sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mário António


(Mário António Fernandes de Oliveira. Maquela do Zombo, 05/04/1934 - Lisboa, 07/02/1989) Estudos primários e liceais em Angola. Licenciado em Ciências Sociais e Políticas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e doutorado em literaturas africanas de língua portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa. Foi considerado dissidente pelo MPLA e menosprezado pelo regime angolano. Sua obra foi, injustamente, relegada à segundo plano. Morreu em Portugal em 1989, país onde morou desde 1963.

http://betogomes.sites.uol.com.br/MarioAntonio.htm

Obra poética:

Poesias, 1956, Lisboa, e. a.;
Poemas & Canto Miúdo, 1961, Sá da Bandeira, Coleção Imbondeiro;
Chingufo, 1962, Lisboa, AGU;
100 Poemas, 1963, Luanda, Ed. ABC;
Era Tempo de Poesia, 1966, Sá da Bandeira, Coleção Imbondeiro;
Rosto de Europa, 1968, Braga, Ed. Pax;
Coração Transplantado, 1970, Braga, Ed. Pax;
Afonso, o Africano, 1980, Braga, Ed. Pax;
50 Anos - 50 Poemas, 1988, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda;

Obra Poética (inclui todos os livros anteriores), 1999, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

Rua da Maianga
Rua da Maianga
que traz o nome de um qualquer missionário
mas para nós somente
a rua da Maianga

Rua da Maianga às duas goras da tarde
lembrança das minhas idas para a escola
e depois para o liceu
Rua da Maianga dos meus surdos rancores
que sentiste os meus passos alterados
e os ardores da minha mocidade
e a ânsia dos meus choros desabalados!

Rua da Maianga às seis horas e meia
apito do comboio estremecendo os muros
Rua antiga da pedra incerta
que feriu meus pezitos de criança
e onde depois o alcatrão veio lembrar
velocidades aos carros
e foi luto na minha infância passada!

(Nené foi levado pro Hospital
meus olhos encontraram Nené morto
meu companheiro de infância de olhos vivos
seu corpo morto numa pedra fria!)

Rua da Maianga a qualquer hora do dia
as mesmas caras nos muros
(As caras da minha infância
nos muros inapagados!)
as moças nas janelas fingindo costurar
a velha gorda faladeira
e a pequena moeda na mão do menino
e a goiaba chamando dos cestos
à porta das casas!
(Tão parecido comigo esse menino!)

Rua da Maianga a qualquer hora
O liso alcatrão e as suas casas
As eternas moças de muro
Rua da Maianga me lembrando
Meu passado inutilmente belo
Inutilmente cheio de saudade!

(Obra poética)

Beijo-de-mulata
Pai:
Olho o teu rosto fechado
nas letras apagadas dessa campa
a tua
(no quadro dezasseis
do Cemitério Velho)
e não sei que mistério poderoso
me prende os olhos,
Pai!

A pedra não diz nada senão pedra.
Os beijos-de-mulata que plantaram
sobre o teu corpo
continuam florindo da tua substância.
Não surge sobre a campa
O sorriso de que dourei tua lembrança,
Pai!

Não fico mais aqui, porque estás longe.
Tudo quanto estou ouvindo e repetindo
vem de dentro de mim
de um já longínquo mundo.
Apenas levarei um beijo-de-mulata
eterna florescência do teu ser
lembrança imperecida da tristeza
que marcou o teu rosto sofredor.

(Obra poética)

Linha quatro
No largo da Mutamba às seis e meia
carros pra cima carros pra baixo
gente subindo gente descendo
esperarei.

De olhar perdido naquela esquina
onde ao cair da noite a manhã nasce
quando tu surges
esperarei.

Irei pr'á bicha da linha quatro
Atrás de ti. (Nem o teu nome!)
Atrás de ti sem te falar
só a querer-te.

(Gente operária na nossa frente
rosto cansado. Gente operária
braços caídos sonhos nos olhos.

Na linha quatro eles se encontram
Zito e Domingas. Todos os dias
na linha quatro eles se encontram.

No maximbombo da linha quatro
se sentam juntos. As mãos nas mãos
transmitem sonhos que se não dizem.)

No maximbombo da linha quatro
conto meus sonhos sem te falar.
Guardo palavras teço silêncios
que mais nos unem.

Guardo fracassos que não conheces
Zito também. Olhos de cinza
como Domingas
o que me ofereces!

No maximbombo da linha quatro
sigo a teu lado. Também na vida.
Também na vida subo a calçada
Também na vida!

Não levo sonhos: A vida é esta!
Não levo sonhos. Tu a meu lado
sigo contigo: Pra quê falar-te?
Pra quê sonhar?

No maximbombo da linha quatro
não vamos sós. Tu e Domingas.
Gente que sofre gente que vive
não vamos sós.

Não vamos sós. Nem eu nem Zito.
Também na vida. Gente que vive
Sonhos calados sonhos contidos
Não vamos sós.

Também na vida! Também na vida!

(Obra poética)

Noites de luar no morro da Maianga
Noites de luar no Morro da Maianga
Anda no ar uma canção de roda:
"Banana podre não tem fortuna
Fru-tá-tá, fru-tá-tá..."
Moças namorando nos quintais de madeira
Velhas falando conversa antigas
Sentadas na esteira
Homens embebedando-se nas tabernas
E os emigrados das ilhas...
- Os emigrados das ilhas
Com o saldo mar nos cabelos
Os emigrados das ilhas
Que falam de bruxedos e sereias
E tocam violão
E puxam faca nas brigas...

Ó ingenuidade das canções infantis
Ó namoros de moças sem cuidado
Ó histórias de velhas
Ó mistérios dos homens

Vida!:

Proletários esquecendo-se nas tascas
Emigrantes que puxam faca nas brigas
E os sons do violão
E os cânticos da Missão

Os homens
Os homens
As tragédias dos homens!

(Obra poética)

Uma negra convertida
Minha avó negra, de panos escuros,
da cor do carvão...
Minha avó negra de panos escuros
que nunca mais deixou...

Andas de luto,
toda és tristeza...
Heroína de idéias,
rompeste com a velha tradição
dos cazumbis, dos quimbandas...

Não xinguilas, no óbito.
Tuas mãos de dedos encarquilhados,
tuas mãos calosas da enxada,
tuas mãos que preparam mimos da Nossa Terra,
quitabas e quifufutilas,
tuas mãos, ora tranqüilas,
desfilam as contas gastas de um rosário já velho...

Teus olhos perderam o brilho;
e da tua mocidade
só te ficou a saudade
e um colar de missangas...

Avózinha,
as vezes, ouço vozes que te segredam
saudades da tua velha sanzala,
da cubata onde nasceste,
das algazarras dos óbitos,
das tentadoras mentiras do quimbanda,
dos sonhos de alambamento
que supunhas merecer...
E penso que... se pudesses,
talvez revivesses
as velhas tradições!

(Obra poética)


Fuga para a Infância

Nas tardes de domingo
(cheirava a doce de coco e rebuçado)
os meninos brincavam
iam passear ao mar
até o Morro iam
ver a gente.

O menino ficou preso
quando cresceu.

E nas tardes de domingo
vozes vinham chamá-lo
vinham ecos de vozes
que lindas vozes o menino ouvia!

Mas o menino estava preso
e não saía...

Numa tarde de domingo
os outros meninos vieram chamar
o menino preso...
E foi nessa tarde de domingo
(cheirava a doce de coco e rebuçado)
que o menino fugiu para não voltar.

(Obra poética)

Enfermaria

1

Que tinha esse jardim a ver com a minha enxerga?
E a tua saia azul
Com o meu lençol de cor indefinida?

Ai, teto da enfermaria!
Duas lâmpadas
Mais três
Mais duas lâmpadas
(A do meio fica acesa toda a noite
Toda a noite acesa!)
E este cheiro nauseabundo
E o homem que chama
Lá no fundo
Pela mãe!
Ai, teto da enfermaria!

Como pudesse aparecer ao encontro que não marcamos?
Como pudeste aparecer
Se nunca, até agora, me tinhas aparecido?
(A tua saia estendida sobre a relva
E a minha mão divagando em teus cabelos...)

Tua presença...
A insinuar-me vida e liberdade,
Segredando-me amor e juventude
Tua presença...
Bendita!

2

E pensar
Que além deste teto está o céu
E detrás das paredes está o mar
(O mar sereno e quente
O mar sereno e azul
Tal como o céu!)
E a gente que trabalha
E a canção dessa gente
(Praias amarelas, praias amarelas
E as nódoas das redes sobre as praias!)

Tão perto do mar!
Tão perto do céu!
Mais perto
Do que se andasse lá fora!...

Lembrança de negrinhos brincando sobre a areia...

Afinal, estou lá sem saber:
Negrinho, na minha infância perdida!

(Obra poética)

Chuva

Outrora
Quando a chuva vinha
Era a alegria que chegava
Para as árvores
O capim
E para a gente.

Era a hora do banho sob a chuva
Meninos sem chuveiro
A água regateada na cacimba
Muitas horas de pé esperando a vez.

Era a alegria de todos, essa chuva:
Porque então fiz o primeiro poema triste?

Hoje ela veio
Veio sem o encanto de outras eras
E ergueu na minha frente o tempo ido.
Porque estou triste?
Porque estou só?

A canção é sempre a mesma
Mesmos os fantasmas, meu amor:
Inútil o teu sol ante os meus olhos
Inútil teu calor nas minhas mãos.
Essa chuva é minha amante
Velho fantasma meu:
Inútil, meu amor, tua presença.

(Obra poética)

Retrato

Olho e vejo através dos óculos
A escura face com óculos
Desse teu retrato antigo:
Fato de brim, engomado
Gravata preta apertada
Só te falta o capacete
De cortiça, todo branco
Para seres o mesmo ser
Prolongado pela vida
Que o Seminário marcou.

Face tocada do rito
Da revelação vivida
(Face dos padres que foram
Flores escuras da Igreja)
Olhar aberto ao mistério
Certo que as chaves do mundo
Sempre às mãos nos vêm dar
Era no tempo em que a vida
Se entretinha e prometia
Nas longas conversas cheias
(Sem verdes) de impossibilidades.

Lembro alguns dos teus amigos
(Fato de brim, capacete)
Os longos passeios dados
Pelos domingos à tarde
Conversa larga e pausada
Repouso nos sítios ermos
Prolongáveis pela vida
Os tempos do Seminário
Com suas marchas ordeiras
Suas falas sussurradas.

Alguns amigos mudaram
(Mal se vê o fato de brim
Ninguém usa capacete)
Tu permaneces o mesmo:
Quando a morte te levou
Havia o mesmo rito
Na tua face parada.
E assim tu ficaste, Pai:
Com teu sorriso incompleto
Na certeza entressonhada.

Olho e vejo através dos óculos
A escura face com óculos
Desse teu retrato antigo:
Sou eu que me vejo ao espelho.
Teu sorriso anda comigo
Na ânsia de completar-se.
Comigo o teu acanhamento
Teu sonho e vida e solidão
E, prolongada na minha,
A tua poesia.

(Obra poética)

Donas do outro tempo

Donas do outro tempo
Vejo-as neste retrato amarelado:
Como estranhas flores desabrochadas
Negras, no ar, soltas, as quindumbas.
Panos garridos nobremente postos
E a posição hierática dos corpos.
São três sobre as esteiras assentadas
Numa longínqua tarde de festejo.
(Tinha ancorado barco lá no rio?
Havia bom negócio com o gentio?
Celebrava-se a santa milagrosa
Tosca, tornada cúmplice de pragas
Carregada de ofertas, da capela?)
A seu lado, sentados em cadeiras,
Três homens de chapéu, colete e laço.
Botinas altas, botas de cheviote.

Donas do tempo antigo, que perguntas
Poderia fazer aos vossos olhos
Abertos para o obturador da fotográfica?
Senhoras de moleques e discípulas
Promotoras de negócios e quitandas
Rendilheiras de jinjiquita e lavarindo
Donas que percebíeis a unidade
Íntima, obscura, do mistério e do desígnio
Atentas ao acaso que é a vida
(Há sopros maus no vento! Gritos maus
No rio, na noite, no arvoredo!)
E que, porque sabíeis que a vida é larga e vária
E vários e largos os caminhos possíveis
A nova fé vos destes, confiantes,

O que ficou de vós, donas do outro tempo?
Como encontrar em vossas filhas de hoje
A vossa intrepidez, a vossa sabedoria?

Os tempos são bem outros e mudados.
A tarde da fotografia, irrepetível.
Água do rio Cuanza não pára de correr
Sempre outra e renovada.
E dessa fotografia talvez hoje só exista
Na vilória onde as casas são baixas e fechadas
E têm corpo, pesam, as sombras e o calor
A sombra farfalhante da mulemba
Que vos deu sombra e fresco nesse domingo antigo.

(Obra poética)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quim Ribeiro sofre atentado


Luanda - O sub-Comissário Joaquim Ribeiro foi alvo Quinta-feira de um atentado quando se fazia à viatura na sua residência sita no município da Samba. Contam testemunhas no local que eram 19 horas sensívelmente quando foi detectado um movimento estranho na área.

Fonte: VOA

Houve ainda assim tempo de reacção da guarda do ex-Comandante, ao que seguiram troca de tiros. Estranho é o facto de ter sido encontrado no local da refrega uma viatura com identificativos da polícia nacional, registada com a matrícula LD-24-89-BJ, inclusive com aparelho de sirene acoplado.

De acordo com fontes afectas a vítima, foram encontrados no interior desta mesma viatura que se supõe ter transportado os atacantes, maquina fotográfica e de filmagem.

Joaquim Ribeiro que terá saído ileso pretendia dirigir-se para a residência de um dos filhos no do bairro Benfica.

Observadores locais dizem ser indissociável o acontecimento desta quinta-feira dum outro tido lugar no passado sábado, quando homens em composição não determinada, fortemente armados conseguiram neutralizar a guarda da quinta do ex-Comandante localizada no Kicuxi na Viana, penetraram e levaram consigo apenas meios informáticos, como computadores.

Vale também sublinhar que estes dois assuntos eram tratados compormenor na edição desta sexta-feira do semanário Novo-Jornal que até ao momento não chegou as mãos dos leitores.

Embora estivesse tudo operacional até ontem perto das 23:00 horas, responsáveis da rotativa alegaram problemas técnicos como razão do atraso.

Vendedores por nós contactados esta tarde nas ruas da cidade confirmaram a ausência da publicação, e disseram citando os seus fornecedores que apenas amanhã o semanário viria a rua.

Ainda assim alguns dos números que foram vistos a circular nas redondezas do bairro S. Paulo área circundante do bairro CUCA, eram refugos da mesma edição, geralmente recuperada pelo pessoal menor que o revende.

Pela sua manchete, os poucos números desapareceram imediatamente. Sobre estes dois incidentes, não houve até ao momento qualquer pronunciamento oficial da polícia.

Lembro que o Sub-Comissário Joaquim Ribeiro foi constituído Arguido num processo que está a ser movido pela Procuradoria Geral, supõe-se por envolvimento na apropriação de dinheiros e também na morte de dois oficiais da polícia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carta aberta ao Dr Carlos Feijó - militantes do MPLA




Luanda - CARTA ABERTA AO DR. CARLOS FEIJÓ, MINISTRO DE ESTADO E CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDENCIA DA REPUBLICA DE ANGOLA

Fonte: Club-k.net

Prezado e admirado Dr. Carlos Feijó, Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil.

Somos trabalhadores da RNA e Militantes do MPLA, e, tomamos a ousadia de o escrever esta carta aberta como forma mais significativa de lhe fazer chegar o nosso desalento e preocupação para os problemas que vamos vivendo no dia a dia laboral de uma das mais empresas do Pais: A Radiodifusão Nacional de Angola.

Vivemos um período transitório de expectativas aguardando com muita ansiedade a constituição do Conselho de Administração para a nossa RNA, que tanto contributo deu para a conquista de Paz desta Nação: Angola ( apesar da guerra interna despoletada com a nomeação de uma nova Ministra). Afinal surgiu o que já vem sendo um adágio popular: “ A montanha pariu um rato”. É de facto isso, fomos brindados com um Conselho de Administração que não dá garantias nem esperança para a estabilidade, desenvolvimento e progresso da Empresa e dos trabalhadores. Uma Empresa que se tem como Estratégica não só pelo Órgãos de Soberania da Nação como pelo Partido no Poder, o MPLA. Começa por ter um Presidente, Pedro Cabral (antes um simples secretario da grupo desportivo, para alem de locutor de continuidade), que de repente, como que caindo de pára-quedas, assume uma função de extremo relevo, o que resulta em falta de competências transformada em ameaças e falta de respeito aos subordinados principalmente em reuniões com falta de civismo a mistura. A sua ignorância aos assuntos de gestão é preenchida com arrogância.

A par da atitude do PCA, desmascaramos também comportamento indigno dos demais membros do Conselho de Administração para com os responsáveis da empresa; Exonerações e afastamentos de responsáveis e quadros sem motivo aparente. Exemplo: Director da Rádio Benguela - Carlos Gregório( foi o mentor dos principais programas de apoio as FAA em período de guerra por via dos brigadeiros Cowboy e JOTA) ; Director da Rádio Huambo - Gilberto Júnior Principal realizador dos maiores programas culturais da RNA); a forma coerciva como tiraram a Directora dos Recursos Humanos do seu gabinete; a pressão que está a ser exercida sobre o Director de Gabinete de apoio às Rádios Provinciais para auto-exonerar-se; a forma prepotente e inqualificável como pretendem despedir trabalhadores; a maneira grosseira e arrogante como muitos desses administradores (incluindo o próprio PCA, Pedro Cabral) trata os responsáveis da empresa e restantes funcionários demonstra bem o tipo de gente que é e o que pretendem. Repare-se também na constituição dos pelouros, como por exemplo Administração e Património e por outra Finanças e Recursos Humanos. E para acentuar e justificar tais comportamentos evoca-se o nome da Ministra Carolina Cerqueira de quem vem as orientações como escudo.

Prezado Dr. Carlos Feijó,

A indicação deste Conselho de Administração, foi uma autêntica humilhação, desrespeito e desconsideração aos funcionários e responsáveis que durante longos anos serviram com zelo e dedicação essa Empresa e Consequentemente o Pais. Na qualidade quadros seniores da RNA estamos a alertar ao Governo e ao Partido MPLA para o perigo que se corre com a nomeação desse Conselho de Administração. Pensamos mesmo que o nosso Cda Presidente foi induzido em erro quando lhe propuseram estes indivíduos. Muitos deles não conhecem os sacrifícios consentidos nos mais variados momentos e desafios que a Empresa viveu. Os verdadeiros filhos da casa, aqueles que sempre se identificaram com a causa nobre da Pátria estão na disposição de continuar a colaborar caso a situação seja revertida. Caso contrário será um descalabro e não responderão sobre o que vier a acontecer.

De realçar que as áreas mais sensíveis da empresa como a produção radiofónica à mistura estão sob guarda da senhora Bela Malaquias da UNITA pessoa essa que não dá garantias de nada, pois nunca trabalhou no verdadeiro sentido da palavra nem conhece nada da RNA e pior que isso não oferece confiança ao trabalho nenhum aos colegas. Pois o trabalho tem sido muitas vezes sigiloso Veja o perigo que se corre? Bem recentemente, em tom de ameaça, anunciou aos trabalhadores das áreas sob seu pelouro que 80% dos trabalhadores seriam despedidos e outros tantos precisariam de uma gramática e dicionário para falar nos canais da RNA.

Os quadros da RNA e militantes do MPLA têm perfeita consciência do programa do Governo para a Comunicação Social mas não é com pessoas como essas que se vai levar avante os seus intentos.

Em suma: estamos diante de muita incompetência. Preste a devida atenção ao comportamento da Ministra Carolina Cerqueira: Muito pronunciamento publico e sempre que o faz não perde uma oportunidade de atacar o seu antecessor que também é militante do MPLA. Não estará a disparar no próprio Pé do Partido? Bem recentemente manifestou o seu desconhecimento total ao falar que em Benguela encontrou problemas de gestão financeira, patrimonial e de recursos humanos. Como é possível , se na província não se faz gestão, os órgãos decisores estão em Luanda? Mais grave ainda: Numa recente entrevista disse que não lia o CLUB K, pois foi o próprio CLUB K, que num artigo assinado por Nelo de Carvalho, denunciou contactos da própria Carolina Cerqueira com aquele Jornal ONLINE para uma campanha de branqueamento da sua imagem. Pois bem , se fez campanha para esse efeito, só assim se justifica um período de forte campanha contra o seu antecessor, Manuel Rabelais.

Por aí, Sr. Dr. Ministro de Estado Carlos Feijó, veja com que grupo a Comunicação social está envolvida, faça uma interpretação extensiva dos casos em apreço , retire as devidas ilações e procure ter uma atitude informando o Chefe de Estado, o SG do MPLA e agir quanto antes.

Luanda, 10 de Dezembro de 2010

OS TRABALHADORES DA RNA E MILITANTES DO MPLA

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Evacuação de Domingos “Maluka”


Terça, 14 Dezembro 2010 17:15

Lisboa - O Secretario dos assuntos eleitorais da UNITA, Daniel Domingos “Maluka” aguarda por uma evacuação ao exterior do país para receber tratamento do problema cardiovascular que o apoquentou na passada sexta feira (03). A visita ao mesmo por parte dos companheiros tem sido restringida pela família, a protesto do repouso que requer.

Fonte: Club-k.net

O único dirigente da UNITA cujo discurso provoca reunião no MPLA

É uma das vozes na UNITA mais temida pela corrente do MPLA em Luanda. Ao tempo em que era Secretario Provincial da UNITA em Luanda, desafio o seu homologo do MPLA, Bento Bento para um debate a fim de discutirem os problemas da capital do país. Bento Bento não compareceu alegando que não recebeu o convite porque estava no Brasil.

Diz-se também que quando “abre a boca” para criticar as políticas erradas do regime, provoca de imediato reunião no partido do poder. Em Fevereiro do corrente ano disse a propósito do escândalo do BNA que a corrupção em Angola passava pelos “comitês de especialidades”. De seguida, os militantes do MPLA em Luanda foram convocado para uma reunião na sua sede provincial propositada a analisar as suas acusações deste dirigente do “Galo Negro”.

Formado em engenharia Química, Domingos “Maluka” foi parlamentar na legislatura passada. Ao tempo do conflito armado foi preso pelos serviços de segurança de Estado por suspeita de manter contacto com Jonas Savimbi, então líder da oposição armada. É casado com a presidente da LIMA em Luanda, Filomena Domingos e faz parte do circulo presidencial de Isaias Samakuva.

Desde já deseja-se rápidas melhoras a esta emblemática figura da democracia angolana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Bastilha do nosso Voltaire, William Tonet










Processo “Pronto a condenar”
Na próxima segunda-feira, dia 13 de Dezembro, terá início um julgamento que, na realidade, corresponde a três processos fabricados à medida do regime, quer dizer, do tipo “pronto a condenar”, como são infelizmente quase todos os processos que digam respeito não só a manifestações de populares contra decisões do Executivo ou da Assembleia Nacional, ou de um qualquer membro (tentáculo) do poder político, mas também a simples maneiras de expressar a sua indignação contra os mesmos. Uma palavra mais ríspida, mais contundente, chega para se levantar o espectro da calúnia e da perfídia.
Assim será no julgamento atrás referido (cuja sentença já está muito provavelmente lavrada antes de ele ter começado), a propósito de uma queixa introduzida contra o director do Folha 8, William Tonet, por membros muito influentes do poder instituído, embora de fugaz passagem pelos corredores do Estado.
Serão três os processos em julgamento, movidos respectivamente pelo ex-Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFAA), Francisco Pereira Furtado, através do processo: 972/08-D; pelo Procurador da Procuradoria Militar das FAA, Hélder Pitagroz, processo 659/08-D e pelo famoso general, considerado por muitos dos seus colaboradores e familiares (eles sabem seguramente o que dizem), multimilionário, Chefe da Casa Militar da Presidência da República e Ex-chefe do Gabinete de Reconstrução Nacional, Manuel Vieira Dias, Kopelipa, processo n.º 1449/08-D.
Os crimes de que é acusado o director do Folha8 foram cometidos, se é que isso é crime, no âmbito da liberdade de expressão e de informação, quer dizer, no âmbito dos atributos do F8, que continua a exercer uma inalterável pressão desde que saiu à rua em 1993, sobre todas as derrapagens cometidas (e não são poucas) por altos funcionários do falecido governo e do actual Executivo condenado a desaparecer, se não alterar a forma parcial e discriminatória de gestão da coisa pública e dos povos autóctones.
O advogado David Mendes, responsável pela defesa acredita tratar-se de mais uma cabala do regime, pois as notícias publicadas não constituem nenhuma calúnia de difamação. “A realidade é que estes generais dizem apoiar a democracia mas não estão preparados para o seu exercício”, assegurou ao F8, este advogado.
Noutra dimensão, o mesmo jurista referiu-se ao facto de esta atitude poder significar uma pressão sobre o sistema da justiça, com base na força, no sentido de esta e os tribunais se subjugarem aos interesses e apetites dos generais ao invés de obedecerem à lei e ao direito. “De qualquer forma nós acreditamos que um núcleo de novos juízes está cada vez mais comprometido com a Justiça e não com o poder económico e intimidatório dos considerados poderosos”, opinou ele.
De relembrar que este julgamento de William Tonet, que terá início no próximo dia 13, é um dos quase duzentos que pesam sobre a sua pessoa. Na sua esmagadora maioria eles foram formatados nas oficinas do Futungo, do SINFO e de outros apêndices do regime e têm por característica comum uma claríssima função e objectivos comuns: aniquilar, ou silenciar o F8.
Só para dar um exemplo, é de relembrar um outro processo instruído pelo Ministério Público, que mais cedo ou mais tarde terá de passar à barra do tribunal.
Essas Excelências, que se viram couraçadas pelo prestígio do posto que ocupam, moveram processos ao F8 por esse órgão de comunicação social ter desvendado a verdade, nomeadamente sobre um caso de movimentação de fundos no exterior do país, Portugal, e sobre a forma bárbara como foi assassinado o ex-presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira. Fotos publicadas com a anuência da família do falecido, que não considera essa publicação como sendo um ultraje à sua honra.
Aliás, este abuso de autoridade não é o único, como se constatou depois num outro processo de volatilização de fundos do Estado angolano, no caso BANIF. Um fundo de vários fundos, que não eram perdidos (como os 300 milhões do BNA) nem achados (também como os do BNA) mas que paravam em parte incerta nos bolsos de pessoas incertas e, crime odiento aos olhos de certos sectores da PGR, também tinham saído (como os do BNA), mas legalissimamente, dos cofres do Estado, unicamente por o ou os seus signatários serem proeminentes figuras do Executivo (ver caso BANIF).
Com base nesta trama, o político Fenga Miranda faz o seguinte retrato, que F8 agradece. "A vossa audiência no dia 13, deixa pressagiar que o cerco se aperta cada vez mais e incrivelmente em torno de todas as forças ligadas à dinâmica, tanto política como social e associativa. Cada um dos acusadores pensa que tem telhado de betão ou sombrinha de chumbo, quer dizer que o fogo do vizinho nunca vai atingir a sua casa. O regime ou “supostamente”, parece estar a ganhar a batalha do adormecimento e de forma calculada, bem velada e extremamente perigosa, tentando empurrar-nos para o buraco sem que o mundo se aperceba disso, pois o sorriso está sempre presente e como tudo é feito subtil e criteriosamente, a comunidade internacional interpreta a pior das agressões como sendo “faits-divers”. É urgente organizar-se um apelo ou uma carta à Nação e à Comunidade Internacional, espécie petição de associações, intelectuais, universitários, professores, jornalistas, sobre o estado actual da democracia em Angola e os riscos do futuro".

Voltando, porém, ao caso BANIF, o director do F8 foi impugnado, e quando o processo corria os seus trâmites verificou-se que tudo o que tinha sido revelado correspondia à realidade dos factos. Qual quê?, não se ouviu uma única voz de protesto contra a difamação urdida pelo PGR, pois a sua queixa tinha como exclusivo objectivo sujar o bom nome do F8.
Veremos o que se vai passar, mas uma coisa é certa, o F8 não vai morrer. Poderá ir ao tapete, como já antes aconteceu. Mas levantar-se-á. Revigorado e seguirá a sua marcha rumo a um país mais justo, menos corrupto e discriminatório e com melhor distribuição da riqueza angolana

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Yola Semedo submetida à operação de emergência


Quinta, 09 Dezembro 2010 15:02

Luanda – A cantora angolana Yola Semedo, foi submetida à uma operação de emergência, nesta terça-feira, em Luanda, depois de passar mal, de acordo com o promotor da artista, Carlos Dias.

Fonte: Angop

Em declarações hoje à Angop, Carlos Dias disse que a interprete começou a sentir dores, tendo de seguida sido levada à clínica Meditex onde lhe foi diagnosticada apêndice, em estado avançado.

“A Yola, neste momento, encontra-se a recuperar, na clínica, e está a receber todos os cuidados, porque a doença estava em estado avançado, e não se manifestava. Em tempos ela fez alguns exames no exterior do país, mas não foi detectado nada”, explicou.

Segundo a fonte, a equipa que trabalha com a cantora teve que adiar alguns compromissos que tinha agendado para os próximos tempos, até à sua completa recuperação.

“Tivemos que cancelar todos os compromissos profissionais da Yola Semedo até ordem dos médicos que estão a tratar-lhe. Lamentamos estes transtornos, principalmente o que tínhamos agendado para dia 17 do corrente mês com a Angop”, acrescentou.

Yola Moutofa Coimbra Semedo nasceu na cidade do Lobito (Benguela) a 8 de Maio de 1978. É actualmente a artista angolana mais premiada.

Conquistou o prémio de “Voz de Ouro de África” (1995) em representação de Angola no festival organizado pela Unesco, na Bulgária. Foi considerada melhor voz feminina de Angola três vezes (2000, 2006, 2007).

Ganhou o prémio de Balada do ano (2006), melhor intérprete feminina, duas vezes (2006, 2007), diva do ano em 2007 e 2008. Conquistou a edição 2010 do Top dos Mais Queridos, uma realização da Rádio Nacional de Angola, o galardão máximo da música nacional.

Nova versão sobre a morte do Bispo do Namibe divide clero católico


Quinta, 09 Dezembro 2010 13:37

Lisboa - Uma nova versão quanto a morte do Bispo do Namibe, Dom Mateus Tomás esta a dividir o episcopado católico na região sul de Angola. A Versão que circula em meios restritos da província interliga a morte do sacerdote a uma suposta interferência que o malogrado incitou junto aos hábitos tradicionais das comunidades Nhaneca-Humbi logo após a sua tomada de posse, razão pela qual Sé citado como tendo sido “amaldiçoado”.

Fonte: Club-k.net

Sul do país enfrenta problemas de tradição

De acordo com as ocorrências, as comunidades Nhaneca-Humbi submetem as jovens em fase de puberdade a um ritual conhecido por “Mufico” ao qual o Soba da aldeia deita-se com a sua esposa numa cubata e após a secção faz recolha do seu sêmen que por sua vez é dado as meninas que estão a receber preparação para serem esposas.

Ocorrente de que o ritual estava a provocar doenças contagiosas junto daquela comunidade, o malogrado Bispo Dom Mateus insurgiu-se contra estas praticas e de seguida reuniu-se com o Padre Norberto Bula e com Vigário-Geral da Diocese do Namibe, Padre Eusébio Tchimbanda, (este tido como defensor da cultura Nhaneca-Humbi) a fim de transmitir-lhe o seu “contragosto” sobre a pratica do “mufico”. O assunto debatido nesta reunião estendeu-se aos padres do Lubango. (Estava inclusive programado um recurso ao Mambaly como saída para intimidar o Bispo a recuar da sua posição, o que não aconteceu.)

Nas últimas semanas de vida, de de Dom Mateus Tomas eram conhecidos seus desabafos junto aos que lhe eram próximos alegando que costumava a ter visões estranhas, paralelas a cenários registrados ao qual as autoridades tradicionais atribuem a um suposto amaldiçoado contra “a proibição dos costumes dos Nhaneca”

Registro das ocorrências estranhas:
- Aparecimento de duas focas de madrugada agrimando até a manhã do dia seguinte, a porta da paróquia Nossa Senhora do Rosário, a quando da primeira visita do Bispo ao Município do Tombwa. Os mamíferos foram retirados pelo Soba grande, Alberto Pedro Ramos, que as levou para parte incerta

- Surgimento de duas cobras no Bispado. O Bispo confidenciou a um padre local (nome deliberadamente ocultado) que via sempre um boi preto.

- Uma “kimbala” com fezes, foi encontrado na porta da Diocese local

No dia da tragédia em que a sua viatura se embateu contra um animal provocando a sua morte, o Bispo Católico segundo depoimento que as autoridades colheram de uma menina de 9 anos que se fazia transportar na viatura, teria gritado que estava a ver um boi na sua frente que terá cortado a estrada a correr. Entretanto, a jovem testemunha quando inquirida revelou não ter visto nenhum animal. As autoridades conhecedora da área que liga Huambo-Chongori onde ocorreu acidente alegam que a zona não é habitada por bois.

A rapariga que viajava com o Bispo e mais dois padres, foi a única sobrevivente do acidente. A viatura capotou, o leptop do sacerdote e o seu telemóvel ficaram embatidos como se tivessem sido esmagados por um elefante.

De referir que durante a partida para Luanda, a viatura do sacerdote rebentou duas rodas e de regresso de Luanda, um grupo de sacerdotes aparentemente pressentindo alguma anomalia evitou viajar com os três padres que também se encontravam em Luanda, viajando em paralelo.

O comportamento de individualidades do clero após a morte do Bispo deu azo a comentários segundo as quais a Igreja Católica na região sul teria sido invadida pelo tribalismo e o regionalismo.

Anotações de indicadores dos comportamentos paranormais:
- O Vigário Episcopal é citado como tendo transmitido ao Bispo Dom Mateus Tomas, antes de partir para a Assembléia da CEAST no Huambo, que a província do Namibe não necessita de um Umbundu para vir como Bispo.

- Um dos Padres do Lubango, por sinal candidato a Bispo sucessor de Dom Mateus Tomas, quando comunicado pelo padre do Namibe, a cerca da morte do bispo, este julgando que tratava-se da pessoa de Dom Gabriel Mbilingui, demonstrou sinais que contrariam o sentimento de pesar. Quando interrogado das razões da sua indiferença, disse que pensou que fosse o Bispo do Lubango, porque “tem muita mania de viajar de carro”.

- O Vigário-Geral da diocese do Namibe, Eusébio Tchimbanda que se incompatibilizou com o malogrado sacerdote por causa da proibição dos rituais da comunidade Nhaneca-Humbi, abdicou-se participar no funeral do Bispo Dom Mateus Tomas. Na missa do sétimo dia, presidida pelo Bispo de Cabinda Dom Filomeno Vieira Dias, o Vigário, recusou sentar-se na cadeira reservada junto ao co-celebrante Dom Gabriel Mbingui tendo em plena missa negado o convite de Dom Filomeno Vieira Dias.

- No Cunene, o bispo da Diocese de Ondjiva, Dom Guimarães Kevano, é referenciado como estando a fazer apologia segundo a qual os bispados na província do Kuando Kubango e a Lunda-Sul deveriam ser geridas por bispos oriundos da cultura Kwanhama (Os hábitos tradicionais destas duas culturas estendem-se até a estas duas províncias). A Lunda Sul, por razões vacante, é ainda administrada apostolicamente por Dom Manuel Imbamba.

O problema das “visões de cobras e bois” que assombra o clero católico na região sul do país esta a estender-se em sectores políticos sobretudo a figuras que se incompatibilizam ou que foram entendidas como desrespeitadoras de certas normas tradicionais. O Governador provincial do Bié, Boavida Neto, pediu que fosse transferido para outra província sob alegação de estar a "ver cobras". Deixou de pernoitar no palácio passando a dormir no Bispado, num quarto vizinho ao do Bispo local.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jornalista do Club-k atacado em Luanda


Quarta, 08 Dezembro 2010 12:36

Lisboa - O correspondente oficial do Club-K em, Luanda, Lucas Pedro, foi na madrugada de hoje atacado e, ameaçado de morte, à 100 metros do seu domicílio, por três elementos (mascarados) armados até aos dentes quando regressava de uma das unidades hospitalar, na capital angolana.

Fonte: Club-k.net

Agressores disseram que é para aprender a não se meter com os grandes

Tudo aconteceu, segundo o jornalista, – que também viu o seu carro (na foto) de marca Toyota Carina E, a ser vandalizado pelos bandidos –, quando foi interpelado por uma viatura de marca Toyota Tundra, cor cinzenta, sem placa de matricúla, onde rapidamente desceram os ‘paus mandados’ (agressores) armados – à estilo gringo – apontando-lhe duas armas de fogo tipo AK e pistola, à cabeça. “Não percebi absolutamente nada”, disse o jornalista.

Sem oferecer qualquer tipo resistência, o também porta-voz da Fundação 27 de Maio, entregou-se a ‘bel prazer’ dos actores. “Lembro-me ter visto a mesma viatura, a perseguir a partir do bairro Zango, município de Viana. Como condutor achei normal, porque estavamos todos dirigir-se na mesma direcção”, contou.

Já próximo da sua residência, no bairro Boa Esperança, município de Viana, os agressores, com uma manobra perigosa, interpelaram o jornalista. “Fui brutalmente retirado do carro pelos agressores, e começaram a sovar-me”, garantiu, recordando que um dos elementos, por ironia, disse-lhe num tom de gozo: “É para aprender a não se meter com os grandes”.

Dez minutos depois do sucedido, o jornalista dirigiu-se (por voltas das três horas) até a esquadra móvel, da polícia nacional – localizado no mesmo bairro junto ao campo olímpico –, para registar a ocorrência, mas como o azar não vem só, este encontrou simplesmente a ‘roulotte’ abandonado sem agentes. Será que foram tirar uma soneca?

O acto – de acordo com a vítima – não passou de um simples recado dos assustadores, numa altura em que, a Fundação 27 de Maio pretende, nos próximos dias, lançar mais uma obra literária “Comandante Nito Alves - A última vítima do MPLA no século XX”, onde – segundo fontes seguras – é um dos presumíveis autores. “Recentemente fui entrevistado pela Rádio Despertar, na qualidade de porta-voz da Fundação, para falar da obra. E fiz-o com muito gosto”, realçou.

Entretanto, a nossa fonte lembrou que não é a primeira vez que passa por uma situação de género. “Há mais de seis anos, ainda como jornalista do jornal ACTUAL, fui agredido por, elementos desconhecidos, ter denunciado os maltratos e violações da polícia da 1ª divisão da 4ª esquadra às prostitutas”, recordou.

É de salientar que, num perimetro de três meses, este município tornou-se um palco de ataques contra os profissionais de comunicação social, dentre eles os profissionais da Rádio Comercial Despertar nomeadamente, Alberto Chakussanga (morto com um tiro nas costas) e António Manuel da Silva “Jójo” (apunhalado por indivíduos até hoje desconhecidos), agora foi a vez de Lucas Pedro, que além de ser correspondente do CLUB-K, em Angola, é também colaborador permanente do jornal Terra Angolana.

Paulo Julião e Amilcar Xavier abandonam TV Zimbo


Quarta, 08 Dezembro 2010 23:57

Lisboa - O sub-director adjunto de informação da TV Zimbo, Paulo Julião apresentou, na passada segunda feira, ao PCA da Media Nova, João Van-dunem, uma carta de demissão tendo de seguida se dirigido a redacção daquela estação de televisão para se despedir-se dos colegas.

Fonte: Club-k.net

João Van-dunem afunda TV do general "Kopelipa"

Paulo Julião é reconhecido como um profissional competente ao lado de Amilcar Xavier que a menos de 10 dias anunciou formalmente a sua retirada dos quadros da TV Zimbo. O pedido de demissão de Paulo Julião (e a saída de Amilcar Xavier) esta relacionada a um suposto ambiente de injustiças ou de correntes internas que se observa naquela estação de televisão privada. Um dos elementos identificados como promotor de discórdias internas é Herculano Coroado, que se faz passar por mandatário do PCA junto a redacção.

É ainda desconhecida a figura que ira substituir, Paulo Julião , desde já uma veterana jornalista Carla Castro terá indicação para ser editora embora prejudicada pelas ondas de reclamações segundo qual tem adoptado atitude tendente a interferir no trabalho dos editores. A mesma é alistada a uma corrente opositora a Amilcar Xavier junto com Herculano Coroado, Sílvio Capuepue e Rossana Miranda.

As previsões apontam que a saída de Paulo e Amilcar poderá encorajar a deserção de jovens jornalistas que se inspiram nos mesmos como é o caso de jovens da linha de Paulo Duda e Emanuel da Mata.

Os problemas na TV Zimbo começaram a vir a publico depois de uma onda de afastamentos por influencia da crise financeira que a empresa enfrenta. Foram escolhidos os melhores profissionais para ficaram abraçando a contra proposta de manterem –se nos seus postos mas com salários reduzidos a 50%.

Os jornalistas e editores, Cláudio Tito, Carlos César, Eduardo Liberal, Cláudio Mutendo referenciados como que “trabalham muito”, viram os seus salários a serem cortados. O facto de elementos da “corrente”, de Herculano Coroado terem os seus ordenados inalterados levanta internamente, suspeitas da existência de “injustiça laboral”.

Há também pareceres que indicam que TV Zimbo poderá afundar por causa da pessoa do PCA, João Van-dunem que pouco entende de gestão de jornalismo televisivo. O DG Filipe Correia de Sá é visto num papel decorativo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Avião angolano aterra de emergência e bombeiros de Almada encontram peças na rua. Partes de fuselagem encontradas em Almada



06.12.2010 - 14:11 Por Marisa Soares
Um avião da companhia aérea angolana TAAG, que partiu do aeroporto de Lisboa às 11h11 com destino a Luanda, foi forçado a regressar à Portela por problemas técnicos. Pelo caminho, terá deixado cair em Almada alguns pedaços metálicos da fuselagem, que atingiram um veículo mas não terão causado feridos.
“O avião levantou voo do aeroporto da Portela e voltou pouco tempo depois, por volta das 11h30, para fazer uma aterragem de emergência devido a um problema técnico”, confirma o porta-voz da ANA, Rui Oliveira. A mesma fonte adiantou que a aterragem decorreu normalmente e que não houve problemas com os passageiros, mas não confirma que os pedaços encontrados esta manhã nas ruas de Almada pertençam ao aparelho.

O alerta foi dado ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal por volta do meio-dia. De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, as peças atingiram um carro que estava estacionado na Rua Lourenço Pires de Távora. “Foi encontrado um pedaço de fuselagem, com cinco centímetros de largura e 10 a 15 centímetros de altura, e partiu o vidro traseiro do carro, que estava vazio no momento”, explica o comandante.

O veículo, um Opel cinzento que estava estacionado entre outros carros, foi já retirado do local e está agora estacionado no parque da PSP de Almada. Fonte desta polícia explicou que "o proprietário deve agora apresentar queixa contra terceiros pelos danos causados".

Foram encontradas outras peças com a mesma dimensão, na mesma rua e em outros pontos da cidade, nomeadamente na Avenida D. Afonso Henriques, que fica ali perto. No local, estiveram os bombeiros de Almada e de Cacilhas a inspeccionar a zona. "Caiu também uma peça em cima do telhado de um prédio, mas não deve ter causado um grande estrago", disse o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almada.

A investigação está agora a cargo do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves. “Temos uma equipa a dirigir-se para o aeroporto para averiguar o estado do avião e iremos posteriormente para Almada para confirmar se as peças pertencem a esse aparelho”, disse ao PÚBLICO o tenente coronel Fernando dos Reis, responsável pelo organismo.

De acordo com a SIC Notícias, a queda das peças do avião feriu duas pessoas e danificou dez carros. No entanto, até às 14h30, ninguém tinha dado entrada no Hospital Garcia de Horta com ferimentos causados pelo incidente. Fonte do CDOS de Setúbal disse ao PÚBLICO que "se houve feridos, não foram transportados de ambulância". O comandante Vítor Espírito Santo garante também que não tem conhecimento de mais do que um carro danificado pelas peças caídas do avião.

A TAAG Angolan Airlines integra a “lista negra” das companhias aéreas interditas na União Europeia, mas faz parte de um pequeno conjunto de dez transportadoras que estão autorizadas a operar dentro do espaço comunitário, condicionadas a rigorosas restrições de exploração.


Partes de fuselagem caíram em Almada
TAAG assume “eventuais” consequências da avaria do avião que aterrou de emergência em Lisboa

06.12.2010 - 17:55 Por Lusa, PÚBLICO
A TAAG - Linhas Aéreas de Angola vai assumir as “eventuais consequências” de uma avaria técnica que obrigou, hoje de manhã, um avião a aterrar de emergência em Lisboa, disse o delegado da operadora angolana em Portugal.


Em comunicado citado pela Lusa, o delegado da TAAG em Portugal, Virgílio Costa, afirma que a empresa “está a recolher informações sobre eventuais consequências resultantes deste incidente assumindo, desde já, a protecção de tais consequências”.

Um Boeing 777 com 125 passageiros a bordo aterrou hoje de emergência no Aeroporto de Lisboa, pouco depois de ter descolado, devido a uma avaria técnica. Durante a manhã de hoje, caíram diversas pequenas peças de avião em vários pontos de Almada, provocando danos materiais em, pelo menos, um veículo estacionado na rua.

Sem confirmar que as peças eram provenientes do Boeing 777, fonte da TAAG disse que “decorrendo dos inquéritos que estão a ser feitos e provando-se que as peças resultam do mesmo avião, obviamente que a TAAG assume as responsabilidades”. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, um organismo tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, está já a proceder às investigações.

De acordo com o delegado da operadora angolana, o equipamento tem três anos de idade e aterrou de emergência “com toda a normalidade” às 11h31, 20 minutos após ter descolado de Lisboa (11h11), depois de o “comandante do avião ter sentido uma vibração no reactor direito”.

Os 125 passageiros que seguiam a bordo "não se chegaram a aperceber de qualquer anormalidade" e aguardam agora em hotéis de Lisboa um novo voo para Luanda que, segundo a mesma fonte, deixa o Aeroporto da Portela amanhã às 10h00.

A Comissão Europeia autorizou em Março a companhia aérea angolana a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia “sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas”. O único destino europeu autorizado até essa altura à TAAG era Lisboa, “apenas com certos aparelhos e segundo condições muito estritas”.

Todas as transportadoras angolanas continuam na lista negra europeia de companhias proibidas de voar no espaço aéreo da UE, mas as restrições impostas à TAAG foram “parcialmente levantadas sob determinadas condições”.

Prédio da Cuca: Regime atribui culpas a escavações da obra do mercado do Kinaxixi


Segunda, 06 Dezembro 2010 08:42

Luanda - De acordo com a angop, que ate ontem não noticiava o assunto, uma equipa técnica, composta por especialistas em arquitectura do Governo Provincial de Luanda (GPL) e do Laboratório Nacional de Engenharia do Ministério das Obras Publicas e Urbanismo vai hoje, segunda-feira, proceder a avaliação da existência de fissuras, no conhecido prédio da Cuca, no município da Ingombota.

Fonte: Angop

Equipa técnica avalia estado físico do prédio

Em declarações à Angop, o porta-voz do GPL, Ladislau Silva, disse que apesar de um certo pânico, por parte dos moradores, devido a uma alegada inseguraça nas estruturas físicas do edifício, ainda não se tomou qualquer medida de evacuação.

De acordo com o responsável, caso seja verificada qualquer fissura nas estruturas físicas do edifico, o Governo Provincial de Luanda vai tomar medidas urgentes, no sentido de salvaguardar a segurança dos seus moradores.

Entretanto, o porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, desmistificou a existência de um lençol freático debaixo do edifício, acrescentando que o desmoronamento de terra, que se verificou na zona, na tarde de domingo, deve-se as escavações da obra de construção na zona do ex-mercado do Kinaxixi.

De recordar que devido ao clima de pânico, por parte dos moradores, responsáveis do GPL e do SNPCB estiveram, na noite de domingo, no local.

No edifício, com cerca de 12 andares existem 106 apartamentos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Modelo Karina Silva agredida em Portugal


Terça, 30 Novembro 2010 23:30

Londres - A modelo angolana Karina Silva, foi recentemente agredida, a porta de casa, por elementos não identificados, que a interceptaram num edifício em Lisboa, onde a mesma esta a residir temporariamente.

Fonte: Club-k.net

Inveja leva jovens enveredar pela cobardia

Os elementos aproximaram-se a modelo perguntando apenas “desculpa tu es a Karina?”, a mesma respondeu que sim e estes disseram que queriam falar com ela. A modelo retorquio que estava ocupada/apressada e em reacção, os agressores a ofenderam de forma arrogante interrogando-se: “apreçada sua p.. de merda, vem ca, achas que podes ser melhor que a nossa irmã?”.

Os agressores aparentemente angolanos, voltaram a perguntar de forma arrogante as seguintes palavras “porque tem que ser sempre tu a melhor, vou já acabar com esta merda veeemm ca P...”

Karina conta que “só senti o corpo a doer e a cara a arder. Só deu tempo de entrar no prédio”. Tudo que tinha em mão como carteira acabou por deixar por baixo do prédio assolada pelo medo. Retomou mais tarde os seus pertences no momento em que desceu com a senhora que cuida do seu filho.

Esta segunda feira a mesma denotando sinal de recuperação deixou uma mensagem no seu facebook, com o seguinte dizer: “o senhor esta a operar em mim e já estou curada em nome do senhor Jesus Cristo.eu sou uma bênção de Deus”.

Natural de Benguela, Karina Silva, de 25 anos de idade é uma das mais renomadas modelo angolana com projeção internacional. Começou a desenvolver o gosto pela moda na África do Sul onde estudou. Em Angola tem se destacado como empresaria através da sua agencia de modelos e de outros trabalhos da égide do mundo da moda.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

“Caso Nerika” arrastado para o Tribunal Supremo


Terça, 30 Novembro 2010 01:04

Lisboa - O dossiê da sentença de Nerika Ferreira Pires da Conceição Loureiro, a jovem acusada de ter assassinato o esposo Lopo Loureiro encontra-se no tribunal supremo por efeito de um apelo de recurso (da sua defesa) sob alegação de que a mesma padecia de insanidade.

Fonte: Club-k.net

Devido a alegada insanidade mental
O estado de sanidade de Nerika foi objecto de três estudo em diferentes fóruns profissionais, reconsiderados pela sua idoneidade. O primeiro exame foi feito a 12 de Maio na Clinica da Sagrada Esperança (CSE) em Luanda por um medico cardiologista, Antonio Capita que concluiu que o “cérebro e o tronco não apresenta alterações”. Neste mesmo dia foi também vista por um especialista em neurologia, Victor Dorogovtsev que lhe passou um relatório declarando “EEG anormal” e “sinais de actividade epileptifone”.

Cinco dias depois de ter sido vista na CSE, Nerika Lourenço voltou a ser vista no Hospital da Psiquiatria de Luanda por uma equipa de três médicos constituídos por Natalia de Espírito Santos, Antonia M Sousa e Mariquinha de Oliveira. A equipa concluiu que a argüida “não sofre de qualquer doença mental” tendo mesmo adiantando que “pode assumir as suas responsabilidades que lhe forem atribuídas”.

De todos os exames, o que terá dado sustento a tese que põem em causa a sanidade mental de Nerika Loureiro foi, um feito no Departamento dos Serviços prisionais, a 26 de Maio e que teve como perito forense, um medico psiquiatra Rui Pires da Encarnação. O exame foi feito com recurso a três entrevistas dadas pelos familiares (pai, mãe e um cunhado). Ao longo do depoimento, Nerika revelou ao medico que não se recordava de nada. Disse que lembra-se apenas que o seu malogrado esposo teria pegado a filha de três anos para ir dar banho e de repente a mesma sentiu que o esposo ria-se dela e a filha menor tinha as mãos nos órgãos genitais do pai. Alega que já não se lembra de nada e que veio a saber por terceiros que o esposo estava morto. Teria dito também que nos últimos dias sentia-se tensa e achava que todo mundo falava mal de si tanto no trabalho como nas lojas por onde passou em Portugal.

No relatório que apresentou, o perito forense considerou que a mesma presentava “desatenção, parcial orientação no tempo e espaço, alem de Estado mental alterado”. O psicólogo Rui Pires concluiu ainda que devido a “perturbação mental grave, era ao tempo da acção, totalmente incapaz de entender o caracter ilícito do facto ou determinar de acordo com esse entendimento”.

Os familiares da mesma também estão convencidos que Nerika andava com alguma “alteração mental”. Alegaram ao médico Rui Pires, que um grupo de prisioneiras as reportou que na prisão de Viana, a argüida apresentava comportamentos paranormais consubstanciado em desejos ou pretensão de acarinhar os seios das outras colegas.

Nas ultimas semanas manifestou “forte” desejo de ver o filho mais novo. A vontade que manifesta em ver os filhos coincide ou calha numa altura em que a defesa por parte do malogrado país dos filhos de Nerika conseguiu um consenso que permite os “pequenos” a estarem alguns dias com a família de Lolo Lourenço.

Nerika é defendida por um advogado angolano Sergio Raimundo, com créditos firmados no mercado judicial. Por parte dos familiares de Lolo, tem uma advogada Paula Godinho. O processo é acompanhado por um juiz do tribunal provincial de Luanda, Manuel Antonio Morais.

O “Caso Nerika” abalou a cidade de Luanda desde o passado dia 1 de Abril quando a jovem Nerika provocou a morte do marido com mais de dez golpes de tesoura e faca nas regiões do pescoço, tórax, e abdômen. A autora do crime formou-se em direito em Portugal e no regresso a Angola passou a trabalhar para a SONAIR, empresa filiada a SONANGOL. Já o malogrado esposo, Lopo Loureiro, igualmente formado em terras Lusas, era funcionário do Banco de Comércio e Indústria (BCI). Era um jovem muito calmo, conforme uma discrição em meios familiares.