quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem


Holanda – Educar um povo a não reclamar pelos seus direitos, é na minha opinião, um crime, da mesma maneira que considero que educar alguém que está a ser atacado a não defender-se, é crime. Sou da opinião sincera que o direito de pretexto, de manifestação ou de reclamação (que no fundo dá no mesmo) deve ser um exercício legal a ser exercido por qualquer cidadão que sinta que os seus direitos cívicos ou constitucionais estão a ser usurpados, ou pelo menos, não estejam a ser garantidos.

Felizarda Mayomona. Fonte: A-patria.com. Club-K.Net

"Quem não chora...não mama!"

O que faz diferença é a maneira de se protestar. Existem protestos violentos, e protestos pacíficos. Dependendo da capacidade, habilidade ou disposição de um determinado regime dialogar ou não com a parte protestante, as manifestações podem terminar em ações violentas e descontroladas, ou prosseguir pacificamente.

Estou ainda a recordar-me da manifestação levada a cabo pelos nossos compatriotas angolanos no dia 4 de Janeiro de 1961, na baixa de Cassanje em Malange. O móbil da manifestação (também podemos lhe chamar de pretexto porque dá tudo no mesmo) era a proibição do cultivo da mandioca (um alimento tipicamente africano) e a obrigatoriedade do cultivo do algodão e o aumento dos impostos deste, pela companhia belga colonial, a Cotonang. A reacção das autoridades coloniais portuguesas foi imediata e muito violenta: usando aviões que descarregavam bombas napalm sobre uma população indefesa, causaram a morte de milhares de pessoas. Este acontecimento hediondo causou tanta revolta entre os angolanos que serviu de ignição para o início da luta armada iniciada um mês depois, a 4 de Fevereiro de 1961.

Actualmente comemoramos em Angola todo o dia 4 de Janeiro como um feriado oficial nacional, em memória das vítimas. Nunca antes na história de Angola se verificou uma manifestação daquela magnitude, que era, no considerar dos colonos portugueses da altura, uma acção impossível ou impensável da parte dos autóctones angolanos. Com a independência nacional entramos numa outra era, em que os angolanos autóctones finalmente controlariam os seus próprios destinos, e um dos motivos que guiou a luta anti-colonial era luta contra a exploração dos angolanos por outros povos, nesse caso os portugueses. A exploração, a usurpação das riquezas da terra, a usurpação da nossa identidade africana e o resgate da nossa dignidade, dos nossos valores, da nossa cultura e línguas africanas, e principalmente, da nossa liberdade e da nossa terra seriam os frutos da nossa independência. Pelo menos era assim que os angolanos que lutaram de verdade contra o colonialismo pensaram.

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem para a maioria dos angolanos, especialmente dos angolanos autóctones que agora ficaram constitucionalmente sem terra (passou a ser propriedade do estado). Verificamos que as imensas riquezas do nosso país, ainda não servem a maioria dos angolanos, mas também é propriedade privada só de alguns. Com um governo super centralizado como o nosso, as riquezas do país e o seu dividendo se concentram sempre nas mesmas pessoas, num ciclo vicioso que deu lugar a uma corrupção que praticamente já se tornou institucional. A polícia angolana reprime tanto ou pior que a PIDE-DGS, ao em vez de ser uma entidade protectora dos cidadãos, torna-se cada vez mais uma entidade apenas ao serviço de uma pequena elite.

A maioria dos angolanos sente-se estrangeiro neste país que cada dia que passa enterra a africanidade e desenha uma angolanidade também atípica, tal como a nossa constituição, em que nela o angolano autóctone se revê como estrangeiro dentro da sua própria terra. Nem as nossas línguas nativas foram oficializadas nesta nova constituição, mas apenas o português, que é uma língua imposta pelo colonialismo.

Nos encontramos debaixo de uma governação que administra os recursos de um país mas sem prestar contas aos seus verdadeiros donos: o povo. A maioria dos nossos líderes se tornou arrogante e insensível demais perante o sofrimento dos angolanos, vivem num mundo só deles enquanto pregam em órgãos como o Jornal de Angola e outros que Angola está a mudar, estamos a crescer, somos os maiores, somos os melhores, etc. De certeza que a analise dos nossos dirigentes é feita de um prisma totalmente egocêntrico, esquecendo-se que o maior indicador do crescimento de um país é a qualidade de vida do povo, o acesso aos serviços de saúde, de educação, do emprego. E vivendo num país riquíssimo como Angola, em 35 anos de independência e 9 anos de paz, já era altura de começarmos a falar também de subsídio de desemprego, entre outros benefícios de uma cidadania plena.

Vemos o contrário disso. O acesso aos recursos e benefícios do país para além de serem limitados só para alguns (baseado nos nomes e classe social, e em alguns casos até na cor da pele), em muitos casos, para ter acesso a um benefício como uma bolsa do Inabe te pedem Cartão de Militante de um partido angolano. Este partido chama-se MPLA. Isto é só para mencionar um exemplo em que, para se ter o benefício de algumas coisas em Angola o cartão de Militante do MPLA se torna numa obrigatoriedade, mas há mais. E ninguém pode negar esta realidade. Diante desta situação, me questiono como é com aqueles que são militantes assumidos de outros partidos e estão lá mesmo por uma razão ideológica. Será que estes têm de adquirir o cartão da angolanidade plena (Cartão do MPLA) para usufruir de alguns benefícios enquanto militam também clandestina ou abertamente nos seus partidos ou renunciam a actividade politica nos seus partidos? Curiosidade.

Estas situações todas e muitas outras, considero muito injustas e justificariam um protesto massivo da população nas ruas da capital angolana e não só. Um pretexto contra leis injustas e medidas anti-sociais. E dizer isto não é crime nenhum, porque se fosse crime, a nossa constituição não plasmaria este direito no seu artigo 47 (atenção, estou a defender o direito de se manifestar pacificamente). Infelizmente, principalmente nos governos africanos, as manifestações pacíficas quase nunca geram frutos nenhuns, já que os dirigentes se mantêm insensíveis, e chegam até a ser reprimidas, muitas vezes com tanta brutalidade que nos traz à memoria a repressão brutal dos regimes coloniais. Os manifestantes passam a ser tidos como inimigos da pátria, antipatriotas, vândalos, agentes de forças externas, etc. Este facto é que leva, muitas vezes, às manifestações violentas como meio de se alcançar um objectivo. No caso de Moçambique a "revolta dos pobres" expôs o fracasso das políticas económicas e sociais do governo. Felizmente o Presidente Armando Guebuza teve o bom senso de recuar nas decisões iniciais do governo que deram inicio á revolta dos moçambicanos. É caso para se dizer "quem não chora, não mama".

Me pergunto: como seria se tivesse sido em Angola? Como teriam reagido as autoridades? Teriam reagido com a mesma brutalidade (ou pior) que a polícia moçambicana? Como teriam reagido os nossos irmãos que se auto-proclamaram a "vanguarda do povo angolano", o MPLA? Nos defenderiam? Estariam ao lado do povo ou os teriam considerado como inimigos? Porque seria um contra-senso um partido que diz ser representante do povo (o povo é o mpla e o mpla é o povo) considerar o mesmo povo como inimigo apenas porque exteriorizou o seu desagrado perante a governação do país através de um pretexto.

Temos de interiorizar que protestar não é um crime, é um direito. Angola é de todos os angolanos e todos merecemos, temos o direito, de usufruir dos benefícios da nossa cidadania. Todos temos direito de viver bem na nossa terra, e de termos as mesmas oportunidades. Até mesmo o direito de escolher os nossos dirigentes deve ser um direito sagrado e não um crime lesa pátria. E nós, os angolanos "comuns", não adianta pensar que este governo que está aí, já a 35 anos, vai satisfazer os nossos anseios apenas pelos nossos lindos olhos.

A história tem demonstrado que quanto mais tempo um partido permanece no poder, mais ele se acomoda, porque criam-se vícios que depois são difíceis de combater. Tem de ser nós mesmos, a pressionar e a exigir que os nossos direitos sejam satisfeitos e garantidos, como demonstrou mal ou bem, o povo moçambicano.

* Felizarda Mayomona
Activista Cívica

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Começou julgamento de Nerika Loureiro



Luanda - Como se esperava, a defesa de Nerika Loureiro, acusada do homicídio do seu próprio marido, alegou insanidade mental da ré no julgamento iniciado na última quarta-feira, 16.

*Mariano Brás
Fonte Jornal A Capital Club-k.net

Não parece restar dúvidas de que Nerika Loureiro, a advogada de 32 anos de idade, seja culpada pela morte do seu esposo, Fortunato Loureiro, em Abril de 2009, num caso que ficou conhecido como “O Crime do Nova Vida” por conta do local em que se deu o homicídio. Resta, entretanto, saber se ela agiu em sã consciência. Esta é, ao menos, a estratégia a ser seguida pelos seus advogados de defesa, manifestada quando na última quarta-feira, no dia do início do julgamento, pediram ao juiz que suspendesse a sessão já que, no seu entender, a ré “não está nas suas condições facultativas”.

“Se tiver dúvidas, meritíssimo, pode fazer-lhe algumas e verá como ela tem problemas de insanidade”, declarou Sérgio Raimundo o advogado de defesa de Nerika.

A alegação do advogado, claro, não foi acolhida cm agrado, nem pelo representante do Ministério Público, muito menos pelos advogados de acusação, uma equipa encabeçada por Paula Godinho. Alfredo Martins, do Ministério Público, disse ser desnecessário que a ré seja submetida a novos exames. Recentemente, vários especialistas analisaram-na e, ao nível do Tribunal Supremo, ficou provado que ela goza de perfeita saúde mental. “Por este facto, dou por indeferida tal pretensão”, sentenciou.

Manuel Gomes, juiz presidente, não titubeou naquilo que entendeu ser o caminho mais acertado. Aceitou a sugestão de Sérgio Raimundo e ordenou a que dois médicos do Hospital Psiquiátrico sejam, então, nomeados pelo respectivo director com o propósito de avaliar o estado e Nerika. Mais orientou que os profissionais deverão prestar juramento para um trabalho são e isento de qualquer suspeita. Na sexta-feira, 18, enquanto se preparava o fecho da presente edição, o exame, assistido por representantes de ambas as partes, decorria conforme o orientando pelo juiz Manuel Gomes.

O juiz entendeu que o trabalho dos especialistas será, pois, uma a diligência complementar de prova, embora, como também reconheceu, já tenha sido decidido, em processo competente, a integridade mental da ré, “cuja sentença, há muito, transitou em julgado”. A lei, esclareceu, permite o julgamento de todos os elementos de prova para se esclarecer as circunstâncias que rodeou o crime. “Um dos elementos é, sem dúvidas, a indagação sobre a personalidade da ré, os seus antecedentes e estado psíquico”.

Quebrou-se, então, a expectativa ao redor de um julgamento que começou cerca de um ano e meio depois do crime de que é acusada a jovem advogada. Trata-se, mesmo, de um dos casos mais mediáticos, sobretudo pelo seu carácter passional. Nerika, agora com 32 anos, desferiu, segundo a acusação, 17 golpes de tesoura contra o seu marido, Lopo Fortunato Loureiro, supostamente enquanto este dormia, tendo morrido imediatamente.

A advogada, até então quadro da Sonangol, apareceu muito longe da imagem com que habituou os seus familiares. Trajava o uniforme da cadeia e tinha o cabelo penteado, embora sem os arranjos impostos pela beleza feminina. Parecia assustada, arregalava os olhos volta e meia. Para se movimentar, era suportada por duas funcionárias dos serviços prisionais. Tal era o estado de choque que a jovem mal conseguiu pronunciar uma palavra e, mais do que isso, mal se conseguia sentar sozinha.

Família descontente
A sala estava lotada por familiares e jornalistas., não fosse a intervenção policial, familiares de ambas as famílias, que no passado festejaram a união do casal, teriam se envolvido, agora, em violência. O desagrado partiu, sobretudo, dos familiares da vítima, que se mostraram descontentes face ao posicionamento do juiz.

Na opinião destes, a ré está a “simular” um estado de loucura para, então, conseguir a absolvição da justiça. “Ela não está doente, não está maluca”, comentou a senhora, visivelmente irrita. “É tudo mentira”, gritou.

“Então quem mata basta, depois, confirmar que é maluco para conseguir ser absolvido pela Justiça?”, interrogou-se uma irmã do falecido.

“Já perdi um filho, mas agora clamo por Justiça. Será que quem matou-me o filho não vai pagar por isso?”, questionou a mãe.

A advogada, entretanto, tranquilizou os familiares, dizendo que se estava apenas “no começo” e que o juiz tomou tal decisão “pelo bem da verdade”.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nádia Silva Exibe A Forma Física Em Editorial De Revista Sul-Africana



Luanda - A modelo angolana Nadia Silva interpretou o papel de “femme fatale” e exibiu um corpo de fazer inveja num editorial feito para a revista masculina “FHM South Africa”.

Fonte: JA Club-k.net

A modelo, ícone fashion desde que arrebatou o título de Miss Angola Mundo em 2009, aparece com uma lingerie vermelha justa e decotada, a fazer poses sensuais para o fotógrafo internacional Kevin Mark Pass.

A manequim, natural de Cabinda e de 22 anos, teve de perder peso para o ensaio fotográfico feito em Joanesburgo, capital sul-africana. “Tenho tido cuidados redobrados com aquilo que como e feito muito exercício para estar no meu melhor nesta sessão de fotos. Valeu a pena e até fiquei surpreendida com o resultado final”, disse.

Dona de curvas generosas, rosto bonito e olhar penetrante, a bonita manequim que representou Angola e ficou entre as 20 modelos com os melhores corpos do globo, no concurso Miss Mundo, arrasou num modelo vermelho que fazia contraste com a pele morena e o longo cabelo negro. Nádia fica na capital sul-africana até ao dia 20 de Fevereiro para participar do Joburg Fashion Week, segundo maior evento de moda em Africa, por intermédio da agência Hadja Models, em que trabalha. Gente deseja-lhe sucesso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A quem interessava a morte de Euridce?, questiona Jornal Angolense


Luanda - Perguntas que não se querem calar, como foi possível um indivíduo sem usar ao menos um silencioso no revólver matou uma indefesa mulher em plena hasta pública e sumiu sem deixar qualquer rasto? Quem é o executor? Existe um mandante? A quem interessava a morte de Euridce Cândido? As respostas de tais pergunta sou poderão ser dadas pelos peritos da DNIC, mas será que responderam? É outra grande interrogação

*Maria Japa. Fonte: Angolense. Club-k.net

De interrogações em interrogações, a verdade é que, na sexta-feira, 28, por volta das 19:30, na rua Frederic Welvitch, aos Combatente, Euridce Cândido, a vítima de 30 anos ou simplesmente Dódó, como era carinhosamente tratada pelos mais próximo, chegava a casa trajada de um fato de treino cor-de-rosa, ténis de marca Nike, ao volante da sua viatura Mercedes, modelo 350 ML, cor preta, com a chapa de matrícula LD-54-20-CR, vindo do ginásio Clube Náutico, sito na Ilha de Luanda.

Na entrada do prédio denominado da Chick Chick, parou o carro no parque defronte a uma roulotte, onde comercializa-se hamburguês, cervejas e refrigerante, normalmente recheada de pessoas, que, para garantir segurança aos clientes, possui um holofote, além que era comum naquele local ver policiais em serviço de giro, tanto apeados como em viaturas, o que naquele dia não aconteceu curiosamente.

Parou a viatura, desceu, dirigia-se até a porta de trás para abrir e retirar uma sacola no banco traseiro, neste mesmo instante foi surpreendida pelo seu algoz que mas não fez senão bem junto dela e frontal, encostou o cano do revólver na cabeça e disparou fatalmente contra aquela indefesa mulher.

Caiu inanimada, o seu algoz subiu numa motorizada, em companhia de um comparsa que já o aguardava com o motor ligado, de seguida ambos sumiram sem deixar qualquer rasto.

Conheça o percurso do assassinato
Segundo fontes policiais Euridce Cândido, a vítima, já estava a ser perseguida a partir do ginásio, pois ao que conseguiram apurar, a mesma era uma constante sair do serviço e ir imediatamente ao ginásio e sou assim regressar a casa, entretanto, naquele dia não foi diferente.

Os meliantes conheciam bem o seu percurso, isso é, casa, serviço, ginásio e casa, sabe-se que ao sair do Ginásio do Clube Náutico, por volta das 19 horas, a mesma a partir do visor da viatura apercebeu que estava ser perseguida por dois indivíduos de uma motorizada, ao longo que acelerava a marcha os mesmos também o faziam.

Entretanto, diz a nossa fonte, Euridce naquela altura ligou para o celular da irmã que estava em casa a pedir que a mesma descesse, porque estava ser perseguida por dois indivíduos de uma motorizada, o que poderia ir até a uma esquadra próxima pedir auxilio, mas antes como tinha uma sacola no interior da viatura pretendia deixar numa paragem que esperava ser breve, mas ao que parece nem lhe foi dado tempo.

As pessoas que na altura se encontravam no local disseram não se aperceber de nenhum movimento estranho, porque quando a mesma foi atingida, a julgar pelo barulho do projéctil numa primeira fase presumiu-se que foi um pneu que estoirou, mas quando viram ao redor foi sim, um tiro certeiro que vitimou a vizinha do 3° andar.

Os supostos executores não deixaram qualquer rasto visível no local, entretanto, os efectivos Policial afeto a Investigação Criminal, que além de removerem o cadáver do local levaram também a viatura, o telemóvel da vítima e outros haveres que se fazia acompanhar e poderiam servir para chegar até aos presumíveis autores.

Este jornal apurou de uma fonte ligada a investigação que já conseguiram encontrar o invólucro da arma disparada que possivelmente pertence a uma pistola do tipo Makarov, curiosamente o mesmo tipo de arma usada pela polícia, mas que a nossa fonte ignorou este pormenor porque acredita que a julgar pelo histórico do país qualquer um pode ter uma arma daquele tipo.

Apurou-se ainda que não foi retirado nada do interior da viatura, assim como, por outro lado, não conseguiram apurar a impressão digital porque a mesma até altura em que os especialistas chegaram ao local do crime, a viatura já tinha sido tocada por várias pessoas o local também já tinha sido invadido por curiosos, o que dificultou apurar com precisão as impressões digitais.

Para os familiares Governador de Luanda é o possível mandante
A polícia que já abriu um processo com o número 699/011-IG não descarta qualquer das possibilidade inclusive uma tentativa de assalto ou roubo de viatura, mas neste período começou por notificar as pessoas que telefonaram para a vítima naquela sexta-feira, 28.

A mesma fonte policial disse também que na perícia realizada ao telefone da vítima encontraram várias mensagens ameaçadoras de várias pessoas dentre as quais de várias mulheres como por exemplo Dona Teresa, (esposa do Governador) e Indira Bobola, (uma das amantes do governador, com a qual tem um filho), supostamente suas rivais, assim como de alguns marmanjos sobre os seus conteúdos preferiu omitir para não deturpar as investigações.

A nossa fonte analisando o possível autor do disparo que vitimou Euridce disse tratar-se de um indivíduo mas alto em relação a vítima pois o disparo foi efectuado por cima da cabeça da mesma, assim como pode ser também conhecido e sou por isso ela não reagiu, no sentido de gritar ou clamar por socorro, “das duas, uma: ou ele era conhecido dela, ou o mesmo é alguém com vasta experiencia militar”. Vaticinou para acrescentar “quem age como ele não é qualquer bandido”.

A mesma fonte numa espécie de preocupação disse o caso ser bastante bicudo e se não aparecer os executores do crime a dizerem quem os mandou “o caso pode ficar em nada, em tribunal uma coisa é ameaça e outra são os factos que não têm o mesmo peso jurídico”.

Se por um lado os investigadores têm duvidas por outro lado já os familiares não, pois ouvidos garantiram que acerca de seis anos atrás que a vítima começou a namorar com o actual Governador de Luanda, José Maria dos Santos, que resultou o nascimento de uma menina que hoje tem dois anos de vida.

Recordam que em 2009 no primeiro aniversário da filha da malograda, realizado num dos restaurantes de luxo da Capital de Luanda, a esposa do Governador chegou a festa mesmo sem ser convida e armou a maior confusão, assim como fez várias ameaças e o pior sou não aconteceu graça a intervenção de alguns policiais presentes.

Por este e outros casos, a vítima tivera realizado duas queixa -crime contra uma terceira mulher do então pai de sua filha que, além de ameaça-la de morte, agrediu-a várias vezes, assim como inclusive já partiu os vidros do seu carro.

Até antes da sua morte o processo já tinha saído da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e tramitado para o Tribunal Provincial de Luanda Dona Joaquina, onde acerca de um ano aguardava por julgamento, mas ao que parece dada a tardia da justiça Euridce Cândido morreu e a justiça não conseguiu garanti-la a protecção que procurava.

Dizem também os familiares que como consequência das constantes brigas com Dona Teresa esposa e Indira Bobola, a mesma preferiu terminar com a relação. Entretanto, ao que tudo indica, se mal pensou pior o fez, pois contam os familiares a caminho de um ano o ex. marido não a deixava em paz e fazia ameaças constantes uma das quais como por exemplo “se não ficar comigo, não ficas com mas ninguém”. Recordaram os familiares.

Curioso é que, o pai da filha que outro ora era visto constantemente a procura da mesma, nestes dias jamais foi visto na defunção para ao menos prestar solidariedade a família enlutada.

Euridce Cândido, 30 anos de idade, os seus restos mortais já descansam em paz desde terça-feira, 02, no Cemitério Altos das Cruzes, era técnica superior de Gestão de Empresas, funcionaria no Banco de Fomento de Angola (BFA), na Direcção de Créditos a Particulares e Negócios, a mesma deixou órfão uma criança de dois anos de idade.

Caracterizada pelos familiares e amigos como sendo bastante batalhadora, persistente quando quer alcançar algo, amiga dos amigos, divertida e bastante solidária, para a sua família era uma espécie de abono familiar.

Quim Ribeiro entre os suspeitos, mas familiares recusam seu envolvimento no assassinato
Rumores postos a circular dão conta que Joaquim Vieira Ribeiro estará também por de trás do assassinato de Euridce Cândido, alegando que a mesma era sua amante e gestora das suas contas bancária no BFA, onde realizou várias transacções bancárias que se presume que seriam valores concernente ao caso BNA em que, aquele antigo Comandante de Luanda está responder um processo-crime de desvio.

Contactado por telefone na terça-feira, 01, o Comissário Joaquim Vieira Ribeiro, colocado a situação estupefacto disse “nunca conheci a senhora que foi morta e jamais foi minha amante ou gestora no BFA, pois a minha gestora há mais de 15 anos chama-se doutora Lourdes Rasgado”. E mais não disse.

Por outro lado, Leandro Cândido, irmão mais novo da vítima, também contactado por telefone, jurou de pés junto que Joaquim Vieira Ribeiro não conhecia a sua irmã e justificou-se “ o único contacto que tivemos com o senhor Quim Ribeiro foi por telefone e por intermédio do Zé Maria que, lhe ligou a partir do Kuando Kubango para agilizar a retirada da viatura da minha irmã que tinha sido rebocada pelos fiscais por lavar na rua”.

E mais: “Fui eu quem foi buscar a viatura no parque o senhor Quim Ribeiro fez tudo a partir do telefone e jamais se encontrou com a minha irmã, portanto, tudo que estão a dizer é mentira, é sou mais uma forma de desviarem as atenções ao verdadeiro assassino e pretendem prejudicar alguém que já está cheio de problemas, por outro lado, na área em que a minha irmã trabalhava não tinha contacto com nenhuma conta, pois isso era impossível.

Analisando a forma cruel e covarde com que misteriosamente foi assassinada na porta de casa com um tiro mortal na cabeça, a jovem Euridce Cândido, por um lado, representa bem a voracidade do seu executor, ao mesmo tempo do seu suposto mandante, por outro, coloca a nu o estado de vulnerabilidade em que todos os cidadãos se encontram sujeito com a predominante onda de violência e assustadora falta de segurança que grassa por Luanda fora.

Para muita gente este assassinato mostra o quão é urgente a necessidade de colocar um Comandante Provincial de Luanda competente, assim como um Director Provincial de Investigação Criminal, para fazer fase nesta onda de criminalidade que cresce a cada dia pelo.

Esta também patente que tanto Elizabeth Ranck Franque (Bety), actual comandante interina que, ao invés de se preocupar em criar ideias para combater a criminalidade, esta mas preocupada em criar livros de ponto para os policias, simplesmente incrível, assim como Issac de Assunção, actual director interino da DPIC que era um dos nomes muito falado de envolvimento do “Caso Frescura” não é a pessoa certa para dirigir aquele importante órgão da polícia que precisa de pessoas uma imagem imaculada.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

(Um exemplo da mediocridade) As Noites Mágicas de Luanda (II Parte) - Katya Samuel


Luanda - Não fazia um mês desde que estava em Luanda. Tudo para mim era quase novidade. Há 20 dias, eu estava na casa da minha mãe “pequena”, como mandam as nossas tradições africanas (irmã mais nova da nossa mãe é também nossa mãe). Fui visitá-la para passar alguns dias com ela.

Fonte: Club-k.net

Depois de ter cumprido a minha agenda do dia, dirigi-me ao quarto para descansar, ou seja, dormir mesmo porque estava muito cansada. Não foi preciso fazer muito esforço que o sono apareceu logo de imediato.

Passada uma hora, porque eu deitei-me às 7 da tarde, ouvi o telefone a vibrar e, minutos depois, tocou! Quem ligava era a minha amiga Anne, que está fazer o doutoramento em Psicologia na Universidade do Minho, Portugal. Como sempre, ela falava com bastante entusiasmo, mas sentiu que eu acabava de sair do sono. De seguida, fez a seguinte pergunta: Então, Katy, hoje é sexta-feira e já estás a dormir? Mas tu és jovem, por que não sais com os teus amigos? Aproveita a vida! Tão perspicaz, apercebeu-se logo que eu estava morta de sono e despediu-se de mim. Enviei-lhe um abraço de Luz, como sempre, ainda com os olhos semicerrados.

Momentos depois, o móvel voltou a tocar, mas, desta vez, não era a Anne, mas sim o meu amigo, branco de origem Britânica. Faço questão de frisar isso, porque, para não ser mal interpretada e acusada de intolerante, não tenho nada contra a raça branca, amarela ou mista ……, até por sinal, mantenho uma ralação intercultural. Ele perguntou-me se eu não queria sair com ele para o Chill Out. Eu disse que não; que queria ficar em casa a descansar. Insistiu, mas infelizmente foi em vão. Deitei-me novamente para ver se sono voltava. Mexia-me de um lado para o outro e com os olhos bem fixos nas quatro paredes do quarto. Mas os minutos iam passando e o sono nada. De súbito, vieram-me, sorrateiramente, à memória as palavras doces de Anne. Mas como a magia pairava no ar e, como eu sou uma pessoa de muita sorte, o móvel voltou a tocar. Era, de novo, o meu amigo a dizer-me que ele já estava no Chill Out com uns amigos e se eu quisesse sair de casa mandaria o motorista.

Assim sendo, diante desses acontecimentos, senti-me obrigada a dizer-lhe, que sim, aceito! Agora, o problema estava no que iria vestir, pois eu só tinha comigo roupas de trabalho e desportivas e alguns sapatos que estavam na mala que tinha trazido da Bélgica há 5 meses! Calcei-os, pus um fato cor vermelha, bem actual de estilo macacão.

Em cima, era um tomara bem justinho na cintura e com umas fitas vermelhas que quando amarrasse, realçavam muito bem a minha cintura e os meus peitos, na parte superior, que pareciam dois maboques. Usava cabelos cumpridos caídos até as costas e bem ondulados. A roupa e os sapatos combinavam com os meus lábios pintados em vermelhos que jogavam com o contraste da minha pele negra, que parecia um chocolate puro e os olhos semi-rasgados. Quem me conhece sabe que tenho um corpo magro, um rosto de adolescente, ar delicado, mas quando estou diante de uma conversa, as pessoas apercebem-se que apesar da aparência, sou uma pessoa madura. Simples e bonita como estava, sentia-me como se fosse a Gata Borralheira! O motorista estava lá fora à minha espera! Dirigimo-nos, como de hábito, para o coração da cidade de Luanda!

A cidade estava bastante agitada, mais que o habitual, talvez isso se devesse ao facto do aumento demográfico da cidade!

As sextas-feiras, como prenúncio de fim-de-semana, os luandenses dormem mais tarde! Verifiquei isso na fronteira entre o Bairro Azul e a Samba! À berma da estrada havia muitas Roulottes que vendiam tudo, desde cachorros quentes até bebidas. Luanda, a noite, brilha tanto que quase não se nota o lixo e a poeira que se sente durante o dia. Quanto ao lixo, tenho que admitir, que tem vindo a diminuir!

Já na entrada da Ilha, Chicala, apercebi-me que havia novas construções como hotéis e restaurantes e outros a serem reabilitados. Apesar de Luanda ser considerada uma das cidades mais cara do mundo, mas mesmo assim, quando o fim-de-semana bate à porta, ninguém consegue ficar indiferente, incluindo os estrangeiros que não resistem a magia desta cidade!

Depois de termos passado o Clube Náutico, que estava muito cheio, o Jango Veleiro chegámos ao salão de festa que fica na rotunda para quem deixa o Jango Veleiro: ouvia-se música, pessoas que saíam de carros, provocando engarrafamento; as moças atrapalhadas nos seus engates pareciam abstrair-se desse caos!

Depois de termos deixado a estrada do Hotel Panorama, que agora está em reabilitação, continuámos sempre em frente! Ultrapassávamos os bares de praia, à minha esquerda o Tamariz. Ao olhar para ele, com tanta gente a querer entrar para se divertir, vieram-me a memória os tempos em que eu fazia praia aos domingos e quando ficava à espera da boleia do meu pai, para nos deixar em casa! Os meus olhos ficaram marejados de lágrimas ao pensar nos tempos que já se foram; momentos esses guardo-os no peito com muitas saudades. Que bom seria se pudesse revivê-los !

Era a primeira vez que tinha estado na Ilha, desde que tinha chegado a Luanda! Deixando o Tamariz, à minha esquerda, vi que a floresta de Luanda estava mudada e vedada com uns murros bem altos. Depois de termos visto tumultos à entrada das discotecas, bares e restaurantes, chegámos, finalmente ao nosso destino: Chill Out! Ao chegarmos, custava-me imaginar que estávamos lá, pois, em tempos passados, este era um bar restaurante de praia, com nome de Surf. Fiquei admirada, porque o que tinha deixado já não existia, apenas o vestígio do próprio espaço ocupado por um belo Bar de nome Chill Out! Porém, depois de termos estacionado o carro, tal como havia combinado ao telefone, o meu namorado, saiu do Bar para me fazer entrar. Senti-me tal qual uma princesa!

À entrada do estabelecimento, pude ver que era bem moderno. Os seguranças estavam muito bem apresentados! Certamente, pensei eu: este sítio deve ser bem diferente do Palos e de outros bares, onde complicavam as pessoas por tudo e por nada! Soube que o local era gerido por um branco, não me foi muito difícil aperceber-me deste pormenor. Isso tem a ver com o facto de ser Psicóloga e uma das ferramentas de trabalho dos psicólogos é a observação!

Achei o bar muito bem estruturado e com uma qualidade de serviços invejável. Talvez isso se deva ao facto de ser era um local de preferência da classe estrangeira e da elite angolana! Quando procurava de onde via o som, deparei, sem querer, com o DJ. Também branco, bem, tudo isso é normal, mas veio, ao fim e ao cabo, provar as minhas suspeitas quanto à gerência do estabelecimento.

Este local é frequentado pela elite angolana. À minha esquerda, vi uma mulher, quase branca, no limiar da juventude e da fase adulta. Ao fixá-la bem, notei que era a filha da Saudosa “Mamã Coragem”, ou seja, Vitória de Anália Pereira. Está senhora, que estava acompanhada por um grupo de brancos, fora vice-ministra da Educação. Parecia mais que estávamos na Europa do que propriamente em África! Digo isso, porque se viam muitos brancos e mulatos e poucos negros. Havia 4 grupos no bar: Negras, digo isso porque quase não se viam homens negros, grupos dos brancos, esses é que eram a maioria, as mulatas e, por fim, os chineses!

Eu sentia-me à vontade mesmo com os olhares de muitos presentes concentrados em mim. O grupo das negras era o mais acanhado, talvez por ser o grupo minoritário ou, por outro lado, porque estava a tentar limpar a imagem da mulher angolana, rotulada, pelos estrangeiros, de interesseiras, aldrabonas e trambiqueiras.

As mulatas sentiam-se donas da situação e achavam-se as mais bonitas do que as negras e, para não variar, estavam sempre atrás dos engates, mas quando as negras o faziam eram logo rotuladas. Os brancos, depois de uma semana intensa de trabalho, apenas queriam divertir-se e, quem lá sabe, conseguir um bom engate no final da noite. Os Chineses, estes ao contrário do que tivera visto na França e em Madrid, faziam um esforço para se adaptarem à cultura e à moda angolana. Bem, até as chinesas nas discotecas já iam ao engates e, pelos vistos, atacavam todos: brancos, negros e mulatos, como diz o velho ditado: tudo que cai na rede é peixe!

No princípio, as pessoas estavam bem comportadas, mas, porém, lá para o fim da noite, pareciam mais agitadas. Todos queriam engatar a todo o custo. Momentos depois, vi umas chinesas, no bar que fica a entrada da porta, com os seus negros angolanos, com um bom aspecto. Até eu, imaginem, que estava muito bem acompanhada, não escapei dos olhares tendenciosos de alguns brancos. O facto é que a agitação começa sempre no final da noite. E por fim, conseguem engatar. Os que não conseguem ou, os que dominam pouco as técnicas de engate, apenas o conseguem com ajuda de um plano B.

Tudo isso faz parte da magia que a Kianda consegue transmitir com bastante força a todos os habitantes da cidade de Luanda. Daí que muitos estrangeiros e mesmo angolanos, façam esse percurso todos os fins-de-semana: Caminham a pé, viajam de carro, rumo ao Postal do País, cuja magia e beleza, muda por completo as nossas vidas, afectando, por sua vez, a vida das pessoas que pertencem a nossa comunidade. Assim, querendo ou não, sentem-se obrigados a vivenciarem esta magia que paira nas noites de Luanda, que nos obriga, a cada dia que saímos a noite, a sonhar com um futuro melhor em todo as esferas das nossas vidas.

Deixo-vos com um abraço de luz

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“Quim” Ribeiro nega amizade com ex-amante do governador de Luanda


Lisboa - Joaquim Ribeiro, ex comandante da policia Nacional de Luanda nega em meios privados que tenha sido amigo da funcionária do BFA Eurídice Bernarda Cândido que apareceu assassinada em Luanda na passada sexta feira a noite. A sua versão de não ter sido amigo de Eurídice Cândido da é subscrita por um parente da malograda.

Fonte: Club-k.net

O comissário da policia segundo atribuições que lhe são feitas alega ainda que a malograda nunca foi sua gestora de contas. De acordo com os mesmos pareceres, Joaquim Ribeiro teve um único contacto telefônico com a malograda a pedido de José Maria dos Santos, ao tempo em que este era Vice-Governador de Luanda. O contacto visava ajudar a malograda que teria a sua viatura retomada pelos fiscais na via pública.

O Assassinato da malograda tem sido investigado pela policia nacional que de acordo com dados estão numa fase "sem saber por onde começar". São apresentadas como principais suspeitas figuras que em discussões anteriores a teriam ameaçado de morte, tais como uma suposta ex- concubina do governador de Luanda, José Maria dos Santos. O dirigente tem se manifestado embaraçado com a constante citação do seu nome tendo enveredado com iniciativas juntos aos jornais para evitar que se fala do assunto fazendo referencia a si.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Assassinato de amante do governador de Luanda levanta ligações a “Quim” Ribeiro


Lisboa - As investigações do recente assassinato em Luanda de uma funcionária bancaria Eurídice Bernarda de Oliveira Cândido, apresentada como amante do governador de Luanda, José Maria dos Santos esta apresentar capítulos que ligam a malograda a segredos bancários que detinha em relação a contas do antigo comandante da policia, Joaquim Ribeiro.

Fonte: Club-k.net

Terá sido vitima do esquadrão da morte
Eurídice Bernarda Cândido, era funcionária da Direcção de Créditos a Particulares e negócios do BFA, foi assassinado na sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011, entre as 18h50 as 19h00 na rua Comandante Eurico, momentos após ter parqueado o carro e se preparava para tirar a filha do mesmo. A vitima foi surpreendida e alvejada à queima-roupa com um projéctil da face.

Peritos que acompanham o caso teriam inicialmente suspeitado que se estava diante de mais um crime face as particularidades da cidade de Luanda que nos últimos tempos ocorrem casos de assaltos a mão armada que terminam em mortes. Porém, nas páginas subsequentes foram verificados uma series de dados que levou os observadores a pensarem ao contrário.

De acordo com dados apurados, veio a se saber que a malograda teve uma relação amorosa com José Maria dos Santos, actual Governador da província de Luanda, da qual resultou uma filha. Durante o tempo que o responsável ainda ocupava a pasta de Vice do Kuando-Kubango, a mesma atravessou uma crise que segundo pessoas próximas se deveu ao facto da mesma ter retirado da conta do tal uma quantia avultada por alegadamente se ver privada da pensão para a filha a que aparentemente tinha direito.

A situação criou um estado de “guerra-fria” entre o casal e, como consequência, gerou a exaltação dos ânimos, com cobranças à mistura e acusações de ingratidão, e etc.

Resultado de um litígio com uma suposta outra concubina do Governador, a vitima foi levada a uma esquadra da capital onde o ex-Comandante “Quim” Ribeiro foi chamado a intervir para solucionar a objecto. Porém, apercebendo-se que a mesma funcionava numa área privilegiada do BFA e da sua influência, o mesmo estreitou as suas relações, chegando mesmo a cumplicidade amorosa com a malograda.

A relação dos mesmos foi se estreitando, que a dada altura a vitima se tornou uma “quase-gestora” de contas do ex-Comandante Provincial de Luanda e segundo os dados a que o Club-K teve acesso a mesma movimentava milhões em divisas do mesmo, o que propiciava o usufruto de alguns valores.

Há apurações indicando que o ex-Comandante “Quim” Ribeiro teria criado “todas artimanhas” possíveis para manter sob sua alçada e rédea curta a malograda, porem ela não cedia. Dai ter entrado em rota de colisão com José Maria dos Santos, tendo inclusive sido chamado ao gabinete do Comandante Geral, Ambrósio de Lemos, em companhia de Dias do Nascimento, Comandante de Divisão da Ingombota, onde foi advertido por estar a perturbar a vida e o lar de seu sobrinho. (relação de familiaridade que aparentemente o Comandante de Luanda desconhecia).

O temor tomou proporções alarmantes quando José Maria dos Santos foi nomeado Governador Provincial de Luanda e a fixação de residência na capital do país era inevitável, razão pela qual estão a levantar suspeitas de que o assassinato de Eurídice Cândido esteja ligada a sectores policias.

Argumentações que sustentam as suspeitas; A saber:
- Um dado considerado como “bizzaro” é o facto de 48 horas antes do infausto acontecimento, ter fluido uma informação proveniente de uma estrutura da Policia Nacional responsável pela protecção das individualidades protocolares insinuando que a UNITA tinha programado raptos e atentados contra pessoas próximas a José Maria dos Santos. A informação tramitou até ao gabinete do Comandante Geral e outras áreas do MININT, mas estes terão rejeitado por não fazer sentido que o partido dos maninhos perpetre actos contra o Governador de Luanda.

- A forma como aparentemente se concebeu o crime, revela um modus operandi já conhecido, segundo fontes ligadas ao assunto indiciam uma actuação típica dos “esquadrões da morte” que eram ou ainda são controlados por uma corrente conotada ao antigo comandante da policia de Luanda.

- Há indícios de que esse caso tem relação com o do Superintendente da Policia Nacional, Domingos Francisco João, assassinado no dia 21 de Outubro de 2010, por ter tomado conhecimento do envolvimento do ex- Comandante Joaquim Ribeiro num jogo “não limpo” . No presente caso a vítima conhecia o número de contas, valores, transacções, pagamentos e vários outros segredos.

- O salteador não pretendia, pelos vistos a todo custo, que se quebrasse o pacto.
De recordar ainda que logo após a morte da mesma surgiram em Luanda rumores de fonte inserta insinuando de que foi morta a mando de uma outra amante do governador José Maria dos Santos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tatiana Durão Apresenta Single "Crazy"


Luanda - A ex-big brother África (BBA), apresentadora, modelo e agora cantora, a angolana Tatiana Durão, vai apresentar, dia 03 de Fevereiro próximo, no cine Tropical, em Luanda, o primeiro single “Crazy”, que em português significa "louco".

Fonte: Angop CLUB-K.NET
Em entrevista sábado à Angop, Tatiana Durão disse que o single, produzido pela Geelala, estúdio de Londres (Inglaterra), comporta três temas que retratam, no seu todo, aspectos relacionados com o amor, paz, solidariedade e festa.

O single versado num género dançante, segundo a artista, nasceu da falta que sentia em ter algo de novo, apesar de incessantemente desejar cantar.

"Sempre desejei cantar, mas nunca pensei que chegasse a concretizar, porque estava ocupada com as minhas outras paixões", salientou, acrescentado a obra "transmiti liberdade, felicidade e fará as pessoas dançar sem parar".

Este trabalho, de acordo com Tatiana Durão, contou com a participação do músico nigeriano Naeto C, premiado por duas vezes (2009-2010) num canal televisivo da Nigeria.

Salientou que no dia da estreia vai exibir o primeiro videoclipe da obra também designado Crazy. "Este é o momento promocional e de preparação do álbum que sai ainda este ano".

"Já tenho os meus fãs, apenas vou conquistar o meu espaço no mercado discográfico nacional. Perspectivo fazer do Crazy um sucesso (…), uma proposta fantástica que será surpresa", vaticinou.

Noutra vertente, afirmou que o BBA em nada poderá prejudicar os seus projectos musicais. “O episódio faz parte de um passado que já não voltará a acontecer”.

“Espero que quando o público me ouvir a cantar possa ver todo o esforço e dedicação que fiz em mais um desafio”, augurou.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A DITADURA E O CLUB K


José Gama: O CK tem sido alvo de ataques. Iremos superar e sair desta fase. Estamos a estudar o reforço das medidas de segurança.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Paulo de Carvalho, sociólogo e Professor Universitário


Lisboa - Até pouco tempo reitor da Universidade Katiavala Bwila, Paulo de Carvalho é um dos mais prestigiados sociólogos em Angola. Formou-se pela Universidade de Varsóvia em finais da década de 80 mas foi em Portugal pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) que se doutorou em sociologia defendendo como tese um estudo acerca da exclusão social em Luanda.

Fonte: Club-k.net

Enquanto sociólogo, Paulo de Carvalho centrou-se também em pesquisas de opinião e estudos de mercado. Alguns dos seus trabalhos e posições baseadas em estudos habilitados causaram impacto interno no rumo do país. É notabilizado como a figura que teria alertado dois anos antes das eleições que se o MPLA avançasse naquele momento teria nas urnas resultados desfavoráveis. Na altura uma corrente do partido no poder teria se mostrado deselegante com as suas posições dizendo que o sociólogo “estava contra o partido”. Por outro lado, uma outra corrente aparentemente mais tolerante levantou a voz para alertar que ao invés de insurgirem contra o acadêmico deveriam estudar as suas alertas. De seguida, o MPLA encomendou três sondagens de diferentes instituições estrangeiras que apontavam a vitoria do partido no poder com 55% ou 60% dos votos. A prevenção das alertas do sociólogo fez com que um grupo da Casa Militar entrasse em jogo para garantir uma vitoria eleitoral superior as estimativas para o MPLA. Em círculos oposicionistas ao regime, há ainda quem diga que Paulo de Carvalho foi a figura que despertou o MPLA para atribuição dos 82% dos votos.

A nível profissional, Paulo de Carvalho é uma figura que em finais da década de setenta trabalhou na Secretaria de Estado da Cultura onde chefiou o Departamento de Casas de Cultura e o Departamento de Espectáculos. Poucos anos depois, isto em meados da década de oitenta partiu para Polônia onde concluiu a licenciatura e o mestrado em sociologia. Na capital Varsóvia, desenvolveu um trabalho a “Estrutura social da sociedade colonial angolana” e esteve ligado a Associação Polaca de Estudos Africanos. Nos dias de hoje o seu nome é ainda citado com alguma relevância. Quando Angola assinalou ao aniversario dos 30 anos da independência de Angola a embaixada angolana na Polônia convidou-lhe para fazer uma dissertação em alusão a data.

Paulo de Carvalho é também jornalista. Quando regressou a Angola em 1990, após a sua formação no estrangeiro trabalhou no Ministério da Informação para um ano depois ser apontado Director do Centro de Imprensa "Aníbel de Melo". Foi também administrador da Representação em Luanda da OXFAM-G.B por um ano até passar a dedicar-se a consultoria. O mesmo faz parte do sindicato Angolano dos Jornalistas e de outras instituições de sociólogos internacionais.

A sua carreira acadêmica teve inicio em 1996 como docente da Universidade Agostinho Neto onde mais tarde passaria a coordenar a Comissão de Gestão da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, de Janeiro de 2005 a Abril de 2006. No seguimento da descentralização da Universidade Agostinho Neto que culminou com a criação de estruturas autônomas nas regiões do países, Paulo de Carvalho foi nomeado reitor da Universidade Katiavala Buila (UKB) que compreende as regiões de Benguela e Kwanza Sul. Enquanto entidade máxima da instituição encontrou as estruturas desorganizadas em termos de admissão mas também movidas por hábitos de corrupção. Declarou combate contra tais praticas provocando o rebentamento de um barril de pólvora. Os funcionários conotados a tais praticas teriam interpretado a sua acção como “estando a estragar o seu pão”. Os docentes acabaram por combatê-lo com criticas ou difamações em jornais. Face ao clima de instabilidade instaurado na instituição universitária, a Ministra de tutela afastou-lhe do posto nomeando um novo reitor, Albano Ferreira, medico e antigo Vice- reitor da UAN, ao tempo de Sebastião Teta.

A primeira vez que o seu lado de combate a corrupção alastrou-se em círculos estrangeiros, foi em meados de 2008. Na altura viajou para a vizinha Namíbia para consultas medicas e no regresso, a 11 de Julho, Paulo de Carvalho viu-se escandalizado com um caso de suborno a bordo da aeronave desencadeado por uma hospedeira da companhia área da Air Namibia, respeitante ao “upgrade” das classes de vôo. Em terra, escreveu um artigo de protesto/ opinião denunciado o sucedido. Em reação a companhia aérea despediu a hospedeira e foi-lhe apresentado um pedido de desculpas formal. O Director Comercial da companhia ofereceu-lhe, em gesto simbólico, uma viagem a Windhoek, mas declinou.

Para o futuro, Paulo de Carvalho prevê regressar a docência na Faculdade de Ciências Sócias da UAN. Personalidades que com ele privam notam-lhe pretensão de reativar os seus projectos de investigação e publicação em curso. Uma informação que tem o wikipia como fonte aponta-lhe como autor de acima de 50 pesquisas e estudos empíricos, com utilização do método quantitativo e do método qualitativo de investigação sociológica (inquérito por questionário, entrevista aprofundada e grupo de discussão). É também administrador da Consulteste, Lda. - empresa angolana de pesquisa de opinião e estudos de mercado.

Em 2008, fez uma sondagem a cerca dos semanários mais influentes ou lidos no país. A sondagem apresentava o Semanário Angolense, N.J e ACapital na liderança das leituras. Dois anos depois 2010, personalidades próximas a Manuel Vicente e Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, decidiram comprar os semanários lideres de audiência por estes terem publicado relatórios de autoria de Rafael Marques que estaria a criar supostos embaraços a imagem do PCA da Sonangol.

domingo, 23 de janeiro de 2011

IGREJA ANGOLANA DE LUTO


A igreja angolana está de luto. Morreu, esta quinta-feira, Dom Eugénio Salesso, vítima de doença, depois de um coma profundo que durou uma semana.

apostolado-angola.org/

O até então bispo emérito de Malanje faleceu na cidade do Huambo, onde residia desde que deixou o trabalho activo.

O padre Dionísio Hissilenapo, do Secretariado da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé disse que Dom Eugénio Salesso se encontrava em coma profundo há já uma semana.

“Praticamente há uma semana que estava em coma profundo no hospital, na cidade do Huambo. Por volta das 21 horas (quinta-feira) recebemos a comunicação de Dom Queirós Alves, Arcebispo do Huambo, a dar conta da morte de Eugénio Salesso que foi o bispo emérito de Malanje” – disse.

“Trabalhou muitos anos em Malanje, mas pertence ao clero do Huambo. Era padre do Huambo quando foi nomeado em 1977 para a Arquidiocese de Malange” – referiu ainda.

“O secretariado da CEAST está consternado por esta morte. São figuras que marcaram a nossa igreja, dedicaram-se e trabalharam profundamente para expandir o reino de Deus no meio de nós” – lamentou.

Sentimento de consternação também em Malanje. O Arcebispo local, Dom Luís Maria, em nome da igreja malanjina, lamenta a morte de Dom Salesso.

“É um sentimento de tristeza de todos, porque é um amigo que se foi” – revelou.

“Faremos uma oração de acção de graças, porque ele, na sua vida pessoal e como bispo de Malanje, significou muita coisa para a igreja. Portanto, damos graças à Deus pela sua vida” – acrescentou.

Dom Luís Maria disse ainda que as exéquias fúnebres de Dom Eugénio Salesso serão realizada entre terça e sexta-feira da próxima semana na cidade do Huambo.

“As cerimónias fúnebres serão realizadas no Huambo. Ele faleceu no Huambo, onde viveu como emérito muito anos”.

Dom Eugénio Salesso faleceu aos 88 anos de idade, 25 dos quais como Bispo da Arquidiocese de Malange.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Entre Crimes, Detetives e Mistérios...(Pepetela e Mia Couto _ Riso, Melancolia e o Desvendamento da História pela Ficção)*



Toda narrativa policial apresenta um crime e alguém disposto a desvendá-lo, mas nem toda narrativa com tais elementos pode ser classificada como policial.**

1.O "falso policial" e o "humor cínico" dos romances históricos contemporâneos

Escrito por Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco
http://www.ueangola.com/

Refletindo sobre a trajetória do romance histórico no Brasil e na América Hispânica, Vera Follain de Figueiredo, em seu livro Da profecia ao labirinto , registra três grandes modelos: o primeiro, que diz respeito à clássica narrativa histórica do século XIX _ cujo paradigma é Walter Scott _, centrado na fé historicista e nos projetos românticos de consolidação do sentimento nacional; o segundo, que abarca os romances da descolonização, ou seja, os romances de resistência do século XX que subvertem, parodicamente, a ótica oficial da história, dando voz aos vencidos; e, por fim, o terceiro que se refere às narrativas históricas produzidas nas últimas três décadas (1980, 1990 e 2000), onde a tensão própria dos romances de resistência desaparece, cedendo lugar a um humor cínico, cuja função é a de acenar ceticamente para a quase completa ausência de utopias e projetos sociais nos contextos históricos contemporâneos, em geral, no alvorecer do terceiro milênio. Essa mais recente forma de romance histórico opera com a descrença, com o fato de saber impossível recuperar, hoje, objetivamente o passado. As próprias incertezas em relação ao presente levam a uma opção por diversos narradores, por várias versões, o que comprova a relatividade não só da ficção, mas também da História. Há um desconfiar permanente, mas os mistérios nunca se decifram por inteiro. Muitos dos novos romances históricos dos tempos atuais vestem a capa das narrativas policiais do século XIX, no entanto o fazem para a desconstrução do próprio subgênero:

O retorno atual, por uma literatura que não se assume como direcionada unicamente para os interesses comerciais, a subgêneros de aceitação popular do século XIX _ tanto ao romance histórico, como ao romance policial _ faz parte do movimento mais amplo de progressivo abandono das atitudes reativas, de protesto, surgidas no século passado, mas acirradas com o modernismo, contra a reificação mercantil da obra de arte operada pelo capitalismo. Trata-se da reapropriação e do deslocamento histórico de antigas estruturas a serviço de uma situação qualitativamente diversa. Retomam-se, hoje, os subgêneros que ocuparam lugar privilegiado na hierarquia, segundo os princípios do sucesso comercial no século XIX. Subgêneros que tiveram raízes na crença no processo histórico e na possibilidade de se atingir a verdade última dos fatos e que tiveram seu tempo áureo antes do estabelecimento da fissura entre uma arte considerada culta e outra vista como produção mercenária..2

Os "falsos romances policiais" contemporâneos se afastam dos textos de suspense e enigma, à Sherlock Holmes. Efetuam uma carnavalização do gênero, que visa, com irônico humor, a assinalar a dispersão e a banalização de crimes e detetives em tempos neoliberais, onde, em muitos países, a corrupção é generalizada e instituída por poderes paralelos e, até mesmo, centrais. Nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, os romances históricos de resistência cumpriram, durante as lutas libertárias e nos primeiros anos do pós-independência, o importante papel de descolonização, repensando, com outro olhar, o passado colonial. Nas literaturas de Angola e Moçambique, por exemplo, são muitos os romances desse tipo, principalmente nas décadas de 1960, 1970 e princípio dos anos 1980, momento em que a afirmação dos nacionalismos se impunha e se fazia necessária em razão da necessidade de reconstrução nacional que a liberdade conquistada exigia. Nos anos 1990 e 2000, quando as utopias libertárias se enfraquecem e o neoliberalismo transnacional atinge as economias periféricas também de África, começa a haver, como acontece com a Literatura Brasileira e as Literaturas Hispano-Americanas contemporâneas, uma transformação nas propostas romanescas de diversos escritores. O viés do humor irônico e o "falso policial" _ traços característicos dos romances históricos atuais _ se fazem presentes também em recentes obras romanescas representativas das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa publicadas em 2000 e 2001, dentre as quais elegemos para análise Jaime Bunda: agente secreto , do angolano Pepetela, e O Último voo do flamingo , do moçambicano Mia Couto, já que, em ambos, além de mistérios, crimes e detetives, convivem, em tensão, o riso e a melancolia, tema principal deste Seminário.

2. O Riso e a Melancolia _ sob o signo da alegoria benjaminiana...

Tanto a narrativa de Jaime Bunda, como a de O Último voo do flamingo se engendram melancolicamente, pois, das entrelinhas textuais, emanam discursos reveladores das incoerências sociais existentes nos contextos históricos de Moçambique pós-1992 e de Angola dos primórdios dos anos 2000 focalizados pelos referidos romances. A melancolia, para Walter Benjamin, não se relaciona à depressão e ao luto, conforme postula a teoria freudiana. De acordo com o pensamento do filósofo alemão, está intimamente relacionada à alegoria, no que esta tem da faculdade "de dizer o outro reprimido" . Os romances de Pepetela e Mia Couto aqui estudados, adotando esse olhar melancólico benjaminiano, realizam, respectivamente, alegóricas leituras das sociedades moçambicana e angolana nos tempos pós-coloniais de globalização econômica. Fazem interpretações, tecidas de lugares "dialeticamente dilacerados" , ou seja, exprimem o sentimento de mal-estar dos quem se encontram inadaptados ao presente, nostálgicos das crenças e valores do passado. Mas essa nostalgia não se traduz como saudade romântica do outrora, e, sim, como dissonância e indignação. Nos dois romances, há uma polifonia narracional, um entrecruzamento de pontos de vista que se mostram melancólicos, ou melhor, "melancoléricos", isto é, expressam a divergência própria dos rebeldes radicais, daqueles que não concordam com a realidade corrupta que os cerca. Etimologicamente, "a palavra melancolia vem do grego, de melanos (=negro) e kholé (=bílis); designa um estado patológico do fígado que produz bílis escura e acarreta depressão, irritação". Em ambos os romances, essa melancolia vem envolta por um riso trágico, ou melhor, por um tom risível, cujos traços jocosos e grotescos desvelam o absurdo do próprio real histórico de Angola e Moçambique. É um riso fechado, travado, cortante. Seu caráter transgressor assinala o indizível, o não-lugar, o sem-sentido que domina, em geral, as instâncias culturais de certas sociedades que se perderam de si próprias. Não são inocentes as risíveis imagens das nádegas volumosas do detive-protagonista Jaime Bunda, nem as do pênis "avulso e avultado" que se encontra decepado no meio de uma rua da vila de Tizangara, logo ao início da narrativa de O Último voo do flamingo. Tais alegorias traçam uma caricatura cáustica e sarcástica dos problemas vivenciados por Angola e Moçambique entre o fim dos anos 90 e início dos 2000.

3. Jaime Bunda: "a pena da galhofa e a tinta da melancolia"...

Elegendo para protagonista do livro de trama aparentemente policial uma personagem kitsch, o romance Jaime Bunda estabelece, de início, com os leitores, um pacto carnavalizador de sátira à sociedade angolana. Jaime Bunda é um estagiário de Polícia a desempenhar o papel de agente secreto na elucidação de um crime que envolve uma menina de quatorze anos, encontrada morta, depois de estuprada, num recanto deserto da Ilha de Luanda. Elucidar o hediondo delito torna-se, contudo, mero pretexto da narrativa que acaba por revelar a existência de outros crimes maiores em Angola, só que estes não podem ser confessados publicamente. Jaime Bunda, desviando-se dos cânones tradicionais do gênero policial, realiza uma dessacralização do investigador clássico, comportando-se como um James Bond à angolana. A infalibilidade do detive-herói é transgredida e ridicularizada pelo contraste com a figura do agente secreto angolano, cujas atitudes caricatas levam-no a ser inserido na categoria de anti-herói: "O James Bond resolvia logo o assunto com um aparelho qualquer, mas ele era um James Bond subdesenvolvido (...)" . Sob o signo da falência e do grotesco, desde a adolescência, o detetive angolano recebera o apelido desmerecedor _ "Bundão" _, por ter fracassado como jogador de basquete, em virtude de o avantajado tamanho dos glúteos lhe roubar a leveza, impedindo-o de saltar conforme exigia o esporte que tentava praticar. Segundo Todorov, em "Tipologia do Romance Policial" , a clássica narrativa de enigma oferece sempre duas histórias distintas: a do crime _ concluída antes do começo da outra _ e a do inquérito. Nesta, as personagens apenas observam e examinam as pistas e os indícios, não realizando ações. O relato da investigação geralmente fica a cargo de um amigo do detetive, como, por exemplo, o Dr. Watson que narra as aventuras do célebre Sherlock Holmes. Nesse tipo de narrativa, o raciocínio lógico é o fio condutor do enredo que se arma, com base em cenas progressivas de suspense, em direção à infalível descoberta, ao final, do criminoso. Em Jaime Bunda, ao contrário do romance policial convencional, o que o leitor encontra o tempo todo é justamente a desmontagem irônica dos clichês característicos desse tipo de narrativa. Há duas estórias: a do crime e a do inquérito; porém, esta não é narrada por um amigo do detetive, e, sim, por uma polifonia discursiva que alterna as vozes de quatro narradores, todos falseadores e despistadores do assassinato inicial. A estória deste é apresentada no Prólogo por um pseudo-autor, ou seja, um autor ficcional que comanda os quatro narradores e, ao mesmo tempo, se esconde e se revela, sendo marcado o seu discurso em itálico e entre colchetes, toda vez que faz uso da palavra. O primeiro narrador se mostra ingênuo e imprudente, logo sendo demitido pelo pseudo-autor; o segundo, Malika, é quem escreve o relatório do crime, não o da morte da menina de quatorze anos, porém o da corrupção e contrabando disseminados em Angola, principalmente após o ingresso desse país na economia transnacional de "livre mercado"; o terceiro narrador é o mais ferino e mordaz, possuindo um humor cético e corrosivo como o de Machado de Assis; emite sarcásticas críticas, funcionando como um duplo do autor ficcional; o quarto narrador retoma a função do relatório e tenta unir tudo, no entanto, também não consegue deslindar nada. O grande enigma, no fundo, é o desvendamento pelo leitor da enunciação polifônica do romance que, operando com o fingimento escritural, sinaliza para o cinismo social, para a descrença no poder instituído em Angola, atingida também pelas leis do FMI e Banco Mundial. O pseudo-autor aparece no Prólogo, no Epílogo e faz recorrentes intromissões aos discursos dos quatro narradores, atuando como um autor intruso, semelhante aos dos romances de Machado de Assis. Vejamos um exemplo, quando se refere ao Livro do Segundo Narrador, Malika, a bailarina libanesa, oprimida por Said, o árabe contraventor, aliado da misteriosa personagem denominada, o tempo todo, de "T":

[Esse relatório, com pequenos cortes e alguns arranjos, muitas vezes derivado da tradução, mas sobretudo para disfarçar o estilo de relatório, constituiu o Livro do Segundo Narrador, como os leitores certamente já repararam, se não andaram a saltar demasiadas páginas só para descobrir viciosamente como acaba a estória.]12

O interessante é que, em vez de fornecer pistas para a descoberta do criminoso da menina de quatorze anos, o pseudo-autor vai despistando, criando entradas falsas para desconstruir o próprio subgênero parodiado. Ele mantém enigmática a figura tenebrosa do "T", o chefe do Bunker, e vai manipulando ou descartando, quando necessário, os vários narradores do romance. Exerce, desse modo, o papel de um super-Autor, que Vanessa Ribeiro _ mestranda da UFRJ, em sua monografia sobre este livro de Pepetela _ comparou a uma espécie de "big brother africano" . Esse autor ficcional vai insinuando, em contraponto, nos bastidores, ou seja, nas malhas e lacunas dos discursos dos quatro narradores, que a argumentação e o relato desses não demonstram uma lógica pertinente às autênticas narrativas de enigma. Evidencia, com ironia, que o detetive Jaime Bunda, embora fizesse inferências e deduções, buscando rastros e pegadas do misterioso assassino visto na Ilha, num luxuoso carro preto, cada vez mais, se afastava da decifração do crime, pois os índices por ele levantados, ao invés de o levarem ao delito relatado no Prólogo, o arrastavam vertiginosamente para os meandros de uma rede complexa e ampla de contrabandos e corrupções que envolviam não só estrangeiros, como também personalidades importantes _ e por isso mesmo intocáveis _ do governo de seu país, onde a falsificação dos kuanzas _ a desvalorizada moeda de Angola _ era resultado da intensa política de dolarização da economia angolana, ocorrida principalmente nos anos 1990 e 2000. Apesar de o livro Jaime Bunda, em virtude de apresentar um detetive frágil, grotesco e falível, se aproximar mais dos romances policiais americanos ou da "série negra", também falseia esse tipo de narrativa, denunciando o aspecto kitsch dessa literatura de crimes e investigações. Se os freqüentes jogos intertextuais com célebres protagonistas e passagens de conhecidas estórias policiais têm o objetivo de perfilar o romance de enigma ou o de "série noire" em relação a outras narrativas do gênero, em Pepetela essa metalinguagem tem uma função dessacralizadora e paródica. Pode ser lida como cáustica crítica à indústria cultural norte-americana que costuma jogar seu lixo nos países periféricos . Pode também ser interpretada como uma pungente alegoria da situação de Angola, violada e violentada _ como a menina do crime narrado no Prólogo _ por poderes ocultos, "silenciados, pudicamente, sob sete véus"... A par do riso trágico e do tom grotesco de Jaime Bunda, esse romance de Pepetela termina em aberto e de modo muito sério, deixando no ar, ambiguamente, ao lado de um travo de dor, uma predisposição sonhadora e utópica. Machadianamente, a pena de Pepetela segue os caminhos da galhofa, e, simultaneamente, se cobre com a indignação das tintas de uma melancolia benjaminiana que expressa a "cólera dos justos". O pseudo-autor, embora sabedor do desencanto contemporâneo que envolve Angola no início dos anos 2000, retoma a palavra no Epílogo, para lembrar _ mesmo que colocando sob irônica suspeita _ a presença dos sonhadores e ingênuos como Gégé _ mano mais novo de Jaime Bunda _ que continuam a correr, de peito aberto, para ajudar a reformar o mundo, apostando _ como defende Cinda Gonda _ no poder de transformação e "permanência das utopias" .

4. Entre o risível e o trágico _ o vôo mitopoético do flamingo...

Também o romance O Último voo do flamingo, do escritor Mia Couto, apresenta um viés utópico, a par da imagem apocalíptica do abismo em que, alegoricamente, ao final da narrativa, afunda Moçambique, e do tom trágico-melancólico emanado das misteriosas explosões dos capacetes azuis _ como eram chamados os soldados da ONU _, que tinham vindo trabalhar, no pós-guerra, na desminagem do país, logo em seguida à assinatura do acordo de paz em 1992. O romance é uma fingida narrativa policial, pois começa e termina de modo fantástico, o que é incompatível com as clássicas estórias de enigma, onde devem predominar a lógica e a razão. A cena inicial insere o leitor, de chofre, numa trama narrativa que se tece entre o risível e o insólito, entre a dor e a perplexidade de ver fragmentos de corpos humanos indo pelos ares como, por exemplo, um pênis decepado que acabou criando a maior polêmica, porque ninguém sabia a quem pertencia, tendo sido chamada, então, Ana Deusqueira, a prostituta da cidade, para tentar identificá-lo. O riso que se instala é desconcertante, pois chama atenção, ironicamente, para o ridículo da situação, emitindo uma crítica mordaz à sociedade moçambicana, cujo poder corrupto e falido das autoridades é alegorizado pela imagem do falo amputado. É um riso incômodo que perpassa o melancólico desenho caricato das personagens típicas, entre as quais: Estêvão Jonas, o Administrador, cujas práticas desonestas o levaram ao enriquecimento ilícito; e sua esposa Ermelinda, a "administratriz", que gostava de exibir "mais anéis que Saturno" e fazer "tilintar os ouros, multiplicados em vistosos colares." As explosões em Tizangara _ vila imaginária, que funciona como metonímia de Moçambique _ tornam-se apenas pretexto da investigação para a qual foi nomeado o soldado italiano Massimo Risi. O grande enigma a ser elucidado não são essas mortes misteriosas, mas a própria cultura moçambicana, vítima de tantas destruições e ruínas, do desprezo pelas tradições, cujo esgarçamento foi resultado tanto do colonialismo, como das guerrilhas pós-independência que não respeitaram os saberes e religiosidades do povo. Interessante notar que quem narra a história não é um amigo do investigador, conforme costuma ocorrer em romances policiais, porém um narrador-tradutor, que procura levar o estrangeiro a entender "as coisas da terra", tentando estabelecer uma ponte (como se isso fosse possível...) entre as tradições orais e a escrita. O tradutor acumula, na narração propriamente dita, as funções de narrador e personagem, e, no Prefácio, assumindo uma temporalidade posterior à da estória narrada, desempenha o papel de pseudo-autor e, adotando a primeira pessoa, confessa logo à saída: Fui eu que transcrevi, em português visível, as falas que daqui se seguem. Hoje são vozes que escuto senão no sangue, como se a sua lembrança me surgisse não da memória, mas do fundo do corpo.(...) Mas o que se passou só pode ser contado por palavras que ainda não nasceram. Agora, vos conto tudo por ordem da minha única vontade. É que preciso livrar-me destas minhas lembranças como o assassino se livra do corpo da vítima.

O tradutor, ao invés de facilitar as investigações do italiano Massimo Risi, já que havia sido incumbido de lhe traduzir o imaginário local, acaba _ por ser isso impossível _ comportando-se como um criminoso que desejava desvencilhar-se, o mais rapidamente, das marcas do crime. E este, no fundo _ como o leitor descobrirá ao término da leitura _, é a imensa destruição das tradições de Moçambique por alguns dos próprios governantes moçambicanos que, após a Independência, terminaram por abrir mão dos princípios éticos e ideológicos dos tempos revolucionários, ingressando no neoliberalismo econômico e vendendo o país ao estrangeiro. Essa é a grande crítica que subjaz à narrativa, introjetando no discurso enunciador um gosto melancólico profundamente benjaminiano. Este, entretanto, na denúncia social empreendida pelo jogo dialógico entre enunciado e enunciação, se hibridiza com os aspectos risível e satírico da linguagem, dessacralizando, assim, a moral viciada e viciosa daquela sociedade. Mas, os requintes de engendramento ficcional de Mia Couto não param aí. Mesclando as fronteiras dos gêneros, realiza uma prosa que respira poesia, indo do trágico ao satírico, do épico ao dramático e ao lírico. Em O Último voo do flamingo, o tradutor tenta ensinar Risi a pisar o chão moçambicano, recuperando tradições, mitos, lendas esquecidos em razão dos longos anos de colonialismo e guerra. Através das lembranças que guardou da mãe, do pai Sulpício, o tradutor tenta reencontrar a identidade dilacerada por tantas opressões e imposições feitas pelos colonizadores que silenciaram sua cultura. Por meio do convívio com o feiticeiro Zeca Andorinho e com Temporina, a moça-velha, tenta passar ao investigador italiano as crenças e a visão africana de mundo, segundo as quais os antepassados continuam, após a morte, interferindo no mundo dos vivos. Risi declara que não consegue entender isso. Talvez, o abismo, onde se dilui o país, no desfecho do romance, represente, alegoricamente, esse fosso enorme existente entre a cultura africana e a estrangeira, entre a oratura e a escrita, entre as tradições moçambicanas e a modernidade ocidental. Não é a língua que Massimo Risi não compreende, mas os modos de sentir, ver e pensar daquela gente. A hiância entre dois mundos diversos permanece, assim como também fica sem explicação a causa das explosões. Os depoimentos e falas das personagens representativas da cultura moçambicana, ao invés de esclarecerem o investigador, o confundem ainda mais. O tradutor vai despistando e embaralhando o investigador, de modo que a narrativa se revela antipolicial, principalmente quando o onírico surpreende o epílogo romanesco, com a imagem de Moçambique perdendo o chão, imergindo numa imensa cratera. Na última página do romance, à margem do precipício, o tradutor e Massimo Risi transformam a folha, onde escreviam, em uma gaivota de papel que atiram sobre o despenhadeiro. Tal imagem representa, alegoricamente, o vôo mágico da poesia, trazendo também a lembrança da lenda contada pela mãe do tradutor que explicava serem os flamingos cor-de-rosa os pássaros da esperança, pois eram eles que empurravam o sol para o outro lado do mundo, anunciando, sempre, a cada manhã, o nascer dos dias. Com esse remate mitopoético, o romance de Mia Couto termina de modo lírico, deixando entreaberta a possibilidade de poderem surgir, para Moçambique, novas utopias.

5. Concluindo...

Muito mais haveria a dizer sobre os dois romances analisados. Contudo, em razão do tempo, torna-se necessário parar por aqui, ressaltando, apenas, que, embora tanto Jaime Bunda, como O Último voo do flamingo operem com o riso irônico e com a melancolia benjaminiana, trilham direções um pouco diversas. Enquanto Pepetela usa uma linguagem mais cáustica, cujos procedimentos têm algo do ceticismo e da ironia empregados por Machado de Assis, Mia Couto, num estilo, em alguns aspectos, semelhante ao de Guimarães Rosa, faz o risível e o trágico contracenarem com um intenso lirismo fundado na artesania poética da linguagem. Observamos, em suma, que as duas obras estudadas, sob a capa de um "falso policial" ou de um "policial às avessas", além da crítica irônica e contundente empreendida em relação à história atual de Angola e Moçambique, apresentam desenlaces em aberto, que apontam para alegóricas imagens utópicas, insinuando, nas entrelinhas textuais, que nem tudo está definitivamente perdido.

RESUMO: Crimes, detetives e mistérios. Os enigmas e vazios da História repensados pela ficção. Pepetela e Mia Couto: a inversão paródica do romance policial clássico. O "romance de enigma" e o "romance negro": desconstruções, subversões, recriações. O risível e a melancólica consciência do real: a denúncia crítica dos atuais contextos históricos de Angola e Moçambique imersos na política de globalização neoliberal.

MICRO-CURRICULUM:

CARMEN LUCIA TINDÓ SECCO é Doutora em Letras Vernáculas ( UFRJ, 1992 ), Supervisora do Setor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pesquisadora do CNPq. Desenvolve a pesquisa Sonho, Paisagem e Memória nas Literaturas Africanas. Publicações nas áreas de Literaturas Africanas e Brasileira, entre as quais: Morte e prazer em João do Rio (Rio: Francisco Alves, 1976), Além da idade da razão ( Rio: Graphia, 1994), Guia bibliográfico das literaturas africanas em bibliotecas do RJ (Rio: F. Letras / UFRJ, 1996), Antologias do mar na poesia africana ( Rio: F. Letras / UFRJ, 1996, 1997, 1999. 3 v. ); Antologias do mar na poesia africana- Angola. Luanda: Ed. Kilombelombe, 2000.

*Trabalho apresentado na UFF, em 7/11/2002, no Seminário Riso e Melancolia, a ser publicado nas Atas do referido evento. **REIMÃO, Sandra L.O que é romance policial. SP: Brasiliense, 1983. p. 8.

1 FIGUEIREDO, Vera Follain de. Da profecia ao labirinto: imagens da história na ficção latino-americana contemporânea. Rio de Janeiro: Imago e EDUERJ, 1994.
2 FIGUEIREDO, Vera Follain de. Síntese do livro Da profecia ao labirinto: imagens da história na ficção latino-americana contemporânea.. In: http://members.tripod.com/~lfilipe/Vera.html , consulta à Internet em 23/03/2000. 3 PEPETELA. Jaime Bunda, agente secreto. Lisboa: Editora Dom Quixote, 2001. 4 COUTO, Mia. O Último voo do flamingo. Lisboa: Editora Caminho, 2000.
5 KOTHE, Flávio. A Alegoria. São Paulo: Ática, 1986. p. 7.
6 KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o marxismo da melancolia. Rio de Janeiro: Campus, 1988. p. 27.
7 Idem, p. 102.
8 PEPETELA, Jaime Bunda, 2001, p. 120.
9 TODOROV, Tzvetan. "Tipologia do romance Policial". In:_. As Estruturas narrativas. 2. ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1970. pp.94-97.
10 PEPETELA, Jaime Bunda, 2001, p. 274. [grifo nosso]
11 RIBEIRO, Vanessa. Fala, Malika, Fala _ o discurso da virada ou a falsa libertação ?. Monografia final apresentada à Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Secco, na disciplina Entre Crimes, Mistérios e Detetives, código LEV 782, ministrada no Mestrado em Letras da UFRJ, no 1º semestre de 2002.
12 FERREIRA, Rita de Cássia Silva. Jaime Bunda: um policial às avessas?! . Monografia final apresentada à Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Secco, na disciplina Entre Crimes, Mistérios e Detetives, código LEV 782, ministrada no Mestrado em Letras da UFRJ, no 1º semestre de 2002.
13 GONDA, Cinda [Profa da F.Letras/UFRJ]. Pepetela, a permanência da utopia. Monografia final apresentada à Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Secco, na disciplina Entre Crimes, Mistérios e Detetives, cód. LEV 894, ministrada no Doutorado em Letras da UFRJ, no 1º semestre de 2002.
14 COUTO, Mia. O Último voo do flamingo, 2000, p. 11.