terça-feira, 20 de setembro de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. A rapariga deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação.


O «moyo» sobrevive à morte e passa a viver com os antepassados. A alma dupla (nfumu nkutu), alguma coisa semelhante à alma sensitiva, completa a personalidade humana, pois é o princípio da percepção sensível. Reside no órgão auditivo e anima ouvidos e vista. Pode andar errante durante as síncopes e o sono. Origina a sombra que segue o homem. Desaparece à hora da morte.
O nome, quarto elemento, deve mudar sempre que se dá uma mudança substancial na pessoa.

Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas

O «muxima», coração em quimbundo angolano, encerra toda a riqueza do universo pessoal do homem. «Não é só a origem e o conjunto das emoções e dos afectos sensíveis, nem só o motor da vontade, nem só a fonte do pensamento, nem só a própria pessoa na sua originalidade individual: é tudo isso de uma só vez».
O «muxima» distingue-se do coração físico do homem. O delicado humanismo banto: hospitalidade, calor humano, solidariedade, agradecimento e cortesia revela o refinamento do «muxima». Por isso, a grande aspiração é possuir um «muxima» poderoso, viril, já que dirige, em definitivo, define e valoriza o homem. Analisar o coração equivale a analisar a totalidade do homem.

Certos grupos bacongos asseguram que alguns génios, cujo habitat é a água, podem introduzir-se no corpo do banhista. Pela cópula encarnam e originam filhos anormais, como os albinos e gémeos. Outras vezes, atribuem o nascimento anormal à infidelidade materna, pois que um só pai não pode gerar dois filhos.
Os gémeos são considerados, em muitos grupos, anormais e perigosos para a sociedade. Daí as cerimónias propiciatórias exigidas pela comunidade ameaçada. A mãe dos gémeos fica sujeita a tabus especiais.

Há que advertir que nem todos os grupos bantos realizam estes ritos de iniciação. Mesmo em Angola, há grupos que desconhecem e outros que a praticam parcialmente. Por isso, as nossas afirmações referem-se só aos grupos que exigem os ritos de iniciação.

Os companheiros de iniciação ficam unidos para sempre por laços indestrutíveis. Ajudam-se e defendem-se uns aos outros. Nasce um sólido sentimento de fraternidade, chamam-se «irmãos». Estes laços podem prevalecer sobre os familiares e clânicos, porque os preceitos da iniciação são sagrados. Juro pela «muhanda» (nome quimbundo destes ritos de passagem), é uma expressão sagrada.
O grande rito termina por juramentos solenes: «Nem à mulher com quem dormires poderás contar o que fizestes na muhanda; esconde, nega, desfigura, senão morrerás».

Iniciação feminina
Os ritos de passagem e iniciação da rapariga púbere não tem quase relevo nas sociedades matrilineares. Ou desapareceram ou ficaram reduzidos a insignificantes ritos simbólicos.
Em Angola, a iniciação é praticada por vários grupos: Ganguela, Tshokwe, Nhaneka-Humbe, Ambó.
A rapariga deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação. Nalguns grupos, iniciam-se antes e, noutros, depois de passar dois anos ou mais, ou associam-na ao contrato matrimonial.
Nalguns ritos, estes ritos duravam meses e até anos. Assim as instruíam e preparavam para todas as funções femininas. Normalmente duram poucos dias, apenas três ou quatro. Reduziram-se a uma cerimónia única, e realizam-se nas aldeias e na casa paterna.
A rapariga deve apresentar-se virgem a estes ritos, de contrário sofre vexações e paga uma indemnização, além de atrair a vergonha para ela e para a sua mãe, responsável pela sua educação. Antes, podiam ser mortas com uma lança.
Se aparecer grávida, a desonra assume a maior gravidade. Costumavam ser mortas. Se uma rapariga cuanhama dava à luz, antes da «efundula» (assim se chamam os ritos iniciatórios), prenunciava a morte do soberano. O nascimento dum menino, cuja mãe não passou por estes ritos, é um indício muito funesto.

Entre os Cuanhamas, no segundo dia da «efundula», as raparigas bebem uma cerveja especial, misturada com drogas, em que se incluiu um pouco de esperma dum circuncidado doutro grupo, já que eles não praticam a circuncisão.
No «olufuko» dos Cuamatos, a mestra anciã prepara uma cerveja com drogas da qual retira uma porção numa taça; nela, um circunciso lava o seu membro viril três vezes. A rapariga, que desconhece estas práticas, bebe um gole. O resto, a mãe vai-lho derramando pelo baixo-ventre até correr por uma enxada, que lhe colocaram debaixo dos membros inferiores.

Mutilações sexuais
Bastantes povos negro-africanos praticam a excisão ou clitoritomia. Aparece como excepção entre alguns grupos bantus.
Numa operação dolorosa e cruel extirpam o clítoris com uma faca candente, com pedaços de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de sílex ou com um tição incandescente. Muitas vezes também cortam os lábios pequenos e grandes da vulva. A operação é feita por mulheres especializadas, que, nalguns lugares, aplicam urtigas como dolorosa anestesia. Costumam fazê-la quando a jovem chega à puberdade e, nalguns grupos, logo que chega aos oito ou nove anos.
A excisão pratica-se sobretudo nos países árabes ou islamizados: Egipto, Sudão, Djibuti, Emirados Árabes Unidos, Omã. Na África negra: na Nigéria, Mali, Guiné, Costa do Marfim e outros povos da África oriental. Os Kikuyus, povo bantu do Quénia, parece que são os únicos que exigem inexoravelmente a excisão a todas as mulheres. Jomo Kenyatta nem concebia que se pusesse em dúvida o valor social e até religioso, além de ético, desta horrível prática. A clitoritomia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto social de mulher. Nenhum kikuyu casará com uma mulher não iniciada, e, inclusivamente, é perigoso magicamente relacionar-se sexualmente com quem não sofreu a excisão.
… Noutros lugares, como a Etiópia, pensam que é uma medida higiénica com consequências morais positivas que garante a feminilidade. Na Costa da Marfim, convencem-nas de que doutra forma não terão filhos.
Esta prática vergonhosa já foi denunciada pela ONU, que avalia em 70 milhões as mulheres mutiladas.
À infibulação, precedida ou não da clitoritomia, sujeitam-se as mulheres dos países islamizados do nordeste africano, Sudão, Etiópia, Somália, Eritreia, Djibuti, Chade.Quase exclusiva dos muçulmanos, parece que esta prática não se conhece na área bantu.
… A ruptura do hímen é mecânica e é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizando um pequeno instrumento. «Na Costa ocidental da África, as jovens são desfloradas com a ajuda dum bambu, que conservam dependurado da vagina cerca de três meses. À volta da vulva colocam formigas que devoram as ninfas e o clítoris».

O substantivo da língua quimbunda «kilembu» significa «soma de géneros, artigos ou dinheiro». E o verbo, também quimbundo, «kulemba» significa «prestar homenagem ao futuro sogro por meio de presentes convencionais». Alambamento deriva directamente deste verbo, depois de suprimir o radical do infinito «ku» e de lhe acrescentar a desinência «mento» por influência do português. Do mesmo modo surgiram outras palavras como «xinguilamento», «sunguilamento», «sabulamento».

Poliandria
…. Existe entre alguns grupos esquimós que praticam o infanticídio das meninas pelo encargo que representam.
Entre os tibetanos agricultores, vários irmãos compartilham a mesma esposa. Parece que tentam reduzir assim o número de herdeiros para que o património se transmita indiviso.
Os Wahumas da África oriental praticam-na ocasional e temporariamente. Quando os irmãos ajudam um seu irmão a preparar o alambamento, tem direito a partilhar a esposa a qual fica a pertencer exclusivamente ao marido, a partir da gravidez. Os pastores Todas, do Sul da Índia, também fazem uma mulher esposa de todos os irmãos até à sua gravidez.

Feiticismo
Os Portugueses, desde os primeiros contactos com os povos negro-africanos que estes adoravam feitiços e ídolos. Filipo Pígafetta e Duarte Lopes, na sua Descrição do Reino do Congo, publicada em 1591, afirmavam: «E vimos inúmeros objectos, pois cada qual adorava o que mais gostava, sem regra nem medida, nem razão de qualquer espécie… Escolhiam, como deuses, cobras, animais, pássaros, plantas, árvores, diversas figuras de madeira e pedra, e imagens que representavam estes seres já enumerados, pintadas ou esculpidas em madeira, pedra ou outro material…
Os ritos eram variados, mas todos cheios de humildade, como, por exemplo, ajoelhar-se, prostrar-se de rosto em terra, cobrir a face com pó suplicando ao ídolo e fazendo-lhe oferenda dos bens mais estimados. Também tinham bruxos que os enganavam fazendo crer a esses ignorantes que os ídolos falavam.»

Ao formar as categorias dos seres existentes, eles raciocinaram por “exclusão”. Se não, vejamos: o Pré-Existente não encontra lugar na lista. Não é nem “Muntu”, homem, nem, “Kintu”, coisa, nem “Hantu”, localização, nem, com mais razão, “Kuntu”, modo de ser.
Imagem: oficinadesociologia.blogspot.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As BPV – Brigadas Populares de Vigilância nas vestes das SA (Sturmabteilung) - Tropas de Assalto, ao ataque


Começou a caça aos bruxos. Reginaldo Silva

«Casa de Bonavena assaltada. A primeira vítima da abertura da época oficial de caça anunciada por Bento Bento?
Caros amigos do Bloco (BD) e de NELSON EDUARDO (Bonavena). Acaba de ser assaltada a casa deste Dirigente do BD. Os Gatunos levaram computadores, HD Externo, Modem, valores em dinheiro e outras coisas. Não estamos a fazer ilações com as ordens dadas ontem por Bento Bento no seu discurso. Foram gatunos.»
In Bloco Democrático Angola

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ministra alemã exorta colegas de gabinete a renunciar ao Facebook


A ministra da defesa do consumidor alemã, Ilse Aigner, solicitou hoje aos seus colegas de gabinete que renunciem à utilização do Facebook, "para darem um bom exemplo e levar a sério a protecção de dados".
Na missiva, Aigner, que é membro da CSU, os democratas cristãos da Baviera, afirma que "após análise", considera "imprescindível" que não se utilize o símbolo de acesso ao Facebook nas páginas da Internet da responsabilidade do governo".

Além disso, desaconselha a inscrição em páginas de instituições no Facebook, "devido a fundadas dúvidas legais".

A ministra democrata cristã absteve-se, no entanto, de recomendar aos deputados a supressão das suas páginas no Facebook, mas recomenda-lhes que "reavaliem a sua presença" na chamada rede social.

A própria ministra anulou há vários anos a sua inscrição no Facebook, e o seu Ministério também não está registado nesta aplicação, nem tem um "link" que conduza os utilizadores à página do Facebook.

Aigner acusa a rede social norte-americana de não respeitar a legislação alemã e europeia, sobretudo por facultar automaticamente dados dos seus utilizadores a terceiras pessoas.
http://www.jornaldenegocios.pt/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ascensão e queda da ditadura










Vida de escravocrata é assim. E quando os escravos se revoltarem, da fome e da miséria se libertarem? Nas prisões não há lugar para mais arruaceiros, pois só quem rouba pão para sobreviver vai para a prisão. Estas prisões que se enchem de miseráveis e os corruptos que esbanjam o nosso património, para eles não há jaulas. O problema é quando os escravos já não suportam tanto sofrimento e perdem o medo. Os prisioneiros dos campos de concentração nazis também eram assim, e revoltavam-se e escapavam-se para a liberdade. Os tempos mudam, os corruptos e os ditadores jamais. A democracia é a libertação da História, é o confisco dos bens dos corruptos e dos ditadores. É a libertação das grades da fome da prisão. Entretanto os últimos ratos passeiam no convés do navio, preparam-se para se atirarem ao mar, na derradeira tentativa de se salvarem. O mar está muito encrespado, revolve-se e engole tudo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Líder da JURA (Juventude da UNITA) espancado na cadeia de Kakila


Luanda – Mfuka Muzemba, o Secretario-Geral da JURA, cujo paradeiro era até então desconhecido, pela direção do seu partido, foi transferido para uma prisão de alta segurança, conhecida como a cadeia de Kakila, localizada, nos arredores de Calumbo. O dirigente juvenil e um grupo de jovens detidos, nas mesmas circunstancias foram espancados no decorrer de uma sessão de tortura física e psicológica (não foram alimentados de sexta para sábado). Perto das 19h40, de Sexta feira, aquele líder juvenil foi o único a ser tirado da cela para uma suposta reunião que durou perto de duas horas.

Fonte: Club-k.net
Regime tortura adversários políticos
As 9h da manha deste sábado, os guardas dos serviços prisionais impediram que a mãe de um dos detidos identificado por Paulo Vaz pudesse receber visita, alegando “falta de autorização superior”. Após terem implorado, os familiares dos detidos conseguiram entregar alguns bens levados, quando eram 14 horas.

Mfuka Muzemba foi detido no passado dia 8 Setembro quando fotografava um grupo de jovens que protestava no largo Serpa Pinto em solidariedade aos manifestantes do dia 3 de Setembro. Foram também presos membros do Bloco Democrático que se deslocaram ao local para prestar solidariedade juvenil ao grupo que estava a ser julgado no tribunal da Ingombota.

A detenção de Mfuka Muzemba é agora aproveitada pelas as autoridades para dar a entender que as manifestações em Angola estão a ser realizadas pela UNITA. Numa recém entrevista, a emissora católica, Sebastião Martins, o Ministro do Interior, questionou a presença do mesmo ao local.

De acordo com informações plausíveis, Sebastião Martins, tenciona levá-lo a tribunal para ser julgado tão logo que outro grupo de “Carbono” Casimiro venha a ser condenado (Juiz foi orientado a soltar e aplicar uma multa pesada).

As autoridades, mostram-se cientes que não há provas que indicie crime da parte de Mfuka Muzemba. Tencionam apresentar o vidro partido de um carro da polícia como evidencia dos supostos estragos que provocou.
O regime vê na detenção de Mfuka Muzemba, como oportunidade de tirar proveito político. Logo após ao dia 3 de Setembro, o governo propagou que o primeiro grupo de manifestantes agrediu a policia e praticou actos de vandalismo. A soltura dos jovens, por falta de provas, colocará as autoridades numa posição em que a população pode concluir que o governo usou uma inverdade para incriminar os manifestantes.

A detenção de Mfuka Muzemba, obedece agora a cálculos destinados a levá-lo em tribunal e ser propagado como autor das manifestações. Embora haja a garantia de que venha a ser posto em liberdade, há estimativas indicam que o governo não iria permitir passar na televisão a parte final do julgamento para que vinque a idéia de que esta a ser julgado como o actor das manifestação.

As manifestações recentes deixaram as autoridades muito chocadas por ter estragado o trabalho de marketing feito na véspera do 28 de Agosto que visava promover a imagem de JES como lider de “carisma”. A nível do gabinete de acção psicológica da PR, a manifestação de 3 de Setembro, abafou o trabalho posto em curso que precipitou a promoção de um rumor que dava entender que JES iria sair do poder já em 2012.

A idéia do regime é passar a mensagem de que em Angola “esta tudo bem” e que os jovens não se manifestam por causa de problemas sócias, a que invocam mas porque são instigados pela UNITA. Em outras manifestações terão acontecido o mesmo, o que levou os manifestantes a responder que “eram maduros demasiados” para serem influenciados por partidos da oposição.

Lista dos presos politicos

Domingos Tove
Neves Cardoso
Alcibiades Kopumi
Agostinho Kamuango
Pedro Ulika
Isaías Celestino
Abaiao Mohindo
Afonso Vemba
Miguel Constantino/
João Dinis
José Morais
Cristóvão Segunda
Lito António
correia Domingos
José Tchilumbo
Mário Paulino Paulino Samacaca
Rodrigues Matumona
Daniel Silveira
Manuel Neto
Leonildo Eduardo
Agapito João
Mário Cristo
Mfuca Muzemba

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O REI E OS ARRUACEIROS


Há muito, muito tempo, havia um rei que desconhecia que no seu reino existia povo. Ele estava convencido de que só ele e a sua corte existiam no reino. Decerto não passava de uma mera desinformação, alguém lhe escondia que de facto existiam uns bons milhões de almas que ele não conhecia, ou fingia que não sabia. Portanto vivia… considerava-se como o senhor, o deus absoluto de tudo e de todos, era uma família de número considerável. A produção interna do reino não existia claro, vinha tudo de fora, importado em grandes caravanas. O reino era muito rico em minerais, e para pagamento aos mercadores bastava escarafunchar o chão que logo apareciam uns diamantes e um líquido negro que era muito apreciado pelas curas milagrosas que lhe atribuíam. Para evitar assaltos de algumas hordas itinerantes de piratas somalis, o rei barricou-se no alto de uma montanha, que aos poucos se transformou num grandioso, altamente luxuoso e dispendioso castelo de muralhas inexpugnáveis. Até que um belo dia surgiu uma incontável multidão que no inicio se confundiu com uma vulgar peregrinação. Mas não, era reivindicação. O rei atónito trata de chamar a sua guarda, que era numerosa claro, não faz sentido um monarca não se rodear de um pequeno/grande exército para o que der e vier. O aspecto dos manifestantes/arruaceiros era de tal ordem que mais pareciam cadáveres, ou seriam-no de facto? Porque só se lhes viam as ossadas, desconhecendo-se quem lhes teria comido os ossos. E perguntaram aos arruaceiros, pois quem nesse reino se manifestasse assim era tratado, a que vinham: «Meu soberano, pela graça de Deus nos céus e nas terras (?), reivindicamos-lhe apenas um pedaço de terra para quando morrermos nele sermos devidamente enterrados». O rei não entendia nada, nem queria saber, aliás tinha mais que fazer, mas conseguiu badalar algo: «Não entendo, melhor, custa-me a entender… expliquem-me lá… COMO NÃO TÊM TERRAS!!!» «Grandioso soberano, não temos terras, não temos casas, não temos tendas, e as casas que nos deram já se foram, as fissuras levaram-nas. Não temos nada, nem direito a cemitérios, por isso queremos apenas um pedaço de terra para o repouso final das nossas carcaças. PORRA EXPOLIARAM-NOS TUDO!!!» «Muito bem, seus arruaceiros, podem ir, que já vou nomear uma comissão para lhes tratar do sebo… dos vossos problemas.» «Não, não bazamos, daqui pé não arredamos. Já não vamos mais nessa conversa, estamos saturados de quase há meio século ouvir sempre o mesmo quizomba». E sua majestade usou um gesto só conhecido pelo chefe da sua guarda. E de repente sobre os escanzelados manifestantes/arruaceiros caiu uma chuva de azeite a ferver. Depois uma matilha de cães de poderosas mandíbulas. Uma chuva de flechas seguida por outra de pedras e finalmente lançam-lhes um poderoso gás previamente ensaiado e portanto de resultados comprovados, para ter a certeza de que nenhum dos esqueléticos arruaceiros se movia. E no final, assomando da torre albarrã, sua alteza esfrega as mãos de contente pela vitória da peleja a seu favor, e dá o remate final: «Pronto, o vosso problema está resolvido, queriam um pedaço de terra para cada um, ofereço-lhes uma vala comum».
Eis um método curioso de resolver problemas de terras e de manifestações, não é?!

http://patriciaguinevere.blogspot.com/2011/09/jangada-petrolifera-enfrenta-forte.html

terça-feira, 6 de setembro de 2011

País pode enfrentar uma revolta popular – Marcolino Moco


Benguela - O antigo primeiro ministro de Angola, Marcolino Moco, disse em Benguela que, o país pode enfrentar uma revolta popular a semelhança do que ocorreu na Tunísia, Egipto e na Líbia, caso o MPLA, partido no poder, não efectue profundas reformas democráticas.

Fonte: VOA
Em declarações a Voz da América, o antigo secretário-geral do partido que governa Angola, referiu que apesar da esfera pública angolana ter se revelado turbulenta e traumatizada por muito tempo devido as repressões sistemáticas do regime contra as manifestações, a juventude angolana tem demonstrado um elevado nível de consciência política.

Para o académico, as revoltas desencadeadas no Norte de África têm vindo a estimular a resistência civil no país, realçando o papel desempenhado pela internet na luta dos jovens contra o regime.

Segundo a fonte, por meio das redes sociais como Facebook e Twitter, os jovens têm organizado protestos, convocam outras pessoas e aumentaram a abrangência das críticas contra o governo angolano em relação as violações dos direitos fundamentais.

Moco defendeu a necessidade das autoridades angolanas se conformarem com as leis internas e tratados internacionais para se evitar uma nova revolução.

Sublinhou ainda que qualquer país onde as autoridades queiram enveredar por aquilo que chama de fechadura, "arrisca-se mais tarde ou mais cedo a ter consequências semelhantes daquilo que se observa na África do Norte.”

Luanda. UM DOS MANIFESTANTES MORREU!


Malu Cardoso publicou no grupo AMIGOS DO BLOCO DEMOCRATICO - ANGOLA.
Malu Cardoso
5 de Setembro de 2011 23:40
Líder Inês Africana, UM DOS MANIFESTANTES MORREU.

Bom, não há dúvida que a tal paz acabou, ela alguma vez existiu?, a Constituição se rasgou e Angola estoirou.
Estão abertas as hostilidades, assim conforme desejo dos nossos kadafis e assades.
Quem vive no inferno, faz da vida das populações outro inferno, vive na hipocrisia, na mentira, na corrupção, na morte, é o inferno por excelência, as suas palavras transformam-se em excrementos que até os mais odiosos animais evitam.
Quem vive e nos impõe esse viver, o inferno será dele e a ele virá, e nele sucumbirá.
Que o TPI lhes emita o competente mandato de captura.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mães dos manifestantes vão protestar no palácio presidencial


Lisboa – Um grupo de senhoras angolanas cujos filhos foram alvo da repressão policial de Sábado (3) mostram-se decididas em deslocar-se até ao palácio presidencial, para pedir explicações do paradeiro dos seus filhos que dizem desconhecer.

Fonte: Club-k.net
Para pedir esclarecimento do paradeiro dos filhos
Algumas delas aparentemente, em estado de desespero, alegam que os seus filhos foram visto pela última vez no largo da Independência e arredores. Na tarde de domingo as mesmas estavam prontas a ir pedir explicações a Presidente angolano tendo recuado após terem alertado para que dessem mais algumas horas. Até a tarde de ontem, os familiares do jovem Carbono “Casimiro” teriam sido informado que a terceira e quinta esquadra da policia negava conhecer o paradeiro do jovem. O mesmo foi localizado esta manha estando na 8 esquadra do prenda.

As autoridades policias colocaram os jovens em diferentes esquadras sem terem contacto com os seus advogados. Há previsão de se fazer julgamento sumario na ausência dos profissionais de defesa.

A equipa de advogados procura no momento contabilizar o numero de jovens que foram presos.

Lista de manifestantes não detidos no acto mas que estão desaparecidos

- Garcia Samba Fragoso dos Santos “Santero”
- João Carlos Coelho da Silva “Marchal”
- Manuel Ramalhete “Até Quando ”

Lista de detidos e desaparecidos.
- Kady Mixinge
- Alexandre Dias dos Santos “Libertador”
- António Cangoma
- Marchal
- Mingo
- Tuve
- Dionísio Carbono
- José Mateus Mwanza
- Gaspar Luamba Monteiro (depois de recuperar os sentidos, a policia levou e continua detido)
- Adolfo Campos (depois de recuperar os sentidos, a policia levou e continua detido)
- Ermelinda Freitas
- Jeremias
- Candido Silvestre

Detidos pela policia e que os familiares desconhecem o paradeiro.
- Explosivo mental
- Ângelo Miguel Conda
Claudio Conda (irmão do jovem acima)
- Sozinho
- Manuel Andrade
- Helder Cafunfo
- Gabriel Chacussanga
- Kilson
- To Zé
- Carlos Amaral
- Albano Mateus Lombo
- Quintino da Costa
- Pedro

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Rádio Ecclésia censura manifestantes


Segundo uma fonte junto a direcção da emissora católica de Angola, os jovens protagonistas da pretensa manifestação do dia 3 de Setembro foram censurados a publicação feita para o anúncio da mesma.
Os jovens que foram entrevistados por um dos profissionais daquela casa de rádio viram vetados a publicação, alegadamente por ordens superiores.
Este portal ligou para uma fonte junto a Ecclésia que disse não ser verdade a informação. E que, alega serem enganos por várias iniciativas de protestos e não serem concretizadas.
A fonte afirma ainda que hão-de passar o protesto tão logo começam e não passaram a pretensão dos mesmos.
Lembro que Rádio Ecclesia de Angola, fez a sua primeira emissão em 8 de Dezembro de 1954, para assinalar o encerramento do Ano Santo Mariano. Com um emissor de ondas curtas de 50 Watts, "a aparelhagem era modesta. O emissor de fraquíssima potência. Os discos, pouco ou mais de meia dúzia… as instalações exíguas, no primeiro andar dum prédio da Rua de S. Paulo". As emissões diárias começaram em 19 de Março de 1955, tendo como Director o Padre José Maria Pereira.
A actual programação, é emitida em FM 97.5 MHz para Luanda e arredores e via Internet (Emissão Online), com 24 horas de emissão diária
angola24horas.com

Regime proíbe noticias que criticam preços das casas do Kilamba


Lisboa - Uma suposta “ordem superior” que circula em meios de comunicação social conotada ao regime esta a desencorajar noticias cujo o teor precipita a criticas dos preços dos apartamentos da centralidade do Kilamba.
Fonte: Club-k.net
Descoberto esquema para compra das casas
Na noite de sábado (27), a Zimbo TV, teve de abortar em última da hora, um debate semanal em que dois convidados iriam trocar argumentos a cerca das casas do Kilamba. Os realizadores daquela televisão privada invocaram que o programa já não iria ao por “motivos técnicos”.
As casas dos Kilamba criou espectativa junto dos populares em Luanda, com realce a juventude que acusa o governo de enveredar por preços astronômicos. Vários analistas tem sugerido, as autoridades para que passem para um plano B, consubstanciado no aluguer das casas.
A semana passada circulou em Luanda, informações, ainda não desmentidas, dando conta da existência de um esquema para aquisição dos apartamentos. O esquema, segundo as informações é feito por um grupo que, alegam ter os canais para em que se paga “certa quantia” em dólares para inserção do nome dos interessados, na lista dos compradores das casas. Há também conhecido de caso de pessoas cujo os nomes já estão na lista antes do anuncio oficial feito pela as autoridades. A facilidade terá sido feito através de familiares envolvidos com o processo de cadastramento.

Casas do Kilamba apenas para quem tem salário mínimo de USD 3.500


Luanda - Para habilitar-se à compra dos apartamentos de menores dimensões disponíveis (T3A), com 110 metros quadrados, ao preço de 125.000 dólares, o mais provável é que a renda mínima do interessado seja de 3.500 dólares, de acordo com o Jornal de Angola, que sita como fonte o Banco Internacional de Credito (BIC).

Fonte: SA
No BIC, segundo Jornal, o crédito é concedido a pessoas com idade entre os 18 e os 60 anos e a taxa de juros está fixada em 12%, com variação do período de liquidação da dívida, consoante a idade de cada cliente.

O Banco Nacional de Angola não permite que se desconte mais do que 40% do salário em casos de financiamento. No Banco BAI, o financiamento contempla pessoas até 55 anos de idade e pode ser liquidade em 20 anos, porém o interessado precisa de ter depositados na sua conta 15% do valor do imóvel a adquirir, refere o matutito nacional.

Muitos dos interessados nos apartamentos da Cidade do Kilamba propõem-se a liquidar o valor total dos imóveis entre 20 a 30 anos, com o desconto de parcelas entre 500 a 1000 dólares por mês. Nas concessões de créditos, recorde-se, quanto maior a idade, menor é o período de
liquidez da dívida.

Governo de Luanda não paga operadoras de lixo há sete meses


José Maria dos Santos, enquanto governador de Luanda, sempre se manifestou indiferente aos problemas destas empresas porque pretendia criar a sua
A empresas de recolha de lixo de Luanda estão a enfrentar uma série de dificuldades no exercício das suas actividades, na sequência da não libertação das verbas, por parte do Governo Provincial de Luanda (GPL), destinadas a elas.
As operadoras vivem esta situação há já sete meses, não se vislumbrando uma saída para o seu fim, o mais depressa possível.
Tudo quanto se sabe é que o Ministério das Finanças já disponibilizou os valores, há muito tempo, tendo o antigo governador de Luanda, José Maria dos Santos, se mostrado indiferente em seleccionar o problema.
A situação é deveras grave, na medida em que as operadoras são obrigadas a se desdobrar no sentido de adquirirem dinheiro, por outras fontes e com elevados custos, para custearem as despesas, por forma a manterem as suas operacionalidades.
Os gastos feitos pelas operadoras são avultados, envolvendo os salários dos trabalhadores, manutenção do equipamento e combustível, entre outros.
Não fosse estes esforços, estas empresas viriam-se abrigadas a estarem endividadas com os trabalhadores e, como consequência, notar-se-ia uma onda de greve um pouco por toda a capital do país.
Com a recém-exoneração de José Maria, as coisas complicaram-se, na medida em que se aguarda pela nomeação do novo governador. Enquanto a situação prevalecer, as operadores continuarão a passar por maus bocados. Uma paralização das mesmas poderá traduzir-se em catástrofe, se tivermos em conta a produção diária de resíduos sólidos.
“Se com as empresas em funcionamento é o que se vê, com a sua paralizarão, o que será?”, interrogou-se fonte próxima destes jornal.
Numa ronda feita em Luanda, constatamos ser voz unânima que a situação seja resolvida pelo Governo de Luanda, num curto espaço de tempo para desafogar as empresas que muito têm feito, haja chuva ou faça sol, para manter limpa a cidade capital do país.
O ANGOLA24HORAS contactou as operadores, mas estas manifestaram indisponibilidades para se pronunciar sobre o assunto, almejando tão-somente que as verbas seja disponibilizada.
Este jornal apurou, por outro lado, que José Maria, enquanto governador de Luanda estava mais preocupado em criar a sua empresa de recolha de lixo do que, propriamente, em velar para as já existentes.
Angola24horas.com

Michael Morris: Banqueiros controlam o FED, BCE, ONU, Banco Mundial, FMI, BCI


- Bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício
A ciranda diabólica

Michael Morris é o autor do livro Was Sie nicht wissen sollen! (O que você não deve saber!), onde ele esclarece como um pequeno grupo de banqueiros particulares governa nosso mundo em segredo. Estes banqueiros controlam conforme sua vontade não apenas o FED ou o BCE, mas também as organizações supra-nacionais como a ONU, o Banco Mundial, o FMI e o BCI (Banco de Compensações Internacionais). Além disso, eles manipulam as cotações do ouro e da prata, provocaram conscientemente a bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício.
Michael Morris explica:

“Há mais de duzentos anos, a economia entra em colapso em intervalos regulares, porque exatamente assim é planejado e desejado. E planejada da mesma forma é a próxima quebra das bolsas – que virá logo. Pois desta forma o dinheiro, e conseqüentemente o poder, será distribuído de baixo para cima… Nós caímos novamente no mesmo velho golpe. Isso somente acontece porque poucas pessoas entendem como funciona nosso sistema financeiro globalizado. Ele é mantido sob uma áurea de complicação para que justamente seja pouco compreendido. E isso é feito propositadamente. E no fundo tudo é tão simples!”

Na entrevista seguinte concedida a Stefan Erdmann, de 7 de julho de 2011, o autor do livro previu a situação atual da economia mundial, principalmente nos EUA.

Ele também estará certo quanto às suas outras previsões?
O quê você não deve saber

Stefan Erdmann: Herr Morris, você publicou em abril deste ano um interessante livro intitulado Was Sie nicht wissen sollen!. Nele, você afirma que a economia européia e norte-americana dirige-se contra um muro. Isso ainda não aconteceu e parece que o atual sistema irá continuar desta mesma forma pela eternidade afora. Você ainda tem esta opinião?
Michael Morris: Sim, naturalmente. Não há qualquer dúvida que a economia mundial entrará em colapso – pois isso deve acontecer! A única pergunta é, quando?
Stefan Erdmann: Mas porque você está tão seguro disto? A economia alemã até apresenta um aparente crescimento, as bolsas estão subindo, a Grécia foi salva e tudo vai voltar ao normal. Não é assim?
Michael Morris: Sim, isso seria bonito, mas não é assim que funciona. Toda essa conversa sobre crescimento é uma tosca tentativa para acalmar as massas. Os números e estatísticas são claramente unilaterais, a favor dos mandantes e não possuem qualquer força argumentativa. O volume da economia cresce apenas porque mais dinheiro é bombeado para o mercado. Simultaneamente este dinheiro perde cada vez mais valor por causa da inflação. Nos relatórios vemos um maior faturamento, mas não é por isso que eles têm mais valor. Trata-se apenas de um jogo de adição de zeros, onde as classes inferiores perdem rapidamente e as mais abastadas ganham. Acontece uma monstruosa concentração de renda. Assim que a maioria das pessoas entenderem isso, a coisa pega.

Stefan Erdmann: E na sua opinião, por que os políticos nada fazem contra isso?
Michael Morris: Porque eles, em sua grande maioria, não têm o mínimo conhecimento. No fundo todos os políticos tentam atualmente adiar o colapso da economia e as conseqüentes ondas de revolta, para além do período de seu mandato. Assim este cenário de horror não acontece sob seus olhos, mas talvez no próximo período de legislatura.
Impressionante eu acho o relatório atual de um comissário de polícia em Berlim, que atua na segurança doBundestag (parlamento alemão) e tem contato diário com os parlamentares. Há poucas semanas ele contratou um amigo construtor para construir uma casa em Chiemgau, e este deveria entregá-la o mais rápido possível! Perguntado, ele explicou que logo tudo desabará, as caixas da previdência estão vazias, a Grécia falida e impassível de salvação, e que os políticos federais sabiam disso, todavia não iriam avisar a população. Este é uma posição de 6 de julho de 2011, ou seja, bem recente! A política sabe que aquilo que ela faz não pode acabar bem, mas não estão entendendo exatamente o que fazem. O mais importante é manter seus privilégios e abastados salários. De fato é difícil avaliar realisticamente a situação atual, quando não se tem noção de economia, de dinheiro e ouro, de bancos e bolsas. Olhe bem quem controla a Alemanha. De onde vêm a chanceler e o vice-chanceler? Qual deveria ser a qualificação para dirigir uma nação econômica? Olhe a direção da UE. Não sabemos bem se devemos rir ou chorar! Tal equipe pode dirigir uma associação de boliche, mas não toda a Europa. Isso tem que acabar mal. Eles não entendem que chegamos a um ponto, onde a economia tem que entrar em colapso!
Essência democrática: “É como você disse: aqueles que decidem não foram eleitos,
e aqueles que foram eleitos não decidem nada”
[Horst Seehofer, ministro da saúde (2005-2008) e atual governador da Bavária]
Stefan Erdmann: Você afirma que a economia tem que entrar em colapso. Por quê? Você pode nos explicar em detalhes?
Michael Morris: Nosso sistema econômico está baseado em um permanente crescimento, mas um crescimento infinito não pode existir em um planeta com limitações físicas. O sistema é erigido de tal forma que a economia só pode crescer à medida que pessoas, empresas e países se endividem. Através da contração de dívidas, novo dinheiro é criado, dinheiro este que não existia anteriormente – isso é denominado “criação monetária”. O dinheiro, que é concedido na forma de crédito, é criado quase do nada pelos bancos. Este dinheiro não existe realmente, não existe fisicamente, mas existe apenas no papel. No início de um novo ciclo econômico, este dinheiro extra aquece o mercado. Todos se passam por grandiosos, compra-se e investe-se onde pode. Então chega-se ao ponto onde as pessoas perdem a noção das coisas, sobem os preços dos imóveis, das matérias-prima e do varejo, formam-se bolhas; mais dinheiro é criado pelos bancos a juros e emprestado aos felizes consumidores a juros sobre juros. Através da expansão da base monetária, o dinheiro perde valor, aparece a inflação. Em algum momento os preços aumentam mais do que os salários, então as pessoas perdem poder aquisitivo e a economia começa a tropeçar. Ao mesmo tempo as dívidas tornaram-se tão altas, que a pressão dos juros sufocam as pessoas, as cidades e todo o país. Eles não podem mais saldar os créditos que tomaram, e são obrigados então penhorar aquilo que mais prezam, para quitar pelo menos parte da dívida. Em algum momento, todo este castelo de cartas desaba, pois não existem mais recursos.
Stefan Erdmann: Este é o ponto que chegou a Grécia?
Michael Morris: Exato. Se bem que a Grécia tem pouca culpa pelo mar de lama. Os gregos não tiveram qualquer chance, Eles devem sucumbir dentro da Zona do Euro. Isso era previsto.
Stefan Erdmann: Como assim? Como isso teria sido previsível?
Michael Morris: A Alemanha está orgulhosa por exportar tantos produtos de alta-tecnologia. Isso é ótimo, e não deve ser um transtorno para outros países contanto que estes tenham moeda própria. Pois desta forma eles podem elevar as barreiras alfandegárias e assegurar que pelo menos uma parte de seu dinheiro permaneça no país e não escoe tudo para a Alemanha. Enquanto a Grécia teve uma moeda própria, determinados produtos gregos puderam concorrer com os produtos alemães. Eles não eram tão sofisticados, mas por sua vez eram mais baratos do que os produtos alemães, sobre os quais incidiu os impostos de importação. A Grécia pode também influenciar o câmbio em relação ao marco alemão. Era atrativa como local turístico, pois era relativamente barato. Então de uma vez desapareceram a moeda própria e as barreiras alfandegárias. Com isso os produtos gregos não puderam mais concorrer com os alemães, todo dinheiro fluiu para o estrangeiro, a economia grega ficou totalmente estagnada, vieram as demissões, a arrecadação fiscal diminuiu e, portanto, o governo grego foi obrigado a tomar mais crédito que logicamente não podia mais pagar – como ele poderia, de onde viria o dinheiro? Naturalmente ele pode tomar novos empréstimos, ou seja, contrair mais dívidas para pagar os juros das dívidas antigas. Uma ciranda doente.
Stefan Erdmann: Quer dizer que o sistema foi melhor para a Alemanha do que para os gregos?
Michael Morris: Não, não para os alemães, mas sim para os bancos alemães. Para estes foi um ótimo negócio. Eles não levaram calote dos gregos, pois são “relevantes ao sistema”. Isso significa claramente que eles têm tanto poder e podem fazer o que bem quiserem. O Estado alemão deve ajudar os gregos ensangüentados e prostrados no chão, para que com isso os bancos não tenham qualquer prejuízo no recebimento dos juros. Simultaneamente, o Estado apóia os bancos com dinheiro e vantagens fiscais. Mas como o Estado não tem os muitos bilhões necessários, ele deve tomar o dinheiro emprestado destes próprios bancos. Este recurso, pelo qual todos nós somos garantidores, é enviado então à Grécia para que eles possam pagar com nosso dinheiro as dívidas que contraíram juntos aos bancos alemães. Este jogo é tão absurdo, que quase não dá para acreditar que através disso os bancos possam atravessar a crise. Mas eles conseguem, e de fato há mais de um século. Desde que os bancos conseguiram separar em 1914 o dinheiro do ouro – desde que nosso dinheiro não foi mais lastreado por valor verdadeiro – os bancos podem fazer conosco o que bem entendem – e quase ninguém parece perceber a trama.
Stefan Erdmann: Os pacotes de salvamento não fazem então bem aos gregos?
Michael Morris: Não, é claro que não. Em princípio, no dominante sistema monetário baseado em dívidas, tudo é vantajoso para os bancos, e a todos que trabalham em estreita cooperação com eles. Acontece novamente segundo o mesmo esquema, não importa se agora seja com a Grécia, ou Argentina em 1990. Existem tantos exemplos disso, principalmente na África e América do Sul. Obriga-se um povo a contrair imensas dívidas, até que todos fiquem sem dinheiro. Então obriga-se o Estado a diminuir as despesas juntos aos benefícios sociais e salários e, ao mesmo tempo, aumentar os impostos. Isso significa para a população: menores ganhos e maiores despesas. É claro que isso não pode funcionar bem ao longo prazo. Para os bancos é um negócio extraordinariamente seguro! Quando o país quebra, os abutres repartem o filé e deixam a carniça para o povo. Então acontece uma reforma monetária, o povo deve se ralar novamente e começar a construir tudo de novo, onde naturalmente deve contrair mais dividas juntos aos bancos. Joga-se para a matilha um pouco mais de carne, para fisgá-la. Elas mordem a isca, diz-se a elas que desta vez vai ser melhor. Mas a verdade é que não é possível melhorar, pois este sistema do dinheiro sem lastro – inventado pelos bancos – no sentido literário da palavra, é uma ciranda diabólica.
Stefan Erdmann: Soa como existisse atrás de tudo um plano ou um cálculo mal-intencionado.
Michael Morris: Por detrás de tudo existe sem dúvida alguma um plano. Ele é tão simples como genial, e funciona desde 1694, desde a fundação do Bank of England como banco privado, de forma extraordinária. Em períodos regulares, na maioria das vezes a cada duas até três gerações, tudo deve entrar em bancarrota, pois a montanha de débitos aumenta de forma exponencial por causa dos juros compostos e em algum momento explode simplesmente. Nós estamos agora neste ponto. Nós estamos perto da explosão. Vários países europeus estão insolventes há anos e são mantidos vivos artificialmente, o que torna tudo pior, pois as pessoas são lançadas cada vez mais para o fundo do poço. Os EUA estão finalmente insolventes a partir do início de agosto, a não ser que os dois partidos encontrem um compromisso no último momento e estabeleçam um limite superior para o total de endividamento. Isso proporciona ao país nada mais do que um ano de sobrevida. Mas antes disso a Europa provavelmente entrará em colapso, o que deverá levar consigo a economia dos EUA. É difícil dizer quem cairá primeiro, pois ambos mal podem se manter em pé.
Stefan Erdmann: Bem, se existe um plano, a gente se pergunta o que se esconde por detrás. Em seu livro, você afirma que são apenas algumas famílias que governam todo o mundo ocidental. Você também cita seus nomes. Como devemos imaginar isto? Para mim não é fácil imaginar tal cenário. Como eles fazem isso e por que nós não ficamos sabendo de nada?
Michael Morris: Sim, muitas pessoas têm a mesma dificuldade. E justamente por isso o sistema funciona perfeitamente. Para a maioria das pessoas, o fato de alguns poucos possuírem tudo, é facilmente rotulado como “teoria da conspiração” e logo dizem: “isso não é possível” – simplesmente porque vai além de sua imaginação. Mas de fato é assim, que algumas poucas famílias possuem quase tudo – todos os bancos, todos os grandes conglomerados, os meios de comunicação mais importantes. Eles têm participação em todas as grandes empresas de investimentos e gestoras de fundos, que por sua vez formam um grande emaranhado de difícil percepção por parte do público. Mas eu provei em meu livro como, por exemplo, as empresas dos Rothschild Blackstone eBlackrock têm participação em praticamente quase todas as grandes empresas alemãs.
Famílias como esta têm seus longos braços, seus “soldados”, na maioria das diretorias e dos conselhos administrativos. Através de suas fundações, eles doam quase todo o dinheiro para a pesquisa determinam assim, onde é pesquisado e em qual direção devem caminhar os resultados. O fiasco do Climagate é um típico exemplo. Está provado que o aquecimento global da Terra é uma grande mentira e todos os dados, que mostram a direção do aquecimento, foram falsificados. Está comprovado que as temperaturas globais diminuem constantemente. Mas com o suposto aquecimento pode-se ganhar muito dinheiro, por isso as mídias insistem em pichar o vilão CO2 e continuam a reportar sobre o aquecimento global. Tais coisas são planejadas lá em cima, e sua execução exata destas ações são levadas a cabo pelos grêmios inferiores. Trata-se de um sistema rigidamente hierárquico, que engloba tudo. Na parte superior estão algumas poucas famílias, cuja riqueza é inimaginável para o homem comum. Abaixo vem uma segunda e terceira fileira. Juntando-se tudo, temos talvez 200 famílias, que estão organizadas no CFR, na Comissão Trilateral, no Clube de Roma, no Grupo Bilderberg, entre outras associações. Através destes grêmios, são controlados a política, a chamada economia e os meios de comunicação. Os detalhes destas operações iriam extrapolar o foco da entrevista, mas eu esclareço tudo isso detalhadamente em meu livro.
Stefan Erdmann: Tem razão. Lá você aborda tudo pormenorizadamente – e ainda de forma didática! Eu tenho que reconhecer que seu livro foi o primeiro a esclarecer de forma simples as macro-ligações entre economia, dinheiro, ouro, as grandes organizações como FMI e o BCI. Você também vai mais além e apresenta as relações entre temas como chemtrails e a alegada luta contra o terror. Não é um pouco arriscado?
Michael Morris: Não, tudo está interligado…
Stefan Erdmann: Bem, então eu faço minha última pergunta: se tudo caminha desta forma e o grande crash é inevitável, o que ainda podemos fazer? Existe uma solução ou alguma saída, ou nós devemos nos preparar para um período sombrio e estocar alimentos?
Michael Morris: Sim, naturalmente existe uma saída! Nós precisamos simplesmente romper com o atual ciclo. Isso acontece através de educação e esclarecimento, e para isso nós dois tentamos dar nossa contribuição. Por sorte não somos os únicos. Nos últimos anos, a verdade sobre a manipulação das pessoas aparece em vários lugares. Parece que nós despertamos de uma espécie de longa hibernação e começamos a nos emancipar. Poder-se-ia dizer que nós passamos da adolescência para a maturidade. O importante é que nós aproveitemos o próximo crash como uma chance para mudanças e não um retorno ao antigo ciclo vicioso – não em medo e ódio como no passado, que levaram à guerra e miséria. O período de transição poderá ser, todavia, muito duro, o que não podemos ignorar. Alguma coisa em gêneros alimentícios deverão estar à disposição ou se prevenir para alguma outra eventualidade, tudo isso não custa manter. Aqueles que puderem, deverão ter também algo em ouro e prata, assegurando assim parte de seu patrimônio. Isso será importante principalmente durante a transição, pois este pode ser tortuoso. De fato está sendo elaborado atrás dos bastidores, em vários locais e por diversas personalidades, um novo sistema. Este novo sistema deve ser mais justo e promover uma convivência mútua pacífica. Para isso deverão ser abolidos o dinheiro de dívidas e os juros, o que não agrada uma certa elite, mas que há muito tempo é premente. Poderia ser talvez através de um salário básico incondicional. Mais eu não posso dizer aqui, pois isso está apenas começando. Mas algo acontece! E eu estou confiante que vai melhorar e nós vivenciaremos um salto quântico na consciência humana, que trará seus frutos a todos. Pois a princípio isto é possível! Mas naturalmente todos nós temos que nos colocar a postos e assumir nossas responsabilidades.
Stefan Erdmann: Eu agradeço pela conversa!
Kopp-Verlag, 13/08/2011.
Quem quiser entender como funciona o sistema, é imprescindível a leitura do artigo abaixo:
O governo mundial de facto da atualidade
As 60 nações aqui listadas estão endividadas com a astronômica cifra de aproximadamente 30 trilhões de dólares, o que na média representa mais da metade do PIB e em relação à população, cada recém-nascido já nasce com uma dívida média de 10 mil dólares. A uma taxa de juros de apenas 5% resulta anualmente a soma de 1,5 trilhões de dólares em juros. Uma soma que não pode ser mais gerada economicamente, mas que deve ser refinanciada através de novos endividamentos.
http://fimdostempos.net/bolha-imobiliaria-crise-bancaria-proposital.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carro oferecido por general do regime causa separação de “Noite e Dia” e esposo


Lisboa – A kudurista Anabela Ferreira Bento “Noite e Dia” está separada do esposo, o jogador do petro de Luanda, “Locó”. Em causa esta um “violento” presente, ou seja uma viatura Toyota Sequoia que a kudurista recebeu como oferta de um conhecido general do regime. O gesto do general que não agrado do esposo da cantora.

Fonte: Club-k.net
A figura que deu a prenda é o general na reserva Bento Santos “Kangamba”, igualmente membro do Comitê Central do MPLA. Não há provas de que a cantora tenha algum momento se amigado com “Kangamba”, a troco da viatura. A variante mais contundente é a de que o empresário ofereceu a viatura como iniciativa humanitária enquadrada na sua política de ajudar os jovens que a ele procuram para pedir apoio. Tem fama de nada pedir em troca.

“Locó”, o esposo da cantora que não gostou da “ajuda” terá se sentido ofendido tendo abordado alguns amigos e familiares que o aconselharam a desistir da relação optando pela separação. (Na sua pagina no facebook, a kudurista declarou já o seu estatuto como “Sou solteira”)

O jogador é uma figura bastante discreta que sempre cultivou o habito de não falar na imprensa a cerca da relação com a kudusrista. Em Maio deste ano, “Noite e Dia” deu uma entrevista ao Jornal de Angola tendo avançado que “Ele não gosta de falar da vida intima” para de seguida revelar que “as vezes tenho problemas por causa da minha vida artística, mas tudo se resolve”.

De realçar que a kudurista “Noite e Dia” começou a cantar em 2002, por impulso de Puto Prata, a quem a mesma contactou levando-lhe a fazer uma musica. Tem se notabilizado no bairro Precol onde vive desde que nasceu em 1984. Faz parte do grupo de kudurista que foi encorajado a aprofundar os estudos desde ao tempo do general Fernando Miala. Passou pelo IMEL como estudante e desde 2010 que esta na Universidade UTANGA, onde freqüenta o curso superior de gestão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Origem da palavra Malanje


A palavra Malanje, vem do contexto kimbundu antigo que significa "as pedras" (MA-LANJI).
Versões sobre surgimento do nome Malanje:

1ª versão:
Antes da colonização portuguesa, o rio Malanje era conhecido como rio Kadianga ou Carianga, para os portugueses. Ao chegarem na região de Malanje, os portugueses atravessaram um rio, como na época não existiam pontes, os portugueses tinham que passar pelos rios em cima de pedras. Após atravessar o rio, os portugueses viram moradores locais. Assim, eles perguntaram qual era o nome do rio e os moradores (que não compreendiam a língua portuguesa na época) responderam "Ma-lanji Ngana" (são pedras, Senhor).

2ª versão:
Uma expedição portuguesa, liderada por Rodrigues Graça (1843), chegou às margens no rio Kadianga e encontraram 3 mulheres locais. Então os portugueses perguntaram o que as moradoras locais estavam a fazer e elas responderam "Estamos moendo mandioca". Os europeus ficaram encantados com a quantidade de mulheres e perguntaram sobre os homens da região, então elas responderam em kimbundu: "Mala hanji", que significa: "Também há homens."

3ª versão:
Os portugueses enviaram emissários ao soba (mwen'exi) locais com o objectivo de prevenir que eles tivessem que usar a força para ocupar a região. Quando um dos emissários foi dar a mensagem ao soba local, ele respondeu: "Malagi?", em português: "São malucos?"
In Wikipedia

Elementos que mataram Eurídce Candido receberam 15 mil dólares


Luanda - Ventos de mais um escândalo aprestam-se a soprar forte no seio da Polícia Nacional. Em causa está ainda o assassinato que vitimou a funcionária bancária, Eurídce Cândido. É que agora surgem novos elementos em torno do caso, como por exemplo o facto de uma alta patente da corporação poder estar também envolvida, conforme confissão de um dos executores e, agora, sustentada por um rigoroso trabalho de investigação

*Mariano Brás
Fonte: Semanário A Capital Club-K.net
Fala-se de suposto envolvimento policial
Uma volta de 360 graus pode estar prestes a mudar o rumo dos acontecimentos na investigação que peritos da Direcção nacional de Investigação Criminal (DNIC) levam a cabo e que pode, por isso, as causas, circunstâncias e os mandantes do assassinato de Eurídce Cândido (Dodó).

É que, a fazer fé nas fontes deste jornal próximas ao dossier, os investigadores terão franqueado a boca e levado as mãos à cabeça diante de novas revelações de um dos dois assassinos confessos da jovem de 30 anos, entretanto já a contas com a justiça, que, ao que se diz, ‘despejaram tudo para fora’, nos últimos dias.

Os supostos carrascos de Dodó, segundo ainda a fonte, terão, a determinada altura, confidenciado à investigação que teriam sido contratados para executar aquela indefesa mulher, por uma suposta alta patente da Polícia Nacional.

Recentemente, os executores, já detidos, terão citado o nome de um suposto contratante, mas os investigadores do processo preferem manter todos os pormenores em sigilo, a ter de comprometer toda a investigação.

Adiantaram, porém, dispor de elementos bastantes, fornecidos pelos presumíveis executores, de que se trata de um oficial superior de renome no seio daquela corporação castrense, mas que se encontra ainda em actividade.

Outra informação disponibilizada pelos algozes é o que dá conta, por exemplo, que para a realização daquele infausto ‘servicinho’ teriam recebido das mãos do referido contratante, mais de 15 mil dólares norte-americanos a cada um dos integrantes do bando de malfeitores.

A investigação chegou a tal extremo, por a arma usada na execução da jovem é de uso exclusivo da Polícia Nacional, no caso uma Makarov, além de que os alegados executores terão indiciado alguma experiência militar, facto que faz aumentar ainda mais as suspeitas, de algum conluio de uma figura interessada em ver a vítima sumida do mapa.

Por outro lado, não está ainda clarificado por que naquela sexta-feira do assassinato, 28 de Janeiro último, não se notou a presença de uma patrulha policial na rua Eurico, como é habitual acontecer noutros dias naquela zona, que responde pela Divisão da Ingombota. Esta é também uma das peças que faltam para completar o puzzle.

Sem se referirem a um ajuste de contas, os investigadores procuram saber por que os assassinos terão decidido silenciarem-na. Além de se encontrarem a trabalhar com elementos de possíveis crimes passionais, não descartam, porém, outros elementos, como, por exemplo, um suposto negócio em que a vítima se terá envolvido com uma determinada figura bem posicionada. “Estamos a levar em conta todas as hipóteses investigativas”, revelou a fonte, bastante convictos nas suas palavras, para quem os resultados finais deste crime poderão assustar, uma vez mais, os angolanos, a julgar pelo que se julgam serem os rostos envolvidos.

E as investigações prosseguem. Até ao fecho da presente edição, segundo ainda a fonte que temos vindo a citar, eram interrogadas indivíduos próximos ao antigo governador provincial de Luanda.

Uma dessas pessoas terá sido um dos irmão do recentemente demitido edil de Luanda, José Maria dos Santos, uma vez que se notam contradições nos interrogatório. Aliás, aventava-se mesmo a possibilidade da sua detenção.

O nosso interlocutor mostrou-se, contudo, receoso quanto ao desfecho deste caso. “Será preciso muita coragem, pois as autoridades policiais terão de assumir a existência no seu seio a presença de elementos com a conduta indecorosa, que deveriam ser banidos da corporação”, sugeriu, uma vez mais, a fonte.

Efectivos da Polícia de Investigação garante que continuam no encalço de elementos ainda foragidos. Este é um assunto que procuraremos retomar em próximas oportunidades, trazendo novos desenvolvimentos em torno de mais este rocambolesco caso, sobretudo, agora, quando se fala que possíveis altas patente aterão também alinhado na catarse.

domingo, 21 de agosto de 2011

Mansão de JES em França vendida a um milhão e meio de Euros



Paris – Foi despachado, a poucos dias, para França, o Secretário da presidência angolana, para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação Internacional, Carlos Alberto Fonseca, para desfazer-se de uma casa de férias (actuamente em estado de abandono) que o líder angolano José Eduardo dos Santos tem naquele país e que fora proibida de ser tocada em conseqüência do caso “Angolagate”.

Fonte: Club-k.net
PR desfaz-se de bens em seu nome
A casa situada na cidade de Nice, província de Alpes Cote D'azur, foi posta a disposição do mercado imobiliário esta segunda-feira (15) estando a venda no valor de um milhão e quinhentos mil e noventa Euros (€ 1 590 000). É responsável pela venda, Tantilo Fabrice, um empresário Frances do ramo imobiliário que fora mandatado por Carlos Fonseca.

A Mansão do líder angolano em Nice, era usada para férias. Foi comprada, em 1993, por um já falecido funcionário sênior da presidência angolana. Dois anos depois foi passada, em favor, da Primeira-Dama angolana, Ana Paula dos Santos. No seguimento do processo, “Angolagate” , a casa foi apreendida durante 11 meses tendo sido liberada recentemente. É em função deste confisco, que JES deixou de passar as férias naquele país para não ser incomodado pelas autoridades francesas.

A venda da moradia, segundo consultas, é enquadrada no procedimento preventivo de JES em desfazer-se de bens matérias ou riquezas que o possam comprometer no futuro. Em meios associados, ao mesmo referem que terá despertado, logo apos o que aconteceu com Mobuto Sesse seko, que viu todos os seus bens confiscados. Uma investigação abalizada concluiu que dos lideres africanos, José Eduardo dos Santos é o único que a muito deixou de ter bens ou sinais de riquezas em seu nome. Os seus críticos, porém, insinuam como “seu”, os investimentos dos familiares.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Olho por olho, dente por dente


Embora a procissão ainda vá no adro, se o governo anterior era ladrão, o que dizer do actual? Passos Coelho está a conseguir transformar José Sócrates num ingénuo pilha-galinhas.

Quanto a mim, se quem roubasse o governo anterior deveria ter 100 anos de perdão (ladrão que rouba ladrão…), todos os que roubarem o actual devem ter pelo menos mil anos, tal é a lata e o descaramento dos seus super-ministros e similares.
Como se já não bastasse entrarem nos nossos bolsos, resolvem todos os dias pôr-nos de pernas para o ar, numa voraz sofreguidão para ver se não há nenhum cêntimo escondido nas dobras das calças rotas.
Num cenário de 800 mil desempregados, 20% da população já a viver sem comer e outros 20% a viver com o espectro da fome a bater à porta, creio que a solução é mesmo (seguindo, aliás, a metodologia do governo) não olhar a meios para atingir o objectivo de não ter os pratos vazios.
Se eles, Passos Coelho e companhia, entendem que devem roubar os milhões que têm pouco, ou nada, para dar aos poucos que têm milhões, é mais do que altura de responder na mesma moeda, eventualmente ao estilo de olho por olho, dente por dente.
É claro que poderemos ficar cegos e desdentados. Mas para quem só vê os outros a comer tudo e a não deixar nada, pouco diferença fará ter olhos e dentes…
Para além de tudo (impostos e mais impostos, desemprego e mais desemprego, miséria e mais miséria) o governo de Passos Coelho está a tratar os cidadãos como uma casta menor, intelectualmente estúpida.
O líder do governo disse na campanha eleitoral que não aumentaria a carga fiscal. Mudam-se os tempos, mudam-se as exigências, mantêm-se os burros de carga. Tão burros, segundo o governo, que vão agora pagar tudo o que os super-cérebros do PSD entendam como necessário para que os amigos, os assessores, os amigos dos amigos, continuem a chular o país à grande.
Ao passar, entre outros exemplos, o IVA da electricidade dos 6% para os 23%, mantendo os bilhetes de futebol nos 6%, o que estará a pedir esta corja de oportunistas?
Justificar, como o fez na sua habitual “câmara lenta” o ministro das Finanças, que "a esmagadora maioria dos países da União Europeia paga a electricidade à taxa máxima de IVA", é também uma forma de dizer aos consumidores que são uma cambada de burros.
Tão burros que, pensará o super-ministro, nem sabem que o seu nível de vida é dos mais fracos dessa mesma Europa.
Será que os portugueses aceitam continuar a ser “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice”?
Será que os portugueses “já nem com as orelhas são capazes de sacudir as moscas” porque são “um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”?
Será que os portugueses vão continuar a aceitar “uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”?
Será que os portugueses vão continuar a aceitar “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”?
--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
http://www.artoliterama.blogspot.com

(Mais) um colossal batoteiro


Vamos, caros amigos portugueses, fazer um exercício de memória. Quem terá afirmado que os políticos "recebem porcaria de volta dos cidadãos quando se lhes dirigem com falta de respeito e com promessas não-cumpridas"?

"Se lhes transmitirmos credibilidade os portugueses compreendem, se lhes falarmos sem verdade e com falta de respeito, eles compreendem que estamos a ser batoteiros e em Portugal já temos um Estado batoteiro", afirmou esse político.

Esse dirigente partidário falava no Bom Jesus de Braga, no dia 5 de Julho de 2008, sobre "Jovens e Política" durante uma conferência que foi uma espécie de "universidade de verão" para os militantes do seu partido.

Esse político considerou que, na política portuguesa, tem de acabar a situação de os poderes públicos darem emprego aos amigos em vez de optarem pela qualidade técnicas daqueles que escolhem para os cargos.

Abordando um estudo encomendado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a participação dos jovens na política, disse que os dados revelados sobre o afastamento dos jovens "não são diferentes dos de Espanha, França ou mesmo de quase todo o mundo ocidental".

Também disse que "é preciso atacar as causas" desse afastamento, entre as quais destacou o facto de, muitas vezes, ainda se "confundir rituais democráticos e democracia". "Vemos isso acontecer em países de África ou da Ásia, mas, mesmo em democracias ocidentais, há, por vezes, mais ritual do que democracia", acentuou.

Em consequência dessa constatação, sublinhou que muitos jovens pensam que "votam mas o resultado é sempre o mesmo", o que os leva a afastarem-se das urnas e dos partidos ou movimentos políticos.

"Não interessa chegar ao poder apenas pelo poder, mas sim indicar ao eleitorado o que se vai fazer, dentro de paradigmas satisfatórios e cumprir", reforçou, considerando ser necessário "cultivar o gosto pelas novas soluções", apontando o caso dos problemas ligados ao estado social, para dizer que, quando se candidatou às eleições directas no seu partido, "não encontrou ninguém que fosse especialista na matéria".

"Precisamos de ter grupos de reflexão sobre a problemática social e há muita gente social-democrata que sabe pensar o problema, e o mesmo acontece na área das relações internacionais, quer no que toca à Europa quer noutras áreas", defendeu.

Disse ser fundamental que as pessoas, em vez de se habituarem a depender do Estado, pensem no que podem fazer para seu bem e da sociedade: "Porque não se propõe aos manifestantes desempregados que criem uma empresa, eventualmente com outros colegas, em vez de andarem em manifestações?", perguntou.

Foi também esse político que exigiu na negociação para viabilizar o Orçamento para 2011 que não houvesse aumento de impostos. Foi o mesmo que exigiu igualmente que “toda a diminuição da despesa fosse feita para que o país pudesse proceder à consolidação das contas públicas”.

Foi o mesmo que chegou a dizer que mexer no subsídio de férias ou no subsídio de Natal seria um autêntico disparate.

Ora então quem foi esse colossal batoteiro? Nada mais nada menos do que Pedro Passos Coelho.

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Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
http://www.artoliterama.blogspot.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Polícia prende radialista da RNA por falar língua nacional



Pretória (Canalmoz) - No passado domingo, 07, o radialista António Kiala, da Rádio Nacional de An¬gola, locutor de kikongo da emissora regional de Maquela do Zombo, foi humilhantemente detido e arrastado para as dependências da polícia municipal, supostamente a mando de oficiais superiores daquela corporação que terão ordenado a sua prisão, depois de uma partida de futebol.
O jogo de futebol foi suspenso em consequência de uma cena de violên¬cia. O epicentro da confusão, segun¬do informou a suposta vítima dos excessos policiais, foi motivada por uma reclamação proferida em lingala [uma das línguas ou dialecto de Angola] pelo capitão da equipa do bairro Va¬lodia, onde, por sinal, mora António Kiala, o árbitro da partida.
Integrantes da equipa adversária, «pertencente» a polícia, advertiram que o capitão do «Valodia» não devia expressar-se em língua estrangeira. Este replicou dizendo que as mulhe¬res dos seus adversários também se comunicavam no seu dia-a-dia em lingala.
António Kiala, o radialista, que havia defendido o termo da parti¬da, em virtude da violência entre os contendores, acabaria por ser detido, visto que o seu posicionamento não terá caído bem entre os elementos da polícia.
A detenção foi algo surpreendente, uma vez que o referido radialista já havia deixado a cena confusão, quan¬do lhe foi dada a ordem de prisão. Este negou-se a entrar no carro da polícia, pelo que teve de ser arrastado para a viatura à força.
De acordo com o relato do profis¬sional da comunicação social, ele só foi liberto depois de uma intervenção das autoridades municipais locais.
Há informações de que uma pessoa ficou ferida como consequência das pedras que foram arremessadas para o recinto de jogos, e que mais duas pessoas foram igualmente detidas, sendo uma delas o filho do próprio radialista da RNA. (RNA)

Jornalista moçambicana conta a sua expulsão de Angola


Maputo - “Angola é dos angolanos” – escreveu o escritor angolano Wanhenga Xito, na decáda de 1960. O texto do escritor, de seu nome Agostinho Mendes de Carvalho, foi incorporado no livro da cadeira de português da décima classe em Moçambique, para os alunos moçambicanos. Mas, ninguém sabia que um dia, jornalistas moçambicanos podiam ser testemunhas do significado real do texto de Wanhenga Xito.

Fonte: VOA
Embaixada confirma que deu visto legal
Aconteceu semana passada com dois jornalistas moçambicanos e diplomatas de alguns países da SADC à sua chegada a Luanda, capital angolana.
Joana Macie, do jornal Notícias, o diário de maior circulação em Moçambique, conta na primeira pessoa que, quando chegou ao Aeroporto de Luanda, foi imediatamente levada para uma sala, juntamente com outros passageiros, incluindo um jornalista do “Magazine Independente”, um semanário, publicado em Maputo. Algum tempo depois, o grupo foi encaminhado para autocarro e, depois, para o avião, rumo à África do Sul.

A sua mala de roupa ficou em Luanda. O grupo tentou protestar, exigindo explicação pela atitude da Polícia.
“Tentamos resistir, dizendo que éramos moçambicanos e membros da SADC. Uma senhora da emigração respondeu-nos que isso não era nada. Disse que ali estávamos em Angola e não na SADC e que devíamos entrar no autocarro pois, caso contrário, usar-se-ia a força” - lamentou Joana Macie.
Os jornalistas tinham sido convidados pelo Centro de Formação de Jornalistas de Angola, para um seminário sobre o Género no Jornalismo.

Em Maputo, a Embaixada de Angola diz que foi apanhada de surpresa pela atitude da polícia em Luanda, porque os vistos passados aos jornalistas são legais.

Até agora, ninguém sabe o que teria motivado a emigração angolana a recambiar os jornalistas moçambicanos e outras pessoas, alguns por sinal diplomatas, que iam participar na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que vai decorrer esta semana em Luanda.

A Polícia provou que Wanhenga Xito, aliás, Agostinho Mendes de Carvalho, tinha razão: “Angola é dos Angolanos”.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“Kopelipa” reage compra de avião por parte do filho


Lisboa – O general Manuel Hélder Viera Dias “Kopelipa”, reagiu em fórum familiar, quanto ao vazamento nas redes sociais, a cerca do avião comprado, por um dos seus filhos identificado por “Buchecha”. A compra da aeronave era até então mantida, sob controle e do domínio de um circulo restrito. Por decisão do mesmo o avião deve manter-se temporariamente parqueado até que as “chamas” baixem.

Fonte: Club-k.net
Chamou atenção dos filhos para não a exposição
Porém, amofinado, pela forma como lhe foi confrontado o assunto, o general, conferenciou com os filhos tendo feito uma “dura chamada” de atenção e explicado aos mesmos, sobre os riscos da exposição dos bens matérias. Recomendou inclusive que se abdicassem, de realizar festas de extravagâncias.

O pensamento identificado no general é de que tais “exposições” (por parte dos filhos) podem servir de aproveitamento para intrigas, por parte de correntes internas, no palácio presidencial, com realce as que apelam pela redução das suas competências, em função do seu estado de saúde. O assunto da compra do avião propagou no circulo presidencial, e a dada altura, figuras ao seu redor chegaram a suspeitar de se estar diante de trabalho dos seus opositores internos.

Por seu turno, o filho proprietário do avião mostrou-se sereno quanto ao vazamento do assunto. Soube-o, através de um amigo, Yuri Guimarães que após ter lido, na internet, ligou-lhe, no sábado (13) para transmitir que o seu avião “Falcon 50” estava a ser objecto de acesos debate nas redes sócias.

A opulência por parte dos filhos do regime é encarada por uma corrente intermédia do MPLA, como um fenômeno que prejudica a imagem do partido. Recentemente, tais sectores partidários ficaram indignados com a informação do caso de um jovem identificado por Dódó, filho de um ex funcionário da PR, que ficou conhecido como “melhor cliente da discoteca Don-Quixote” por ter gasto 30 mil dólares por dia na área VIP, daquele espaço nocturno. A cifra ultrapassou o caso do filho de dois ex-ministros, que em Junho do ano passado notabilizaram-se por terem gasto 5 mil Euros, na área VIP da discoteca BBC em Lisboa.

domingo, 14 de agosto de 2011

Última Hora: Autoridades angolanas prendem David Mendes


Lisboa - As autoridades policias angolanas prenderam na tarde deste domingo, no município do Quitexe, província do Uíge, o político e advogado David Mendes por divulgar panfletos do Partido Popular, a formação política de que é líder. O político foi detido na companhia de 25 correligionários. Informações preliminares apontam que a ordem da detenção terá partido da sede local do MPLA.

Fonte: Club-k.net
Por distribuir panfletos do seu partido
De recordar que em Novembro de 2010, o advogado e mais dez activistas do seu partido teriam sido detidos por agentes da polícia nacional, em Luanda, pela mesma razão quando procediam a distribuição de papeis, contendo por um lado o manifesto e por outro, um reproduzido de uma Carta Aberta enviada ao governador da província de Luanda. O grupo havia sido conduzido para a 36ª Esquadra da polícia sita no município do Kilamba Kiaxi.