidas esses juízes que sujam a classe. Todos no Namibe sabem que as sentenças desta tribunal, quando se envolvem os dois juízes e bem conhecidos, são sentenças encomendadas. Se os três são condenados, no mesmo processo, a Gerente do banco de poupança e Credito Ana Carolina dos Reis Francisco Manuel, tcp Canina e a sub-gerente Mariazinha “Maria de Fátima Pereira” deviam todos ir para a cadeia, porque está mais do que provado que são elas que assinaram o cheque remetido ao bpc do Lubango, para a compensação e fizeram desaparecer o próprio cheque.

O cheque original não aparece porque? Quem guardou o cheque? Tudo isto foi uma cabala, bem feitinha para saírem protegidas pelo juiz que também não fez qualquer exigência para o aparecimento deste mesmo cheque. Porque é que a senhora Mariazinha sub-gerente aparece como declarante e não como Ré, tal como outros? Vamos accionar todos os mecanismos junto das entidades centrais para que a verdade seja reposta e o Juiz Modesto explique as razões porque protegeu a gerente e a sub-gerente neste processo” replicou Adão João de Andrade.

Os advogados Apolinário Cardoso, Afonso Mbinda Amadeu Silva e André Ndambi, constituintes dos arguidos Constantino Artur Bernardo Kizenga, Pedro Tyamba e Miguel Caculo Andrade durante cinco dias de discussão de causa, bateram-se, exigindo o original do suposto cheque falso, que esta na origem de transferência para as contas dos funcionários bancários, como é o caso de Miguel Caculo Andrade que na sua conta, caiu um milhão e oitocentos mil Kwanzas. O Advogado Andre Ndambi disse que o Juiz não deu ouvidos as exigências do original do suposto cheque falso de trinta e sete milhões e kwanzas, para se confirmar a autenticidade das assinaturas. Tal não aconteceu, segundo o advogado porque está em causa a protecção dos gerentes do bpc, também sujeitos a responsabilidade criminal. A fotocópia em apenas uma face do cheque, não prova a autenticidade das assinaturas, daqueles que foram as pessoas que anuíram a transacção bancária para as contas e outrem deste valor.

” Isto, só demonstra uma clara protecção do tribunal a gerência do Banco de poupança e credito, para não serem responsabilizados criminalmente. Se o que está em causa é o cheque falso, este mesmo cheque tinha que aparecer, o que infelizmente não aconteceu, porque o Juiz assim o entendeu”desabafo do advogado de defesa de Miguel Andrade que alega ter sido depositado na sua conta bancária, dinheiro de origem desconhecida.

Katia Josefa dos Santos inconformada disse: “estou muito lesada com este julgamento, eu acho que este tribunal do Namibe é uma brincadeira” Marta Chimuco questionou as razoes que deixaram isentas a gerente e a sub-gerente da cadeia. Marciano da Encarnação, estudante do quarto anos da faculdade de direito, diz estar-se de uma decepção que lhe leva o arrependido da opção de direito na sua formação. Se soubesse que os Juízes praticam estas maldades, não teria escolhido a cadeira direito. Oxalá que o tribunal supremo corrija isto quanto antes.

Esta é a terceira vez que Banco de poupança e credito é violado com a conivência dos próprios funcionários. O então chefe de finanças da direcção Provincial do Namibe da Justiça, Eugénio Chicondondi Sapalalo, era até aqui a ultima vitima da permissibilidade e vulnerabilidade da agencia do bpc Namibe que num passado recente, ao proceder o levantamento de dinheiro para o pagamento de salários, lhe foi abonado um saco a mais . Ao proceder a devolução do saco de dinheiro há mais, foi agradecido com um processo de tentativa de burla por defraudação, custando-lhe oito anos de cadeia.

Julgou o caso, igualmente, Modesto Daniel Gerardes. Aqui ressalta-se também a vista e com estranheza, o facto de todos os casos de roubo de dinheiro no banco de poupança e credito no Namibe serem julgados pelo mesmo Juiz.

Os constantes roubos no bpc, levou a cinco anos para cá um jornalista da angop e outro da imprensa privada, coincidentemente saber junto da gerente do bpc Ana Carolina dos Reis Manuel tcp Canina das principais causas da permissibilidade. Como e não bastasse, o profissional da imprensa privada, foi perseguido pela a gerente Ana Carolina dos Reis Manuel tcp Canina, com um processo de calunia e difamação. O Marido da gerente procurador Nelson Saldanha, abusivamente, notificou o jornalista em causa e perguntou ao jornalista se conhecia o marido da gerente.

Muito recentemente, o presidente da Associação mãos livres, o advogado David Mendes manifestou-se desapontado com os atropelos e suspeitas de corrupção no tribunal do Namibe. David Mendes admitiu a existência de uma nova classe no seio dos magistrados judiciais, o que chamou de Majestades judiciais, um mal que urge combater a bem da justiça em Angola.

O provedor de Justiça Paulo Typilica, igualmente na sua recente visita aquela Provincia do Namibe, não se coibiu com os atropelos tribunal do Namibe.”Para se ser juiz, em primeiríssimo lugar tem que ter juízo, para não proceder justiça atoa para não proferir sentenças atoa e para não ser preza fácil da corrupção. É nossa preocupação instalar a representação da provedoria da justiça, para atender a preocupação das comunidades locais” disse.

Soube-se que o Juiz Presidente do Tribunal do Namibe, neste momento em Portugal, tem preparado muitos processos a serem entregues aos inspectores dos conselho de magistratura para diversão, caso venham ao Namibe no quadro das denuncias. O magistrado, intensificou a caça as bruxas contra todos aqueles que embarcarem em assuntos de corrupção no tribunal do Namibe. Existem pessoas de confiança, espalhadas que em todos bairros,recrutados por famílias, amigos e empresários beneficiários das atrocidades, inclusive motoristas da transportadora SGO que fazem o troço Namibe-Lubango, vice-versa, com a garantia de saldo telefónico pago, para interceder, no caso de se ouvir o nome do Juiz Presidente do tribunal do Namibe na baila durante caminhada.

Chipindo Bonga, o ideólogo da UNITA


Quem é quem?
Terça, 22 Junho 2010 08:31
Joanesburgo - São lhe reconhecidas habilidades de bom político e de bom orador. É uma das figuras da UNITA com maior poder de influencia interna. Actua na sombra. Considerado como o estratega da vitoria de Isaías Samakuva nos dois últimos congresso. Diz-se que para se ganhar congresso, é necessário te-lo do seu lado. É ele quem influencia as bases sobre quem devem ou não votar. A juventude do partido tem lhe uma obediência cega, e tratá-lo por “professor Chipindo Bonga”.

Fonte: Club-k.net

A figura que detém as anotações do pensamento de Savimbi

O seu poder de influencia interna parte por ter sido, a figura que Jonas Savimbi confiou a missão de dar formação ideológica aos militantes do partido. Pelas suas mãos passaram cerca de 6000 quadros. Formou alunos como Américo Chivukuvuku que depois se tornaram também professores de referencia na Jamba. Daí que conhece todos e todos o conhecem. É dos poucos quadros que tem discípulo em todas as províncias do país.

Piedoso Chipindo Bonga, é natural de Catabola, Província do Bié, e filho de um Pastor Evangélico, que esteve ao serviço da Missão Evangélica de Chissamba. Aderiu a UNITA logo após ao 25 de Abril. Fez parte da longa marcha de Jonas Savimbi, logo após a fuga, deste do Luso, a 8 de Fevereiro de 1979. Na altura tinha a importância de ter um certo nível de ensino acadêmico avançado. Esteve no grupo que atendeu o primeiro curso ministrado por Jonas Savimbi no Centro de Formação Comandante Kapessi Kafundanga (CECKK). Teve bom aproveitamento e Savimbi fez dele Director do Centro Integral e de Formação da Juventude, CENFIM. No secretariado geral da UNITA, já exerceu quase todos os cargos a excepção de SG. No inicio da década de noventa, foi o secretário Geral da JURA, que substituiu, Armindo Moisés Kassessa.

Foi a pessoa que acompanhou Nzau Puna a Cabinda quando este anunciou rotura com Jonas Savimbi. (O Outro era Eugenio Manuvakola) No hotel, Puna informou-lhe que iria ver os familiares, no dia seguinte quando deu falta do SG, é que ficou a saber que um avião da presidência angolana teria levado Puna para Portugal.

Tinha o seu nome da lista de deputados da primeira legislação. Era o numero 28 da lista. O reascender da guerra impediu-lhe de tomar posse na Assembléia Nacional. Em 1994, Jonas Savimbi conservou-lhe, no Andulo, ao não te-lo enviado a Luanda para tomar posse no parlamento, em obdiencia dos acordos de Lusaka. Foi-lhe confiada a missão de professorar na Escola de Formação Política do Kanjampão, no Andulo. Dos altos dirigentes que estiveram próximo de Jonas Savimbi, nesta altura, Chipindo Bonga é o único que não tinha o nome na listas das sanções da ONU

Quando as FAA tomaram de assalto o Andulo, Chipindo Bonga, seguiu para o leste. Na caminhada plantou maçarocas para o abastecimento da sua coluna. Foi também um dos organizadores político da 16ª conferência, o conclave realizado por baixo de fogo, em que muitos viram Jonas Savimbi pela ultima vez. (teve lugar na nascente do rio Kunguene, na província do Moxico). É Chipindo Bonga que conserva consigo as anotações das linhas mestras traçadas por Jonas Savimbi, nesta reunião. (Ao tempo de Jonas Savimbi, estava sempre a frente das organizações de congressos, convenções e cursos político – ideológico)
Durante esta conferencia de quadros, Savimbi fez dele comissário político adjunto das FALA. O posto de “comissário geral” era destinado apenas para generais mas como o mesmo não atingiu tal patente, o cargo foi assumido pelo general, Galliano da Silva e Sousa “Mbula Matadi”, mais tarde morto em combate.

Piedoso Chipindo Bonga fazia parte da coluna que seguia rumo ao encontro do general Apolo Yakevela no norte do país, quando se assinala a morte de Jonas Savimbi. Soube que o velho tivera sido morto através de uma mensagem atribuída ao general António Dembo. Descobriu que embora o teor da mensagem fosse verídica, a voz que vinha do outro lado estava acompanhada de eco. Concluiu que se estava diante de a voz de alguém que se encontra entre quatro paredes imitando a voz de Antonio Dembo. (Simulador da Inteligência das FAA)

Durante a vigência da Comissão de Gestão, dirigida pelo general Lukamba Gato, desmobilizou-se como brigadeiro e foi reconduzido a Secretário Geral da JURA. Conduziu o primeiro congresso da juventude realizado fora das matas. Não voltou a candidatar-se por causa da idade e outros desafios mas apoiou um jovem soldado que nas matas do leste dependia de si, o major Liberty Chiaka.

Chipindo Bonga fez parte da Campanha de Samakuva, tanto em 2003, como em 2007. Na altura, chegou a ser citado pela Voz da America como o potencial candidato a Secretário-Geral, em substituição ao general Kamalata “Numa”. É temido pela corrente de Abel Chivukuvuku. Consideram-no o mentor de panfletos que circularam no congresso e que foram em desfavor do antigo conselheiro político de Jonas Savimbi. A citada corrente denota ter ainda reservas sobre o mesmo. Recentemente escreveram uma carta ao Semanário Angolense acusando-lhe de ser “um dos que empurram Isaias Samakuva para mais um mandato.”

No presente período que se prepara o segundo congresso da JURA, que se realiza em Julho próximo, o professor Chipindo Bonga declarou abertamente apoio a um dos candidatos, Mfuka Muzemba.

Piedoso Chipindo Bonga continua a trabalhar na sombra como membro da comissão política. Reparte o seu tempo a reflectir sobre a elaboração das suas memórias e a prestar assessoria ao líder da UNITA, Isaias Samakuva que muita estima tem por si.

Afastamento de Jornalista da Ecclesia conotado a criticas ao regime



Bastidores
Terça, 22 Junho 2010 23:26
Lisboa - O recente afastamento de um dos repórteres da Radio Ecclesia, Tomas de Melo, esta a ser acompanhado com suposições em meios jornalísticos em Luanda invocando que o mesmo foi demitido por “violação a nova linha editorial” segundo a qual não se deve “tecer duras criticas ao regime”.

Fonte: Club-k.net

Diz-se que violou a nova linha editorial da ràdio

Tomas de Melo, segundo se diz teria sido demasiado critico, na visão que se atribui ao director da radio, Padre Mauricio Camuto. Diz-se também que uma corrente de Bispos citados como “amigos do regime” teriam também se manifestado contra a postura do jornalista em deixar passar nos seus programas, criticas publicas sobre assuntos do Estado.

De recordar que em finais do ano passado foi igualmente afastado, o correspondente da radio Eclésia no Namibe, Armando Chicoca no seguimento de uma reclamação, em carta do Juiz do Namibe, Antonio Visandule, dirigida ao Bispo Dom Mateus Feliciano e ao Padre Mauricio Camuto alegando que a emissora católica estava mal representada naquela província. Na altura, o director deixou claro que se tratou apenas de uma suspensão. Não há informação que possa atestar se o referido jornalista já esta de volta a “emissora de confiança.”

A Radio Ecclesia é depois da Radio Luanda, a emissora mais escutada na capital de Angola. Tem programas educacionais voltado a religião e os seus noticiários lideram as audiências. Nas segunda feiras de manha, há um espaço que analise os tópicos dos semanários que é muito ouvido nas ruas e por gente do regime. As analises são feitas por Justino Pinto de Andrade, figura de forte prestigio em Angola.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Apresentador da TPA agredido no Rangel



Bastidores
Terça, 15 Junho 2010 20:50

Londres – Um jovem apresentador do Programa Tchilar do Canal 2 da TPA identificado por Benvindo Magalhães, foi alvo de agressão, sábado ultimo por uma multidão no bairro Rangel momentos em que o mesmo se encontrava com uma amiga. Há suspeita que os agressores sejam parentes de “outra” amiga sua.

Fonte: Club-k.net

Espancado pela família da “outra”
Uma fonte que se apresenta como testemunha conta que “Este jovem, tem sido referido por várias pessoas, no rangel onde cresceu, como estando armado em gostoso e mesmo súper estrela, desde que passou a ganhar visibilidae televisiva, chegando mesmo a humilhar e maltratar sobretudo raparigas, aquelas que caiem na dele. Umas dessas, a sua noiva, que com ele mantém uma relação de seis(6) anos, reconhecida pelo Padre da Paróquia do Rangel que ambos frequentavam ao tempo em que BV estava na "dibinza", à cuja família já se apresentou faz long time.”

Nos últimos tempos, conta a fonte, Benvindo tem "despresado" a tal do “tempo do sofrimento, ignorando inclusive aos chamamentos e telefonemas de familiares da jovem que um dia já foi amor da sua(dele) vida”.

“No sábado último, depois de alguns dias sem vê-lo, a jovem em referência enviou uma sms ao seu amado, manifestando preocupção pela sua ausência, à que o nosso casa nova, respondeu: "eu tenho muitas namoradas, e uma delas está grávida, não ligue mais para mim". Aparentemente a moça ingoliu a tirada que leu.

“BV já fugia dela, tendo mesmo adotado a prática de deixar o eu carro num esconderijo no triângulo dos congolenses, há uma certa distância de casa, caminhado a pé afim de não ser notado por quem quer que esteja ligado à noiva.”, relatou a fonte.

Segundo a testemunha, no Domingo último, 13.06, quando ia deixar o carro no esconderijo e na companhia da "outra", a tal grávida, BV depara-se com a "própria" que se fazia acompanhar do tio, que tentou abordar o "sobrinho genro", mas sem sucesso, pois este exibindo o seu ar superior de "figurinha", se calhar motivado pela gata do momento com quem estava já desde sexta-feira 11.06, simplesmente "despresou" o "tio sogro" sem o mínimo de respeito. Tendo mesmo dito: "não sou da vossa confiança"! Aqui chegados, já se pode imaginar o que aconteceu depois: “Bv não viu de onde saiu uma grande multidão, que caiu sobre ele, dando-lhe a ele e a namorada uma valente surra, mas daquelas bem grande, por sinal já muita gente tinha-lhe pelo pescoço, pois poucos se prestaram a acudir.”

Como consequência dequele acto violento, o carro da TPA atribuído ao agredido foi danificado, não restando vidros que se aproveite. A inocente namorada foi parar ao hospital, onde se encontra em estado de coma, o quarto onde o BV mora, no Rangel, foi invadido e os bens mais valiosos que lá haviam, um colchão, computador e um televisor, fora destruídos.

A Esquadra de Polícia do Rangel já tomou conhecimento do sururú havido e está a dar o devido tratamento. A jovem protagonista do espancamento de Benvindo Magalhães, deverá apresentar-se à Esquadra manhã, 16.06, dia da Criança africana, para prestar depoimentos, pois em causa está a viatura da TPA danificado no local do "sinistro".

“Este caso é uma mostra clara de como muitas das pessoas com alguma visibilidade, os tais do jet set, no nosso país, gerem o que chamam "fama" e mesmo a sua vida íntima. É comum vermos gente dessa estirpe protagonizarem actos vergonhosos e que manifestam despreocupação com os efeitos de tais comportamentos, já que têem fãs/admiradores, infelizmente” criticou a fonte.

Uma outra fonte que comentou o assunto, na condição de anonimato enviou um email a redação deste portal analisando os comportamentos das figuras publicas em Angola cujo teor segue: Já muito se disse sobre o comportamento moral e social das pessoas rotuladas como sendo "figuras públicas" angolanas.

“Quando não protagonizaram cenas de manifesta má educação, arrogância ou deselegância em plena rua, sentiram-se "Reis" ou "especiais", e pretenderam ter acesso, sem convite/ingresso, em descotecas ou festas sem que tenham sido para lá chamados, usando como argumento, o sempre, "eu sou figura pública, entro sem qualquer sítio. Quem é você para me impedir"? Mais ainda, desrespeitam polícias na rua, humilham fâns/admiradores ou assumem outros comportamentos antisociais nada dignos do rótulo (figura pública), que propalam aos quatro ventos, mesmo quando tal exercício "gabarolísta" não interessa a ninguém ouvir.”

“È verdade que nem todo(a)s se prestam a estes papelinhos de "estrelas de quinta". Por isso que o exemplo mais recente de má conduta social foi-nos brindado pelo jovem, imergente nas lides das "figurinhas", Benvindo Magalhães, apresentador do Programa Tchilar do Canal 2 da TPA.”

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Indemnização por dano moral. no caso de poluição, a remoção do aparato causador do dano; de indenização (sanção indireta)


A responsabilidade civil é um dos temas mais palpitantes da atualidade, em razão de sua surpreendente expansão no Direito moderno e seus reflexos nos atos contratuais e extra-contratuais, e no prodigioso avanço da tecnologia, gerador de utilidades e de perigos à integridade humana.

A problemática do quantum MARIA HELENA DINIZ é advogada e escritora
http://campus.fortunecity.com/clemson/493/jus/m03-005.htm

O interesse em restabelecer o equilíbrio moral e patrimonial violado pelo dano é a fonte geradora da responsabilidade civil. Na responsabilidade civil são a perda ou a diminuição verificadas no patrimônio do lesado e o dano moral que geram a reação legal, movida pela ilicitude da ação do autor da lesão ou pelo risco. O autor do dano tem o dever de indenizar, fundado sobre a responsabilidade civil para suprimir a diferença entre a situação do credor, tal como esta se apresenta em conseqüência do prejuízo, e a que existiria sem este último fato.

Para que haja dano indenizável, será imprescindível a ocorrência dos seguintes requisitos: a) diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral, pertencente a uma pessoa, pois a noção de dano pressupõe a do lesado; b) efetividade ou certeza do dano, porque a lesão não poderá ser hipotética ou conjectural; c) relação entre a falta e o prejuízo causado; d) subsistência do dano no momento da reclamação do lesado; e) legitimidade, uma vez que a reparação só pode ser pleiteada pelo titular do direito atingido; f) ausência de causas excludentes de responsabilidade, pois pode ocorrer dano de que não resulte dever ressarcitório, como o causado por caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima, etc.

A indenização é estabelecida em atenção ao dano e à situação do lesado, que deverá ser restituído à situação em que estaria se não tivesse ocorrido a ação do lesante. De forma que tal indenização será fixada em função da diferença entre a situação hipotética atual e a situação real do lesado, ou melhor, o dano mede-se pela diferença entre a situação existente à data da sentença e a situação que, na mesma data, se registraria, se não fosse a lesão.

A responsabilidade civil cinge-se, portanto, à reparação do dano moral ou patrimonial causado, garantindo o direito do lesado à segurança, mediante o pleno ressarcimento do prejuízo, restabelecendo-se na medida do possível o statu quo ante. Na atualidade, o princípio que domina a responsabilidade civil é o da restitutio in integrum, ou seja, da completa reposição da vítima à situação anterior à lesão, por meio: a) de uma reconstituição natural, de recurso a uma situação material correspondente (sanção direta), por exemplo, no delito contra a reputação, a publicação, pelo jornal, de desagravo; no caso de poluição, a remoção do aparato causador do dano; ou b) de indenização (sanção indireta) que represente do modo mais exato possível o valor do prejuízo no momento de seu ressarcimento. Deveras, comumente, dá-se pagamento de certa soma em dinheiro, mesmo na reparação de danos morais, como os alusivos à honra, à vida, à imagem, hipótese em que se configura a execução por equivalente, sempre em atenção às alterações do valor do prejuízo, posteriormente, a sua ocorrência, inclusive desvalorização monetária.

No ressarcimento do dano moral, às vezes, ante a impossibilidade de reparação natural, isto é, da reconstituição natural, na restitutio in integrum, procurar-se-á, como ensina De Cupis, atingir uma "situação material correspondente". Por exemplo, nos delitos contra a honra de uma mulher, pelo casamento do sedutor com a seduzida; nos delitos contra a reputação, pela publicação no jornal, do desagravo, pela retratação pública do ofensor, ou pela divulgação na imprensa, da sentença condenatória do difamador ou do injuriador e as suas expensas; no dano estético, mediante cirurgia plástica, cujo preço estará incluído na reparação do dano e na sua liquidação.

A reparação do dano moral é, em regra, pecuniária, ante a impossibilidade do exercício do jus vindicatae, visto que ele ofenderia os princípios da coexistência e da paz sociais. A reparação em dinheiro viria neutralizar os sentimentos negativos de mágoa, dor, tristeza e angústia, pela superveniência de sensações positivas de alegria ou satisfação, pois possibilitaria ao ofendido algum prazer que, em certa medida, poderia atenuar seu sofrimento. Trata-se da reparação por equivalente, ou melhor, da indenização entendida como remédio sub-rogatório, de caráter pecuniário, do interesse atingido.

As obrigações oriundas de atos ilícitos ou de fatos lesivos a terceiros são ilíquidas, requerendo liquidação do dano causado, ou seja, a fixação do quantum devido. Esse valor pode ser estabelecido: a) por lei; b) pelo consenso entre as partes; ou c) pelo magistrado, que deverá estabelecer o conteúdo do dano, estimar a medida do prejuízo no momento em que faz a liquidação e fixar seu quantum na decisão. Se a liquidação judicial efetivar-se em juízo, obedece, conforme o dano aos critérios processuais estabelecidos pelo código de Processo Civil. Há danos que podem ser avaliados por mera operação aritmética; outros requerem, para tanto, o arbitramento (CPC, art. 606), ante a impossibilidade de avaliar matematicamente o quantitativo pecuniário a que tem direito o ofendido e há casos em que se tem a liquidação por artigos, se houver necessidade de alegar fato novo (CPC, art. 608). Além disso, há julgado usando, analogicamente, como parâmetro para estabelecer o montante da reparação do dano moral o art. 59 do Código Brasileiro de Telecomunicações, com a alteração do Decreto-Lei nº 236/67.

terça-feira, 8 de junho de 2010

António José Maria, Chefe Da Inteligência Militar




Lisboa – Fez parte do grupo de militares angolanos que no seguimento do “25 de Abril” de 74 rebelou-se contra o regime colonial português depondo as armas nas mediações da antiga casa americana em Luanda. Com o surgimento dos movimentos aderiu ao MPLA. Teria sido positivamente avaliado e admitido como oficial junto a presidência ao tempo de Agostinho Neto.

Fonte: Club-k.net

Tem educação de sacerdote
Na altura, o mesmo tinha a importância de já ter sido instrutor militar no exercito português e igualmente segundo comandante de campanha. Logo após a instauração do MPLA em Luanda, Agostinho Neto fez dele comandante na Quibala. Com a morte deste, foi recuperado por José Eduardo dos Santos a quem serve até aos dias de hoje.

O general António José Maria é dois anos mais novo que JES. Nasceu no Lubango (etinia Nhaneca), e teve passagem por Benguela. Enquanto jovem freqüentou o seminário maior de cristo rei no Huambo.

Em 1975, contraiu matrimonio com Maria da Silva Izata “Morena”, uma senhora cujo o ex-esposo foi morto pela FNLA. Encontrou a com um filho, Sandro de quem passou a criar e mais tarde enviou-lhe para concluir os estudos em Portugal. (Zé Maria vela muito pela educação dos filhos, para além de Sandro tem um outro filho, Antonio Santos, Lunhoca Maria, ambos nos Estados Unidos e Nyanga, a filha que tem uma pos graduação pela universidade de Boston e que actualmente esta colocada na Sonangol).

Na altura em que se casou, a sua falecida mãe que vivia no Lubango costumava a deslocar-se com freqüência a Luanda para visitá-lo. Era dado como muito ausente de Luanda visto que estava colocado na Quibala. Quando se dá o “27 de Maio”, os fraccionistas lamentarem por não o terem do seu lado. Por outro lado citam a sua implicancia menos boa.

Como servidor de JES, já foi a figura mais influente do circulo presidencial. Foi desde 1978, Secretário do Presidente para Defesa e Segurança. Passado quatro anos passou a acumular com a pasta da Contra-Inteligência Militar. Foi desterrado para o Huambo ao qual foi membro da Assembléia Provincial. Em 1985 é graduado a coronel e em 1991 ascende a general tendo sido nomeado Vice-Chefe do Estado Maior para a Doutrina e Ensino Militar, funções que ocupou até ser nomeado em Março de 2001 como chefe dos Serviços de Segurança Militar, em substituição do General Mário Plácido Cirilo de Sá «Ita». O seu gabinete passou a ser na Presidência da República.

Enquanto figura do circulo presidencial foi responsável pela ascensão de jovens como Fernando Miala. Esteve a frente de negociações secretas que serviram de draft para os acordos de entendimento para paz entre o governo e a UNITA. Na abertura do multipartidarismo era um dos poucos elementos da confiança de JES que presenciava as audiências que o PR concedia a Jonas Savimbi. (O outro é Carlos Feijó).

Em Novembro de 1993, foi visto nas ruas de Luanda, acompanhado dos generais, Alberto Correia Neto e Roberto Leal “Ngongo” a conduzir as tropas que expulsaram a UNITA da cidade. Teria entrado em fricção com o então Vice Ministro do Fernando da Piedade dias dos Santos “Nandó”, também envolvido nas movimentações militares. Na altura, alguns dirigentes da UNITA decidiram refugiar-se em casa de antigos amigos do MPLA. Almerindo Jaka Jamba foi para casa de Manuel Rui Monteiro de quem conheceu no governo de transição de 1977 e Alicerces Mango então SG da UNITA decide pedir acolhimento em casa do general “Zé” Maria, que fora seu colega do seminário do Huambo. Desde então, a UNITA passou a ter reservas sobre si por nunca ter “sequer” sabido do paradeiro do corpo do seu dirigente.

O general “Zé” Maria teve também o seu período “menos bom” em que o chefe não queria saber dele para nada. Fernando Miala a quem o mesmo ajudou a promover a nível do regime, convenceu JES a recuperar-lhe. Mais tarde incompatibilizou-se com este e apareceu como um dos promotores da sua detenção.

Com a alteração, da designação de Serviços de Segurança Militar para Serviço de Inteligência Militar (SIM), em 2006, o Presidente da República, voltou a conservá-lo no cargo de chefe do SIM. Em meados do ano passado foi registrado um ambiente impróprio de trabalho nas chefias do SIM. Os seus colaboradores mais próximos viram as suas competências serem usurpadas pelo mesmo ou transferidas para um tenente-general Nelito, que responde pelo planeamento. O mau estar resultou no afastamento do seu adjunto, José Luís de Sousa “Zé grande” e João Pereira Massano, chefe da inspeção militar.

É actualmente o general a quem os “generais” mais tem medo. Deu cartão vermelho ao general Francisco Furtado que esta condenado ao afastamento. Numa reunião ao qual ambos participaram, JES teria perguntado ao general Furtado a cerca da “saúde” do exercito e quando o CEMGFA tentou se justificar viu-se interrompido pelo general Zé Maria que apresentou ao PR, um diagnóstico “muito” negativo quanto a gestão do exercito.

O general “Zé” Maria é também citado como figura central que ditou ao afastamento do general Jack Raúl do comando da segunda zona militar em Cabinda. A ala de Jack Raul, acusa os homens do general Zé Maria de terem interferido nas operações militares no enclave facilitando o ataque da FLEC contra a selecção do Togo em Janeiro passado. Por sua vez, os homens de “Zé” Maria, como medida de contra ataque acusam o general Jack Raúl de cúmplice da causa separatista. Insinuam que quando planeavam prender activistas em Cabinda, o general Jack Raúl alertou a um empresário local, identificado por Polaco, para que este se ausentasse do país para não ser detido.

O Chefe do SIM, incompatibilizou-se também com o chefe do SINFO, Sebastião Martins chegando a enviar-lhe uma carta cujo tone soava a ameaças.

Uma das facetas que contraria a imagem que se tem do mesmo ou que é passada pela imprensa, é a de que o general “Zé” Maria é referenciado como uma pessoal cuja educação faz parecer um sacerdote (hábitos adoptados ao tempo do seminário dos padres em que andou). É praticante da modalidade karaté. Quando lhe tiram do sério, o mesmo perde o controlo de si, e é capaz de usar as suas habilidades.

Tem também o “bom coração” de ajudar os amigos que lhe procuram. Há uns anos atrás, um oficial, coronel José Filomeno Peres Afonso “Filó” teve uma fractura na perna cuja assistência medica era requisitada. Apercebendo do problema do oficial, o general Zé Maria teria influenciado a ida do mesmo a Pretória para se tratar e nesta condição ficou nas vestes de auxiliar da chancelaria militar angolana na África do Sul. No regresso da missão, o general Zé Maria propôs a JES, a nomeação do coronel “Filó” para o cargo de chefe da Direcção Principal de Contra-Inteligência Militar.

No seguimento dos desentendimentos que levaram a prisão de Fernando Miala, o general “Zé” Maria passou a ser citado, em meios militares, como figura que estava a usar o coronel “Filó”, para fins fora da sua aréa de trabalho. O coronel ficou com a fama de ter colocado, na cela de Fernando Miala, um químico que após a sua aplicação matava as baratas mesmo depois de dois meses. O coronel “Filó” acabou por herdar o barulho do “caso Miala”. Era nos últimos dias o seu nome que aparecia como a pessoa que estava a provocar dificuldades para a libertação de Fernando Miala.

No ano passado o general “Zé” Maria começou a manifestar-se agastado com citações, contra si, em jornais (Folha8) que o associavam em actos anti- sócias. Numa das vezes, ao aperceber que o coronel Filó havia mandado colocar ilegalmente, em carcer, um funcionário da inteligência militar, capitão Ferraz, o chefe do SIM ralhou-lhe fezendo saber que estava farto de excessos que poderiam ser aproveitados pela imprensa.

É uma figura que exige respeito e disciplina. Os oficias do seu gabinete tratam-lhe por “sua excelência”. Quando chegam cartas no gabinete para o general, os mesmos aconselham que se deve tratar o chefe pela forma já referenciada. Não atende o telefone celular. Delega ao seu homem de campo, identificado por João Pequeno, a missão de transmitir aos números indesejados de que o chefe se encontra numa reunião.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Rosa Coutinho, o Vietname de Angola


Pena
Pena que já não haja pessoas assim. Pessoas com tomates, para desta vez infrentar a ditadura do Neo-Liberalismo Capitalista Ultra-Consumista que destroi a sociedade em que vivemos.


M*Freitas . 02.06.2010 17:25
Um homem exemplar!
Os salazaristas, fascistas assumidos, reaccionários militantes, colonialistas revivalistas não se contêm em destilar o ódio que nutrem pelo espírito de libertação e pacificação que presidiu aos que tiveram coragem de assumir as suas responsabilidades no 25 de Abril de 1974, ao libertarem-nos da repressão, da PIDE, da censura e de nos permitirem escolher livremente os nossos governantes. Aos primeiros desejo mesmo assim que vão participando para que os mais novos ainda possam ver a diferença de mentalidades e não pensem que tais personagens nunca existiram. Quanto ao almirante que descanse em paz e à família sentidos pêsames.

acgouveia . 02.06.2010 15:23
Almirante Vermelho
Pelos comentários que aqui leio verifico, com satisfação, que o povo tem memória. Como cristão, que Deus perdoe a um dos militares de Abril mais facciosos e mais nocivo dos interesses de outros, sobretudo dos retornados que, de Angola, vieram cim uma mão atrás e outra à frente ... a segurarem as calças. A história portuguesa dos últimos 60 anos começa, aos poucos, a compreender-se correctamente e já ninguém liga aos Fernando Rosas deste país e a outros vermelhos comunistas que ainda não perceberam o que aconteceu na URSS, o que foi o Estalinismo e tudo o que aconteceu na Europa, desde Portugal aos Balcãs e acabando lá longe nos Urais. Mais: eu que não sou nem nunca fui salazarista (bem ao contrário) reconheço, pouco a pouco, que foi o maior político (mesmo com os defeitos graves que revelou na condução do País entre 1930 e 1967), mais desprendido e para quem a Nação era um valor inestimável. Agora, passados 36 anos depois do glorioso 25 de Abril (deveria ter sido mas finou-se logo a seguir à revolução), é o que se vê e, por favor, não me façam análises históricas fora do respectivo contexto porque 1945 não era 2005, nem 1910 2010.

ágb , gaia. 02.06.2010 18:32
QUEM O VAI PERDOAR?
Paz à sua Alma e que Deus lhe perdoe o mal que fez a este País e a forma como humilhou os Portugueses em Angola! Defendiam as ex-colonias, enquanto faziam comissões de serviço a ganhavam bom dinheiro. Tal como os facistas os sociais fascista são idênticos.

Joe Freitas , California USA. 02.06.2010 18:30
Nao fiquem surpreendidos
...Quando um dia destes aparecer uma ponte ou um aqueduto, com o nome deste miseravel.

Anónimo , setubal. 02.06.2010 18:28
25 abril
Morreu um dos da descolonização exemplar.Vai ter que prestar contas

Português , Portugal. 02.06.2010 18:26
BOA - MEMÓRIA
Menos um social - Fascista...traficante de armas com Angola !!!

Macuti , Viana do Castelo. 02.06.2010 18:24
Rosa Coutinho
Há muitas histórias sobre este senhor que deviam ser convenientemente esclarecidas.---uma mulher que caiu de uma varanda na cidade da Beira-Moçambique, a carta que escreveu a Agostinho Neto destilando ódio aos colonos brancos que foram vítimas de uma descolonização apressada, as relações comerciais que estabeleceu com Angola após a independência deste país etc etc--Foi dos que não perdeu materialmente com o 25 de Abril. Não foi ,seguramente, um patriota

costa e silva , Portugal. 02.06.2010 18:18
Este já foi............
Anda faltam ir para a cova e em caixão de chumbo uns tantos que rebentaram com a Pátria mas de ditadores de esquerda passaram a heróis, via PCP. Este já deixa a reforma milionária para pagar emprego pelo menos a 1/2 dúzia de portugueses.

Kropotkine , Anarquia. 02.06.2010 18:10
NO PASSARÁN!!!
Quando leio aqui o rol de impropérios a um homem morto apenas por ser comunista, quando leio aqui o fel dos que ladram furiosos contra tudo o que esteja à esquerda de "deus"!!! Quando vejo a forma obstinada, psicótica e compulsiva com que se destila ódio aos "comunas" utilizando-se argumentos pouco mais do que idiotas e ridiculos, de gente que só pode ser, ou ignorante, ou desequilibrada mental... cada vez que vejo tudo isto, me convenço mais que esta gentinha mediocre, estes fascistas encapotados não passam de gente de fraco espirito, gente inundada de amargura e magoa, gente negra por dentro e cinzenta por fora, gente que se dobra, invertebrados sem espinha, subservientes a um Amo ou a um "deus", gente sem principios, sem objectivos, sem sonhos. Gente que se preocupa unicamente com o que ganha ou com o que perde, mas que é perdedor recorrente e portanto se torna vingativo. Gente que não suporta a nobreza de ideais, a incorruptibilidade, o sentido de liberdade e de justiça dos verdadeiros homens de esquerda. Isso magoa-os e faz-lhes inveja, e por isso tanto ladram. Pobre gente. De vocês só tenho pena!!

Imagem: muitogrosso.blogspot.com/

Morreu Rosa Coutinho


Destaques

Quarta, 02 Junho 2010 19:55
Lisboa - Faleceu o Almirante Rosa Coutinho, um dos militares do Movimento das Forças Armadas que planeou e participou na revolução de Abril de 1974.

Fonte: Publico CLUB-K.NET

UNITA e FNLA reagem morte do “almirante vermelho”

António Alva Rosa Coutinho, 84 anos, faleceu hoje, vítima de doença prolongada. Conhecido como o “Almirante Vermelho, devido à sua proximidade ao PCP. O militar integrou a Junta de Salvação Nacional, pertenceu ao Conselho de Revolução e liderou os serviços de extinção da PIDE-DGS e Legião Portuguesa.

Tendo cumprido parte do serviço militar em Angola, onde chegou a ser preso por um dos movimentos de libertação, a FNLA, voltou aquele país depois da revolução de Abril para substituir o então Governador-Geral, General Silvino Silvério Marques, sendo nomeado Presidente da Junta Governativa de Angola onde permaneceu até à assinatura dos acordos de Alvor, em Janeiro de 1975.

Presidente da UNITA lembra Rosa Coutinho como homem de "triste memória" para Angola

O presidente da UNITA, maior partido da oposição angolana, Isaías Samakuva, lamentou hoje a morte do “ser humano” Almirante Rosa Coutinho, mas sublinhou que é “alguém de triste memória para Angola”.

Isaías Samakuva, em declarações à Agência Lusa, depois de lembrar que “a morte de uma pessoa é sempre lamentável”, apontou Rosa Coutinho como “um indivíduo que está associado à vida e à história do país”, mas, “infelizmente, de uma forma triste”.

“Para nós o Almirante Rosa Coutinho é de triste memória para Angola”, reforçou, repetindo ainda que “a morte de um ser humano é sempre um acontecimento a lamentar” porque “tem família que certamente sentirá a dor”. Como, acrescentou, “haverá angolanos que certamente sentirão essa dor também, mas outros nem tanto”.

Isaías Samakuva, quando afirma que “haverá angolanos que sentirão dor” pela morte de Rosa Coutinho, refere-se ao MPLA, partido no poder desde 1975 e que até ao início da década de 1990 governou o país sob a matriz ideológica do marxismo-leninismo e em regime de partido único, que tinha no chamado “almirante vermelho” um aliado no processo de descolonização.

Presidente da FNLA recorda Rosa Coutinho pela influência negativa que teve no processo de descolonização angolano

O dirigente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Ngola Kabango, lembrou hoje o Almirante Rosa Coutinho como “alguém que influenciou negativamente” a história de Angola, mas afirmando o seu “respeito pela sua memória”.

A FNLA, juntamente com o MPLA e a UNITA, foi um dos três movimentos independentistas que disputaram o poder no país durante o processo de transição do regime colonial para a independência angolana, em 1975.

“Conheci Rosa Coutinho durante as negociações em Alvor. Ele defendia uma posição antagónica, contrariava profundamente as nossas posições e teve um papel importante de benefício do MPLA nesse processo histórico”, disse.

“Com o respeito que tenho pela sua memória, quero afirmar que ele influenciou negativamente o processo de descolonização de Angola a favor do MPLA, tal como marcou o processo revolucionário em Portugal ao lado do Partido Comunista”, apontou.

Para Ngola Kabango, Rosa Coutinho “ficará na história do processo de descolonização como o homem que dirigiu o governo de transição enquanto alto comissário enviado por Portugal de forma parcial”.

Ainda não foi possível à Lusa obter uma reacção do MPLA.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Quem é Emanuela Vieira Lopes?


Engª Emanuela Vieira Lopes

Emanuela Bernardett Afonso Vieira Lopes, casada, natural do Luena, província do Moxico.

Passou grande parte da sua adolescência em Cabinda onde concluiu os seus estudos primários e secundários, tendo-se transferido para Luanda. Nesta cidade iniciou o Curso de Engenharia Electrotécnica na Universidade Agostinho Neto (UAN). Mais tarde segue para Rostov (Ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), onde concluiu, com distinção, o Mestrado em Engenharia Mecênica.

http://www.radiacaouir.com/edicao_01/figura_01.html

Em termos profissionais, frequentou um conjunto de cursos e estágios nas áreas de gestão estratégica, chefia e liderança, produção, manutenção e conservação de equipamento hidráulico e electromecânico, sistemas de geração (geradores, turbinas, equipamentos hidromecânicos e de movimentação de cargas), em diversos países. Emanuela Vieira Lopes visitou grandes centrais eléctricas do globo, incluindo Quatro Gargantas (China), Itaipú (Brasil e Paraguai) e ainda Krasnoyarsk, Novosibirsk, e Sayan-Shush'sk (SayanoShushenskaya) na Sibéria (Rússia).

Em 1989 foi admitida no Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK), como Engenheira Estagiária da Base Capanda. Trabalhou em diversas áreas, entre as quais as de montagem de equipamentos de engenharia, inspecção, testes, negociações, supervisão de trabalhos de montagem, passando em 1998 ao cargo de Assessora da Direcção Geral do GAMEK para a fabricação, montagem e manutenção de equipamento.

A sua actividade profissional levou-a estar envolvida em diversas actividades, trabalhando durante algum tempo, em representação do Gamek, como especialista para questões técnicas nos trabalhos de reabilitação dos Aproveitamentos Hidroeléctricos (AHE) do Biopio e Matala.

Em 2004 é chamada a desempenhar o cargo de Coordenadora da Comissão de Gestão do GAMEK. Em 2005 foi nomeada Directora Geral desta instituição.

Nessas funções terminou com êxito a Fase I do Aproveitamento Hidroeléctrico de Capanda em 2005, com os dois primeiros grupos de 130 megawatts cada, tendo em 2007 terminado a Fase II. Actualmente, Capanda é o maior empreendimento hidroeléctrico do país com uma capacidade instalada de 520 megawatts.

Em outubro de 2008 toma posse como Ministra da Energia de Angola.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A China e sua bolha imobiliária


16 de maio de 2010 | 0h 00. O boom induzido por um aumento nos empréstimos e a especulação podem levar o país ao desastre econômico
As conversas sobre a China estão confusas. O mercado acionário de Xangai está no seu nível mais baixo em oito meses, com o setor imobiliário especialmente atingido. No entanto, a mídia está concentrada numa bolha imobiliária que provocou outro passo mínimo para conter o crédito bancário e evitar a especulação.

Philip Bowring, The New York Times - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100516/not_imp552468,0.php

Enquanto isso, outros temem que um grande colapso está prestes a explodir, após o boom induzido por um aumento de 32% dos empréstimos, no ano passado, o que empurrou o crescimento do Produto Interno Bruto, no primeiro trimestre, para temerários 11,9%. Mesmo o consenso geralmente otimista sobre a China parece estar pendendo para os pessimistas, que preveem desastres à frente. Eles observam, em particular, o aumento silencioso, mas espetacular, da captação de empréstimos por companhias controladas por governos locais e usados em projetos de duvidoso valor comercial.

Haverá um meio termo plausível entre essas posições? Sim, há numa visão de curto prazo, mas o longo prazo é mais problemático. Existe inquestionavelmente uma bolha imobiliária, em particular nas principais cidades, onde os preços foram pressionados pelos investimentos especulativos, já que os poucos que têm dinheiro - obtido, em geral, por meios desonestos - compram mais propriedade. Os preços subiram 40% em 18 meses, segundo analistas independentes.

Eles são hoje quase 20 vezes a renda média nas maiores cidades do país e pelo menos 10 vezes em muitas menores - muito além do alcance da maioria dos assalariados, mesmo numa sociedade em que as taxas de juros estão abaixo da taxa da inflação, os mercados acionários são erráticos e, com isso, o imóvel é visto como o único patrimônio confiável.
Oferta. Há uma perspectiva razoável de que essa bolha esvazie gradualmente com uma oferta adicional de habitação e medidas administrativas do governo para restringir o crédito. Uma queda de 20% nos preços de pico pode ocorrer, mas isso não deve prejudicar os bancos porque poucas compras são feitas com menos de 20% de entrada.

Numa visão de médio prazo, os preços também devem ser reduzidos pelo governo, que está voltando ao negócio da habitação para pessoas de baixa renda com a reserva de terras urbanas. No futuro, de 25% a 30% das novas construções urbanas poderão ser para esse setor e, provavelmente, terão um efeito indireto, melhorando a acessibilidade para pessoas de renda média. Uma desaceleração da urbanização também pode reduzir a pressão sobre os preços dos imóveis. Um mercado imobiliário mais equilibrado pode revelar, contudo, um problema maior: o verdadeiro estado das finanças dos governos locais.

Os governos municipais e provinciais ficaram extremamente dependentes da receita da venda de terras. Administrações locais têm interesses estabelecidos na especulação e nos altos preços da terra para financiar infraestruturas grandiosas e exibir projetos que engrandeçam suas reputações e promovam o crescimento local.
O rápido aumento do preço das terras fez crescer as receitas de governos locais de modo que as autoridades têm um interesse estabelecido em manter os preços inflados. Mas, mesmo sem esforços do governo central para frear os preços, as receitas vindas da terra devem estagnar em breve.

O segredo sujo da China são as quantias emprestadas por corporações criadas por administrações locais como fachadas para projetos grandiosos. Enquanto as finanças do governo central continuam muito conservadoras, a situação é mais opaca fora delas.
A separação dos setores estatal e corporativo ainda é confusa. Empresas ligadas ao governo têm recebido a maior parte do crédito novo, geralmente para gastá-lo sem se preocupar muito com o retorno do investimento. Um setor genuinamente privado tem menos influência política para obter empréstimos e é corretamente visto como mais arriscado do que um setor estatal que pode conseguir salvamentos e possui terra para vender e pagar dívidas.

Dados os níveis mínimos de endividamento familiar e da baixa exposição bancária direta em imóveis, a China pode suportar algumas bolhas e estouros imobiliários, como puderam outros países do Leste Asiático em décadas passadas. Mas o que ela não pode suportar, particularmente agora que sua força de trabalho não está mais crescendo e a urbanização está desacelerando, é o uso ineficiente do capital. Esse perigo está sendo exacerbado pelas baixas taxas de juros e um viés bancário para empréstimos ao setor estatal.
A taxa de poupança muito alta da China é um amortecedor, mas ela reduz o consumo e, se for pouco investida, acabará resultando em salvamentos e buracos negros para bancos. Perguntem à Tailândia e à Coreia do Sul sobre a origem de suas crises em 1997. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

É COLUNISTA DO "INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE" E EX-EDITOR DA "FAR EASTERN ECONOMIC REVIEW"

Imagem: http://jornale.com.br/mirian/wp-content/uploads/2009/06/loteamento.jpg

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um dos maiores pecados que pode acontecer em uma cidade é dar liberdade a especulação imobiliária.


A especulação imobiliária no Rio de Janeiro e o caso da PEU das Vargens
Não, não é uma crítica a construtoras que fazem o trabalho delas, tentar lucrar. Mas cabe ao poder estatal tentar freiar isso ou, ao menos, levar que a epeculação seja feita em outro local.

http://diariodorio.com/a-especulao-imobiliria-no-rio-de-janeiro-e-o-caso-da-peu-das-vargens/

O caso mais recente de um engano é a especulação na área das Vargens, com a Prefeitura enviando a PEU que ninguém conhecia e não foi discutida, apenas votada pelos vereadores. No mínimo estranho..

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, em seu ex-blog publicado na sexta-feira contou um pouco a história do mercado imobiliário no Rio de Janeiro, vale ler e reler.
O REDESEQUILÍBRIO URBANO-IMOBILIÁRIO DO RIO, E A VOLTA AO SÉCULO 20!
1. A capacidade de investir, de qualquer setor econômico, depende de seu patrimônio e da alavancagem que este dá para sua capacidade de endividamento, ou de atração de capitais. Portanto, essa capacidade é finita. O mercado imobiliário atua simultaneamente no estoque de imóveis para futura construção e nos investimentos que realiza, direta ou indiretamente.

2. Naturalmente, focaliza as áreas em que o retorno é o maior, incluindo nisso a taxa de risco e, assim, a velocidade de giro do capital que tem disponível. O mercado imobiliário do Rio, na segunda metade do século 20, concentrou grande parte de seus investimentos na Zona Sul da Cidade. A partir dos anos 70 a Barra da Tijuca ganha relevância.

3. Com as enormes taxas de expansão imobiliária da Barra da Tijuca, ocorreu, nos últimos anos, um natural declínio relativo do valor do m², na mesma lógica do mercado imobiliário já comentada neste Ex-Blog, bairro a bairro, do Centro aos bairros da Zona Sul. Mas de qualquer forma, este declínio não alterou a rentabilidade comparada com as Zonas Norte e Oeste.

4. A Prefeitura do Rio, de forma a defender a Zona Sul contra a aglomeração ocorrida nos primeiros bairros e buscando redirecionar os investimentos a toda a Cidade, aplicou o instituto da APAC -preservando o ambiente cultural- vale dizer os elementos integrados e interativos de areação, insoloção e memória. Com isso, depois de 80 anos, a Zona Sul passou a ter a menor metragem de licenças para construir das 5 grandes regiões.

5. Ao mesmo tempo, através da permissão do uso de garagens no Centro, dos PEUs da Taquara, Campo Grande e São Cristóvão, da Linha Amarela e da mudança dos parâmetros urbanísticos do grande Méier, induziu-se a realocação dos capitais. Isso ocorreu com surpreendente velocidade. As exigências apostas à Barra da Tijuca, as compensações exigidas para o equilíbrio vecinal e um novo desenho para o "Centro Metropolitano", acalmaram o mercado.

6. A crise econômica ampliou proporcionalmente o estoque de imóveis no patrimônio das empresas e afetou a dinâmica do mercado e dos ganhos do setor, reduzindo significativamente o volume de obras na Barra da Tijuca, sinalizando para uma capacidade de investir decrescente nesse momento de redinamização do mercado.

7. Nessa transição -em 2009- e finalmente com a flexibilização federal de seus imóveis, a prefeitura sinalizou a área portuária como prioritária para investimentos, aprovando o lançamento de certificados para aumento de gabaritos. Mas, contraditoriamente, começou a ceder às pressões do mercado imobiliário, flexibilizando espaços na Zona Sul e Barra, desimobilizando e ampliando os gabaritos das áreas remanescentes do metrô e outras mais que entraram de contrabando, sem exigência de mais valia àqueles que se "anteciparam". Ao mesmo tempo, disponibilizou seus atrativos terrenos na Barra da Tijuca para leilão.

8. No reaquecimento desse processo, aprovou em parceria com o legislativo a lei do PEU de Vargens, ampliando muito as flexibilidades anteriormente previstas e incluindo áreas da Barra e Recreio. Com esse conjunto de iniciativas, atraiu investimentos do setor imobiliário exatamente nos pontos priorizados por esse, e não pelas sinalizações dadas para priorizar a Área Portuária e menos ainda pelas restrições orientadoras dadas entre 2001 e 2008.

9. A sensação que fica é de improvisação, de reocupação do poder político pelo mercado imobiliário, de redeslocamento de recursos para áreas de maior renda, com infraestrutura estrangulada e estimulando a habitação precária pela proximidade com um mercado redinamizado. E assim redesequilibrando, depois de 10 anos de ação harmonizadora do poder público, a dinâmica urbana do Rio. Volta-se, no Rio, à segunda metade do século 20. Essa é a mais grave desordem urbana de todas: a promovida pelo poder de certas elites.

Imagem: http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/02/morro-do-careca.jpg

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Máfia da Especulação Imobiliária mostra suas garras sujas



Matéria em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/imo...0402200701.htm

Prédio expulsa morador de casa
Incorporadoras forçam venda de casas localizadas em terrenos atrativos para o mercado


DÉBORA FANTINI
DA REPORTAGEM LOCAL

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=447599


Quando as campainhas tocam em bairros paulistanos que são a bola da vez da especulação imobiliária, quem mora em casa já coloca a vassoura atrás da porta para receber os compradores de terrenos, mais conhecidos como captadores.
De acordo com moradores ouvidos pela Folha, na abordagem dos captadores, a ameaça real de que o imóvel se desvalorize com a potencial construção de um espigão ao lado é acompanhada por mentiras.
Além disso, eles costumam oferecer pelo bem um valor abaixo do de mercado.
"Ligam de três a cinco vezes por dia e falam, citando nomes, que vizinhos já venderam, mas é mentira, querem discórdia. Já dissemos que não está à venda", relata o comerciante Paschoal Dallanesi Júnior, 37.
O alvo dos captadores é a casa de sua avó, Maria Dallanesi, 84, na Lapa (zona oeste). No mesmo bairro, incorporadoras já transformaram quarteirões da rua Fábia em "paliteiro" -como os moradores referem-se aos edifícios que atrapalham a vista da serra da Cantareira.

Outros bairros sob pressão imobiliária são Ipiranga e Vila Mariana, na zona sul, e Tatuapé e Mooca, na zona leste (veja mapa na pág. 2).
Segundo o advogado especializado em direito imobiliário Luis Paulo Serpa, 38, o proprietário pode pedir na Justiça indenização por dano moral.
"A pressão fere o direito de propriedade, mas não é comum as pessoas entrarem com um processo porque é difícil comprovar o assédio", pondera.
O advogado da ONG Movimento Defenda São Paulo, Marcus Vinicius Gramegna, 34, recomenda exigir dos captadores que se comuniquem sempre por escrito -a papelada pode ser prova de abordagem que extrapole o limite.

União de vizinhosfaz a força
DA REPORTAGEM LOCAL

Muitas associações e movimentos de bairro surgem contra a especulação imobiliária. A associação de moradores do Jardim da Saúde, por exemplo, conseguiu que a região fosse tombada, barrando a verticalização.
"O tombamento valorizou os imóveis porque há quem queira morar em casas sem ter de se mudar para fora da cidade", diz a veterinária Paula Nogueira, 43.
Para tombar uma região, há regras específicas. Em São Paulo, elas são definidas pelo Conpresp (conselho municipal do patrimônio histórico).
Como não há dispositivo na legislação que proteja quem quer morar em casa, a Lei de Zoneamento, cuja revisão está prevista para este ano, regula a especulação.
"As associações devem exigir um zoneamento mais criterioso", sugere a urbanista Regina Monteiro, 50, do conselho do Defenda São Paulo.

ASSÉDIO IMOBILIÁRIO

Venda deve ter preço de mercado
Para especialistas, melhor opção é trocar terreno por apartamento que será construído

DA REPORTAGEM LOCAL

Mesmo quem concorda em vender o terreno tem dificuldades para negociar com captadores. A causa da insatisfação, nesse caso, é o preço.
Ao receber uma proposta, deve-se buscar o parecer de um corretor ou de um engenheiro.
Na definição do valor, o que conta mais é o terreno e o seu potencial construtivo: qual a metragem que poderá ser edificada -e vendida- pelo incorporador, segundo leis de uso e ocupação do solo.
"É diferente da avaliação do imóvel, que pode valer pouco, por exemplo, por causa da idade da construção", orienta o advogado Daphnis Citti, 59.
Tente obter o valor de mercado do terreno, mas não espere por superofertas. "As construtoras trabalham com margens de lucros mais apertadas que nas décadas de 70 e 80, quando as vendas eram garantidas", diz o corretor Maled Fakhouri.

Atualmente as construtoras buscam terrenos com metragem a partir de 5.000 m2, resultantes da reunião de lotes, para erguer condomínios-clubes, com grande área de lazer.
Obter o preço solicitado não basta. Antes de fechar o negócio, investigue a idoneidade do comprador para afastar a possibilidade de sofrer um golpe.
As formas de pagamento também merecem atenção. A mais comum é a permuta do lote por uma unidade no prédio que será construído.
Ainda que o risco de ficar a ver navios seja maior -caso o empreendimento não saia do papel-, essa opção é considerada a mais recompensadora pelo presidente do Cofeci (conselho federal de corretores) João Teodoro da Silva, 55.

"A remuneração por metro quadrado é melhor, pois o negócio é fechado pelo preço de custo [do apartamento]", diz.
A secretária aposentada Cristina Grecco, 52, e o pai dela, o porteiro aposentado Rubens Grecco, 80, concordam em vender a casa em que moram, no Cambuci (centro), mas acham baixa a proposta que receberam -R$ 90 mil.
"Passamos 30 anos juntando dinheiro para comprar essa casa e precisaríamos de pelo menos R$ 120 mil para pagar por outra similar", argumenta a filha. Segundo ela, a construtora pressiona-os, ameaçando demolir a casa geminada à deles.
A assistente comercial Mônica Albano, 27, virou o jogo. Ela soube que um empreendimento só seria viável caso seu lote fosse incorporado: "Minha casa foi a última a ser comprada. Se não pagassem o que eu pedisse, perderiam o investimento. Não pedi nada exorbitante, só não aceitei permuta".

Casa nas costas
A memória de casas que serão demolidas vai virar um documentário com lançamento previsto para julho deste ano. "Os moradores escolhem imagens e sons que desejam guardar", conta o cineasta Andre Costa, 34, da Caracol Filmes (0/xx/11/3483-9663).
O projeto surgiu quando um conhecido pediu-lhe para fazer um vídeo da casa que daria espaço a um espigão e não se encerra no documentário. "Captaremos histórias por cinco anos e divulgaremos em sites e para associações de bairros."

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Colabore com o patrimônio histórico da cidade e da região metropolitana de São Paulo! Faça uma doação online de qualquer quantia para a Associação Preserva SP:Basta clicar aqui!

Imagem: http://somosandando.files.wordpress.com/2010/04/fase.jpg

domingo, 30 de maio de 2010

Especialista culpa especulação imobiliária por enchentes. A ampliação da marginal é jogar carros em área de cheia


Populações de bairros alagados levam a culpa, mas empresas e a administração pública também constroem em áreas de várzea, afirma especialista

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/especialista-culpa-especulacao-imobiliaria-por-enchentes

São Paulo - O especialista em drenagem urbana, Carlos de Jesus Campos, lembra-se bem das faixas espalhadas por pontes da marginal Tietê, que após as obras de rebaixamento da calha do rio em 2006 prometiam: "Enchente nunca mais". Mas pelo menos desde dezembro e incluindo o primeiro mês de 2010, foram vários pontos de alagamentos em dias e horários diferentes. "Diziam que a probabilidade de enchentes no (rio) Tietê era de uma vez a cada 100 anos", dispara em entrevista à Rede Brasil Atual.

Campos foi um dos idealizadores de piscinões em São Paulo, quando trabalhou na gestão Luíza Erundina (1989-1992). O tecnólogo especializado em questões hidráulicas e de drenagem foi o responsável por produzir um laudo a pedido da Defensoria Pública do Estado de São Paulo sobre os motivos de a inundação de distritos do Jardim Helena (como Jardim Pantanal e Jardim Romano) perdurar desde o dia 8 de dezembro.
Segundo o pesquisador, as enchentes em São Paulo são resultado de escolhas do poder público. A equação composta por obras demais e cuidados de menos com os rios não dão resultado. "A questão das enchentes não se resolve só com obras, como os governos dizem", alfineta. "Todos esses problemas se devem à especulação do solo urbano, que atropela leis e despreza o meio ambiente."

De acordo com a lei nº 7803 de 1989, rios como o Tietê exigem pelo menos 50 metros de margens preservadas de cada lado. "Mas a especulação imobiliária ditou o uso e ocupação do solo urbano", analisa. Prova disso, seria o sistema viário construído em áreas de várzea, como as marginais Tietê e Pinheiros, as avenidas do Estado e Aricanduva e a rodovia Ayrton Senna. Além de grandes construções como o aeroporto de Cumbica, o campo de treinamento do Corinthians e do Palmeiras na região de Guarulhos, enumera Campos.

"Todos os nossos rios são maltratados. As bacias (hidrográficas) estão doentes", acentua Carlos de Jesus Campos, especialista em drenagem urbana.
Para o estudioso, as chuvas demonstram que a realização de obras sem uma política de preservação do solo "é um sistema falido". "A ampliação da marginal é jogar carros em área de cheia, ou seja, jogar mais pessoas nas enchentes", ensina. Não é o caso de desprezar as obras, mas ele sugere que o poder público "primeiro, tenha uma política de gestão das bacias hidrográficas e cuidados básicos como contenção do desmatamento, preservação das várzeas e redução da impermeabilização".

"Todos os nossos rios são maltratados. As bacias (hidrográficas) estão doentes", acentua. Apesar do investimento de R$ 1,7 bilhão no rebaixamento da calha do rio Tietê, outras ações importantes para o rio deixaram de ser realizadas, como preservação das margens, ações de combate ao assoreamento, entre outras.

Mitos
Segundo Campos, o lixo não provoca enchentes, mas alagamentos localizados. "O que causa grandes enchentes é o desrespeito às várzeas e a erosão". Como ilustração, ele cita análise que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fez do material retirado do rio Tietê durante as obras de rebaixamento da calha. "Segundo o estudo, 96% do sedimentos eram fruto de erosão; 2% pneus e o resto lixo", descreve. "Atribuir o problema ao lixo é jogar a culpa nas costas da população."

O especialista também critica as administrações municipal e estadual que culpam os moradores do Jardim Romano e Pantanal – algumas das áreas alagadas há mais de dois meses na zona leste de São Paulo – pelas enchentes. "A população pobre não tinha poder econômico para construir acima do nível de cheia e por isso virou notícia e foi apontada como culpada", descreve. "Empresas privadas e o sistema viário também foram erguidos na várzea", lembra.

Para o estudioso, a construção do Parque Várzeas do Tietê também não é a melhor solução para a região. "Até para construir o parque vai ser necessário ocupar mais ainda a várzea, porque vai ser construída uma estrada-parque", salienta. "Não entendo como construir uma via-parque sem fazer aterro. Vai provocar mais enchentes".

Sem explicação
O laudo de Campos sobre a rua Capachós, elaborado a pedido da Defensoria Pública, indica que não há motivo para o local no Jardim Romano continuar alagado. “Não há qualquer justificativa para que a referida rua continue sofrendo alagamentos”, indica o relatório técnico.
"Empresas privadas e o sistema viário também foram erguidos na várzea", lembra especialista.

Para resolver o problema, sugere isolar a rua do contato com o rio, fechando as galerias subterrâneas e bombear as águas paradas.
"O que não se concebe é que uma rua fique com águas empoçadas, expondo os moradores a riscos de graves doenças... e também expostos ao constrangimento perante todo o país, através até de protestos públicos seguidos de prisões, conforme relato da imprensa. Isso faz reduzir a autoestima e também o valor de seus imóveis, inclusive o conjunto da CDHU ali construído", detalha o laudo, encaminhado à Defensoria Pública no início de janeiro de 2010.

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