terça-feira, 12 de abril de 2011

Moçambique vence 4ª edição do Campeonato Internacional de Kizomba


João e Eunice, representantes de Moçambique foram os vencedores da 4ª edição do Campeonato Internacional de Kizomba, que se realizou em Lisboa, Portugal.
Pretória (Canalmoz) - João e Eunice, representantes de Moçambique foram os vencedores da 4ª edição do Campeonato Internacional de Kizomba, que se realizou em Lisboa, Portugal.
Em segundo lugar ficou o par número 10, Patrick e Kristelle, os campeões das eliminatórias em França. Paulo e Filipa, o par número 3, completou o pódio. Participaram 16 pares.
O júri, composto por vários artistas, dançarinos, professores de dança africana (os entendidos na matéria), como Bonga, Petchú, Zé Barbosa, Ricardo Sousa, Hélio Santos, Avelino Chantre, entre outros, não tiveram uma tarefa fácil mas no final, a escolha do par moçambicano acabou por agradar ao público que lotou o auditório da faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
O concurso, que teve a apresentação da cantora angolana Vânia Oliveira das Delirium, contou ainda com muita música, a cargo de Puto Prata que levou os ritmos do kuduro ao palco, mas também de Tó Alves e os Rafeiros, grupo de Angola. Durante o dia, houve muitos workshops de kizomba e semba, com muitos participantes interessados em aprender a dançar os ritmos africanos.
Dos países dos PALOP, apenas Moçambique marcou presença, naquela que foi a primeira participação moçambicana no certame e logo com a vitória. O par que devia representar Angola acabou por não conseguir visto para entrar em Portugal. De salientar ainda que tanto Cabo Verde como Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe não marcaram presença no concurso mas para o ano, espera-se pelo menos um par em representação das cores cabo-verdianas.

Mas afinal, quem dança kizomba?
Com a maior internacionalização do kizomba, há cada vez mais um leque vasto de participantes, vindos dos quatro cantos do Mundo. Nesta quarta edição que teve como lema “Kizomba Embaixadora da Cultura Africana no Mundo”, participaram concorrentes de Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Grécia, Angola e Moçambique.
Mas desengana-se quem pensa que a maior parte dos participantes eram africanos. Devido ao forte crescimento desta dança nos últimos anos e a sua divulgação na Europa mas também nas Américas, há cada vez mais gente interessada nos ritmos africanos, aprender a sensualidade dos movimentos do semba, da kizomba, do funaná e não só.
Cativando miúdos e graúdos, como se viu nos vários workshops de kizomba e semba, mas também nos participantes do concurso, dir-se-ia que a kizomba rompeu com idades e fronteiras e hoje é um ritmo que cativa cada vez mais os europeus e americanos.
A noite terminou com muita música para que o público pudesse mostrar também os seus dotes de dançarino e pôr em prática o que aprendeu nos workshops de kizomba. (SAPO)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Carta A Todos Os Democratas - Justino Pinto De Andrade


Caros activistas e amigos,
Como a direcção do Bloco previa 2011 está a ser um ano de lutas. Estas vão acontecer para lá da vontade da central ideológica do regime e dos estados-maiores das formações políticas existentes.

Fonte: Bloco Democratico
As lutas vão irromper da grande insatisfação nacional e de novas formas organizativas que se vão desdobrar. Muitas delas serão filhos pródigos do espontaneísmo das novas gerações que estão cansadas de pagar o preço da desgovernação e da ditadura de José Eduardo dos Santos. Este está cada vez mais a ser identificado como o grande entrave ao desenvolvimento político, económico e social do país. A maior parte dos cidadãos angolanos já se deram conta que o país está refém dos interesses pessoais (políticos, económicos e sociais) de JES. Toda a política do país se subordina aos interesses de poder autoritário de JES, seja a política institucional, económica, financeira, comercial, social, cultural, diplomática ou outra.

O 7 de Março (7M) foi uma grande prova da fragilidade do regime. Na sua omnipresença controlista e repressiva não é mais do que um gigante de pés de barro. A convocação de uma manifestação, por uma entidade clandestina mostrou que ninguém acredita no “Estado Democrático de Direito” declarado na Constituição. Todos têm a noção exacta dos estreitos limites de “liberdade” do regime de “democratura” de dos Santos. O 7M veio confirmar a ideia de que 2011 será um ano de grandes desafios. Será um ano de lutas políticas, sociais e de debate sobre o futuro de Angola, por isto, cada um deve redobrar esforços, e aproveitar todos os espaços, para engrossar as fileiras dos democratas e empreendedores angolanos, dando sentido a condição de cidadãos. Este país é nosso, apesar de estar usurpado! Os militantes devem reunir os núcleos de base, todas as semanas, para troca de informações, estudo e debate dos temas correntes. Mas também para concertar meios de intervenção no sentido de melhorar as condições de vida das comunidades em que vivem, interpelando e pressionando as autoridades, organizando protestos e manifestações quando estes se recusam ao diálogo, e não resolvem os problemas mais prementes ou faltam descaradamente às suas promessas.

O país tem que se libertar das garras dos seus opressores e exploradores. Angola tem que cumprir a sua vocação de se tornar uma potência económica de dimensão atlântica que permita enriquecer material e espiritualmente os angolanos. Pois não há razão nenhuma para se ser pobre numa terra muito rica desde que exista um acesso real dos cidadãos à riqueza através da livre iniciativa, da inovação, do espírito de empreendimento e do trabalho. Isto é possível a curto prazo se as riquezas deixarem de sair do país para alimentar as contas de alguns dos seus dignitários e seus amigos no estrangeiro.
Por isso, o Bloco continua a defender que é urgente os angolanos apressarem a mudança do regime ditatorial mas de forma segura. Para isto, o Bloco propõe-se, em conjunto com as oposições e todos cidadãos disponíveis, a empreender um vasto movimento de acções destinadas a transferir para a Nação o controlo político do país, da transição para a Democracia e garantir um processo eleitoral pacífico, livre, justo e transparente.

O Bloco gostaria de fazer chegar, mais cedo do que tarde e com a participação dos cidadãos, a passagem do poder para representantes da Nação eleitos nas urnas e não escolhidos pela fraude do ditador. Por isto, é importante que os cidadãos (no país ou na diáspora) se mobilizem num amplo Movimento pela Verdade Eleitoral. As eleições não são uma questão privada dos partidos políticos. As eleições são uma questão de cidadania. Os cidadãos não podem alienar o controlo do resultado eleitoral à vontade de José Eduardo dos Santos que até agora continua a ter o monopólio da fraude eleitoral. O sentido do voto de cada um (a sua importância, a sua razão de ser) depende da verdade eleitoral. Sem verdade eleitoral é como se não houvesse eleições. Se não houver verdade eleitoral, as eleições serão uma grande farsa que apenas servirão para legitimar, nomeadamente para o exterior, a ditadura. Se queremos mudar o país não podemos deixar que a grande batota eleitoral de 2008 se repita.
A nossa luta pela cidadania e pelo progresso social tem que ter um sentido. Não podemos continuar na política como meros figurantes ou como elementos do décor da democratura eduardista.
Justino Pinto de Andrade
Presidente do Bloco Democrático

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A perseguição da intolerância impiedosa


A L E R T A * A L E R T A * A L E R T A * CERCA DAS 21H DO DIA 6 DE ABRIL, QUARTA-FEIRA, DOIS INDIVIDUOS ENCAPUÇADOS SURGIRAM FRENTE À CASA DO CARBONO – PROMOTOR DA MANIFESTAÇÃO DE 2 DE ABRIL E PRESO EM 7 DE MARÇO – AFIRMANDO “VAMOS TE APAGAR CARBONO”. OS SUPOSTOS MELIANTES DISPARARAM TIROS QUE ASSUSTARAM A VIZINHANÇA. CARBONO NÃO SE ENCONTRAVA EM CASA, HAVENDO SIDO ALERTADO POR PARENTES VIZINHOS. A SUA RESIDÊNCIA SITUA-SE POR DETRÁS DA CIDADELA. COLEGAS ESTÃO A TENTAR CONTACTAR A POLICIA PARA DENUNCIAR O ACONTECIMENTO E SOLICITAR PROTECÇÃO PARA CARBONO (921009600)

Fonte: BD-Bloco Democrático

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A voz de Ângela Ferrão cantora do Waco Kungo


A trajectória de vida de Ângela Ferrão começa no nome de registo. Está registada como Ângela da Conceição Paulino. Um equívoco durante o registo fez com que fosse somente registada com o nome Paulino e não com o sobrenome paterno, Ferrão. Hoje, é vulgarmente conhecida como Ângela Ferrão.
Nasceu na fazenda “CADA” Companhia Angolana de Agricultura, grande produtora de café, nos arredores de Amboim, município da Gabela, a 7 de Maio de 1976. Mas aos dez anos foi viver com o pai para o município do Wako Kungo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/17/35/a_voz_de_angela_ferrao_cantora_do_waco_kungo

Filha de Amélia da Conceição Domingos Ferrão e de Manuel Paulino Ferrão, ambos professores, desde cedo aprendeu a ler e a escrever. “O meu pai estava a trabalhar no Wako Kungo como professor. Tivemos que ir para lá”.
Primogénita no meio de cinco irmãos, foi em Wako Kungo que Ângela Ferrão aprendeu a ser uma verdadeira dona de casa e a cuidar dos seus quatro irmãos menores. Além de professor, o pai Manuel Paulino Ferrão era um exímio tocador de guitarra e compositor musical. Deu cartas na década de 80, no Festival Nacional da Canção Política. Hoje é uma das referências no contexto musical da província do Kwanza-Sul.
Foi nesta atmosfera que descobriu as notas musicais. Desde menina que evidenciou dotes para uma carreira artística de destaque. Com apenas cinco anos já cantava. Enquanto escutava as conversas do dia-a-dia em casa aproveitava para compor cânticos que retratavam as discussões.
À medida que o tempo foi passando, Ângela foi aperfeiçoando os dotes musicais. Aprendeu a tocar guitarra e a cantar. Passou a interessar-se por todos os concursos musicais no Wako Kungo.
Em menina, viajou inúmeras vezes em companhia do pai com o conjunto Sagrada Esperança para a cidade do Sumbe. Em alguns círculos era conhecida como a moça da viola. No início dos anos 90, foi para Luanda a fim de frequentar o ensino médio. Foi de motorizada de Wako Kungo até ao Sumbe. “Tinha muita vontade de estudar. O meu pai estava com receio que eu perdesse aquele querer. Talvez seja por isso, que ele não tenha esperado por um carro para me levar”.

Destino Luanda
Não parou pelo Sumbe. A intenção do pai era de ver a filha formada em contabilidade e gestão. Decidiu avançar para Luanda, onde acabava de abrir o Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL). Foi lá que estudou depois de se submeter ao teste de aptidão.
Passou a fazer parte das actividades recreativas e culturais organizados pela Associação dos Estudantes do IMEL e pela direcção da escola.
Ângela já tinha sido a vencedora do programa infantil de rádio Pió-Pió, da Rádio Nacional de Angola, aos cinco anos. E era filha de um grande músico, Lito Ferrão.
Os estudantes de Luanda da década de 90 conhecem-na. Muitas vezes era vista a circular na escola com a sua viola às costas. Nas festas culturais interpretava músicas de Roberta Miranda, dos N’gola Ritmos e algumas de sua autoria.
As pessoas que a escutavam reconheciam-lhe grandes qualidades musicais, mas os patrocinadores demoravam a aparecer. Foi nesta altura que conheceu o jornalista da Rádio Luanda, Paulo Feidão que depois a apresentou ao também jornalista Joaquim Freitas. A voz de Ângela Ferrão passou a ser ouvida no programa “Kaluanda Pió” da Rádio Luanda. Passou a gozar de grande prestígio.
Mais tarde participou no “Festival da Luanda Antena Comercial” (LAC), “Prémio Cidade de Luanda” e na primeira edição do “Gala à Sexta-feira” da Televisão Pública de Angola (TPA).
Foi no programa “Gala à Sexta-feira” da TPA que conseguiu um terceiro lugar. Estava alcançado o sucesso. Passou a ser conhecida a nível nacional e internacional em “shows” como Festival Internacional do Sumbe e do Calulu.
Nesta caminhada conheceu músicos de renome e pessoas que a auxiliaram para que o seu primeiro trabalho discográfico fosse um êxito. Em 14 de Outubro de 2007, conseguiu concretizar o seu maior sonho: o lançamento do disco denominado “Wanga” (Feitiço).
A música que dá título ao disco, “Wanga wa Mussulo”, tem letra e música do seu pai, Lito Ferrão. Ângela trabalhou no disco com Nanuto, Ruca Fançony, Pedrito, Sandro Ferrão, Dalú Rogeé, Beth, Gigi e Cidy, Caló Pascoal, Joãozinho Morgado e Quinito.
A abertura do disco é feita com uma homenagem a Teta Lando, com quem Ângela Ferrão interpretou a música Lua Una, um grande sucesso dos anos 70.

Aconteceu comigo Gala à Sexta-Feira
Ângela da Conceição Paulino ou Ângela Ferrão. Desde a infância no Wako Kungo até Luanda, guarda inúmeros momentos marcantes. Altos e baixos. Destaca o concurso Gala à Sexta-Feira realizado de 1999. “ Foi ali que tive um trabalho muito abrangente no campo musical que me levou a conhecer muita gente. Foi algo muito exigente que tive a certeza do que iria fazer bem. Cresci muito com isso”.

Ângela Ferrão Responde
Para quando o seu novo CD?
Estou dependente da questão financeira. Como sabe o meu primeiro disco foi maioritariamente acústico. Essas coisas carecem de muitos gastos, logo que consiga maior segurança já poderei falar do meu segundo disco. O Wanga está tão bom que acho que me devo esforçar muito para fazer uma coisa melhor.

O que faz além da música?
Sou funcionária da Nova Sotecma, responsável pela área dos recursos humanos.
Tem defeitos?
Sim. Sou muito teimosa. Justamente pelo facto do ser humano não ser perfeito, tendo fazer as coisas com alguma perfeição. Quando queremos fazer as coisas com perfeccionismo nem sempre somos aceites. Os outros pensam que estamos a ser muito exigentes.

Qual é a sua fonte de inspiração?
Inspiro-me na vivência pessoal, no dia-a-dia. Acho muito bonito o amanhecer, o pôr-do-sol. Inspira-me também o olhar maravilhoso das crianças, são coisas que me tocam na alma. A relação da mãe com os filhos faz de mim uma pessoa muito sensível. Tanto é que por vezes chego a chorar por ver esta ou aquela pessoa sofrer. É uma coisa que já sei, que não vai passar. Tenho também contado com o apoio do meu pai. Nem todas as músicas que fazem parte do meu disco foram feitas por mim, tive o apoio do meu pai que é um grande compositor.

É casada?
Não me casei ainda. Sou mãe de dois filhos. O primeiro é rapaz e tem hoje 12 anos e a menina tem um ano e meio.

Para quando o casamento?
Ainda não acertamos datas. Espero que seja antes da gravação do meu segundo disco.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Paz inventada?


[4 de Abril, dia da Paz]: Policia tenta impedir jovens de se manifestarem a favor da paz social no largo do Primeiro de Maio em Luanda. Neste momento (15:57 horas de Angola/Luanda) estão concentradas no largo da independencia cerca de 100 pessoas. Cada vez aparece mais gente e a mobilizaçao continua pelos telemoveis. Uma reporter a jornalista Lacerda da Costa da Radio Despertar, já está no local.
In Felizarda Mayomona

TODOS AO LARGO DA INDEPENDENCIA COMEMORAR A PAZ DE FORMA ESPONTANEA "UM GRUPO 30 ANGOLANOS ESTÁ NO LARGO DA INDEPENDENCIA PARA COMEMORAR A PAZ. AS PESSOAS ESTÃO LIGADAS A MANIFESTAÇÃO DO 2 DE ABRIL. A POLICIA ESTÁ A IMPEDIR QUE OUTROS GRUPOS SE APROXIMEM E DEU 30 MINUTOS PARA AS PESSOAS SAIREM DO LOCAL. DEVIDO A INSISTENCIA DOS MANIFESTANTES A POLICIA DIZ QUE PODEM FICAR, MAS SEM SE MEXEREM. UM CHEFE DA POLICIA AMEAÇOU UMA MANIFESTANTE, SRA ELSA, DIZENDO QUE A PODERIA ARRASTAR SE ELA VOLTASSE A MANIFESTAR-SE. HÁ JA VARIOS CARTAZES NO LOCAL E A MOBILIZAÇÃO POR TELEFONE JÁ COMEÇOU. É IMPERIOSO QUE A NOTICIA CORRA ANTES QUE SE MANCHE A PAZ COM ALGUMA VIOLÈNCIA POLICIAL. ELSA QUE ESTEVE PRESA NO DIA 7 PODE SER CONTACTADA PELO NR 932178174. PAULO ARAUJO ESTÁ NO LOCAL COM O NR. 924056095. FERNANDO MACEDO PODE DAR PARECER JURIDICO SOBRE A MANIFESTAÇÃO ESPONTÀNEA PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO E LEI, TELEF 931786551 APOIEMOS A PAZ SOCIAL, AQUELA QUE É A PAZ DA JUSTIÇA SOCIAL, DO AMOR E DO DESENVOLVIMENTO PARA TODOS."

ACABEI DE FALAR C/A ELSA E CONFIRMOU-ME EXACTAMENTE O K DISSE O DR. FILOMENO. UM TAL SUPER INTENDENTE K DIZ CHAMAR-SE ALEXANDRE DO NASCIMENTO AMEAÇOU SEVERAMENTE A ELSA: SENHORA, NÃO SE MEXE E NÃO EXIBE CARTAZ NENHUM. SE TE MEXERES VOU TE TORTURAR, VOU TE MASSACRAR. ENTRETANTO, AS PESSOAS VÃO CHEGANDO "RELUTANTES" AO LARGO DA INDEPENDENCIA(JÁ K A POLÍCIA PROIBIU INCLUSIVE A PERMANENCIA NO REFERIDO LARGO) PARA CELEBRAR A SUA MANEIRA O DIA DA PAZ. TODOS AO LARGO DA INDEPENDENCIA PARA JUNTOS CELEBRARMOS A PAZ À MODA DE UMA ANGOLA NOVA, SEM ALGEMAS, SEM TABUS, SEM MEDO E SEM BAJULAÇÕES.

In BD-Bloco Democrático

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MENINA SEQUESTRADA HÁ 1 DIA


Todos nós temos filhos, sobrinhos, primos, netinhos até. Por isso não desviem o olhar desta mensagem. Hoje por aqueles e amanhã por um de nós.
PASSEM ESTA MENSAGEM PARA TODAS AS PESSOAS QUE CONHEÇAM.
MENINA SEQUESTRADA HÁ 1 DIA - PASSAR RÁPIDO
¡¡¡¡Es importante, pasalo rápido!!!! NO TE LO QUEDES, POR FAVOR

No te lo quedes, POR FAVOR, pásalo A TODOS TUS CONTACTOS. Alerta por el secuestro ayer de esta niña de 3 años y medio , Elise, en Tamaimo, Sur de Tenerife. Sus secuestradores, dos hombres y una mujer, viajan en un Seat Panda TF-7633-V (color beige o marrón). En previsión de que puedan pasar a la península con ella, haz circular este este mensaje con la foto. Gracias.. .
Gonçalo Mesquita. Zelar - Serviços de Administração e Gestão de Condomínios. Rua Serpa Pinto, Bloco da Juventude, Loja R/C Esquerdo 8150-164 São Brás de Alportel. Telefone/Fax: +351 289 843 991 Telemóveis: +351 966 955 864 +351 910 631 932 E-mail : zelarcondominios@gmail.com


Caso Nerika: Um rumor que vem por aí


“Mama! Que desgraça, matei o Lolo, porque violou a Nayo”, foi o que disse a ré Nerika Loureiro, quando na manha do infausto, foi bater a porta da sua mãe para pedir socorro.
Uma frase já conhecida ao longo do processo de julgamento que levou 8 secções e 27 declarantes, tendo sida fundamental no processo de decisão do juiz da causa. A ré Nerika Loureiro de 32 anos de idade, ex-esposa de Lopo Loureiro de 34 anos de idade foi condenada na últma quarta-feira há 17 anos de cadeia e um total de três milhões e cinqüenta mil kwanzas à pagar a família da vítima.
O juiz da 7ª Secção de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, António Morais, teve de apurar as circunstâncias da realização do infausto acontecimento que abalou a sociedade Luandina e não só.
Segundo rumores posto a circular no próprio tribunal, a morte do jovem Lopo Loureiro “LOLO”, deu-se ao influente processo do BNA, “como gestor de contas do BPC Lolo é chave no processo BNA”, justificando ser ele uma das pessoais fundamentais para o esclarecimento de alguns casos até ao momento escalmoltiados pela natureza do processo. Lolo daria esclarecimento do roubo do Banco Nacional de Angola, “Lolo foi morto para não descobrir os tubarões. Onde a Nerika terá acompanhada o assassinato do seu esposo e lhe foi dita que se denunciasse perderia todos os membros da sua família”. Reforçou.
Em relação o estado da ré, os dados dão conta da possibilidade pelo trauma vivido.
Sabe-se que por volta 21horas e 45 minutos do dia 1 de Abril de 2010, (data do assassinato), Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Crédito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem vinda de Portugal e que levava a sua sogra à casa. De seguida o casal deixou a senhora Beatriz da Conceição na sua residência e rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida.
Para está corrente a morte do jovem Lopo Loureiro deu-se por volta das duas horas da manhã na sua residência, em Nova Vida, algumas horas depois de ter ido buscar a sua esposa no Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro.
A acusada chegara à Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naió e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente. A jovem que trabalhava na Sonair, se deslocara à Portugal para gozar ferias de 15 dias com a mãe e os filhos e aproveitou fazer check up médico.
Angola24horas.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Banco Millennium Angola, um banco com células cancerosas. Este poder é tão terrorífico, que até contrata bancos para nos asfixiarem com a morte.


Segundo informações credíveis, que fomos verificar in loco, o Banco Millennium Angola, instalou-se com armas e bagagens nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda.

FOLHA8.BLOGSPOT.COM

Pelo que afirmam as fontes a instalação é ilegal, essa instituição bancária espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio e, ainda por cima, têm demonstrado, numa sequência de comportamentos bizarros, uma inquietação, ou interesse incompreensível, por todos os moradores que se encontram nas cercanias “a olho nu”. «Agora, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos a quem estivesse ou assomasse às varandas dos prédios e demais locais circunvizinhos, como se estivessem numa missão de espionagem (ver foto). Pelos vistos, é o que consta, procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio», referiu uma das nossas fontes.
A verdade é que a banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra colonização “new look”? Será que não lhes chega a destruição de Portugal?
Olhem que aqui tasse mal, tasse, tasse! A situação económica e social está cada vez mais perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

Imagem: altohama.blogspot.com


segunda-feira, 28 de março de 2011

Juventude de Luanda decidida em sair à rua para exigir liberdade de expressão


Lisboa - De acordo com um anuncio que corre nos correios eletrônicos, um grupo de jovens em Luanda escreveu uma carta ao governador de Luanda, José Maria Santos informando que vão concentrar-se as 13h do dia 2 de Abril no largo da Independência para uma manifestação pacifica destinada a exigir a liberdade de expressão em Angola.

Fonte: Club-k.net

Sábado, 2 de Abril de 2011

“Esta manifestação é pacífica e apartidária e está de acordo com a lei, já que foi devidamente comunicada ao Governo Provincial de Luanda no dia 24 de Março, como pode ser visto no documento abaixo. De acordo com a lei 16/91, o GPL teria 24 horas para proibí-la mediante uma justificação por escrito, caso contrário está automaticamente legalizada.” Dizem os promotores da iniciativa numa manifesto cujo teor se segue na integra.

“Somos conscientes de que o clima de medo e desconfiança que se vive em Angola não é propício à adesão das pessoas a qualquer tipo de "convocatória" género. Mas sabemos também que essa é mais uma das razões que justifica esta acção. Num contexto de permanente desconfiança política não há condições para que se desenvolva uma democracia.”

“É tempo de restabelecermos a confiança nos angolanos e que a participação política saia do âmbito partidário, que é um âmbito estagnado e viciado. Tenhamos em conta que há espaço para todo o tipo de opinião na arena do debate livre. Falamos de debate de idéias, de troca de argumentos não em prol de interesses pessoais mas sim em prol de Angola. Não estamos a falar nem de acusações gratuitas nem de uma postura de crítica destrutiva e vazia de argumentos válidos.”

“Interessa-nos relançar o debater e pensar Angola. Queremos que todos os angolanos possam manifestar livremente a sua opinião sobre o país, quer estejam de acordo com as políticas do regime, quer estejam descontentes e discordem dessas políticas.”

“Acreditamos a democracia como sistema político mais justo e que Angola reúne todas as condições para construir uma democracia exemplar em África, devolvendo a soberania ao povo.”

“Deverá ser do interesse de todos os agentes políticos do país, organizações políticas, governo, assembléia da república, presidente da república, meios de comunicação social e principalmente da sociedade civil em geral, defender esta acção pela LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM ANGOLA.”

“SÁBADO, DIA 2 DE ABRIL, ÀS 13:00 NO LARGO DA INDEPENDÊNCIA EM LUANDA”

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nerika Loureiro Condenada a 17 anos


O juiz da 7ª Secção de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, António Morais, condenou esta quarta-feira a 17 anos a ré Nerika Loureiro, acusada de assassinar o seu esposo Lopo Loureiro com 11 golpes de faca.
Após sete audiências e ouvidos 27 declarantes foi de igual forma um total de três milhões e cinqüenta mil kwanzas é à ser paga a família da vítima.
O advogado da Ré Sergio Raimundo disse que não concorda com a sentença e vão recorrer à decisão do Tribunal. A mesma intenção foi revelada pela Ana Paula Godinho a assistente de acusação. No final os familiares da vítima protestarão a decisão do TPL.

HISTORIAL DO CRIME
A morte do jovem Lopo Loureiro deu-se por volta das duas horas da manhã na sua residência, em Nova Vida, algumas horas depois de ter ido buscar a sua esposa no Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro.
A acusada chegara à Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março 2010, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naió e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente. A jovem que trabalhava na Sonair, se deslocara à Portugal para gozar ferias de 15 dias com a mãe e os filhos e aproveitou fazer check up médico.
Este jornal apurou que, às 21 horas e 45 minutos do dia 1 de Abril, Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Crédito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem das terras de Camões e que levou a sua sogra em casa. De seguida o casal deixou a senhora Beatriz da Conceição na sua residência e rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida.
Depois de ter cometido o crime, a ré se deslocara à residência dos seus progenitores. Deixou as crianças no carro e subiu ao apartamento para os avisar sobre o que havia sucedido. Em pânico, ela deslocou-se à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) para pedir asilo, mas foi rejeitada. O facto de não ter sido bem sucedida no território americano terá concorrido para a acusada se deslocar posteriormente à Embaixada Portuguesa, por volta das 4h30, em companhia de um dos agentes que protegia aquele local. Ao ver que teria de esperar que os serviços diplomáticos abrissem, ligou para uma das suas colegas da SONAIR para contar o que havia cometido.
Os parentes de Lopo Loureiro estão a ser defendido pela advogada Paula Godinho. O malogrado trabalhava na direcção de Corporate do Banco de Poupança e Crédito (BPC) desde 2007 e estava prestes a abandonar este posto para integrar o departamento de negociações da petrolífera angolana Sonangol.
Formado em gestão e administração pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa e pela Universidade de Abeerden, na Escócia.
Após concluir o curso superior de gestão de empresa, em 2007, regressou a Angola e começou a estagiar na Endiama, mas em Outubro do mesmo ano pós fim a essa etapa para exercer a função de gestor de contas do BPC. Função que exerceu até à data da sua morte.
Angola24horas.com

segunda-feira, 21 de março de 2011

Administrador Do Sambizanga Despejado De Casa Por Não Pagar Renda


Lisboa - José Tavares, actual administrador municipal do Sambizanga, foi desalojado da residência que vivia a três anos, no dia 16 de Março de 2011, as 10 horas, através de um despacho do Tribunal Provincial de Luanda.

Fonte: Club-k.net

Tinha divida de mais de 100 mil dólares
O caso foi levado ao tribunal pelo proprietário da residência notado que José Tavares não estava a pagar a renda a mais de dois anos totalizando a divida de mais de 100 mil dólares. A casa em causa localiza-se no Bairro São Paulo junto ao Bairro Fiscal.

Quando a noticia chegou ao mesmo, José Tavares encontrava-se na administração a trabalhar. Porém, com o seu tone de "arrogante" saiu em alta velocidade para residência acompanhado de uma patrulha da policia e no local encontrou o elenco da justiça.

Administrador “arrogante” como é chamado pelos munícipes não conseguiu falar nem reclamar nada, pediu a sua esposa e o segurança para retirar as coisas de casa e meter no contentor que se encontrava no quintal. José Tavares esta neste momento a viver temporariamente numas das casas do actual administrador comunal do bairro operário, António caldas.

Sabe-se que José Tavares foi viver no Sambizanga para conquistar o lugar de Administrador Municipal mas como não tinha casa no município, o mesmo arrendou a casa ao qual foi agora despejado.

Fontes seguras deram a conhecer ao Club-k que mesmo para pagar a divida, o mesmo teve de vender, na sexta feira, 18 de Março, um terreno que estava destinado a construção de um Centro Materno Infantil e Posto Policial na Comuna do Ngola Kiluange, a uns empresários Malianos

Quem é José Tavares:

• Administrador Municipal do Sambizanga
• Presidente da Associação AKWA SAMBILA
• Sócio da Casa Mimosa
• Presidente do Comité Miss Sambizanga
• Coordenador dos Desalojados de Calamidades Naturais do Sambizanga.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Lesliana Pereira Passa Vergonha À Comunidade Angolana No Brasil


Brasil - A miss Angola 2008, Lesliana Pereira, é citada pela comunidade angolana no Brasil como tento passado “vergonha” no Programa do Jô, na TV Globo. Tudo aconteceu no dia 17 de Março do presente ano, ao longo de uma entrevista, no programa apresentado por Jô Soares, apresentador brasileiro de TV.

Fonte: AB
Lesliana predispôs-se a comentar sobre vários assuntos, sem o mínimo escrúpulo de admitir que vários deles estivessem muito além dos seus conhecimentos, impingindo-a a cometer vários erros inadmissíveis, face à projeção internacional duma das mulheres que recentemente foi tida como a mais lindas de Angola.

Ao serem questionadas se falassem uma das línguas nacionais de Angola, a actual apresentadora do programa Revista África tomou a palavra e respondeu, admitindo que não. Tudo ficou feio quando Jô, apresentador do programa com o mesmo nome retomou a palavra, pedindo para que cantassem uma das músicas, num dos estilos mais popular de Angola. Leila Lopes, actual miss Angola, tentou cantar a música “Muxima”, compositada pelo renomado Carlos Aniceto Vieira Dias, um dos elementos do então grupo Ngola Ritmos e pioneiro angolano, no entendimento da arte de tocar a guitarra.

Como o refrão põe em destaque a palavra que dá o título à música, Jó procurou saber de suas convidadas o sinônimo desta palavra, que por sinal faz parte da segunda língua com mais falantes em Angola, depois da língua Umbundu. Lesliana tomou a palavra e respondeu: ““Muxima” significa nossa senhora.” À primeira vista parece não ser verdade, mas foi o que Lesliana disse, ao lado da actual mulher mais linda de Angola e duma vasta platéia do programa que com o do apresentador angolano, Pedro Nzanji, não faz grande diferença.

Ao entrevistar um dos vendedores ambulantes, Jô disponibilizou-se a oferecer dois sorvetes às suas convidadas, quando o apresentador viu a sua boa vontade rejeitada pela também apresentadora de TV, que depois de ver Leila a receber, também estendeu a mão para saborear o que já negara, pondo desta forma de parte as regras de etiqueta.

Vários angolanos residentes na República Federativa do Brasil mostraram-se indignados pela má representação de Lesliana Pereira, em detrimento de Leila Lopes, que a bônus da verdade diga-se, esteve muito bem e na maior das tranqüilidades como que as câmaras e as luzes fossem o seu dia-a-dia.


*AB

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nerika. As diatribes de uma defesa egocentrica - João Vicente


Luanda - A nossa Constituição demonstra claramente que a sua filosofia e a política subjacentes, no que respeita aos direitos fundamentais, entre os quais a violência domestica, tem como pano de fundo preservar a vida e a dignidade humana de todos os cidadãos, independentemente de seu credo, raça, cor, nível intelectual ou económico. Ninguém está acima da lei.

Fonte: Club-k.net

Truques, tudo isso são truques e simulações tecnicamente urdidas e insinuadas para levarem as pessoas a meditar em hipóteses que possam convencer o Tribunal na hora do julgamento a absolver uma potencial criminosa, contra todos os princípios elementares de justiça próprios de um Estado de Direito.

Como já Foi feita a referencia em publicações anteriores, cientificamente está sobejamente comprovada que a simulação está presente na vida humana desde os primórdios da humanidade. A Bíblia contém mensagens que relatam alguns acontecimentos como a passagem em que Caim, após ter assassinado o seu irmão Abel, simulou desconhecer o facto. Fingiu não ter a mínima ideia da ocorrência com o objectivo de livrar-se do merecido castigo. Por outro lado, na mitologia Grega existe também uma lenda de Ulisses que simulou loucura, atrelando um burro e um boi a um arado, mas diante de um perigo iminente, mostrou-se são e pronto a fugir do perigo. Num ápice, deixou de ser louco.

Afastar a culpabilidade de um crime hediondo com contornos de premeditação insofismáveis, simulando insanidade mental, não é possível. Como se sabe "o louco tem aspecto de louco"; há um brilho típico nos olhos do delirante; há uma postura física típica no corpo do deprimido; há uma movimentação típica nos casos de mania; há uma inflexão de voz típica para determinadas patologias; isso para falarmos apenas de algumas características grosseiras, que o simulador, por mais hábil que seja, não consegue imitar.Toda doença mental apresenta características indissimuláveis e o simulador, por mais astuto e vigário que seja, não consegue conduzir a simulação durante um longo período de tempo, e acaba sempre traindo-se a si mesmo.

É certo que a culpabilidade é um juízo de reprovação. Portanto, é comum a simulação para afastar a imputabilidade, justificando o estado de loucura e descontrole emocional no momento do cometimento do crime. Sucede, porém, que todo crime é produto de emoções fortes ou de paixões. Se a forte emoção for considerada como excludente de culpabilidade, tornando o assassino inimputável, o direito não alcança a sua finalidade de punir e a sociedade passaria a estar desregrada, voltando-se a uma condição primitiva, a uma situação do “vale tudo até arrancar olhos”.

É evidente que na situação do assassinato do Lopo Loureiro está a ser , com premeditação avultada, uma verdadeira simulação por parte da defesa da suposta assassina que pretende, na realidade, a isenção de sua culpabilidade, ou melhor, quer fazer parecer que não agiu de forma dolosa, fazendo-se passar por louca, e desta forma criar um cenário ideal que seja suficientemente convincente ao Tribunal para ilibá-la do crime bárbaro, apesar de ser do conhecimento genérico, a sua premeditada fuga para o estrangeiro após contacto com duas representações diplomáticas sediadas em Luanda, acrescido o facto de ser possuidora de um passaporte de um pais da comunidade Europeia.

Voltando aos factos, desde o início encenados pela defesa da suposta assassina, é claro que estamos diante de uma simulação primaria semelhante a tantas outras que foram fabricadas ao longo dos séculos com o objectivo grosseiro de ludibriar a opinião pública das reais intenções dos criminosos, e neste caso concreto da suposta assassina, em relação a estratégia urdida pela defesa, esquecendo-se do velho adágio: CONTRA FACTOS NAO HA ARGUMENTOS!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Baixios de Dom Rodrigo, um passeio imperdível no Pontal de Coruripe




Formação de corais a 5Km da costa permite banho e mergulho

Baixios de D. Rodrigo
Toda boa viagem deixa saudades, e a nossa, ao litoral sul, infelizmente está chegando a fim. Mas deixamos para essa despedida um passeio encantador e inesquecível, a cinco quilômetros da costa do Pontal de Coruripe: os baixios de D. Rodrigo.

Marcus Toledo
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/turismo/2010/04/23/93131/baixios-de-dom-rodrigo-um-passeio-imperdivel-no-pontal-de-coruripe/imprimir

Como falei na reportagem anterior, fizemos o trajeto aos baixios na canoa à motor do Deda, um pescador que reforça o orçamento familiar levando turistas para ver a formação de corais.

O trajeto demora cerca de 25 minutos, porque as ondas castigam o pequeno motor da embarcação. No caminho, não deixe de registrar a beleza do Pontal de Coruripe vista por um ângulo diferente. Acompanhe o farol, cada vez mais longe, e a impressionante com do mar.

É possível ainda ver os arrecifes que marcam a praia do Pontal, os pescadores trabalhando, o ir e vir de pequenas embarcações. O colete salva-vidas é um companheiro inseparável, porque o mar nesse trecho não é dos mais calmos. Mas nada que possa assustar. O Deda cobra 50 reais para fazer o passeio – o que dá apenas 10 reais por pessoa. Uma pechincha.

O passeio precisar ser feito na maré baixa, quando é possível curtir tudo o que os baixios tem a nos oferecer. E não se esqueça do protetor solar e de um bom chapéu.

Visconde espanhol
A origem do nome baixios de Dom Rodrigo é historicamente explicada pelo visconde de Porto Seguro. Era Dom Rodrigo de Acuanã, comandante da nau de São Gabriel, que largou de Corunha, Espanha, em junho de 1525 em direção às Molucas. Sua frota foi desbaratada e Dom Rodrigo, com apenas trinta homens, resolveu retornar à Espanha carregado de Pau-Brasil. Ele aportou ao norte da Bahia e ali, nove de seus homens foram devorados pelos índios Tupinambás.

Com a nau avariada, Dom Rodrigo tomou o rumo do norte e ao cruzar a foz do rio Coruripe, deu de cara com três naus francesas que carregavam Pau-Brasil. Os franceses intimaram Dom Rodrigo a se render. Ele meteu-se num bote e negociou com os franceses, em troca de vinho e óleo.

Enquanto isso, os marinheiros da Nau de São Gabriel que navegavam sem o seu comandante, tomaram o rumo da feitoria de Pernambuco

Um tesouro no meio do mar
Vinte e cinco minutos após a partida, eis que chegamos aos baixios. De início, é difícil acreditar que, depois de tanta água, é possível encontrar um banco de areia e corais daquele jeito.

Descemos do barco para explorar o lugar. A imagem é impressionante. O banco de areia permite a colocação de algumas cadeiras, mesa e guarda-sol. É como se estivéssemos em outra praia, a cinco quilômetros do Pontal.

Mas se o branco da areia em meio ao azul do mar chama a atenção, é impossível não se encantar com a formação de arrecifes. Os corais se espalham por uma grande extensão, formando pequenas piscinas. Os peixinhos coloridos estão por toda a parte. As aves também. A sensação de paz é indescritível.

O Deda sempre carrega no barco óculos e snorkel para quem gosta de mergulhar. Aliás, o lugar é muito procurado pelos amantes do mergulho profissional. Não é permitido alimentar os peixes com pães ou outros tipos de comida. A região é selvagem, pouco explorada, e precisa de preservada a todo custo. "Os peixinhos são lindos. Ver essa região assim, por baixo d'água, é incrivel", comemorava Suzana Maia, de Aracaju (SE).

Mas os baixios ainda guardam outras surpresas para o visitante. Guardam, a bem da verdade, só quando a maré sobe. Quando ela está baixinha, os arrecifes deixam à mostra parte da proa e da âncora de um dos navios que afundaram na região. Os moradores contam que, no passado, várias embarcações já sucumbiram ao se chocar com as pedras. Tirar fotos é quase que uma obrigação.

Como dependemos da maré, só podemos ficar nos baixios por volta de duas horas. Deda dá o sinal e, infelizmente, temos que voltar ao barco. O retorno até a praia é igualmente belo, mas deixa na boca um gosto de saudade.

Tem nada não. O Pontal de Coruripe é bem ali. Quando apertar o desejo, é só pegar a estrada.

Só que, antes de ir embora, não deixe de passar na Associação das Artesãs. Os trabalhos, feitos de palha de ouricuri, são belíssimos. As peças tem design inovador, graças a assessoria prestada por instituições como o Sebrae, e já correram o mundo.

A história
O rio Coruripe, conhecido como Cururugi pelos índios Caetés, deu nome ao município. A região ficou conhecida na história do Brasil por ter sido palco do naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, que conduzia o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha a Portugal. De uma capela nasceu o povoado, onde já se comercializava ativamente o pau-brasil e outras madeiras.

Na segunda metade do século XIX, a prosperidade de Coruripe fez o lugarejo superar a vila de Poxim, à qual estava subordinado. Foi elevado à vila em 1866. Com a mudança da sede, a freguesia sob invocação de Nossa Senhora da Conceição também foi transferida.

Em 1882 foi instalada a comarca de Coruripe, que foi extinta em 1932 e restaurada em 1935. Embora tenha seu desenvolvimento ligado à agroindústria açucareira, o município tornou-se conhecido pela beleza de suas praias e lagoas que atraem milhares de turistas.

A morte de Sardinha
Naufrágio, morte e canibalismo se misturam na trágica história que envolveu d. Pero Fernandes Sardinha (1495-1556), o primeiro bispo do Brasil. Sardinha exerceu o episcopado desde a criação da diocese da Bahia pelo Papa Julio III, em 1551. Cinco anos mais tarde, por ordem de d. João III, Sardinha embarcou em direção a Portugal na nau Nossa Senhora da Ajuda com uma centena de pessoas, entre as quais fidalgos com as famílias e dois cônegos, além de índios escravos.

O barco naufragaria próximo da foz do rio Coruripe, a cerca de seis léguas (24 quilômetros) do rio São Francisco. No entanto, a maior parte da tripulação e dos passageiros sobreviveu, mas foram aprisionados mortos e devorados por índios caetés. Segundo frei Vicente de Salvador, em sua História do Brasil, além do bispo Sardinha, outras noventas pessoas foram devoradas, salvando-se apenas um português que conhecia a língua nativa e dois escravos índios.

Fato incomum: não pouparam nem as mulheres que estavam na nau. Anos depois, em represália, o governador geral Mem de Sá ordenou o massacre dos caetés.

Nosso passeio a Coruripe teve o apoio fundamental do prefeito Marx Beltrão, da secretaria de Turismo e Pesca, da turismóloga Maria Angélica e da jornalista Marcela Martine, da Assessoria de Comunicação.

terça-feira, 8 de março de 2011

Nerika Apanhada A Tomar Medicamentos Para Fingir De Maluca


Luanda - À terceira foi de vez: médicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda deitam por terra a hipótese de Nerika Loureiro padecer de problemas mentais e sugerem, mesmo, que recorreu ao uso de medicamentos para tentar fazer crer o contrario.

*MARIANO BRÁS
Fonte: Jornal A Capital Club-K.k.net

De louca, não tem nada. Foi tudo a fingir
A resposta está dada. Nerika Loureiro que confessou ter morto o seu esposo, Lopo Loureiro, não está louca. Essa é, pelo menos, a conclusão a que chegaram as especialistas do Hospital Psiquiátrico de Luanda depois de analisarem a ré, de 32 anos de idade, conforme orientou, há duas semanas, o juiz do Tribunal Provincial de Luanda que julga o caso também conhecido como “Crime do Nova Vida”.

Depois de suspenso, no passado dia 18 de Fevereiro, o caso voltou, na terça-feira, 01, a julgamento, já com as conclusões da equipa de psiquiatras indicados, pela direcção do hospital, para analisar a acusada Nerika Loureiro, conforme orientação do juiz de causa, Manuel Morais.

Pressupõe-se, então, na base dessa conclusão que a ré tenha agido em pleno gozo das suas faculdades mentais e não o contrário como, entretanto, sugeriram as declarações do advogado de Nerika, Sérgio Raimundo, e que levaram à primeira suspensão do julgamento. Muito mais do que isso, entretanto, as médicas que a analisaram não apenas concluíram sobre “perfeição” da sua sanidade mental como, ainda, levantaram a hipótese de ela ter tomado drogas para induzir tal estado com o claro objectivo de iludir a justiça.

Ana Paula Godinho, a advogada da família da vítima, fez este comentário quando, a dado passo da sessão da última terça-feira, lia parte do relatório apresentado, ao tribunal, pela dupla de médicas. Segundo se notou, o documento falou da ingestão de um fármaco de nome “risperidona”, habitualmente receitado para os doentes de esquizofrenia. Para que, entretanto, não padeça deste mal, a ingestão desse medicamento pode trazer efeitos colaterais tais como a “rigidez muscular nos membros superiores”, sintoma manifestado pela vítima e que foi, a certo ponto, apontado pela defesa como uma evidência da sua então alegada insanidade mental todavia agora desmascarada.

Mas esse resultado, decorrentes dos exames do último dia 18, mais não fez senão confirmar o diagnóstico de outras duas análises já submetidas à Nerika Loureiro e que confirmaram o seu estado psicológico como sendo normal.

Quem não gostou de toda essa estratégia a dado passo do julgamento chamada de “dilatória” foi o juiz Manuel Morais que não se cansou de chamar a atenção dos advogados de defesa, rotulando a atitude que tomaram de “estratégia perigosa”. Mais concretamente, o juiz disse que “a diligência dilatória, procurar ludibriar o tribunal e subestimar a lei é algo inadmissível, ofende a dignidade da justiça”, referindo ser, também, uma violação aos estatutos da Ordem de Advogados da República de Angola.

Reacção similar teve o representante do Ministério Público, Alfredo Martins, e a advogada da família da vítima, Ana Paula Godinho. O primeiro limitou-se a lamentar o facto de, na sessão anterior, já ter indeferido o requerimento dos defensores da ré para um novo exame de sanidade mental, enquanto que, a segunda, manifestou-se também “espantada” pelo facto de Sérgio Raimundo e José Carlos (advogados de Nerika) terem, também, contestado o resultado desse terceiro exame por eles requerido. “Mesmo depois dela (da ré) ter sido examinada por duas experientes médicas”, sublinhou.

O último exame, de um conjunto de três, foi feito por duas médicas experientes, sendo uma delas a directora do Hospital Psiquiátrico de Luanda. “As duas especialistas são pessoas qualificadas com o curso superior”, comentou Ana Paula Godinho, em defesa das médicas cuja competência técnica foi posta em causa pela dupla de defensores de Nerika Loureiro.

De suspensão em suspensão
Em duas audiências, o julgamento de Nerika Loureiro já foi, também, suspenso por duas vezes, numa tentativa, ao que se julga, de atrasar o depoimento da ré.

Em duas sessões de julgamento, o que não se conseguiu, até agora, foi ouvir-se as declarações da ré, Nerika Loureiro, a única pessoa capaz de esclarecer sobre o que se passou na madrugada de 01 de Abril de 2009. A advogada da acusação, Ana Paula Godinho, manifestou, mesmo, esse interesse ao usar da palavra, dizendo que tal é necessário para se chegar à verdade dos factos. “Só se chegará à verdade se deixarem os intervenientes falar”, comentou.

Quando tudo apontava para que tal fosse acontecer na terça-feira, eis que voltou-se ao ponto de partida. O advogado de defesa, Sérgio Raimundo, forçou o cancelamento da sessão antes mesmo que fosse dada a palavra à ré. Ele requereu a suspensão do juiz, Manuel António Morais, a pretexto de pretender, deste, um esclarecimento sobre as “graves acusações” feitas contra os defensores da ré. “Põem em causa a idoneidade e a moral”, referiu Sérgio Raimundo a respeito das acusações a si dirigidas e “constantes da acta da sessão de julgamento”.

Bem antes disso, a audiência ainda teve de assistir a um outro estratagema da defesa que exigiu a elaboração de um exame de DNA para confirmar uma prova, nesse sentido, já anexada ao processo. O juiz indeferiu o pedido, solicitando, apenas, que seja chamado ao tribunal “para ser ouvido” o técnico do laboratório de DNA, afecto ao ministério do interior, responsável pelo teste que acompanha o processo.

Seja como for, o julgamento do “Crime do Nova Vida” está, outra vez, interrompido, pelo menos vai continuar como tal até que o Tribunal Supremo se pronuncie, a contra ou a favor, sobre o pedido de suspensão do juiz, levantado por Sérgio Raimundo. Manuel Morais, o juiz presidente, optou por interromper o julgamento, mesmo contra a vontade do representante do Ministério Público, Alfredo Martins, e da advogada da acusação, Ana Paula Godinho.


Godinho desconta
Ana Paula Godinho não concorda. Para a advogada da acusação, a suspensão do juiz apenas faria sentido no âmbito daquilo que estabelece a lei angolana, segundo a qual “se haver grandes motivos de inimizade entre o acusador e o juiz”, explicou, sendo algo que, no caso vertente, não se coloca, já que constata “uma forte relação de amizade e respeito” entre ambos.

É, para ela, estranho que apenas agora Sérgio Raimundo, advogado de defesa, pede a suspensão do juiz, já que teve a oportunidade de fazê-lo ainda na primeira audiência “quando o juiz deferiu o seu pedido”.

“Será que vamos aguardar até o Sérgio Raimundo decidir que o processo seja julgado?”, perguntou Nilton Loureiro, um irmão da vítima, ele que refere estar “bastante decepcionado” com todas as voltas que o julgamento dá. “Estamos a andar atrás de uma justiça que tarda em ser feita”.

Agastado, o familiar sugeriu que “os órgãos de justiça devem intervir e chamar o senhor Sérgio Raimundo à razão”, já que, no seu entender, “ele está aqui a criar manobras”.

Nilton reforça, ainda, que ficou provado que a sua ex. cunhada não é doida, mas sim “uma actriz e muito boa, pois como foi confirmado ela toma medicamentos para ficar no estado em que apareceu aqui no primeiro dia de audiência”. Para ele, não há outra hipótese: “é tudo concertado entre os seus advogados”.

sábado, 5 de março de 2011

Secreta ameaça FOLHA8 de morte e impede a sua publicação. As nossas vidas correm perigo, a qualquer momento…


Luanda, Angola. MPLA REIMPLANTA O TERROR DO 27 DE MAIO
O jornal FOLHA8 não se publicou esta semana, edição de 05Mar11, devido a que os empregados da gráfica privada onde é impresso, receberam muitas ameaças por telemóvel de desconhecidos, ameaçando-os que se o imprimissem, as responsabilidades pelo seus assassinatos recairiam sobre eles, os trabalhadores da gráfica. E o medo fez com paralisassem o trabalho, de modo que o Folha8 não saísse para as bancas.
E os autores dos telefonemas anónimos decretaram que o Folha8 é um jornal que incita à violência.
Sem dúvida que as nossas vidas correm perigo. O MPLA está a instigar a sua máquina de guerra para a eliminação física de tudo e de todos que não estejam de acordo com a sua linha política que é: a corrupção, a espoliação, e a manutenção dos campos de concentração da morte, espalhados por toda a Angola.
Angola arde, Angola é o inferno.
Quem denúncia a corrupção comete o crime de incitação à violência.
Estaline está vivo, e acena-nos com a morte.
O que o MPLA pretende é muito simples: quer ficar sozinho com a sua família e com Angola como propriedade privada. E quem não estiver de acordo, pum! pum!
O MPLA quer a guerra total e completa. Nunca quem fez uma guerra altamente fratricida está em condições de falar em paz, só o podendo fazer com o demónio. Aliás como sempre o fez e faz.
Escutar as rádios, as TVs e os jornais do Mpla que agora nos bombardeiam mais do que nunca, de noite e de dia com propaganda estalinista ortodoxa, isto não é incitação à violência?
Mas, mais guerra contra quem? Contra as moscas e mosquitos que nos infestam, e para os quais não há solução há mais de trinta anos, e a população que já ultrapassou o que se considera miséria?
O regresso aos bons velhos tempos das matanças regressou.
Esperamos que os angolanos não se deixem matar como os nazis faziam. Que transportavam milhões de farrapos humanos para os gazearem nas câmaras de gás dos campos de extermínio massivo.
A Gestapo e as SS abriram filiais em Angola, e parece que já exercem actividade. É só escutar os noticiários dos meios de comunicação do Mpla.
O incrível disto tudo, é que com as fronteiras de Angola muito inseguras, se crie mais um conflito interno que decerto provocará mais uma vez o caos. Não será isto mais um suicídio?
Obrigar milhões de angolanos à miséria, isso não é uma indecente incitação à violência?
Quando, como agora, ameaçarem-nos de mil e uma maneira mortais, isso não é incitação à violência?
Quando só o Mpla pode fazer manifestações, e mais ninguém o pode, é terminantemente proibido, isso não é incitação à violência?
Toda a riqueza mineral… tudo que lhes cheira a dólares está em poder do célebre bando dos seis do Mpla. Isso também não é incitação à violência?
Quando não há possibilidade intelectual de debate surge a violência do Mpla. E nisto ele está muito por baixo, porque quem não tem capacidade cerebral… usa o tiro e a morte, porque não sabe conversar. O importante é as universidades do analfabetismo, e o nascimento de uma nova pátria com o apoio incondicional da nova vida da Igreja petrolífera que entrega o povo angolano aos cemitérios do Mpla. Isto também não é incitação à violência?
A maneira com que se prendem e condenam os opositores políticos, isto não é incitação à violência?
O MPLA apela à população angolana para se manter vigilante. Só pode ser vigilância da corrupção e da miséria que não param, até já bateram o recorde mundial.
Acabar com os mercados, como o do Roque Santeiro, e obrigar os milhares de vendedores a mendigarem nas ruas, não é isto um cadavérico incitamento à violência?
Inundar Angola de estrangeiros e oferecer-lhes os nossos empregos, isto não é um incentivo à violência?
Neste momento o Mpla tem pelo menos quatro facções: a Facção-JES, de José Eduardo dos Santos, actual Presidente de Angola, o Mpla-Ut, a União das Tendências democráticas, os seguidores de Nito Alves, e o Comité da Mudança do Mpla. Qual delas vencerá? É devido aos seus problemas internos graves que o Mpla tenta desviar as atenções para a Unita, como tradicional bode expiatório. Mas desde quando é que alguém consegue fazer uma guerra, ou um golpe de estado com quatro contentores de munições de um navio apreendido e retido no porto do Lobito?
Não deixaremos que o Mpla-JES encerre a democracia nas prisões da ditadura.
E porque é que o Mpla mantém ao seu serviço jornalistas mercenários e incendiários, como o tristemente célebre José Ribeiro, do Jornal Necrotério de Angola. Isto não é um mais flagrante incentivo à violência?
A luta entre os petrolíferos e os espoliados de tudo intensifica-se. Que vença o melhor.
E juramos que faremos de Angola uma pátria petrolífera… quando nos libertarmos do extermínio das nossas populações.
Isto não é uma pátria, é um vulcão petrolífero.
Por este andar temos mais candidatos ao TPI. Ditadores angolanos: o Tribunal Penal Internacional espera-vos!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Em Angola, denunciar a corrupção é crime de difamação


O calvário de mais um jornalista angolano, Armando José Chikoka, condenado a um ano de prisão por juízes corruptos. Agora, até a um monumental monte de lixo se chama democracia.
E ao respirar, sente-se o cheiro intenso da ditadura que ainda polui o ar e os nossos corações.
Este petróleo cheira a morte, a corrupção, a miséria.
Uma máfia terrível que divide entre si os biliões de dólares do petróleo, e como se não lhes chegasse… privatizam Angola e os angolanos. Sim! Até as populações são propriedade privada, porque vivem na escravatura e à obediência cega da vida e morte dos seus senhores.
Mantém exércitos privativos que espalham o terror nas populações. Exércitos fortemente armados e municiados, um hino, uma bandeira e um palácio, e aqui temos mais uma ditadura, para nos impor a selvajaria diária.
Os tempos seguintes adivinham-se atrozes, sangrentos, humilhantes. Os escravos têm que aprenderem a levantarem a cabeça, e dizerem, BASTA! NÃO!
O importante é defender muito em especial, os interesses chineses, brasileiros, portugueses, etc., para que a nossa escravidão permaneça, e um grupo de déspotas nos devorem os corpos e as almas.
Tudo isto sob o olhar de peixe morto, da cumplicidade e complacência da Igreja corrupta, que para mendigar uma sobras petrolíferas vende o rebanho humano dos poucos crentes que lhes restam. A igreja é, e será sempre, a igreja do demónio. De cónegos e padres frustrados que revendem as almas à ditadura, porque de quociente intelectual tão baixo, a única saída que lhes resta das suas vis e vãs existências, é o inútil sacerdócio nas igrejas às moscas, mas infestadas de sacerdotes pedófilos. E insistem que pregam o evangelho na terra.
Sim, o evangelho segundo Santo Pedófilo.

É por isso que as populações aderem cada vez mais à feitiçaria e a qualquer igreja improvisada. É que a nossa Igreja está demasiado petrolífera. Obtêm daí dividendos e vende o seu rebanho à colonização.
Não, a Igreja não é uma ditadura como essas com um ditador há mais de trinta anos no poder. A Igreja é uma ditadura milenar.
Se Deus é omnisciente e omnipresente, como é que o Papa lhe pede para interceder nos conflitos humanos, e noutras misérias?
Teologia é a artimanha diabólica de pretender provar uma entidade superior que não existe.

Como é triste verificar que estão a criar as condições que conduzirão à inevitável luta de vida ou morte. Sim! Porque o que sucede é a luta de um povo que não quer mais se deixar levar para o matadouro do extermínio.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Banco Millennium Angola, um banco da ditadura dos trinta e tal anos


É necessário organizar uma grandiosa manifestação contra este banco
A ditadura do Banco Millennium Angola colabora na matança da população, no melhor estilo Khadafi
O que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?
Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

A foto captada em flagrante delito não é demasiado convincente para julgamento e competente indemnização? Brevemente a justiça triunfará.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Banco Millennium Angola, um banco da ditadura dos trinta e tal anos


É necessário organizar uma grandiosa manifestação contra este banco
A ditadura do Banco Millennium Angola colabora na matança da população, no melhor estilo Khadafi
O que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?
Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

A foto captada em flagrante delito não é demasiado convincente para julgamento e competente indemnização? Brevemente a justiça triunfará.

Administradora de Malange esbofeteia colega do protocolo


Lisboa - A administradora municipal de Malange, Teresa Dias de Abreu (na foto), esta a ser criticada em meios intelectuais da província por ter dado na cara de uma responsável do protocolo do governo provincial, identificada por “Dona Maria”. O incidente teve lugar no dia 4 de Fevereiro, horas antes de as autoridades procederem a inauguração do novo centro da TPA naquela província. Ambas acabaram por não participar na actividade devido ao clima áspero que se envolveram resultando na devolução da chapada.

Fonte: Club-k.net

Faz-se valer pela amizade de Paulo Kassoma
“Dona Maria” é a operativa do protocolo do governo provincial que acompanha as caravanas de entidades que chegam a Malange, cabe-lhe também proceder a apresentação dos dirigentes locais a personalidades que deslocam-se a província. O facto de não ter sido mais vista nas últimas semanas, esta a levantar suspeitas de que esteja a observar alguma suspensão ou castigo por parte dos seus superiores.

Por seu turno, Teresa Dias de Abreu, a administradora municipal é a figura a quem os quadros da província mais se queixam nos últimos meses. Tem o antecedente de se ter incompatibilizado com o vice-governador, Conceição Cristóvão e com alguns directores do governo provincial. Em círculos do comando policial é também vista como uma personalidade de princípios desencontrados. Certo dia reuniu com o comandante da policia nacional em Malange, José Domingos Moniz, no seu gabinete, sem no entanto, ter tido a cortesia de oferecer cadeira ao seu colega para se sentar.

O próprio governador provincial, Boaventura Cardoso é citado como “murcho” perante a administradora. Quando Beatriz Abreu foi transferida para a província de Malange negou-se a ficar na casa de transito destinada aos “guest”. O governo local teve de lhe por a viver temporariamente no Hotel Palanca que é um dos mais caros da província.

O poder que a administradora se faz valer ou intimidar os colegas, tem como fonte um vulto que corre na província e que lhe atribui amizade ao Presidente da Assembléia Nacional, Paulo Kassoma. Teresa Abreu esteve antes nos Estados Unidos, e no regresso a Angola teria andado desempregada. Em solidariedade para com ela, o líder da Assembléia teria movido influencia para colocar-lhe como administradora municipal de Malange. As má línguas, insinuam que a mesma é “mais do que uma amiga” de Kassoma e que o seu envio a Malange terá sido uma forma de o dirigente se desfazer dela.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem


Holanda – Educar um povo a não reclamar pelos seus direitos, é na minha opinião, um crime, da mesma maneira que considero que educar alguém que está a ser atacado a não defender-se, é crime. Sou da opinião sincera que o direito de pretexto, de manifestação ou de reclamação (que no fundo dá no mesmo) deve ser um exercício legal a ser exercido por qualquer cidadão que sinta que os seus direitos cívicos ou constitucionais estão a ser usurpados, ou pelo menos, não estejam a ser garantidos.

Felizarda Mayomona. Fonte: A-patria.com. Club-K.Net

"Quem não chora...não mama!"

O que faz diferença é a maneira de se protestar. Existem protestos violentos, e protestos pacíficos. Dependendo da capacidade, habilidade ou disposição de um determinado regime dialogar ou não com a parte protestante, as manifestações podem terminar em ações violentas e descontroladas, ou prosseguir pacificamente.

Estou ainda a recordar-me da manifestação levada a cabo pelos nossos compatriotas angolanos no dia 4 de Janeiro de 1961, na baixa de Cassanje em Malange. O móbil da manifestação (também podemos lhe chamar de pretexto porque dá tudo no mesmo) era a proibição do cultivo da mandioca (um alimento tipicamente africano) e a obrigatoriedade do cultivo do algodão e o aumento dos impostos deste, pela companhia belga colonial, a Cotonang. A reacção das autoridades coloniais portuguesas foi imediata e muito violenta: usando aviões que descarregavam bombas napalm sobre uma população indefesa, causaram a morte de milhares de pessoas. Este acontecimento hediondo causou tanta revolta entre os angolanos que serviu de ignição para o início da luta armada iniciada um mês depois, a 4 de Fevereiro de 1961.

Actualmente comemoramos em Angola todo o dia 4 de Janeiro como um feriado oficial nacional, em memória das vítimas. Nunca antes na história de Angola se verificou uma manifestação daquela magnitude, que era, no considerar dos colonos portugueses da altura, uma acção impossível ou impensável da parte dos autóctones angolanos. Com a independência nacional entramos numa outra era, em que os angolanos autóctones finalmente controlariam os seus próprios destinos, e um dos motivos que guiou a luta anti-colonial era luta contra a exploração dos angolanos por outros povos, nesse caso os portugueses. A exploração, a usurpação das riquezas da terra, a usurpação da nossa identidade africana e o resgate da nossa dignidade, dos nossos valores, da nossa cultura e línguas africanas, e principalmente, da nossa liberdade e da nossa terra seriam os frutos da nossa independência. Pelo menos era assim que os angolanos que lutaram de verdade contra o colonialismo pensaram.

Passados 35 anos e olhando para traz, verificamos que os ganhos da nossa independência ainda são uma miragem para a maioria dos angolanos, especialmente dos angolanos autóctones que agora ficaram constitucionalmente sem terra (passou a ser propriedade do estado). Verificamos que as imensas riquezas do nosso país, ainda não servem a maioria dos angolanos, mas também é propriedade privada só de alguns. Com um governo super centralizado como o nosso, as riquezas do país e o seu dividendo se concentram sempre nas mesmas pessoas, num ciclo vicioso que deu lugar a uma corrupção que praticamente já se tornou institucional. A polícia angolana reprime tanto ou pior que a PIDE-DGS, ao em vez de ser uma entidade protectora dos cidadãos, torna-se cada vez mais uma entidade apenas ao serviço de uma pequena elite.

A maioria dos angolanos sente-se estrangeiro neste país que cada dia que passa enterra a africanidade e desenha uma angolanidade também atípica, tal como a nossa constituição, em que nela o angolano autóctone se revê como estrangeiro dentro da sua própria terra. Nem as nossas línguas nativas foram oficializadas nesta nova constituição, mas apenas o português, que é uma língua imposta pelo colonialismo.

Nos encontramos debaixo de uma governação que administra os recursos de um país mas sem prestar contas aos seus verdadeiros donos: o povo. A maioria dos nossos líderes se tornou arrogante e insensível demais perante o sofrimento dos angolanos, vivem num mundo só deles enquanto pregam em órgãos como o Jornal de Angola e outros que Angola está a mudar, estamos a crescer, somos os maiores, somos os melhores, etc. De certeza que a analise dos nossos dirigentes é feita de um prisma totalmente egocêntrico, esquecendo-se que o maior indicador do crescimento de um país é a qualidade de vida do povo, o acesso aos serviços de saúde, de educação, do emprego. E vivendo num país riquíssimo como Angola, em 35 anos de independência e 9 anos de paz, já era altura de começarmos a falar também de subsídio de desemprego, entre outros benefícios de uma cidadania plena.

Vemos o contrário disso. O acesso aos recursos e benefícios do país para além de serem limitados só para alguns (baseado nos nomes e classe social, e em alguns casos até na cor da pele), em muitos casos, para ter acesso a um benefício como uma bolsa do Inabe te pedem Cartão de Militante de um partido angolano. Este partido chama-se MPLA. Isto é só para mencionar um exemplo em que, para se ter o benefício de algumas coisas em Angola o cartão de Militante do MPLA se torna numa obrigatoriedade, mas há mais. E ninguém pode negar esta realidade. Diante desta situação, me questiono como é com aqueles que são militantes assumidos de outros partidos e estão lá mesmo por uma razão ideológica. Será que estes têm de adquirir o cartão da angolanidade plena (Cartão do MPLA) para usufruir de alguns benefícios enquanto militam também clandestina ou abertamente nos seus partidos ou renunciam a actividade politica nos seus partidos? Curiosidade.

Estas situações todas e muitas outras, considero muito injustas e justificariam um protesto massivo da população nas ruas da capital angolana e não só. Um pretexto contra leis injustas e medidas anti-sociais. E dizer isto não é crime nenhum, porque se fosse crime, a nossa constituição não plasmaria este direito no seu artigo 47 (atenção, estou a defender o direito de se manifestar pacificamente). Infelizmente, principalmente nos governos africanos, as manifestações pacíficas quase nunca geram frutos nenhuns, já que os dirigentes se mantêm insensíveis, e chegam até a ser reprimidas, muitas vezes com tanta brutalidade que nos traz à memoria a repressão brutal dos regimes coloniais. Os manifestantes passam a ser tidos como inimigos da pátria, antipatriotas, vândalos, agentes de forças externas, etc. Este facto é que leva, muitas vezes, às manifestações violentas como meio de se alcançar um objectivo. No caso de Moçambique a "revolta dos pobres" expôs o fracasso das políticas económicas e sociais do governo. Felizmente o Presidente Armando Guebuza teve o bom senso de recuar nas decisões iniciais do governo que deram inicio á revolta dos moçambicanos. É caso para se dizer "quem não chora, não mama".

Me pergunto: como seria se tivesse sido em Angola? Como teriam reagido as autoridades? Teriam reagido com a mesma brutalidade (ou pior) que a polícia moçambicana? Como teriam reagido os nossos irmãos que se auto-proclamaram a "vanguarda do povo angolano", o MPLA? Nos defenderiam? Estariam ao lado do povo ou os teriam considerado como inimigos? Porque seria um contra-senso um partido que diz ser representante do povo (o povo é o mpla e o mpla é o povo) considerar o mesmo povo como inimigo apenas porque exteriorizou o seu desagrado perante a governação do país através de um pretexto.

Temos de interiorizar que protestar não é um crime, é um direito. Angola é de todos os angolanos e todos merecemos, temos o direito, de usufruir dos benefícios da nossa cidadania. Todos temos direito de viver bem na nossa terra, e de termos as mesmas oportunidades. Até mesmo o direito de escolher os nossos dirigentes deve ser um direito sagrado e não um crime lesa pátria. E nós, os angolanos "comuns", não adianta pensar que este governo que está aí, já a 35 anos, vai satisfazer os nossos anseios apenas pelos nossos lindos olhos.

A história tem demonstrado que quanto mais tempo um partido permanece no poder, mais ele se acomoda, porque criam-se vícios que depois são difíceis de combater. Tem de ser nós mesmos, a pressionar e a exigir que os nossos direitos sejam satisfeitos e garantidos, como demonstrou mal ou bem, o povo moçambicano.

* Felizarda Mayomona
Activista Cívica

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Começou julgamento de Nerika Loureiro



Luanda - Como se esperava, a defesa de Nerika Loureiro, acusada do homicídio do seu próprio marido, alegou insanidade mental da ré no julgamento iniciado na última quarta-feira, 16.

*Mariano Brás
Fonte Jornal A Capital Club-k.net

Não parece restar dúvidas de que Nerika Loureiro, a advogada de 32 anos de idade, seja culpada pela morte do seu esposo, Fortunato Loureiro, em Abril de 2009, num caso que ficou conhecido como “O Crime do Nova Vida” por conta do local em que se deu o homicídio. Resta, entretanto, saber se ela agiu em sã consciência. Esta é, ao menos, a estratégia a ser seguida pelos seus advogados de defesa, manifestada quando na última quarta-feira, no dia do início do julgamento, pediram ao juiz que suspendesse a sessão já que, no seu entender, a ré “não está nas suas condições facultativas”.

“Se tiver dúvidas, meritíssimo, pode fazer-lhe algumas e verá como ela tem problemas de insanidade”, declarou Sérgio Raimundo o advogado de defesa de Nerika.

A alegação do advogado, claro, não foi acolhida cm agrado, nem pelo representante do Ministério Público, muito menos pelos advogados de acusação, uma equipa encabeçada por Paula Godinho. Alfredo Martins, do Ministério Público, disse ser desnecessário que a ré seja submetida a novos exames. Recentemente, vários especialistas analisaram-na e, ao nível do Tribunal Supremo, ficou provado que ela goza de perfeita saúde mental. “Por este facto, dou por indeferida tal pretensão”, sentenciou.

Manuel Gomes, juiz presidente, não titubeou naquilo que entendeu ser o caminho mais acertado. Aceitou a sugestão de Sérgio Raimundo e ordenou a que dois médicos do Hospital Psiquiátrico sejam, então, nomeados pelo respectivo director com o propósito de avaliar o estado e Nerika. Mais orientou que os profissionais deverão prestar juramento para um trabalho são e isento de qualquer suspeita. Na sexta-feira, 18, enquanto se preparava o fecho da presente edição, o exame, assistido por representantes de ambas as partes, decorria conforme o orientando pelo juiz Manuel Gomes.

O juiz entendeu que o trabalho dos especialistas será, pois, uma a diligência complementar de prova, embora, como também reconheceu, já tenha sido decidido, em processo competente, a integridade mental da ré, “cuja sentença, há muito, transitou em julgado”. A lei, esclareceu, permite o julgamento de todos os elementos de prova para se esclarecer as circunstâncias que rodeou o crime. “Um dos elementos é, sem dúvidas, a indagação sobre a personalidade da ré, os seus antecedentes e estado psíquico”.

Quebrou-se, então, a expectativa ao redor de um julgamento que começou cerca de um ano e meio depois do crime de que é acusada a jovem advogada. Trata-se, mesmo, de um dos casos mais mediáticos, sobretudo pelo seu carácter passional. Nerika, agora com 32 anos, desferiu, segundo a acusação, 17 golpes de tesoura contra o seu marido, Lopo Fortunato Loureiro, supostamente enquanto este dormia, tendo morrido imediatamente.

A advogada, até então quadro da Sonangol, apareceu muito longe da imagem com que habituou os seus familiares. Trajava o uniforme da cadeia e tinha o cabelo penteado, embora sem os arranjos impostos pela beleza feminina. Parecia assustada, arregalava os olhos volta e meia. Para se movimentar, era suportada por duas funcionárias dos serviços prisionais. Tal era o estado de choque que a jovem mal conseguiu pronunciar uma palavra e, mais do que isso, mal se conseguia sentar sozinha.

Família descontente
A sala estava lotada por familiares e jornalistas., não fosse a intervenção policial, familiares de ambas as famílias, que no passado festejaram a união do casal, teriam se envolvido, agora, em violência. O desagrado partiu, sobretudo, dos familiares da vítima, que se mostraram descontentes face ao posicionamento do juiz.

Na opinião destes, a ré está a “simular” um estado de loucura para, então, conseguir a absolvição da justiça. “Ela não está doente, não está maluca”, comentou a senhora, visivelmente irrita. “É tudo mentira”, gritou.

“Então quem mata basta, depois, confirmar que é maluco para conseguir ser absolvido pela Justiça?”, interrogou-se uma irmã do falecido.

“Já perdi um filho, mas agora clamo por Justiça. Será que quem matou-me o filho não vai pagar por isso?”, questionou a mãe.

A advogada, entretanto, tranquilizou os familiares, dizendo que se estava apenas “no começo” e que o juiz tomou tal decisão “pelo bem da verdade”.