segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carro oferecido por general do regime causa separação de “Noite e Dia” e esposo


Lisboa – A kudurista Anabela Ferreira Bento “Noite e Dia” está separada do esposo, o jogador do petro de Luanda, “Locó”. Em causa esta um “violento” presente, ou seja uma viatura Toyota Sequoia que a kudurista recebeu como oferta de um conhecido general do regime. O gesto do general que não agrado do esposo da cantora.

Fonte: Club-k.net
A figura que deu a prenda é o general na reserva Bento Santos “Kangamba”, igualmente membro do Comitê Central do MPLA. Não há provas de que a cantora tenha algum momento se amigado com “Kangamba”, a troco da viatura. A variante mais contundente é a de que o empresário ofereceu a viatura como iniciativa humanitária enquadrada na sua política de ajudar os jovens que a ele procuram para pedir apoio. Tem fama de nada pedir em troca.

“Locó”, o esposo da cantora que não gostou da “ajuda” terá se sentido ofendido tendo abordado alguns amigos e familiares que o aconselharam a desistir da relação optando pela separação. (Na sua pagina no facebook, a kudurista declarou já o seu estatuto como “Sou solteira”)

O jogador é uma figura bastante discreta que sempre cultivou o habito de não falar na imprensa a cerca da relação com a kudusrista. Em Maio deste ano, “Noite e Dia” deu uma entrevista ao Jornal de Angola tendo avançado que “Ele não gosta de falar da vida intima” para de seguida revelar que “as vezes tenho problemas por causa da minha vida artística, mas tudo se resolve”.

De realçar que a kudurista “Noite e Dia” começou a cantar em 2002, por impulso de Puto Prata, a quem a mesma contactou levando-lhe a fazer uma musica. Tem se notabilizado no bairro Precol onde vive desde que nasceu em 1984. Faz parte do grupo de kudurista que foi encorajado a aprofundar os estudos desde ao tempo do general Fernando Miala. Passou pelo IMEL como estudante e desde 2010 que esta na Universidade UTANGA, onde freqüenta o curso superior de gestão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Origem da palavra Malanje


A palavra Malanje, vem do contexto kimbundu antigo que significa "as pedras" (MA-LANJI).
Versões sobre surgimento do nome Malanje:

1ª versão:
Antes da colonização portuguesa, o rio Malanje era conhecido como rio Kadianga ou Carianga, para os portugueses. Ao chegarem na região de Malanje, os portugueses atravessaram um rio, como na época não existiam pontes, os portugueses tinham que passar pelos rios em cima de pedras. Após atravessar o rio, os portugueses viram moradores locais. Assim, eles perguntaram qual era o nome do rio e os moradores (que não compreendiam a língua portuguesa na época) responderam "Ma-lanji Ngana" (são pedras, Senhor).

2ª versão:
Uma expedição portuguesa, liderada por Rodrigues Graça (1843), chegou às margens no rio Kadianga e encontraram 3 mulheres locais. Então os portugueses perguntaram o que as moradoras locais estavam a fazer e elas responderam "Estamos moendo mandioca". Os europeus ficaram encantados com a quantidade de mulheres e perguntaram sobre os homens da região, então elas responderam em kimbundu: "Mala hanji", que significa: "Também há homens."

3ª versão:
Os portugueses enviaram emissários ao soba (mwen'exi) locais com o objectivo de prevenir que eles tivessem que usar a força para ocupar a região. Quando um dos emissários foi dar a mensagem ao soba local, ele respondeu: "Malagi?", em português: "São malucos?"
In Wikipedia

Elementos que mataram Eurídce Candido receberam 15 mil dólares


Luanda - Ventos de mais um escândalo aprestam-se a soprar forte no seio da Polícia Nacional. Em causa está ainda o assassinato que vitimou a funcionária bancária, Eurídce Cândido. É que agora surgem novos elementos em torno do caso, como por exemplo o facto de uma alta patente da corporação poder estar também envolvida, conforme confissão de um dos executores e, agora, sustentada por um rigoroso trabalho de investigação

*Mariano Brás
Fonte: Semanário A Capital Club-K.net
Fala-se de suposto envolvimento policial
Uma volta de 360 graus pode estar prestes a mudar o rumo dos acontecimentos na investigação que peritos da Direcção nacional de Investigação Criminal (DNIC) levam a cabo e que pode, por isso, as causas, circunstâncias e os mandantes do assassinato de Eurídce Cândido (Dodó).

É que, a fazer fé nas fontes deste jornal próximas ao dossier, os investigadores terão franqueado a boca e levado as mãos à cabeça diante de novas revelações de um dos dois assassinos confessos da jovem de 30 anos, entretanto já a contas com a justiça, que, ao que se diz, ‘despejaram tudo para fora’, nos últimos dias.

Os supostos carrascos de Dodó, segundo ainda a fonte, terão, a determinada altura, confidenciado à investigação que teriam sido contratados para executar aquela indefesa mulher, por uma suposta alta patente da Polícia Nacional.

Recentemente, os executores, já detidos, terão citado o nome de um suposto contratante, mas os investigadores do processo preferem manter todos os pormenores em sigilo, a ter de comprometer toda a investigação.

Adiantaram, porém, dispor de elementos bastantes, fornecidos pelos presumíveis executores, de que se trata de um oficial superior de renome no seio daquela corporação castrense, mas que se encontra ainda em actividade.

Outra informação disponibilizada pelos algozes é o que dá conta, por exemplo, que para a realização daquele infausto ‘servicinho’ teriam recebido das mãos do referido contratante, mais de 15 mil dólares norte-americanos a cada um dos integrantes do bando de malfeitores.

A investigação chegou a tal extremo, por a arma usada na execução da jovem é de uso exclusivo da Polícia Nacional, no caso uma Makarov, além de que os alegados executores terão indiciado alguma experiência militar, facto que faz aumentar ainda mais as suspeitas, de algum conluio de uma figura interessada em ver a vítima sumida do mapa.

Por outro lado, não está ainda clarificado por que naquela sexta-feira do assassinato, 28 de Janeiro último, não se notou a presença de uma patrulha policial na rua Eurico, como é habitual acontecer noutros dias naquela zona, que responde pela Divisão da Ingombota. Esta é também uma das peças que faltam para completar o puzzle.

Sem se referirem a um ajuste de contas, os investigadores procuram saber por que os assassinos terão decidido silenciarem-na. Além de se encontrarem a trabalhar com elementos de possíveis crimes passionais, não descartam, porém, outros elementos, como, por exemplo, um suposto negócio em que a vítima se terá envolvido com uma determinada figura bem posicionada. “Estamos a levar em conta todas as hipóteses investigativas”, revelou a fonte, bastante convictos nas suas palavras, para quem os resultados finais deste crime poderão assustar, uma vez mais, os angolanos, a julgar pelo que se julgam serem os rostos envolvidos.

E as investigações prosseguem. Até ao fecho da presente edição, segundo ainda a fonte que temos vindo a citar, eram interrogadas indivíduos próximos ao antigo governador provincial de Luanda.

Uma dessas pessoas terá sido um dos irmão do recentemente demitido edil de Luanda, José Maria dos Santos, uma vez que se notam contradições nos interrogatório. Aliás, aventava-se mesmo a possibilidade da sua detenção.

O nosso interlocutor mostrou-se, contudo, receoso quanto ao desfecho deste caso. “Será preciso muita coragem, pois as autoridades policiais terão de assumir a existência no seu seio a presença de elementos com a conduta indecorosa, que deveriam ser banidos da corporação”, sugeriu, uma vez mais, a fonte.

Efectivos da Polícia de Investigação garante que continuam no encalço de elementos ainda foragidos. Este é um assunto que procuraremos retomar em próximas oportunidades, trazendo novos desenvolvimentos em torno de mais este rocambolesco caso, sobretudo, agora, quando se fala que possíveis altas patente aterão também alinhado na catarse.

domingo, 21 de agosto de 2011

Mansão de JES em França vendida a um milhão e meio de Euros



Paris – Foi despachado, a poucos dias, para França, o Secretário da presidência angolana, para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação Internacional, Carlos Alberto Fonseca, para desfazer-se de uma casa de férias (actuamente em estado de abandono) que o líder angolano José Eduardo dos Santos tem naquele país e que fora proibida de ser tocada em conseqüência do caso “Angolagate”.

Fonte: Club-k.net
PR desfaz-se de bens em seu nome
A casa situada na cidade de Nice, província de Alpes Cote D'azur, foi posta a disposição do mercado imobiliário esta segunda-feira (15) estando a venda no valor de um milhão e quinhentos mil e noventa Euros (€ 1 590 000). É responsável pela venda, Tantilo Fabrice, um empresário Frances do ramo imobiliário que fora mandatado por Carlos Fonseca.

A Mansão do líder angolano em Nice, era usada para férias. Foi comprada, em 1993, por um já falecido funcionário sênior da presidência angolana. Dois anos depois foi passada, em favor, da Primeira-Dama angolana, Ana Paula dos Santos. No seguimento do processo, “Angolagate” , a casa foi apreendida durante 11 meses tendo sido liberada recentemente. É em função deste confisco, que JES deixou de passar as férias naquele país para não ser incomodado pelas autoridades francesas.

A venda da moradia, segundo consultas, é enquadrada no procedimento preventivo de JES em desfazer-se de bens matérias ou riquezas que o possam comprometer no futuro. Em meios associados, ao mesmo referem que terá despertado, logo apos o que aconteceu com Mobuto Sesse seko, que viu todos os seus bens confiscados. Uma investigação abalizada concluiu que dos lideres africanos, José Eduardo dos Santos é o único que a muito deixou de ter bens ou sinais de riquezas em seu nome. Os seus críticos, porém, insinuam como “seu”, os investimentos dos familiares.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Olho por olho, dente por dente


Embora a procissão ainda vá no adro, se o governo anterior era ladrão, o que dizer do actual? Passos Coelho está a conseguir transformar José Sócrates num ingénuo pilha-galinhas.

Quanto a mim, se quem roubasse o governo anterior deveria ter 100 anos de perdão (ladrão que rouba ladrão…), todos os que roubarem o actual devem ter pelo menos mil anos, tal é a lata e o descaramento dos seus super-ministros e similares.
Como se já não bastasse entrarem nos nossos bolsos, resolvem todos os dias pôr-nos de pernas para o ar, numa voraz sofreguidão para ver se não há nenhum cêntimo escondido nas dobras das calças rotas.
Num cenário de 800 mil desempregados, 20% da população já a viver sem comer e outros 20% a viver com o espectro da fome a bater à porta, creio que a solução é mesmo (seguindo, aliás, a metodologia do governo) não olhar a meios para atingir o objectivo de não ter os pratos vazios.
Se eles, Passos Coelho e companhia, entendem que devem roubar os milhões que têm pouco, ou nada, para dar aos poucos que têm milhões, é mais do que altura de responder na mesma moeda, eventualmente ao estilo de olho por olho, dente por dente.
É claro que poderemos ficar cegos e desdentados. Mas para quem só vê os outros a comer tudo e a não deixar nada, pouco diferença fará ter olhos e dentes…
Para além de tudo (impostos e mais impostos, desemprego e mais desemprego, miséria e mais miséria) o governo de Passos Coelho está a tratar os cidadãos como uma casta menor, intelectualmente estúpida.
O líder do governo disse na campanha eleitoral que não aumentaria a carga fiscal. Mudam-se os tempos, mudam-se as exigências, mantêm-se os burros de carga. Tão burros, segundo o governo, que vão agora pagar tudo o que os super-cérebros do PSD entendam como necessário para que os amigos, os assessores, os amigos dos amigos, continuem a chular o país à grande.
Ao passar, entre outros exemplos, o IVA da electricidade dos 6% para os 23%, mantendo os bilhetes de futebol nos 6%, o que estará a pedir esta corja de oportunistas?
Justificar, como o fez na sua habitual “câmara lenta” o ministro das Finanças, que "a esmagadora maioria dos países da União Europeia paga a electricidade à taxa máxima de IVA", é também uma forma de dizer aos consumidores que são uma cambada de burros.
Tão burros que, pensará o super-ministro, nem sabem que o seu nível de vida é dos mais fracos dessa mesma Europa.
Será que os portugueses aceitam continuar a ser “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice”?
Será que os portugueses “já nem com as orelhas são capazes de sacudir as moscas” porque são “um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”?
Será que os portugueses vão continuar a aceitar “uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”?
Será que os portugueses vão continuar a aceitar “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”?
--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
http://www.artoliterama.blogspot.com

(Mais) um colossal batoteiro


Vamos, caros amigos portugueses, fazer um exercício de memória. Quem terá afirmado que os políticos "recebem porcaria de volta dos cidadãos quando se lhes dirigem com falta de respeito e com promessas não-cumpridas"?

"Se lhes transmitirmos credibilidade os portugueses compreendem, se lhes falarmos sem verdade e com falta de respeito, eles compreendem que estamos a ser batoteiros e em Portugal já temos um Estado batoteiro", afirmou esse político.

Esse dirigente partidário falava no Bom Jesus de Braga, no dia 5 de Julho de 2008, sobre "Jovens e Política" durante uma conferência que foi uma espécie de "universidade de verão" para os militantes do seu partido.

Esse político considerou que, na política portuguesa, tem de acabar a situação de os poderes públicos darem emprego aos amigos em vez de optarem pela qualidade técnicas daqueles que escolhem para os cargos.

Abordando um estudo encomendado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a participação dos jovens na política, disse que os dados revelados sobre o afastamento dos jovens "não são diferentes dos de Espanha, França ou mesmo de quase todo o mundo ocidental".

Também disse que "é preciso atacar as causas" desse afastamento, entre as quais destacou o facto de, muitas vezes, ainda se "confundir rituais democráticos e democracia". "Vemos isso acontecer em países de África ou da Ásia, mas, mesmo em democracias ocidentais, há, por vezes, mais ritual do que democracia", acentuou.

Em consequência dessa constatação, sublinhou que muitos jovens pensam que "votam mas o resultado é sempre o mesmo", o que os leva a afastarem-se das urnas e dos partidos ou movimentos políticos.

"Não interessa chegar ao poder apenas pelo poder, mas sim indicar ao eleitorado o que se vai fazer, dentro de paradigmas satisfatórios e cumprir", reforçou, considerando ser necessário "cultivar o gosto pelas novas soluções", apontando o caso dos problemas ligados ao estado social, para dizer que, quando se candidatou às eleições directas no seu partido, "não encontrou ninguém que fosse especialista na matéria".

"Precisamos de ter grupos de reflexão sobre a problemática social e há muita gente social-democrata que sabe pensar o problema, e o mesmo acontece na área das relações internacionais, quer no que toca à Europa quer noutras áreas", defendeu.

Disse ser fundamental que as pessoas, em vez de se habituarem a depender do Estado, pensem no que podem fazer para seu bem e da sociedade: "Porque não se propõe aos manifestantes desempregados que criem uma empresa, eventualmente com outros colegas, em vez de andarem em manifestações?", perguntou.

Foi também esse político que exigiu na negociação para viabilizar o Orçamento para 2011 que não houvesse aumento de impostos. Foi o mesmo que exigiu igualmente que “toda a diminuição da despesa fosse feita para que o país pudesse proceder à consolidação das contas públicas”.

Foi o mesmo que chegou a dizer que mexer no subsídio de férias ou no subsídio de Natal seria um autêntico disparate.

Ora então quem foi esse colossal batoteiro? Nada mais nada menos do que Pedro Passos Coelho.

--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Polícia prende radialista da RNA por falar língua nacional



Pretória (Canalmoz) - No passado domingo, 07, o radialista António Kiala, da Rádio Nacional de An¬gola, locutor de kikongo da emissora regional de Maquela do Zombo, foi humilhantemente detido e arrastado para as dependências da polícia municipal, supostamente a mando de oficiais superiores daquela corporação que terão ordenado a sua prisão, depois de uma partida de futebol.
O jogo de futebol foi suspenso em consequência de uma cena de violên¬cia. O epicentro da confusão, segun¬do informou a suposta vítima dos excessos policiais, foi motivada por uma reclamação proferida em lingala [uma das línguas ou dialecto de Angola] pelo capitão da equipa do bairro Va¬lodia, onde, por sinal, mora António Kiala, o árbitro da partida.
Integrantes da equipa adversária, «pertencente» a polícia, advertiram que o capitão do «Valodia» não devia expressar-se em língua estrangeira. Este replicou dizendo que as mulhe¬res dos seus adversários também se comunicavam no seu dia-a-dia em lingala.
António Kiala, o radialista, que havia defendido o termo da parti¬da, em virtude da violência entre os contendores, acabaria por ser detido, visto que o seu posicionamento não terá caído bem entre os elementos da polícia.
A detenção foi algo surpreendente, uma vez que o referido radialista já havia deixado a cena confusão, quan¬do lhe foi dada a ordem de prisão. Este negou-se a entrar no carro da polícia, pelo que teve de ser arrastado para a viatura à força.
De acordo com o relato do profis¬sional da comunicação social, ele só foi liberto depois de uma intervenção das autoridades municipais locais.
Há informações de que uma pessoa ficou ferida como consequência das pedras que foram arremessadas para o recinto de jogos, e que mais duas pessoas foram igualmente detidas, sendo uma delas o filho do próprio radialista da RNA. (RNA)

Jornalista moçambicana conta a sua expulsão de Angola


Maputo - “Angola é dos angolanos” – escreveu o escritor angolano Wanhenga Xito, na decáda de 1960. O texto do escritor, de seu nome Agostinho Mendes de Carvalho, foi incorporado no livro da cadeira de português da décima classe em Moçambique, para os alunos moçambicanos. Mas, ninguém sabia que um dia, jornalistas moçambicanos podiam ser testemunhas do significado real do texto de Wanhenga Xito.

Fonte: VOA
Embaixada confirma que deu visto legal
Aconteceu semana passada com dois jornalistas moçambicanos e diplomatas de alguns países da SADC à sua chegada a Luanda, capital angolana.
Joana Macie, do jornal Notícias, o diário de maior circulação em Moçambique, conta na primeira pessoa que, quando chegou ao Aeroporto de Luanda, foi imediatamente levada para uma sala, juntamente com outros passageiros, incluindo um jornalista do “Magazine Independente”, um semanário, publicado em Maputo. Algum tempo depois, o grupo foi encaminhado para autocarro e, depois, para o avião, rumo à África do Sul.

A sua mala de roupa ficou em Luanda. O grupo tentou protestar, exigindo explicação pela atitude da Polícia.
“Tentamos resistir, dizendo que éramos moçambicanos e membros da SADC. Uma senhora da emigração respondeu-nos que isso não era nada. Disse que ali estávamos em Angola e não na SADC e que devíamos entrar no autocarro pois, caso contrário, usar-se-ia a força” - lamentou Joana Macie.
Os jornalistas tinham sido convidados pelo Centro de Formação de Jornalistas de Angola, para um seminário sobre o Género no Jornalismo.

Em Maputo, a Embaixada de Angola diz que foi apanhada de surpresa pela atitude da polícia em Luanda, porque os vistos passados aos jornalistas são legais.

Até agora, ninguém sabe o que teria motivado a emigração angolana a recambiar os jornalistas moçambicanos e outras pessoas, alguns por sinal diplomatas, que iam participar na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que vai decorrer esta semana em Luanda.

A Polícia provou que Wanhenga Xito, aliás, Agostinho Mendes de Carvalho, tinha razão: “Angola é dos Angolanos”.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“Kopelipa” reage compra de avião por parte do filho


Lisboa – O general Manuel Hélder Viera Dias “Kopelipa”, reagiu em fórum familiar, quanto ao vazamento nas redes sociais, a cerca do avião comprado, por um dos seus filhos identificado por “Buchecha”. A compra da aeronave era até então mantida, sob controle e do domínio de um circulo restrito. Por decisão do mesmo o avião deve manter-se temporariamente parqueado até que as “chamas” baixem.

Fonte: Club-k.net
Chamou atenção dos filhos para não a exposição
Porém, amofinado, pela forma como lhe foi confrontado o assunto, o general, conferenciou com os filhos tendo feito uma “dura chamada” de atenção e explicado aos mesmos, sobre os riscos da exposição dos bens matérias. Recomendou inclusive que se abdicassem, de realizar festas de extravagâncias.

O pensamento identificado no general é de que tais “exposições” (por parte dos filhos) podem servir de aproveitamento para intrigas, por parte de correntes internas, no palácio presidencial, com realce as que apelam pela redução das suas competências, em função do seu estado de saúde. O assunto da compra do avião propagou no circulo presidencial, e a dada altura, figuras ao seu redor chegaram a suspeitar de se estar diante de trabalho dos seus opositores internos.

Por seu turno, o filho proprietário do avião mostrou-se sereno quanto ao vazamento do assunto. Soube-o, através de um amigo, Yuri Guimarães que após ter lido, na internet, ligou-lhe, no sábado (13) para transmitir que o seu avião “Falcon 50” estava a ser objecto de acesos debate nas redes sócias.

A opulência por parte dos filhos do regime é encarada por uma corrente intermédia do MPLA, como um fenômeno que prejudica a imagem do partido. Recentemente, tais sectores partidários ficaram indignados com a informação do caso de um jovem identificado por Dódó, filho de um ex funcionário da PR, que ficou conhecido como “melhor cliente da discoteca Don-Quixote” por ter gasto 30 mil dólares por dia na área VIP, daquele espaço nocturno. A cifra ultrapassou o caso do filho de dois ex-ministros, que em Junho do ano passado notabilizaram-se por terem gasto 5 mil Euros, na área VIP da discoteca BBC em Lisboa.

domingo, 14 de agosto de 2011

Última Hora: Autoridades angolanas prendem David Mendes


Lisboa - As autoridades policias angolanas prenderam na tarde deste domingo, no município do Quitexe, província do Uíge, o político e advogado David Mendes por divulgar panfletos do Partido Popular, a formação política de que é líder. O político foi detido na companhia de 25 correligionários. Informações preliminares apontam que a ordem da detenção terá partido da sede local do MPLA.

Fonte: Club-k.net
Por distribuir panfletos do seu partido
De recordar que em Novembro de 2010, o advogado e mais dez activistas do seu partido teriam sido detidos por agentes da polícia nacional, em Luanda, pela mesma razão quando procediam a distribuição de papeis, contendo por um lado o manifesto e por outro, um reproduzido de uma Carta Aberta enviada ao governador da província de Luanda. O grupo havia sido conduzido para a 36ª Esquadra da polícia sita no município do Kilamba Kiaxi.

sábado, 13 de agosto de 2011

Filho de “Kopelipa” compra avião


Lisboa - Até inicio de 2010, um dos filhos do general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, identificado por “Buchechas” passou a dispor o seu próprio jacto privado, o conhecido “Falcon 50” que é uma aeronave fabricada pela francesa Dassault cujo preço de venda ronda a partir de 9 milhões e 900 000 euros - manutenção anual avaliada em 2 milhões de dólares - .

Fonte: Club-k.net
Avaliado em 9 milhões de Euro
O avião do jovem é geralmente usado para as frequentes viagens privadas que faz a parís e Lisboa, na companhia dos seus mais próximos. Um dos profissionais a quem o mesmo convida para "tripular" a sua aeronave é Miguel Prata, piloto ligado a TAAG, de quem é igualmente cunhado.
Embora seja apresentado como empresário, “Bochecha” é igualmente conhecido no círculo restrito do gabinete presidencial, como a figura a quem o pai, Manuel Vieira Dias Júnior “Kopelipa” coloca os bens em nome, razão pela qual, o jovem é visto como um empresário ao estilo de Bento Kangamba: “Que tem dinheiro mas que não dispõe de um gabinete”.
Em círculos internacionais que acompanham a dinâmica do país, notam que a “grande moda” de momento de personalidades da elite angolana é aquisição da aeronave Falcon. Ao tempo que foi Primeiro Ministro, Fernando da Piedade dias dos Santos “Nandó” já havia adquirido a sua própria aeronave que o transporta nas conhecidas e regulares visitas privadas a Londres. Outros rostos notáveis que já dispõem do avião Falcone é Higino Carneiro, Aguinaldo Jaime, Sindica Dukola e Zenú dos Santos que mais usa para transportação dos seus sócios.
De todos os possuidores do “Falcone”, o Presidente da ANIP, Aguinaldo Jaime é o que teve menos sorte. No ano passado quando as autoridades americanas levantaram o caso dos 50 milhões de dólares que ele transferiu para uma conta naquele país, o dirigente angolano despachou no seu avião um mandatário aos Estados Unidos a fim de conversar com as autoridades americanas. Posto naquele país, a aeronave foi confiscada pelas entidades americanas, a pretexto de que o seu nome estaria numa lista de “figuras envolvidas em lavagem de dinheiro”.

Líder do MRIS, rende-se ao regime do MPLA – Em troca – Uma Viatura


Os jovens que marcaram à duas semanas atrás a realização de uma manifestação para exigir a demissão de José Eduardo dos Santos, no poder a 32 anos, renderam no final desta semana ao partido dos Camaradas.
Segundo uma fonte do Comité Provincial do MPLA, foi criado uma comissão de espécie bombeiro para apagar os eventuais alaridos de manifestações em Angola.
Segundo a mesma fonte o grupo cuidará de igual forma a identificar as opiniões contrárias no seio da sociedade civil para o devido tratamento.
Após os jovens terem se pronunciado numa das emissoras em Luanda, o José Tavares, General na reserva e Administrador do Município do Sambizanga foi indigitado para aprimorar as negociações com o jovem Luís Bernardo “Matéria Orgânica” Mário Bernardo, que foram contemplados segundo outra fonte com uma carrinha de marca Mitsubishi, mais conhecida entre nós por “gafanhoto” e mais de quatrocentos mil kwanzas já depositado. Os outros integrantes prometem se pronunciar dentro de dias.
Lembro que Luís Bernardo em entrevista a emissora católica de Angola diz já não estar ligado as manifestações mais sem ao movimento Akwa Sambila organização coordenada pelo Administrador José Tavares
Angola24horas.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Angola. ENDOCOLONIALISMO ANGOLANO E DESALOJAMENTOS FORÇADOS


1. Todas as formas de colonialismo são sempre processos de desenvolvimento separado que deserdam a maioria da população do país colonizado e foram quase sempre produzidos por países que ocuparam territórios e subjugaram os seus povos.

2. O neo colonialismo na maior parte dos casos é exercido por ex potências colonizadoras servindo-se de marionetes das elites locais que governam a "ex" colónia para se servirem enquanto particulares e a essas potências que regra geral acolhem os rendimentos dessas marionetes.

3. O endocolonialismo é uma forma de subjugação antiga e em vários casos antecedeu a colonização de outros territórios pelos seus agentes.

3.1. O endocolonialismo é um sistema de dominação que também impõe um desenvolvimento separado em que a elite nacional que o conduz e dele se serve para obtenção de posses e de fortuna de forma fraudulenta subjuga a maioria da população do país que excluí do seu processo de desenvolvimento.

3.2. A situação actual angolana consubstancia um endocolonialismo. As demolições seguidas de expulsões violentas de comunidades sem que lhes seja garantido alojamento condigno primeiro nem o respeito pelas suas posses fundiárias são a evidência mais demonstrativa do endocolonialismo que o regime de JES/MPLA vem impondo à nação Angola e consolidando na nossa terra.

EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE
Luiz Araújo SOS-Habitat
Na fotografia mulher nua que se despiu frente aos demolidores para protestar contra a demolição da sua casa.

Embaixador da Bélgica em Angola envolvido em escândalo de paternidade


Lisboa - Daniel Charles Henri Alpanse Dargent, Embaixador, em final de mandado, do Reino Bélgica em Angola esta envolvido num escândalo consubstanciado na recusa de que o mesmo faz em não dar assistência a uma filha sua fruto da relação que manteve durante anos com uma cidadã angolana E.L.

Fonte: Club-k.net
Não quer assumir responsabilidades
O embaixador reconheceu oficialmente a filha como sendo sua, porém tem sido discreto como insensível com a família da cidadã angolana dizendo que não tem condições para sustentá-la e que não seria o primeiro diplomata a ter filho no País onde trabalha.

Atribuem-lhe justificações segundo a qual “nada aconteceria consigo” por estar protegido pelos acordos de Genebra. Entretanto, indagado ao telefone por este portal o Embaixador Danie Dargent não desmentiu a acusação, limitando-se apenas a dizer que não aborda com a imprensa questões de fórum pessoal.

Há conhecimento aludindo que a família da “vitima” teme apenas que o embaixador, que já se encontra em final de mandato, abandone o País sem deixar uma autorização que permite a mãe zelar pela criança assim como uma declaração que o obrigue, onde quer que esteja, a prestar todo apoio a criança. Sabe-se por outro lado que os familiares de E.L. estão já procura de apoio das autoridades angolanas.

O Embaixador Daniel Dargent que está em vias de deixar o país, notabilizou-se em círculos da elite como exímio promotor de festas e frequentador assíduo de discotecas. A sua filha com a cidadã angolana nasceu em 2009 na cidade de Johanesburgo onde esta teria se deslocado para o efeito.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. C. Estermann assegura que o chefe de Evale tinha poderes mágicos para atrair a chuva


O último mandamento que se ensina ao jovem nhaneca-humbe diz assim: «Na guerra não mates anciãos nem anciãs. Um ancião é “epa lyohi”, que quer dizer, duro e respeitável como a crosta da terra, ou noutro sentido, deve ser apreciado, como a planta medicinal do mesmo nome».

Os membros da sociedade «Jindungo», Cabinda, foram, na sua origem, agentes secretos do rei do Congo. Recolhiam informações, denunciavam os abusos dos poderosos e faziam abortar qualquer intento de revolta. Cobravam também as dívidas, apresentando-se mascarados na casa do devedor.

C. Estermann assegura que o chefe de Evale tinha poderes mágicos para atrair a chuva. Mas só os conseguia se sacrificava uma jovem mãe cujo filho era entregue a outra mulher. Juntamente com a vítima, sacrificavam também uma vaca negra, antes do sacrifício, o leite da mulher e o da vaca eram aspergidos várias vezes por terra, como prenúncio da chuva. A mulher era assassinada com um golpe de lança e, com o seu sangue, aspergiam as árvores da chuva. O seu cadáver ficava insepulto e ninguém podia chorar a sua morte nem guardar luto.

O chefe é temido e respeitado na sociedade, porque recebe o poder de Nambe.

Chefe ou dembo da região dos Dembos (fusão étnica e cultural de congolídeos [bacongos] com quimbundos [kimbundu]

Por exemplo, na área quimbunda angolana, os chefes principais chamam-se sobas-banzas, e os inferiores, sobetas.

A audiência é pública, aberta a toda a comunidade, à excepção dos não iniciados e das mulheres em impureza menstrual. Em Angola, serve de fórum a praça aberta debaixo da mulemba, a árvore heráldica e tutelar das chefias bantus, que plantam cada vez que se inaugura uma nova chefia ou se estria uma povoação. O chefe eleito crava, diante de sua casa, várias estacas da mulemba ficus, dedicadas aos seus antepassados ilustres e como testemunho permanente da sua nobreza. Se alguma delas não pega, os antepassados não estão satisfeitos; tornam-se urgentes os sacrifícios propiciatórios de animais.

Costuma estar presente em muitos grupos, o «árbitro da justiça», «grande mestre em questão de direito», que no Nordeste angolano, se denomina «nganji». Intervém, não como conselheiro, mas como guarda legal do depósito jurídico comunitário. É um jurisconsulto, cuja sabedoria e prudência acumulam os códigos tradicionais.

Noutros ordálios fica inocente quem consegue extrair uma agulha do fundo de uma panela de água a ferver. Outras vezes, submetem-se à «prova da agulha»: se não sai sangue depois de picar a língua, o lóbulo da orelha ou as pálpebras, fica provada a sua inocência. Também é inocente quem consegue pisar com lentidão, várias vezes, as brasas, sem queimar os pés.
Mais perigosa, aterrorizante e frequente a prova do veneno, usada sobretudo para esclarecer a acusação de feitiçaria. Em muitas regiões de Angola denominam-se «mbambu». Só o adivinho conhece as propriedades altamente venenosas de certas plantas.

Parece que desfaz em pó a casca de uma árvore chamada, nessas regiões, mbambu, talvez o Erythrophleum guineense. Este composto é mortífero. Também se pensa que extraem veneno das raízes fervidas do estrofanto, da seiva de certos cactos, do suco de algumas euforbiáceas e de bílis dos emidossaúrios. São prodigiosos tanto o conhecimento que os adivinhos e curandeiros guardam sobre os venenos tão variados, como a prática pericial consumada que adquiriram para dosificá-los. «Conhecem com certeza diversos venenos pouco conhecidos fora do mundo especial dos toxicólogos competentes, e talvez tenham encontrado outros que a ciência nem sequer suspeita que existam. Entre os venenos, alguns produzem efeitos imediatos; outros ficam sem acção visível durante meses; outros ainda, causam sintomas idênticos a doenças bem conhecidas». «Observe-se que há 570 plantas africanas conhecidas pela ciência ocidental como venenosas de um modo ou outro. Sem dúvida os curandeiros e adivinhos conhecem muitas mais».
Nos ordálios, o adivinho mistura o veneno com água e obriga os presumíveis culpados a pegar numa colher de pó e a ingeri-lo com água. Devem tomá-lo em jejum. Passado pouco tempo, um dos acusados vomita com fortes convulsões; a sua inocência está provada. Outro morre. Embora a morte seja rápida, não deixa de ser horrorosa, porque chega entre convulsões e vómitos de sangue, com a boca cheia de espuma e os olhos injectados de sangue.

Nos Camarões, damos alguns exemplos, e na Nigéria recordam certas mulheres que dirigiram migrações, fundaram e conquistaram reinos. Ainda permanecem na galeria dos heróis nacionais.
No antigo Ruanda, a mãe do Mwami, a «Umu-Gabe-Kasi», era corresponsável no governo. São famosas as rainhas Jinga de Angola, Anima dos Haussas, Aura Pokú de Bule, Lovedu na África do Sul, a rainha viúva de Baganda e as celebradas amazonas do Benim, temíveis guerreiras que se lançaram em guerras de conquista e resistência, apesar de os monarcas do país costumarem exercer tiranias extremas.
A «Mafo» dos Bamiliké era considerada mulher-chefe. Entre os Bemba, a «Caudamukulo», parente uterina mais velha do rei, gozava de grande poder político; fazia parte do conselho dos anciãos e regia numerosas aldeias.
No reino Ngoyo, Cabinda, as princesas gozavam de estatuto especial. Eram livres na escolha do marido, que não podia recusar, pois passava à condição de semiescravo; saía sempre guardado à rua.
Em Angola, como em outros países bantus, encontram-se mulheres-chefes. Assim as Sobasmmaholo e as Muangana luenas; também aparecem com frequência entre lundas e ksokwes. Os cuanhamas recordam as rainhas Nekoto e Hanyanha.

Segundo os Bacongos, o homem é composto de corpo (nitu), sangue (menga) que é a sede da alma espiritual (moyo), o princípio específico do homem.
In Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas
Imagem: south-africa-tours-and-travel.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Demolições em Viana. Polícia militar dispara a matar




Um cidadão angolano foi ferido e outro morto hoje por disparos de armas de guerra efectuados por agentes policiais durante demolições no 30 em Viana-Luanda
INSTRUMENTO DA GESTÃO URBANA E DE TERRAS ENDOCOLONIALISTA EM ANGOLA
Luanda – Activistas defensores dos direitos humanos presenciaram hoje demolições realizadas na comunidade situada nas proximidades do mercado do 30, Município de Viana – Províncía de Luanda.
Os defensores dos direitos humanos comunicaram que às 14:00 o cidadão Firmino João do Rosário, 42 anos, foi morto por disparo de arma de guerra feito pela policia.
Além dessa vítima mortal outro cidadão, Santos António, foi ferido na palma da mão.
Os fiscais e as forças policiais depois de terem iniciado demolições no 30 viram-se confrontados pela aglomeração da comunidade para protestar contra essa acção. Visando dispersar a aglomeração da comunidade a força policial disparou.
Essa acção contra a comunidade do 30 foi realizada por fiscais da administração que chegaram ao local transportados por duas viaturas Land Cruiser de cor castanha, protegidos por cerca de 15-18 agentes da Polícia Nacional equipados com armas de guerra de fabrico israelita Galil e por cerca de 14-16 militares da Polícia Militar equipados com armas de guerra AKM -Kalashnikov modernizada. Essa força armada fazia-se transportar em carrinhas Chevrolet da Brigada Auto.
Segundo os activistas as casas habitadas em que os moradores estavam presentes não foram visadas mas casas habitadas cujos moradores se encontravam ausentes foram demolidas sem que tivessem sido salvaguardados os pertences daqueles que as habitavam. Conforme essa informação esses bens foram simplesmente destruídos.
A comunidade do 30 permanece no local e, portanto, corre o risco de voltar a ser atacada.
1. A SOS Habitat apela às organizações de defesa dos direitos humanos angolanas e internacionais para que divulguem este caso de flagrante violação dos direitos humanos.
2. A SOS Habitat considera ser necessário que, com urgência, seja apurada a verdade dos factos sobre o procedimento da Administração e das forças policiais envolvidas.
3. Apelamos inclusive à identificação de quem ordenou, dirigiu e executou esse acto e que sejam intimados a prestar declarações em fórum judicial competente.
4 A SOS Habitat porque essa acção causou danos irreparáveis, considera que só a realização duma investigação judicial poderá e deverá apurar e atribuir tanto as responsabilidades como as sanções que couberem a quem as deva assumir.
5. A SOS Habitat exige que as autoridades administrativas com competência sobre a área em que se situa a comunidade do 30 esclareçam a sociedade angolana sobre todos os aspectos dessa acção.
Voltaremos com mais informações sobre este caso logo que tenhamos procedido ao seu tratamento detalhado em função das informações que continuaremos a apurar e do apoio que prestaremos à acção das vitimas junto das instituições de polícia e de justiça competentes.
Luiz Araújo
Coordenador da Direcção da SOS Habitat

Zé Maria “queima” Carla Ribeiro


Lisboa - Carla Leitão Ribeiro, até pouco tempo vice-governadora de Luanda estava em vias de assumir a chefia da gestão de Luanda, em função da programa saída/exoneração de José Maria dos Santos Ferraz. No seguimento das declarações prestadas, o demissionário governador terá citado a mesma como parte envolvida do “negocio do terreno” que impulsionou a sua demissão.

Fonte: Club-k.net
É cunhada da primeira-dama Ana Paula dos Santos, porém , as ligações que a prendem ao circulo familiar daquela, não serviram para que impedisse a decisão de JES em “acabar” com a carreira política de ambos. Carla Ribeiro que já foi também vice Ministra dos transportes, tem a reputação de ser uma figura a quem não se lhe reconhece sinais de desmotivações aos “esquemas”. Enquanto Vice-Ministra dos Transporte notabilizou-se por ter cedido, a familiares e amigos, as lojas do aeroporto 4 de Fevereiro, logo apos a sua reabilitação para o Can 2010.

Carla e “Zé” Maria foram demitidos devido a tentativa de venda da parcela de um terreno avaliado em “milhões” que envolvia um astronômico suborno. Teriam, usado de forma abusiva, o nome do Chefe da Casa Civil da PR, Carlos Maria Feijó, como parte do esquema, deixando este abalado pela desfeita. O caso, que foi inclusive parar na PGR, deverá dar continuidade em fóruns judiciais habilitados.

sábado, 6 de agosto de 2011

POVO NO PODER, Azagaia



“Senhor presidente, largaste o luxo do teu palácio
Finalmente te apercebeste que a vida aqui não está fácil
E só agora é que reúnes esse conselho de ministros
O povo nem dormiu, já tamos há muito reunidos
Barricamos as estradas
Paralisamos esses chapas
Aqui ninguém passa
Até as lojas estão fechadas
Se a policia é violenta
Respondemos com violência (O quê?)
Muda a causa pra mudares a consequência
Mais de metade do meu salário vai pra impostos e transporte
Se o meu filho adoece fica entregue a sua sorte
Enquanto isso, esse teu filho está saudável e forte
Vive na fartura leva uma vida de lord
Viver aqui é um luxo, o custo é elevadíssimo
Trabalhamos como escravos e entregamos tudo no dízimo
Baixa a tarifa do transporte ou sobe o salário mínimo
Xeeeeeeeee...isso é o que deves fazer no mínimo
À não ser que queiras fogo nas bombas de gasolina
Assaltos a padarias, ministérios, imagina
Destruir os vossos bancos comerciais, a vossa mina
Governação irracional parece que contamina
Que tenham aprendido a lição
E não esperem pela próxima
Aviso-vos meus senhores que terão pela próxima”

– Extracto (estrofe) da letra da música de Azagaia intitulada “Povo no Poder” que lhe valeu processo pela Procuradoria da República em 2008

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Terror dos espoliadores do nosso petróleo prende jornalista da Rádio Ecclesia, e arrasta-o para parte incerta.


Colocando uma rolha na imprensa para que não noticie a onda de desmaios do regime de JES-MPLA, é um erro grave, que só complica ainda mais as coisas, pois que facilita e incrementa boatos. Onde não há informação, há ditadura, nazismo, estalinismo.

«Polícia prende jornalista da Eclésia que destacou-se pela reportagem dos desmaios

Lisboa - Adão Tiago, jornalista da Radio Ecclésia que destacou-se nas últimas semanas pelas reportagens ao caso dos desmaios em Angola, foi detido, pelas autoridades policias angolanas, na manha de terça-feira em Luanda.

Fonte: Club-k.net
Levado para parte incerta
O repórter que é igualmente professor do ensino de base, encontrava-se a ensinar os alunos quando agentes da policia invadiram a sala de aulas para e “solicitaram” que o profissional os acompanhassem.

Antes de chegar a para a 9ª esquadra da policia, onde terá sido levado inicialmente, o jornalista Adão Tiago, telefonou a familiares e colegas a dar conta do ocorrido.

A estranha detenção do mesmo coincide no momento em que o regime angolano responsabiliza a comunicação social pela a onda dos desmaios que se registra em escolas angolanas. A informação apontando que os jornalistas da media do regime foram desde ontem proibidos a noticiar sobre este incidente nas escolas.»

domingo, 24 de julho de 2011

O general Led e o hotel katyavala





General Led em litígio com a ex-directora do Hotel Katyavala
Luanda - O proprietário do Hotel Katyavala, general Lede, está a responder a um processo que segue os seus trâmites legais no Tribunal do Trabalho, em Luanda, por se recusar a pagar os ordenados da ex-directora e do ex-relações públicas internacionais da unidade hoteleira.

*Paulo Sérgio
Fonte: O Pais Club-k.net
O general na reserva e a ex-directora foram notificados a comparecer numa audiência de conciliação, realizada na sexta-feira, 8, mas o primeiro foi representado pela sua esposa, Milca Caquese, na qualidade de gestora do hotel, que se fez acompanhar pelo director de recursos humanos e o contabilista.

Segundo a queixosa, face à resistência dos representantes do general a assumir o compromisso de pagar os seis ordenados do casal, o representante do Ministério Público que presidia à audiência, orientou o advogado de defesa no sentido de redigir uma proposta, exigindo não só os salários, como também uma indemnização pelos constrangimentos que os seus clientes enfrentam.

Filomena Carreira contou que foi exonerada do cargo que exercia desde Dezembro passado, alguns dias depois de ter solicitado ao general que lhe pagasse os seus ordenados em atraso para ir a Portugal socorrer uma das suas filhas que padece de cancro.

No momento em que apresentou a preocupação, o general mostrou-se disponível para ajudá-la e criou uma comissão de gestão para dirigir o hotel na ausência da directora, liderada pela senhora Milca Caquesse, que acabou por demiti-la por e-mail.

“Fui informada que estava demitida através de um e-mail enviado pela segunda esposa do general, a senhora Milca Caquesse, por me ter recusado a justificar o facto de a minha secretária executiva auferir mensalmente 900 dólares”, declarou.

Depois de alguns dias, a ex-directora foi convidada pelo presidente do conselho de administração do grupo Gate-Acclo, general Lede, para participar numa reunião onde esteve presente a sua esposa e o advogado do grupo, identificado apenas por Ladeiras. Neste encontro, o general confirmou-a como directora e declarou que ela poderia ausentar-se do país e que receberia uma pequena soma monetária porque não estava em condições de pagar todos os ordenados em atraso.


Falsificação de processo

Já o relações públicas internacionais foi informado, na mesma ocasião, que não poderia acompanhar a sua esposa nem receber o seus ordenados atendendo a que tinha um processo-crime em andamento numa das unidades policiais da capital.

Filomena Carreira acusa o general de ter falsificado a existência de tal processo só para justificar o facto de não querer pagar ao seu esposo, argumentando ter descoberto que tudo não passava de uma mentira.

“O meu esposo estava a ser acusado de riscar um automóvel que se encontrava aqui nas imediações do hotel e chegou a ser barbaramente espancado por isso, mas eu apurei que não existia processo nenhum, através de uma das vizinhas que supostamente estava envolvida no caso”, explicou a senhora.

O casal vive há mais de 100 dias num dos pequenos quartos do hotel.

Foram proibidos de fazer as refeições no restaurante (passaram a recebela de forma alternada, dia sim, dia não) e são obrigados a lavar a roupa na casa de banho do compartimento. Para fazer uma refeição condigna, ambos passaram a depender da boa vontade de um amigo que, de vez em quando, os convida a ir jantar ou almoçar fora.

A ex-directora do Hotel Katyavala explicou a O PAÍS que está a mover o processo contra o general na reserva e o seu grupo empresarial por ter sido ele quem a contratou em nome do grupo que dirige.

Filomena Carreira desabafou que, quando assumiu a liderança do hotel, não havia registos de contabilidade nem sequer um escritório onde pudessem coordenar as actividades administrativas e financeiras.

Aumento dos lucros

Os ex-directores tiveram uma espécie de papel decorativo porque todas acções eram coordenadas a partir de um escritório externo, o que não é aceitável em nenhuma parte do mundo. “Na altura, o hotel tinha como único cliente a Clínica Girassol, que havia alugado 34 quartos , sendo que os demais estavam reservados para os clientes passantes”, explicou, acrescentando que “o general Lede recomendou-me, na ocasião, que encantasse a Clínica Girassol e trouxesse para o estabelecimento mais hóspedes passantes; assim fiz e aumentámos drasticamente o volume de receitas financeiras arrecadadas quinzenalmente”, frisou.

A nossa interlocutora disse que cumpriu a ordem do patrão ao conseguir atrair os funcionários da Banco Espírito Santo, do Banco de Poupança e Crédito e de outras empresas.

Baseando-se na qualidade do serviço que a unidade hoteleira passou a prestar, ela considera que o seu “consulado” teve não só benefícios financeiros para o dono do estabelecimento como para os próprios funcionários que passaram a ser mais valorizados, quer financeira como psicologicamente.

“Quando cheguei ao hotel encontrei todos os funcionários desmotivados porque tinham os seus ordenados em atraso, ganhavam mal, estavam mal formados para o serviço, eram desvalorizados e só tinham direito a uma caneca de chá e um pão seco por dia”, explicou a também activista humanitária com um semblante triste, acrescentando que “o senhor Lede chegou a mandar-me cortar o salário que eles tinham em atraso, mas recusei e consegui pagá-los”.

Ela e o seu esposo foram contratados em Dezembro, por intermédio de um amigo, para dirigirem o hotel. Na altura, o casal estava de malas feitas para trabalhar na província do Huambo, mas não conseguiram resistir à proposta que lhes foi apresentada pelo general e acabaram por aceitar o convite.

O PAÍS envidou todos os esforços para ouvir o general Lede, mas este, num tom ameaçador, recusou -se a prestar qualquer declaração acerca do assunto, alegando que só a directora do seu hotel é que poderia fazêlo. O que não aconteceu até ao fecho da presente edição.

Peritos chilenos confirmam. Salvador Allende suicidou-se com AK-47 oferecida por Fidel Castro


Pretória (Canalmoz) - Depois de dois meses de exames e pesquisas forenses, um relatório médico divulgado terça-feira confirma que Salvador Allende suicidou-se na tarde de 11 de Setembro de 1973. Militares golpistas haviam sitiado o Palácio da Moeda tendo Allende resistido durante cinco horas de bombardeamentos e ao avanço das tropas a mando do General Augusto Pinochet.
O relatório foi elaborado por uma equipa multidisciplinar, integrada por nove peritos chilenos e estrangeiros que começaram a trabalhar no caso em Maio, depois do corpo de Allende ter sido exumado por ordem do juiz Mario Carroza.
A senadora socialista Isabel Allende, filha do ex-presidente que governou o Chile entre 1970 e 1973, salientou que o relatório confirma a tese desde sempre defendida pela família. Falando à imprensa quando saía do Instituto de Medicina Legal, a senadora disse que “no dia 11 de Setembro de 1973, o Presidente Allende, perante as circunstâncias extremas que viveu, tomou a decisão de pôr termo à vida em vez de ser humilhado e viver qualquer outra situação”.
O médico espanhol Francisco Etcheverría, que desde Maio trabalhou junto de forenses, peritos de balística e outros especialistas, disse que a equipa “está em condições de assegurar que se trata de uma morte violenta de explicação médico-legal suicida”. Etcheverría acrescentou que os exames efectuados ao corpo não haviam demonstrado ter recebido o impacto de oito balas, como sustentam algumas versões. “Não encontrámos nenhuma prova dessa versão, pelo que não a partilhamos. Havia apenas um ferimento”, disse.
Colaboradores próximos do antigo presidente chileno relataram que depois de ter ordenado o fim da resistência, Salvador Allende retirou-se para uma sala, tendo ai disparado a espingarda automática, AK-47, que lhe havia sido oferecida por Fidel Castro. (Redacção / ABC Internacional)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desidério Costa, na sua faceta equestre


Lisboa – O interesse que lhe comanda a vida é agora a criação de cavalos, a promoção de artes equestres e coisas correlativas. Ficou definitivamente para trás a política, o petróleo; sobram, ao que parece, uns interesses ditos residuais nos diamantes. Recentemente comprou em Portugal 12 cavalos puro sangue. Por essa altura foi também visto a assistir, embevecido, a um torneio internacional de salto a cavalo na Herdade da Comporta.

Fonte: africamonitor.net Club-k.net
Comprou 12 cavalos em Portugal
Tem uma fazenda na Funda, arredores de Luanda, chamada Lavra Gimunalu, que José Eduardo dos Santos, seu amigo desde tenra idade, não só inaugurou como visita amiúde, inclusive para montar. Dos seus 890 hectares, 30 estão reservados a um centro hípico, com escola de formação equestre integrada; o efectivo de que dispõe é já quase de quase 100 cavalos.

O objectivo que proclama é o de conseguir que Angola esteja representada nas provas de equitação, se não for nos jogos olímpicos de Londres, 2012, pelo menos nos do Rio de Janeiro, 2016.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Luanda. Assassinato de dois militantes do BD-Bloco Democrático


AMIGOS DO BLOCO DEMOCRATICO, BD. Este fim-de-semana foi Trágico aqui no Cacuaco. A Polícia MATOU 2 (dois) jovem a tiro! Eram ambos Militantes do BD. O primeiro no sábado dia 16/07/2011, Rui Castro André, tinha 40 anos, o segundo no dia 18/07/2011 com apenas 19 anos!!

In AMIGOS DO BLOCO DEMOCRÁTICO ANGOLA NO FACEBOOK

Fomos ao terreno, falamos com as famílias e com pessoas que estavam presentes na altura que os "srs agentes se assim se podem chamar"cometeram estes crimes, enquanto o Nosso Companheiro Francisco Guedes, estava na morgue do Hospital Maria Pia, a tentar resolver as autópsias dos nossos Irmãos Assassinados. Eu fui falar com o Sr. Comandante da Divisão do Cacuaco, onde fui informada que o Rui estava armado!!! Se o Rui estivesse armado e pronto a atirar, porque levou o tiro nas costas? Esta história está muito mal contada. Ainda há mais coisas, só que não convém expor por enquanto... o segundo jovem Jacinto, saiu com um grupo de mais sete jovens com bidões e bacias às quatro horas, para irem à procura de água, porque a EPAL partiu todos os tanques particulares e os moradores do bairro Paraíso, estão sem gota de água! Ao passarem a uns 50 metros da casa do 1º chefe da polícia, o Sr. lembra-se de abrir a janela e atira para o grupo, atingiu o jovem na perna direita e como não teve os primeiros socorros, faleceu. Como Angolana sinto Revolta, como as coisas são encaminhadas e tentam resolver estes CRIMES. Doeu Muito estar no meio daquelas famílias, completamente Destroçadas pela Dor. Está mesmo na Hora de dizer Basta. O BLOCO DEMOCRÁTICO não vai deixar que a Polícia continue a Matar. É esta Paz Podre, é este desenvolvimento, é esta a democracia que o PR/MPLA anunciam a todas as horas na TPA e nas Rádios? Muito Obrigada mas Não Queremos Mais... BASTA, CHEGA Sr. JES...
Imagem: Bairro de S. Pedro à Cuca, Luanda

sábado, 16 de julho de 2011

Pérola casa-se dentro de dias


Luanda - A cantora Jandira Sassingui “Pérola” esta de casamento marcado para o próximo dia 23 de Julho em Luanda. O seu noivo é Sergio Neto, director executivo da Semba e coordenador do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA) afecto a casa civil da PR.

Fonte: Club-k.net
Felicidades ao casal
Ela é formada em direito pela “Universidade de Pretoria”, na África do Sul enquanto que o noivo é um jovem engenheiro formado em Portugal e com uma pos graduação feita na Inglaterra. Ambos conheceram-se em 2007, mas só no primeiro semestre de 2009 é que começaram a namorar. Em ocasiões passadas, a mesma considerou como “uma historia muito seria”.
Ao tempo em que iniciaram a ter aproximação amorosa, a cantora era vista com certa freqüência no gabinete da Semba Comunicação, o que precipitou rumores de que o namorado era um outro responsável daquela agencia angolana.
Nascida no Huambo, “Pérola” é originaria de uma família com influencia musical. O seu pai, fez parte de um grupo musical no planalto central, e a sua mãe fez parte do coro de uma Igreja cristã. O gosto pela musica começou a vincar-se na Namíbia, onde viveu nos anos noventa mas foi na África do Sul por intermédio da “Bue de Beats” que ela notabilizou se com o álbum “break”.

É considerada, uma das cantoras mais carismáticas no “music hall” , não obstante a predicados que lhe fazem ser uma pessoa “simples e humilde”.

domingo, 10 de julho de 2011

SINFIC: Gestores Portugueses Acusados De Hostilizar Técnicos Angolanos


Londres – Uma corrente de gestores portugueses ao serviço de uma notabilizada empresa de consultoria, SINFIC que opera a vários anos em Angola é acusada de procedimentos discriminatórios contra técnicos angolanos que fazem parte da mesma. O ambiente de discriminação é seguido de comentários segundo aos quais “Os portugueses auferem salários superiores a USD 2000 e com ajuda de custo acrescentado a outros privilégios que os angolanos não gozam. (Direito a refeições, telefone , placa de internet, e etc).

Fonte: Club-k.net
Empresa que presta consultoria ao regime
Nos comentários tecidos contra os gestores português da SINFIC são levantadas criticas segundo as quais não deixam crescer os técnicos angolanos ou que criam artifícios que levam ao seu desencorajamento resultando em auto demissão ou afastamento.

Nos últimos meses dois jovens funcionários angolanos (Irina e Vladir) foram despedidos de forma considerada injusta. No caso do último foi solicitado a digitalizar a cartografia de uma província, em uma semana, e em resposta terá dito aos seus superiores que “era impossível”. A reacção de Vladir foi entendida como “atitude revolucionaria” resultando em uma discreta penalização (retirada de competências.)

Em outras circunstancias, Vladir teria reivindicado aumento de salário em função de se ter licenciado, porém, um administrador Fernando Santos disse-lhe que se quisesse deveria seguir para trabalhar na sucursal da SINFIC do Lubango sob alegação de não haver mais espaço em Luanda. Após a recusa, acabaram por lhe retirar o trabalho tendo de seguida sido afastado sob pressão de um responsável brasileiro Eduardo Hoffmann que responde pela unidade de cartografia.

O brasileiro Eduardo Hoffamann que é identificado pelas suas reservas aos nacionais é um gestor que apesar de não possuir formação superior goza dos privilégios semelhantes ao dos gestores portugueses. Atribuem-lhe a fuga de quadros licenciados nos últimos meses ao qual substitui por amigos brasileiros.

Certa vez, foram enviados quadros para formação na África do Sul, porém, a inclusão ou escolha de 11 técnicos angolanos só foi possivel, em função da gestora de unidade, Ruth Saraiva descrita internamente como “justa”. É lhe reconhecida certa autonomia e liberdade de decisão.

A SINFIC tem um conselho de administração presidido por Fernando Santos, José Luís Pereira e um administrador Alexandre Nobre, todos eles portugueses. Faz ainda parte do conselho, António Carvalho “Tozé”, que esta a representar a parte dos acionistas angolanos (Grupo de generais com realce a Kundi Paihama). Embora seja o único angolano no conselho, António Carvalho é referenciado pela atitude dúbia e de pouco fazer pelos seus compatriotas.

Dos quadros intermédios, o mais próximo que esta da administração é Alfredo Carima (43), consultor comercial oriundo do gabinete de Fernando dos Santos “Nandó” /Kassoma e da FINTCH, empresa ligada ao ramo da informática de que foi director comercial. Tem a reputação de "muito competente". A dada altura, reportava a um superior identificado por Figueiredo, da unidade de gestão administrativa. Em ocasiões, a si desfavoráveis teria sido alvo de uma surda hostilização consubstanciada na retirada de uma viatura dada pela empresa. Esteve baseado num gabinete na Avenida de Portugal, tendo sido depois acolhido na sede central onde funciona como consultor junto ao conselho de administração. Passa por ser o elo de ligação com o gabinete presidencial ao qual prestam trabalho.

A Sinfic S.A., é na sua definição uma empresa internacional privada que actua na área de Sistemas e Tecnologias de Informação desde 1990 em Angola e Portugal e desde 1999 em Moçambique. Tem representação nas 18 províncias de Angola. Presta consultoria a Sonangol e a vários governos províncias de Angola. Um dos maiores projectos realizados pela empresa foi o recenseamento e a gestão de todo o processo eleitoral, fruto do contrato que fez com o Ministério da Administração do Território.

No ano antepassado, a Sinfic disputou o concurso para propostas do monopólio da feitura dos novos Bilhetes de Identidade. Agiu em seu favor como lobbista, o General Cirilo de Sá “Ita” que perdeu a batalha para a DGM - SISTEMAS Lda, a empresa do empresário chino brasileiro Minoru Dundo que é sócio do ex-chefe das comunicações da PR, Leopoldino Fragoso do Nascimento. Na altura, o Ministério das finanças recebeu ordens para passar por cima da abertura das propostas da SINFIC e entregar o contrato a DGM.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Coronel Correia Barros, ex- Chefe de Análise da Inteligência Militar


Johanesburgo - É um dos mais habilitados quadros que serviu a inteligência militar angolana ao tempo do conflito armado. Seguiu carreira na área de analise e informação. Fazia leitura do estado psicológico de Jonas Savimbi baseadas na intercepção das suas comunicações. Chegou a interceptar uma conversa entre Savimbi e o general Antonio Dembo, quando o primeiro consolava o seu segundo que acabava por perder a esposa Judith Bonga, num momento em que a guerrilha planeava evacuar a senhora para o Zimbábue.

Fonte: Club-k.net

O estratega do Centro de Estudos Estratégicos

Em 2001 quando JES afastou João de Matos do cargo de – CEMGFAA, o coronel Manuel José Correia Barros ajudou este ex oficial a fundar o Centro de Estudos Estratégicos em Angola (CEEA) tornando-se Vice-Presidente do seu Conselho Executivo. Quando passou para reserva em 2004, Correia Barros passou a dedicar-se a “full-time”, para esta instituição tornando-se no seu estratega e no quadro que mais intervenção faz.

O coronel Correia Barros que hoje se fala nasceu em Lisboa. Freqüêntou o curso de direito na Universidade Clássica de Lisboa e no cumprimento do serviço militar obrigatório foi enviado a Angola. Combateu nos arredores de Nambuangongo tendo saído ferido e levado para Portugal. Quando melhorou voltou para Angola onde destacou-se como analista de sistema.

A proclamação da independência apanhou-lhe em território nacional. Naturalizou-se angolano e passado um mês aderiu ao braço armado do MPLA, as extintas FAPLA. Foi colocado na marinha de guerra onde exerceu vários cargos entre os quais o de Comandante das Forças de Marinha do Kuando Kubango, Chefe de Operações da Marinha de Guerra, Chefe do Estado-Maior da Defesa do Caminho-de-Ferro de Benguela, chefe do Departamento de Ciências Militares, chefe do Estado-Maior da Operação “Kwanza-Bengo”, e chefe do Posto de Comando Central e do Centro de Direcção Operativa do EMG das FAPLA.

Em 1989, passou para a divisão de informação militar. No seguimento da unificação dos dois exércitos (FAPLA e FALA), o coronel Correia Barros, viria a fazer parte das FAA, integrando o seu braço de inteligência. O seu ultimo cargo ao serviço do exercito, foi o de chefe do Departamento de Informação e Análise do Serviço de Inteligência Militar. Em finais de 2004, passou para reserva como coronel. Pelo seu perfil, há ainda quem questione o porque não da sua promoção a oficial brigadeiro ou general.

Hoje na condição de membro do CEEA, é convidado por organizações estrangeiras para abordar temas da área da segurança. Em 2007, esteve numa conferencia internacional em Lisboa ao qual foi lhe solicitado a falar das relações transatlânticas e a segurança global. Recebeu recentemente um convite para falar da experiência da guerra civil em Angola nos conflitos Bioéticos numa conferencia ater lugar no próximo dia 15 de Setembro em Salvador da Bahaia, Brasil. Presta igualmente o seu contributo na analise de estudos habilitados publicados em Angola e no estrangeiro. É um dos fazedores de opinião em Angola, em matéria de segurança e resolução de conflitos. Antigos militares da UNITA, da linha do general Geraldo Nunda revelam certa admiração pelo mesmo.

É a figura a quem os ex-oficiais do exercito sul africano do apartheid respeitam em matéria de inteligência militar tornando-se numa personalidade de referencia no Instituto de Estudos e segurança na África do Sul. É membro da SADSEM – a rede de gestão da defesa e da segurança da África Austral, a instituição que congrega instituições de estudos estratégicos e que ajuda os governos da região a desenvolver políticas de defesa.

O CENTRO DE ESTUDOS ESTRATEGICOS DE ANGOLA
O CEEA ao qual o Coronel Correia faz parte funciona como uma "inteligência" independente vocacionada aos estudos e analises da segurança da região e resolução de conflitos. Fazem pronunciamentos em assuntos que se queira dar um entendimento profissionalizado visto que activos dos serviços de Inteligência não o podem fazer. A composição do CEAA que tem o General João de Matos na Presidência, é composta por militares que trabalhavam na área da inteligência. O mais notavel em termos de carreira é o ex-chefe dos serviços de informação militar da PR, general Cirilo “Ita”. Faz parte do grupo, o antigo Director Adjunto dos Serviços de Inteligência Militar do Ministério de Defesa, Tenente-General, Felisberto Njele.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Google lança o seu «Facebook» para poucos


Após muitos rumores, a Google anunciou, através do seu blog oficial, a sua mais nova aposta para o mercado cada vez mais disputado das redes sociais, actualmente dominado pelo Facebook.
Chamado de «Projecto Google+», o novo site da gigante de buscas possui um visual parecido com seu maior rival e tenta trazer como principal diferencial um maior controlo de privacidade, permitindo que os utilizadores criem vários grupos de amigos, chamados de Círculos, partilhando assim as suas informações apenas com quem quiserem.
«A ideia dos ‘círculos’ faz muito sentido», disse a analista da Technology Business Research. «É algo esperto, e apesar de ser possível fazer algo parecido no Facebook, não é o negócio principal deles. Não é algo tão fácil de fazer.»
No blog, a empresa também destaca outras funcionalidades como o Sparks, que exibe feeds de conteúdos de toda a rede que possam ser interessantes para o utilizador. Para isso, só precisa de adicionar os seus principais interesses no site. Segundo a Google, o objectivo é que, dessa forma, os utilizadores tenham sempre algo para ler e partilhar com os seus diferentes círculos de amigos.
Outro destaque do «Google +» é a opção de realizar vídeochamadas casuais em grupos, através da ferramenta «Hangouts». No blog, a empresa diz que procura, assim, «tornar os encontros online mais divertidos, naturais e espontâneos».
E como não poderia deixar de ser, a nova rede social da Google possui uma aplicação para o sistema móvel da empresa, o Android, além de trazer funcionalidades com smartphones, como partilha de localização, upload instantâneo de fotos e opção de chat em grupo (com todos os membros de um Círculo, por exemplo).
O Google também destaca que acaba de começar os testes externos e que por isso é possível perceber que algumas partes do projecto ainda não estão a funcionar de forma perfeita.
Por enquanto, o acesso ao «Projecto Google +» é limitado apenas para os utilizadores que receberam convites da empresa. Ao aceder ao site (plus.google.com), o utilizador pode deixar os seus contactos para ser avisado quando a empresa puder convidar mais pessoas.
DIARIODIGITAL

domingo, 26 de junho de 2011

Fundo Lwini privatiza Lar Kuzola


Fundo Lwini organização dirigida pela primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos, é apontada como a futura proprietária do Lar Kuzola.

Kuzola que é até aos dias de hoje dirigida por uma equipa cristão católicas, foram informadas pela vice-governadora de Luanda, Juvelina Imperial sobre a possível privatização a favor da Fundação Lwini.

Lar Kuzola que tem uma capacidade para 180 crianças, alberga actualmente 300 petizes, entre os quais órfãos e deficientes.

Fundo Lwini foi fundada em aos 30 de Junho de 1998 constitui uma pessoa colectiva de direito privado sem fins lucrativos e de interesse geral, dotada de personalidade jurídica.

O Fundo LWINI é uma instituição de solidariedade social que tem por objecto social o angariamento de fundos e a execução de acções de apoio ás vítimas civis de minas terrestres. Com seguinte direção ORGÃOS SOCIAIS

Presidente da Fundação LWINI
Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente da Fundação LWINI
Joana Lina Ramos Baptista

CONSELHO DE CURADORES
Presidente: Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente: Joana Lina Ramos Baptista
Secretária do Conselho: Ana Edite Monteiro (Curadora)

ASSEMBLEIA GERAL (MESA)
Presidente: Drª Ana Paula dos Santos
Vice-Presidente: Ana Maria Guimarães (Curadora)
Secretária da mesa: Ana Paula C. Victor (Curadora)

CONSELHO FISCAL
Presidente: UNICARGAS (Rep. Abel Cosme)
1ª Vogal: Manuela Ceita Carneiro (Curadora)
2ª Vogal: Graça Pitra (Curadora)
Suplente: Manuela M. Elsa de Fátima Alonso da Palma (Curadora)
Suplente: DENERGIA (Rep. David Matos)

DIRECÇÃO EXECUTIVA
Alfredo Monteiro Ferreira Jr (Curador)

Angola24horas.com/fundo Lwini