terça-feira, 27 de setembro de 2011

JES-MPLA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS DO KILAMBA, SARL


Kopelipa e Manuel Vicente – Os vendedores de casas sociais
Desde Julho passado, milhares de cidadãos angolanos residentes em Luanda têm desesperadamente envidado esforços para adquirirem apartamentos sociais no Kilamba. Os preços praticados pela empresa encarregada das vendas, a Delta Imobiliária, variam entre US $125 mil e US $200 mil por apartamento. Esses valores especulativos e aparentemente incompreensíveis para um projecto social do Estado, bem como a revelação dos nomes dos sócios da Delta Imobiliária, configuram mais um escândalo de corrupção.

Rafael Marques de Morais
http://makaangola.org/2011/09/kopelipa-e-manuel-vicente-os-vendedores-de-casas-sociais/

Em 2008, a promessa eleitoral do presidente da República para construir um milhão de casas ao longo de quatro anos afirmou-se como triunfante. Ajustado à capacidade real de construção de apenas alguns milhares de casas, o projecto de habitação social do Kilamba tornou-se o símbolo deste sonho prometido ao povo.

A cargo da empresa estatal chinesa CITIC, o projecto envolvia inicialmente a construção de um total de dois mil edifícios residenciais e infra-estruturas de apoio, num valor global de US $3,5 mil milhões, conforme dados disponibilizados pela construtora no seu sítio online .

A CITIC procedeu à entrega do primeiro lote de 115 edifícios, correspondentes a 3118 apartamentos, a 11 de Julho de 2011, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado José Eduardo dos Santos. Este havia reconhecido, no seu primeiro discurso sobre o estado da nação alguma vez feito na Assembleia Nacional, a 15 de Outubro de 2010, que “o sector em que a situação é muito má é o da habitação. Mais de 70 por cento das famílias angolanas não têm casa condigna. Neste domínio, temos que fazer um esforço gigantesco para revertermos a actual situação”.

Os angolanos têm sido assolados por uma onda de indiferença presente nos discursos e comportamentos contraditórios dos seus dirigentes e cujas consequências são nefastas para a sociedade. Apesar de Angola ser um país extremamente rico em petróleo, a maior parte dos angolanos encontra-se entre as pessoas mais pobres do mundo; o produto interno bruto per capita é de US $4,941/ano, ao mesmo tempo que mais de metade da população (54,3 por cento) vive abaixo do limiar de pobreza, com US $1,25/dia.[1] Por um lado, regista-se a nobre ideia de construção de casas sociais e, por outro, assiste-se à sua especulação exorbitante, conformando políticas de exclusão social, económica e política daqueles a quem o projecto é dirigido.

No seu discurso de inauguração parcial do bairro social do Kilamba, o presidente José Eduardo dos Santos considerou-o como “o maior projecto habitacional jamais construído em Angola [constituindo], à escala global, um profundo exemplo da política social levada a cabo no país para resolver o défice habitacional”. De forma eloquente, o presidente afirmou que o seu executivo vai “ensaiar aqui um novo modelo de gestão urbana, que seja funcional, simples, racional, transparente e cumpridor das suas atribuições, capaz de encontrar as melhores soluções para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.”
Força Delta

A presente investigação centra-se exclusivamente na gestão do projecto e na sua transparência. A Delta Imobiliária – Sociedade de Promoção, Gestão e Mediação S.A, a quem se atribuiu a responsabilidade da venda dos apartamentos, foi criada a 27 de Dezembro de 2007. Tem como sócios o presidente e director-geral da Sonangol, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar e o principal conselheiro deste, respectivamente: Manuel Vicente, general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e general Leopoldino Fragoso do Nascimento. A empresa apresenta, como testas-de-ferro, funcionários da Casa Militar – os coronéis José Manuel Domingos “Tunecas”, João Manuel Inglês e Belchior Inocêncio Chilembo, bem como o assistente privado do general Kopelipa, Domingos Manuel Inglês “Avô Inglês”, os quais representam 0,16 por cento do capital social da empresa. No mesmo dia, representados pelo cidadão português Ismênio Coelho Macedo e com a mesma estrutura accionista, os sócios procederam também ao registo da empresa Delta Engenharia – Sociedade de Consultoria e Engenharia S.A.

A Nova Centralidade do Kilamba, denominação oficial do projecto, foi supervisionada, até finais de 2010, pelo então Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), afecto à Casa Militar do presidente da República e dirigido pelo general Kopelipa. Esse gabinete foi criado em 2004 para negociar a aplicação de empréstimos chineses, até agora orçados em US $15 mil milhões, em obras de reconstrução nacional por si definidas. Ao GRN, coube também a gestão dos fundos e a supervisão dos trabalhos.

A 27 de Setembro de 2010, José Eduardo dos Santos transferiu formalmente todas as responsabilidades do GRN sobre o projecto Kilamba e outros projectos similares em Luanda para a Sonangol Imobiliária, uma subsidiária da petrolífera estatal .

Apesar da falta de justificação oficial para a entrega do maior projecto de habitação social do Estado à Sonangol, analistas chineses oferecem a explicação possível: “A CITIC tem estado a tentar financiar o projecto com o seu próprio dinheiro, porque o governo já não o tem. Entregou o projecto à Sonangol, que recentemente pagou as prestações em falta. A CITIC teve de investir US $350 milhões do seu próprio banco para continuar o projecto e manter os dez mil trabalhadores chineses no local.”

Quaisquer das opções adoptadas pelo Estado determinam a contínua injecção de fundos públicos no projecto, desta vez por investimento directo da Sonangol, cujo patrão, Manuel Vicente, tem sido, a par do general Kopelipa, personagem central nas negociações com a China. Os empréstimos são pagos com carregamentos de petróleo.

A contratação da Delta Imobiliária, pela Sonangol, para a venda dos apartamentos sociais do Kilamba atropela, de forma extensiva e arrogante, a legislação em vigor. A Lei da Probidade Pública qualifica como acto de corrupção conducente ao enriquecimento ilícito o recebimento de vantagem económica, de forma directa ou indirecta, a título de comissão, entre outros actos, por acção “decorrente das atribuições do agente público” (Art. 25.º, 1.º, a).

Manuel Vicente, como responsável máximo da Sonangol, faz negócio consigo próprio ao engendrar a contratação da sua empresa privada pela estatal que dirige. Está em vias de obter lucros fabulosos, para seu enriquecimento pessoal, com a venda dos apartamentos, sob a forma da comissão que a Delta Imobiliária receberá pelo negócio. O mesmo argumento jurídico aplica-se ao general Kopelipa, uma vez que tem sido simultaneamente sócio da Delta Imobiliária, gestor máximo do projecto e indiscutivelmente influente junto do presidente José Eduardo dos Santos, a quem cabe a última palavra sobre a gestão do projecto.

Apesar da situação criminosa, a Presidência da República anunciou a inauguração do Kilamba e a gestão da venda dos apartamentos como um grande sucesso. “Consideramos esta promessa como cumprida, sendo que o Governo fez sair um comunicado onde anunciou os critérios de acesso aos apartamentos construídos na cidade de Kilamba cumprindo com a promessa feita ao povo”, assegura o ministro de Estado e chefe da Casa Civil, Carlos Feijó, na sua alocução trimestral sobre as realizações do executivo.
Cartão-de-visitas e modelo de corrupção

O projecto de habitação social do Kilamba tem sido apresentado pelo executivo de José Eduardo dos Santos como o grande modelo da sua política social.

Nos últimos dois anos, com bastante êxito, as autoridades angolanas têm convidado vários dignitários estrangeiros a visitar o projecto do Kilamba, conferindo-lhe não só notoriedade internacional mas também legitimidade interna. Os seus gestores usam o selo de aprovação das entidades internacionais para abafar as reclamações internas, enquanto “privatizam” o projecto para enriquecimento pessoal ilícito.

A presidente da Libéria, Ellen-Johnson Sirleaf, foi a mais recente estadista a visitar o projecto, a 12 de Setembro de 2011, tendo-o classificado como “grandioso e impressionante”, de acordo com a agência de notícias estatal Angop .

Em Agosto passado, durante a sua visita ao projecto, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou-o uma “maravilha” . O rei Mswati II, da Swazilândia, também lá esteve.

Por sua vez, o ministro angolano do Urbanismo e da Construção, Carlos Fonseca, falou em nome do presidente namibiano, Lucas Pohamba, quando este visitou o projecto, em Junho passado. “O Presidente gostou muito desta apresentação, naturalmente que tirou muitas lições deste grande desenvolvimento e acreditamos que poderemos prestar-lhe toda nossa solidariedade e tributo ao povo namibiano no que se refere a projectos do género.” Mais, o ministro disse que “estamos a dar um exemplo a toda África sob a perspectiva da nossa juventude que está desejosa de uma oportunidade de desenvolvimento e que este complexo habitacional vem mostrar que temos um compromisso com a juventude e com a nossa população” .

Em Junho passado, o presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, também visitou o projecto e emprestou a sua voz ao coro da propaganda oficial: “Está de parabéns o Governo por este projecto e visão, que corresponde as ansiedades do sonho dos jovens, das famílias angolanas.”

O vice-presidente chinês, Xi Jinping, cujo país concede o crédito para o projecto, realizou, segundo o Jornal de Angola, uma visita de inspecção ao Kilamba, a 20 de Novembro de 2010 .

É caso para dizer que o projecto Kilamba, um verdadeiro modelo de corrupção em África, se tornou no principal cartão-de-visita das autoridades angolanas. O uso do crédito chinês, destinado a projectos sociais para as camadas mais desfavorecidas, passa a ser mais uma avenida, sem impedimentos, para que os dirigentes angolanos engordem as suas fortunas.

[1] http://www.cici.citic.com/iwcm/null/null/ns:LHQ6LGY6LGM6MmM5NDgyOTYyMDEzNmIwMzAxMjAxMzdlYzA1YTAwMDEscDosYTosbTo=/show.vsml
[2] United Nations Development Program, United Nations Development Program. Human Development 2010, New York: Palgrave Macmillan, 2010:145, 162.
[3] Commarmond, Cécile de. “China lends Angola $15bn, but few jobs are created”, Agence France
[4] Press, March 6, 2011. http://mg.co.za/article/2011-03-06-china-lends-angola-15bn-but-few-jobs-are-created/
[5] http://www.pr.ao/imprensa/actividade/156
[6] http://www.opais.net/pt/opais/?det=22479
[7] http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2011/8/37/Presidente-liberiana-considera-grandiosa-impressionante-cidade-Kilamba,d2c49f6b-8e2f-41e5-8c77-64264e8a8480.html
[8] http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/construcao_da_cidade_do_kilamba_deve_inspirar_os_estados_da_regiao
[9] http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2011/5/25/Presidente-Namibia-impressionado-com-nova-centralidade-Kilamba-Kiaxi,b89bf196-8596-4619-969e-8505a7801a89.html
Ibid.
[10] http://www.tpa.ao/artigo.aspx?sid=348369ec-7a81-4b3c-80da-d946b39ae95e&cntx=Vs4xXtQ%2BH7gvvvKZD5zkeWzSSkNyZiTmVndrE%2FwAN68xMeza75JDRvUfYTjaePcc
[11] http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/jinping_no_kilamba_kiaxi

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. Os Quibalas de Angola depositam os chefes sobre rocha e cobrem-nos com pedras bem trabalhadas,


O luto pelo chefe pode durar várias semanas e obriga a todos. O trabalho é proibido. Nalgumas partes, a infracção castigava-se com a morte. Os que morriam durante o luto não podiam ser enterrados.

Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas

Os escravos não tinham honras fúnebres visto que a sua nula influência social não os tornava temidos nem havia interesse algum em os prestigiar como antepassados.
Também não são necessárias quando morre um estrangeiro. Como este não participa da interacção derivada da consanguinidade, a comunidade não tem nenhum interesse em o naturalizar entre os antepassados.
A infâmia de certas enfermidades ou a brutalidade do rompimento da vida não oferecem garantias duma acção benéfica. Além disso, seria um insulto aos antepassados. Assim, são excluídos, os suicidas, os tarados psíquicos, os epilépticos e os celibatários.
Logo depois de morrer, enterram os feiticeiros, quase sempre mutilados (partindo-lhes as pernas, por exemplo) para que não voltem, ou abandonam-nos aos animais, ou queimam-nos e dispersam as suas cinzas ou lançam-nas à água.
Nalguns grupos, também sofrem esta sorte os que morrem de fome. Tem receio que, se forem enterrados dentro do território comunitário, a propaguem.
Há grupos que crêem que os condenados por feitiçaria se revestem, no além, de um corpo insignificante, repugnante, com um cheiro nauseabundo e com cabeleira encarnada. Levam uma vida errante por regatos e mananciais, encarnam em bestas ou em gatos (por isso, rejeitam este animal) e comem carne humana.
Castigados a não participar na vida dos seus parentes, dedicam-se a transtornar o ritmo de vida individual e comunitário. Pela sua índole malévola, inveja, ressentimento e vingança, podem ocasionar toda a espécie de males, inclusive convulsões sociais. Até conseguem possuir indivíduos. Rondam de noite pelas aldeias e intervém no feiticismo. Podem aparecer aos vivos em forma de espectros ou fantasmas. A sua visão produz a morte do visitado ou de algum familiar.
Logo que alguma pessoa morre, os seus familiares começam a chorar, a gritar e a dançar sem cessar, com um ritmo cadenciado e monótono. Lamentam a sua perda, chamam-no pelo seu nome, agradecem os seus favores, exaltam as suas virtudes, amaldiçoam o causador da morte e desejam a felicidade ao defunto.
Os parentes e amigos acompanham a gritaria com gestos, contorções e danças. Assim, demonstram aos antepassados a bondade do falecido, que procuram contentar para que não regresse carregado de influências nefastas. As festas, além disso, entretêm e dão coragem ao defunto enquanto espera a sua transformação em antepassado.
Lavam, o cadáver, vestem-lhe as melhores roupas, perfumam-no ou besuntam-no com óleo de palma. Alguns grupos, depois de o desnudar e antes que lhe chegue a rigidez, colocam-no na posição em que deve ser enterrado: sentado de cócoras, com os braços sobre o peito.
Cobrem-no com um pano, manto ou pele de boi e fica sentado numa cadeira ou deitado numa esteira. Assim preside às festas. Os familiares e amigos passam pela sua frente a saudá-lo antes de participar nos ritos.
Esta preparação do cadáver não só honra a sua família como privilegia o defunto, que se apresenta com dignidade no além-túmulo.
Não praticam nenhum género de mumificação, embora por vezes esvaziem o cadáver apertando-lhe o ventre.
Logo que uma pessoa morre, saem os emissários a comunicar a notícia à parentela. Todos têm de ser avisados ainda que se encontrem distantes. É que o parente que não vai aos ritos pode ser acusado da feitiçaria causadora da morte. Além disso, é um dos momentos em que mais se acentua o sentimento de solidariedade comunitária já que colaboram com o parente para que encontre paz.
Mesmo que trabalhem na cidade, deixam as obrigações e deslocam-se às suas aldeias. Só circunstâncias extremas podem impedir a participação nas festas fúnebres dum familiar.
As cerimónias duram dias. O cadáver costuma chegar a decompor-se. Abundam a comida e a bebida. Matam bois, cabras, porcos, e galinhas. Cada familiar contribui com algum presente. As mulheres preparam as bebidas tradicionais, os instrumentos de música arrancam e a dança começa.
Comendo e bebendo, conversando e dançando, passam vários dias. São as grandes festas da sociedade bantu. E, como a mortalidade é grande e a parentela extensa, encontramos o bantu em frequentes festas.
Não se esquecem de derramar um pouco de sangue das vítimas ao redor do cadáver para que participe também, ou com ele aspergem as paredes da casa para mostrar ao defunto e aos antepassados que os sacrifícios cruentos são propiciatórios e impetratórios. De vez em quando, um dos parentes chega junto do cadáver e oferece-lhe um bocado ou um gole que entorna a seus pés ou lhe introduz na boca.
Estas comidas e bebidas tentam diminuir a tristeza do morto para que se conforme com a mudança operada.
Suspeitamos também que estes sacrifícios de vítimas animais encerram um conteúdo sagrado, sacrificial e inclusive de aliança, que hoje se perdeu ou que não conseguimos captar. A dança e a alegria exteriorizam o prazer da participação conseguida «mistericamente». Assim, mundo invisível e visível fundem-se na mais eficaz comunhão e o defunto honrado torna-se definitivamente comungante-participante com os dois mundos
A maioria dos grupos sacrificam animais, sobretudo bovinos, somente nestas festas. Embora precisem de proteínas e sendo o bantu um apreciador incansável de carne, reservam os seus animais para os alambamentos e para aos sacrifícios propiciatórios. Os ritos fúnebres, pela abundância de animais mortos, desempenham uma missão compensatória do desequilíbrio alimentício e da errada dietética.
Estes ritos terminam com uma refeição que consolida a familiaridade. Decorre no meio de muita alegria porque o defunto já está satisfeito, em companhia dos seus antepassados e pronto a revigorar a sua comunidade.

O enterro
Muitos grupos enterram os defuntos perto de suas casas ou dentro delas e destroem-nas quando termina o luto.
É mais comum sepultá-los junto da aldeia e à beira dos caminhos para que os vivos lhes rendam uma pequena homenagem, todas as vezes que passam, inclinando a cabeça, guardando silêncio ou depositando alguma oferta no túmulo.
Encontram-se cemitérios em paragens solitárias e bem defendidas nas florestas. São cemitérios familiares, embora possam pertencer ao grupo. Normalmente cada aldeia tem um cemitério comunitário.
Os povos pastores enterram o chefe de família reduzida no curral dos bis ou no lugar onde se acende a fogueira, dentro da cerca de paus que rodeia a casa, onde enterram também as mulheres. As crianças sepultam-nas no curral dos vitelos, os jovens junto de sua casa, as raparigas iniciadas dentro da cerca onde guardam os pilões da farinha.
Os especialistas da magia, bem como os caçadores e guerreiros, quando tem renome, são enterrados à beira dos caminhos muito frequentados ou nas encruzilhadas, e sempre ao pé duma árvore para pendurar os seus instrumentos de trabalho, armas e troféus.
Pode-se deduzir que procuram contentar o defunto colocando o seu cadáver em lugares familiares e rodeado dos seus objectos e bens, ao mesmo tempo que fortificam com a sua presença a solidariedade.
Em alguns lugares, colocam o cadáver numa cubata especial onde permanece meses ou anos até ser enterrado.
Normalmente, cavam na terra sepulturas horizontais com quase dois metros de profundidade. No fundo e ao lado, abrem uma câmara mortuária onde colocam o defunto deitado ou de cócoras. Isolam-nas com ramos.
Quando enchem a sepultura, a terra não toca no defunto. A esta câmara podem vir visitá-lo os seus familiares antepassados, e ajudá-lo a completar o rito de passagem.
Outros grupos cavam as sepulturas em forma circular porque colocam o cadáver de cócoras. Alguns enterram-nos de pé.
Os Quibalas de Angola depositam os chefes sobre rocha e cobrem-nos com pedras bem trabalhadas, formando um sarcófago rectangular. Submetem os cadáveres a uma espécie de mumificação. Introduzem-lhes pela boca, com a ajuda dum funil, óleo de palma a ferver. Esta operação prolonga-se até que as vísceras desfeitas lhes saem pelo reto.
A prática muito espalhada de colocar o cadáver de cócoras, em posição fetal, simboliza o seu segundo nascimento. Talvez também o deixem assim porque é uma das posições preferidas pelos Bantus, que aguentam nessa posição horas seguidas.
Não há unanimidade na orientação do cadáver, se bem que a maior parte o coloca na direcção este-oeste; outros colocam-no na posição norte-sul. Pensamos que não dão importância a este pormenor pois não têm mitos nem crenças astrais.
Os participantes nas festas fúnebres acompanham o cadáver até à sepultura e observam silêncio. Só os mais chegados podem repetir os lamentos e enaltecer o defunto, que transportam aos ombros ou atado a um pau comprido.
Outros grupos permitem estas manifestações quando o morto sai de casa e é enterrado, pois durante o caminho não são permitidos. A comitiva avança a passo rápido com ruidosas manifestações de alegria.
Os que algum modo estiveram em contacto com o cadáver, ao que o transportaram e em geral os acompanhantes, depois do enterro têm de tomar banho num rio para «tirar o cheiro do morto», ou lavar as mãos.
Há grupos em que o viúvo e o homem que amortalhou a defunta ficam em interdito social pela sua excepcional impureza. Não podem fazer vida comunitária, enquanto a família da falecida não lhes proporcionar duas mulheres. As relações sexuais limpam a impureza e destroem o tabu.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. Os assassinatos são muito raros. Abunda todavia a vingança mortífera do veneno.


A. Kagame insiste em que o Deus bantu não pertence à categoria de «ntu» (ser finito): porque a noção do ser não é unívoca, e sim análoga.

Embora seja mais comum chamar a Deus de Pai, em alguns grupos aparece como Mãe. Um velho soba quimbundo chamava sempre a Deus «Mama Nzambi» (Deus-Mãe) e não «Tatá Nzambi» (Deus-Pai), que seria o comum.

Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas

Referimo-nos apenas aos nomes usados em Angola. A denominação mais comum na área banta e empregada em 24 línguas é a de Nzambi, com estas variantes: Nyambe, Njambi, Nzambe, Nzame, Nzama, Njambe, Nsambi, Tshambe, Inambie, Inandzambi, Nhambe e outros.

O. Ribas afirma que deriva de «Kuzamba»: «presentear (a vida, o mundo)»: «dizer, fazer, executar, modelar, ordenar», isto é, «aquele que cria, fala, organiza e faz».
Pode também originar-se da raiz «Yamba» (recompensar, remunerar). Nzambi seria «o remunerador, o benfeitor», ou do radical «mbi», essência pessoal. Expressaria uma entidade abstracta. Em quicongo chamam-lhe «Nzambi-Mpungu» «o grande, o forte, o todo-poderoso, o perfeito, o bondoso, o imenso, o excelente», talvez, porém, por influência cristã.
De qualquer forma, «o sentido original de Nzambi… permanece obscuro, como diz Van Wing. Não obstante, esta obscuridade será relativamente menos densa, uma vez que os dois significados «dizer e fazer» poderiam referir-se a «criar pela palavra e pela acção».
Outro grupo de nomes provém dos radicais «umba, panga, unda, tongla, ilola e, sobretudo, unga» que dão uma noção de «criar fabricando, dando forma, modelando». Assim «Mbunda, Pamba, Umbumbi, Maunda, Karunga, Kalanga, Katonga, Umbumba e Kalunga».
Kalunga (Deus) aparece em vários grupos etnolinguísticos angolanos, norte da Namíbia, fronteira de Angola (nordeste) com o Congo (Zaire) e em grupos junto ao lago Kivu e lago Tanganica. Kalunga, etimologicamente, significa «aquele que, por excelência, reúne». Em diversas línguas bantus, significa também o mar, o oceano, o infinito, a morte, o rei do mundo subterrâneo ou mar, o que atrai a chuva. Kalunga
Encerra um significado real de Grandeza, Imensidão, Infinidade.
Não há certeza sobre o sentido etimológico dos nomes de Deus «Suku, Huku, Sugu».
Alguns os deduzem do verbo «oku-huka»: sobressair, exceder, sobrepujar. Assim, Deus seria «O Altíssimo, o Excelso, o Grande, o Impenetrável.»
Campbel opina que «Sku» quer dizer: «O que socorre as necessidades de suas criaturas».
Outros opinam que poderia derivar-se da palavra umbunda «esuku» (medula das árvores) ou de «uasuku» (o último). Suku seria, assim, o «primeiro de todos».
Parece mais acertado derivá-lo das palavras, também umbundas, «sekulu» e «ise-yukulu» («o velho dos velhos»),« a raiz dos velhos» Deus seria «o pai mais velho de todos os pais humanos.

Tipo cuvale (Kuvale). Puros pastores nómadas do grupo Herero. Somatologia mista caucasóide-bantu: as tradições e diversos traços culturais acusam origens camitas.

Encontra-se uma infinidade de alusões ao controlo divino do universo. Não duvidam de que é o Senhor do mesmo, o seu dono, que vê e conhece os segredos da criação e do homem. Para Deus não há mistérios. «Os Ba-Nhanekas e os Ba-kumbis designam com o nome de Huku ou Suku… ao Deus invisível que vê o que nós fazemos, ouve o que dizemos, e sabe o que pensamos.

Os Quimbundos de Luanda conhecem os «quituta» que vivem nos rios, bosques, rochas, fontes. Podem aparecer em forma de cobra com chifres ou de monstro horrível e encarnar através do pai ou da mãe. Também acreditam nas «quiandas», sereias que aparecem na forma de pessoa, costumam ocasionar deformações físicas.
Os génios fixam o seu habitat em lugares e árvores especiais. Para vários angolanos, alguns embondeiros gigantes, os baobás, ficam sacralizados com a presença de génios bons e protectores, e constroem ao pé deles pequenas cubatas-santuários onde lhes oferecem culto. Era frequente dependurar os cadáveres dos feiticeiros dos seus ramos, para que os génios impedissem as suas acções nefastas.
Controlam muitos lugares da natureza, quando habitam neles, bem como as actividades humanas nesse meio.
Há génios no ar, na chuva, na tormenta, no fundo da terra, nas selvas, lagos,, rios, nas nascentes, na caça e pesca, nas culturas, viagens, estepes e até nas enfermidades misteriosas.

Também é certo que, depois duma história de guerras, epidemias, fomes, escravidão e enfermidades endémicas, já se habituaram a morrer. A mortalidade é tão elevada e a morte tão imprevista que se lhes tornou familiar. «Esta familiaridade com a Morte é também uma herança africana».
Fatalismo irremediável, resignação, gozo pela passagem, diminuição do ser, mistério e absurdo, desgraça, impotência, transtorno social, consumação, nova realização individual e comunitária, revolta perante um violento desastre antinatural, segurança, receio? Nenhuma destas definições esgota o sentimento bantu ante a morte, mas parece que, no seu conjunto, a definem.

Causas da morte
Os assassinatos são muito raros. Abunda todavia a vingança mortífera do veneno. A maioria das mortes derivadas de consultas ao adivinho são provocadas por fulminantes drogas venenosas.
A origem mais é a feitiçaria. O bantu acredita que algum membro da comunidade, dotado de poderes mágicos ou que deles se apoderou, fulmina a vítima e permanece oculto.
Os familiares do morto recorrem ao adivinho para que descubra o feiticeiro criminoso. O adivinho apresenta um espelho, uma faca e uma cabaça com água, em cujo interior repousam pós vermelhos. Sentam-se na espessura da floresta. O adivinho chama com uns assobios produzidos por um chifre de cabra ou antílope, com palavras esotéricas e gestos cabalísticos, o feiticeiro. Em seguida, no espelho, por vezes na água, aparece a cara do defunto e a seu lado outra pessoa. É o feiticeiro causador da morte.
O adivinho mergulha a faca na água que se tinge de vermelho. Simboliza o sangue do feiticeiro que morrerá, ainda que se encontre longe. De facto, a sua morte realiza-se ou por acção dos familiares ou por acção de algum dos secretos cúmplices do especialista.
Utilizam o veneno como arma mais frequente, discreta e eficaz. Asseguraram-me muitos, porque viram, que o espelho reproduz as imagens. Será necessário apelar para o enorme poder de sugestão que a milenária experiência sedimentou nos adivinhos bantus ou para poderes parapsicológicos de que fazem gala muito amiúde.
Outras vezes, dependuram o cadáver, atado de pés e mãos a um pau ou colocam-no numas andas. Dois ou quatro homens passeiam-no pela aldeia. Diante de toda a assistência silenciosa e aterrada, o adivinho pergunta ao cadáver: - Quem te matou?
O cadáver quase sempre se detém diante duma pessoa e se move bruscamente. Não há dúvida, aquele indivíduo foi o feiticeiro.
Estas práticas originam vinganças, arbitrariedades, abusos e um medo generalizado. É que o acusado não pode apelar, visto que o bantu admite um tipo de feitiçaria inconsciente, como vimos, e, além disso, nunca pode demonstrar a sua inocência ante uma prova tão irrefutável prestada desde o além-túmulo por um defunto ou seus antepassados.
Acusam em especial os indivíduos anti-sociais, misantropos, apáticos, defeituosos, irascíveis, a quem os familiares ou o adivinho odeiam, e os mais ricos. Realizam assim uma assepsia social e uma circulação de bens.

Ritos fúnebres
Pelo contrário, se se realizarem com descuido ou forem deformados, o defunto esquecido vagueará sem destino, desgraçado, e o olvido dos seus acarreta desprezos e terríveis vinganças para os vivos. Converte-se num perigo permanente e pode ocasionar males.
A solenidade dos ritos está em proporção com o prestígio social e, sobretudo, com a influência vital do defunto. Os chefes merecem honras especiais que se revestem da maior solenidade, com a reunião da comunidade. Assim, conservam o seu estatuto social no outro mundo e não guardam ressentimentos contra as suas comunidades que, por outro lado, desejam prestigiar-se com pomposas festas, as comidas, bebidas e danças adquirem tal relevo, que não há festa que as supere. Vi, nestas ocasiões, sacrificar até quinze bois! As festas poderão prolongar-se por um mês se o chefe for importante.
Está bastante espalhado o costume de deixar corromper o cadáver do chefe até que a cabeça se desprenda do tronco. O crânio deve ficar para o herdeiro, como feitiço protector. Às vezes, arrancam-lhe as unhas para fabricar poderosos feitiços ou manter viva a sua presença, já que a sua personalidade se prolonga até aí.
Confiam tanto no seu poder que, em muitos grupos, os dignitários o sepultam num lugar escondido, por exemplo no leito dum rio, para evitar que seja esquartejado e a sua carne destinada a vivificar feitiços.
Foi frequente ocultar a morte do chefe durante meses, até um ano por vezes. Talvez tentassem evitar convulsões sociais ou fosse exigido por situações políticas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CULTURA TRADICIONAL BANTU. A rapariga deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação.


O «moyo» sobrevive à morte e passa a viver com os antepassados. A alma dupla (nfumu nkutu), alguma coisa semelhante à alma sensitiva, completa a personalidade humana, pois é o princípio da percepção sensível. Reside no órgão auditivo e anima ouvidos e vista. Pode andar errante durante as síncopes e o sono. Origina a sombra que segue o homem. Desaparece à hora da morte.
O nome, quarto elemento, deve mudar sempre que se dá uma mudança substancial na pessoa.

Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas

O «muxima», coração em quimbundo angolano, encerra toda a riqueza do universo pessoal do homem. «Não é só a origem e o conjunto das emoções e dos afectos sensíveis, nem só o motor da vontade, nem só a fonte do pensamento, nem só a própria pessoa na sua originalidade individual: é tudo isso de uma só vez».
O «muxima» distingue-se do coração físico do homem. O delicado humanismo banto: hospitalidade, calor humano, solidariedade, agradecimento e cortesia revela o refinamento do «muxima». Por isso, a grande aspiração é possuir um «muxima» poderoso, viril, já que dirige, em definitivo, define e valoriza o homem. Analisar o coração equivale a analisar a totalidade do homem.

Certos grupos bacongos asseguram que alguns génios, cujo habitat é a água, podem introduzir-se no corpo do banhista. Pela cópula encarnam e originam filhos anormais, como os albinos e gémeos. Outras vezes, atribuem o nascimento anormal à infidelidade materna, pois que um só pai não pode gerar dois filhos.
Os gémeos são considerados, em muitos grupos, anormais e perigosos para a sociedade. Daí as cerimónias propiciatórias exigidas pela comunidade ameaçada. A mãe dos gémeos fica sujeita a tabus especiais.

Há que advertir que nem todos os grupos bantos realizam estes ritos de iniciação. Mesmo em Angola, há grupos que desconhecem e outros que a praticam parcialmente. Por isso, as nossas afirmações referem-se só aos grupos que exigem os ritos de iniciação.

Os companheiros de iniciação ficam unidos para sempre por laços indestrutíveis. Ajudam-se e defendem-se uns aos outros. Nasce um sólido sentimento de fraternidade, chamam-se «irmãos». Estes laços podem prevalecer sobre os familiares e clânicos, porque os preceitos da iniciação são sagrados. Juro pela «muhanda» (nome quimbundo destes ritos de passagem), é uma expressão sagrada.
O grande rito termina por juramentos solenes: «Nem à mulher com quem dormires poderás contar o que fizestes na muhanda; esconde, nega, desfigura, senão morrerás».

Iniciação feminina
Os ritos de passagem e iniciação da rapariga púbere não tem quase relevo nas sociedades matrilineares. Ou desapareceram ou ficaram reduzidos a insignificantes ritos simbólicos.
Em Angola, a iniciação é praticada por vários grupos: Ganguela, Tshokwe, Nhaneka-Humbe, Ambó.
A rapariga deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação. Nalguns grupos, iniciam-se antes e, noutros, depois de passar dois anos ou mais, ou associam-na ao contrato matrimonial.
Nalguns ritos, estes ritos duravam meses e até anos. Assim as instruíam e preparavam para todas as funções femininas. Normalmente duram poucos dias, apenas três ou quatro. Reduziram-se a uma cerimónia única, e realizam-se nas aldeias e na casa paterna.
A rapariga deve apresentar-se virgem a estes ritos, de contrário sofre vexações e paga uma indemnização, além de atrair a vergonha para ela e para a sua mãe, responsável pela sua educação. Antes, podiam ser mortas com uma lança.
Se aparecer grávida, a desonra assume a maior gravidade. Costumavam ser mortas. Se uma rapariga cuanhama dava à luz, antes da «efundula» (assim se chamam os ritos iniciatórios), prenunciava a morte do soberano. O nascimento dum menino, cuja mãe não passou por estes ritos, é um indício muito funesto.

Entre os Cuanhamas, no segundo dia da «efundula», as raparigas bebem uma cerveja especial, misturada com drogas, em que se incluiu um pouco de esperma dum circuncidado doutro grupo, já que eles não praticam a circuncisão.
No «olufuko» dos Cuamatos, a mestra anciã prepara uma cerveja com drogas da qual retira uma porção numa taça; nela, um circunciso lava o seu membro viril três vezes. A rapariga, que desconhece estas práticas, bebe um gole. O resto, a mãe vai-lho derramando pelo baixo-ventre até correr por uma enxada, que lhe colocaram debaixo dos membros inferiores.

Mutilações sexuais
Bastantes povos negro-africanos praticam a excisão ou clitoritomia. Aparece como excepção entre alguns grupos bantus.
Numa operação dolorosa e cruel extirpam o clítoris com uma faca candente, com pedaços de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de sílex ou com um tição incandescente. Muitas vezes também cortam os lábios pequenos e grandes da vulva. A operação é feita por mulheres especializadas, que, nalguns lugares, aplicam urtigas como dolorosa anestesia. Costumam fazê-la quando a jovem chega à puberdade e, nalguns grupos, logo que chega aos oito ou nove anos.
A excisão pratica-se sobretudo nos países árabes ou islamizados: Egipto, Sudão, Djibuti, Emirados Árabes Unidos, Omã. Na África negra: na Nigéria, Mali, Guiné, Costa do Marfim e outros povos da África oriental. Os Kikuyus, povo bantu do Quénia, parece que são os únicos que exigem inexoravelmente a excisão a todas as mulheres. Jomo Kenyatta nem concebia que se pusesse em dúvida o valor social e até religioso, além de ético, desta horrível prática. A clitoritomia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto social de mulher. Nenhum kikuyu casará com uma mulher não iniciada, e, inclusivamente, é perigoso magicamente relacionar-se sexualmente com quem não sofreu a excisão.
… Noutros lugares, como a Etiópia, pensam que é uma medida higiénica com consequências morais positivas que garante a feminilidade. Na Costa da Marfim, convencem-nas de que doutra forma não terão filhos.
Esta prática vergonhosa já foi denunciada pela ONU, que avalia em 70 milhões as mulheres mutiladas.
À infibulação, precedida ou não da clitoritomia, sujeitam-se as mulheres dos países islamizados do nordeste africano, Sudão, Etiópia, Somália, Eritreia, Djibuti, Chade.Quase exclusiva dos muçulmanos, parece que esta prática não se conhece na área bantu.
… A ruptura do hímen é mecânica e é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizando um pequeno instrumento. «Na Costa ocidental da África, as jovens são desfloradas com a ajuda dum bambu, que conservam dependurado da vagina cerca de três meses. À volta da vulva colocam formigas que devoram as ninfas e o clítoris».

O substantivo da língua quimbunda «kilembu» significa «soma de géneros, artigos ou dinheiro». E o verbo, também quimbundo, «kulemba» significa «prestar homenagem ao futuro sogro por meio de presentes convencionais». Alambamento deriva directamente deste verbo, depois de suprimir o radical do infinito «ku» e de lhe acrescentar a desinência «mento» por influência do português. Do mesmo modo surgiram outras palavras como «xinguilamento», «sunguilamento», «sabulamento».

Poliandria
…. Existe entre alguns grupos esquimós que praticam o infanticídio das meninas pelo encargo que representam.
Entre os tibetanos agricultores, vários irmãos compartilham a mesma esposa. Parece que tentam reduzir assim o número de herdeiros para que o património se transmita indiviso.
Os Wahumas da África oriental praticam-na ocasional e temporariamente. Quando os irmãos ajudam um seu irmão a preparar o alambamento, tem direito a partilhar a esposa a qual fica a pertencer exclusivamente ao marido, a partir da gravidez. Os pastores Todas, do Sul da Índia, também fazem uma mulher esposa de todos os irmãos até à sua gravidez.

Feiticismo
Os Portugueses, desde os primeiros contactos com os povos negro-africanos que estes adoravam feitiços e ídolos. Filipo Pígafetta e Duarte Lopes, na sua Descrição do Reino do Congo, publicada em 1591, afirmavam: «E vimos inúmeros objectos, pois cada qual adorava o que mais gostava, sem regra nem medida, nem razão de qualquer espécie… Escolhiam, como deuses, cobras, animais, pássaros, plantas, árvores, diversas figuras de madeira e pedra, e imagens que representavam estes seres já enumerados, pintadas ou esculpidas em madeira, pedra ou outro material…
Os ritos eram variados, mas todos cheios de humildade, como, por exemplo, ajoelhar-se, prostrar-se de rosto em terra, cobrir a face com pó suplicando ao ídolo e fazendo-lhe oferenda dos bens mais estimados. Também tinham bruxos que os enganavam fazendo crer a esses ignorantes que os ídolos falavam.»

Ao formar as categorias dos seres existentes, eles raciocinaram por “exclusão”. Se não, vejamos: o Pré-Existente não encontra lugar na lista. Não é nem “Muntu”, homem, nem, “Kintu”, coisa, nem “Hantu”, localização, nem, com mais razão, “Kuntu”, modo de ser.
Imagem: oficinadesociologia.blogspot.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As BPV – Brigadas Populares de Vigilância nas vestes das SA (Sturmabteilung) - Tropas de Assalto, ao ataque


Começou a caça aos bruxos. Reginaldo Silva

«Casa de Bonavena assaltada. A primeira vítima da abertura da época oficial de caça anunciada por Bento Bento?
Caros amigos do Bloco (BD) e de NELSON EDUARDO (Bonavena). Acaba de ser assaltada a casa deste Dirigente do BD. Os Gatunos levaram computadores, HD Externo, Modem, valores em dinheiro e outras coisas. Não estamos a fazer ilações com as ordens dadas ontem por Bento Bento no seu discurso. Foram gatunos.»
In Bloco Democrático Angola

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ministra alemã exorta colegas de gabinete a renunciar ao Facebook


A ministra da defesa do consumidor alemã, Ilse Aigner, solicitou hoje aos seus colegas de gabinete que renunciem à utilização do Facebook, "para darem um bom exemplo e levar a sério a protecção de dados".
Na missiva, Aigner, que é membro da CSU, os democratas cristãos da Baviera, afirma que "após análise", considera "imprescindível" que não se utilize o símbolo de acesso ao Facebook nas páginas da Internet da responsabilidade do governo".

Além disso, desaconselha a inscrição em páginas de instituições no Facebook, "devido a fundadas dúvidas legais".

A ministra democrata cristã absteve-se, no entanto, de recomendar aos deputados a supressão das suas páginas no Facebook, mas recomenda-lhes que "reavaliem a sua presença" na chamada rede social.

A própria ministra anulou há vários anos a sua inscrição no Facebook, e o seu Ministério também não está registado nesta aplicação, nem tem um "link" que conduza os utilizadores à página do Facebook.

Aigner acusa a rede social norte-americana de não respeitar a legislação alemã e europeia, sobretudo por facultar automaticamente dados dos seus utilizadores a terceiras pessoas.
http://www.jornaldenegocios.pt/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ascensão e queda da ditadura










Vida de escravocrata é assim. E quando os escravos se revoltarem, da fome e da miséria se libertarem? Nas prisões não há lugar para mais arruaceiros, pois só quem rouba pão para sobreviver vai para a prisão. Estas prisões que se enchem de miseráveis e os corruptos que esbanjam o nosso património, para eles não há jaulas. O problema é quando os escravos já não suportam tanto sofrimento e perdem o medo. Os prisioneiros dos campos de concentração nazis também eram assim, e revoltavam-se e escapavam-se para a liberdade. Os tempos mudam, os corruptos e os ditadores jamais. A democracia é a libertação da História, é o confisco dos bens dos corruptos e dos ditadores. É a libertação das grades da fome da prisão. Entretanto os últimos ratos passeiam no convés do navio, preparam-se para se atirarem ao mar, na derradeira tentativa de se salvarem. O mar está muito encrespado, revolve-se e engole tudo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Líder da JURA (Juventude da UNITA) espancado na cadeia de Kakila


Luanda – Mfuka Muzemba, o Secretario-Geral da JURA, cujo paradeiro era até então desconhecido, pela direção do seu partido, foi transferido para uma prisão de alta segurança, conhecida como a cadeia de Kakila, localizada, nos arredores de Calumbo. O dirigente juvenil e um grupo de jovens detidos, nas mesmas circunstancias foram espancados no decorrer de uma sessão de tortura física e psicológica (não foram alimentados de sexta para sábado). Perto das 19h40, de Sexta feira, aquele líder juvenil foi o único a ser tirado da cela para uma suposta reunião que durou perto de duas horas.

Fonte: Club-k.net
Regime tortura adversários políticos
As 9h da manha deste sábado, os guardas dos serviços prisionais impediram que a mãe de um dos detidos identificado por Paulo Vaz pudesse receber visita, alegando “falta de autorização superior”. Após terem implorado, os familiares dos detidos conseguiram entregar alguns bens levados, quando eram 14 horas.

Mfuka Muzemba foi detido no passado dia 8 Setembro quando fotografava um grupo de jovens que protestava no largo Serpa Pinto em solidariedade aos manifestantes do dia 3 de Setembro. Foram também presos membros do Bloco Democrático que se deslocaram ao local para prestar solidariedade juvenil ao grupo que estava a ser julgado no tribunal da Ingombota.

A detenção de Mfuka Muzemba é agora aproveitada pelas as autoridades para dar a entender que as manifestações em Angola estão a ser realizadas pela UNITA. Numa recém entrevista, a emissora católica, Sebastião Martins, o Ministro do Interior, questionou a presença do mesmo ao local.

De acordo com informações plausíveis, Sebastião Martins, tenciona levá-lo a tribunal para ser julgado tão logo que outro grupo de “Carbono” Casimiro venha a ser condenado (Juiz foi orientado a soltar e aplicar uma multa pesada).

As autoridades, mostram-se cientes que não há provas que indicie crime da parte de Mfuka Muzemba. Tencionam apresentar o vidro partido de um carro da polícia como evidencia dos supostos estragos que provocou.
O regime vê na detenção de Mfuka Muzemba, como oportunidade de tirar proveito político. Logo após ao dia 3 de Setembro, o governo propagou que o primeiro grupo de manifestantes agrediu a policia e praticou actos de vandalismo. A soltura dos jovens, por falta de provas, colocará as autoridades numa posição em que a população pode concluir que o governo usou uma inverdade para incriminar os manifestantes.

A detenção de Mfuka Muzemba, obedece agora a cálculos destinados a levá-lo em tribunal e ser propagado como autor das manifestações. Embora haja a garantia de que venha a ser posto em liberdade, há estimativas indicam que o governo não iria permitir passar na televisão a parte final do julgamento para que vinque a idéia de que esta a ser julgado como o actor das manifestação.

As manifestações recentes deixaram as autoridades muito chocadas por ter estragado o trabalho de marketing feito na véspera do 28 de Agosto que visava promover a imagem de JES como lider de “carisma”. A nível do gabinete de acção psicológica da PR, a manifestação de 3 de Setembro, abafou o trabalho posto em curso que precipitou a promoção de um rumor que dava entender que JES iria sair do poder já em 2012.

A idéia do regime é passar a mensagem de que em Angola “esta tudo bem” e que os jovens não se manifestam por causa de problemas sócias, a que invocam mas porque são instigados pela UNITA. Em outras manifestações terão acontecido o mesmo, o que levou os manifestantes a responder que “eram maduros demasiados” para serem influenciados por partidos da oposição.

Lista dos presos politicos

Domingos Tove
Neves Cardoso
Alcibiades Kopumi
Agostinho Kamuango
Pedro Ulika
Isaías Celestino
Abaiao Mohindo
Afonso Vemba
Miguel Constantino/
João Dinis
José Morais
Cristóvão Segunda
Lito António
correia Domingos
José Tchilumbo
Mário Paulino Paulino Samacaca
Rodrigues Matumona
Daniel Silveira
Manuel Neto
Leonildo Eduardo
Agapito João
Mário Cristo
Mfuca Muzemba

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O REI E OS ARRUACEIROS


Há muito, muito tempo, havia um rei que desconhecia que no seu reino existia povo. Ele estava convencido de que só ele e a sua corte existiam no reino. Decerto não passava de uma mera desinformação, alguém lhe escondia que de facto existiam uns bons milhões de almas que ele não conhecia, ou fingia que não sabia. Portanto vivia… considerava-se como o senhor, o deus absoluto de tudo e de todos, era uma família de número considerável. A produção interna do reino não existia claro, vinha tudo de fora, importado em grandes caravanas. O reino era muito rico em minerais, e para pagamento aos mercadores bastava escarafunchar o chão que logo apareciam uns diamantes e um líquido negro que era muito apreciado pelas curas milagrosas que lhe atribuíam. Para evitar assaltos de algumas hordas itinerantes de piratas somalis, o rei barricou-se no alto de uma montanha, que aos poucos se transformou num grandioso, altamente luxuoso e dispendioso castelo de muralhas inexpugnáveis. Até que um belo dia surgiu uma incontável multidão que no inicio se confundiu com uma vulgar peregrinação. Mas não, era reivindicação. O rei atónito trata de chamar a sua guarda, que era numerosa claro, não faz sentido um monarca não se rodear de um pequeno/grande exército para o que der e vier. O aspecto dos manifestantes/arruaceiros era de tal ordem que mais pareciam cadáveres, ou seriam-no de facto? Porque só se lhes viam as ossadas, desconhecendo-se quem lhes teria comido os ossos. E perguntaram aos arruaceiros, pois quem nesse reino se manifestasse assim era tratado, a que vinham: «Meu soberano, pela graça de Deus nos céus e nas terras (?), reivindicamos-lhe apenas um pedaço de terra para quando morrermos nele sermos devidamente enterrados». O rei não entendia nada, nem queria saber, aliás tinha mais que fazer, mas conseguiu badalar algo: «Não entendo, melhor, custa-me a entender… expliquem-me lá… COMO NÃO TÊM TERRAS!!!» «Grandioso soberano, não temos terras, não temos casas, não temos tendas, e as casas que nos deram já se foram, as fissuras levaram-nas. Não temos nada, nem direito a cemitérios, por isso queremos apenas um pedaço de terra para o repouso final das nossas carcaças. PORRA EXPOLIARAM-NOS TUDO!!!» «Muito bem, seus arruaceiros, podem ir, que já vou nomear uma comissão para lhes tratar do sebo… dos vossos problemas.» «Não, não bazamos, daqui pé não arredamos. Já não vamos mais nessa conversa, estamos saturados de quase há meio século ouvir sempre o mesmo quizomba». E sua majestade usou um gesto só conhecido pelo chefe da sua guarda. E de repente sobre os escanzelados manifestantes/arruaceiros caiu uma chuva de azeite a ferver. Depois uma matilha de cães de poderosas mandíbulas. Uma chuva de flechas seguida por outra de pedras e finalmente lançam-lhes um poderoso gás previamente ensaiado e portanto de resultados comprovados, para ter a certeza de que nenhum dos esqueléticos arruaceiros se movia. E no final, assomando da torre albarrã, sua alteza esfrega as mãos de contente pela vitória da peleja a seu favor, e dá o remate final: «Pronto, o vosso problema está resolvido, queriam um pedaço de terra para cada um, ofereço-lhes uma vala comum».
Eis um método curioso de resolver problemas de terras e de manifestações, não é?!

http://patriciaguinevere.blogspot.com/2011/09/jangada-petrolifera-enfrenta-forte.html

terça-feira, 6 de setembro de 2011

País pode enfrentar uma revolta popular – Marcolino Moco


Benguela - O antigo primeiro ministro de Angola, Marcolino Moco, disse em Benguela que, o país pode enfrentar uma revolta popular a semelhança do que ocorreu na Tunísia, Egipto e na Líbia, caso o MPLA, partido no poder, não efectue profundas reformas democráticas.

Fonte: VOA
Em declarações a Voz da América, o antigo secretário-geral do partido que governa Angola, referiu que apesar da esfera pública angolana ter se revelado turbulenta e traumatizada por muito tempo devido as repressões sistemáticas do regime contra as manifestações, a juventude angolana tem demonstrado um elevado nível de consciência política.

Para o académico, as revoltas desencadeadas no Norte de África têm vindo a estimular a resistência civil no país, realçando o papel desempenhado pela internet na luta dos jovens contra o regime.

Segundo a fonte, por meio das redes sociais como Facebook e Twitter, os jovens têm organizado protestos, convocam outras pessoas e aumentaram a abrangência das críticas contra o governo angolano em relação as violações dos direitos fundamentais.

Moco defendeu a necessidade das autoridades angolanas se conformarem com as leis internas e tratados internacionais para se evitar uma nova revolução.

Sublinhou ainda que qualquer país onde as autoridades queiram enveredar por aquilo que chama de fechadura, "arrisca-se mais tarde ou mais cedo a ter consequências semelhantes daquilo que se observa na África do Norte.”

Luanda. UM DOS MANIFESTANTES MORREU!


Malu Cardoso publicou no grupo AMIGOS DO BLOCO DEMOCRATICO - ANGOLA.
Malu Cardoso
5 de Setembro de 2011 23:40
Líder Inês Africana, UM DOS MANIFESTANTES MORREU.

Bom, não há dúvida que a tal paz acabou, ela alguma vez existiu?, a Constituição se rasgou e Angola estoirou.
Estão abertas as hostilidades, assim conforme desejo dos nossos kadafis e assades.
Quem vive no inferno, faz da vida das populações outro inferno, vive na hipocrisia, na mentira, na corrupção, na morte, é o inferno por excelência, as suas palavras transformam-se em excrementos que até os mais odiosos animais evitam.
Quem vive e nos impõe esse viver, o inferno será dele e a ele virá, e nele sucumbirá.
Que o TPI lhes emita o competente mandato de captura.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mães dos manifestantes vão protestar no palácio presidencial


Lisboa – Um grupo de senhoras angolanas cujos filhos foram alvo da repressão policial de Sábado (3) mostram-se decididas em deslocar-se até ao palácio presidencial, para pedir explicações do paradeiro dos seus filhos que dizem desconhecer.

Fonte: Club-k.net
Para pedir esclarecimento do paradeiro dos filhos
Algumas delas aparentemente, em estado de desespero, alegam que os seus filhos foram visto pela última vez no largo da Independência e arredores. Na tarde de domingo as mesmas estavam prontas a ir pedir explicações a Presidente angolano tendo recuado após terem alertado para que dessem mais algumas horas. Até a tarde de ontem, os familiares do jovem Carbono “Casimiro” teriam sido informado que a terceira e quinta esquadra da policia negava conhecer o paradeiro do jovem. O mesmo foi localizado esta manha estando na 8 esquadra do prenda.

As autoridades policias colocaram os jovens em diferentes esquadras sem terem contacto com os seus advogados. Há previsão de se fazer julgamento sumario na ausência dos profissionais de defesa.

A equipa de advogados procura no momento contabilizar o numero de jovens que foram presos.

Lista de manifestantes não detidos no acto mas que estão desaparecidos

- Garcia Samba Fragoso dos Santos “Santero”
- João Carlos Coelho da Silva “Marchal”
- Manuel Ramalhete “Até Quando ”

Lista de detidos e desaparecidos.
- Kady Mixinge
- Alexandre Dias dos Santos “Libertador”
- António Cangoma
- Marchal
- Mingo
- Tuve
- Dionísio Carbono
- José Mateus Mwanza
- Gaspar Luamba Monteiro (depois de recuperar os sentidos, a policia levou e continua detido)
- Adolfo Campos (depois de recuperar os sentidos, a policia levou e continua detido)
- Ermelinda Freitas
- Jeremias
- Candido Silvestre

Detidos pela policia e que os familiares desconhecem o paradeiro.
- Explosivo mental
- Ângelo Miguel Conda
Claudio Conda (irmão do jovem acima)
- Sozinho
- Manuel Andrade
- Helder Cafunfo
- Gabriel Chacussanga
- Kilson
- To Zé
- Carlos Amaral
- Albano Mateus Lombo
- Quintino da Costa
- Pedro

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Rádio Ecclésia censura manifestantes


Segundo uma fonte junto a direcção da emissora católica de Angola, os jovens protagonistas da pretensa manifestação do dia 3 de Setembro foram censurados a publicação feita para o anúncio da mesma.
Os jovens que foram entrevistados por um dos profissionais daquela casa de rádio viram vetados a publicação, alegadamente por ordens superiores.
Este portal ligou para uma fonte junto a Ecclésia que disse não ser verdade a informação. E que, alega serem enganos por várias iniciativas de protestos e não serem concretizadas.
A fonte afirma ainda que hão-de passar o protesto tão logo começam e não passaram a pretensão dos mesmos.
Lembro que Rádio Ecclesia de Angola, fez a sua primeira emissão em 8 de Dezembro de 1954, para assinalar o encerramento do Ano Santo Mariano. Com um emissor de ondas curtas de 50 Watts, "a aparelhagem era modesta. O emissor de fraquíssima potência. Os discos, pouco ou mais de meia dúzia… as instalações exíguas, no primeiro andar dum prédio da Rua de S. Paulo". As emissões diárias começaram em 19 de Março de 1955, tendo como Director o Padre José Maria Pereira.
A actual programação, é emitida em FM 97.5 MHz para Luanda e arredores e via Internet (Emissão Online), com 24 horas de emissão diária
angola24horas.com

Regime proíbe noticias que criticam preços das casas do Kilamba


Lisboa - Uma suposta “ordem superior” que circula em meios de comunicação social conotada ao regime esta a desencorajar noticias cujo o teor precipita a criticas dos preços dos apartamentos da centralidade do Kilamba.
Fonte: Club-k.net
Descoberto esquema para compra das casas
Na noite de sábado (27), a Zimbo TV, teve de abortar em última da hora, um debate semanal em que dois convidados iriam trocar argumentos a cerca das casas do Kilamba. Os realizadores daquela televisão privada invocaram que o programa já não iria ao por “motivos técnicos”.
As casas dos Kilamba criou espectativa junto dos populares em Luanda, com realce a juventude que acusa o governo de enveredar por preços astronômicos. Vários analistas tem sugerido, as autoridades para que passem para um plano B, consubstanciado no aluguer das casas.
A semana passada circulou em Luanda, informações, ainda não desmentidas, dando conta da existência de um esquema para aquisição dos apartamentos. O esquema, segundo as informações é feito por um grupo que, alegam ter os canais para em que se paga “certa quantia” em dólares para inserção do nome dos interessados, na lista dos compradores das casas. Há também conhecido de caso de pessoas cujo os nomes já estão na lista antes do anuncio oficial feito pela as autoridades. A facilidade terá sido feito através de familiares envolvidos com o processo de cadastramento.

Casas do Kilamba apenas para quem tem salário mínimo de USD 3.500


Luanda - Para habilitar-se à compra dos apartamentos de menores dimensões disponíveis (T3A), com 110 metros quadrados, ao preço de 125.000 dólares, o mais provável é que a renda mínima do interessado seja de 3.500 dólares, de acordo com o Jornal de Angola, que sita como fonte o Banco Internacional de Credito (BIC).

Fonte: SA
No BIC, segundo Jornal, o crédito é concedido a pessoas com idade entre os 18 e os 60 anos e a taxa de juros está fixada em 12%, com variação do período de liquidação da dívida, consoante a idade de cada cliente.

O Banco Nacional de Angola não permite que se desconte mais do que 40% do salário em casos de financiamento. No Banco BAI, o financiamento contempla pessoas até 55 anos de idade e pode ser liquidade em 20 anos, porém o interessado precisa de ter depositados na sua conta 15% do valor do imóvel a adquirir, refere o matutito nacional.

Muitos dos interessados nos apartamentos da Cidade do Kilamba propõem-se a liquidar o valor total dos imóveis entre 20 a 30 anos, com o desconto de parcelas entre 500 a 1000 dólares por mês. Nas concessões de créditos, recorde-se, quanto maior a idade, menor é o período de
liquidez da dívida.

Governo de Luanda não paga operadoras de lixo há sete meses


José Maria dos Santos, enquanto governador de Luanda, sempre se manifestou indiferente aos problemas destas empresas porque pretendia criar a sua
A empresas de recolha de lixo de Luanda estão a enfrentar uma série de dificuldades no exercício das suas actividades, na sequência da não libertação das verbas, por parte do Governo Provincial de Luanda (GPL), destinadas a elas.
As operadoras vivem esta situação há já sete meses, não se vislumbrando uma saída para o seu fim, o mais depressa possível.
Tudo quanto se sabe é que o Ministério das Finanças já disponibilizou os valores, há muito tempo, tendo o antigo governador de Luanda, José Maria dos Santos, se mostrado indiferente em seleccionar o problema.
A situação é deveras grave, na medida em que as operadoras são obrigadas a se desdobrar no sentido de adquirirem dinheiro, por outras fontes e com elevados custos, para custearem as despesas, por forma a manterem as suas operacionalidades.
Os gastos feitos pelas operadoras são avultados, envolvendo os salários dos trabalhadores, manutenção do equipamento e combustível, entre outros.
Não fosse estes esforços, estas empresas viriam-se abrigadas a estarem endividadas com os trabalhadores e, como consequência, notar-se-ia uma onda de greve um pouco por toda a capital do país.
Com a recém-exoneração de José Maria, as coisas complicaram-se, na medida em que se aguarda pela nomeação do novo governador. Enquanto a situação prevalecer, as operadores continuarão a passar por maus bocados. Uma paralização das mesmas poderá traduzir-se em catástrofe, se tivermos em conta a produção diária de resíduos sólidos.
“Se com as empresas em funcionamento é o que se vê, com a sua paralizarão, o que será?”, interrogou-se fonte próxima destes jornal.
Numa ronda feita em Luanda, constatamos ser voz unânima que a situação seja resolvida pelo Governo de Luanda, num curto espaço de tempo para desafogar as empresas que muito têm feito, haja chuva ou faça sol, para manter limpa a cidade capital do país.
O ANGOLA24HORAS contactou as operadores, mas estas manifestaram indisponibilidades para se pronunciar sobre o assunto, almejando tão-somente que as verbas seja disponibilizada.
Este jornal apurou, por outro lado, que José Maria, enquanto governador de Luanda estava mais preocupado em criar a sua empresa de recolha de lixo do que, propriamente, em velar para as já existentes.
Angola24horas.com

Michael Morris: Banqueiros controlam o FED, BCE, ONU, Banco Mundial, FMI, BCI


- Bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício
A ciranda diabólica

Michael Morris é o autor do livro Was Sie nicht wissen sollen! (O que você não deve saber!), onde ele esclarece como um pequeno grupo de banqueiros particulares governa nosso mundo em segredo. Estes banqueiros controlam conforme sua vontade não apenas o FED ou o BCE, mas também as organizações supra-nacionais como a ONU, o Banco Mundial, o FMI e o BCI (Banco de Compensações Internacionais). Além disso, eles manipulam as cotações do ouro e da prata, provocaram conscientemente a bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício.
Michael Morris explica:

“Há mais de duzentos anos, a economia entra em colapso em intervalos regulares, porque exatamente assim é planejado e desejado. E planejada da mesma forma é a próxima quebra das bolsas – que virá logo. Pois desta forma o dinheiro, e conseqüentemente o poder, será distribuído de baixo para cima… Nós caímos novamente no mesmo velho golpe. Isso somente acontece porque poucas pessoas entendem como funciona nosso sistema financeiro globalizado. Ele é mantido sob uma áurea de complicação para que justamente seja pouco compreendido. E isso é feito propositadamente. E no fundo tudo é tão simples!”

Na entrevista seguinte concedida a Stefan Erdmann, de 7 de julho de 2011, o autor do livro previu a situação atual da economia mundial, principalmente nos EUA.

Ele também estará certo quanto às suas outras previsões?
O quê você não deve saber

Stefan Erdmann: Herr Morris, você publicou em abril deste ano um interessante livro intitulado Was Sie nicht wissen sollen!. Nele, você afirma que a economia européia e norte-americana dirige-se contra um muro. Isso ainda não aconteceu e parece que o atual sistema irá continuar desta mesma forma pela eternidade afora. Você ainda tem esta opinião?
Michael Morris: Sim, naturalmente. Não há qualquer dúvida que a economia mundial entrará em colapso – pois isso deve acontecer! A única pergunta é, quando?
Stefan Erdmann: Mas porque você está tão seguro disto? A economia alemã até apresenta um aparente crescimento, as bolsas estão subindo, a Grécia foi salva e tudo vai voltar ao normal. Não é assim?
Michael Morris: Sim, isso seria bonito, mas não é assim que funciona. Toda essa conversa sobre crescimento é uma tosca tentativa para acalmar as massas. Os números e estatísticas são claramente unilaterais, a favor dos mandantes e não possuem qualquer força argumentativa. O volume da economia cresce apenas porque mais dinheiro é bombeado para o mercado. Simultaneamente este dinheiro perde cada vez mais valor por causa da inflação. Nos relatórios vemos um maior faturamento, mas não é por isso que eles têm mais valor. Trata-se apenas de um jogo de adição de zeros, onde as classes inferiores perdem rapidamente e as mais abastadas ganham. Acontece uma monstruosa concentração de renda. Assim que a maioria das pessoas entenderem isso, a coisa pega.

Stefan Erdmann: E na sua opinião, por que os políticos nada fazem contra isso?
Michael Morris: Porque eles, em sua grande maioria, não têm o mínimo conhecimento. No fundo todos os políticos tentam atualmente adiar o colapso da economia e as conseqüentes ondas de revolta, para além do período de seu mandato. Assim este cenário de horror não acontece sob seus olhos, mas talvez no próximo período de legislatura.
Impressionante eu acho o relatório atual de um comissário de polícia em Berlim, que atua na segurança doBundestag (parlamento alemão) e tem contato diário com os parlamentares. Há poucas semanas ele contratou um amigo construtor para construir uma casa em Chiemgau, e este deveria entregá-la o mais rápido possível! Perguntado, ele explicou que logo tudo desabará, as caixas da previdência estão vazias, a Grécia falida e impassível de salvação, e que os políticos federais sabiam disso, todavia não iriam avisar a população. Este é uma posição de 6 de julho de 2011, ou seja, bem recente! A política sabe que aquilo que ela faz não pode acabar bem, mas não estão entendendo exatamente o que fazem. O mais importante é manter seus privilégios e abastados salários. De fato é difícil avaliar realisticamente a situação atual, quando não se tem noção de economia, de dinheiro e ouro, de bancos e bolsas. Olhe bem quem controla a Alemanha. De onde vêm a chanceler e o vice-chanceler? Qual deveria ser a qualificação para dirigir uma nação econômica? Olhe a direção da UE. Não sabemos bem se devemos rir ou chorar! Tal equipe pode dirigir uma associação de boliche, mas não toda a Europa. Isso tem que acabar mal. Eles não entendem que chegamos a um ponto, onde a economia tem que entrar em colapso!
Essência democrática: “É como você disse: aqueles que decidem não foram eleitos,
e aqueles que foram eleitos não decidem nada”
[Horst Seehofer, ministro da saúde (2005-2008) e atual governador da Bavária]
Stefan Erdmann: Você afirma que a economia tem que entrar em colapso. Por quê? Você pode nos explicar em detalhes?
Michael Morris: Nosso sistema econômico está baseado em um permanente crescimento, mas um crescimento infinito não pode existir em um planeta com limitações físicas. O sistema é erigido de tal forma que a economia só pode crescer à medida que pessoas, empresas e países se endividem. Através da contração de dívidas, novo dinheiro é criado, dinheiro este que não existia anteriormente – isso é denominado “criação monetária”. O dinheiro, que é concedido na forma de crédito, é criado quase do nada pelos bancos. Este dinheiro não existe realmente, não existe fisicamente, mas existe apenas no papel. No início de um novo ciclo econômico, este dinheiro extra aquece o mercado. Todos se passam por grandiosos, compra-se e investe-se onde pode. Então chega-se ao ponto onde as pessoas perdem a noção das coisas, sobem os preços dos imóveis, das matérias-prima e do varejo, formam-se bolhas; mais dinheiro é criado pelos bancos a juros e emprestado aos felizes consumidores a juros sobre juros. Através da expansão da base monetária, o dinheiro perde valor, aparece a inflação. Em algum momento os preços aumentam mais do que os salários, então as pessoas perdem poder aquisitivo e a economia começa a tropeçar. Ao mesmo tempo as dívidas tornaram-se tão altas, que a pressão dos juros sufocam as pessoas, as cidades e todo o país. Eles não podem mais saldar os créditos que tomaram, e são obrigados então penhorar aquilo que mais prezam, para quitar pelo menos parte da dívida. Em algum momento, todo este castelo de cartas desaba, pois não existem mais recursos.
Stefan Erdmann: Este é o ponto que chegou a Grécia?
Michael Morris: Exato. Se bem que a Grécia tem pouca culpa pelo mar de lama. Os gregos não tiveram qualquer chance, Eles devem sucumbir dentro da Zona do Euro. Isso era previsto.
Stefan Erdmann: Como assim? Como isso teria sido previsível?
Michael Morris: A Alemanha está orgulhosa por exportar tantos produtos de alta-tecnologia. Isso é ótimo, e não deve ser um transtorno para outros países contanto que estes tenham moeda própria. Pois desta forma eles podem elevar as barreiras alfandegárias e assegurar que pelo menos uma parte de seu dinheiro permaneça no país e não escoe tudo para a Alemanha. Enquanto a Grécia teve uma moeda própria, determinados produtos gregos puderam concorrer com os produtos alemães. Eles não eram tão sofisticados, mas por sua vez eram mais baratos do que os produtos alemães, sobre os quais incidiu os impostos de importação. A Grécia pode também influenciar o câmbio em relação ao marco alemão. Era atrativa como local turístico, pois era relativamente barato. Então de uma vez desapareceram a moeda própria e as barreiras alfandegárias. Com isso os produtos gregos não puderam mais concorrer com os alemães, todo dinheiro fluiu para o estrangeiro, a economia grega ficou totalmente estagnada, vieram as demissões, a arrecadação fiscal diminuiu e, portanto, o governo grego foi obrigado a tomar mais crédito que logicamente não podia mais pagar – como ele poderia, de onde viria o dinheiro? Naturalmente ele pode tomar novos empréstimos, ou seja, contrair mais dívidas para pagar os juros das dívidas antigas. Uma ciranda doente.
Stefan Erdmann: Quer dizer que o sistema foi melhor para a Alemanha do que para os gregos?
Michael Morris: Não, não para os alemães, mas sim para os bancos alemães. Para estes foi um ótimo negócio. Eles não levaram calote dos gregos, pois são “relevantes ao sistema”. Isso significa claramente que eles têm tanto poder e podem fazer o que bem quiserem. O Estado alemão deve ajudar os gregos ensangüentados e prostrados no chão, para que com isso os bancos não tenham qualquer prejuízo no recebimento dos juros. Simultaneamente, o Estado apóia os bancos com dinheiro e vantagens fiscais. Mas como o Estado não tem os muitos bilhões necessários, ele deve tomar o dinheiro emprestado destes próprios bancos. Este recurso, pelo qual todos nós somos garantidores, é enviado então à Grécia para que eles possam pagar com nosso dinheiro as dívidas que contraíram juntos aos bancos alemães. Este jogo é tão absurdo, que quase não dá para acreditar que através disso os bancos possam atravessar a crise. Mas eles conseguem, e de fato há mais de um século. Desde que os bancos conseguiram separar em 1914 o dinheiro do ouro – desde que nosso dinheiro não foi mais lastreado por valor verdadeiro – os bancos podem fazer conosco o que bem entendem – e quase ninguém parece perceber a trama.
Stefan Erdmann: Os pacotes de salvamento não fazem então bem aos gregos?
Michael Morris: Não, é claro que não. Em princípio, no dominante sistema monetário baseado em dívidas, tudo é vantajoso para os bancos, e a todos que trabalham em estreita cooperação com eles. Acontece novamente segundo o mesmo esquema, não importa se agora seja com a Grécia, ou Argentina em 1990. Existem tantos exemplos disso, principalmente na África e América do Sul. Obriga-se um povo a contrair imensas dívidas, até que todos fiquem sem dinheiro. Então obriga-se o Estado a diminuir as despesas juntos aos benefícios sociais e salários e, ao mesmo tempo, aumentar os impostos. Isso significa para a população: menores ganhos e maiores despesas. É claro que isso não pode funcionar bem ao longo prazo. Para os bancos é um negócio extraordinariamente seguro! Quando o país quebra, os abutres repartem o filé e deixam a carniça para o povo. Então acontece uma reforma monetária, o povo deve se ralar novamente e começar a construir tudo de novo, onde naturalmente deve contrair mais dividas juntos aos bancos. Joga-se para a matilha um pouco mais de carne, para fisgá-la. Elas mordem a isca, diz-se a elas que desta vez vai ser melhor. Mas a verdade é que não é possível melhorar, pois este sistema do dinheiro sem lastro – inventado pelos bancos – no sentido literário da palavra, é uma ciranda diabólica.
Stefan Erdmann: Soa como existisse atrás de tudo um plano ou um cálculo mal-intencionado.
Michael Morris: Por detrás de tudo existe sem dúvida alguma um plano. Ele é tão simples como genial, e funciona desde 1694, desde a fundação do Bank of England como banco privado, de forma extraordinária. Em períodos regulares, na maioria das vezes a cada duas até três gerações, tudo deve entrar em bancarrota, pois a montanha de débitos aumenta de forma exponencial por causa dos juros compostos e em algum momento explode simplesmente. Nós estamos agora neste ponto. Nós estamos perto da explosão. Vários países europeus estão insolventes há anos e são mantidos vivos artificialmente, o que torna tudo pior, pois as pessoas são lançadas cada vez mais para o fundo do poço. Os EUA estão finalmente insolventes a partir do início de agosto, a não ser que os dois partidos encontrem um compromisso no último momento e estabeleçam um limite superior para o total de endividamento. Isso proporciona ao país nada mais do que um ano de sobrevida. Mas antes disso a Europa provavelmente entrará em colapso, o que deverá levar consigo a economia dos EUA. É difícil dizer quem cairá primeiro, pois ambos mal podem se manter em pé.
Stefan Erdmann: Bem, se existe um plano, a gente se pergunta o que se esconde por detrás. Em seu livro, você afirma que são apenas algumas famílias que governam todo o mundo ocidental. Você também cita seus nomes. Como devemos imaginar isto? Para mim não é fácil imaginar tal cenário. Como eles fazem isso e por que nós não ficamos sabendo de nada?
Michael Morris: Sim, muitas pessoas têm a mesma dificuldade. E justamente por isso o sistema funciona perfeitamente. Para a maioria das pessoas, o fato de alguns poucos possuírem tudo, é facilmente rotulado como “teoria da conspiração” e logo dizem: “isso não é possível” – simplesmente porque vai além de sua imaginação. Mas de fato é assim, que algumas poucas famílias possuem quase tudo – todos os bancos, todos os grandes conglomerados, os meios de comunicação mais importantes. Eles têm participação em todas as grandes empresas de investimentos e gestoras de fundos, que por sua vez formam um grande emaranhado de difícil percepção por parte do público. Mas eu provei em meu livro como, por exemplo, as empresas dos Rothschild Blackstone eBlackrock têm participação em praticamente quase todas as grandes empresas alemãs.
Famílias como esta têm seus longos braços, seus “soldados”, na maioria das diretorias e dos conselhos administrativos. Através de suas fundações, eles doam quase todo o dinheiro para a pesquisa determinam assim, onde é pesquisado e em qual direção devem caminhar os resultados. O fiasco do Climagate é um típico exemplo. Está provado que o aquecimento global da Terra é uma grande mentira e todos os dados, que mostram a direção do aquecimento, foram falsificados. Está comprovado que as temperaturas globais diminuem constantemente. Mas com o suposto aquecimento pode-se ganhar muito dinheiro, por isso as mídias insistem em pichar o vilão CO2 e continuam a reportar sobre o aquecimento global. Tais coisas são planejadas lá em cima, e sua execução exata destas ações são levadas a cabo pelos grêmios inferiores. Trata-se de um sistema rigidamente hierárquico, que engloba tudo. Na parte superior estão algumas poucas famílias, cuja riqueza é inimaginável para o homem comum. Abaixo vem uma segunda e terceira fileira. Juntando-se tudo, temos talvez 200 famílias, que estão organizadas no CFR, na Comissão Trilateral, no Clube de Roma, no Grupo Bilderberg, entre outras associações. Através destes grêmios, são controlados a política, a chamada economia e os meios de comunicação. Os detalhes destas operações iriam extrapolar o foco da entrevista, mas eu esclareço tudo isso detalhadamente em meu livro.
Stefan Erdmann: Tem razão. Lá você aborda tudo pormenorizadamente – e ainda de forma didática! Eu tenho que reconhecer que seu livro foi o primeiro a esclarecer de forma simples as macro-ligações entre economia, dinheiro, ouro, as grandes organizações como FMI e o BCI. Você também vai mais além e apresenta as relações entre temas como chemtrails e a alegada luta contra o terror. Não é um pouco arriscado?
Michael Morris: Não, tudo está interligado…
Stefan Erdmann: Bem, então eu faço minha última pergunta: se tudo caminha desta forma e o grande crash é inevitável, o que ainda podemos fazer? Existe uma solução ou alguma saída, ou nós devemos nos preparar para um período sombrio e estocar alimentos?
Michael Morris: Sim, naturalmente existe uma saída! Nós precisamos simplesmente romper com o atual ciclo. Isso acontece através de educação e esclarecimento, e para isso nós dois tentamos dar nossa contribuição. Por sorte não somos os únicos. Nos últimos anos, a verdade sobre a manipulação das pessoas aparece em vários lugares. Parece que nós despertamos de uma espécie de longa hibernação e começamos a nos emancipar. Poder-se-ia dizer que nós passamos da adolescência para a maturidade. O importante é que nós aproveitemos o próximo crash como uma chance para mudanças e não um retorno ao antigo ciclo vicioso – não em medo e ódio como no passado, que levaram à guerra e miséria. O período de transição poderá ser, todavia, muito duro, o que não podemos ignorar. Alguma coisa em gêneros alimentícios deverão estar à disposição ou se prevenir para alguma outra eventualidade, tudo isso não custa manter. Aqueles que puderem, deverão ter também algo em ouro e prata, assegurando assim parte de seu patrimônio. Isso será importante principalmente durante a transição, pois este pode ser tortuoso. De fato está sendo elaborado atrás dos bastidores, em vários locais e por diversas personalidades, um novo sistema. Este novo sistema deve ser mais justo e promover uma convivência mútua pacífica. Para isso deverão ser abolidos o dinheiro de dívidas e os juros, o que não agrada uma certa elite, mas que há muito tempo é premente. Poderia ser talvez através de um salário básico incondicional. Mais eu não posso dizer aqui, pois isso está apenas começando. Mas algo acontece! E eu estou confiante que vai melhorar e nós vivenciaremos um salto quântico na consciência humana, que trará seus frutos a todos. Pois a princípio isto é possível! Mas naturalmente todos nós temos que nos colocar a postos e assumir nossas responsabilidades.
Stefan Erdmann: Eu agradeço pela conversa!
Kopp-Verlag, 13/08/2011.
Quem quiser entender como funciona o sistema, é imprescindível a leitura do artigo abaixo:
O governo mundial de facto da atualidade
As 60 nações aqui listadas estão endividadas com a astronômica cifra de aproximadamente 30 trilhões de dólares, o que na média representa mais da metade do PIB e em relação à população, cada recém-nascido já nasce com uma dívida média de 10 mil dólares. A uma taxa de juros de apenas 5% resulta anualmente a soma de 1,5 trilhões de dólares em juros. Uma soma que não pode ser mais gerada economicamente, mas que deve ser refinanciada através de novos endividamentos.
http://fimdostempos.net/bolha-imobiliaria-crise-bancaria-proposital.html