segunda-feira, 28 de março de 2011

Juventude de Luanda decidida em sair à rua para exigir liberdade de expressão


Lisboa - De acordo com um anuncio que corre nos correios eletrônicos, um grupo de jovens em Luanda escreveu uma carta ao governador de Luanda, José Maria Santos informando que vão concentrar-se as 13h do dia 2 de Abril no largo da Independência para uma manifestação pacifica destinada a exigir a liberdade de expressão em Angola.

Fonte: Club-k.net

Sábado, 2 de Abril de 2011

“Esta manifestação é pacífica e apartidária e está de acordo com a lei, já que foi devidamente comunicada ao Governo Provincial de Luanda no dia 24 de Março, como pode ser visto no documento abaixo. De acordo com a lei 16/91, o GPL teria 24 horas para proibí-la mediante uma justificação por escrito, caso contrário está automaticamente legalizada.” Dizem os promotores da iniciativa numa manifesto cujo teor se segue na integra.

“Somos conscientes de que o clima de medo e desconfiança que se vive em Angola não é propício à adesão das pessoas a qualquer tipo de "convocatória" género. Mas sabemos também que essa é mais uma das razões que justifica esta acção. Num contexto de permanente desconfiança política não há condições para que se desenvolva uma democracia.”

“É tempo de restabelecermos a confiança nos angolanos e que a participação política saia do âmbito partidário, que é um âmbito estagnado e viciado. Tenhamos em conta que há espaço para todo o tipo de opinião na arena do debate livre. Falamos de debate de idéias, de troca de argumentos não em prol de interesses pessoais mas sim em prol de Angola. Não estamos a falar nem de acusações gratuitas nem de uma postura de crítica destrutiva e vazia de argumentos válidos.”

“Interessa-nos relançar o debater e pensar Angola. Queremos que todos os angolanos possam manifestar livremente a sua opinião sobre o país, quer estejam de acordo com as políticas do regime, quer estejam descontentes e discordem dessas políticas.”

“Acreditamos a democracia como sistema político mais justo e que Angola reúne todas as condições para construir uma democracia exemplar em África, devolvendo a soberania ao povo.”

“Deverá ser do interesse de todos os agentes políticos do país, organizações políticas, governo, assembléia da república, presidente da república, meios de comunicação social e principalmente da sociedade civil em geral, defender esta acção pela LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM ANGOLA.”

“SÁBADO, DIA 2 DE ABRIL, ÀS 13:00 NO LARGO DA INDEPENDÊNCIA EM LUANDA”

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nerika Loureiro Condenada a 17 anos


O juiz da 7ª Secção de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, António Morais, condenou esta quarta-feira a 17 anos a ré Nerika Loureiro, acusada de assassinar o seu esposo Lopo Loureiro com 11 golpes de faca.
Após sete audiências e ouvidos 27 declarantes foi de igual forma um total de três milhões e cinqüenta mil kwanzas é à ser paga a família da vítima.
O advogado da Ré Sergio Raimundo disse que não concorda com a sentença e vão recorrer à decisão do Tribunal. A mesma intenção foi revelada pela Ana Paula Godinho a assistente de acusação. No final os familiares da vítima protestarão a decisão do TPL.

HISTORIAL DO CRIME
A morte do jovem Lopo Loureiro deu-se por volta das duas horas da manhã na sua residência, em Nova Vida, algumas horas depois de ter ido buscar a sua esposa no Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro.
A acusada chegara à Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março 2010, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naió e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente. A jovem que trabalhava na Sonair, se deslocara à Portugal para gozar ferias de 15 dias com a mãe e os filhos e aproveitou fazer check up médico.
Este jornal apurou que, às 21 horas e 45 minutos do dia 1 de Abril, Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Crédito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem das terras de Camões e que levou a sua sogra em casa. De seguida o casal deixou a senhora Beatriz da Conceição na sua residência e rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida.
Depois de ter cometido o crime, a ré se deslocara à residência dos seus progenitores. Deixou as crianças no carro e subiu ao apartamento para os avisar sobre o que havia sucedido. Em pânico, ela deslocou-se à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) para pedir asilo, mas foi rejeitada. O facto de não ter sido bem sucedida no território americano terá concorrido para a acusada se deslocar posteriormente à Embaixada Portuguesa, por volta das 4h30, em companhia de um dos agentes que protegia aquele local. Ao ver que teria de esperar que os serviços diplomáticos abrissem, ligou para uma das suas colegas da SONAIR para contar o que havia cometido.
Os parentes de Lopo Loureiro estão a ser defendido pela advogada Paula Godinho. O malogrado trabalhava na direcção de Corporate do Banco de Poupança e Crédito (BPC) desde 2007 e estava prestes a abandonar este posto para integrar o departamento de negociações da petrolífera angolana Sonangol.
Formado em gestão e administração pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa e pela Universidade de Abeerden, na Escócia.
Após concluir o curso superior de gestão de empresa, em 2007, regressou a Angola e começou a estagiar na Endiama, mas em Outubro do mesmo ano pós fim a essa etapa para exercer a função de gestor de contas do BPC. Função que exerceu até à data da sua morte.
Angola24horas.com

segunda-feira, 21 de março de 2011

Administrador Do Sambizanga Despejado De Casa Por Não Pagar Renda


Lisboa - José Tavares, actual administrador municipal do Sambizanga, foi desalojado da residência que vivia a três anos, no dia 16 de Março de 2011, as 10 horas, através de um despacho do Tribunal Provincial de Luanda.

Fonte: Club-k.net

Tinha divida de mais de 100 mil dólares
O caso foi levado ao tribunal pelo proprietário da residência notado que José Tavares não estava a pagar a renda a mais de dois anos totalizando a divida de mais de 100 mil dólares. A casa em causa localiza-se no Bairro São Paulo junto ao Bairro Fiscal.

Quando a noticia chegou ao mesmo, José Tavares encontrava-se na administração a trabalhar. Porém, com o seu tone de "arrogante" saiu em alta velocidade para residência acompanhado de uma patrulha da policia e no local encontrou o elenco da justiça.

Administrador “arrogante” como é chamado pelos munícipes não conseguiu falar nem reclamar nada, pediu a sua esposa e o segurança para retirar as coisas de casa e meter no contentor que se encontrava no quintal. José Tavares esta neste momento a viver temporariamente numas das casas do actual administrador comunal do bairro operário, António caldas.

Sabe-se que José Tavares foi viver no Sambizanga para conquistar o lugar de Administrador Municipal mas como não tinha casa no município, o mesmo arrendou a casa ao qual foi agora despejado.

Fontes seguras deram a conhecer ao Club-k que mesmo para pagar a divida, o mesmo teve de vender, na sexta feira, 18 de Março, um terreno que estava destinado a construção de um Centro Materno Infantil e Posto Policial na Comuna do Ngola Kiluange, a uns empresários Malianos

Quem é José Tavares:

• Administrador Municipal do Sambizanga
• Presidente da Associação AKWA SAMBILA
• Sócio da Casa Mimosa
• Presidente do Comité Miss Sambizanga
• Coordenador dos Desalojados de Calamidades Naturais do Sambizanga.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Lesliana Pereira Passa Vergonha À Comunidade Angolana No Brasil


Brasil - A miss Angola 2008, Lesliana Pereira, é citada pela comunidade angolana no Brasil como tento passado “vergonha” no Programa do Jô, na TV Globo. Tudo aconteceu no dia 17 de Março do presente ano, ao longo de uma entrevista, no programa apresentado por Jô Soares, apresentador brasileiro de TV.

Fonte: AB
Lesliana predispôs-se a comentar sobre vários assuntos, sem o mínimo escrúpulo de admitir que vários deles estivessem muito além dos seus conhecimentos, impingindo-a a cometer vários erros inadmissíveis, face à projeção internacional duma das mulheres que recentemente foi tida como a mais lindas de Angola.

Ao serem questionadas se falassem uma das línguas nacionais de Angola, a actual apresentadora do programa Revista África tomou a palavra e respondeu, admitindo que não. Tudo ficou feio quando Jô, apresentador do programa com o mesmo nome retomou a palavra, pedindo para que cantassem uma das músicas, num dos estilos mais popular de Angola. Leila Lopes, actual miss Angola, tentou cantar a música “Muxima”, compositada pelo renomado Carlos Aniceto Vieira Dias, um dos elementos do então grupo Ngola Ritmos e pioneiro angolano, no entendimento da arte de tocar a guitarra.

Como o refrão põe em destaque a palavra que dá o título à música, Jó procurou saber de suas convidadas o sinônimo desta palavra, que por sinal faz parte da segunda língua com mais falantes em Angola, depois da língua Umbundu. Lesliana tomou a palavra e respondeu: ““Muxima” significa nossa senhora.” À primeira vista parece não ser verdade, mas foi o que Lesliana disse, ao lado da actual mulher mais linda de Angola e duma vasta platéia do programa que com o do apresentador angolano, Pedro Nzanji, não faz grande diferença.

Ao entrevistar um dos vendedores ambulantes, Jô disponibilizou-se a oferecer dois sorvetes às suas convidadas, quando o apresentador viu a sua boa vontade rejeitada pela também apresentadora de TV, que depois de ver Leila a receber, também estendeu a mão para saborear o que já negara, pondo desta forma de parte as regras de etiqueta.

Vários angolanos residentes na República Federativa do Brasil mostraram-se indignados pela má representação de Lesliana Pereira, em detrimento de Leila Lopes, que a bônus da verdade diga-se, esteve muito bem e na maior das tranqüilidades como que as câmaras e as luzes fossem o seu dia-a-dia.


*AB

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nerika. As diatribes de uma defesa egocentrica - João Vicente


Luanda - A nossa Constituição demonstra claramente que a sua filosofia e a política subjacentes, no que respeita aos direitos fundamentais, entre os quais a violência domestica, tem como pano de fundo preservar a vida e a dignidade humana de todos os cidadãos, independentemente de seu credo, raça, cor, nível intelectual ou económico. Ninguém está acima da lei.

Fonte: Club-k.net

Truques, tudo isso são truques e simulações tecnicamente urdidas e insinuadas para levarem as pessoas a meditar em hipóteses que possam convencer o Tribunal na hora do julgamento a absolver uma potencial criminosa, contra todos os princípios elementares de justiça próprios de um Estado de Direito.

Como já Foi feita a referencia em publicações anteriores, cientificamente está sobejamente comprovada que a simulação está presente na vida humana desde os primórdios da humanidade. A Bíblia contém mensagens que relatam alguns acontecimentos como a passagem em que Caim, após ter assassinado o seu irmão Abel, simulou desconhecer o facto. Fingiu não ter a mínima ideia da ocorrência com o objectivo de livrar-se do merecido castigo. Por outro lado, na mitologia Grega existe também uma lenda de Ulisses que simulou loucura, atrelando um burro e um boi a um arado, mas diante de um perigo iminente, mostrou-se são e pronto a fugir do perigo. Num ápice, deixou de ser louco.

Afastar a culpabilidade de um crime hediondo com contornos de premeditação insofismáveis, simulando insanidade mental, não é possível. Como se sabe "o louco tem aspecto de louco"; há um brilho típico nos olhos do delirante; há uma postura física típica no corpo do deprimido; há uma movimentação típica nos casos de mania; há uma inflexão de voz típica para determinadas patologias; isso para falarmos apenas de algumas características grosseiras, que o simulador, por mais hábil que seja, não consegue imitar.Toda doença mental apresenta características indissimuláveis e o simulador, por mais astuto e vigário que seja, não consegue conduzir a simulação durante um longo período de tempo, e acaba sempre traindo-se a si mesmo.

É certo que a culpabilidade é um juízo de reprovação. Portanto, é comum a simulação para afastar a imputabilidade, justificando o estado de loucura e descontrole emocional no momento do cometimento do crime. Sucede, porém, que todo crime é produto de emoções fortes ou de paixões. Se a forte emoção for considerada como excludente de culpabilidade, tornando o assassino inimputável, o direito não alcança a sua finalidade de punir e a sociedade passaria a estar desregrada, voltando-se a uma condição primitiva, a uma situação do “vale tudo até arrancar olhos”.

É evidente que na situação do assassinato do Lopo Loureiro está a ser , com premeditação avultada, uma verdadeira simulação por parte da defesa da suposta assassina que pretende, na realidade, a isenção de sua culpabilidade, ou melhor, quer fazer parecer que não agiu de forma dolosa, fazendo-se passar por louca, e desta forma criar um cenário ideal que seja suficientemente convincente ao Tribunal para ilibá-la do crime bárbaro, apesar de ser do conhecimento genérico, a sua premeditada fuga para o estrangeiro após contacto com duas representações diplomáticas sediadas em Luanda, acrescido o facto de ser possuidora de um passaporte de um pais da comunidade Europeia.

Voltando aos factos, desde o início encenados pela defesa da suposta assassina, é claro que estamos diante de uma simulação primaria semelhante a tantas outras que foram fabricadas ao longo dos séculos com o objectivo grosseiro de ludibriar a opinião pública das reais intenções dos criminosos, e neste caso concreto da suposta assassina, em relação a estratégia urdida pela defesa, esquecendo-se do velho adágio: CONTRA FACTOS NAO HA ARGUMENTOS!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Baixios de Dom Rodrigo, um passeio imperdível no Pontal de Coruripe




Formação de corais a 5Km da costa permite banho e mergulho

Baixios de D. Rodrigo
Toda boa viagem deixa saudades, e a nossa, ao litoral sul, infelizmente está chegando a fim. Mas deixamos para essa despedida um passeio encantador e inesquecível, a cinco quilômetros da costa do Pontal de Coruripe: os baixios de D. Rodrigo.

Marcus Toledo
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/turismo/2010/04/23/93131/baixios-de-dom-rodrigo-um-passeio-imperdivel-no-pontal-de-coruripe/imprimir

Como falei na reportagem anterior, fizemos o trajeto aos baixios na canoa à motor do Deda, um pescador que reforça o orçamento familiar levando turistas para ver a formação de corais.

O trajeto demora cerca de 25 minutos, porque as ondas castigam o pequeno motor da embarcação. No caminho, não deixe de registrar a beleza do Pontal de Coruripe vista por um ângulo diferente. Acompanhe o farol, cada vez mais longe, e a impressionante com do mar.

É possível ainda ver os arrecifes que marcam a praia do Pontal, os pescadores trabalhando, o ir e vir de pequenas embarcações. O colete salva-vidas é um companheiro inseparável, porque o mar nesse trecho não é dos mais calmos. Mas nada que possa assustar. O Deda cobra 50 reais para fazer o passeio – o que dá apenas 10 reais por pessoa. Uma pechincha.

O passeio precisar ser feito na maré baixa, quando é possível curtir tudo o que os baixios tem a nos oferecer. E não se esqueça do protetor solar e de um bom chapéu.

Visconde espanhol
A origem do nome baixios de Dom Rodrigo é historicamente explicada pelo visconde de Porto Seguro. Era Dom Rodrigo de Acuanã, comandante da nau de São Gabriel, que largou de Corunha, Espanha, em junho de 1525 em direção às Molucas. Sua frota foi desbaratada e Dom Rodrigo, com apenas trinta homens, resolveu retornar à Espanha carregado de Pau-Brasil. Ele aportou ao norte da Bahia e ali, nove de seus homens foram devorados pelos índios Tupinambás.

Com a nau avariada, Dom Rodrigo tomou o rumo do norte e ao cruzar a foz do rio Coruripe, deu de cara com três naus francesas que carregavam Pau-Brasil. Os franceses intimaram Dom Rodrigo a se render. Ele meteu-se num bote e negociou com os franceses, em troca de vinho e óleo.

Enquanto isso, os marinheiros da Nau de São Gabriel que navegavam sem o seu comandante, tomaram o rumo da feitoria de Pernambuco

Um tesouro no meio do mar
Vinte e cinco minutos após a partida, eis que chegamos aos baixios. De início, é difícil acreditar que, depois de tanta água, é possível encontrar um banco de areia e corais daquele jeito.

Descemos do barco para explorar o lugar. A imagem é impressionante. O banco de areia permite a colocação de algumas cadeiras, mesa e guarda-sol. É como se estivéssemos em outra praia, a cinco quilômetros do Pontal.

Mas se o branco da areia em meio ao azul do mar chama a atenção, é impossível não se encantar com a formação de arrecifes. Os corais se espalham por uma grande extensão, formando pequenas piscinas. Os peixinhos coloridos estão por toda a parte. As aves também. A sensação de paz é indescritível.

O Deda sempre carrega no barco óculos e snorkel para quem gosta de mergulhar. Aliás, o lugar é muito procurado pelos amantes do mergulho profissional. Não é permitido alimentar os peixes com pães ou outros tipos de comida. A região é selvagem, pouco explorada, e precisa de preservada a todo custo. "Os peixinhos são lindos. Ver essa região assim, por baixo d'água, é incrivel", comemorava Suzana Maia, de Aracaju (SE).

Mas os baixios ainda guardam outras surpresas para o visitante. Guardam, a bem da verdade, só quando a maré sobe. Quando ela está baixinha, os arrecifes deixam à mostra parte da proa e da âncora de um dos navios que afundaram na região. Os moradores contam que, no passado, várias embarcações já sucumbiram ao se chocar com as pedras. Tirar fotos é quase que uma obrigação.

Como dependemos da maré, só podemos ficar nos baixios por volta de duas horas. Deda dá o sinal e, infelizmente, temos que voltar ao barco. O retorno até a praia é igualmente belo, mas deixa na boca um gosto de saudade.

Tem nada não. O Pontal de Coruripe é bem ali. Quando apertar o desejo, é só pegar a estrada.

Só que, antes de ir embora, não deixe de passar na Associação das Artesãs. Os trabalhos, feitos de palha de ouricuri, são belíssimos. As peças tem design inovador, graças a assessoria prestada por instituições como o Sebrae, e já correram o mundo.

A história
O rio Coruripe, conhecido como Cururugi pelos índios Caetés, deu nome ao município. A região ficou conhecida na história do Brasil por ter sido palco do naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, que conduzia o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha a Portugal. De uma capela nasceu o povoado, onde já se comercializava ativamente o pau-brasil e outras madeiras.

Na segunda metade do século XIX, a prosperidade de Coruripe fez o lugarejo superar a vila de Poxim, à qual estava subordinado. Foi elevado à vila em 1866. Com a mudança da sede, a freguesia sob invocação de Nossa Senhora da Conceição também foi transferida.

Em 1882 foi instalada a comarca de Coruripe, que foi extinta em 1932 e restaurada em 1935. Embora tenha seu desenvolvimento ligado à agroindústria açucareira, o município tornou-se conhecido pela beleza de suas praias e lagoas que atraem milhares de turistas.

A morte de Sardinha
Naufrágio, morte e canibalismo se misturam na trágica história que envolveu d. Pero Fernandes Sardinha (1495-1556), o primeiro bispo do Brasil. Sardinha exerceu o episcopado desde a criação da diocese da Bahia pelo Papa Julio III, em 1551. Cinco anos mais tarde, por ordem de d. João III, Sardinha embarcou em direção a Portugal na nau Nossa Senhora da Ajuda com uma centena de pessoas, entre as quais fidalgos com as famílias e dois cônegos, além de índios escravos.

O barco naufragaria próximo da foz do rio Coruripe, a cerca de seis léguas (24 quilômetros) do rio São Francisco. No entanto, a maior parte da tripulação e dos passageiros sobreviveu, mas foram aprisionados mortos e devorados por índios caetés. Segundo frei Vicente de Salvador, em sua História do Brasil, além do bispo Sardinha, outras noventas pessoas foram devoradas, salvando-se apenas um português que conhecia a língua nativa e dois escravos índios.

Fato incomum: não pouparam nem as mulheres que estavam na nau. Anos depois, em represália, o governador geral Mem de Sá ordenou o massacre dos caetés.

Nosso passeio a Coruripe teve o apoio fundamental do prefeito Marx Beltrão, da secretaria de Turismo e Pesca, da turismóloga Maria Angélica e da jornalista Marcela Martine, da Assessoria de Comunicação.

terça-feira, 8 de março de 2011

Nerika Apanhada A Tomar Medicamentos Para Fingir De Maluca


Luanda - À terceira foi de vez: médicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda deitam por terra a hipótese de Nerika Loureiro padecer de problemas mentais e sugerem, mesmo, que recorreu ao uso de medicamentos para tentar fazer crer o contrario.

*MARIANO BRÁS
Fonte: Jornal A Capital Club-K.k.net

De louca, não tem nada. Foi tudo a fingir
A resposta está dada. Nerika Loureiro que confessou ter morto o seu esposo, Lopo Loureiro, não está louca. Essa é, pelo menos, a conclusão a que chegaram as especialistas do Hospital Psiquiátrico de Luanda depois de analisarem a ré, de 32 anos de idade, conforme orientou, há duas semanas, o juiz do Tribunal Provincial de Luanda que julga o caso também conhecido como “Crime do Nova Vida”.

Depois de suspenso, no passado dia 18 de Fevereiro, o caso voltou, na terça-feira, 01, a julgamento, já com as conclusões da equipa de psiquiatras indicados, pela direcção do hospital, para analisar a acusada Nerika Loureiro, conforme orientação do juiz de causa, Manuel Morais.

Pressupõe-se, então, na base dessa conclusão que a ré tenha agido em pleno gozo das suas faculdades mentais e não o contrário como, entretanto, sugeriram as declarações do advogado de Nerika, Sérgio Raimundo, e que levaram à primeira suspensão do julgamento. Muito mais do que isso, entretanto, as médicas que a analisaram não apenas concluíram sobre “perfeição” da sua sanidade mental como, ainda, levantaram a hipótese de ela ter tomado drogas para induzir tal estado com o claro objectivo de iludir a justiça.

Ana Paula Godinho, a advogada da família da vítima, fez este comentário quando, a dado passo da sessão da última terça-feira, lia parte do relatório apresentado, ao tribunal, pela dupla de médicas. Segundo se notou, o documento falou da ingestão de um fármaco de nome “risperidona”, habitualmente receitado para os doentes de esquizofrenia. Para que, entretanto, não padeça deste mal, a ingestão desse medicamento pode trazer efeitos colaterais tais como a “rigidez muscular nos membros superiores”, sintoma manifestado pela vítima e que foi, a certo ponto, apontado pela defesa como uma evidência da sua então alegada insanidade mental todavia agora desmascarada.

Mas esse resultado, decorrentes dos exames do último dia 18, mais não fez senão confirmar o diagnóstico de outras duas análises já submetidas à Nerika Loureiro e que confirmaram o seu estado psicológico como sendo normal.

Quem não gostou de toda essa estratégia a dado passo do julgamento chamada de “dilatória” foi o juiz Manuel Morais que não se cansou de chamar a atenção dos advogados de defesa, rotulando a atitude que tomaram de “estratégia perigosa”. Mais concretamente, o juiz disse que “a diligência dilatória, procurar ludibriar o tribunal e subestimar a lei é algo inadmissível, ofende a dignidade da justiça”, referindo ser, também, uma violação aos estatutos da Ordem de Advogados da República de Angola.

Reacção similar teve o representante do Ministério Público, Alfredo Martins, e a advogada da família da vítima, Ana Paula Godinho. O primeiro limitou-se a lamentar o facto de, na sessão anterior, já ter indeferido o requerimento dos defensores da ré para um novo exame de sanidade mental, enquanto que, a segunda, manifestou-se também “espantada” pelo facto de Sérgio Raimundo e José Carlos (advogados de Nerika) terem, também, contestado o resultado desse terceiro exame por eles requerido. “Mesmo depois dela (da ré) ter sido examinada por duas experientes médicas”, sublinhou.

O último exame, de um conjunto de três, foi feito por duas médicas experientes, sendo uma delas a directora do Hospital Psiquiátrico de Luanda. “As duas especialistas são pessoas qualificadas com o curso superior”, comentou Ana Paula Godinho, em defesa das médicas cuja competência técnica foi posta em causa pela dupla de defensores de Nerika Loureiro.

De suspensão em suspensão
Em duas audiências, o julgamento de Nerika Loureiro já foi, também, suspenso por duas vezes, numa tentativa, ao que se julga, de atrasar o depoimento da ré.

Em duas sessões de julgamento, o que não se conseguiu, até agora, foi ouvir-se as declarações da ré, Nerika Loureiro, a única pessoa capaz de esclarecer sobre o que se passou na madrugada de 01 de Abril de 2009. A advogada da acusação, Ana Paula Godinho, manifestou, mesmo, esse interesse ao usar da palavra, dizendo que tal é necessário para se chegar à verdade dos factos. “Só se chegará à verdade se deixarem os intervenientes falar”, comentou.

Quando tudo apontava para que tal fosse acontecer na terça-feira, eis que voltou-se ao ponto de partida. O advogado de defesa, Sérgio Raimundo, forçou o cancelamento da sessão antes mesmo que fosse dada a palavra à ré. Ele requereu a suspensão do juiz, Manuel António Morais, a pretexto de pretender, deste, um esclarecimento sobre as “graves acusações” feitas contra os defensores da ré. “Põem em causa a idoneidade e a moral”, referiu Sérgio Raimundo a respeito das acusações a si dirigidas e “constantes da acta da sessão de julgamento”.

Bem antes disso, a audiência ainda teve de assistir a um outro estratagema da defesa que exigiu a elaboração de um exame de DNA para confirmar uma prova, nesse sentido, já anexada ao processo. O juiz indeferiu o pedido, solicitando, apenas, que seja chamado ao tribunal “para ser ouvido” o técnico do laboratório de DNA, afecto ao ministério do interior, responsável pelo teste que acompanha o processo.

Seja como for, o julgamento do “Crime do Nova Vida” está, outra vez, interrompido, pelo menos vai continuar como tal até que o Tribunal Supremo se pronuncie, a contra ou a favor, sobre o pedido de suspensão do juiz, levantado por Sérgio Raimundo. Manuel Morais, o juiz presidente, optou por interromper o julgamento, mesmo contra a vontade do representante do Ministério Público, Alfredo Martins, e da advogada da acusação, Ana Paula Godinho.


Godinho desconta
Ana Paula Godinho não concorda. Para a advogada da acusação, a suspensão do juiz apenas faria sentido no âmbito daquilo que estabelece a lei angolana, segundo a qual “se haver grandes motivos de inimizade entre o acusador e o juiz”, explicou, sendo algo que, no caso vertente, não se coloca, já que constata “uma forte relação de amizade e respeito” entre ambos.

É, para ela, estranho que apenas agora Sérgio Raimundo, advogado de defesa, pede a suspensão do juiz, já que teve a oportunidade de fazê-lo ainda na primeira audiência “quando o juiz deferiu o seu pedido”.

“Será que vamos aguardar até o Sérgio Raimundo decidir que o processo seja julgado?”, perguntou Nilton Loureiro, um irmão da vítima, ele que refere estar “bastante decepcionado” com todas as voltas que o julgamento dá. “Estamos a andar atrás de uma justiça que tarda em ser feita”.

Agastado, o familiar sugeriu que “os órgãos de justiça devem intervir e chamar o senhor Sérgio Raimundo à razão”, já que, no seu entender, “ele está aqui a criar manobras”.

Nilton reforça, ainda, que ficou provado que a sua ex. cunhada não é doida, mas sim “uma actriz e muito boa, pois como foi confirmado ela toma medicamentos para ficar no estado em que apareceu aqui no primeiro dia de audiência”. Para ele, não há outra hipótese: “é tudo concertado entre os seus advogados”.

sábado, 5 de março de 2011

Secreta ameaça FOLHA8 de morte e impede a sua publicação. As nossas vidas correm perigo, a qualquer momento…


Luanda, Angola. MPLA REIMPLANTA O TERROR DO 27 DE MAIO
O jornal FOLHA8 não se publicou esta semana, edição de 05Mar11, devido a que os empregados da gráfica privada onde é impresso, receberam muitas ameaças por telemóvel de desconhecidos, ameaçando-os que se o imprimissem, as responsabilidades pelo seus assassinatos recairiam sobre eles, os trabalhadores da gráfica. E o medo fez com paralisassem o trabalho, de modo que o Folha8 não saísse para as bancas.
E os autores dos telefonemas anónimos decretaram que o Folha8 é um jornal que incita à violência.
Sem dúvida que as nossas vidas correm perigo. O MPLA está a instigar a sua máquina de guerra para a eliminação física de tudo e de todos que não estejam de acordo com a sua linha política que é: a corrupção, a espoliação, e a manutenção dos campos de concentração da morte, espalhados por toda a Angola.
Angola arde, Angola é o inferno.
Quem denúncia a corrupção comete o crime de incitação à violência.
Estaline está vivo, e acena-nos com a morte.
O que o MPLA pretende é muito simples: quer ficar sozinho com a sua família e com Angola como propriedade privada. E quem não estiver de acordo, pum! pum!
O MPLA quer a guerra total e completa. Nunca quem fez uma guerra altamente fratricida está em condições de falar em paz, só o podendo fazer com o demónio. Aliás como sempre o fez e faz.
Escutar as rádios, as TVs e os jornais do Mpla que agora nos bombardeiam mais do que nunca, de noite e de dia com propaganda estalinista ortodoxa, isto não é incitação à violência?
Mas, mais guerra contra quem? Contra as moscas e mosquitos que nos infestam, e para os quais não há solução há mais de trinta anos, e a população que já ultrapassou o que se considera miséria?
O regresso aos bons velhos tempos das matanças regressou.
Esperamos que os angolanos não se deixem matar como os nazis faziam. Que transportavam milhões de farrapos humanos para os gazearem nas câmaras de gás dos campos de extermínio massivo.
A Gestapo e as SS abriram filiais em Angola, e parece que já exercem actividade. É só escutar os noticiários dos meios de comunicação do Mpla.
O incrível disto tudo, é que com as fronteiras de Angola muito inseguras, se crie mais um conflito interno que decerto provocará mais uma vez o caos. Não será isto mais um suicídio?
Obrigar milhões de angolanos à miséria, isso não é uma indecente incitação à violência?
Quando, como agora, ameaçarem-nos de mil e uma maneira mortais, isso não é incitação à violência?
Quando só o Mpla pode fazer manifestações, e mais ninguém o pode, é terminantemente proibido, isso não é incitação à violência?
Toda a riqueza mineral… tudo que lhes cheira a dólares está em poder do célebre bando dos seis do Mpla. Isso também não é incitação à violência?
Quando não há possibilidade intelectual de debate surge a violência do Mpla. E nisto ele está muito por baixo, porque quem não tem capacidade cerebral… usa o tiro e a morte, porque não sabe conversar. O importante é as universidades do analfabetismo, e o nascimento de uma nova pátria com o apoio incondicional da nova vida da Igreja petrolífera que entrega o povo angolano aos cemitérios do Mpla. Isto também não é incitação à violência?
A maneira com que se prendem e condenam os opositores políticos, isto não é incitação à violência?
O MPLA apela à população angolana para se manter vigilante. Só pode ser vigilância da corrupção e da miséria que não param, até já bateram o recorde mundial.
Acabar com os mercados, como o do Roque Santeiro, e obrigar os milhares de vendedores a mendigarem nas ruas, não é isto um cadavérico incitamento à violência?
Inundar Angola de estrangeiros e oferecer-lhes os nossos empregos, isto não é um incentivo à violência?
Neste momento o Mpla tem pelo menos quatro facções: a Facção-JES, de José Eduardo dos Santos, actual Presidente de Angola, o Mpla-Ut, a União das Tendências democráticas, os seguidores de Nito Alves, e o Comité da Mudança do Mpla. Qual delas vencerá? É devido aos seus problemas internos graves que o Mpla tenta desviar as atenções para a Unita, como tradicional bode expiatório. Mas desde quando é que alguém consegue fazer uma guerra, ou um golpe de estado com quatro contentores de munições de um navio apreendido e retido no porto do Lobito?
Não deixaremos que o Mpla-JES encerre a democracia nas prisões da ditadura.
E porque é que o Mpla mantém ao seu serviço jornalistas mercenários e incendiários, como o tristemente célebre José Ribeiro, do Jornal Necrotério de Angola. Isto não é um mais flagrante incentivo à violência?
A luta entre os petrolíferos e os espoliados de tudo intensifica-se. Que vença o melhor.
E juramos que faremos de Angola uma pátria petrolífera… quando nos libertarmos do extermínio das nossas populações.
Isto não é uma pátria, é um vulcão petrolífero.
Por este andar temos mais candidatos ao TPI. Ditadores angolanos: o Tribunal Penal Internacional espera-vos!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Em Angola, denunciar a corrupção é crime de difamação


O calvário de mais um jornalista angolano, Armando José Chikoka, condenado a um ano de prisão por juízes corruptos. Agora, até a um monumental monte de lixo se chama democracia.
E ao respirar, sente-se o cheiro intenso da ditadura que ainda polui o ar e os nossos corações.
Este petróleo cheira a morte, a corrupção, a miséria.
Uma máfia terrível que divide entre si os biliões de dólares do petróleo, e como se não lhes chegasse… privatizam Angola e os angolanos. Sim! Até as populações são propriedade privada, porque vivem na escravatura e à obediência cega da vida e morte dos seus senhores.
Mantém exércitos privativos que espalham o terror nas populações. Exércitos fortemente armados e municiados, um hino, uma bandeira e um palácio, e aqui temos mais uma ditadura, para nos impor a selvajaria diária.
Os tempos seguintes adivinham-se atrozes, sangrentos, humilhantes. Os escravos têm que aprenderem a levantarem a cabeça, e dizerem, BASTA! NÃO!
O importante é defender muito em especial, os interesses chineses, brasileiros, portugueses, etc., para que a nossa escravidão permaneça, e um grupo de déspotas nos devorem os corpos e as almas.
Tudo isto sob o olhar de peixe morto, da cumplicidade e complacência da Igreja corrupta, que para mendigar uma sobras petrolíferas vende o rebanho humano dos poucos crentes que lhes restam. A igreja é, e será sempre, a igreja do demónio. De cónegos e padres frustrados que revendem as almas à ditadura, porque de quociente intelectual tão baixo, a única saída que lhes resta das suas vis e vãs existências, é o inútil sacerdócio nas igrejas às moscas, mas infestadas de sacerdotes pedófilos. E insistem que pregam o evangelho na terra.
Sim, o evangelho segundo Santo Pedófilo.

É por isso que as populações aderem cada vez mais à feitiçaria e a qualquer igreja improvisada. É que a nossa Igreja está demasiado petrolífera. Obtêm daí dividendos e vende o seu rebanho à colonização.
Não, a Igreja não é uma ditadura como essas com um ditador há mais de trinta anos no poder. A Igreja é uma ditadura milenar.
Se Deus é omnisciente e omnipresente, como é que o Papa lhe pede para interceder nos conflitos humanos, e noutras misérias?
Teologia é a artimanha diabólica de pretender provar uma entidade superior que não existe.

Como é triste verificar que estão a criar as condições que conduzirão à inevitável luta de vida ou morte. Sim! Porque o que sucede é a luta de um povo que não quer mais se deixar levar para o matadouro do extermínio.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Banco Millennium Angola, um banco da ditadura dos trinta e tal anos


É necessário organizar uma grandiosa manifestação contra este banco
A ditadura do Banco Millennium Angola colabora na matança da população, no melhor estilo Khadafi
O que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?
Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

A foto captada em flagrante delito não é demasiado convincente para julgamento e competente indemnização? Brevemente a justiça triunfará.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Banco Millennium Angola, um banco da ditadura dos trinta e tal anos


É necessário organizar uma grandiosa manifestação contra este banco
A ditadura do Banco Millennium Angola colabora na matança da população, no melhor estilo Khadafi
O que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?
Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

A foto captada em flagrante delito não é demasiado convincente para julgamento e competente indemnização? Brevemente a justiça triunfará.

Administradora de Malange esbofeteia colega do protocolo


Lisboa - A administradora municipal de Malange, Teresa Dias de Abreu (na foto), esta a ser criticada em meios intelectuais da província por ter dado na cara de uma responsável do protocolo do governo provincial, identificada por “Dona Maria”. O incidente teve lugar no dia 4 de Fevereiro, horas antes de as autoridades procederem a inauguração do novo centro da TPA naquela província. Ambas acabaram por não participar na actividade devido ao clima áspero que se envolveram resultando na devolução da chapada.

Fonte: Club-k.net

Faz-se valer pela amizade de Paulo Kassoma
“Dona Maria” é a operativa do protocolo do governo provincial que acompanha as caravanas de entidades que chegam a Malange, cabe-lhe também proceder a apresentação dos dirigentes locais a personalidades que deslocam-se a província. O facto de não ter sido mais vista nas últimas semanas, esta a levantar suspeitas de que esteja a observar alguma suspensão ou castigo por parte dos seus superiores.

Por seu turno, Teresa Dias de Abreu, a administradora municipal é a figura a quem os quadros da província mais se queixam nos últimos meses. Tem o antecedente de se ter incompatibilizado com o vice-governador, Conceição Cristóvão e com alguns directores do governo provincial. Em círculos do comando policial é também vista como uma personalidade de princípios desencontrados. Certo dia reuniu com o comandante da policia nacional em Malange, José Domingos Moniz, no seu gabinete, sem no entanto, ter tido a cortesia de oferecer cadeira ao seu colega para se sentar.

O próprio governador provincial, Boaventura Cardoso é citado como “murcho” perante a administradora. Quando Beatriz Abreu foi transferida para a província de Malange negou-se a ficar na casa de transito destinada aos “guest”. O governo local teve de lhe por a viver temporariamente no Hotel Palanca que é um dos mais caros da província.

O poder que a administradora se faz valer ou intimidar os colegas, tem como fonte um vulto que corre na província e que lhe atribui amizade ao Presidente da Assembléia Nacional, Paulo Kassoma. Teresa Abreu esteve antes nos Estados Unidos, e no regresso a Angola teria andado desempregada. Em solidariedade para com ela, o líder da Assembléia teria movido influencia para colocar-lhe como administradora municipal de Malange. As má línguas, insinuam que a mesma é “mais do que uma amiga” de Kassoma e que o seu envio a Malange terá sido uma forma de o dirigente se desfazer dela.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem


Holanda – Educar um povo a não reclamar pelos seus direitos, é na minha opinião, um crime, da mesma maneira que considero que educar alguém que está a ser atacado a não defender-se, é crime. Sou da opinião sincera que o direito de pretexto, de manifestação ou de reclamação (que no fundo dá no mesmo) deve ser um exercício legal a ser exercido por qualquer cidadão que sinta que os seus direitos cívicos ou constitucionais estão a ser usurpados, ou pelo menos, não estejam a ser garantidos.

Felizarda Mayomona. Fonte: A-patria.com. Club-K.Net

"Quem não chora...não mama!"

O que faz diferença é a maneira de se protestar. Existem protestos violentos, e protestos pacíficos. Dependendo da capacidade, habilidade ou disposição de um determinado regime dialogar ou não com a parte protestante, as manifestações podem terminar em ações violentas e descontroladas, ou prosseguir pacificamente.

Estou ainda a recordar-me da manifestação levada a cabo pelos nossos compatriotas angolanos no dia 4 de Janeiro de 1961, na baixa de Cassanje em Malange. O móbil da manifestação (também podemos lhe chamar de pretexto porque dá tudo no mesmo) era a proibição do cultivo da mandioca (um alimento tipicamente africano) e a obrigatoriedade do cultivo do algodão e o aumento dos impostos deste, pela companhia belga colonial, a Cotonang. A reacção das autoridades coloniais portuguesas foi imediata e muito violenta: usando aviões que descarregavam bombas napalm sobre uma população indefesa, causaram a morte de milhares de pessoas. Este acontecimento hediondo causou tanta revolta entre os angolanos que serviu de ignição para o início da luta armada iniciada um mês depois, a 4 de Fevereiro de 1961.

Actualmente comemoramos em Angola todo o dia 4 de Janeiro como um feriado oficial nacional, em memória das vítimas. Nunca antes na história de Angola se verificou uma manifestação daquela magnitude, que era, no considerar dos colonos portugueses da altura, uma acção impossível ou impensável da parte dos autóctones angolanos. Com a independência nacional entramos numa outra era, em que os angolanos autóctones finalmente controlariam os seus próprios destinos, e um dos motivos que guiou a luta anti-colonial era luta contra a exploração dos angolanos por outros povos, nesse caso os portugueses. A exploração, a usurpação das riquezas da terra, a usurpação da nossa identidade africana e o resgate da nossa dignidade, dos nossos valores, da nossa cultura e línguas africanas, e principalmente, da nossa liberdade e da nossa terra seriam os frutos da nossa independência. Pelo menos era assim que os angolanos que lutaram de verdade contra o colonialismo pensaram.

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem para a maioria dos angolanos, especialmente dos angolanos autóctones que agora ficaram constitucionalmente sem terra (passou a ser propriedade do estado). Verificamos que as imensas riquezas do nosso país, ainda não servem a maioria dos angolanos, mas também é propriedade privada só de alguns. Com um governo super centralizado como o nosso, as riquezas do país e o seu dividendo se concentram sempre nas mesmas pessoas, num ciclo vicioso que deu lugar a uma corrupção que praticamente já se tornou institucional. A polícia angolana reprime tanto ou pior que a PIDE-DGS, ao em vez de ser uma entidade protectora dos cidadãos, torna-se cada vez mais uma entidade apenas ao serviço de uma pequena elite.

A maioria dos angolanos sente-se estrangeiro neste país que cada dia que passa enterra a africanidade e desenha uma angolanidade também atípica, tal como a nossa constituição, em que nela o angolano autóctone se revê como estrangeiro dentro da sua própria terra. Nem as nossas línguas nativas foram oficializadas nesta nova constituição, mas apenas o português, que é uma língua imposta pelo colonialismo.

Nos encontramos debaixo de uma governação que administra os recursos de um país mas sem prestar contas aos seus verdadeiros donos: o povo. A maioria dos nossos líderes se tornou arrogante e insensível demais perante o sofrimento dos angolanos, vivem num mundo só deles enquanto pregam em órgãos como o Jornal de Angola e outros que Angola está a mudar, estamos a crescer, somos os maiores, somos os melhores, etc. De certeza que a analise dos nossos dirigentes é feita de um prisma totalmente egocêntrico, esquecendo-se que o maior indicador do crescimento de um país é a qualidade de vida do povo, o acesso aos serviços de saúde, de educação, do emprego. E vivendo num país riquíssimo como Angola, em 35 anos de independência e 9 anos de paz, já era altura de começarmos a falar também de subsídio de desemprego, entre outros benefícios de uma cidadania plena.

Vemos o contrário disso. O acesso aos recursos e benefícios do país para além de serem limitados só para alguns (baseado nos nomes e classe social, e em alguns casos até na cor da pele), em muitos casos, para ter acesso a um benefício como uma bolsa do Inabe te pedem Cartão de Militante de um partido angolano. Este partido chama-se MPLA. Isto é só para mencionar um exemplo em que, para se ter o benefício de algumas coisas em Angola o cartão de Militante do MPLA se torna numa obrigatoriedade, mas há mais. E ninguém pode negar esta realidade. Diante desta situação, me questiono como é com aqueles que são militantes assumidos de outros partidos e estão lá mesmo por uma razão ideológica. Será que estes têm de adquirir o cartão da angolanidade plena (Cartão do MPLA) para usufruir de alguns benefícios enquanto militam também clandestina ou abertamente nos seus partidos ou renunciam a actividade politica nos seus partidos? Curiosidade.

Estas situações todas e muitas outras, considero muito injustas e justificariam um protesto massivo da população nas ruas da capital angolana e não só. Um pretexto contra leis injustas e medidas anti-sociais. E dizer isto não é crime nenhum, porque se fosse crime, a nossa constituição não plasmaria este direito no seu artigo 47 (atenção, estou a defender o direito de se manifestar pacificamente). Infelizmente, principalmente nos governos africanos, as manifestações pacíficas quase nunca geram frutos nenhuns, já que os dirigentes se mantêm insensíveis, e chegam até a ser reprimidas, muitas vezes com tanta brutalidade que nos traz à memoria a repressão brutal dos regimes coloniais. Os manifestantes passam a ser tidos como inimigos da pátria, antipatriotas, vândalos, agentes de forças externas, etc. Este facto é que leva, muitas vezes, às manifestações violentas como meio de se alcançar um objectivo. No caso de Moçambique a "revolta dos pobres" expôs o fracasso das políticas económicas e sociais do governo. Felizmente o Presidente Armando Guebuza teve o bom senso de recuar nas decisões iniciais do governo que deram inicio á revolta dos moçambicanos. É caso para se dizer "quem não chora, não mama".

Me pergunto: como seria se tivesse sido em Angola? Como teriam reagido as autoridades? Teriam reagido com a mesma brutalidade (ou pior) que a polícia moçambicana? Como teriam reagido os nossos irmãos que se auto-proclamaram a "vanguarda do povo angolano", o MPLA? Nos defenderiam? Estariam ao lado do povo ou os teriam considerado como inimigos? Porque seria um contra-senso um partido que diz ser representante do povo (o povo é o mpla e o mpla é o povo) considerar o mesmo povo como inimigo apenas porque exteriorizou o seu desagrado perante a governação do país através de um pretexto.

Temos de interiorizar que protestar não é um crime, é um direito. Angola é de todos os angolanos e todos merecemos, temos o direito, de usufruir dos benefícios da nossa cidadania. Todos temos direito de viver bem na nossa terra, e de termos as mesmas oportunidades. Até mesmo o direito de escolher os nossos dirigentes deve ser um direito sagrado e não um crime lesa pátria. E nós, os angolanos "comuns", não adianta pensar que este governo que está aí, já a 35 anos, vai satisfazer os nossos anseios apenas pelos nossos lindos olhos.

A história tem demonstrado que quanto mais tempo um partido permanece no poder, mais ele se acomoda, porque criam-se vícios que depois são difíceis de combater. Tem de ser nós mesmos, a pressionar e a exigir que os nossos direitos sejam satisfeitos e garantidos, como demonstrou mal ou bem, o povo moçambicano.

* Felizarda Mayomona
Activista Cívica

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Começou julgamento de Nerika Loureiro



Luanda - Como se esperava, a defesa de Nerika Loureiro, acusada do homicídio do seu próprio marido, alegou insanidade mental da ré no julgamento iniciado na última quarta-feira, 16.

*Mariano Brás
Fonte Jornal A Capital Club-k.net

Não parece restar dúvidas de que Nerika Loureiro, a advogada de 32 anos de idade, seja culpada pela morte do seu esposo, Fortunato Loureiro, em Abril de 2009, num caso que ficou conhecido como “O Crime do Nova Vida” por conta do local em que se deu o homicídio. Resta, entretanto, saber se ela agiu em sã consciência. Esta é, ao menos, a estratégia a ser seguida pelos seus advogados de defesa, manifestada quando na última quarta-feira, no dia do início do julgamento, pediram ao juiz que suspendesse a sessão já que, no seu entender, a ré “não está nas suas condições facultativas”.

“Se tiver dúvidas, meritíssimo, pode fazer-lhe algumas e verá como ela tem problemas de insanidade”, declarou Sérgio Raimundo o advogado de defesa de Nerika.

A alegação do advogado, claro, não foi acolhida cm agrado, nem pelo representante do Ministério Público, muito menos pelos advogados de acusação, uma equipa encabeçada por Paula Godinho. Alfredo Martins, do Ministério Público, disse ser desnecessário que a ré seja submetida a novos exames. Recentemente, vários especialistas analisaram-na e, ao nível do Tribunal Supremo, ficou provado que ela goza de perfeita saúde mental. “Por este facto, dou por indeferida tal pretensão”, sentenciou.

Manuel Gomes, juiz presidente, não titubeou naquilo que entendeu ser o caminho mais acertado. Aceitou a sugestão de Sérgio Raimundo e ordenou a que dois médicos do Hospital Psiquiátrico sejam, então, nomeados pelo respectivo director com o propósito de avaliar o estado e Nerika. Mais orientou que os profissionais deverão prestar juramento para um trabalho são e isento de qualquer suspeita. Na sexta-feira, 18, enquanto se preparava o fecho da presente edição, o exame, assistido por representantes de ambas as partes, decorria conforme o orientando pelo juiz Manuel Gomes.

O juiz entendeu que o trabalho dos especialistas será, pois, uma a diligência complementar de prova, embora, como também reconheceu, já tenha sido decidido, em processo competente, a integridade mental da ré, “cuja sentença, há muito, transitou em julgado”. A lei, esclareceu, permite o julgamento de todos os elementos de prova para se esclarecer as circunstâncias que rodeou o crime. “Um dos elementos é, sem dúvidas, a indagação sobre a personalidade da ré, os seus antecedentes e estado psíquico”.

Quebrou-se, então, a expectativa ao redor de um julgamento que começou cerca de um ano e meio depois do crime de que é acusada a jovem advogada. Trata-se, mesmo, de um dos casos mais mediáticos, sobretudo pelo seu carácter passional. Nerika, agora com 32 anos, desferiu, segundo a acusação, 17 golpes de tesoura contra o seu marido, Lopo Fortunato Loureiro, supostamente enquanto este dormia, tendo morrido imediatamente.

A advogada, até então quadro da Sonangol, apareceu muito longe da imagem com que habituou os seus familiares. Trajava o uniforme da cadeia e tinha o cabelo penteado, embora sem os arranjos impostos pela beleza feminina. Parecia assustada, arregalava os olhos volta e meia. Para se movimentar, era suportada por duas funcionárias dos serviços prisionais. Tal era o estado de choque que a jovem mal conseguiu pronunciar uma palavra e, mais do que isso, mal se conseguia sentar sozinha.

Família descontente
A sala estava lotada por familiares e jornalistas., não fosse a intervenção policial, familiares de ambas as famílias, que no passado festejaram a união do casal, teriam se envolvido, agora, em violência. O desagrado partiu, sobretudo, dos familiares da vítima, que se mostraram descontentes face ao posicionamento do juiz.

Na opinião destes, a ré está a “simular” um estado de loucura para, então, conseguir a absolvição da justiça. “Ela não está doente, não está maluca”, comentou a senhora, visivelmente irrita. “É tudo mentira”, gritou.

“Então quem mata basta, depois, confirmar que é maluco para conseguir ser absolvido pela Justiça?”, interrogou-se uma irmã do falecido.

“Já perdi um filho, mas agora clamo por Justiça. Será que quem matou-me o filho não vai pagar por isso?”, questionou a mãe.

A advogada, entretanto, tranquilizou os familiares, dizendo que se estava apenas “no começo” e que o juiz tomou tal decisão “pelo bem da verdade”.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nádia Silva Exibe A Forma Física Em Editorial De Revista Sul-Africana



Luanda - A modelo angolana Nadia Silva interpretou o papel de “femme fatale” e exibiu um corpo de fazer inveja num editorial feito para a revista masculina “FHM South Africa”.

Fonte: JA Club-k.net

A modelo, ícone fashion desde que arrebatou o título de Miss Angola Mundo em 2009, aparece com uma lingerie vermelha justa e decotada, a fazer poses sensuais para o fotógrafo internacional Kevin Mark Pass.

A manequim, natural de Cabinda e de 22 anos, teve de perder peso para o ensaio fotográfico feito em Joanesburgo, capital sul-africana. “Tenho tido cuidados redobrados com aquilo que como e feito muito exercício para estar no meu melhor nesta sessão de fotos. Valeu a pena e até fiquei surpreendida com o resultado final”, disse.

Dona de curvas generosas, rosto bonito e olhar penetrante, a bonita manequim que representou Angola e ficou entre as 20 modelos com os melhores corpos do globo, no concurso Miss Mundo, arrasou num modelo vermelho que fazia contraste com a pele morena e o longo cabelo negro. Nádia fica na capital sul-africana até ao dia 20 de Fevereiro para participar do Joburg Fashion Week, segundo maior evento de moda em Africa, por intermédio da agência Hadja Models, em que trabalha. Gente deseja-lhe sucesso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A quem interessava a morte de Euridce?, questiona Jornal Angolense


Luanda - Perguntas que não se querem calar, como foi possível um indivíduo sem usar ao menos um silencioso no revólver matou uma indefesa mulher em plena hasta pública e sumiu sem deixar qualquer rasto? Quem é o executor? Existe um mandante? A quem interessava a morte de Euridce Cândido? As respostas de tais pergunta sou poderão ser dadas pelos peritos da DNIC, mas será que responderam? É outra grande interrogação

*Maria Japa. Fonte: Angolense. Club-k.net

De interrogações em interrogações, a verdade é que, na sexta-feira, 28, por volta das 19:30, na rua Frederic Welvitch, aos Combatente, Euridce Cândido, a vítima de 30 anos ou simplesmente Dódó, como era carinhosamente tratada pelos mais próximo, chegava a casa trajada de um fato de treino cor-de-rosa, ténis de marca Nike, ao volante da sua viatura Mercedes, modelo 350 ML, cor preta, com a chapa de matrícula LD-54-20-CR, vindo do ginásio Clube Náutico, sito na Ilha de Luanda.

Na entrada do prédio denominado da Chick Chick, parou o carro no parque defronte a uma roulotte, onde comercializa-se hamburguês, cervejas e refrigerante, normalmente recheada de pessoas, que, para garantir segurança aos clientes, possui um holofote, além que era comum naquele local ver policiais em serviço de giro, tanto apeados como em viaturas, o que naquele dia não aconteceu curiosamente.

Parou a viatura, desceu, dirigia-se até a porta de trás para abrir e retirar uma sacola no banco traseiro, neste mesmo instante foi surpreendida pelo seu algoz que mas não fez senão bem junto dela e frontal, encostou o cano do revólver na cabeça e disparou fatalmente contra aquela indefesa mulher.

Caiu inanimada, o seu algoz subiu numa motorizada, em companhia de um comparsa que já o aguardava com o motor ligado, de seguida ambos sumiram sem deixar qualquer rasto.

Conheça o percurso do assassinato
Segundo fontes policiais Euridce Cândido, a vítima, já estava a ser perseguida a partir do ginásio, pois ao que conseguiram apurar, a mesma era uma constante sair do serviço e ir imediatamente ao ginásio e sou assim regressar a casa, entretanto, naquele dia não foi diferente.

Os meliantes conheciam bem o seu percurso, isso é, casa, serviço, ginásio e casa, sabe-se que ao sair do Ginásio do Clube Náutico, por volta das 19 horas, a mesma a partir do visor da viatura apercebeu que estava ser perseguida por dois indivíduos de uma motorizada, ao longo que acelerava a marcha os mesmos também o faziam.

Entretanto, diz a nossa fonte, Euridce naquela altura ligou para o celular da irmã que estava em casa a pedir que a mesma descesse, porque estava ser perseguida por dois indivíduos de uma motorizada, o que poderia ir até a uma esquadra próxima pedir auxilio, mas antes como tinha uma sacola no interior da viatura pretendia deixar numa paragem que esperava ser breve, mas ao que parece nem lhe foi dado tempo.

As pessoas que na altura se encontravam no local disseram não se aperceber de nenhum movimento estranho, porque quando a mesma foi atingida, a julgar pelo barulho do projéctil numa primeira fase presumiu-se que foi um pneu que estoirou, mas quando viram ao redor foi sim, um tiro certeiro que vitimou a vizinha do 3° andar.

Os supostos executores não deixaram qualquer rasto visível no local, entretanto, os efectivos Policial afeto a Investigação Criminal, que além de removerem o cadáver do local levaram também a viatura, o telemóvel da vítima e outros haveres que se fazia acompanhar e poderiam servir para chegar até aos presumíveis autores.

Este jornal apurou de uma fonte ligada a investigação que já conseguiram encontrar o invólucro da arma disparada que possivelmente pertence a uma pistola do tipo Makarov, curiosamente o mesmo tipo de arma usada pela polícia, mas que a nossa fonte ignorou este pormenor porque acredita que a julgar pelo histórico do país qualquer um pode ter uma arma daquele tipo.

Apurou-se ainda que não foi retirado nada do interior da viatura, assim como, por outro lado, não conseguiram apurar a impressão digital porque a mesma até altura em que os especialistas chegaram ao local do crime, a viatura já tinha sido tocada por várias pessoas o local também já tinha sido invadido por curiosos, o que dificultou apurar com precisão as impressões digitais.

Para os familiares Governador de Luanda é o possível mandante
A polícia que já abriu um processo com o número 699/011-IG não descarta qualquer das possibilidade inclusive uma tentativa de assalto ou roubo de viatura, mas neste período começou por notificar as pessoas que telefonaram para a vítima naquela sexta-feira, 28.

A mesma fonte policial disse também que na perícia realizada ao telefone da vítima encontraram várias mensagens ameaçadoras de várias pessoas dentre as quais de várias mulheres como por exemplo Dona Teresa, (esposa do Governador) e Indira Bobola, (uma das amantes do governador, com a qual tem um filho), supostamente suas rivais, assim como de alguns marmanjos sobre os seus conteúdos preferiu omitir para não deturpar as investigações.

A nossa fonte analisando o possível autor do disparo que vitimou Euridce disse tratar-se de um indivíduo mas alto em relação a vítima pois o disparo foi efectuado por cima da cabeça da mesma, assim como pode ser também conhecido e sou por isso ela não reagiu, no sentido de gritar ou clamar por socorro, “das duas, uma: ou ele era conhecido dela, ou o mesmo é alguém com vasta experiencia militar”. Vaticinou para acrescentar “quem age como ele não é qualquer bandido”.

A mesma fonte numa espécie de preocupação disse o caso ser bastante bicudo e se não aparecer os executores do crime a dizerem quem os mandou “o caso pode ficar em nada, em tribunal uma coisa é ameaça e outra são os factos que não têm o mesmo peso jurídico”.

Se por um lado os investigadores têm duvidas por outro lado já os familiares não, pois ouvidos garantiram que acerca de seis anos atrás que a vítima começou a namorar com o actual Governador de Luanda, José Maria dos Santos, que resultou o nascimento de uma menina que hoje tem dois anos de vida.

Recordam que em 2009 no primeiro aniversário da filha da malograda, realizado num dos restaurantes de luxo da Capital de Luanda, a esposa do Governador chegou a festa mesmo sem ser convida e armou a maior confusão, assim como fez várias ameaças e o pior sou não aconteceu graça a intervenção de alguns policiais presentes.

Por este e outros casos, a vítima tivera realizado duas queixa -crime contra uma terceira mulher do então pai de sua filha que, além de ameaça-la de morte, agrediu-a várias vezes, assim como inclusive já partiu os vidros do seu carro.

Até antes da sua morte o processo já tinha saído da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e tramitado para o Tribunal Provincial de Luanda Dona Joaquina, onde acerca de um ano aguardava por julgamento, mas ao que parece dada a tardia da justiça Euridce Cândido morreu e a justiça não conseguiu garanti-la a protecção que procurava.

Dizem também os familiares que como consequência das constantes brigas com Dona Teresa esposa e Indira Bobola, a mesma preferiu terminar com a relação. Entretanto, ao que tudo indica, se mal pensou pior o fez, pois contam os familiares a caminho de um ano o ex. marido não a deixava em paz e fazia ameaças constantes uma das quais como por exemplo “se não ficar comigo, não ficas com mas ninguém”. Recordaram os familiares.

Curioso é que, o pai da filha que outro ora era visto constantemente a procura da mesma, nestes dias jamais foi visto na defunção para ao menos prestar solidariedade a família enlutada.

Euridce Cândido, 30 anos de idade, os seus restos mortais já descansam em paz desde terça-feira, 02, no Cemitério Altos das Cruzes, era técnica superior de Gestão de Empresas, funcionaria no Banco de Fomento de Angola (BFA), na Direcção de Créditos a Particulares e Negócios, a mesma deixou órfão uma criança de dois anos de idade.

Caracterizada pelos familiares e amigos como sendo bastante batalhadora, persistente quando quer alcançar algo, amiga dos amigos, divertida e bastante solidária, para a sua família era uma espécie de abono familiar.

Quim Ribeiro entre os suspeitos, mas familiares recusam seu envolvimento no assassinato
Rumores postos a circular dão conta que Joaquim Vieira Ribeiro estará também por de trás do assassinato de Euridce Cândido, alegando que a mesma era sua amante e gestora das suas contas bancária no BFA, onde realizou várias transacções bancárias que se presume que seriam valores concernente ao caso BNA em que, aquele antigo Comandante de Luanda está responder um processo-crime de desvio.

Contactado por telefone na terça-feira, 01, o Comissário Joaquim Vieira Ribeiro, colocado a situação estupefacto disse “nunca conheci a senhora que foi morta e jamais foi minha amante ou gestora no BFA, pois a minha gestora há mais de 15 anos chama-se doutora Lourdes Rasgado”. E mais não disse.

Por outro lado, Leandro Cândido, irmão mais novo da vítima, também contactado por telefone, jurou de pés junto que Joaquim Vieira Ribeiro não conhecia a sua irmã e justificou-se “ o único contacto que tivemos com o senhor Quim Ribeiro foi por telefone e por intermédio do Zé Maria que, lhe ligou a partir do Kuando Kubango para agilizar a retirada da viatura da minha irmã que tinha sido rebocada pelos fiscais por lavar na rua”.

E mais: “Fui eu quem foi buscar a viatura no parque o senhor Quim Ribeiro fez tudo a partir do telefone e jamais se encontrou com a minha irmã, portanto, tudo que estão a dizer é mentira, é sou mais uma forma de desviarem as atenções ao verdadeiro assassino e pretendem prejudicar alguém que já está cheio de problemas, por outro lado, na área em que a minha irmã trabalhava não tinha contacto com nenhuma conta, pois isso era impossível.

Analisando a forma cruel e covarde com que misteriosamente foi assassinada na porta de casa com um tiro mortal na cabeça, a jovem Euridce Cândido, por um lado, representa bem a voracidade do seu executor, ao mesmo tempo do seu suposto mandante, por outro, coloca a nu o estado de vulnerabilidade em que todos os cidadãos se encontram sujeito com a predominante onda de violência e assustadora falta de segurança que grassa por Luanda fora.

Para muita gente este assassinato mostra o quão é urgente a necessidade de colocar um Comandante Provincial de Luanda competente, assim como um Director Provincial de Investigação Criminal, para fazer fase nesta onda de criminalidade que cresce a cada dia pelo.

Esta também patente que tanto Elizabeth Ranck Franque (Bety), actual comandante interina que, ao invés de se preocupar em criar ideias para combater a criminalidade, esta mas preocupada em criar livros de ponto para os policias, simplesmente incrível, assim como Issac de Assunção, actual director interino da DPIC que era um dos nomes muito falado de envolvimento do “Caso Frescura” não é a pessoa certa para dirigir aquele importante órgão da polícia que precisa de pessoas uma imagem imaculada.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

(Um exemplo da mediocridade) As Noites Mágicas de Luanda (II Parte) - Katya Samuel


Luanda - Não fazia um mês desde que estava em Luanda. Tudo para mim era quase novidade. Há 20 dias, eu estava na casa da minha mãe “pequena”, como mandam as nossas tradições africanas (irmã mais nova da nossa mãe é também nossa mãe). Fui visitá-la para passar alguns dias com ela.

Fonte: Club-k.net

Depois de ter cumprido a minha agenda do dia, dirigi-me ao quarto para descansar, ou seja, dormir mesmo porque estava muito cansada. Não foi preciso fazer muito esforço que o sono apareceu logo de imediato.

Passada uma hora, porque eu deitei-me às 7 da tarde, ouvi o telefone a vibrar e, minutos depois, tocou! Quem ligava era a minha amiga Anne, que está fazer o doutoramento em Psicologia na Universidade do Minho, Portugal. Como sempre, ela falava com bastante entusiasmo, mas sentiu que eu acabava de sair do sono. De seguida, fez a seguinte pergunta: Então, Katy, hoje é sexta-feira e já estás a dormir? Mas tu és jovem, por que não sais com os teus amigos? Aproveita a vida! Tão perspicaz, apercebeu-se logo que eu estava morta de sono e despediu-se de mim. Enviei-lhe um abraço de Luz, como sempre, ainda com os olhos semicerrados.

Momentos depois, o móvel voltou a tocar, mas, desta vez, não era a Anne, mas sim o meu amigo, branco de origem Britânica. Faço questão de frisar isso, porque, para não ser mal interpretada e acusada de intolerante, não tenho nada contra a raça branca, amarela ou mista ……, até por sinal, mantenho uma ralação intercultural. Ele perguntou-me se eu não queria sair com ele para o Chill Out. Eu disse que não; que queria ficar em casa a descansar. Insistiu, mas infelizmente foi em vão. Deitei-me novamente para ver se sono voltava. Mexia-me de um lado para o outro e com os olhos bem fixos nas quatro paredes do quarto. Mas os minutos iam passando e o sono nada. De súbito, vieram-me, sorrateiramente, à memória as palavras doces de Anne. Mas como a magia pairava no ar e, como eu sou uma pessoa de muita sorte, o móvel voltou a tocar. Era, de novo, o meu amigo a dizer-me que ele já estava no Chill Out com uns amigos e se eu quisesse sair de casa mandaria o motorista.

Assim sendo, diante desses acontecimentos, senti-me obrigada a dizer-lhe, que sim, aceito! Agora, o problema estava no que iria vestir, pois eu só tinha comigo roupas de trabalho e desportivas e alguns sapatos que estavam na mala que tinha trazido da Bélgica há 5 meses! Calcei-os, pus um fato cor vermelha, bem actual de estilo macacão.

Em cima, era um tomara bem justinho na cintura e com umas fitas vermelhas que quando amarrasse, realçavam muito bem a minha cintura e os meus peitos, na parte superior, que pareciam dois maboques. Usava cabelos cumpridos caídos até as costas e bem ondulados. A roupa e os sapatos combinavam com os meus lábios pintados em vermelhos que jogavam com o contraste da minha pele negra, que parecia um chocolate puro e os olhos semi-rasgados. Quem me conhece sabe que tenho um corpo magro, um rosto de adolescente, ar delicado, mas quando estou diante de uma conversa, as pessoas apercebem-se que apesar da aparência, sou uma pessoa madura. Simples e bonita como estava, sentia-me como se fosse a Gata Borralheira! O motorista estava lá fora à minha espera! Dirigimo-nos, como de hábito, para o coração da cidade de Luanda!

A cidade estava bastante agitada, mais que o habitual, talvez isso se devesse ao facto do aumento demográfico da cidade!

As sextas-feiras, como prenúncio de fim-de-semana, os luandenses dormem mais tarde! Verifiquei isso na fronteira entre o Bairro Azul e a Samba! À berma da estrada havia muitas Roulottes que vendiam tudo, desde cachorros quentes até bebidas. Luanda, a noite, brilha tanto que quase não se nota o lixo e a poeira que se sente durante o dia. Quanto ao lixo, tenho que admitir, que tem vindo a diminuir!

Já na entrada da Ilha, Chicala, apercebi-me que havia novas construções como hotéis e restaurantes e outros a serem reabilitados. Apesar de Luanda ser considerada uma das cidades mais cara do mundo, mas mesmo assim, quando o fim-de-semana bate à porta, ninguém consegue ficar indiferente, incluindo os estrangeiros que não resistem a magia desta cidade!

Depois de termos passado o Clube Náutico, que estava muito cheio, o Jango Veleiro chegámos ao salão de festa que fica na rotunda para quem deixa o Jango Veleiro: ouvia-se música, pessoas que saíam de carros, provocando engarrafamento; as moças atrapalhadas nos seus engates pareciam abstrair-se desse caos!

Depois de termos deixado a estrada do Hotel Panorama, que agora está em reabilitação, continuámos sempre em frente! Ultrapassávamos os bares de praia, à minha esquerda o Tamariz. Ao olhar para ele, com tanta gente a querer entrar para se divertir, vieram-me a memória os tempos em que eu fazia praia aos domingos e quando ficava à espera da boleia do meu pai, para nos deixar em casa! Os meus olhos ficaram marejados de lágrimas ao pensar nos tempos que já se foram; momentos esses guardo-os no peito com muitas saudades. Que bom seria se pudesse revivê-los !

Era a primeira vez que tinha estado na Ilha, desde que tinha chegado a Luanda! Deixando o Tamariz, à minha esquerda, vi que a floresta de Luanda estava mudada e vedada com uns murros bem altos. Depois de termos visto tumultos à entrada das discotecas, bares e restaurantes, chegámos, finalmente ao nosso destino: Chill Out! Ao chegarmos, custava-me imaginar que estávamos lá, pois, em tempos passados, este era um bar restaurante de praia, com nome de Surf. Fiquei admirada, porque o que tinha deixado já não existia, apenas o vestígio do próprio espaço ocupado por um belo Bar de nome Chill Out! Porém, depois de termos estacionado o carro, tal como havia combinado ao telefone, o meu namorado, saiu do Bar para me fazer entrar. Senti-me tal qual uma princesa!

À entrada do estabelecimento, pude ver que era bem moderno. Os seguranças estavam muito bem apresentados! Certamente, pensei eu: este sítio deve ser bem diferente do Palos e de outros bares, onde complicavam as pessoas por tudo e por nada! Soube que o local era gerido por um branco, não me foi muito difícil aperceber-me deste pormenor. Isso tem a ver com o facto de ser Psicóloga e uma das ferramentas de trabalho dos psicólogos é a observação!

Achei o bar muito bem estruturado e com uma qualidade de serviços invejável. Talvez isso se deva ao facto de ser era um local de preferência da classe estrangeira e da elite angolana! Quando procurava de onde via o som, deparei, sem querer, com o DJ. Também branco, bem, tudo isso é normal, mas veio, ao fim e ao cabo, provar as minhas suspeitas quanto à gerência do estabelecimento.

Este local é frequentado pela elite angolana. À minha esquerda, vi uma mulher, quase branca, no limiar da juventude e da fase adulta. Ao fixá-la bem, notei que era a filha da Saudosa “Mamã Coragem”, ou seja, Vitória de Anália Pereira. Está senhora, que estava acompanhada por um grupo de brancos, fora vice-ministra da Educação. Parecia mais que estávamos na Europa do que propriamente em África! Digo isso, porque se viam muitos brancos e mulatos e poucos negros. Havia 4 grupos no bar: Negras, digo isso porque quase não se viam homens negros, grupos dos brancos, esses é que eram a maioria, as mulatas e, por fim, os chineses!

Eu sentia-me à vontade mesmo com os olhares de muitos presentes concentrados em mim. O grupo das negras era o mais acanhado, talvez por ser o grupo minoritário ou, por outro lado, porque estava a tentar limpar a imagem da mulher angolana, rotulada, pelos estrangeiros, de interesseiras, aldrabonas e trambiqueiras.

As mulatas sentiam-se donas da situação e achavam-se as mais bonitas do que as negras e, para não variar, estavam sempre atrás dos engates, mas quando as negras o faziam eram logo rotuladas. Os brancos, depois de uma semana intensa de trabalho, apenas queriam divertir-se e, quem lá sabe, conseguir um bom engate no final da noite. Os Chineses, estes ao contrário do que tivera visto na França e em Madrid, faziam um esforço para se adaptarem à cultura e à moda angolana. Bem, até as chinesas nas discotecas já iam ao engates e, pelos vistos, atacavam todos: brancos, negros e mulatos, como diz o velho ditado: tudo que cai na rede é peixe!

No princípio, as pessoas estavam bem comportadas, mas, porém, lá para o fim da noite, pareciam mais agitadas. Todos queriam engatar a todo o custo. Momentos depois, vi umas chinesas, no bar que fica a entrada da porta, com os seus negros angolanos, com um bom aspecto. Até eu, imaginem, que estava muito bem acompanhada, não escapei dos olhares tendenciosos de alguns brancos. O facto é que a agitação começa sempre no final da noite. E por fim, conseguem engatar. Os que não conseguem ou, os que dominam pouco as técnicas de engate, apenas o conseguem com ajuda de um plano B.

Tudo isso faz parte da magia que a Kianda consegue transmitir com bastante força a todos os habitantes da cidade de Luanda. Daí que muitos estrangeiros e mesmo angolanos, façam esse percurso todos os fins-de-semana: Caminham a pé, viajam de carro, rumo ao Postal do País, cuja magia e beleza, muda por completo as nossas vidas, afectando, por sua vez, a vida das pessoas que pertencem a nossa comunidade. Assim, querendo ou não, sentem-se obrigados a vivenciarem esta magia que paira nas noites de Luanda, que nos obriga, a cada dia que saímos a noite, a sonhar com um futuro melhor em todo as esferas das nossas vidas.

Deixo-vos com um abraço de luz