sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Jornalista Celso Malavoloneke condenado por difamação


Luanda - O jornalista angolano que criticou a distribuição de preservativos pela Igreja Universal do Reino de Deus, em Luanda, foi julgado e condenado a dois anos de cadeia ( pena suspensa).

Fonte: apostolado CLUB-K.NET

Celso Malavoloneke ( do Semanário Angolense) poderá ainda pagar uma multa de um milhão de kwanzas, caso o seu recurso seja considerado improcedente.


O Tribunal Provincial de Luanda julgou como provado o crime de difamação. O artigo publicado no Semanário Angolense considera a postura da Igreja como "um escândalo".

O jornalista cita uma pastora que, segundo ele, “ estava a distribuir camisinhas na Ilha do Cabo, incluindo a adolescentes”.

Aguarda agora pela decisão sobre o recurso interposto pela sua defesa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Município gasta dinheiro em obras de má qualidade


Terminal Rodoviária Internacional da Baixa está em degradação antes de um ano de existência

Nos sanitários, os urinóis estão selados devido a degradação. Não há água canalizada para os utentes. Na sala de espera, as cadeiras estão todas partidas e o televisor ali instalado, está avariado, e já não funciona.

Maputo (Canalmoz) – A verdade manda dizer que o Conselho Municipal está a gastar rios de dinheiro em obras de péssima qualidade e que estão mal conservadas. A Terminal Rodoviária Internacional da Baixa da cidade de Maputo, inaugurada a 11 de Outubro de 2009, pelo presidente do Município de Maputo, David Simango, já está a cair de podre. Durou menos de um ano.
No seu belo discurso, no acto da inauguração do empreendimento, o edil disse que o local iria ser dotado de condições para que os utentes se sentissem confortáveis naquele espaço frequentado por cidadãos nacionais e estrangeiros, mas a verdade manda dizer que este conforto, ou ainda não chegou, ou já se foi, porque actualmente o local nada tem de confortável.
Vistámos, recentemente, o terminal, na companhia do responsável pelas rotas de Durban, Swazilândia, Komatport e Joanesburgo, Afonso João de Sousa, que nos mostrou todos os compartimentos.
Durante a ronda que efectuámos, contou-nos que a infra-estrutura possui duas casas de banho, uma feminina e outra masculina. Só visitámos a masculina. Esta possui três compartimentos para as necessidades maiores e dois urinóis. Entretanto, dos três compartimentos só funciona um e os dois urinóis estão selados com jornais. O nosso acompanhante disse saber que a casa de banho feminina também está com avarias.
Na sala de espera, os passageiros já não têm onde se sentar porque as cadeiras estão todas quebradas. “Como está a ver, esta é a situação do nosso terminal. Aqui, nesta sala, as pessoas ficam várias horas à espera para viajar. Outras até chegam a ficar noites inteiras”, disse o nosso interlocutor.
O único quiosque existente no terminal, funciona com dificuldades. “É lamentável, o município devia tomar conta da situação”, disse.

Promessas não cumpridas

Já no interior do referido parque, a nossa fonte informou-nos que aquando da inauguração do parque pelo presidente de município de Maputo, David Simango havia prometido a instalação de alpendres para as pessoas se protegerem das intempéries, o que até aqui ainda não aconteceu.
“Fizeram medições. Prometeram instalar torneiras, o que também até aqui não aconteceu e passa já cerca de um ano. Uma pessoa quando quer beber água tem de recorrer à casa de banho. Nós pagamos taxas e aqui no edifício existe um departamento do município que só se preocupa com a cobrança do dinheiro e não com certos melhoramentos mais importantes”, disse acrescentando que a terminal está num estado de autêntico abando. Para ele, o vereador ligado a área dos transportes quando se desloca para aquele local só se dirige para o terceiro andar onde está instalada a direcção financeira do município.

Outras experiências

Ângelo Matusse é motorista que normalmente faz o trajecto Maputo/Joanesburgo. Em conversa com a nossa reportagem, lamenta a situação deplorável daquele local. “Na terminal de Joanesburgo, as casas de banhos não são pagas como aqui, mas estão funcionais e em melhores condições. Há locais para o acolhimento de passageiros. Para aqueles que pernoitam à espera de outros destinos têm a oportunidade de um banho no dia seguinte. Esta terminal está longe de ser comparada com as que conheço no exterior”, disse.
Entretanto, Jaime Munguambe que faz viagens para Komatport apontou também que a situação da Terminal Rodoviária Internacional da Baixa não é das melhores. “ Não reúne condições para acomodar passageiros”, conclui.

(Alexandre Luís)

2010-10-29 07:12:00

“Revolução Verde não é feita por 25 pessoas”. – Abdul Magid Osman, economista e antigo ministro das Finanças


Maputo (Canalmoz) – O antigo ministro das Finanças, Abdul Magid Osman, diz que se a agenda do Governo é efectivamente apostar na “Revolução Verde” para reduzir a fome no país, este programa deve envolver o maior número possível de pessoas no país e conseguir-se fazer com que os envolvidos mudem de mentalidade, tal como aconteceu com a reforma do Programa de Reabilitação Económica, nos finais da década de 80.
“Tivemos o Programa de Reabilitação Económica como «agenda-mestre» no país. Se queremos fazer uma “Revolução Verde”, ela não pode ser feita por 25 pessoas, mas, sim, pela transformação da mentalidade das pessoas envolvidas e não só’’, disse Osman à margem do encontro da Associação Moçambicana de Auditores Internos que ontem arrancou na capital do país, sublinhando que não é possível fazer-se uma “Revolução Verde” sem antes se fazer um estudo que em cada momento identifique os problemas e os resultados.
Falando durante o encontro subordinado ao tema “Criar uma Confiança e Acrescentar Valores nas Organizações”, Magid Osman disse que existe a tese de que as grandes explorações agrárias em Moçambique são ineficientes para competir a nível internacional, o que, segundo ele, pode ser ultrapassado, desde que haja investimentos no sector agrário.
“Em Moçambique, será possível fazermos a “Revolução Verde” com as actuais tecnologias¬. Nos distritos, já pensámos no papel do administrador. Se em Cabo Delgado se produziam milhões de toneladas de castanha de caju, agora o que se passa? No meu distrito, o camponês fazia uma tonelada comercial de milho por época, agora o que está acontecer? Alguém já se perguntou isso?”, questionou Osman, chamando os fazedores das políticas agrárias à reflexão sobre o actual modus operandi do sector.
“Estas questões devem ser bem discutidas e reflectidas. Não basta só o conhecimento teórico, é importante que se tenha a oportunidade de contacto directo com pessoas que vivem o dia a dia do sector’’, disse ainda Magid Osman que foi o PCA fundador do BCI.

(Cláudio Saúte)

2010-10-21 08:12:00

Na província de Maputo. Parceria chinesa vai reabilitar tecido industrial


Maputo (Canalmoz) – O presidente da Confederação das Associações Económicas na província de Maputo, Faruque Osman, diz que os parceiros chineses que há dias manifestaram interesse em investir na Matola, irão transferir as suas tecnologias e know-how para o parque industrial da Matola, que está a definhar.
Osman falando ao Canalmoz disse que a maior parte do parque industrial da Matola, que por sinal é o maior do país, continua a usar equipamento com mais de trinta anos, o que faz com que não responda às actuais exigências de produção.
Afirmou que estas indústrias matolenses que ainda usam o mesmo equipamento há três décadas, não conseguem ser competitivas, daí que a Confederação das Associações Económicas tomou a iniciativa de convidar os parceiros chineses a trazerem as suas tecnologias.
“Eles podem transferir as suas tecnologias e know-how que serão capazes de dinamizar mais a nossa indústria. Penso que, com a recente visita realizada ao município da Matola, os chineses começam a conhecer o potencial e a partir daí podemos atrair tecnologias e fazer com que as nossas indústrias produzam’’, disse a fonte que estamos a citar.
Sublinhou a título elucidativo que alguns monstros adormecidos como a ex-Texlom, actual MozTex, a Vidreira de Moçambique, a Fábrica de Bicicletas, entre outras, são empresas muito grandes, pelo que o processo que visa a sua reestruturação leva muito tempo, necessitando também de acordos prévios entre os governos. Mas algo está a ser feito, concretizou.
Questionámos ainda a Faruque Osman, se o facto de, em muitos casos, os investidores chineses importarem da China até mão-de-obra e material de construção não preocupava a CTA a nível da província, no sentido de que não haveria oportunidade de emprego para os moçambicanos, a fonte respondeu que há necessidade de se contextualizar as coisas já que se está num mundo globalizado. “Os moçambicanos vão para outros países e cidadãos doutras nacionalidades vem aqui”.
“É evidente que todas as empresas estrangeiras devem respeitar as leis moçambicanas, mas fora disso, não vejo nenhum problema porque o nosso trabalhador também tem que começar a ter outros níveis de produtividade e começar a ver outras maneiras de fazer as coisas de modo que o nosso país seja competitivo a nível externo’’, disse.

(Cláudio Saúte)

2010-10-27 07:09:00

Falta de lucro retrai investimentos externos

Maputo (Canalmoz) – A falta de garantia do retorno dos investimentos efectuados em Moçambique está a levar alguns investidores estrangeiros a retirarem seus negócios em Moçambique. É o caso das multinacionais Corridor Sands e PHBilliton, que abandonaram a exploração das Areias Pesadas de Chibuto. A mesma razão é apontada como estando na origem do cancelamento da construção de duas refinarias em Moçambique, especificamente em Matutuine, na província de Maputo, e Nacala-Velha, na província de Nampula.
Esta análise é do director do Gabinete dos Estudos Económicos do Millennium bim, Omar Mithá, em entrevista ao Canalmoz.
Os projectos das refinarias, por exemplo, envolviam altos investimentos. A instalação da refinaria de Matutuine, pela “Oil Moz”, era avaliada em 8 mil milhões de dólares norte-americanos. A “Alr Logística Lda.” também desistiu de instalar uma refinaria em Nacala-Velha, do outro lado da Baía de Nacala relativamente ao Porto de Nacala nova.
“Houve falhas ao se embalar sem se verificar a questão de lucros. Em Chibuto já haviam famílias reassentadas, casas alugadas, entre outras despesas. As refinarias de Matutuine e Nacala-Porto são, entre outros, projectos que não tiveram garantias de lucros’’, disse Mithá.
Dando exemplo do “caso da Mozal”, Mithá disse que neste momento a multinacional “não está em condições de recuperar o preço do alumínio no mercado internacional, mas como na altura de implementação a questão de lucros estava salvaguardada, o empreendimento continua a funcionar em pleno”.

Projecto de petróleo é rentável

Quanto ao projecto da exploração de petróleo na bacia de Rovuma, Mithá considerou que é rentável, porque “neste momento o preço de petróleo no mercado internacional é favorável” a investimentos na área.

(Cláudio Saúte)

2010-10-20 07:13:00

Empresários chineses procuram espaço para investir na Matola

Maputo (Canalmoz) - Um grupo de 20 empresários vindos da província chinesa de Anchiu, esteve esta segunda-feira, na Matola, reunido com empresários locais das áreas de super-mercados, indústria gráfica, mobiliário, construção civil, estradas, equipamento pesado, tintas, etc. para troca de experiências e procura de oportunidades de negócio.
O presidente do Município da Matola, depois de apresentar o território da edilidade aos visitantes, disse que a cidade da Matola é um local por excelência para a realização de investimentos.
“Queremos que o acordo entre as empresas de Anchiu se inicie hoje com os empresários da Matola. Temos o maior parque industrial do país e precisamos de uma indústria metalomecânica, de agro-processamento, de produção de material de construção, vidreiras, entre outras”, disse o edil.
A partir deste encontro, o município da Matola e a província de Anchiu vão passar a cooperar institucionalmente para facilitar negócios entre empresários de ambas províncias, acrescentou.

A voz dos empresários “matolenses”

António Chemane, empresário da indústria gráfica, mostrou-se preocupado com o processo que rodeia a aquisição de matéria-prima (camisetes e linhas) para a gráfica. Neste momento o material é adquirido a intermediários fornecedores. “Queremos ser nós a importar directamente a matéria-prima da China”, disse.
Por seu turno, Amelinha Mandlate, da empresa “Mafavuca” que se dedica à indústria imobiliária, disse que já viajou diversas vezes à China a fim de comprar equipamentos de construção, mas não conseguiu obter o material que pretendia. “Com esta parceria aberta”, diz que “as coisas ficarão mais facilitadas”.
João Camacho, empresário da “JMC Lda.”, que trabalha na área de construção de estradas, disse que tem agendada uma viajem à China, onde pretende ir comprar um torno fresador. “Esta abertura é oportunidade para a materialização dos meus planos. Sou um homem de negócios. Se existir uma empresa chinesa ligada à fábrica de tornos e fresas, preciso de uma máquina de tornear aqui. Tenho dinheiro para pagar”, disse orgulhoso o empresário moçambicano.
Palmira Gume, de uma “indústria de panelas e potes”, disse que compra matéria-prima (alumínio) na África do Sul, mas, se existir uma fábrica de alumínio na província de Anchiu, pode passar a fornecer a sua companhia, “uma vez que na África do Sul está tudo cada vez mais caro”.

Potencialidades chinesas

Por sua vez, a chefe da delegação chinesa, Hu Uchiu, disse que na província de Anchiu, existem cerca de 500 empresas com representações a nível mundial e se a Matola se mostra interessada, podem-se criar parcerias com industriais dos ramos de fabrico de carros, material de construção, indústria extractiva, calçado, vestuário, cujos representantes estiveram presentes no encontro.
“Aqui só trouxemos 12 empresas e podemos não resolver as expectativas de todos os sectores. No futuro, traremos mais empresas”, disse recordando que “Moçambique e a China têm amizade histórica”.
A chefe da delegação visitante recordou ainda que existe uma grande empresa do seu país a operar no ramo de construção civil em Moçambique e que já foi responsável por grandes obras tais como o remodelação da Assembleia da República, a construção do Ministério dos Negócios e Estrangeiro e Cooperação, do Centro de Conferências Joaquim Chissano, do Estádio Nacional de Zimpeto, entre outros.

(Cláudio Saúte)

2010-10-20 07:12:00

Consultor do Banco Mundial aconselha o Governo a não construir edifícios monumentais



Paul Collier recomenda aposta na construção de hospitais, escolas e casas de baixa renda para trabalhadores, promovendo o emprego e habitação para os cidadãos – um grave problema no país. Defendeu que isso também incentivaria o envolvimento de empresas nacionais pois os empreiteiros contratados para o efeito seriam nacionais, devido à dimensão das obras, e empregariam moçambicanos.


Maputo (Canalmoz) – O consultor do Banco Mundial para a região da África, Paul Collier, aconselha o Governo moçambicano a deixar de fazer “obras monumentais” e a apostar na construção de hospitais, escolas e casas de baixa renda para trabalhadores, promovendo o emprego e habitação para os cidadãos.
Esta afirmação surge num momento em que o Governo opta em contratar empreiteiros chineses para erguer obras de Estado de grandes dimensões, mas sem finalidade produtiva, nem úteis para impulsionar o desenvolvimento. Só nas construções recentes, destacam-se o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a sede da Procuradoria Geral da República, o Palácio da Justiça da cidade de Maputo, o Centro de Conferências Joaquim Chissano, entre outros empreendimentos de grandes dimensões, sem fins lucrativos e portanto incapazes de gerar a reposição do investimento.
Collier falava na semana finda num encontro promovido pelo Banco de Moçambique e Ministério da Planificação e Desenvolvimento, subordinado ao tema “Desafios para o Crescimento Económico em Moçambique”. Disse que com a construção de infra-estruturas sociais básicas e casas para trabalhadores de rendimento baixo, o Governo sairia a ganhar duas vezes. Primeiro, os empreiteiros contratados para o efeito seriam nacionais, devido à dimensão das obras, e empregariam moçambicanos. Segundo iriam permitir resolver o problema de habitação com que os moçambicanos se debatem.
“Não construam monumentos nem pirâmides porque isso vai-vos obrigar a recorrer a empreiteiros internacionais. Façam infra-estruturas simples e resolvam os problemas básicos dos vossos cidadãos. Não é um edifício de 40 andares que vai resolver o problema de emprego e de falta de habitação no país’’, disse Collier defendendo que as estruturas pesadas de um país como Moçambique devem ser “portos, caminhos-de-ferro, guindastes e estações de geração de energia, água, etc.”
Para o quadro do Banco Mundial que estamos a citar, o dinheiro gasto na construção de infra-estruturas gigantescas que nascem a cada dia na cidade de Maputo, devia gerar emprego, através de contratação de empreiteiros locais para construção de obras de pequena dimensão, mas úteis para o país.
Paul Collier disse ainda que o Governo tem possibilidades de ir ao Banco Mundial pedir dinheiro para vir implementar estes projectos, mas alertou que, neste momento, os países ricos não têm dinheiro e é preciso olhar para o empreendimento nacional. Explicou que existem bancos comerciais que providenciam o capital e buscam retorno.
Neste contexto, aproveitou para explicar que qualquer empréstimo que é feito deve ser pago. O Fundo Monetário Internacional diz que toda a dívida deve ser paga e não haverá nenhum perdão da dívida nos próximos tempos. O perdão do jubileu terminou em 2000 e só poderá ser feito noutro milénio’’, disse o consultor do Banco Mundial para a região da África, Paul Collier, a concluir.

(Cláudio Saúte)

2010-10-25 06:45:00

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eventual afastamento do administrador do Rangel conotado a desvio de fundos


Lisboa - Correm insistentes rumores no seio dos militantes do MPLA, no Município do Rangel, aludindo a uma eventual movimentação a nivel dos administradores municipais que culminara com o afastamento do administrador deste município, Maciel Neto “Makavulo”. Alegam que “Será afastado do cargo de administrador municipal por ter sido descoberto desvio de fundo.”

Fonte: Club-k.net

“Makavulo” é uma figura influente do município que animou politicamente o bairro ao travar brigas com o extinto PADEPA, de Carlos Leitão. No ano de 2009 o mesmo esteve perto de ser exonerado tendo sido defendido por Bento Bento, líder provincial do MPLA em Luanda cuja interseção terá influenciado o então Ministro, Virgilio Fontes de Pereira.

De momento encontra-se ausente do país. Este ano, Maciel Neto “Makavulo” não participou na recente cerimônia de celebração do aniversario da paróquia de Nossa senhora das graças no Rangel geralmente celebrada pelo Bispo ou Arcebispo de Luanda. Foi representado pela sua adjunta, Ana Maria da Silva.

Para lá de URGENTEEEEE!





Posted By: Marcia Frazão

To: Members in Pedras não foram feitas para matar mulheres.

Para lá de URGENTEEEEE!

URGENTEEEEE! Ainda dá tempo! Se a gente chover emails para o presidente iraniano, talvez ele seja complacente e talvez até comece a lutar pela revisão das leis iranianas. Vamos enviar emails para ele? O endereço da página é www.president.ir/en/ Como muita gente pode ter receio de escrever para lá (confesso, fiquei morrendo de medo), e depois de vencer o medo, relutar sobre o que escrever, segue um modelo equilibrado, diplomático, isento de qualquer ofensa, elaborado por Luiz Amaral, um arquiteto português , membro da causa Pedras Não Foram Feitas Para Matar Mulheres:


My name is -----.I am a ---- years old Brazilian -------.

I pay my respects to Iran, to Islam, and to your leadership of that great country.I must underline that I have no religious preferences and I believe that if there is a God in the Universe, in due time, he will "treat" Christians, Jews, Muslims, Hindus, Buddhists and all others, with the same kind of judgemental attitude, for we all are born equal, no matter race, skin colour or sex. I have no intentions to give you any kind of lecture about human rights... or wrongs. Nevertheless, despite our different cultural backgrounds (differences makes us both more rich and complementary) we both belong to the brotherhood of mankind. While living under the same Sun and over the same Hearth, we share a common destiny. We face and are called to act under common global challenges.Differences are only visible when we look at the way we both "respond" to those challenges...Today I am begging for your superior understanding of human nature.Does Sakineh deserves to die?I know that WE ALL DESERVE to die...I'm also sure we ALL WILL DIE.Please consider the best interest of Iran Please consider the best interest of IslamBe prudent and be wise. Save Sakineh's live!The whole world will thank you and will also start looking at Iran as companion and a partner in the great adventure of mankind towards greatness, peace and happiness.
Thank you!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Yola Araújo acusa Comité Miss Huambo de incumprimento


Luanda - A cantora angolana Yola Araújo apresentou hoje, em Luanda, as razões da sua ausência na gala de eleição da Miss Huambo2011, onde diz ter faltado por incumprimento da organização.

Fonte: Angop CLUB-K.NET

Comité "Miss-Huambo" pondera processar cantora

A ex-integrante das Melomanias seria a convidada especial do show, mas a sua ausência foi considerada injustificada, pelos organizadores, que se mostraram surpreendidos com o facto de a artista cancelar a actuação.

“Sou uma artista muito séria e tenho responsabilidades para com o público. No entanto, não deixarei que outras pessoas possam brincar com coisas sérias e depois acusarem-me de incumpridora. Só me defendi, para evitar que fosse prejudicada”, avançou a artista à Angop.

Ao reagir as acusações do porta-voz do Comité Miss Huambo, Jeremias Piedade, Yola disse ter recebido 50 porcento do valor acordado (dois mil dólares), mas sublinhou que jamais houve um acordo escrito entre as partes.

Por essa falha, o porta-voz do comité disse estar a ponderar a possibilidade de processar a artista, caso se escuse de devolver o dinheiro.

“Para começar, não tivemos um acordo assinado, mas apenas verbal, por intermédio de uma pessoa conhecida que reside no Huambo. Trata-se de Valter Tchipindo, que tratou do compromisso com o pessoal do comité, que se comprometeu a pagar os outros 50 porcento antes da minha entrada em palco. Como tal não se verificou, decidi não cantar”, explicou.

De acordo com a artista, a sua atitude deve-se simplesmente ao facto de querer evitar que fosse depois prejudicada, pois temia ficar sem receber os valores em falta (dois mil dólares) depois de cantar.

“Já me aconteceu em algumas ocasiões e por isto decidi não arriscar. Como não pagaram, não cantei e domingo regressei a Luanda”, rematou Yola Araújo, que disse ter, inclusive, viajado de carro ao Huambo, a fim de cumprir o acordo verbal, caso lhe fosse dado o valor restante.

Relativamente à pretensão do comité em querer de volta os dois mil dólares pagos antecipadamente, Yola Araújo adiantou que não o fará, pois o compromisso ficou por efectivar, por culpa da organização.

“Eu estive lá! Portanto, quem falhou não fui eu, mas sim eles. Apesar de ser um acordo verbal e não escrito, não conseguiram leva-lo à letra. Este dinheiro não será devolvido, porque desloquei-me ao Huambo, perdi tempo, perdi outros compromissos e não posso ficar a perder”, declarou.
A gala de eleição da miss Huambo 2010 aconteceu sábado, tendo sido eleita pelo corpo de júri a candidata Elizandra Cleide dos Reis, de 19 anos de idade.

Comité "Miss-Huambo" pondera processar cantora Yola Araújo
O comité "Miss-Huambo" pondera processar a cantora angolana Yola Araújo por esta não ter actuado na gala de eleição da miss, no sábado, apesar de ter recebido parte do valor que a mesma exigia para animar o evento.

Tal pretensão foi hoje manifestada à Angop, no Huambo, pelo porta-voz do comité Miss-Huambo, Jeremias Piedade, tendo assegurado que a cantora continua incomunicável até ao momento, após abandonar o Huambo este domingo.

"Estamos indignados com a atitude da Yola Araújo. Esteve cá no sábado para acertarmos os detalhes do cash que devia receber, acordamos que parte do valor ser-lhe-ia entregue no final da sua actuação, mas, infelizmente, depois de entregarmos os 50 porcento e pagarmos o seu alojamento a cantora desapareceu", esclareceu.

Jeremias Piedade informou que o comité Miss-Huambo exige que a cantora proceda à devolução dos valores que recebeu, de forma a se evitar que tal polémica seja resolvida em tribunais o que, a acontecer, pode manchar a imagem da artista.

Disse que tanto Yola Araújo, assim como o seu representante no Huambo, Valter Tchipindo, se recusam em atender telefonemas dos membros do comité Miss-Huambo.

"São apenas dois mil dólares que a cantora tem, por obrigação, devolver ao comité por não ter actuado. Mas atendendo ao silêncio a que está remetida tudo aponta que o imbróglio venha a ser resolvido em tribunal", disse.

A gala de eleição da miss Huambo 2010 aconteceu no sábado, tendo sido eleita, pelo corpo de júri, a candidata Elizandra Cleide dos Reis, de 19 anos de idade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Paulo Pombolo pede intervenção do Executivo central na resolução de diversos problemas



Uíge - O governador da província do Uíge, Paulo Pombolo, solicitou hoje, nesta cidade, a intervenção do Executivo central na resolução dos problemas que enfrentam diversos sectores da vida socio-económica da província.

Fonte: Angop CLUB-K.NET

O governante, que falava no encontro com o vice-presidente, Fernando da Piedade Dias dos Santos "Nando", que iniciou uma visita de constatação de 48 horas hoje à província do Uíge, defendeu que as inquietações e dificuldades da província requerem a intervenção urgente do executivo central.


Afirmou que a preocupação do governo da província é de reduzir em 45 porcento o número de crianças que estudam em condições impróprias, tanto na sede da província como no seu interior, adiantando que a província regista actualmente um défice de cerca de três mil 856 salas de aula e a aquisição de 135 mil carteiras.

"O governo da província pretende lançar no próximo ano lectivo a iniciativa de kit escolar para cada crianças desfavorecida que consistirá na atribuição de uma bata escolar, sandálias e uma mochila contendo os principais materiais para aprendizagem das crianças do ensino primário",disse.

Paulo Pombolo, depois de reconhecer o importante papel do sector da educação para o crescimento e desenvolvimento socio-económico da província, disse que o sector controla actualmente mil e 280 escolas primarias, com 283.797 alunos assegurados por 10 mil 823 professores.

"O primeiro ciclo do ensino secundário funciona em 35 salas de aula com 42 mil 327 alunos assistidos por mil 544 professores, enquanto o segundo ciclo tem 24 escolas com 220.650 alunos", afirmou, apontando ainda os novos institutos médios construídos de raiz há três anos, no quadro do programa de investimentos públicos, nomeadamente, Instituto Médio Agrário, Politécnico e de Administração e Gestão.

No domínio da saúde, referiu, os problemas partem do estado físico precário das instalações onde funciona o hospital provincial do Uíge, a falta de equipamentos modernos de diagnósticos, assim como o reduzido número de técnicos qualificados de saúde nas varias especialidades.

"Queremos aqui reiterar o nosso pedido de se dar continuidade às obras do hospital do Candombe Velho, iniciadas e paralisadas devido à avaliação incorrecta que se faz em torno deste empreendimento que muita falta faz à província", realçou.

No quadro de criação de condições da habitabilidade, frisou, a intenção do governo da província é de partilhar esforços com Executivo central, quer através de programa nacional de habitação como através da auto construção dirigida e parcerias público-privadas.

O governante falou também da situação da água e energia a nível da província, avançando que a aceleração dos trabalhos de transportação dos 40 mega watts da energia da Capanda, através da subestação de Lucala, constitui a via para a resolução da situação.

domingo, 31 de outubro de 2010

Morreu Dom Mateus Feliciano Tomás – Bispo do Namibe


Namibe - A população do Namibe chora a morte prematura do seu pastor, Dom Mateus Feliciano Tomas, vítima de acidente de viação, ocorrido na localidade de chongoroi, pelas 15H30 de sábado, 30 de Outubro de 2010.

Fonte: Club-k.net

Vítima de acidente de viação
O Prelado que durante a semana, participou na assembleia geral da CEAST-Conferencia episcopal dos Bispos de Angola e são Tome e Principe, onde era Presidente da comissão episcopal dos leigos, deslocou-se ao Huambo, via terrestre e já de regresso ao Namibe, na localidade de chongoroi, deparou-se subitamente com bois cortando a estrada a correr. Segundo as testemunhas, fez tudo para que se desviasse do ano animal, mas o acidente foi inevitável. Desde as 15 horas e trinta minutos em que aconteceu o sinistro, segundo fontes no local, o socorro que veio de Benguela, as 17H00, encontrou o Bispo Dom Mateus Tomas já sem vida.

Os restos mortais de Dom Mateus Tomas foram transladados para Benguela ainda ao cair da noite deste sábado 30.10. A Radio Ecclesia, aguarda pelo pronunciamento da CEAST, que deverá confirmar a morte prematura do primeiro Bispo do Namibe dom Mateus Tomas. No Passado dia 19 de Outubro, numa das ultimas entrevistas concedidas aos órgãos de comunicação social privados da Província do Namibe, publicados na voz de america, radio ecclesia, despertar e jornais privados em Luanda, Dom Mateus Tomas, apelava por um olhar mais atento das autoridades do Governo central aos problemas sociais das comunidades."A seca assola a população autóctone no interior da Província e o desemprego e a fome graça a população do Município do Tombwa que abandona massivamente a localidade para outras paragens".

Para a primeira quinzena de Novembro, Dom Mateus, segundo fontes do club-k naquela Província, previa realizar a segunda assembleia pastoral que tinha como objectivo avaliar o cumprimento da primeira Assembleia, que tinha como o tema "Namibe em Marcha". Dom Mateus Tomas, partiu para a eternidade, o lançamento da primeira pedra de edificação da Diocese do Namibe, será feita pelo seu sucessor. Dom Mateus Tomas, leccionava a disciplina de moral no ICRA-Namibe e era um pai para muitos, naquela província do Namibe.

Neste momento de dor e luto, o Club-k.net apresenta a Comunidade Cristã Catolica do Namibe, a Conferencia Episcopal do Bispos de são Tomé e Principe, CEAST, os sentimentos de pesar, que a sua alma descanse na paz do senhor.

ALGUNS DADOS BIOGRÁFICOS.
Mateus Feliciano Tomás, filho de Feliciano Kanombo e de Florentina Uandi, nasceu a 21 de Fevereiro de 1958, no Chinguar, Município do Chinguar. Província do Bié, baptizado no dia 8 de Março do mesmo ano. Deu os seus primeiros passos na vida académica na aldeia de seus pais, Chipaca, na Comuna do Chiumbo, Município de Katchiungo, passando imediatamente a seguir, para a Escola Primária do Alto Chiumbo. Em Setembro de 1967 ingressa na Missão Católica da Trapa, como interno da referida Missão a fim de continuar os estudos e, a 25 de Dezembro recebe a Primeira Comunhão, na Missão Católica da Bela Vista (ou Vavayela) e a 11 de Outubro de 1968, recebe a Confirmação na referida Missão.

Após o Ensino Primário, é enviado para o Seminário Menor da Caála, aos 21 de Setembro de 1971, como Seminarista Aspirante Trapista. Após 4 anos, e devido à situação político-militar, o Seminário Menor do Quipeio fica encerrado e os seminaristas são alojados no Seminário dos Padres da Congregação do Espírito Santo, no Huambo, onde conclui o 5º Ano em 1976.

Com a morte do Padre Domingos, Mestre de Noviços, a destruição do Mosteiro da Trapa e a consequente retirada da maioria dos Monges para a Espanha, não foi possível o seu ingresso no Noviciado e em Setembro de 1977 entra no Seminário Maior de Cristo Rei onde frequenta conclui com êxito os Estudos Filosóficos e Teológicos e a 17 de Julho de 1983 é ordenado Diácono para, aos 18 de Setembro do mesmo ano, ser ordenado Sacerdote, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição – Sé Catedral do Huambo.

Em Novembro de 1983 é nomeado Vigário Paroquial da Igreja do Coração de Maria, São João, cargo que desempenhou durante um ano e um mês. Em 1984 passa para Vice Reitor do Seminário Propedêutico São João Evangelista. Em 1986 é nomeado Reitor do mesmo Seminário até Agosto de 1991. Desempenhou vários encargos na Arquidiocese tais como: Assistente Eclesiástico da Juventude, membro da Comissão de bens, do Secretariado de Pastoral e aos 8 de Setembro de 1991 parte para Roma afim de continuar com os seus Estudos Académicos na Pontifícia Academia Alfonsiana, onde em 1993, fez a licenciatura com a Dissertação intitulada “A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA MORAL DO ANGOLANO NO PERÍODO PÓS-GUERRA”.

Ainda na Itália, de 1995 a 1997, trabalhou na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Tuscania, na Província e Diocese de Viterbo …

Aos 3 de Junho de 1996, defende a sua tese de Doutoramento em Teologia Moral com o título: PROBLEMAS MORAIS À LUZ DA ASSEMLEIA ESPECIAL PARA A ÁFRICA DO SÍNODO DOS BISPOS EM VISTA À NOVA EVANGELIZAÇÃO DE ANGOLA.

A 4 de Fevereiro de 1997 regressa à sua Arquidiocese e é nomeado Chanceler da Cúria Arquidiocesana com a Provisão N.º 001/1997 de 10 de Fevereiro do mesmo ano e Director do Secretariado de Pastoral com a Provisão N.º 3/97 de 13 de Março e Vigário Paroquial do Santuário de Nossa Senhora de Fátima com a Provisão N.º 12/97 de 6 de Maio, cargo que desempenhou até 6 de Abril de 2008. Com a Provisão N.º 5/97de 6 de Abril foi nomeado membro do Conselho para os Assuntos Económicos.

Com a Provisão N.º 04 de 23 de Março de 2008 é nomeado Pároco da Sé Catedral e ao 13 de Abril de 2008 toma posse como Pároco da referida Paróquia. Na Arquidiocese desempenha ainda funções como: membro do Colégio de Consultores, do Conselho Pastoral, do Conselho Presbiteral, Assistente da Comissão de Leigos e da Comissão para a Doutrina.

Foi ordenado Bispo da Diocese do Namibe, no dia 21 de Junho de 2009 e empossado na catedral da diocese do Namibe no dia 5 de Julho do mesmo ano. Dom Mateus Tomas no seu reinado de um ano e três meses, foi recebido no dia 4 de Julho pela multidão de todos extractos sociais do mozaico Namibense, no quilometro zero.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Administrador do Sambizanga dá 150 mil dólares para Concurso de Miss


Lisboa - O Administrador Municipal do Sambizanga, José Tavares ofereceu cerca de 150 mil dólares americanos a titulo de patrocínio para o Comitê Miss Sambizanga (CMS). A oferta esta a causar interrogações em círculos “contestatórios” do município que põem em causa a legitimidade do CMS, actualmente dirigido por uma comissão de gestão coordenada, por Bechior de Carvalho, o Presidente do Conselho Municipal da Juventude do Sambizanga.

Fonte: Club-k.net

Bechior de Carvalho é citado como tendo encontrado o CMS, num quadro inactivo, o que o levou a se auto proclamar como novo responsável da organização criando uma comissão de gestão ao qual fazem parte quatro elementos. Os munícipes “contestatórios” ao seu trabalho não reconhecem legitimidade na sua direcção, a frente do CMS, razão pela qual declaram como “ilegal”.

o novo responsável do CMS, em acumulação com as funções de responsável da juventude no município terá elaborado um projecto (cujos custos rondam aos 150 mil dólares americanos) que apresentou a administração municipal. Nas reuniões com os seus próximos, justifica que os valores servirão para cobrir custos para realizar o concurso Miss Sambizanga no Salão de Festa da Endiama, ao qual tenciona ter como convidados o musico Barcelo de Carvalho “Bonga” e Yuri da Cunha, ao Som a cargo da loja de DJ´s.

Os “contestatórios” de Belchior invocam a desnecessidade de se realizar o concurso no luxuoso complexo da Endiama alegando que o município do Sambizanga tem o Cine Miramar, com músicos como Bangão , Dom Caetano, Bell do Samba, Lambas que poderiam animar o evento.

Uma outra ala “opositora” entende que este orçamento que Bechor de Carvalho pediu a Administração Municipal do Sambizanga, deviam apostar nos Problemas que vivem os Jovens do Sambizanga. Apontam que há muitas Associações Juvenis a nível do Sambizanga com Projectos para o desenvolvimento académico e Cultural para Jovens.

As criticas ao patrocínio dos 150 mil dólares são acompanhada de lamentações em torno da recusa de 5 mil dólares que a administração negara num passado recente a uma Associação municipal, a InforSambila.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Almir suspenso e substituído por Gabriel Niva


Lisboa - Almir Agria, o apresentador do “Jovemania” da TPA, foi suspenso do programa em referência e de seguida substituído por um outro jornalista Gabriel Niva, que passará a fazer dupla com uma nova apresentadora, Creusa Nhanga. A Radio Luanda, ao qual o mesmo colaborava, deu também por finda os seus préstimos.

Fonte: Club-k.net

Tem vídeo de “todas” com quem se amigou

Há simultânea suspensão que o jovem observa é vista como uma medida que a TPA e RNA, adoptaram para preservar a sua imagem que vinha sendo mencionada , nos últimos dias, ao escândalo pornográfico que envolve o jovem apresentador. O escândalo tem como fonte um vídeo pornográfico que esta a rolar na internet e nos telemoveis em Luanda, em que se pode ver o apresentador junto com um amigo Rui Tavares a praticarem sexo em grupo com uma jovem em Benguela identificada por Tânia.

Almir Agria, que recentemente contraiu matrimonio notabilizou-se na Radio Luanda por causa do habito que tem em filmar, as suas praticas sexuais. Antes de o vídeo pornô ter rolado na internet, o mesmo teria sido advertido pelos colegas a abortar o gosto que tem em filmar os envolvimentos com as raparigas de quem se tem amigado ocasionalmente.

Na seqüência do escândalo, Almir Agria optou por afastar-se de tudo. Mantém o telefone desligado. No último sábado (16), o mesmo não compareceu para a gravação ao vivo, do programa Jovemania. A equipa de produção do programa, terá feito as pressas um casting ou sondagem que culminou com a escolha de Gabriel Niva, ex- Radio Eclesia.

Natural de Benguela, Almir Agria trabalhou para a Radio Morena, onde terá largado por alegadas perseguições devido a um programa em que o mesmo levantava temas como “bebedeiras, lutas e cornos”. Em 2003, transferiu-se para Luanda em 2007 em busca de melhor projecção profissional tendo sido admitido na Radio Ecclesia. Começou por apresentar o noticiário das 23h. Não se adaptou e lhe foi dada a oportunidade de apresentar o programa “Kais FM”. Teve igualmente passagem pela emissora Luanda Antena Comercial. Em 2005, foi admitido pela Radio Luanda. Esta familiarizado com assuntos de discotecas. Trabalhou como figura de marketing da discoteca Chiwawa, hoje conhecido por W-Club e outras como o Palos.

É lhe atribuído o perfil de pessoa “pouco humilde”, predicado a que se justifica a ausência de solidariedade para com o mesmo. Há uma corrente de contestação contra as suas praticas. Teve apenas um único gesto de solidariedade vindo de um radialista identificado por Jojo, afecto aos quadros da Radio Despertar, ligada a UNITA.

15Out10. O mistério do morrodamaianga.blogspot.com



Creio que o Reginaldo Silva, famosíssimo jornalista angolano, esteja no rumo do único planeta do nosso sistema solar onde há liberdade de imprensa.
Entretanto, o nosso repórter de serviço sabe que a última vez que ele tentou enviar um sinal de comunicação, hipnotizava-se com a apreciação dos anéis de Saturno. Contactada, a NASA, escusou-se a tecer considerações alegando que há fortes turbulências por essas bandas, mas logo que possível concederá uma conferência de imprensa.
Meu Deus! Agora até os extraterrestres perseguem jornalistas angolanos?!

«Actualizações em banho maria
Por motivos de força maior este morro está a observar um periodo de alguma letargia/hibernação em virtude do seu gerente ter sido extraditado para o exterior do país com a sua competente autorização, pelo que no seu regresso não se deverá registar nenhuma remodelação ministerial. A única coisa que o gerente ora extraditado promete é ir dando notícias breves sempre que as autoridades locais permitirem o seu acesso a Net, o que não acontece com Li Xiaobo, o novo Nobel da Paz. Se por acaso estão a pensar que o gerente está na China do cda Mao, enganaram-se redondamente. Lá os bloguistas foram todos extraditados...»



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Roberto Leal “Ngongo”, ex – Ministro do Interior


Lisboa - Roberto Leal Monteiro “Ngongo” faz parte do grupo de combatentes pela causa angolana de descendência cabo verdiana (O Embaixador de Cabo Verde em Angola Domingos Mascarenha é seu primo). Serviu a guerrilha do MPLA desde o inicio da década de 70 nas 2ª e 3ª Regiões Militares. chegou a ser Chefe de Reconhecimento e Operações do Grupo Especial de Artilharia.

Fonte: Club-k.net

No ano de 1965 foi um funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade. Alimentava o sonho pela formação em engenharia de Minas, curso que abortou no segundo ano em detrimento da carreira militar. No período de preparação da independência de Angola esteve a chefiar a Artilharia da 9ª Brigada de Infantaria, para um ano depois ter passado para a Artilharia Terrestre do Estado Maior General e chefiar a Direcção de Reconhecimento e Informação/EMG.

Teve formação militar feita na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, onde concluiu o curso de Chefe de Artilharia de Brigada em Moscovo e de Chefe de Bateria de Grad. P. em Sinferpol. Antes de ter partido para extinta União Soviética, esteve em missão militar na província de Cabinda. Era conhecido por “Jingongo” mas os colegas, entenderam abreviar o nome passando a ser “Ngongo”.

Uma das fases mais acentuada da sua carreira militar deu-se entre o ano de 1983 a 87 quando desempenhava funções de chefe adjunto do Estado maior. A Batalha do Cuito Cuanavale apanhou-lhe nesta vestes, o que lhe habilitava a ir freqüentemente para o teatro das operações. Esteve também na operação “Saudemos Outubro” com vista a ocupação de Mavinga, em 1987. Na qualidade de membro do grupo de operativos que acompanhava a batalha do Cuito Cuanavale, o general Leal Monterior "Ngongo" viu serem lhe atribuídos “erros gravíssimos” de caracter militar. Na altura especialistas da Força Aérea apresentaram, antes dos incidentes, propostas concretas que terão sido ignoradas por ele. O mesmo expulsou do grupo, o representante da Força Aérea do grupo operacional sem ter dado ouvido a nenhum especialista. Em conseqüência, o saldo da operação que desencadeavam no Cuito Cuanavale foi considerado desastroso.

A sua entrada para a classe de oficial superior deu-se a Março de 1988, como primeiro Substituto do Chefe do Estado Maior General. As propostas eram submetidas a comissão Permanente da então Assembléia do Povo. O então Coronel Leal Monteiro «Ngongo» seria elevado à Major General das Forças Armadas de Libertação de Angola (FAPLA) desempenhando as funções de Chefe de operações do Estado Maior General e mais tarde Director do Departamento de Defesa e Segurança.

Em 1990 tornou-se Comandante da Frente Norte e no ano a seguir foi indicado como Comandante da FAPA/DAA. Passou para as FAA, no seguimento da fusão entre dois exércitos (FAPLA e FALA) existente no pais tendo sido promovido ao Grau de Tenente General

Leal Monteiro “Ngongo”, pertenceu a uma influente corrente conotada ao general Antonio França “Ndalu”. Fez parte do restrito grupo de elementos do regime que em 1992, viu vantagem na recusa por parte da UNITA dos resultados das primeiras eleições gerais em Angola. Em Novembro daquele mesmo ano teria sido visto junto dos generais Antonio José Maria e Alberto Correia Neto a orientarem as tropas que combatiam os soldados de Jonas Savimbi nas ruas de Luanda. No ano a seguir, o Presidente José Eduardo dos Santos, brindou-lhe com a nomeação para o cargo de Vice-Ministro da Defesa para Administração e Finanças.

Despiu a farda militar em 1999, quando foi nomeado como novo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola na Rússia, nas remodelação diplomática de Novembro do mesmo ano. Serviu a diplomacia por cerca de sete anos. Na seqüência da morte do então ministro do interior, Osvaldo Serra Vandunem, o chefe da casa militar, general Heldér Manuel Vieira “Kopelipa”, abordou-lhe para substituir o malogrado ministro.

Encontrou o ministério do interior com a reputação de “muito bem organizado”. No segundo ano do seu consulado procedeu com alterações afastando o antigo director de gabinete de Serra Van-Dunem e seus respectivos assessores que teriam sido substituído-os por quadros de sua confiança, dentre os quais Ferreira Fernandes, director do seu Gabinete e José Cunha Silva, director do Gabinete de Intercâmbio e Cooperação. Dois altos e respeitados funcionários do ministério, Eduardo Sambo (inspector geral ) e Alberto Burity da Silva ( informação e analise), teriam sobrevivido.

A tardia re-colocação dos afastados produziu interpretações de que teria enveredado pela "Caça as bruxas" contra os fieis do seu antecessor. O mesmo teria criado a Caixa de proteção social reduzindo-se a mais de dois anos em comissão instaladora.

Enquanto Ministro, Roberto Leal “Ngongo” passou a reprovar procedimentos da policia nacional sobretudo as eliminações físicas por parte do esquadrão da morte. Em Agosto do ano passado, chegou a vaticinar a proposta que daria no afastamento do comandante provincial da policia de Luanda, Joaquim Ribeiro devido a constantes queixas que chegavam ao seu gabinete.

O antigo governante teria também se incompatibilizado com algumas chefias da policia em Luanda, por efeito de defesa de desiguais posições. Há por exemplo, o caso do assassinato de três jovens no bairro prenda, pela policia a qual constava um sobrinho da Ana Paula dos Santos. O então Ministro defendia que os policias assassinos deveriam ser apresentados publicamente. Foi contrariado por correntes policias que defendia o contrario.

Roberto Leal “Ngongo”, era de facto uma personalidade com autoridade enquanto dirigiu o ministério do interior. Em Maio de 2008, o presidente José Eduardo dos Santos confiou-lhe a missão para coordenar o Grupo de Supervisão e Acompanhamento do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos às Populações da Província do Cuando Cubango.

O seu recente afastamento do executivo foi a pedido do mesmo como medida destinada a prevenir eventuais embaraços externos a imagem do Estado angolano relacionado ao rapto em São Tome de um empresário português. As autoridades viram o caso com preocupação depois de terem chegado informações segundo as quais a União Europeu pretendia levar o assunto a Tribunal Penal Internacional. Em reação a PR emitiu um prévio comunicado para dar entender, a comunidade internacional, que o mesmo estava a ser castigado porque o regime não se revê com raptos de cidadãos estrangeiros.

domingo, 17 de outubro de 2010

Apresentador do Jovemania da TPA fragado em obscenidade


Lisboa - Figuras publicas angolanas que ainda pugnam pelos valores morais condenaram as pessoas de ma fé que colocaram na internet, um vídeo privado com cenas obscenas, onde se pode identificar um jovem apresentador do programa Jovemania, da TPA.

Fonte: Club-k.net

Conservadores condenam circulação de vídeo intimo

De acordo com a revista platina que tem os vídeos disponíveis, o mesmo terá sido gravado em 2007 dado ao som/ambiente que vinha do vídeo, da qual ouvia se inserção de spots de chamada da novela paraíso tropical, da Tv Globo .

Segundo a publicação em referencia “O vídeo mostra Almir e seu amigo Ricardo transando com uma menina, que não sabemos se é uma prostituta ou não. Facto é que ela ainda estranhava e contava para amigas por estar a fazer sexo oral e anal com Apresentador Almir e Rui Tavares .”

“Vale lembrar que Rui é casado e tem filhos e Almir Agria também é casado. Por questões de ética, pois a Revista Platina é acessada por crianças e adultos não iremos divulgar o vídeo mais sim algumas fotos tiradas do vídeo em questão.” Escreveu a revista que aconselha os dois jovens a entrarem em contacto com a sua direcção.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Restrições e baixa qualidade de energia inquieta citadinos de Maputo


O director da área de distribuição da EDM na capital do país, Albertino Mourinho, promete que até 2013 o problema será ultrapassado

Maputo (Canalmoz) – Alguns bairros da cidade de Maputo, principalmente periféricos, continuam a ser afectados por restrições e/ou avarias constantes no sistema de distribuição de energia eléctrica. Há ainda os que consomem energia de baixa qualidade. A situação tem causado imensos transtornos aos citadinos. Estes queixam-se de que quando solicitam as equipas técnicas da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), nem sempre vêm os problemas com que se debatem, resolvidos com satisfação.
Há dias, os bairros do distrito KaMubukwana consumiram corrente eléctrica da EDM com restrições, devido a problemas num dos transformadores da nona subestação que alimenta aquela jurisdição. A EDM tem conhecimento da questão. Por isso, no último sábado convocou uma conferência de imprensa para se justificar. Mas enquanto não se resolve definitivamente o problema, os utentes dessa subestação, e de tantas outras que registam dificuldades similares, são sujeitos a ataques de nervos.
O director da área de distribuição da cidade de Maputo, Albertino Mourinho, reconhece que a corrente fornecida pela sua empresa a alguns bairros não tem a qualidade desejada. Todavia, as restrições e avarias que afectam a rede eléctrica nesta urbe são provocadas, em parte, pelo roubo de energia por parte de alguns consumidores e pelo aumento do número de consumidores, diz. No caso deste último factor, a EDM ainda não tem um sistema eficaz de resposta à demanda, conclui
Entretanto, Albertino Mourinho assegura que até o ano 2013 – daqui a três anos – pelo menos os clientes da cidade de Maputo estarão a consumir energia eléctrica de qualidade sem grandes reclamações. A EDM, explicou Mourinho, está a desenvolver um projecto de expansão e melhoramento da rede de modo a ultrapassar as constantes reclamações dos clientes.
De ano para ano a EDM tem vindo a anunciar novos projectos. Revela números que reflectem um incremento de usuários dos seus serviços. Contudo, paralelamente a isso, as queixas dos clientes multiplicaram-se. A qualidade da energia que chega aos consumidores é má. Para não variar, nas diferentes subestações e/ou linhas de transmissão ocorrem avarias. Os técnicos da EDM são chamados a intervir, mas raras vezes vão ao encontro de quem está a braços com os problemas.
Os técnicos da EDM, quando chegam ao local das ocorrências, interrompem o funcionamento da rede ou linha de modo a dar prosseguimento aos trabalhos o que acaba por afectar quem ainda não estava prejudicado pela avaria inicial. Aumenta assim o número de utentes que acabam por se indignar com a EDM.
Albertino Mourinho diz que esse procedimento se deve ao facto de a EDM ainda não estar a usar a tecnologia que permite os técnicos trabalharem com a rede em funcionamento. Argumenta que a EDM está a implementar um software que identifica redes de distribuição e seus possíveis problemas nas diferentes linhas e postos de transformação. A partir do momento em que esse novo recurso estiver em uso garante que será possível proceder a concertos que forem necessários sem prejudicar tanto os utentes.

(Emildo Sambo) 2010-10-11 06:49:00

REPÚBLICA POPULAR DA CHINA. Regime de Pequim mantém esposa de Prémio Nobel da Paz 2010 sob residência fixa


O Prémio Nobel da Paz, decidiu dedicar o galardão às “almas perdidas” durante a repressão militar que esmagou as manifestações democráticas ocorridas na Praça de Tiananmen en 1989, nas quais ele tomou parte. A par das medidas acabadas de tomar contra a poetisa Liu Xi, o regime de Pequim ordenou a detenção de numerosos dissidentes para impedir que celebrassem a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo.

Maputo (Canalmoz) - A poetisa Liu Xia, esposa do dissidente chinês, Liu Xiaobo, a quem foi atribuído o Premio Nobel da Paz, edição de 2010, encontra-se confinada ao seu apartamento em Pequim, próximo do Museu Militar e da antiga sede da televisão estatal, CCTV. Embora a polícia chinesa tivesse autorizado Liu Xia a visitar o marido, que se encontra a cumprir uma pena de 11 anos de cadeia por advogar a instituição de um regime democrático na China, as autoridades voltaram a mantê-la sob residência fixa para assim impedir que contactasse jornalistas ou se reunisse com amigos.
O regime chinês proibiu os órgãos de comunicação social de noticiarem a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo. A esposa do dissidente chinês conseguiu transmitir uma mensagem através do sistema Twitter, informando que a polícia do regime de Pequim a tinha colocado sob prisão domiciliária no dia 8 do corrente, acrescentando que estava impossibilitada de fazer ou receber chamadas através do telemóvel.
Entretanto, diversas organizações de direitos humanos informam que Liu Xiaobo, ao tomar conhecimento de que lhe haviam atribuído o Prémio Nobel da Paz, decidiu dedicar o galardão às “almas perdidas” durante a repressão militar que esmagou as manifestações democráticas ocorridas na Praça de Tiananmen en 1989, nas quais ele tomou parte.
A par das medidas acabadas de tomar contra a poetisa Liu Xi, o regime de Pequim ordenou a detenção de numerosos dissidentes para impedir que celebrassem a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo. Tal como o regime oligárquico de Havana, que se insurgiu contra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Mario Vargas Llosa, Pequim teceu duras críticas ao Instituto Nobel norueguês por “premiar um criminoso”.
Para opróbrio do regime chinês, Liu Xiaobo une-se a outros prémios Nobel chineses designados pelo governo de Pequim como “inimigos do Estado”, tais como o Dalai Lama, considerado como “terrorista” por lutar pela independência do Tibete, e o escritor exilado em Franca, Gao Xingjian, cujas obras estão proibidas na República Popular da China. (Redacção)

2010-10-12 06:46:00

CUBA. Regime de Havana insurge-se contra atribuição de Prémio Nobel a Vargas Llosa


Pretoria (Canalmoz) - A atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao escritor peruano, Mário Vargas Llosa, suscitou a ira do regime cubano. Através do seu órgão oficioso, «Granma» (diminutivo de “grandmother”), o regime considera o vencedor do galardão instituído pela Academia Sueca de “reaccionário” por alegadamente “não existir causa indigna na América Latina que Vargas Llosa não deixou de apoiar e aplaudir”. Numa nota intitulada, "Nobel da literatura, Antinobel da ética", o «Granma», ou «Avozinha», como é jocosamente descrito em meios literários, afirma que “aquilo que Vargas Llosa construiu com a escrita, tem vindo a destruir com a sua postura moral e o seu posicionamento neoliberal”.
A reacção do regime oligárquico de Havana prende-se com o facto de Mário Vargas Llosa ter, em 1971, rompido com o sistema imposto em Cuba. Em carta endereçada a Haydée Santamaría, directora da Casa das Américas em Havana, Vargas Llosa criticou asperamente as medidas tomadas pelo regime dos Castro-Ruz contra intelectuais nacionais e estrangeiros, afirmando que “esse não é o socialismo que quero para o meu país”.
A missiva de Mário Vargas Llosa surgiu na esteira da repressão movida contra inúmeros escritores e artistas cubanos e estrangeiros. As obras de Jean Paul Sartre, Eugene Ionesco, Jorge Luis Borges, Jean Genet e Samuel Beckett, entre outras figuras internacionais, desapareceram das livrarias e bibliotecas cubanas, e nunca mais foram publicados pelo chamado “Instituto Nacional do Livro e do Disco” cubano e por outras editoras, todas elas propriedade do governo. Entre os cubanos, José Lezama Lima, Virgilio Piñera, Anton Arrufat, Reinaldo Arenas e muitos outros foram duramente censurados pelo regime. Arenas foi encarcerado, tal como já havia sido o poeta Heberto Padilla. Centenares de artistas de teatro e artistas plásticos e inclusivamente músicos foram despedidos por revelarem "debilidades ideológicas".

(Redacção) 2010-10-11 07:09:00

PORTUGAL. Novo livro de José Rodrigues dos Santos é lançado na próxima semana


O massacre de Wiriamu, na província de Tete, é um dos temas tratados no romance do jornalista luso

Maputo (Canalmoz) - Será lançado em Lisboa na próxima semana o livro, “O Anjo Branco”, de autoria do apresentador da RTP, José Rodrigues dos Santos. Trata-se de um romance que recorda a guerra colonial em Moçambique, incluindo o massacre de Wiriamu, perpetrado por uma unidade da 6ª Companhia de Comandos das Forças Armadas Portuguesas.
O autor, que é natural de Moçambique, faz referência ao trabalho que o pai levou a cabo em Tete como médico responsável pelo Serviço Médico Aéreo, prestando assistência às populações das zonas rurais daquela província. Foi na qualidade de médico que o pai de José Rodrigues dos Santos, o Dr. Paz, elaborou um relatório sobre o massacre de Wiriamu.
O massacre foi igualmente investigado por Jorge Jardim que se serviu da ocorrência para um ajuste de contas com o comandante da Zona Operacional de Tete (ZOT), Brigadeiro Armindo Videira, igualmente governador do então distrito de Tete. Videira viria a ser destituído do cargo, em virtude do teor do relatório de Jardim apresentado a Marcelo Caetano em Lisboa. Não obstante ter apurado as circunstâncias do massacre, pondo em cheque importantes sectores das Forças Armadas Portuguesas, Jardim accionaria meios para incriminar dois padres católicos que, numa igreja na cidade da Beira, haviam denunciado em homilia por ocasião do dia mundial da paz, atrocidades das tropas coloniais, por sinal também ocorridas em Tete, designadamente em Mucumbura. Este episódio ficou conhecido como o “Caso dos Padres do Macuti”. (Redacção)

2010-10-15 08:00:00

Governo chinês impede diplomatas europeus de visitar mulher do prisioneiro Nobel da Paz


Maputo (Canalmoz) - O primeiro secretário para os assuntos políticos da União Europeia (UE) na China, Simon Sharpe, é citado pela imprensa a explicar que pretendia visitar a esposa do Prémio Nobel da Paz 2010, com uma delegação por si liderada, e de que fariam parte diplomatas de dez embaixadas europeias, entre os quais representantes da Suíça, Suécia, Polónia, Hungria, República Checa, Bélgica, Itália e Austrália mas foram impedidos de se aproximar de Liu Xia.
O objectivo da visita era entregar uma carta de felicitações em nome de Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, mas o contacto foi impedido pelo regime de Pequim.
Em paralelo, quatro especialistas da ONU exortaram hoje Pequim a libertar "imediatamente" o dissidente chinês Liu Xiaobo, detido pelas suas convicções democráticas e laureado sexta-feira com o Nobel da Paz 2010.
Os signatários do apelo são o relator para a liberdade de opinião e expressão, Franck La Rue, o relator-presidente do grupo de trabalho sobre a detenção arbitrária, El Hadji Malick Sow, a relatora sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Margaret Sekaggya, e a relatora sobre a independência dos juízes e advogados, Gabriela Knaul.
O Nobel da Paz 2010 foi atribuído na sexta-feira a Liu Xiaobo, de 54 anos, “pelos esforços prolongados e não violentos em favor dos direitos humanos na China”, lê-se num comunicado da comissão de Nobel divulgado pela imprensa.
Liu Xiaobo cumpre uma pena de 11 anos de prisão desde 2008, após ter participado na redacção da “Carta 08”, um texto que reivindica uma China democrática.

(Redacção) 2010-10-12 06:41:00

ZIMBABWE. Fazendas confiscadas a privados usadas para caça furtiva


Pretoria (Canalmoz) - Influentes membros da ZANU-PF estão envolvidos em actividades de caça furtiva em antigas fazendas confiscadas pelo regime de Robert Mugabe a privados no âmbito da política de reforma agrária posta em prática a partir do ano de 2000. Jocelyn Chiwenga, esposa do comandante do exército zimbabweano, ZNA, e Khembo Mohadi, ministro do interior, figuram entre os nomes de indivíduos por detrás de um lucrativo negócio de abate de espécies proibidas, incluindo rinocerontes e elefantes.
De acordo com o semanário Mail & Guardian, que se publica em Joanesburgo, os zimbabueanos implicados em tais actividades têm ligações a um grupo de fazendeiros da Província do Limpopo, na África do Sul, a contas com a justiça sul-africana por abate de rinocerontes.
A fonte refere que os chamados veteranos da luta armada do Zimbabwe, activistas da ZANU-PF e agentes dos serviços de segurança, CIO (Central Intelligence Organization), operam em antigas fazendas privadas situadas em diversas áreas do país, que se estendem de Victoria Falls a Beitbridge. Para além da venda de peles, pontas de elefante e de rinoceronte, a caça furtiva serve ainda para alimentar membros e apoiantes do partido ZANU-PF. Nos princípios do corrente mês, foram abatidos três elefantes e três búfalos em Gokwe, na zona oeste do país e que serviu de palco a um comício daquela formação política para assinalar o lançamento do Banco de Desenvolvimento de mulheres empresarias.

(Redacção) 2010-10-14 06:05:00

Desmobilizados de guerra já anunciaram as manifestações ao município de Maputo


A carta a informar as autoridades da realização das manifestações pacíficas dos desmobilizados já foi depositada no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, na terça-feira última, pelo líder do Fórum dos Desmobilizados, Hermínio Dos Santos, acompanhado por seus colegas. A marcha irá ter início às 09h00, do dia 22 do mês corrente, tendo como ponto de partida a estátua de Eduardo Mondlane ao Alto Maé. Irá terminar no Parque de Manutenção António Ripinga, na baixa da cidade.

Maputo (Canalmoz) - Os desmobilizados de guerra reafirmam que as manifestações pacíficas irão decorrer no próximo dia 22 de Outubro corrente. Só o pagamento de uma pensão mensal cujo valor mínimo são 12 mil meticais, a cada um dos cerca de 5 mil desmobilizados, poderá adiar a realização da mega manifestação. As garantias foram dadas pelo líder do grupo, Hermínio dos Santos, em entrevista do Canalmoz.
A carta de anúncio da realização das manifestações pacíficas dos desmobilizados foi depositada no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, na terça-feira última, pelo líder do Fórum dos Desmobilizados, Hermínio Dos Santos, acompanhado por seus colegas.
A marcha irá iniciar às 09 horas da manhã, do dia 22 do presente mês, tendo como ponto de partida a estátua de Eduardo Mondlane e irá desaguar no parque de manutenção António Ripinga, na baixa da cidade.
Para Hermínio dos Santos, a escolha da estátua de Eduardo Mondlane como local de partida tem uma razão especial, alegadamente porque Eduardo Mondlane “representa o símbolo da luta e heroicidade”, e os desmobilizados “inspiram-se nas suas ideologias para poder continuar a lutar pelos seus direitos que estão a ser infligidos pelo Governo da Frelimo”.
Nas restantes províncias do país, os respectivos delegados provinciais do Fórum dos Desmobilizados já submeteram às autoridades, os documentos de aviso sobre a realização de manifestações paralelas no mesmo dia.

Pagamento de pensão
Segundo Dos Santos, a pensão deverá ser repartida da seguinte maneira: 12 mil para desmobilizados rasos, 25 mil para os sargentos, 35 mil para os alferes e 90 mil meticais para tenentes-coronéis, disse Hermínio dos Santos ao Canalmoz.
Para Hermínio Dos Santos, “não se justifica que um deputado e outros dirigentes que não lutaram pela paz no país, estejam a receber muito dinheiro e ainda com regalias, em detrimento dos desmobilizados, que nem tem o que comer ou mesmo garantir estudos para os seus filhos”.
Recorde-se que o Governo teria prometido quatro (4) milhões de meticais aos desmobilizados na tentativa de os aliciar para não levarem a cabo as manifestações, valor este considerado insuficiente para responder às necessidades dos desmobilizados, razão pela qual estes decidiram marchar como era sua intenção desde que Hermínio dos Santos foi preso na sua residência, julgado posteriormente e consequentemente absolvido por falta de provas do que as autoridades quiseram acusá-lo.

“Não vamos tolerar abusos das autoridades”
A uma semana da realização das manifestações marcadas para dia 22 do corrente mês, os desmobilizados reiteram que não aceitarão qualquer tipo de intimidação de qualquer que seja a autoridade do país, sob pena de eles (os desmobilizados) se revoltarem, recorrendo à força e outros meios, caso seja necessário.
“Não aceitaremos qualquer tipo de intimidação de qualquer que seja a autoridade. Se isso acontecer, a revolta será de tal maneira que usaremos o que for necessário para nos defendermos”, disse Hermínio dos Santos.

Não estamos contra a Frelimo, mas sim contra as pessoas
Hermínio dos Santos referiu ainda que estas manifestações são levadas a cabo, mas que os desmobilizados não estão contra a própria Frelimo como partido, mas sim contra as pessoas que compõe esse partido. A fonte acredita que no seio da Frelimo existem pessoas que estão preocupadas com a situação dos desmobilizados, mas que nada podem fazer porque “o partido está nas mãos de alguns tiranos”.
Hermínio disse ainda que estas manifestações serão também para demonstrar ao país inteiro que os desmobilizados não concordam com os actuais moldes de governação de pessoas que estão a enriquecer à custa do povo, disse a concluir Hermínio dos Santos.

(António Frades) 2010-10-14 06:15:00

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cervejas de Moçambique vai produzir bebida com base na mandioca


Maputo (Canalmoz) - A CDM – Cervejas de Moçambique vai lançar, dentro de um ano, uma nova marca de cerveja nacional, produzida com base na mandioca, no âmbito de iniciativas que visam a redução dos encargos decorrentes da importação de matérias-primas, segundo revelou, quinta-feira passada, em Maputo, o director-geral da empresa, num encontro de confraternização com a imprensa.
Grant Liversage, que se dirigia a directores, editores e chefes de redacção dos órgãos de comunicação social, baseados na capital do país, referiu que, no prosseguimento deste projecto, a cervejeira nacional está já a identificar produtores, com capacidade para fornecer esta matéria-prima em grandes quantidades, particularmente nas províncias de Nampula, Zambézia e Inhambane.
“Quando se desenhou este projecto, fez-se uma análise sobre a situação, em colaboração com o Instituto de Investigação Agrária, do Ministério da Agricultura, tendo-se concluído existirem, no país, culturas de mandioca em quantidades suficientes”, explicou Liversage.
A produção de cerveja utiliza tradicionalmente não só maltes e lúpulos, mas também pó de amido que pode ser extraído da mandioca.
Ainda no referido briefing com a imprensa, foi também apresentado aos participantes uma nova linha de produtos, lançados recentemente no mercado, pela Cervejas de Moçambique, nomeadamente a água mineralizada “Equilíbrio”, a bebida tradicional “Xibuco” (também conhecida como cerveja de sorgo), o “Maheu”, a nova “Redds Dry”, a Laurentina clara mais apurada, em garrafas pequenas e a nova embalagem da 2M.

(Redacção) 2010-10-11 06:33:00

Descoberto ouro, prata e cobre em Tete


Maputo (Canalmoz) - As prospecções iniciais efectuadas no “Projecto Rei Salomão”, na província de Tete, no noroeste de Moçambique, permitiram concluir que existem “quantidades significativas de cobre, ouro e prata” por explorar.
A informação foi tornada publica sexta-feira última no Canada pela empresa African Queen Mines, em Vancouver.
Segundo a African Queen Mines os furos de prospecção permitiram confirmar a ocorrência, no solo, de importantes depósitos minerais.
A African Queen Mines está neste projecto em parceria com a empresa suíça Opti Metal Trading Ltd.
A empresa canadiana tem concessões para a exploração de ouro, em Moçambique, Quénia e Gana. Também tem concessões de diamantes no Botswana e na Namíbia.

domingo, 10 de outubro de 2010

Instalações do Gabinete de gestão do Uíge em estado de abandono


Domingo, 10 Outubro 2010 17:25

Lisboa - O gabinete Técnico de Gestão dos Programas dos Investimentos Públicos (GTGPIP) da Província do Uíge encontra-se numa aparente situação de paralisação. As suas instalações localizada nas imediações da antiga fabrica de refrigerantes Bangola do norte estão inactivas e cheias de capim (que cresceu). O seu coordenador Pedro Luis da Fonseca não é igualmente visto na província.

Fonte: Club-k.net

O GTGPIP é uma estrutura criada pelo Presidente José Eduardo dos Santos para as províncias que na altura estavam a ser dirigidas por governadores provenientes da UNITA, a luz dos acordos de Lusaka. A criação desta estrutura produziu desconfianças de que serviriam para actuar com o estrutura sombra destinada a anular eventuais protagonismo dos governadores do partido de Jonas Savimbi.

Em províncias como Kuando Kubambo, Uige e Lunda, o GTGPIP tinha a missão de ter sob sua alçada as obras de construção. Tem o seu próprio orçamento e os investimentos para as províncias passam igualmente por este gabinete de iniciativa presidencial.

Ao tempo do consulado do Governador Mawete João Baptista, este denotada desconfortado com a situação tendo inclusive advertido ao Presidente sobre a desnecessidade da existência do referido Gabinete.

Nesta mesma província o GTGPIP foi responsável pela compra de aparelhos, viaturas para a delegação da TPA, e pela construção de algumas escolas. Foram também gastos “milhões” com a electrificação da cidade através de placas solares. Em menos de dois anos, os postos deixaram de funcionar. O actual governador Paulo Pombolo teve de ordenar a montagem de outros postos. (Foi também aprovada a minuta da Segunda Adenda ao Contrato de Empreitada para a Construção do Sistema de Transmissão de Energia Eléctrica de 220 KV Uíge-Maquela do Zombo).

A província é actualmente dirigida temporariamente por um Vice- governadore, Nazário Pedro Vilhena Bomba que responde pelo Sector de Organização e Serviços Técnicos. O governador Paulo Pombolo encontra-se a mais de três meses, em Espanha, por razões de saúde. Há informação salientando que o mesmo terá perdido a fala em conseqüência da doença que enfrenta. Perdeu a mãe a cerca de três semanas tendo ficado impossibilitado de se deslocar a Luanda.