sábado, 13 de agosto de 2011

Filho de “Kopelipa” compra avião


Lisboa - Até inicio de 2010, um dos filhos do general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, identificado por “Buchechas” passou a dispor o seu próprio jacto privado, o conhecido “Falcon 50” que é uma aeronave fabricada pela francesa Dassault cujo preço de venda ronda a partir de 9 milhões e 900 000 euros - manutenção anual avaliada em 2 milhões de dólares - .

Fonte: Club-k.net
Avaliado em 9 milhões de Euro
O avião do jovem é geralmente usado para as frequentes viagens privadas que faz a parís e Lisboa, na companhia dos seus mais próximos. Um dos profissionais a quem o mesmo convida para "tripular" a sua aeronave é Miguel Prata, piloto ligado a TAAG, de quem é igualmente cunhado.
Embora seja apresentado como empresário, “Bochecha” é igualmente conhecido no círculo restrito do gabinete presidencial, como a figura a quem o pai, Manuel Vieira Dias Júnior “Kopelipa” coloca os bens em nome, razão pela qual, o jovem é visto como um empresário ao estilo de Bento Kangamba: “Que tem dinheiro mas que não dispõe de um gabinete”.
Em círculos internacionais que acompanham a dinâmica do país, notam que a “grande moda” de momento de personalidades da elite angolana é aquisição da aeronave Falcon. Ao tempo que foi Primeiro Ministro, Fernando da Piedade dias dos Santos “Nandó” já havia adquirido a sua própria aeronave que o transporta nas conhecidas e regulares visitas privadas a Londres. Outros rostos notáveis que já dispõem do avião Falcone é Higino Carneiro, Aguinaldo Jaime, Sindica Dukola e Zenú dos Santos que mais usa para transportação dos seus sócios.
De todos os possuidores do “Falcone”, o Presidente da ANIP, Aguinaldo Jaime é o que teve menos sorte. No ano passado quando as autoridades americanas levantaram o caso dos 50 milhões de dólares que ele transferiu para uma conta naquele país, o dirigente angolano despachou no seu avião um mandatário aos Estados Unidos a fim de conversar com as autoridades americanas. Posto naquele país, a aeronave foi confiscada pelas entidades americanas, a pretexto de que o seu nome estaria numa lista de “figuras envolvidas em lavagem de dinheiro”.

Líder do MRIS, rende-se ao regime do MPLA – Em troca – Uma Viatura


Os jovens que marcaram à duas semanas atrás a realização de uma manifestação para exigir a demissão de José Eduardo dos Santos, no poder a 32 anos, renderam no final desta semana ao partido dos Camaradas.
Segundo uma fonte do Comité Provincial do MPLA, foi criado uma comissão de espécie bombeiro para apagar os eventuais alaridos de manifestações em Angola.
Segundo a mesma fonte o grupo cuidará de igual forma a identificar as opiniões contrárias no seio da sociedade civil para o devido tratamento.
Após os jovens terem se pronunciado numa das emissoras em Luanda, o José Tavares, General na reserva e Administrador do Município do Sambizanga foi indigitado para aprimorar as negociações com o jovem Luís Bernardo “Matéria Orgânica” Mário Bernardo, que foram contemplados segundo outra fonte com uma carrinha de marca Mitsubishi, mais conhecida entre nós por “gafanhoto” e mais de quatrocentos mil kwanzas já depositado. Os outros integrantes prometem se pronunciar dentro de dias.
Lembro que Luís Bernardo em entrevista a emissora católica de Angola diz já não estar ligado as manifestações mais sem ao movimento Akwa Sambila organização coordenada pelo Administrador José Tavares
Angola24horas.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Angola. ENDOCOLONIALISMO ANGOLANO E DESALOJAMENTOS FORÇADOS


1. Todas as formas de colonialismo são sempre processos de desenvolvimento separado que deserdam a maioria da população do país colonizado e foram quase sempre produzidos por países que ocuparam territórios e subjugaram os seus povos.

2. O neo colonialismo na maior parte dos casos é exercido por ex potências colonizadoras servindo-se de marionetes das elites locais que governam a "ex" colónia para se servirem enquanto particulares e a essas potências que regra geral acolhem os rendimentos dessas marionetes.

3. O endocolonialismo é uma forma de subjugação antiga e em vários casos antecedeu a colonização de outros territórios pelos seus agentes.

3.1. O endocolonialismo é um sistema de dominação que também impõe um desenvolvimento separado em que a elite nacional que o conduz e dele se serve para obtenção de posses e de fortuna de forma fraudulenta subjuga a maioria da população do país que excluí do seu processo de desenvolvimento.

3.2. A situação actual angolana consubstancia um endocolonialismo. As demolições seguidas de expulsões violentas de comunidades sem que lhes seja garantido alojamento condigno primeiro nem o respeito pelas suas posses fundiárias são a evidência mais demonstrativa do endocolonialismo que o regime de JES/MPLA vem impondo à nação Angola e consolidando na nossa terra.

EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE
Luiz Araújo SOS-Habitat
Na fotografia mulher nua que se despiu frente aos demolidores para protestar contra a demolição da sua casa.

Embaixador da Bélgica em Angola envolvido em escândalo de paternidade


Lisboa - Daniel Charles Henri Alpanse Dargent, Embaixador, em final de mandado, do Reino Bélgica em Angola esta envolvido num escândalo consubstanciado na recusa de que o mesmo faz em não dar assistência a uma filha sua fruto da relação que manteve durante anos com uma cidadã angolana E.L.

Fonte: Club-k.net
Não quer assumir responsabilidades
O embaixador reconheceu oficialmente a filha como sendo sua, porém tem sido discreto como insensível com a família da cidadã angolana dizendo que não tem condições para sustentá-la e que não seria o primeiro diplomata a ter filho no País onde trabalha.

Atribuem-lhe justificações segundo a qual “nada aconteceria consigo” por estar protegido pelos acordos de Genebra. Entretanto, indagado ao telefone por este portal o Embaixador Danie Dargent não desmentiu a acusação, limitando-se apenas a dizer que não aborda com a imprensa questões de fórum pessoal.

Há conhecimento aludindo que a família da “vitima” teme apenas que o embaixador, que já se encontra em final de mandato, abandone o País sem deixar uma autorização que permite a mãe zelar pela criança assim como uma declaração que o obrigue, onde quer que esteja, a prestar todo apoio a criança. Sabe-se por outro lado que os familiares de E.L. estão já procura de apoio das autoridades angolanas.

O Embaixador Daniel Dargent que está em vias de deixar o país, notabilizou-se em círculos da elite como exímio promotor de festas e frequentador assíduo de discotecas. A sua filha com a cidadã angolana nasceu em 2009 na cidade de Johanesburgo onde esta teria se deslocado para o efeito.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. C. Estermann assegura que o chefe de Evale tinha poderes mágicos para atrair a chuva


O último mandamento que se ensina ao jovem nhaneca-humbe diz assim: «Na guerra não mates anciãos nem anciãs. Um ancião é “epa lyohi”, que quer dizer, duro e respeitável como a crosta da terra, ou noutro sentido, deve ser apreciado, como a planta medicinal do mesmo nome».

Os membros da sociedade «Jindungo», Cabinda, foram, na sua origem, agentes secretos do rei do Congo. Recolhiam informações, denunciavam os abusos dos poderosos e faziam abortar qualquer intento de revolta. Cobravam também as dívidas, apresentando-se mascarados na casa do devedor.

C. Estermann assegura que o chefe de Evale tinha poderes mágicos para atrair a chuva. Mas só os conseguia se sacrificava uma jovem mãe cujo filho era entregue a outra mulher. Juntamente com a vítima, sacrificavam também uma vaca negra, antes do sacrifício, o leite da mulher e o da vaca eram aspergidos várias vezes por terra, como prenúncio da chuva. A mulher era assassinada com um golpe de lança e, com o seu sangue, aspergiam as árvores da chuva. O seu cadáver ficava insepulto e ninguém podia chorar a sua morte nem guardar luto.

O chefe é temido e respeitado na sociedade, porque recebe o poder de Nambe.

Chefe ou dembo da região dos Dembos (fusão étnica e cultural de congolídeos [bacongos] com quimbundos [kimbundu]

Por exemplo, na área quimbunda angolana, os chefes principais chamam-se sobas-banzas, e os inferiores, sobetas.

A audiência é pública, aberta a toda a comunidade, à excepção dos não iniciados e das mulheres em impureza menstrual. Em Angola, serve de fórum a praça aberta debaixo da mulemba, a árvore heráldica e tutelar das chefias bantus, que plantam cada vez que se inaugura uma nova chefia ou se estria uma povoação. O chefe eleito crava, diante de sua casa, várias estacas da mulemba ficus, dedicadas aos seus antepassados ilustres e como testemunho permanente da sua nobreza. Se alguma delas não pega, os antepassados não estão satisfeitos; tornam-se urgentes os sacrifícios propiciatórios de animais.

Costuma estar presente em muitos grupos, o «árbitro da justiça», «grande mestre em questão de direito», que no Nordeste angolano, se denomina «nganji». Intervém, não como conselheiro, mas como guarda legal do depósito jurídico comunitário. É um jurisconsulto, cuja sabedoria e prudência acumulam os códigos tradicionais.

Noutros ordálios fica inocente quem consegue extrair uma agulha do fundo de uma panela de água a ferver. Outras vezes, submetem-se à «prova da agulha»: se não sai sangue depois de picar a língua, o lóbulo da orelha ou as pálpebras, fica provada a sua inocência. Também é inocente quem consegue pisar com lentidão, várias vezes, as brasas, sem queimar os pés.
Mais perigosa, aterrorizante e frequente a prova do veneno, usada sobretudo para esclarecer a acusação de feitiçaria. Em muitas regiões de Angola denominam-se «mbambu». Só o adivinho conhece as propriedades altamente venenosas de certas plantas.

Parece que desfaz em pó a casca de uma árvore chamada, nessas regiões, mbambu, talvez o Erythrophleum guineense. Este composto é mortífero. Também se pensa que extraem veneno das raízes fervidas do estrofanto, da seiva de certos cactos, do suco de algumas euforbiáceas e de bílis dos emidossaúrios. São prodigiosos tanto o conhecimento que os adivinhos e curandeiros guardam sobre os venenos tão variados, como a prática pericial consumada que adquiriram para dosificá-los. «Conhecem com certeza diversos venenos pouco conhecidos fora do mundo especial dos toxicólogos competentes, e talvez tenham encontrado outros que a ciência nem sequer suspeita que existam. Entre os venenos, alguns produzem efeitos imediatos; outros ficam sem acção visível durante meses; outros ainda, causam sintomas idênticos a doenças bem conhecidas». «Observe-se que há 570 plantas africanas conhecidas pela ciência ocidental como venenosas de um modo ou outro. Sem dúvida os curandeiros e adivinhos conhecem muitas mais».
Nos ordálios, o adivinho mistura o veneno com água e obriga os presumíveis culpados a pegar numa colher de pó e a ingeri-lo com água. Devem tomá-lo em jejum. Passado pouco tempo, um dos acusados vomita com fortes convulsões; a sua inocência está provada. Outro morre. Embora a morte seja rápida, não deixa de ser horrorosa, porque chega entre convulsões e vómitos de sangue, com a boca cheia de espuma e os olhos injectados de sangue.

Nos Camarões, damos alguns exemplos, e na Nigéria recordam certas mulheres que dirigiram migrações, fundaram e conquistaram reinos. Ainda permanecem na galeria dos heróis nacionais.
No antigo Ruanda, a mãe do Mwami, a «Umu-Gabe-Kasi», era corresponsável no governo. São famosas as rainhas Jinga de Angola, Anima dos Haussas, Aura Pokú de Bule, Lovedu na África do Sul, a rainha viúva de Baganda e as celebradas amazonas do Benim, temíveis guerreiras que se lançaram em guerras de conquista e resistência, apesar de os monarcas do país costumarem exercer tiranias extremas.
A «Mafo» dos Bamiliké era considerada mulher-chefe. Entre os Bemba, a «Caudamukulo», parente uterina mais velha do rei, gozava de grande poder político; fazia parte do conselho dos anciãos e regia numerosas aldeias.
No reino Ngoyo, Cabinda, as princesas gozavam de estatuto especial. Eram livres na escolha do marido, que não podia recusar, pois passava à condição de semiescravo; saía sempre guardado à rua.
Em Angola, como em outros países bantus, encontram-se mulheres-chefes. Assim as Sobasmmaholo e as Muangana luenas; também aparecem com frequência entre lundas e ksokwes. Os cuanhamas recordam as rainhas Nekoto e Hanyanha.

Segundo os Bacongos, o homem é composto de corpo (nitu), sangue (menga) que é a sede da alma espiritual (moyo), o princípio específico do homem.
In Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas
Imagem: south-africa-tours-and-travel.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Demolições em Viana. Polícia militar dispara a matar




Um cidadão angolano foi ferido e outro morto hoje por disparos de armas de guerra efectuados por agentes policiais durante demolições no 30 em Viana-Luanda
INSTRUMENTO DA GESTÃO URBANA E DE TERRAS ENDOCOLONIALISTA EM ANGOLA
Luanda – Activistas defensores dos direitos humanos presenciaram hoje demolições realizadas na comunidade situada nas proximidades do mercado do 30, Município de Viana – Províncía de Luanda.
Os defensores dos direitos humanos comunicaram que às 14:00 o cidadão Firmino João do Rosário, 42 anos, foi morto por disparo de arma de guerra feito pela policia.
Além dessa vítima mortal outro cidadão, Santos António, foi ferido na palma da mão.
Os fiscais e as forças policiais depois de terem iniciado demolições no 30 viram-se confrontados pela aglomeração da comunidade para protestar contra essa acção. Visando dispersar a aglomeração da comunidade a força policial disparou.
Essa acção contra a comunidade do 30 foi realizada por fiscais da administração que chegaram ao local transportados por duas viaturas Land Cruiser de cor castanha, protegidos por cerca de 15-18 agentes da Polícia Nacional equipados com armas de guerra de fabrico israelita Galil e por cerca de 14-16 militares da Polícia Militar equipados com armas de guerra AKM -Kalashnikov modernizada. Essa força armada fazia-se transportar em carrinhas Chevrolet da Brigada Auto.
Segundo os activistas as casas habitadas em que os moradores estavam presentes não foram visadas mas casas habitadas cujos moradores se encontravam ausentes foram demolidas sem que tivessem sido salvaguardados os pertences daqueles que as habitavam. Conforme essa informação esses bens foram simplesmente destruídos.
A comunidade do 30 permanece no local e, portanto, corre o risco de voltar a ser atacada.
1. A SOS Habitat apela às organizações de defesa dos direitos humanos angolanas e internacionais para que divulguem este caso de flagrante violação dos direitos humanos.
2. A SOS Habitat considera ser necessário que, com urgência, seja apurada a verdade dos factos sobre o procedimento da Administração e das forças policiais envolvidas.
3. Apelamos inclusive à identificação de quem ordenou, dirigiu e executou esse acto e que sejam intimados a prestar declarações em fórum judicial competente.
4 A SOS Habitat porque essa acção causou danos irreparáveis, considera que só a realização duma investigação judicial poderá e deverá apurar e atribuir tanto as responsabilidades como as sanções que couberem a quem as deva assumir.
5. A SOS Habitat exige que as autoridades administrativas com competência sobre a área em que se situa a comunidade do 30 esclareçam a sociedade angolana sobre todos os aspectos dessa acção.
Voltaremos com mais informações sobre este caso logo que tenhamos procedido ao seu tratamento detalhado em função das informações que continuaremos a apurar e do apoio que prestaremos à acção das vitimas junto das instituições de polícia e de justiça competentes.
Luiz Araújo
Coordenador da Direcção da SOS Habitat

Zé Maria “queima” Carla Ribeiro


Lisboa - Carla Leitão Ribeiro, até pouco tempo vice-governadora de Luanda estava em vias de assumir a chefia da gestão de Luanda, em função da programa saída/exoneração de José Maria dos Santos Ferraz. No seguimento das declarações prestadas, o demissionário governador terá citado a mesma como parte envolvida do “negocio do terreno” que impulsionou a sua demissão.

Fonte: Club-k.net
É cunhada da primeira-dama Ana Paula dos Santos, porém , as ligações que a prendem ao circulo familiar daquela, não serviram para que impedisse a decisão de JES em “acabar” com a carreira política de ambos. Carla Ribeiro que já foi também vice Ministra dos transportes, tem a reputação de ser uma figura a quem não se lhe reconhece sinais de desmotivações aos “esquemas”. Enquanto Vice-Ministra dos Transporte notabilizou-se por ter cedido, a familiares e amigos, as lojas do aeroporto 4 de Fevereiro, logo apos a sua reabilitação para o Can 2010.

Carla e “Zé” Maria foram demitidos devido a tentativa de venda da parcela de um terreno avaliado em “milhões” que envolvia um astronômico suborno. Teriam, usado de forma abusiva, o nome do Chefe da Casa Civil da PR, Carlos Maria Feijó, como parte do esquema, deixando este abalado pela desfeita. O caso, que foi inclusive parar na PGR, deverá dar continuidade em fóruns judiciais habilitados.

sábado, 6 de agosto de 2011

POVO NO PODER, Azagaia



“Senhor presidente, largaste o luxo do teu palácio
Finalmente te apercebeste que a vida aqui não está fácil
E só agora é que reúnes esse conselho de ministros
O povo nem dormiu, já tamos há muito reunidos
Barricamos as estradas
Paralisamos esses chapas
Aqui ninguém passa
Até as lojas estão fechadas
Se a policia é violenta
Respondemos com violência (O quê?)
Muda a causa pra mudares a consequência
Mais de metade do meu salário vai pra impostos e transporte
Se o meu filho adoece fica entregue a sua sorte
Enquanto isso, esse teu filho está saudável e forte
Vive na fartura leva uma vida de lord
Viver aqui é um luxo, o custo é elevadíssimo
Trabalhamos como escravos e entregamos tudo no dízimo
Baixa a tarifa do transporte ou sobe o salário mínimo
Xeeeeeeeee...isso é o que deves fazer no mínimo
À não ser que queiras fogo nas bombas de gasolina
Assaltos a padarias, ministérios, imagina
Destruir os vossos bancos comerciais, a vossa mina
Governação irracional parece que contamina
Que tenham aprendido a lição
E não esperem pela próxima
Aviso-vos meus senhores que terão pela próxima”

– Extracto (estrofe) da letra da música de Azagaia intitulada “Povo no Poder” que lhe valeu processo pela Procuradoria da República em 2008

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Terror dos espoliadores do nosso petróleo prende jornalista da Rádio Ecclesia, e arrasta-o para parte incerta.


Colocando uma rolha na imprensa para que não noticie a onda de desmaios do regime de JES-MPLA, é um erro grave, que só complica ainda mais as coisas, pois que facilita e incrementa boatos. Onde não há informação, há ditadura, nazismo, estalinismo.

«Polícia prende jornalista da Eclésia que destacou-se pela reportagem dos desmaios

Lisboa - Adão Tiago, jornalista da Radio Ecclésia que destacou-se nas últimas semanas pelas reportagens ao caso dos desmaios em Angola, foi detido, pelas autoridades policias angolanas, na manha de terça-feira em Luanda.

Fonte: Club-k.net
Levado para parte incerta
O repórter que é igualmente professor do ensino de base, encontrava-se a ensinar os alunos quando agentes da policia invadiram a sala de aulas para e “solicitaram” que o profissional os acompanhassem.

Antes de chegar a para a 9ª esquadra da policia, onde terá sido levado inicialmente, o jornalista Adão Tiago, telefonou a familiares e colegas a dar conta do ocorrido.

A estranha detenção do mesmo coincide no momento em que o regime angolano responsabiliza a comunicação social pela a onda dos desmaios que se registra em escolas angolanas. A informação apontando que os jornalistas da media do regime foram desde ontem proibidos a noticiar sobre este incidente nas escolas.»

domingo, 24 de julho de 2011

O general Led e o hotel katyavala





General Led em litígio com a ex-directora do Hotel Katyavala
Luanda - O proprietário do Hotel Katyavala, general Lede, está a responder a um processo que segue os seus trâmites legais no Tribunal do Trabalho, em Luanda, por se recusar a pagar os ordenados da ex-directora e do ex-relações públicas internacionais da unidade hoteleira.

*Paulo Sérgio
Fonte: O Pais Club-k.net
O general na reserva e a ex-directora foram notificados a comparecer numa audiência de conciliação, realizada na sexta-feira, 8, mas o primeiro foi representado pela sua esposa, Milca Caquese, na qualidade de gestora do hotel, que se fez acompanhar pelo director de recursos humanos e o contabilista.

Segundo a queixosa, face à resistência dos representantes do general a assumir o compromisso de pagar os seis ordenados do casal, o representante do Ministério Público que presidia à audiência, orientou o advogado de defesa no sentido de redigir uma proposta, exigindo não só os salários, como também uma indemnização pelos constrangimentos que os seus clientes enfrentam.

Filomena Carreira contou que foi exonerada do cargo que exercia desde Dezembro passado, alguns dias depois de ter solicitado ao general que lhe pagasse os seus ordenados em atraso para ir a Portugal socorrer uma das suas filhas que padece de cancro.

No momento em que apresentou a preocupação, o general mostrou-se disponível para ajudá-la e criou uma comissão de gestão para dirigir o hotel na ausência da directora, liderada pela senhora Milca Caquesse, que acabou por demiti-la por e-mail.

“Fui informada que estava demitida através de um e-mail enviado pela segunda esposa do general, a senhora Milca Caquesse, por me ter recusado a justificar o facto de a minha secretária executiva auferir mensalmente 900 dólares”, declarou.

Depois de alguns dias, a ex-directora foi convidada pelo presidente do conselho de administração do grupo Gate-Acclo, general Lede, para participar numa reunião onde esteve presente a sua esposa e o advogado do grupo, identificado apenas por Ladeiras. Neste encontro, o general confirmou-a como directora e declarou que ela poderia ausentar-se do país e que receberia uma pequena soma monetária porque não estava em condições de pagar todos os ordenados em atraso.


Falsificação de processo

Já o relações públicas internacionais foi informado, na mesma ocasião, que não poderia acompanhar a sua esposa nem receber o seus ordenados atendendo a que tinha um processo-crime em andamento numa das unidades policiais da capital.

Filomena Carreira acusa o general de ter falsificado a existência de tal processo só para justificar o facto de não querer pagar ao seu esposo, argumentando ter descoberto que tudo não passava de uma mentira.

“O meu esposo estava a ser acusado de riscar um automóvel que se encontrava aqui nas imediações do hotel e chegou a ser barbaramente espancado por isso, mas eu apurei que não existia processo nenhum, através de uma das vizinhas que supostamente estava envolvida no caso”, explicou a senhora.

O casal vive há mais de 100 dias num dos pequenos quartos do hotel.

Foram proibidos de fazer as refeições no restaurante (passaram a recebela de forma alternada, dia sim, dia não) e são obrigados a lavar a roupa na casa de banho do compartimento. Para fazer uma refeição condigna, ambos passaram a depender da boa vontade de um amigo que, de vez em quando, os convida a ir jantar ou almoçar fora.

A ex-directora do Hotel Katyavala explicou a O PAÍS que está a mover o processo contra o general na reserva e o seu grupo empresarial por ter sido ele quem a contratou em nome do grupo que dirige.

Filomena Carreira desabafou que, quando assumiu a liderança do hotel, não havia registos de contabilidade nem sequer um escritório onde pudessem coordenar as actividades administrativas e financeiras.

Aumento dos lucros

Os ex-directores tiveram uma espécie de papel decorativo porque todas acções eram coordenadas a partir de um escritório externo, o que não é aceitável em nenhuma parte do mundo. “Na altura, o hotel tinha como único cliente a Clínica Girassol, que havia alugado 34 quartos , sendo que os demais estavam reservados para os clientes passantes”, explicou, acrescentando que “o general Lede recomendou-me, na ocasião, que encantasse a Clínica Girassol e trouxesse para o estabelecimento mais hóspedes passantes; assim fiz e aumentámos drasticamente o volume de receitas financeiras arrecadadas quinzenalmente”, frisou.

A nossa interlocutora disse que cumpriu a ordem do patrão ao conseguir atrair os funcionários da Banco Espírito Santo, do Banco de Poupança e Crédito e de outras empresas.

Baseando-se na qualidade do serviço que a unidade hoteleira passou a prestar, ela considera que o seu “consulado” teve não só benefícios financeiros para o dono do estabelecimento como para os próprios funcionários que passaram a ser mais valorizados, quer financeira como psicologicamente.

“Quando cheguei ao hotel encontrei todos os funcionários desmotivados porque tinham os seus ordenados em atraso, ganhavam mal, estavam mal formados para o serviço, eram desvalorizados e só tinham direito a uma caneca de chá e um pão seco por dia”, explicou a também activista humanitária com um semblante triste, acrescentando que “o senhor Lede chegou a mandar-me cortar o salário que eles tinham em atraso, mas recusei e consegui pagá-los”.

Ela e o seu esposo foram contratados em Dezembro, por intermédio de um amigo, para dirigirem o hotel. Na altura, o casal estava de malas feitas para trabalhar na província do Huambo, mas não conseguiram resistir à proposta que lhes foi apresentada pelo general e acabaram por aceitar o convite.

O PAÍS envidou todos os esforços para ouvir o general Lede, mas este, num tom ameaçador, recusou -se a prestar qualquer declaração acerca do assunto, alegando que só a directora do seu hotel é que poderia fazêlo. O que não aconteceu até ao fecho da presente edição.

Peritos chilenos confirmam. Salvador Allende suicidou-se com AK-47 oferecida por Fidel Castro


Pretória (Canalmoz) - Depois de dois meses de exames e pesquisas forenses, um relatório médico divulgado terça-feira confirma que Salvador Allende suicidou-se na tarde de 11 de Setembro de 1973. Militares golpistas haviam sitiado o Palácio da Moeda tendo Allende resistido durante cinco horas de bombardeamentos e ao avanço das tropas a mando do General Augusto Pinochet.
O relatório foi elaborado por uma equipa multidisciplinar, integrada por nove peritos chilenos e estrangeiros que começaram a trabalhar no caso em Maio, depois do corpo de Allende ter sido exumado por ordem do juiz Mario Carroza.
A senadora socialista Isabel Allende, filha do ex-presidente que governou o Chile entre 1970 e 1973, salientou que o relatório confirma a tese desde sempre defendida pela família. Falando à imprensa quando saía do Instituto de Medicina Legal, a senadora disse que “no dia 11 de Setembro de 1973, o Presidente Allende, perante as circunstâncias extremas que viveu, tomou a decisão de pôr termo à vida em vez de ser humilhado e viver qualquer outra situação”.
O médico espanhol Francisco Etcheverría, que desde Maio trabalhou junto de forenses, peritos de balística e outros especialistas, disse que a equipa “está em condições de assegurar que se trata de uma morte violenta de explicação médico-legal suicida”. Etcheverría acrescentou que os exames efectuados ao corpo não haviam demonstrado ter recebido o impacto de oito balas, como sustentam algumas versões. “Não encontrámos nenhuma prova dessa versão, pelo que não a partilhamos. Havia apenas um ferimento”, disse.
Colaboradores próximos do antigo presidente chileno relataram que depois de ter ordenado o fim da resistência, Salvador Allende retirou-se para uma sala, tendo ai disparado a espingarda automática, AK-47, que lhe havia sido oferecida por Fidel Castro. (Redacção / ABC Internacional)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desidério Costa, na sua faceta equestre


Lisboa – O interesse que lhe comanda a vida é agora a criação de cavalos, a promoção de artes equestres e coisas correlativas. Ficou definitivamente para trás a política, o petróleo; sobram, ao que parece, uns interesses ditos residuais nos diamantes. Recentemente comprou em Portugal 12 cavalos puro sangue. Por essa altura foi também visto a assistir, embevecido, a um torneio internacional de salto a cavalo na Herdade da Comporta.

Fonte: africamonitor.net Club-k.net
Comprou 12 cavalos em Portugal
Tem uma fazenda na Funda, arredores de Luanda, chamada Lavra Gimunalu, que José Eduardo dos Santos, seu amigo desde tenra idade, não só inaugurou como visita amiúde, inclusive para montar. Dos seus 890 hectares, 30 estão reservados a um centro hípico, com escola de formação equestre integrada; o efectivo de que dispõe é já quase de quase 100 cavalos.

O objectivo que proclama é o de conseguir que Angola esteja representada nas provas de equitação, se não for nos jogos olímpicos de Londres, 2012, pelo menos nos do Rio de Janeiro, 2016.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Luanda. Assassinato de dois militantes do BD-Bloco Democrático


AMIGOS DO BLOCO DEMOCRATICO, BD. Este fim-de-semana foi Trágico aqui no Cacuaco. A Polícia MATOU 2 (dois) jovem a tiro! Eram ambos Militantes do BD. O primeiro no sábado dia 16/07/2011, Rui Castro André, tinha 40 anos, o segundo no dia 18/07/2011 com apenas 19 anos!!

In AMIGOS DO BLOCO DEMOCRÁTICO ANGOLA NO FACEBOOK

Fomos ao terreno, falamos com as famílias e com pessoas que estavam presentes na altura que os "srs agentes se assim se podem chamar"cometeram estes crimes, enquanto o Nosso Companheiro Francisco Guedes, estava na morgue do Hospital Maria Pia, a tentar resolver as autópsias dos nossos Irmãos Assassinados. Eu fui falar com o Sr. Comandante da Divisão do Cacuaco, onde fui informada que o Rui estava armado!!! Se o Rui estivesse armado e pronto a atirar, porque levou o tiro nas costas? Esta história está muito mal contada. Ainda há mais coisas, só que não convém expor por enquanto... o segundo jovem Jacinto, saiu com um grupo de mais sete jovens com bidões e bacias às quatro horas, para irem à procura de água, porque a EPAL partiu todos os tanques particulares e os moradores do bairro Paraíso, estão sem gota de água! Ao passarem a uns 50 metros da casa do 1º chefe da polícia, o Sr. lembra-se de abrir a janela e atira para o grupo, atingiu o jovem na perna direita e como não teve os primeiros socorros, faleceu. Como Angolana sinto Revolta, como as coisas são encaminhadas e tentam resolver estes CRIMES. Doeu Muito estar no meio daquelas famílias, completamente Destroçadas pela Dor. Está mesmo na Hora de dizer Basta. O BLOCO DEMOCRÁTICO não vai deixar que a Polícia continue a Matar. É esta Paz Podre, é este desenvolvimento, é esta a democracia que o PR/MPLA anunciam a todas as horas na TPA e nas Rádios? Muito Obrigada mas Não Queremos Mais... BASTA, CHEGA Sr. JES...
Imagem: Bairro de S. Pedro à Cuca, Luanda

sábado, 16 de julho de 2011

Pérola casa-se dentro de dias


Luanda - A cantora Jandira Sassingui “Pérola” esta de casamento marcado para o próximo dia 23 de Julho em Luanda. O seu noivo é Sergio Neto, director executivo da Semba e coordenador do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA) afecto a casa civil da PR.

Fonte: Club-k.net
Felicidades ao casal
Ela é formada em direito pela “Universidade de Pretoria”, na África do Sul enquanto que o noivo é um jovem engenheiro formado em Portugal e com uma pos graduação feita na Inglaterra. Ambos conheceram-se em 2007, mas só no primeiro semestre de 2009 é que começaram a namorar. Em ocasiões passadas, a mesma considerou como “uma historia muito seria”.
Ao tempo em que iniciaram a ter aproximação amorosa, a cantora era vista com certa freqüência no gabinete da Semba Comunicação, o que precipitou rumores de que o namorado era um outro responsável daquela agencia angolana.
Nascida no Huambo, “Pérola” é originaria de uma família com influencia musical. O seu pai, fez parte de um grupo musical no planalto central, e a sua mãe fez parte do coro de uma Igreja cristã. O gosto pela musica começou a vincar-se na Namíbia, onde viveu nos anos noventa mas foi na África do Sul por intermédio da “Bue de Beats” que ela notabilizou se com o álbum “break”.

É considerada, uma das cantoras mais carismáticas no “music hall” , não obstante a predicados que lhe fazem ser uma pessoa “simples e humilde”.

domingo, 10 de julho de 2011

SINFIC: Gestores Portugueses Acusados De Hostilizar Técnicos Angolanos


Londres – Uma corrente de gestores portugueses ao serviço de uma notabilizada empresa de consultoria, SINFIC que opera a vários anos em Angola é acusada de procedimentos discriminatórios contra técnicos angolanos que fazem parte da mesma. O ambiente de discriminação é seguido de comentários segundo aos quais “Os portugueses auferem salários superiores a USD 2000 e com ajuda de custo acrescentado a outros privilégios que os angolanos não gozam. (Direito a refeições, telefone , placa de internet, e etc).

Fonte: Club-k.net
Empresa que presta consultoria ao regime
Nos comentários tecidos contra os gestores português da SINFIC são levantadas criticas segundo as quais não deixam crescer os técnicos angolanos ou que criam artifícios que levam ao seu desencorajamento resultando em auto demissão ou afastamento.

Nos últimos meses dois jovens funcionários angolanos (Irina e Vladir) foram despedidos de forma considerada injusta. No caso do último foi solicitado a digitalizar a cartografia de uma província, em uma semana, e em resposta terá dito aos seus superiores que “era impossível”. A reacção de Vladir foi entendida como “atitude revolucionaria” resultando em uma discreta penalização (retirada de competências.)

Em outras circunstancias, Vladir teria reivindicado aumento de salário em função de se ter licenciado, porém, um administrador Fernando Santos disse-lhe que se quisesse deveria seguir para trabalhar na sucursal da SINFIC do Lubango sob alegação de não haver mais espaço em Luanda. Após a recusa, acabaram por lhe retirar o trabalho tendo de seguida sido afastado sob pressão de um responsável brasileiro Eduardo Hoffmann que responde pela unidade de cartografia.

O brasileiro Eduardo Hoffamann que é identificado pelas suas reservas aos nacionais é um gestor que apesar de não possuir formação superior goza dos privilégios semelhantes ao dos gestores portugueses. Atribuem-lhe a fuga de quadros licenciados nos últimos meses ao qual substitui por amigos brasileiros.

Certa vez, foram enviados quadros para formação na África do Sul, porém, a inclusão ou escolha de 11 técnicos angolanos só foi possivel, em função da gestora de unidade, Ruth Saraiva descrita internamente como “justa”. É lhe reconhecida certa autonomia e liberdade de decisão.

A SINFIC tem um conselho de administração presidido por Fernando Santos, José Luís Pereira e um administrador Alexandre Nobre, todos eles portugueses. Faz ainda parte do conselho, António Carvalho “Tozé”, que esta a representar a parte dos acionistas angolanos (Grupo de generais com realce a Kundi Paihama). Embora seja o único angolano no conselho, António Carvalho é referenciado pela atitude dúbia e de pouco fazer pelos seus compatriotas.

Dos quadros intermédios, o mais próximo que esta da administração é Alfredo Carima (43), consultor comercial oriundo do gabinete de Fernando dos Santos “Nandó” /Kassoma e da FINTCH, empresa ligada ao ramo da informática de que foi director comercial. Tem a reputação de "muito competente". A dada altura, reportava a um superior identificado por Figueiredo, da unidade de gestão administrativa. Em ocasiões, a si desfavoráveis teria sido alvo de uma surda hostilização consubstanciada na retirada de uma viatura dada pela empresa. Esteve baseado num gabinete na Avenida de Portugal, tendo sido depois acolhido na sede central onde funciona como consultor junto ao conselho de administração. Passa por ser o elo de ligação com o gabinete presidencial ao qual prestam trabalho.

A Sinfic S.A., é na sua definição uma empresa internacional privada que actua na área de Sistemas e Tecnologias de Informação desde 1990 em Angola e Portugal e desde 1999 em Moçambique. Tem representação nas 18 províncias de Angola. Presta consultoria a Sonangol e a vários governos províncias de Angola. Um dos maiores projectos realizados pela empresa foi o recenseamento e a gestão de todo o processo eleitoral, fruto do contrato que fez com o Ministério da Administração do Território.

No ano antepassado, a Sinfic disputou o concurso para propostas do monopólio da feitura dos novos Bilhetes de Identidade. Agiu em seu favor como lobbista, o General Cirilo de Sá “Ita” que perdeu a batalha para a DGM - SISTEMAS Lda, a empresa do empresário chino brasileiro Minoru Dundo que é sócio do ex-chefe das comunicações da PR, Leopoldino Fragoso do Nascimento. Na altura, o Ministério das finanças recebeu ordens para passar por cima da abertura das propostas da SINFIC e entregar o contrato a DGM.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Coronel Correia Barros, ex- Chefe de Análise da Inteligência Militar


Johanesburgo - É um dos mais habilitados quadros que serviu a inteligência militar angolana ao tempo do conflito armado. Seguiu carreira na área de analise e informação. Fazia leitura do estado psicológico de Jonas Savimbi baseadas na intercepção das suas comunicações. Chegou a interceptar uma conversa entre Savimbi e o general Antonio Dembo, quando o primeiro consolava o seu segundo que acabava por perder a esposa Judith Bonga, num momento em que a guerrilha planeava evacuar a senhora para o Zimbábue.

Fonte: Club-k.net

O estratega do Centro de Estudos Estratégicos

Em 2001 quando JES afastou João de Matos do cargo de – CEMGFAA, o coronel Manuel José Correia Barros ajudou este ex oficial a fundar o Centro de Estudos Estratégicos em Angola (CEEA) tornando-se Vice-Presidente do seu Conselho Executivo. Quando passou para reserva em 2004, Correia Barros passou a dedicar-se a “full-time”, para esta instituição tornando-se no seu estratega e no quadro que mais intervenção faz.

O coronel Correia Barros que hoje se fala nasceu em Lisboa. Freqüêntou o curso de direito na Universidade Clássica de Lisboa e no cumprimento do serviço militar obrigatório foi enviado a Angola. Combateu nos arredores de Nambuangongo tendo saído ferido e levado para Portugal. Quando melhorou voltou para Angola onde destacou-se como analista de sistema.

A proclamação da independência apanhou-lhe em território nacional. Naturalizou-se angolano e passado um mês aderiu ao braço armado do MPLA, as extintas FAPLA. Foi colocado na marinha de guerra onde exerceu vários cargos entre os quais o de Comandante das Forças de Marinha do Kuando Kubango, Chefe de Operações da Marinha de Guerra, Chefe do Estado-Maior da Defesa do Caminho-de-Ferro de Benguela, chefe do Departamento de Ciências Militares, chefe do Estado-Maior da Operação “Kwanza-Bengo”, e chefe do Posto de Comando Central e do Centro de Direcção Operativa do EMG das FAPLA.

Em 1989, passou para a divisão de informação militar. No seguimento da unificação dos dois exércitos (FAPLA e FALA), o coronel Correia Barros, viria a fazer parte das FAA, integrando o seu braço de inteligência. O seu ultimo cargo ao serviço do exercito, foi o de chefe do Departamento de Informação e Análise do Serviço de Inteligência Militar. Em finais de 2004, passou para reserva como coronel. Pelo seu perfil, há ainda quem questione o porque não da sua promoção a oficial brigadeiro ou general.

Hoje na condição de membro do CEEA, é convidado por organizações estrangeiras para abordar temas da área da segurança. Em 2007, esteve numa conferencia internacional em Lisboa ao qual foi lhe solicitado a falar das relações transatlânticas e a segurança global. Recebeu recentemente um convite para falar da experiência da guerra civil em Angola nos conflitos Bioéticos numa conferencia ater lugar no próximo dia 15 de Setembro em Salvador da Bahaia, Brasil. Presta igualmente o seu contributo na analise de estudos habilitados publicados em Angola e no estrangeiro. É um dos fazedores de opinião em Angola, em matéria de segurança e resolução de conflitos. Antigos militares da UNITA, da linha do general Geraldo Nunda revelam certa admiração pelo mesmo.

É a figura a quem os ex-oficiais do exercito sul africano do apartheid respeitam em matéria de inteligência militar tornando-se numa personalidade de referencia no Instituto de Estudos e segurança na África do Sul. É membro da SADSEM – a rede de gestão da defesa e da segurança da África Austral, a instituição que congrega instituições de estudos estratégicos e que ajuda os governos da região a desenvolver políticas de defesa.

O CENTRO DE ESTUDOS ESTRATEGICOS DE ANGOLA
O CEEA ao qual o Coronel Correia faz parte funciona como uma "inteligência" independente vocacionada aos estudos e analises da segurança da região e resolução de conflitos. Fazem pronunciamentos em assuntos que se queira dar um entendimento profissionalizado visto que activos dos serviços de Inteligência não o podem fazer. A composição do CEAA que tem o General João de Matos na Presidência, é composta por militares que trabalhavam na área da inteligência. O mais notavel em termos de carreira é o ex-chefe dos serviços de informação militar da PR, general Cirilo “Ita”. Faz parte do grupo, o antigo Director Adjunto dos Serviços de Inteligência Militar do Ministério de Defesa, Tenente-General, Felisberto Njele.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Google lança o seu «Facebook» para poucos


Após muitos rumores, a Google anunciou, através do seu blog oficial, a sua mais nova aposta para o mercado cada vez mais disputado das redes sociais, actualmente dominado pelo Facebook.
Chamado de «Projecto Google+», o novo site da gigante de buscas possui um visual parecido com seu maior rival e tenta trazer como principal diferencial um maior controlo de privacidade, permitindo que os utilizadores criem vários grupos de amigos, chamados de Círculos, partilhando assim as suas informações apenas com quem quiserem.
«A ideia dos ‘círculos’ faz muito sentido», disse a analista da Technology Business Research. «É algo esperto, e apesar de ser possível fazer algo parecido no Facebook, não é o negócio principal deles. Não é algo tão fácil de fazer.»
No blog, a empresa também destaca outras funcionalidades como o Sparks, que exibe feeds de conteúdos de toda a rede que possam ser interessantes para o utilizador. Para isso, só precisa de adicionar os seus principais interesses no site. Segundo a Google, o objectivo é que, dessa forma, os utilizadores tenham sempre algo para ler e partilhar com os seus diferentes círculos de amigos.
Outro destaque do «Google +» é a opção de realizar vídeochamadas casuais em grupos, através da ferramenta «Hangouts». No blog, a empresa diz que procura, assim, «tornar os encontros online mais divertidos, naturais e espontâneos».
E como não poderia deixar de ser, a nova rede social da Google possui uma aplicação para o sistema móvel da empresa, o Android, além de trazer funcionalidades com smartphones, como partilha de localização, upload instantâneo de fotos e opção de chat em grupo (com todos os membros de um Círculo, por exemplo).
O Google também destaca que acaba de começar os testes externos e que por isso é possível perceber que algumas partes do projecto ainda não estão a funcionar de forma perfeita.
Por enquanto, o acesso ao «Projecto Google +» é limitado apenas para os utilizadores que receberam convites da empresa. Ao aceder ao site (plus.google.com), o utilizador pode deixar os seus contactos para ser avisado quando a empresa puder convidar mais pessoas.
DIARIODIGITAL

domingo, 26 de junho de 2011

Fundo Lwini privatiza Lar Kuzola


Fundo Lwini organização dirigida pela primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos, é apontada como a futura proprietária do Lar Kuzola.

Kuzola que é até aos dias de hoje dirigida por uma equipa cristão católicas, foram informadas pela vice-governadora de Luanda, Juvelina Imperial sobre a possível privatização a favor da Fundação Lwini.

Lar Kuzola que tem uma capacidade para 180 crianças, alberga actualmente 300 petizes, entre os quais órfãos e deficientes.

Fundo Lwini foi fundada em aos 30 de Junho de 1998 constitui uma pessoa colectiva de direito privado sem fins lucrativos e de interesse geral, dotada de personalidade jurídica.

O Fundo LWINI é uma instituição de solidariedade social que tem por objecto social o angariamento de fundos e a execução de acções de apoio ás vítimas civis de minas terrestres. Com seguinte direção ORGÃOS SOCIAIS

Presidente da Fundação LWINI
Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente da Fundação LWINI
Joana Lina Ramos Baptista

CONSELHO DE CURADORES
Presidente: Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente: Joana Lina Ramos Baptista
Secretária do Conselho: Ana Edite Monteiro (Curadora)

ASSEMBLEIA GERAL (MESA)
Presidente: Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente: Ana Maria Guimarães (Curadora)
Secretária da mesa: Ana Paula C. Victor (Curadora)

CONSELHO FISCAL
Presidente: UNICARGAS (Rep. Abel Cosme)
1ª Vogal: Manuela Ceita Carneiro (Curadora)
2ª Vogal: Graça Pitra (Curadora)
Suplente: Manuela M. Elsa de Fátima Alonso da Palma (Curadora)
Suplente: DENERGIA (Rep. David Matos)

DIRECÇÃO EXECUTIVA
Alfredo Monteiro Ferreira Jr (Curador)

Angola24horas.com/fundo Lwini

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Kassoma avança com pedido de noivado


Lisboa - António Paulo Kassoma, o líder da Assembléia Nacional, avançou a cerca de três semanas atrás com a formalização de um pedido de noivado a uma jovem que aparenta estar na casa dos 20 anos. A formalidade da tradicional cerimônia teve lugar numa das residências do mesmo localizada no condomínio do Cajueiro, no bairro talatona em Luanda.

Fonte: Club-k.net

O político a quem se formula felicidades, esteve na década de oitenta ligado conjugalmente a uma funcionaria do gabinete da presidência do MPLA, Dadinha Gourgel e mais tarde com uma outra conjugue originaria do Brasil de quem se separou a poucos anos atrás.

Nascido em Luanda, Kassoma é filho de pais, oriundos do planalto central. Goza da confiança do líder do MPLA e em diversas vezes é apontado como integrante da linha de sucessão a José Eduardo dos Santos na Presidência da Republica. Apontam-lhe como responsável da recuperação, para o MPLA, do eleitorado na província do Huambo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Muteka agride Jornalistas que tentaram entrevistá-lo



Huambo - Dois jornalistas dos semanários “Angolense” e “Folha 8” foram hoje agredidos no Huambo e proibidos de publicar matérias relacionadas com as actividades da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os alegados casos de intolerância política no planalto central.

Fonte: VOA

Detidos depois de ameaças do governador
Em declarações à “Voz da América”, Nelson Sul de Angola enviado do semanário “Angolense” disse que os repórteres tentaram entrevistar o governador do Huambo Faustino Muteka a propósito do trabalho da Comissão Parlamentar que terminou esta quarta feira, salientando que o governante negou tecer qualquer comentário tendo proferido ameaças de represálias caso eles publicassem a matéria.

Disse ainda que ao abandonarem as instalações da Comissão Parlamentar onde se encontrava o governante, agentes dos serviços de segurança os ameaçaram com armas de fogo.

Israel Samalata repórter do “Folha 8” conseguiu escapar, mas Nelson Sul de Angola foi apanhado pelos supostos agentes secretos, tendo sido retido por 48 minutos.

Samalata afirmou que, enquanto vasculhavam os seus arquivos e o telefone celular em plena rua, um dos homens apontou-lhe uma pistola nas costas.

Nelson diz que não podia fazer qualquer movimento estranho que desse a entender às pessoas que andavam pelas artérias da cidade de que estava a ser coagido sob pena de ser morto.

Afirmou também que os agentes retiraram o número do seu bilhete de identidade e foram-se embora.

O gravador que lhe foi retirado na rua foi encontrado três horas depois nas instalações da Comissão Parlamentar de Inquérito tendo sido devolvido mais tarde pelos guardas protocolares.

Israel Samalata repórter do “Folha 8” disse que, agora que foram recuperados os meios, estão a estudar a possibilidade de abrirem um processo contra Faustino Muteka, pelas ameaças proferidas.

A VOA tentou sem sucesso ouvir as reacções das autoridades no Huambo.
Refira-se que, a Comissão Parlamentar de Inquérito foi criada durante a 19ª sessão Ordinária da Assembleia Nacional a pedido da União Nacional para Independência Total de Angola, UNITA, para investigar supostos actos de intolerância protagonizados pelo partido no poder e que resultaram em mortes de membros da oposição no Huambo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

The Moddy Blues, o melhor rock de sempre?


Biografia
The Moody Blues era originalmente uma banda britânica de rhythm and blues; posteriormente eles tornaram-se conhecidos através da música psicodélica e do rock progressivo. Foi formada em 1964 em Birmingham, Inglaterra, por Ray Thomas, Mike Pinder, Denny Lane, Graeme Edge e Clint Warwick. Depois de algumas mudanças na formação e alterações no estilo sonoro, o Moody Blues conseguiu alcançar sucesso com suas apresentações bombásticas e um característico som orquestral.

A banda ainda existe, apesar do único integrante original a continuar com o Moody Blues seja Graeme Edge.

Discografia:

• Go Now! (1965)
• Days of Future Passed (1967)
• In Search Of The Lost Chord (1968)
• On The Threshold Of A Dream (1969)
• To Our Children’s Children’s Children (1969)
• A Question of Balance]] (1970)
• Every Good Boy Deserves Favour (1971)
• Seventh Sojourn (1972)
• Caught Live + 5 (1977)
• Octave UK (1978)
• Long Distance Voyager (1981)
• The Present - IMPORT UK (1983)
• The Other Side Of Life (1986)
• Prelude (1987)
• Sur La Mer (1988)
• Keys Of The Kingdom - IMPORT UK (1991)
• A Night at Red Rocks (1993)
• Strange Times (1999)
• Hall Of Fame - Live at the Royal Albert Hall (2000)
• December (2003)
Editado por JosephLagos em Jul 29 2007, 5h15
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Moody_Blues

terça-feira, 21 de junho de 2011

Movimento rock em Angola sente-se discriminado


“Os rockers são tratados como marginais” – Claudia Pacheco da Associação Rock em Angola

Claudia Pacheco da Associação Rock em Angola

Pretória (Canalmoz) – A Associação de Rock em Angola acusa as autoridades angolanas de excluir politicamente o movimento Rock angolano e reivindica a integração deste género musical no sistema cultural do país, alegando que os Rockers são tratados de marginais.

Em declarações a Voz da América, Cláudia Pacheco, membro da Associação do Rock em Angola, disse que, “a sociedade angolana ainda pensa que o Rock é droga e sexo e quem faz Rock é rotulado de rebelde sem causa.”

Referiu que, Rock angolano tem sido condenado pelos sectores mais conservadores da sociedade angolana que demonstram resistência em introduzi-lo nos valores da sociedade em geral como forma de arte.

Ainda segundo a fonte, a classe empresarial angolana não apoia o movimento Rock porque a elite política do país descrimina esse segmento da indústria cultural.

Questiona o facto de as autoridades governamentais apoiarem outros músicos que, de acordo com Cláudia Pacheco, estão envolvidos em actos marginais e criminais, rejeitando os Rockers que talvez encontraram no Rock a única maneira de fazer o reconhecimento do ambiente novo e hostil que os rodeia.

Recentemente foi realizado no planalto central o Festival do Huambo denominado “ O Rock Lalimwe Eteke Ifa” uma expressão em língua nacional umbundu que em português significa “ O Rock Nunca Morre,” onde foi visível o emergir dum estilo musical fortemente influenciado pela música clássica, e pelas inovações tecnológicas.

Numa visão crítica, as bandas de Benguela, Huambo e Luanda retratavam uma sociedade marcada por graves problemas sociais, desde a falta de água, electricidade, acesso aos serviços de saúde e educação, bem como elevadas taxas desemprego no país.

O público não resistiu à fúria, à energia escura dos Fios Eléctricos, Amnésia, Aconteceu, Black Soul, Before Cruch, Dor Fantasma, Singra, Metal Grave, Demencial, Paralelo State e do artista Beato. O evento foi organizado por Wilker Flores e Sónia Ferreira.

O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos da América no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo.

Há muita discussão sobre qual deveria ser considerada a primeira gravação de rock & roll, mas foi em 1955, “Rock Around the Clock” de Bill Haley se tornou a primeira canção de rock and roll a chegar ao topo da parada de vendas e execuções da revista Billboard e abriu caminho mundialmente para esta nova onda da cultura popular.

Em Angola, o Rock é um género musical que existe neste país africano há alguns anos sensivelmente desde a década de ‘90.

Actualmente diversos grupos de jovens lutam pela promoção e expansão do Rock no país, pois este género não é tão respeitado como os estilos de música nacionais de Angola. Graças a evolução tecnológica, estes jovens têm usado meios como a Internet para divulgar a sua música e promover shows, já que os meios de comunicação locais mostram-se desinteressados em promover aquele género musical. (Redacção / António Capalandanda – VOA)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Caso William Tonet: “Kopelipa” e Zé Maria pediram como indemnização 2 milhões de dólares


Luanda - O F8 foi chamado à pedra por motivos pueris, a pontos de nos questionarmos o que em juízo poderá estar em causa. Intimidar a imprensa? Amordaçá-la e silenciá-la para todo o sempre? A redacção, a administração, os amigos e companheiros do autóctone bissemanário, estão com o seu director, porque tememos (temem) que a intenção, agora pode não ser a de o prender, mas apenas de manchar o seu registo criminal, para o limitar a qualquer intervenção no futuro e ou ainda prepararem outra cilada, para o calarem no meio das suas masmorras.

*Sílvio Van-Dúnem
Fonte: Folha8

O julgamento, do director do F8, William Tonet, movido pelos generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, tcp Kopelipa, ministro de Estado e Chefe da Casa Militar da Presidência da República, António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência Militar das FAA, Hélder Pitta Groz, Procurador Militar das FAA, Francisco Furtado, ex-chefe do Estado-Maior-General das FAA e Sílvio Franco Burity, director dos Serviços nacionais das Alfândegas, por alegado crime de Calúnia, Difamação e Injúria, começou no dia 13 de Junho.

As sessões decorrem na 7ª secção da Sala dos Crimes Comuns, do Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, sob orientação do juiz de direito, Dr. Manuel Pereira da Silva, que abriu o julgamento ao público mas proibiu a cobertura da imprensa. Muitos dos presentes ficaram apreensivos com esta posição do juiz, que não é muito normal, mas, a lei, em casos de difamação e injúria, pela sensibilidade dos processos, por mexer com a honra das pessoas, concede ao magistrado a prerrogativa de salvaguardar e proteger o foro intimo, das partes que esgrimem na barra os seus argumentos. Se foi este o sentido do juiz Manuel da Silva, então não andou tão mal... pese ter deixado alguns jornalistas nervosos, principalmente o ancião do jornalismo Siona Casimiro do Jornal Apostolado e Alexandre Solombe da Voz da América, que foram convidados a sair da sala, por não se conformarem com a decisão do juiz.

Recorde-se que depois da abertura o julgamento foi interrompido e prosseguiu quarenta e oito horas mais tarde, no dia 15 de Junho, numa longa sessão iniciada por volta das 9 h 25 minutos e só terminou às 19 h 25 minutos, com a discussão de dois processos.

Nesse dia, na qualidade de arguido (aqui considerado réu), William Tonet, unicamente, nessa condição por os textos publicados ao não terem sido assinados ter de responder na qualidade de director, em conformidade com o art.º 73.º da Lei de Imprensa, ficou por mais de 10 horas de pé. É claro que é uma longa maratona de sacrifício para qualquer ser humano e, no caso, este humano, que ainda nem foi preso, foi, ao que parece por força da lei, torturado legalmente, tanto que ficou tolhido de mazelas, que o levaram a ter de ser assistido numa clínica em Luanda por este longo sacrifício de ter ficado tantas horas consecutivas de pé, ele que tem as rótulas partidas, unidas por uma liga de platina, fruto de um combate no Leste de Angola, durante a guerra, teve de resistir às exigências de ter que permanecer tantas horas numa posição quase erecta, com fome e com sede, num verdadeiro sacrifício, em nome da coerência, da liberdade e… da fé em Deus.

A sua defesa apresentou-se à barra do tribunal com a força dos que nada têm a temer. Fez valer os seus argumentos e conseguiu mesmo guardar uma aprimorada postura ao ouvir o que os ofendidos pediram como indemnização pelos alegados danos que eles teriam sofrido, com os artigos dos jornalistas do F8, todos com provas e devidamente sustentados pela dinâmica da democracia, da liberdade de imprensa e liberdade de expressão, extravagantes e absurdos montantes de cerca de 180 milhões de Kwanzas, ou seja, qualquer coisa como 2 milhões de dólares (DOIS MILHÕES DE DÓLARES!!), 40 milhões de kwanzas, 30 milhões de kwanzas e por aí afora. Tudo dizem, causados pelos artigos do F8, que nem sequer definiram nos seus verdadeiros contornos, quer dizer, os danos subjectivos, sem nenhuma comprovação efectiva. Mas, note-se, um dos artigos foi assinado e nunca os ofendidos fizeram questão de processar os visados,, preferindo virar baterias contra o director do F8.

Além disso, os mesmos ofendidos permitiram-se misturar os seus protestos aos enfatizados e simplesmente alegados protestos das heróicas e gloriosas FAA, que, elas, por seu lado, não pediram absolutamente nada ao F8, nem ao seu director. Outros falaram de tristeza no rosto dos trabalhadores com a notícia publicada no F8, caricatamente, sobre uma notícia que lhes dizia respeito por defender direitos e justiça laboral. Infantil bajulação por tabela seca… Obrigado a ficar de pé durante cerca de 10 horas, o director William Tonet não se fez de rogado e em nome da coerência e de ajudar o tribunal a chegar à verdade apresentou através dos seus advogados de Defesa, Doutores Tiago Ribeiro, David Mendes e André Dambi robustas contestações que definiram bem a ligeireza da acusação, aparente e estritamente concentrada numa visão umbilical, pese ser legitima.

O senão dos assistentes, pareceu, já nesta segunda sessão não estar em causa a alegada Calúnia, Difamação e Injúria, mas uma “gananciosa” obtenção de indemnização milionária, que nunca os autótones do F8, viram e sonham ter nas suas contas, mas que constituem meros trocados, para quem não tem pejo de se referir aos milhões como se fossem tostões. Dizer que os ofendidos, à excepção de Silvio Burity da Direcção Nacional das Alfândegas, não apareceram, dá uma ideia do que representa esta “Opéra Bouffe” anacrónica, que levou o juiz Manuel da Silva, em nome da lei, a aplicar uma multa aos generais, avaliada em 10 mil kwanzas.

Seguramente para eles isso não deverá ser nada…Mas este regabofe terá um final tipo “golpe de teatro à americana”, um pedido de indemnização - veremos porquê, mas na realidade é mesmo nada, o juiz decidirá em sua consciência, esperemos -, de qualquer coisa que ultrapassa todos os limites da coerência e da simples lógica, como já enunciámos aqui supra, esses tais mais de 300 milhões de Kwanzas em jeito de resgate dos atentados aos pecados que os ofendidos terão cometido, e que o F8 apenas deu a conhecer por ser do interesse público, para as nossas gentes ficarem a saber quem nos governa, quem decide e quem poderá um dia ou outro nos atacar em justiça quando o que eles mais têm é telhados de vidro, fraquezas e complexos de inferioridade mascarados em outros complexos, esses de superioridade. Com gente de má igualha, está o mundo cheio, por feroz açambarcadora de dinheiro, e se a imitação for a estratégia a seguir, Angola vai ser o palhaço do século XXI… e XXII.

Não temos educação, não temos termos, maneiras, não temos nada a não ser o dinheiro, venha de onde vier, como mais-valia de uma mentalidade retrógrada! Posto isto, não queremos de forma alguma intrometermo-nos nos meandros de um processo que em princípio está salvaguardado pelo sigilo absoluto em seu redor, mas convenhamos que fora os argumentos apresentados pela defesa, a acusação parece pecar por se limitar, quase que exclusivamente, a requerer compensações monetárias de uma denúncia que visava um “fait divers”, matéria mais que comprovada de todas as actividades jornalísticas do mundo inteiro.

O que aqui pesa sobre o F8 é o facto de o protagonista de alguns desses denunciados actos, menos, digamos, dignos de respeito, e comprometedores do bom nome do seu executante, não ter sido um “Zé-ninguém”, um maltrapilho, mas sim o responsável máximo do porto de Luanda. E vai daí vê-lo a gritar, “Abrenúncio! Mancharam o meu nome, destruíram a minha “vida”…”, coisas assim, tiradas das novelas brasileiras e dos processos escandalosos da Califórnia, em que valsam milhões de dólares de indemnização por causa de uma f… mal dada. Mas ainda que ocorra a pretensão de todas estas forças que apenas têm a razão da força, no seu horizonte, uma vez a democracia ser-lhes apenas um trampolim, para sufocar, todos quanto, ingenuamente, acreditaram que a implantação do multipartidarismo traria mais liberdade de expressão e liberdade de imprensa, depois de 1991, nós estaremos com ele e com os seus ideias. Isto por acreditarmos, que esta tentativa de determinadas forças, imporem a ditadura da mordaça, não calarão a nossa firme convicção de continuarmos a dar voz a quem não tem voz e a consolidação de uma verdadeira democracia.

Angola, acreditamos, pese o sofrimento, as grilhetas, as prisões arbitrárias, os assassinatos e as injustiças de toda ordem a que estão sujeitos a maioria dos autóctones, há de ser, mais cedo do que tarde, um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, que mandará, através de julgamentos justos e com juízes imparciais, apenas comprometidos com a lei e a sua consciência, para a cadeia os corruptos e responsáveis das injustiças de hoje. Quanto a William Tonet, a tentativa de o amordaçarem, pode até, me desculpe o visado, não ser uma má ideia, se um dia lhe meterem na cadeia, pois, acredito e é a convicção de toda a redacção, que ele, editará, nas actuais masmorras do regime o FOLHA 8 PRISÃO, que será uma extensão do actual, que não se calará, não morrerá, porque resistirá com a contribuição de todos os autóctones. Tristeza a nossa, estarmos em tão baixo patamar de mentalidade.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Actriz Tatiana Durão afirma-se discriminada pelo machismo angolano


Namibe - Cantora e estilista, a então realizadora do espaço televisivo angolano “Sexolandia”, Tatiana Teresa dos Santos Durão disse á Voz da América no Namibe que está a enfrentar nos últimos tempos, uma total discriminação, que lhe relega ao mundo da solidão, sem qualquer manobra de encontrar um companheiro angolano para juntos partilhar a vida.

Fonte: Voz da América Club-k.net

Tatiana esclarece:

Não é fera e desculpas … pelas suas aventuras

Desconfia que os homens se intimidam pelo seu espírito guerreira e frontalidade. Tatiana confessa no entanto, que gosta de voar como pássaro e esclarece que não é fera.

Acredita por outro lado que a sua passagem por Big Brother durante três meses em 2009, onde se consagrou vencedora, pode estar na base desta influência discriminatória dos homens. Tatiana Durão aproveita os microfones da VOA para pedir desculpas a todos que se escandalizaram pelas suas aventuras.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Diretor do Jornal Folha 8 será processado sob pressão do Regime Angolano


Notícias Lusófonas - É mais um dos cerca de 200 processos que envolvem William Tonet. "É um processo pronto-a-condenar", salienta uma fonte do jornal

(Na próxima segunda-feira, dia 13 de Junho de 2011, esta alteração do texto é nossa) terá início um julgamento de William Tonet, director do jornal angolano Folha 8, que, segundo fontes do jornal, "correspondem a três processos fabricados à medida do regime" e que "são do tipo pronto a condenar". Este tipo de processos é, aliás, considerado similar aos "que são infelizmente quase todos os que digam respeito não só a manifestações de populares contra decisões do Executivo ou da Assembleia Nacional, ou de um qualquer membro (tentáculo) do poder político, mas também a simples maneira de expressar a sua indignação contra os mesmos".

"Uma palavra mais ríspida, mais contundente, chega para se levantar o espectro da calúnia e da perfídia", afirma a fonte do Folha 8, acrescentando que "assim será neste julgamento, cuja sentença já está muito provavelmente lavrada antes de ele ter começado", a propósito de uma queixa contra William Tonet por membros "muito influentes do poder instituído, embora de fugaz passagem pelos corredores do Estado".

Serão três os processos em julgamento, movidos pelo ex-Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFAA), Francisco Pereira Furtado, processo 972/08-D; pelo Procurador da Procuradoria Militar das FAA, Hélder Pitagroz, processo 659/08-D e um do "famoso general, considerado por muitos dos seus colaboradores e familiares (eles sabem, seguramente, do que dizem), multimilionário, Chefe da Casa Militar da Presidência da República e Ex-chefe do Gabinete de Reconstrução Nacional, Manuel Vieira Dias, Kopelipa", processo 1449/08-D.

Os crimes de que é acusado o director do Folha 8 foram de facto cometidos, se é que isso é crime, no âmbito da liberdade de expressão e informação, no âmbito dos atributos que são apanágio do Folha 8, "que continua a exercer uma inalterável pressão desde que saiu à rua em 1993, sobre todas as derrapagens cometidas (e não são poucas) por altos funcionários do falecido governo e do actual Executivo condenado a desaparecer, se não alterar a forma parcial e discriminatória de gestão da coisa pública e dos povos autóctones".

O advogado David Mendes, responsável pela defesa, acredita tratar-se de mais uma cabala do regime, pois as notícias publicadas "não constituem nenhuma calúnia de difamação".

"A realidade é que estes generais dizem apoiar a democracia mas não estão preparados para o seu exercício", assegura este advogado de defesa.

Noutra dimensão, David Mendes não deixa de se referir ao facto desta "atitude significar, por vezes, uma pressão sobre o sistema da justiça, com base na força, no sentido de esta e os tribunais se subjugarem aos interesses e apetites dos generais ao invés da lei e do direito".

"De qualquer forma nós acreditamos que um núcleo de novos juízes está cada vez mais comprometido com a Justiça e não com o poder económico e intimidatório dos considerados poderosos", sustenta o advogado.

De relembrar que este julgamento de Wlliam Tonet é um dos quase 200 que pesam sobre o director do Folha 8. Na sua esmagadora maioria todos eles, conta a fonte do jornal, "foram formatados nas oficinas do Futungo, do SINFO e de outros apêndices do regime e têm por característica uma claríssima função e objectivos comuns: aniquilar, silenciar, ou pôr fora do jogo mediático o Folha 8".

Só para dar um exemplo, é de relembrar um outro processo instruído pelo Ministério Público, que mais cedo ou mais tarde terá de passar à barra do tribunal.

"Essas Excelências, que se viram couraçadas pelo prestígio do posto que ocupam, moveram processos ao Folha 8 por esse órgão de comunicação social ter desvendado a verdade sobre um caso de movimentação de fundos no exterior do país, nomeadamente Portugal, e publicado a forma bárbara como foi assassinado o ex-presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira", explica a fonte, acrescentando que as fotos "foram publicadas com a anuência da família do falecido, que não considera um ultraje à sua honra".

Aliás como se constatou depois, "este fundo de vários fundos, que não eram perdidos (como os 300 milhões do BNA) nem achados (também como os do BNA) mas que paravam em parte incerta nos bolsos de pessoas incertas e, crime aos olhos de certos sectores da PGR, também tinham saído (como os do BNA), mas legalissimamente, dos cofres do Estado, unicamente, por o ou os seus signatários serem proeminentes figuras do Executivo (o business do BANIF)", conta a fonte.

Diz a fonte que "com base nesta trama, o político Fenga Miranda faz o seguinte retrato, que o Folha 8 agradece: Ao sujeito de vossa audiência no dia 13, deixa pressagiar que o cerco se aperta cada vez mais e incrivelmente todas as forças ligadas a dinâmica tanto política, como social e associativa continuam distraídas. Cada um pensa que tem telhado de betão ou sombrinha de chumbo, quer dizer que o fogo do vizinho nunca vai atingir a sua casa. O regime ou "supostamente", parece estar a ganhar a batalha do adormecimento e de forma calculada, bem velada e extremamente perigosa vai empurrar-nos para o buraco, sem que o mundo se aperceba disso, pois o sorriso está sempre presente e como tudo é feito subtil e criteriosamente, sobretudo a comunidade internacional interpreta como "faits-divers". É urgente organizar-se um apelo ou uma carta à Nação e à Comunidade Internacional, espécie petição de associações, intelectuais, universitários, professores, jornalistas, sobre o estado actual da democracia em Angola e os riscos do futuro".

O director do Folha 8 foi impugnado, e quando o processo corria os seus trâmites verificou-se que tudo o que tinha sido revelado correspondia à realidade dos factos. "Mas não se ouviu uma única voz de protesto contra a difamação urdida pelo PGR, pois a sua queixa tinha como exclusivo objectivo sujar o bom-nome do Folha 8", conta fonte do jornal.

Veremos o que se vai passar. Mas uma coisa é certa, salienta a fonte, "o Folha 8 não vai morrer. Poderá ir ao tapete, como já antes aconteceu. Mas levantar-se-á. Revigorado e seguirá a sua marcha rumo a um país mais justo, menos corrupto e discriminatório e com melhor distribuição da riqueza angolana".

Foto: William Tonet, diretor do Folha 8.
N.B. O texto é de 15 Dezembro 2010, mas apesar disso continua actualizado.