quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Yola Semedo submetida à operação de emergência


Quinta, 09 Dezembro 2010 15:02

Luanda – A cantora angolana Yola Semedo, foi submetida à uma operação de emergência, nesta terça-feira, em Luanda, depois de passar mal, de acordo com o promotor da artista, Carlos Dias.

Fonte: Angop

Em declarações hoje à Angop, Carlos Dias disse que a interprete começou a sentir dores, tendo de seguida sido levada à clínica Meditex onde lhe foi diagnosticada apêndice, em estado avançado.

“A Yola, neste momento, encontra-se a recuperar, na clínica, e está a receber todos os cuidados, porque a doença estava em estado avançado, e não se manifestava. Em tempos ela fez alguns exames no exterior do país, mas não foi detectado nada”, explicou.

Segundo a fonte, a equipa que trabalha com a cantora teve que adiar alguns compromissos que tinha agendado para os próximos tempos, até à sua completa recuperação.

“Tivemos que cancelar todos os compromissos profissionais da Yola Semedo até ordem dos médicos que estão a tratar-lhe. Lamentamos estes transtornos, principalmente o que tínhamos agendado para dia 17 do corrente mês com a Angop”, acrescentou.

Yola Moutofa Coimbra Semedo nasceu na cidade do Lobito (Benguela) a 8 de Maio de 1978. É actualmente a artista angolana mais premiada.

Conquistou o prémio de “Voz de Ouro de África” (1995) em representação de Angola no festival organizado pela Unesco, na Bulgária. Foi considerada melhor voz feminina de Angola três vezes (2000, 2006, 2007).

Ganhou o prémio de Balada do ano (2006), melhor intérprete feminina, duas vezes (2006, 2007), diva do ano em 2007 e 2008. Conquistou a edição 2010 do Top dos Mais Queridos, uma realização da Rádio Nacional de Angola, o galardão máximo da música nacional.

Nova versão sobre a morte do Bispo do Namibe divide clero católico


Quinta, 09 Dezembro 2010 13:37

Lisboa - Uma nova versão quanto a morte do Bispo do Namibe, Dom Mateus Tomás esta a dividir o episcopado católico na região sul de Angola. A Versão que circula em meios restritos da província interliga a morte do sacerdote a uma suposta interferência que o malogrado incitou junto aos hábitos tradicionais das comunidades Nhaneca-Humbi logo após a sua tomada de posse, razão pela qual Sé citado como tendo sido “amaldiçoado”.

Fonte: Club-k.net

Sul do país enfrenta problemas de tradição

De acordo com as ocorrências, as comunidades Nhaneca-Humbi submetem as jovens em fase de puberdade a um ritual conhecido por “Mufico” ao qual o Soba da aldeia deita-se com a sua esposa numa cubata e após a secção faz recolha do seu sêmen que por sua vez é dado as meninas que estão a receber preparação para serem esposas.

Ocorrente de que o ritual estava a provocar doenças contagiosas junto daquela comunidade, o malogrado Bispo Dom Mateus insurgiu-se contra estas praticas e de seguida reuniu-se com o Padre Norberto Bula e com Vigário-Geral da Diocese do Namibe, Padre Eusébio Tchimbanda, (este tido como defensor da cultura Nhaneca-Humbi) a fim de transmitir-lhe o seu “contragosto” sobre a pratica do “mufico”. O assunto debatido nesta reunião estendeu-se aos padres do Lubango. (Estava inclusive programado um recurso ao Mambaly como saída para intimidar o Bispo a recuar da sua posição, o que não aconteceu.)

Nas últimas semanas de vida, de de Dom Mateus Tomas eram conhecidos seus desabafos junto aos que lhe eram próximos alegando que costumava a ter visões estranhas, paralelas a cenários registrados ao qual as autoridades tradicionais atribuem a um suposto amaldiçoado contra “a proibição dos costumes dos Nhaneca”

Registro das ocorrências estranhas:
- Aparecimento de duas focas de madrugada agrimando até a manhã do dia seguinte, a porta da paróquia Nossa Senhora do Rosário, a quando da primeira visita do Bispo ao Município do Tombwa. Os mamíferos foram retirados pelo Soba grande, Alberto Pedro Ramos, que as levou para parte incerta

- Surgimento de duas cobras no Bispado. O Bispo confidenciou a um padre local (nome deliberadamente ocultado) que via sempre um boi preto.

- Uma “kimbala” com fezes, foi encontrado na porta da Diocese local

No dia da tragédia em que a sua viatura se embateu contra um animal provocando a sua morte, o Bispo Católico segundo depoimento que as autoridades colheram de uma menina de 9 anos que se fazia transportar na viatura, teria gritado que estava a ver um boi na sua frente que terá cortado a estrada a correr. Entretanto, a jovem testemunha quando inquirida revelou não ter visto nenhum animal. As autoridades conhecedora da área que liga Huambo-Chongori onde ocorreu acidente alegam que a zona não é habitada por bois.

A rapariga que viajava com o Bispo e mais dois padres, foi a única sobrevivente do acidente. A viatura capotou, o leptop do sacerdote e o seu telemóvel ficaram embatidos como se tivessem sido esmagados por um elefante.

De referir que durante a partida para Luanda, a viatura do sacerdote rebentou duas rodas e de regresso de Luanda, um grupo de sacerdotes aparentemente pressentindo alguma anomalia evitou viajar com os três padres que também se encontravam em Luanda, viajando em paralelo.

O comportamento de individualidades do clero após a morte do Bispo deu azo a comentários segundo as quais a Igreja Católica na região sul teria sido invadida pelo tribalismo e o regionalismo.

Anotações de indicadores dos comportamentos paranormais:
- O Vigário Episcopal é citado como tendo transmitido ao Bispo Dom Mateus Tomas, antes de partir para a Assembléia da CEAST no Huambo, que a província do Namibe não necessita de um Umbundu para vir como Bispo.

- Um dos Padres do Lubango, por sinal candidato a Bispo sucessor de Dom Mateus Tomas, quando comunicado pelo padre do Namibe, a cerca da morte do bispo, este julgando que tratava-se da pessoa de Dom Gabriel Mbilingui, demonstrou sinais que contrariam o sentimento de pesar. Quando interrogado das razões da sua indiferença, disse que pensou que fosse o Bispo do Lubango, porque “tem muita mania de viajar de carro”.

- O Vigário-Geral da diocese do Namibe, Eusébio Tchimbanda que se incompatibilizou com o malogrado sacerdote por causa da proibição dos rituais da comunidade Nhaneca-Humbi, abdicou-se participar no funeral do Bispo Dom Mateus Tomas. Na missa do sétimo dia, presidida pelo Bispo de Cabinda Dom Filomeno Vieira Dias, o Vigário, recusou sentar-se na cadeira reservada junto ao co-celebrante Dom Gabriel Mbingui tendo em plena missa negado o convite de Dom Filomeno Vieira Dias.

- No Cunene, o bispo da Diocese de Ondjiva, Dom Guimarães Kevano, é referenciado como estando a fazer apologia segundo a qual os bispados na província do Kuando Kubango e a Lunda-Sul deveriam ser geridas por bispos oriundos da cultura Kwanhama (Os hábitos tradicionais destas duas culturas estendem-se até a estas duas províncias). A Lunda Sul, por razões vacante, é ainda administrada apostolicamente por Dom Manuel Imbamba.

O problema das “visões de cobras e bois” que assombra o clero católico na região sul do país esta a estender-se em sectores políticos sobretudo a figuras que se incompatibilizam ou que foram entendidas como desrespeitadoras de certas normas tradicionais. O Governador provincial do Bié, Boavida Neto, pediu que fosse transferido para outra província sob alegação de estar a "ver cobras". Deixou de pernoitar no palácio passando a dormir no Bispado, num quarto vizinho ao do Bispo local.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jornalista do Club-k atacado em Luanda


Quarta, 08 Dezembro 2010 12:36

Lisboa - O correspondente oficial do Club-K em, Luanda, Lucas Pedro, foi na madrugada de hoje atacado e, ameaçado de morte, à 100 metros do seu domicílio, por três elementos (mascarados) armados até aos dentes quando regressava de uma das unidades hospitalar, na capital angolana.

Fonte: Club-k.net

Agressores disseram que é para aprender a não se meter com os grandes

Tudo aconteceu, segundo o jornalista, – que também viu o seu carro (na foto) de marca Toyota Carina E, a ser vandalizado pelos bandidos –, quando foi interpelado por uma viatura de marca Toyota Tundra, cor cinzenta, sem placa de matricúla, onde rapidamente desceram os ‘paus mandados’ (agressores) armados – à estilo gringo – apontando-lhe duas armas de fogo tipo AK e pistola, à cabeça. “Não percebi absolutamente nada”, disse o jornalista.

Sem oferecer qualquer tipo resistência, o também porta-voz da Fundação 27 de Maio, entregou-se a ‘bel prazer’ dos actores. “Lembro-me ter visto a mesma viatura, a perseguir a partir do bairro Zango, município de Viana. Como condutor achei normal, porque estavamos todos dirigir-se na mesma direcção”, contou.

Já próximo da sua residência, no bairro Boa Esperança, município de Viana, os agressores, com uma manobra perigosa, interpelaram o jornalista. “Fui brutalmente retirado do carro pelos agressores, e começaram a sovar-me”, garantiu, recordando que um dos elementos, por ironia, disse-lhe num tom de gozo: “É para aprender a não se meter com os grandes”.

Dez minutos depois do sucedido, o jornalista dirigiu-se (por voltas das três horas) até a esquadra móvel, da polícia nacional – localizado no mesmo bairro junto ao campo olímpico –, para registar a ocorrência, mas como o azar não vem só, este encontrou simplesmente a ‘roulotte’ abandonado sem agentes. Será que foram tirar uma soneca?

O acto – de acordo com a vítima – não passou de um simples recado dos assustadores, numa altura em que, a Fundação 27 de Maio pretende, nos próximos dias, lançar mais uma obra literária “Comandante Nito Alves - A última vítima do MPLA no século XX”, onde – segundo fontes seguras – é um dos presumíveis autores. “Recentemente fui entrevistado pela Rádio Despertar, na qualidade de porta-voz da Fundação, para falar da obra. E fiz-o com muito gosto”, realçou.

Entretanto, a nossa fonte lembrou que não é a primeira vez que passa por uma situação de género. “Há mais de seis anos, ainda como jornalista do jornal ACTUAL, fui agredido por, elementos desconhecidos, ter denunciado os maltratos e violações da polícia da 1ª divisão da 4ª esquadra às prostitutas”, recordou.

É de salientar que, num perimetro de três meses, este município tornou-se um palco de ataques contra os profissionais de comunicação social, dentre eles os profissionais da Rádio Comercial Despertar nomeadamente, Alberto Chakussanga (morto com um tiro nas costas) e António Manuel da Silva “Jójo” (apunhalado por indivíduos até hoje desconhecidos), agora foi a vez de Lucas Pedro, que além de ser correspondente do CLUB-K, em Angola, é também colaborador permanente do jornal Terra Angolana.

Paulo Julião e Amilcar Xavier abandonam TV Zimbo


Quarta, 08 Dezembro 2010 23:57

Lisboa - O sub-director adjunto de informação da TV Zimbo, Paulo Julião apresentou, na passada segunda feira, ao PCA da Media Nova, João Van-dunem, uma carta de demissão tendo de seguida se dirigido a redacção daquela estação de televisão para se despedir-se dos colegas.

Fonte: Club-k.net

João Van-dunem afunda TV do general "Kopelipa"

Paulo Julião é reconhecido como um profissional competente ao lado de Amilcar Xavier que a menos de 10 dias anunciou formalmente a sua retirada dos quadros da TV Zimbo. O pedido de demissão de Paulo Julião (e a saída de Amilcar Xavier) esta relacionada a um suposto ambiente de injustiças ou de correntes internas que se observa naquela estação de televisão privada. Um dos elementos identificados como promotor de discórdias internas é Herculano Coroado, que se faz passar por mandatário do PCA junto a redacção.

É ainda desconhecida a figura que ira substituir, Paulo Julião , desde já uma veterana jornalista Carla Castro terá indicação para ser editora embora prejudicada pelas ondas de reclamações segundo qual tem adoptado atitude tendente a interferir no trabalho dos editores. A mesma é alistada a uma corrente opositora a Amilcar Xavier junto com Herculano Coroado, Sílvio Capuepue e Rossana Miranda.

As previsões apontam que a saída de Paulo e Amilcar poderá encorajar a deserção de jovens jornalistas que se inspiram nos mesmos como é o caso de jovens da linha de Paulo Duda e Emanuel da Mata.

Os problemas na TV Zimbo começaram a vir a publico depois de uma onda de afastamentos por influencia da crise financeira que a empresa enfrenta. Foram escolhidos os melhores profissionais para ficaram abraçando a contra proposta de manterem –se nos seus postos mas com salários reduzidos a 50%.

Os jornalistas e editores, Cláudio Tito, Carlos César, Eduardo Liberal, Cláudio Mutendo referenciados como que “trabalham muito”, viram os seus salários a serem cortados. O facto de elementos da “corrente”, de Herculano Coroado terem os seus ordenados inalterados levanta internamente, suspeitas da existência de “injustiça laboral”.

Há também pareceres que indicam que TV Zimbo poderá afundar por causa da pessoa do PCA, João Van-dunem que pouco entende de gestão de jornalismo televisivo. O DG Filipe Correia de Sá é visto num papel decorativo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Avião angolano aterra de emergência e bombeiros de Almada encontram peças na rua. Partes de fuselagem encontradas em Almada



06.12.2010 - 14:11 Por Marisa Soares
Um avião da companhia aérea angolana TAAG, que partiu do aeroporto de Lisboa às 11h11 com destino a Luanda, foi forçado a regressar à Portela por problemas técnicos. Pelo caminho, terá deixado cair em Almada alguns pedaços metálicos da fuselagem, que atingiram um veículo mas não terão causado feridos.
“O avião levantou voo do aeroporto da Portela e voltou pouco tempo depois, por volta das 11h30, para fazer uma aterragem de emergência devido a um problema técnico”, confirma o porta-voz da ANA, Rui Oliveira. A mesma fonte adiantou que a aterragem decorreu normalmente e que não houve problemas com os passageiros, mas não confirma que os pedaços encontrados esta manhã nas ruas de Almada pertençam ao aparelho.

O alerta foi dado ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal por volta do meio-dia. De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, as peças atingiram um carro que estava estacionado na Rua Lourenço Pires de Távora. “Foi encontrado um pedaço de fuselagem, com cinco centímetros de largura e 10 a 15 centímetros de altura, e partiu o vidro traseiro do carro, que estava vazio no momento”, explica o comandante.

O veículo, um Opel cinzento que estava estacionado entre outros carros, foi já retirado do local e está agora estacionado no parque da PSP de Almada. Fonte desta polícia explicou que "o proprietário deve agora apresentar queixa contra terceiros pelos danos causados".

Foram encontradas outras peças com a mesma dimensão, na mesma rua e em outros pontos da cidade, nomeadamente na Avenida D. Afonso Henriques, que fica ali perto. No local, estiveram os bombeiros de Almada e de Cacilhas a inspeccionar a zona. "Caiu também uma peça em cima do telhado de um prédio, mas não deve ter causado um grande estrago", disse o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almada.

A investigação está agora a cargo do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves. “Temos uma equipa a dirigir-se para o aeroporto para averiguar o estado do avião e iremos posteriormente para Almada para confirmar se as peças pertencem a esse aparelho”, disse ao PÚBLICO o tenente coronel Fernando dos Reis, responsável pelo organismo.

De acordo com a SIC Notícias, a queda das peças do avião feriu duas pessoas e danificou dez carros. No entanto, até às 14h30, ninguém tinha dado entrada no Hospital Garcia de Horta com ferimentos causados pelo incidente. Fonte do CDOS de Setúbal disse ao PÚBLICO que "se houve feridos, não foram transportados de ambulância". O comandante Vítor Espírito Santo garante também que não tem conhecimento de mais do que um carro danificado pelas peças caídas do avião.

A TAAG Angolan Airlines integra a “lista negra” das companhias aéreas interditas na União Europeia, mas faz parte de um pequeno conjunto de dez transportadoras que estão autorizadas a operar dentro do espaço comunitário, condicionadas a rigorosas restrições de exploração.


Partes de fuselagem caíram em Almada
TAAG assume “eventuais” consequências da avaria do avião que aterrou de emergência em Lisboa

06.12.2010 - 17:55 Por Lusa, PÚBLICO
A TAAG - Linhas Aéreas de Angola vai assumir as “eventuais consequências” de uma avaria técnica que obrigou, hoje de manhã, um avião a aterrar de emergência em Lisboa, disse o delegado da operadora angolana em Portugal.


Em comunicado citado pela Lusa, o delegado da TAAG em Portugal, Virgílio Costa, afirma que a empresa “está a recolher informações sobre eventuais consequências resultantes deste incidente assumindo, desde já, a protecção de tais consequências”.

Um Boeing 777 com 125 passageiros a bordo aterrou hoje de emergência no Aeroporto de Lisboa, pouco depois de ter descolado, devido a uma avaria técnica. Durante a manhã de hoje, caíram diversas pequenas peças de avião em vários pontos de Almada, provocando danos materiais em, pelo menos, um veículo estacionado na rua.

Sem confirmar que as peças eram provenientes do Boeing 777, fonte da TAAG disse que “decorrendo dos inquéritos que estão a ser feitos e provando-se que as peças resultam do mesmo avião, obviamente que a TAAG assume as responsabilidades”. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, um organismo tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, está já a proceder às investigações.

De acordo com o delegado da operadora angolana, o equipamento tem três anos de idade e aterrou de emergência “com toda a normalidade” às 11h31, 20 minutos após ter descolado de Lisboa (11h11), depois de o “comandante do avião ter sentido uma vibração no reactor direito”.

Os 125 passageiros que seguiam a bordo "não se chegaram a aperceber de qualquer anormalidade" e aguardam agora em hotéis de Lisboa um novo voo para Luanda que, segundo a mesma fonte, deixa o Aeroporto da Portela amanhã às 10h00.

A Comissão Europeia autorizou em Março a companhia aérea angolana a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia “sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas”. O único destino europeu autorizado até essa altura à TAAG era Lisboa, “apenas com certos aparelhos e segundo condições muito estritas”.

Todas as transportadoras angolanas continuam na lista negra europeia de companhias proibidas de voar no espaço aéreo da UE, mas as restrições impostas à TAAG foram “parcialmente levantadas sob determinadas condições”.

Prédio da Cuca: Regime atribui culpas a escavações da obra do mercado do Kinaxixi


Segunda, 06 Dezembro 2010 08:42

Luanda - De acordo com a angop, que ate ontem não noticiava o assunto, uma equipa técnica, composta por especialistas em arquitectura do Governo Provincial de Luanda (GPL) e do Laboratório Nacional de Engenharia do Ministério das Obras Publicas e Urbanismo vai hoje, segunda-feira, proceder a avaliação da existência de fissuras, no conhecido prédio da Cuca, no município da Ingombota.

Fonte: Angop

Equipa técnica avalia estado físico do prédio

Em declarações à Angop, o porta-voz do GPL, Ladislau Silva, disse que apesar de um certo pânico, por parte dos moradores, devido a uma alegada inseguraça nas estruturas físicas do edifício, ainda não se tomou qualquer medida de evacuação.

De acordo com o responsável, caso seja verificada qualquer fissura nas estruturas físicas do edifico, o Governo Provincial de Luanda vai tomar medidas urgentes, no sentido de salvaguardar a segurança dos seus moradores.

Entretanto, o porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, desmistificou a existência de um lençol freático debaixo do edifício, acrescentando que o desmoronamento de terra, que se verificou na zona, na tarde de domingo, deve-se as escavações da obra de construção na zona do ex-mercado do Kinaxixi.

De recordar que devido ao clima de pânico, por parte dos moradores, responsáveis do GPL e do SNPCB estiveram, na noite de domingo, no local.

No edifício, com cerca de 12 andares existem 106 apartamentos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Modelo Karina Silva agredida em Portugal


Terça, 30 Novembro 2010 23:30

Londres - A modelo angolana Karina Silva, foi recentemente agredida, a porta de casa, por elementos não identificados, que a interceptaram num edifício em Lisboa, onde a mesma esta a residir temporariamente.

Fonte: Club-k.net

Inveja leva jovens enveredar pela cobardia

Os elementos aproximaram-se a modelo perguntando apenas “desculpa tu es a Karina?”, a mesma respondeu que sim e estes disseram que queriam falar com ela. A modelo retorquio que estava ocupada/apressada e em reacção, os agressores a ofenderam de forma arrogante interrogando-se: “apreçada sua p.. de merda, vem ca, achas que podes ser melhor que a nossa irmã?”.

Os agressores aparentemente angolanos, voltaram a perguntar de forma arrogante as seguintes palavras “porque tem que ser sempre tu a melhor, vou já acabar com esta merda veeemm ca P...”

Karina conta que “só senti o corpo a doer e a cara a arder. Só deu tempo de entrar no prédio”. Tudo que tinha em mão como carteira acabou por deixar por baixo do prédio assolada pelo medo. Retomou mais tarde os seus pertences no momento em que desceu com a senhora que cuida do seu filho.

Esta segunda feira a mesma denotando sinal de recuperação deixou uma mensagem no seu facebook, com o seguinte dizer: “o senhor esta a operar em mim e já estou curada em nome do senhor Jesus Cristo.eu sou uma bênção de Deus”.

Natural de Benguela, Karina Silva, de 25 anos de idade é uma das mais renomadas modelo angolana com projeção internacional. Começou a desenvolver o gosto pela moda na África do Sul onde estudou. Em Angola tem se destacado como empresaria através da sua agencia de modelos e de outros trabalhos da égide do mundo da moda.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

“Caso Nerika” arrastado para o Tribunal Supremo


Terça, 30 Novembro 2010 01:04

Lisboa - O dossiê da sentença de Nerika Ferreira Pires da Conceição Loureiro, a jovem acusada de ter assassinato o esposo Lopo Loureiro encontra-se no tribunal supremo por efeito de um apelo de recurso (da sua defesa) sob alegação de que a mesma padecia de insanidade.

Fonte: Club-k.net

Devido a alegada insanidade mental
O estado de sanidade de Nerika foi objecto de três estudo em diferentes fóruns profissionais, reconsiderados pela sua idoneidade. O primeiro exame foi feito a 12 de Maio na Clinica da Sagrada Esperança (CSE) em Luanda por um medico cardiologista, Antonio Capita que concluiu que o “cérebro e o tronco não apresenta alterações”. Neste mesmo dia foi também vista por um especialista em neurologia, Victor Dorogovtsev que lhe passou um relatório declarando “EEG anormal” e “sinais de actividade epileptifone”.

Cinco dias depois de ter sido vista na CSE, Nerika Lourenço voltou a ser vista no Hospital da Psiquiatria de Luanda por uma equipa de três médicos constituídos por Natalia de Espírito Santos, Antonia M Sousa e Mariquinha de Oliveira. A equipa concluiu que a argüida “não sofre de qualquer doença mental” tendo mesmo adiantando que “pode assumir as suas responsabilidades que lhe forem atribuídas”.

De todos os exames, o que terá dado sustento a tese que põem em causa a sanidade mental de Nerika Loureiro foi, um feito no Departamento dos Serviços prisionais, a 26 de Maio e que teve como perito forense, um medico psiquiatra Rui Pires da Encarnação. O exame foi feito com recurso a três entrevistas dadas pelos familiares (pai, mãe e um cunhado). Ao longo do depoimento, Nerika revelou ao medico que não se recordava de nada. Disse que lembra-se apenas que o seu malogrado esposo teria pegado a filha de três anos para ir dar banho e de repente a mesma sentiu que o esposo ria-se dela e a filha menor tinha as mãos nos órgãos genitais do pai. Alega que já não se lembra de nada e que veio a saber por terceiros que o esposo estava morto. Teria dito também que nos últimos dias sentia-se tensa e achava que todo mundo falava mal de si tanto no trabalho como nas lojas por onde passou em Portugal.

No relatório que apresentou, o perito forense considerou que a mesma presentava “desatenção, parcial orientação no tempo e espaço, alem de Estado mental alterado”. O psicólogo Rui Pires concluiu ainda que devido a “perturbação mental grave, era ao tempo da acção, totalmente incapaz de entender o caracter ilícito do facto ou determinar de acordo com esse entendimento”.

Os familiares da mesma também estão convencidos que Nerika andava com alguma “alteração mental”. Alegaram ao médico Rui Pires, que um grupo de prisioneiras as reportou que na prisão de Viana, a argüida apresentava comportamentos paranormais consubstanciado em desejos ou pretensão de acarinhar os seios das outras colegas.

Nas ultimas semanas manifestou “forte” desejo de ver o filho mais novo. A vontade que manifesta em ver os filhos coincide ou calha numa altura em que a defesa por parte do malogrado país dos filhos de Nerika conseguiu um consenso que permite os “pequenos” a estarem alguns dias com a família de Lolo Lourenço.

Nerika é defendida por um advogado angolano Sergio Raimundo, com créditos firmados no mercado judicial. Por parte dos familiares de Lolo, tem uma advogada Paula Godinho. O processo é acompanhado por um juiz do tribunal provincial de Luanda, Manuel Antonio Morais.

O “Caso Nerika” abalou a cidade de Luanda desde o passado dia 1 de Abril quando a jovem Nerika provocou a morte do marido com mais de dez golpes de tesoura e faca nas regiões do pescoço, tórax, e abdômen. A autora do crime formou-se em direito em Portugal e no regresso a Angola passou a trabalhar para a SONAIR, empresa filiada a SONANGOL. Já o malogrado esposo, Lopo Loureiro, igualmente formado em terras Lusas, era funcionário do Banco de Comércio e Indústria (BCI). Era um jovem muito calmo, conforme uma discrição em meios familiares.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Primeira-dama no Brasil. Ana Paula eleva a imagem da mulher angolana


A primeira-dama, Ana Paula dos Santos, esposa do Presidente da República, pese a imagem degradante da maioria dos governantes angolanos, continua a conquistar a admiração de alguns sectores da comunidade internacional.

Folha8.blogspot.com

Muitos dizem isso se dever, a um eventual, tráfico de influência e ou de participações financeiras, para balancear a decisão final das instituições que distinguem personalidades internacionais. No entanto, não podemos deixar de reconhecer, pese os erros que cada um de nós carrega, enquanto humanos, que Ana Paula, nos últimos tempos, tem pautado a sua acção interna, com bastante sobriedade.

E, quando assim é, torna-se mais fácil o reconhecimento das suas acções no domínio social.

E, com base nisso, os olheiros da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sócio-Cultural (Afrobras), decidiu atribuir no dia 15.11, um dos seus mais importantes galardões a uma mulher africana, no caso, a jurista de formação, Ana Paula dos Santos, primeira dama de Angola, pelo papel relevante das organizações filantrópicas que apadrinha, vocacionadas, principalmente, ao apoio as mulheres e crianças carentes angolanas.

Face ao enfoque, recebeu o Troféu Raça Negra - Coração de Estudante, das mãos da presidente da organização brasileira, Ruth Lopes, justificando a decisão pela sua entrega desinteressada as causas de membros carentes da sociedade, através da sua organização a Fundação Lwini, cuja luz se centra, principalmente, na ajuda ao desenvolvimento e afirmação da mulher rural e também à saúde materno-infantil, nomeadamente apoiando o hospital pediátrico de Luanda.

Recorde-se ainda que Ana Paula, enquanto accionista do Banco Sol, tem passado a imagem deste banco se converter em banco do povo, apoiando micro-crédito a pequenos empreendedores, com a concessão de financiamentos de USD 100,00 (cem dólares) a USD 5.000,00, com juros mais baixos que os dos demais bancos comerciais.

Por todas estas acções a primeira-dama de Angola, conquista corações e a admiração além fronteiras, o que é bom, em tempo de crise para o país.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passam os anos e a táctica do saque não muda. SISTEC continua a manter monopólio de acções do Estado


in folha8.blogspot.com
Revelações obtidas pelo F8 em Luanda dão conta de que a Sistec, uma empresa angolana essencialmente ligada aos ramos da informática e das telecomunicações, estará envolvida naquilo que poderá ser uma das maiores fraudes financeiras de fórum empresarial conhecidas em Angola nos últimos 22 anos.

Os factos a isso subjacentes, revelados por uma fonte identificada que pediu o anonimato, apontam para uma sistemática fuga ao fisco, obtenção fraudulenta de contratos de fornecimentos e sobrefacturação. A confirmarem-se tais factos, também, podem ser vistos como uma conspiração contra o povo angolano, se tiver em conta que a tributação fiscal é o meio mais eficaz de solidariedade social, instituído pelo regime deste País, onde 61 por cento da população vive em estado de virtual indigência. A fonte do F8 afirma que as fraudes são a real fonte de receitas da SISTEC que, por exemplo, sobrefactura frequentemente, na ordem dos 100 por cento, os fornecimentos de material e equipamentos às Forças Armadas Angolanas, FAA.

Em 1994, quando a SISTEC facturou três milhões de dólares em negócios com as FAA, um fornecimento de rádios PRC comprados à TransWorld Communications (TWC), pelo valor de dois milhões de dólares, foi cobrado pelo dobro do seu valor, indicou a fonte. Disse que é esta variante da negociata que permite “o aparecimento de grandes ricos dentro da empresa” e que é por este meio que indivíduos ligados a instituições do Estado tornam-se accionistas da empresa. Atribuindo contratos fraudulentos à SISTEC e permitindo que os valores dos fornecimentos sejam sobrefacturados, indivíduos ligados ao Estado passam a ter participação nos lucros da empresa. Estes, os lucros, são chorudos, segundo a fonte que revelou que no fim de 1994 um grupo de seis titulares de sete acções obteve rendimentos individuais der 500 mil dólares americanos.

O informador do F8 afirma que, em 1993, quando a empresa atravessava uma crise financeira e não tinha dinheiro para pagar os direitos alfandegários, Rui Santos reduziu pela metade o valor de algumas facturas de importação. Dessa forma declararia às Alfândegas um valor inferior ao que deveria pagar em taxas e impostos.

A fonte aponta exactamente um fornecimento proveniente da Técnica (Far East) Ltd, uma firma de Hong-Kong que é propriedade de um português conhecido por Fazenda.

O fornecedor enviou dois tipos de facturas, sendo uma “invoice” (in) com o verdadeiro preço do fornecimento, e outra “Customes” (C.U.) com um preço 40 por cento inferior e alegadamente fictício.

Ao declarar à Alfandega, a Sistec apresenta a factura (C.U.), da qual supostamente deduz ainda 50 por cento, e, ao fixar o preço fá-lo com base no valor da factura “in” multiplicado por 1,7, que é o valor dos impostos, taxas e do frete.

Dessa maneira, estimou a fonte, são ludibriadas as Alfandegas, Seguradora, Transportadoras e os Consumidores.

*In F8, 26 de Setembro de 1997

sábado, 20 de novembro de 2010

Apelo vindo de Cuba


Para el Hospital Sonangol. francoise.mendes@fec.uh.cu Ministerio de Educacion de la Rep. de Angola. Para el Ministerio de Educacion de la Rep. de ANGOLA. Este mensaje es para la funcoinaria Lourdes Mendes, esposa del Dr.Silvino Mendes Da Costa, graduado en Cuba en 1992 en Microbiologia en la Facultad de Biologia.Soy su hija Frncoise Lucia y quiero encontrarme con mi padre, si alguien quiere ayudarme a encotrarlo le estare agradecida infinitamente, ya que deseo conocer a mis hermanos,abuelos, tios,tias,primos,a mi madrasta y otros que aparezcan. Tengo 18 años y estoy estudiando el 1er año de la Licenciatura en Economia, en la Universidad de la Habana,Cuba y a demas el 2do año de frances,pero no se preocupen tambien se decir algo en portugues como: Eu les quer muito. Saludos de mi madre y mios. Chão. Para respuesta alguna escribirme al correo de Margarita la cual me lo hara llegar:archivo@icaic.cu Mi direccion es calle 28 #316 entre 23 y 25 apto 103 .Vedado ,Plaza de la Revolucion,Cuba./vivo sola con mi madre/ Telefono del trabajo de mi madre ,preguntar por Maria Regla Zaldivar:8306178 Telefono de nuestra vecina Xiomara:8304522.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jornalista António Freitas demite-se do Novo Jornal


Lisboa - O chefe de redação do “Novo Jornal”, António Freitas, mostra-se decidido em avançar com a sua demissão do leque de funcionários daquela empresa de comunicação social para poder integrar aos quadros da Endiama.

Fonte: Club-k.net

Na diamantífera estatal angolana, o jornalista passará a exercer a função de director do Gabinete de Comunicação e Imagem em substituição de um profissional, Sebastião Panzo que fora no passado seu colega no Semanário AGORA.

Em Angola, António Freitas goza da reputação de ser um dos mais emblemáticos profissionais da comunicação social em matéria de economia. Tem forte domínio sobre dossiê históricos. A cerca de três anos atrás foi vencedor do premio anual do grupo Maboque. Faz parte do grupo de accionistas da empresa que detém o Semanário AGORA, de que foi Director Adjunto.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Primeira-dama de Angola recebe troféu "Raça Negra" no Brasil


A primeira-dama de Angola, Ana Paula dos Santos, foi homenageada, esta segunda-feira, no Brasil com o tropeou Raça Negra- Coração de Estudante 2010, pela sua postura activa a favor das populações menos favorecidas”.

http://www.apostolado-angola.org/articleview.aspx?id=4541

A distinção é da Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural, que anualmente distingue as figuras de raça negra que mais se destacam em todo o mundo.

A vice-presidente da Afrobras, Ruth Lopes, defendeu a escolha da primeira -dama de Angola na oitava edição do maior evento da raça negra no Brasil.

“A escolha institucional recaiu em Ana Paula dos Santos pelo seu engajamento à causa, pois são-lhe reconhecidas iniciativas de apoio às necessidades nacionais da mulher rural e seu desenvolvimento, à saúde materno-infantil e à situação das crianças” – justificou.

Revelou ainda que “como presidente da Fundação Lwini, a indicada tem-se empenhado e conseguido angariar fundos para a execução de projectos de apoio às vítimas civis de minas terrestres e às comunidades rurais”.

A Ana Paula dos Santos é ainda reconhecida o seu papel como presidente honorária de várias organizações filantrópicas, como o Comité Internacional para a promoção Económica da Mulher Rural, a Associação Mundo do Amor, a Associação de Cegos e Amblíopes de Angola e do Centro de Meninas de Rua.

Igualmente como madrinha do Hospital Pediátrico de Luanda, tem sido total o seu engajamento na mobilização de apoios para a melhoria da prestação do serviço social da instituição, e colaboração na evacuação, para o exterior do país, de crianças com patologias graves.

Formada em direito, Ana Paula dos Santos é Presidente da fundação “Lwini”, cuja missão é a angariar fundos para execução de projectos de apoio às vítimas civis das minas terrestres e às comunidades rurais.

A Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural (Afrobras) é uma organização não-governamental, fundada em 1997.

Tem por finalidade trabalhar pela inserção socio-económica, cultural e educacional dos jovens negros brasileiros. No âmbito nacional, realiza actividades de informação, formação, capacitação, qualificação e acções para inserção e visibilidade do negro brasileiro.

Dos seus projectos constam a Faculdade Zumbi dos Palmares, o programa “Negros Em Foco” da TV Aberta, a Revista Afirmativa Plural, a Medalha do Mérito Cívico Afro-brasileiro, a Afrobrasnews - Agência Internacional de Notícias, a TV Zumbi, e o Troféu Raça Negra.

O grande homenageado desta edição é o cantor e compositor brasileiro, Milton do Nascimento.

Outras personalidades internacionais premiadas são o vice-presidente de relações governamentais da American Express, David Morgan, o Rev. Dr. Jerome King Del Pino, Secretário-Geral das Instituições Metodistas em todo o mundo e o Dr. Ken Yamada, assistente Especial da Secretaria-Geral e responsável pelo Fundo Metodista de Educação Global e Desenvolvimento de Lideranças.

Imagem: opais.net

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Responsável da Elisal acusada de partir residência no Soba Kapassa


Luanda - O Departamento de investigação criminal da policia em Luanda esta acompanhar o escândalo que envolve uma alta responsável do departamento de Estudos e projectos da Elisal, Zenilda Leila do Amaral Mandinga Inglês acusada de “invasão domiciliaria” e destruição de bens alheios.

Fonte: Club-k.net

DNIC investiga escândalo de invasão domiciliaria
De acordo com dados policias a senhora em companhia de irmãos e mãe Joya Amaral teria na madrugada de 14 Novembro se deslocado ao bairro Soba Kapassa, no Kilamba Kiaxi para tentar linchar o separado-esposo de Zenilda identificado por Dinho Inglês. O relato que a policia tomou nota da conta que o grupo de Zenilda Mandinga teria se deslocado a residência do seu ex esposo numa hora em que o Senhor se encontrava fora de casa e na ausência deste os familiares da responsável da Elisal arrombaram as portas da residência, partiram os vidros das janelas da casa. As mobílias no seu interior foram igualmente partidas. Os agressores segundo os vestígios encontrados pela policia usaram uma barra de ferro para partir a casa razão pela qual supõe se que caso tivessem encontrado o proprietário da residência, o mesmo iria ser alvo de linchamento.

De acordo com relatos colhidos pela imprensa em Luanda, Zenilda Mandinga contraiu matrimonio com o Dinho Inglês em 2006, sem a presença da família materna da noiva a pedido da mesma. Nos últimos anos, o casal teria se incompatibilizado e em Abril do corrente ano, a senhora viajou ao Brasil sem o conhecimento do esposo, no regresso este a expulsou de casa. Não nos foi possível apurar com quem a mesma teria se feito acompanhar na referida viagem.

Segundo fonte próxima ao assunto, a Zenilda teria alegadamente recebido uma mensagem insultuosa via telefone que não a agradou. Terão suspeitado que tenha vindo das hoste do separado esposo razão pela qual os familiares da jovem engenheira sentiram-se motivado para irem ao bairro soba kapassa para alegadamente agredir ao separado-esposo. Estando o mesmo ausente, Zenilda e o familiares optaram por partir a casa.

Na manha de segunda feira (15), Zenilda Mandinga e a mãe Joya Amara deslocaram-se a repartições onde trabalham supostos irmãos do esposo-separado a fim de enveredarem por um cenário com características de “Caça as bruxas”. Observadores atentos alegam estar-se diante de um caso cujo o desenrolar requerer psicólogos para acompanhar a família movida por supostos sentimentos de agressão.

* Armando Neto

domingo, 14 de novembro de 2010

Reginaldo Silva boicotado na TPA


Lisboa - Reginaldo Silva, emblemático jornalista angolano reconhecido pela sua isenção/frontalidade foi alvo da censura da TPA por criticar procedimentos do regime do MPLA, no programa “Semana em Actualidade” de domingo (14/11/2010). O mesmo que fala semanalmente ao programa em referência contracenou nesta edição com um jurista do MPLA, Norberto Garcia.

Fonte: Club-k.net

Por criticar atitudes erradas do MPLA
Ao longo do programa o jornalista falou sobre falhas do regime do MPLA em relação ao recente processo de condecorações aos nacionalistas tendo notado que nenhuma figura da oposição com destaque aos partidos históricos (FNLA e UNITA), recebeu medalhas. Reginaldo Silva observou uma visível marginalização nas condecorações tendo aludido que tal atitude nada ajuda no processo de reconciliação entre os angolanos. Segundo ele esta seria uma grande oportunidade para o MPLA ganhar ainda mais pontos junto a comunidade internacional.

No decorrer da sua analise, os técnicos da TPA simularam falha técnica resultando no corte do programa. (Colocaram excessivas publicidades). Quando o programa foi novamente ao ar, notaram que o mesmo ainda estava “quente” e optaram por retirar o programa do ar.

O programa “Semana em Actualidade” passa aos domingos e geralmente conta com a presença de dois convidados permanentes que são Reginaldo Silva e Ismael Mateus que esta semana esteve ausente. No programa, faz-se o resume da semana e o apresentador solicita aos dois convidados a sua leitura quanto aos acontecimentos semanal. Não há informação para poder confirmar se o “Black out” foi resultado de algum telefonema dos responsáveis do regime ou se foi iniciativa dos jornalistas com receios de sofrerem represálias do MPLA.

Recentemente três lideres de partidos políticos, Alexandre Sebastião (PADDA), Sidiangani Mbimbi (PDP-ANA), Manuel Fernandes (POC) denunciaram que a TPA fez com eles uma entrevista de brincadeira. Foram entrevistados para falar do discurso sobre o estado da nação do PR José Eduardo dos Santos. As declarações dos mesmos não terá sido do agrado da TPA que decidiu não passar as respectivas entrevistas na televisão.

sábado, 13 de novembro de 2010

David Mendes detido


Domingo, 14 Novembro 2010 00:26
Luanda - Pelo menos dez activistas do PP-partido popular foram detidos sabado de manhã por agentes da polícia nacional quando procediam a distribuição de papeis, contendo por um lado o manifesto e por outro, um reproduzido de uma Carta Aberta enviada ao governador da província de Luanda.

*Alexandre Neto Fonte: VOA CLUB-K.NET

Regime do MPLA prende opositores

O grupo que foi imediatamente conduzido a 36ª Esquadra da polícia sita no município do Kilamba Kiaxi, incluía o advogado David Mendes que é presidente do partido.

Depois de horas de detenção, Júlio Leite Velho, um oficial identificado como o comandante da referida Esquadra dirigiu-se ao grupo para soltá-los sem mais contemplações.

Pelo interesse que suscitou o acontecimento, solicitado por nós, o comandante não só não aceitou falar, como negou que tivessem estado detidas pessoas naquela esquadra.

A nossa reportagem presenciou o momento em que os homens foram restituídos a liberdade, saindo do quintal da unidade policial para o exterior do edifício.

Pouco antes da soltura havíamos solicitado autorização de entrada nas cadeias ou espaço equivalente, sem que isto fosse aceite pelo chefe do Piquete que identificado pelo nome de Júlio. O mesmo oficial por nós contactado que minutos antes dissera ser desconhecedor da presença de detidos no local.

David Mendes entrevistado pouco depois da soltura disse que há já algumas semanas que o partido desenvolve actividades do género. O propósito segundo adiantou, é fazer conhecer a organização na sociedade e solidarizar-se com o sofrimento das populações. A primeira delas teve lugar no Lubango sem nenhum incidente.

Na acção d’hoje um dos grupos composto de mais de 50 pessoas trabalhavam no Kimbangu, populoso bairro do Palanca, município do Kilamba Kiaxi, o segundo de Luanda.

Na Carta Aberta ao governador a que tivemos acesso, o PP denuncia a recolha de milhões de Kwanzas efectuada pelas autoridades junto das populações, com promessas de concessão de parcelas de terra, sem que procedesse a entrega das mesmas até ao momento.

“Até hoje, o governo não é capaz de dizer onde está o dinheiro burlado aos cidadãos, nem é capaz de indicar onde estão os terrenos loteados” lê na carta.

“O partido solidariza-se com as pessoas e insta o governo à ceder” estivemos a parafrasear.

O partido popular é a primeira força política legalmente constituída a seguir as eleições de 2008 e congrega militantes provenientes doutras formações, algumas das extintas por força de lei, ao não terem conseguidos mínimos de 0.5% de votos requeridos.

O PP é segundo o manifesto que fez distribuir “... pelo pluralismo de correntes políticas no seu seio, por isso, aspira uma sociedade em que todos os cidadãos sejam livres de escolher a sua ideologia política sem que, para tal, sofra qualquer descriminação ou represália no emprego, no ensino, nas instituições públicas ou privadas”.

“Jojó” deixa Radio Despertar


Lisboa - António Manuel “Jojó”, realizador e apresentador do programa Njango da Radio Despertar selou recentemente um contracto com a Radio Mais afecta ao grupo Media Nova, que o agora o tem para um programa de humor semelhante ao que vinha fazendo. O contrato teria sido inicialmente assinado para o período de um ano tendo o mesmo avançando com a contraposta para um acordo de tempo indeterminado ao qual foi aceite.

Fonte: Club-k.net

Os contactos com entre António Manuel “Jojó” e Radio Mais iniciaram em Outubro passado antes do incidente que resultou no seu esfaqueamento por desconhecidos em Viana. Na altura, o mesmo optara por manter o assunto em sigilo para que os contactos não fossem alvo de eventuais interferências. Teria igualmente tido um contacto com Luis de Matos, Director Nacional de Comunicação de Angola que lhe mostrara disponibilidade em acomodar na RNA os quadros da Emissora comercial Despertar.

A Radio Despertar ao qual o humorista se destacou não foi informada sobre a saída do mesmo. Num programa ido ao ar despediu-se dos ouvintes alegando que se ausentaria para uma suposta viagem. Com António Manuel “Jojó” terá se juntado, um técnico de som Marito Fikila.

Recentemente a VOA e igualmente alguns jornais privados em Luanda noticiariam que a Radio Despertar estava a enfrentar problemas internos consubstanciado no atraso de salários e de alegada desconsideração contra os trabalhadores. Um grupo ligado ao núcleo de sindicatos foi ou encontra-se suspenso por suposto protesto dos seus filiados. Em paralelo, circularam nos últimos dias informações alegando que um conjunto de trabalhadores admite avançar com um processo para indiminização quanto aos respectivos salários em atraso.

Luanda. Última hora. Polícia antiterror destrói bens dos vendedores de rua


Polícia antiterror para perseguir pobres vendedores de rua?! Sinceramente, só no nazismo. Esta Angola cada vez surpreende mais pela negativa. Como é que acabará esta selvajaria?
Grupos de quatro polícias antiterror circulam pelas ruas de Luanda… e destroem os bens dos vendedores de rua. De preferência preferem pontapear e espezinhar os produtos que os esfomeados conseguiram para vender, já que estão completamente excluídos dos bens petrolíferos e diamantíferos… não têm direito a nada.
Isto é mais um assunto para a ONU resolver. E a China, Aníbal Cavaco Silva, José Sócrates e comandita se pronunciarem, que pelos vistos apoiam tal iniciativa terrorista em Angola, conforme os habituais discursos do doentio paternalismo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Jornalista Celso Malavoloneke condenado por difamação


Luanda - O jornalista angolano que criticou a distribuição de preservativos pela Igreja Universal do Reino de Deus, em Luanda, foi julgado e condenado a dois anos de cadeia ( pena suspensa).

Fonte: apostolado CLUB-K.NET

Celso Malavoloneke ( do Semanário Angolense) poderá ainda pagar uma multa de um milhão de kwanzas, caso o seu recurso seja considerado improcedente.


O Tribunal Provincial de Luanda julgou como provado o crime de difamação. O artigo publicado no Semanário Angolense considera a postura da Igreja como "um escândalo".

O jornalista cita uma pastora que, segundo ele, “ estava a distribuir camisinhas na Ilha do Cabo, incluindo a adolescentes”.

Aguarda agora pela decisão sobre o recurso interposto pela sua defesa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Município gasta dinheiro em obras de má qualidade


Terminal Rodoviária Internacional da Baixa está em degradação antes de um ano de existência

Nos sanitários, os urinóis estão selados devido a degradação. Não há água canalizada para os utentes. Na sala de espera, as cadeiras estão todas partidas e o televisor ali instalado, está avariado, e já não funciona.

Maputo (Canalmoz) – A verdade manda dizer que o Conselho Municipal está a gastar rios de dinheiro em obras de péssima qualidade e que estão mal conservadas. A Terminal Rodoviária Internacional da Baixa da cidade de Maputo, inaugurada a 11 de Outubro de 2009, pelo presidente do Município de Maputo, David Simango, já está a cair de podre. Durou menos de um ano.
No seu belo discurso, no acto da inauguração do empreendimento, o edil disse que o local iria ser dotado de condições para que os utentes se sentissem confortáveis naquele espaço frequentado por cidadãos nacionais e estrangeiros, mas a verdade manda dizer que este conforto, ou ainda não chegou, ou já se foi, porque actualmente o local nada tem de confortável.
Vistámos, recentemente, o terminal, na companhia do responsável pelas rotas de Durban, Swazilândia, Komatport e Joanesburgo, Afonso João de Sousa, que nos mostrou todos os compartimentos.
Durante a ronda que efectuámos, contou-nos que a infra-estrutura possui duas casas de banho, uma feminina e outra masculina. Só visitámos a masculina. Esta possui três compartimentos para as necessidades maiores e dois urinóis. Entretanto, dos três compartimentos só funciona um e os dois urinóis estão selados com jornais. O nosso acompanhante disse saber que a casa de banho feminina também está com avarias.
Na sala de espera, os passageiros já não têm onde se sentar porque as cadeiras estão todas quebradas. “Como está a ver, esta é a situação do nosso terminal. Aqui, nesta sala, as pessoas ficam várias horas à espera para viajar. Outras até chegam a ficar noites inteiras”, disse o nosso interlocutor.
O único quiosque existente no terminal, funciona com dificuldades. “É lamentável, o município devia tomar conta da situação”, disse.

Promessas não cumpridas

Já no interior do referido parque, a nossa fonte informou-nos que aquando da inauguração do parque pelo presidente de município de Maputo, David Simango havia prometido a instalação de alpendres para as pessoas se protegerem das intempéries, o que até aqui ainda não aconteceu.
“Fizeram medições. Prometeram instalar torneiras, o que também até aqui não aconteceu e passa já cerca de um ano. Uma pessoa quando quer beber água tem de recorrer à casa de banho. Nós pagamos taxas e aqui no edifício existe um departamento do município que só se preocupa com a cobrança do dinheiro e não com certos melhoramentos mais importantes”, disse acrescentando que a terminal está num estado de autêntico abando. Para ele, o vereador ligado a área dos transportes quando se desloca para aquele local só se dirige para o terceiro andar onde está instalada a direcção financeira do município.

Outras experiências

Ângelo Matusse é motorista que normalmente faz o trajecto Maputo/Joanesburgo. Em conversa com a nossa reportagem, lamenta a situação deplorável daquele local. “Na terminal de Joanesburgo, as casas de banhos não são pagas como aqui, mas estão funcionais e em melhores condições. Há locais para o acolhimento de passageiros. Para aqueles que pernoitam à espera de outros destinos têm a oportunidade de um banho no dia seguinte. Esta terminal está longe de ser comparada com as que conheço no exterior”, disse.
Entretanto, Jaime Munguambe que faz viagens para Komatport apontou também que a situação da Terminal Rodoviária Internacional da Baixa não é das melhores. “ Não reúne condições para acomodar passageiros”, conclui.

(Alexandre Luís)

2010-10-29 07:12:00

“Revolução Verde não é feita por 25 pessoas”. – Abdul Magid Osman, economista e antigo ministro das Finanças


Maputo (Canalmoz) – O antigo ministro das Finanças, Abdul Magid Osman, diz que se a agenda do Governo é efectivamente apostar na “Revolução Verde” para reduzir a fome no país, este programa deve envolver o maior número possível de pessoas no país e conseguir-se fazer com que os envolvidos mudem de mentalidade, tal como aconteceu com a reforma do Programa de Reabilitação Económica, nos finais da década de 80.
“Tivemos o Programa de Reabilitação Económica como «agenda-mestre» no país. Se queremos fazer uma “Revolução Verde”, ela não pode ser feita por 25 pessoas, mas, sim, pela transformação da mentalidade das pessoas envolvidas e não só’’, disse Osman à margem do encontro da Associação Moçambicana de Auditores Internos que ontem arrancou na capital do país, sublinhando que não é possível fazer-se uma “Revolução Verde” sem antes se fazer um estudo que em cada momento identifique os problemas e os resultados.
Falando durante o encontro subordinado ao tema “Criar uma Confiança e Acrescentar Valores nas Organizações”, Magid Osman disse que existe a tese de que as grandes explorações agrárias em Moçambique são ineficientes para competir a nível internacional, o que, segundo ele, pode ser ultrapassado, desde que haja investimentos no sector agrário.
“Em Moçambique, será possível fazermos a “Revolução Verde” com as actuais tecnologias¬. Nos distritos, já pensámos no papel do administrador. Se em Cabo Delgado se produziam milhões de toneladas de castanha de caju, agora o que se passa? No meu distrito, o camponês fazia uma tonelada comercial de milho por época, agora o que está acontecer? Alguém já se perguntou isso?”, questionou Osman, chamando os fazedores das políticas agrárias à reflexão sobre o actual modus operandi do sector.
“Estas questões devem ser bem discutidas e reflectidas. Não basta só o conhecimento teórico, é importante que se tenha a oportunidade de contacto directo com pessoas que vivem o dia a dia do sector’’, disse ainda Magid Osman que foi o PCA fundador do BCI.

(Cláudio Saúte)

2010-10-21 08:12:00

Na província de Maputo. Parceria chinesa vai reabilitar tecido industrial


Maputo (Canalmoz) – O presidente da Confederação das Associações Económicas na província de Maputo, Faruque Osman, diz que os parceiros chineses que há dias manifestaram interesse em investir na Matola, irão transferir as suas tecnologias e know-how para o parque industrial da Matola, que está a definhar.
Osman falando ao Canalmoz disse que a maior parte do parque industrial da Matola, que por sinal é o maior do país, continua a usar equipamento com mais de trinta anos, o que faz com que não responda às actuais exigências de produção.
Afirmou que estas indústrias matolenses que ainda usam o mesmo equipamento há três décadas, não conseguem ser competitivas, daí que a Confederação das Associações Económicas tomou a iniciativa de convidar os parceiros chineses a trazerem as suas tecnologias.
“Eles podem transferir as suas tecnologias e know-how que serão capazes de dinamizar mais a nossa indústria. Penso que, com a recente visita realizada ao município da Matola, os chineses começam a conhecer o potencial e a partir daí podemos atrair tecnologias e fazer com que as nossas indústrias produzam’’, disse a fonte que estamos a citar.
Sublinhou a título elucidativo que alguns monstros adormecidos como a ex-Texlom, actual MozTex, a Vidreira de Moçambique, a Fábrica de Bicicletas, entre outras, são empresas muito grandes, pelo que o processo que visa a sua reestruturação leva muito tempo, necessitando também de acordos prévios entre os governos. Mas algo está a ser feito, concretizou.
Questionámos ainda a Faruque Osman, se o facto de, em muitos casos, os investidores chineses importarem da China até mão-de-obra e material de construção não preocupava a CTA a nível da província, no sentido de que não haveria oportunidade de emprego para os moçambicanos, a fonte respondeu que há necessidade de se contextualizar as coisas já que se está num mundo globalizado. “Os moçambicanos vão para outros países e cidadãos doutras nacionalidades vem aqui”.
“É evidente que todas as empresas estrangeiras devem respeitar as leis moçambicanas, mas fora disso, não vejo nenhum problema porque o nosso trabalhador também tem que começar a ter outros níveis de produtividade e começar a ver outras maneiras de fazer as coisas de modo que o nosso país seja competitivo a nível externo’’, disse.

(Cláudio Saúte)

2010-10-27 07:09:00

Falta de lucro retrai investimentos externos

Maputo (Canalmoz) – A falta de garantia do retorno dos investimentos efectuados em Moçambique está a levar alguns investidores estrangeiros a retirarem seus negócios em Moçambique. É o caso das multinacionais Corridor Sands e PHBilliton, que abandonaram a exploração das Areias Pesadas de Chibuto. A mesma razão é apontada como estando na origem do cancelamento da construção de duas refinarias em Moçambique, especificamente em Matutuine, na província de Maputo, e Nacala-Velha, na província de Nampula.
Esta análise é do director do Gabinete dos Estudos Económicos do Millennium bim, Omar Mithá, em entrevista ao Canalmoz.
Os projectos das refinarias, por exemplo, envolviam altos investimentos. A instalação da refinaria de Matutuine, pela “Oil Moz”, era avaliada em 8 mil milhões de dólares norte-americanos. A “Alr Logística Lda.” também desistiu de instalar uma refinaria em Nacala-Velha, do outro lado da Baía de Nacala relativamente ao Porto de Nacala nova.
“Houve falhas ao se embalar sem se verificar a questão de lucros. Em Chibuto já haviam famílias reassentadas, casas alugadas, entre outras despesas. As refinarias de Matutuine e Nacala-Porto são, entre outros, projectos que não tiveram garantias de lucros’’, disse Mithá.
Dando exemplo do “caso da Mozal”, Mithá disse que neste momento a multinacional “não está em condições de recuperar o preço do alumínio no mercado internacional, mas como na altura de implementação a questão de lucros estava salvaguardada, o empreendimento continua a funcionar em pleno”.

Projecto de petróleo é rentável

Quanto ao projecto da exploração de petróleo na bacia de Rovuma, Mithá considerou que é rentável, porque “neste momento o preço de petróleo no mercado internacional é favorável” a investimentos na área.

(Cláudio Saúte)

2010-10-20 07:13:00

Empresários chineses procuram espaço para investir na Matola

Maputo (Canalmoz) - Um grupo de 20 empresários vindos da província chinesa de Anchiu, esteve esta segunda-feira, na Matola, reunido com empresários locais das áreas de super-mercados, indústria gráfica, mobiliário, construção civil, estradas, equipamento pesado, tintas, etc. para troca de experiências e procura de oportunidades de negócio.
O presidente do Município da Matola, depois de apresentar o território da edilidade aos visitantes, disse que a cidade da Matola é um local por excelência para a realização de investimentos.
“Queremos que o acordo entre as empresas de Anchiu se inicie hoje com os empresários da Matola. Temos o maior parque industrial do país e precisamos de uma indústria metalomecânica, de agro-processamento, de produção de material de construção, vidreiras, entre outras”, disse o edil.
A partir deste encontro, o município da Matola e a província de Anchiu vão passar a cooperar institucionalmente para facilitar negócios entre empresários de ambas províncias, acrescentou.

A voz dos empresários “matolenses”

António Chemane, empresário da indústria gráfica, mostrou-se preocupado com o processo que rodeia a aquisição de matéria-prima (camisetes e linhas) para a gráfica. Neste momento o material é adquirido a intermediários fornecedores. “Queremos ser nós a importar directamente a matéria-prima da China”, disse.
Por seu turno, Amelinha Mandlate, da empresa “Mafavuca” que se dedica à indústria imobiliária, disse que já viajou diversas vezes à China a fim de comprar equipamentos de construção, mas não conseguiu obter o material que pretendia. “Com esta parceria aberta”, diz que “as coisas ficarão mais facilitadas”.
João Camacho, empresário da “JMC Lda.”, que trabalha na área de construção de estradas, disse que tem agendada uma viajem à China, onde pretende ir comprar um torno fresador. “Esta abertura é oportunidade para a materialização dos meus planos. Sou um homem de negócios. Se existir uma empresa chinesa ligada à fábrica de tornos e fresas, preciso de uma máquina de tornear aqui. Tenho dinheiro para pagar”, disse orgulhoso o empresário moçambicano.
Palmira Gume, de uma “indústria de panelas e potes”, disse que compra matéria-prima (alumínio) na África do Sul, mas, se existir uma fábrica de alumínio na província de Anchiu, pode passar a fornecer a sua companhia, “uma vez que na África do Sul está tudo cada vez mais caro”.

Potencialidades chinesas

Por sua vez, a chefe da delegação chinesa, Hu Uchiu, disse que na província de Anchiu, existem cerca de 500 empresas com representações a nível mundial e se a Matola se mostra interessada, podem-se criar parcerias com industriais dos ramos de fabrico de carros, material de construção, indústria extractiva, calçado, vestuário, cujos representantes estiveram presentes no encontro.
“Aqui só trouxemos 12 empresas e podemos não resolver as expectativas de todos os sectores. No futuro, traremos mais empresas”, disse recordando que “Moçambique e a China têm amizade histórica”.
A chefe da delegação visitante recordou ainda que existe uma grande empresa do seu país a operar no ramo de construção civil em Moçambique e que já foi responsável por grandes obras tais como o remodelação da Assembleia da República, a construção do Ministério dos Negócios e Estrangeiro e Cooperação, do Centro de Conferências Joaquim Chissano, do Estádio Nacional de Zimpeto, entre outros.

(Cláudio Saúte)

2010-10-20 07:12:00

Consultor do Banco Mundial aconselha o Governo a não construir edifícios monumentais



Paul Collier recomenda aposta na construção de hospitais, escolas e casas de baixa renda para trabalhadores, promovendo o emprego e habitação para os cidadãos – um grave problema no país. Defendeu que isso também incentivaria o envolvimento de empresas nacionais pois os empreiteiros contratados para o efeito seriam nacionais, devido à dimensão das obras, e empregariam moçambicanos.


Maputo (Canalmoz) – O consultor do Banco Mundial para a região da África, Paul Collier, aconselha o Governo moçambicano a deixar de fazer “obras monumentais” e a apostar na construção de hospitais, escolas e casas de baixa renda para trabalhadores, promovendo o emprego e habitação para os cidadãos.
Esta afirmação surge num momento em que o Governo opta em contratar empreiteiros chineses para erguer obras de Estado de grandes dimensões, mas sem finalidade produtiva, nem úteis para impulsionar o desenvolvimento. Só nas construções recentes, destacam-se o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a sede da Procuradoria Geral da República, o Palácio da Justiça da cidade de Maputo, o Centro de Conferências Joaquim Chissano, entre outros empreendimentos de grandes dimensões, sem fins lucrativos e portanto incapazes de gerar a reposição do investimento.
Collier falava na semana finda num encontro promovido pelo Banco de Moçambique e Ministério da Planificação e Desenvolvimento, subordinado ao tema “Desafios para o Crescimento Económico em Moçambique”. Disse que com a construção de infra-estruturas sociais básicas e casas para trabalhadores de rendimento baixo, o Governo sairia a ganhar duas vezes. Primeiro, os empreiteiros contratados para o efeito seriam nacionais, devido à dimensão das obras, e empregariam moçambicanos. Segundo iriam permitir resolver o problema de habitação com que os moçambicanos se debatem.
“Não construam monumentos nem pirâmides porque isso vai-vos obrigar a recorrer a empreiteiros internacionais. Façam infra-estruturas simples e resolvam os problemas básicos dos vossos cidadãos. Não é um edifício de 40 andares que vai resolver o problema de emprego e de falta de habitação no país’’, disse Collier defendendo que as estruturas pesadas de um país como Moçambique devem ser “portos, caminhos-de-ferro, guindastes e estações de geração de energia, água, etc.”
Para o quadro do Banco Mundial que estamos a citar, o dinheiro gasto na construção de infra-estruturas gigantescas que nascem a cada dia na cidade de Maputo, devia gerar emprego, através de contratação de empreiteiros locais para construção de obras de pequena dimensão, mas úteis para o país.
Paul Collier disse ainda que o Governo tem possibilidades de ir ao Banco Mundial pedir dinheiro para vir implementar estes projectos, mas alertou que, neste momento, os países ricos não têm dinheiro e é preciso olhar para o empreendimento nacional. Explicou que existem bancos comerciais que providenciam o capital e buscam retorno.
Neste contexto, aproveitou para explicar que qualquer empréstimo que é feito deve ser pago. O Fundo Monetário Internacional diz que toda a dívida deve ser paga e não haverá nenhum perdão da dívida nos próximos tempos. O perdão do jubileu terminou em 2000 e só poderá ser feito noutro milénio’’, disse o consultor do Banco Mundial para a região da África, Paul Collier, a concluir.

(Cláudio Saúte)

2010-10-25 06:45:00