sexta-feira, 27 de julho de 2012

6 dicas para conversar com seus filhos sobre notícias ruins ou assustadoras


Hoje em dia, as crianças têm acesso a muitas tecnologias, como rádio, TV, internet. Mesmo que os pais controlem o conteúdo a que as crianças são expostas, elas podem se deparar com notícias assustadoras: como mortes, acidentes, crimes. Ao mesmo tempo, às vezes coisas ruins acontecem próximas à família, como a morte de um parente. Como explicar ou conversar sobre o assunto com as crianças, para que elas não fiquem com medo ou traumatizadas?
Confira algumas dicas do Dr. Paul Coleman, autor de “How to Say It to Your Child When Bad Things Happen” (em tradução livre, “Como falar com seu filho quando coisas ruins acontecem”), sobre as melhores maneiras de falar com crianças sobre imagens e eventos perturbadores:
1 – Espere até que elas tenham pelo menos 7 anos de idade
Segundo o Dr. Coleman, é melhor esperar que as crianças cresçam um pouco antes de conversar sobre assuntos perturbadores. Antes disso, aborde o tema apenas se a criança perguntar. “Eles podem ver algo na TV ou ouvir sobre isso na escola, e então você tem que lidar com isso. Mas crianças muito jovens podem não ser capazes de lidar bem com notícias assustadoras”, diz.
Caso seja necessário falar com a criança nova sobre uma notícia ruim, siga as dicas abaixo.
2 – Sinta-se confortável em “mentir”
O mundo pode ser um lugar verdadeiramente cruel; eu sei disso e você sabe disso. Mas crianças pequenas não sabem disso. Coleman sugere até que elas podem não ser capazes de lidar com a verdade, em um nível psicológico. “Crianças mais jovens precisam ser tranquilizadas de que isso não está acontecendo com eles e não vai acontecer com eles”, indica Dr. Coleman.
Os pais podem sentir que estão “mentindo”, já que ninguém pode ter 100% de certeza do que o futuro reserva, mas estimativas de probabilidade não são algo que as crianças pequenas podem compreender; isso não as conforta. Então, tente sempre explicar que aquilo de ruim que aconteceu não vai acontecer com elas.
3 – Faça perguntas para saber o que a criança está pensando
Dr. Coleman afirma que muitos pais podem presumir que sabem como seus filhos se sentem, mas nem sempre é assim. O ideal, antes de explicar uma notícia ruim, é compreender o que aconteceu e o que a criança está sentindo. “Elas podem ter medo, ou estarem apenas curiosas. Você tem que verificar perguntando coisas como ‘o que você ouviu?’, ‘o que você acha?’”, diz.
Se elas estão com medo, pergunte do que elas têm medo – não assuma que você sabe. Crianças às vezes usam lógica distorcida. Por exemplo, elas assistem um edifício colapsando na TV e acham que é o prédio da mamãe que caiu. Depois que souber o que elas estão pensando, tente oferecê-las uma sensação de segurança.
4 – Nunca diga que os sentimentos dela são “errados”
Nunca diga para a criança que ela não deve ter medo. Deixe-a saber que seus sentimentos fazem sentido, e que ela pode sentir tudo o que está sentindo. Nunca a faça se sentir mal por estar com medo, mas sim deixe-a saber que ela não precisa ter medo.
5 – Aproveite a situação como um momento de ensino
Falar sobre coisas ruins pode levar a discussões sobre como ajudar os outros, além de dar aos pais uma oportunidade para ser um modelo de compaixão. Por exemplo, se uma tragédia aconteceu próxima a sua localidade e muitas pessoas perderam seus pertences, ensine a criança a ajudar, doando roupas ou alimentos.
6 – O que fazer se a tragédia afetar seus filhos
Às vezes, a notícia ruim chega ou acontece dentro de casa, e não há maneira de proteger seus filhos. Se você está lidando, por exemplo, com a morte de um amigo ou membro da família, seja honesto sobre o assunto, mas ofereça alguma separação entre o que aconteceu e o que eles temem que pode acontecer. Explique que é normal que eles se sintam tristes por perderem alguém. Mas deixe claro que isso não vai acontecer a você, por exemplo. Não tenha medo de usar frases como “a vovó estava muito velha e muito doente, mas eu não estou”, explica o Dr. Coleman. Dar conforto e segurança à criança é o mais importante nessas situações.[CNN]

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Má distribuição dos recursos no país. Teatro vira atenção para crise financeira mundial


Maputo (Canalmoz) – O grupo chama-se “Lareira”. Decidiu dramatizar uma peça teatral “a cavaqueira do poste” que retrata os efeitos  da crise financeira mundial, sob o ponto de vista dos mendigos.
Sérgio Libombo diz que “a cavaqueira do poste” refere-se a um mendigo que a cada dia vai a uma certa esquina, esperar que os “poderosos” possam lançar alguma coisa para ele se alimentar.
Uma peça apresentada no último sábado no Cine Teatro Avenida, cidade de Maputo, concentrou os participantes a reflectir sobre este aspecto que, segundo disse, afecta a camada social baixa, visto que estes já não conseguem apanhar os restos que habitualmente têm recolhido nas esquinas, deixados por aqueles que podem comer de tudo quanto quiserem. “Foi dramatizado a aproximação dos mendigos, pois estes vivem dos restos que apanham nos contentores de lixo e com essa crise, reclamam o facto de não apanharem nada porque os que tinham dinheiro já tentam economizar muito mais”, acrescentou Sérgio Libombo.
Ideias diferentes foram surgindo durante a encenação. A causa do aumento demográfico populacional é um dos aspectos defendidos por Libombo como causa principal da crise. Mas, por sua vez, Dias Santana referiu que a má distribuição da riqueza é um dos fortes factores da crise financeira no país.
“Os líderes devem entender que a crise é uma realidade, isto  porque nascemos muitos enquanto não há clareza no uso dos recursos, uma vez que estes estão a ser mal distribuídos. Há poucos com muito e muitos com nada”, disse.
O grupo já representou Moçambique por cinco vezes no Brasil  e Portugal e neste ano perfaz o seu segundo aniversário na área teatral, prometendo dar muito no que tange ao ensinamento social. (Arcénia Nhacuahe)
Imagem: meninosdemozambique.org

quarta-feira, 25 de julho de 2012

“Charme feminino” pode ajudar na carreira, mas gera desconfiança


Aqui vai um alerta para aquelas moças que usam (voluntariamente ou não) seu charme para criar uma boa imagem no ambiente de trabalho: a tática pode atrair a simpatia dos colegas, mas ao mesmo tempo pode fazer com que sejam vistas como menos confiáveis.
A conclusão veio de dois estudos feitos recentemente por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Bekerley (EUA). Eles analisaram como o “flerte” (entendido como “atitude carinhosa, provocante, porém não necessariamente com intuito sexual”) pode interferir em negociações profissionais e no ambiente corporativo em geral.
“Embora flertar possa tornar uma mulher mais agradável, negociadoras que o fizeram foram julgadas como menos autênticas do que aquelas que não usaram esse recurso”, conta a pesquisadora Laura Kray, líder da equipe.
No primeiro estudo, 79 estudantes de pós-graduação (sendo 50 homens e 29 mulheres) opinaram sobre a eficácia de dez características pessoais em uma negociação – como honestidade, tendência a manipular e capacidade de ouvir. No final, a habilidade de flertar foi considerada a menos efetiva, junto com algumas características relacionadas a ela (como beleza física e postura “leve”).
No segundo, feito com 77 estudantes (desta vez, 51 mulheres e 26 homens), os participantes assistiram a diversos vídeos de negociações, nos quais um ator (ou atriz) falava diretamente para a câmera, simulando um diálogo com o espectador. Em cada vídeo, a pessoa seguia um roteiro, que poderia demandar uma postura séria ou “charmosa”.
Aqueles que “flertavam” com o espectador eram vistos como menos autênticos, porém, no caso das atrizes, mais agradáveis do que aqueles que mantinham uma postura mais séria. O roteiro de “flerte”, vale dizer, incluía sorrir, inclinar-se para frente, tocar os próprios cabelos e o rosto e usar um tom de voz leve, com certo ar de brincadeira.
Alguma leitora se identificou?[Daily Mail UK]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sutiã medieval de 600 anos é encontrado


Por muitos anos, as pessoas acharam que o sutiã era uma invenção moderna. De fato, a produção em massa de sutiãs começou há pouco mais de um século, quando os espartilhos saíram de moda. Mas alguns arqueólogos da Universidade de Innsbruck, na Áustria, fizeram uma descoberta que coloca a data para a invenção do sutiã mais alguns séculos em direção ao passado.
Em uma investigação arqueológica no Castelo Lengberg, na região do Tirol do Leste, foram encontradas várias peças de fragmentos de tecidos em 2008. A descoberta foi feita naquele ano mesmo, mas a descoberta só foi anunciada recentemente.

Os sutiãs estavam em um depósito de lixo, e provavelmente foram colocados lá quando uma ampliação foi feita no castelo, no século 15. Dois dos sutiãs são descritos como sendo um tipo de combinação de sutiã com camiseta, sem mangas mas com pontos de renda que serviam de suporte. Um terceiro estava bem decorado, e parecia muito com um sutiã moderno, pois tinha alças e algo como tiras para as costas. O quarto era mais parecido ainda, era feito de duas peças de linho costuradas juntas verticalmente.
A descoberta é revolucionária por que fontes escritas medievais que confirmem a existência de sutiãs com taças são muito difíceis de encontrar. Algumas fontes falam de “sacos para os seios” ou “camisas com sacos”, enquanto outros mencionam faixas para prender seios muito grandes. Além disso, embora seja certo que algumas mulheres usavam “sacos para os seios”, não está claro se a maioria usava.
Os testes de radiocarbono nas fibras do tecido confirmam que as peças de roupa foram usadas em algum momento entre 1440 e 1485.
Outras descobertas incluem camisas de linho com colarinho de pregas, um par de cuecas de linho completamente preservados, e um tapa-sexo de um par de calças. Embora nem todas as peças de tecido possam ser identificadas, os cientistas acreditam que poderão reconstruir pelo menos 20 peças de roupa.[History Extra, Spiegel Online, LiveScience, CBS News, The Guardian]


Ponto Nemo, o “meio do oceano” (literalmente)


Se algum dia você quiser ficar o mais longe possível da civilização (mas sem sair do planeta), anote estas coordenadas: 48°52.6′ sul, 123°23.6′ oeste. Elas o ajudarão a encontrar o Ponto Nemo, o local mais distante de qualquer continente ou ilha.
O nome, que não tem nada a ver com aquela célebre animação da Disney e da Pixar, é uma referência ao Capitão Nemo, do clássico Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne. Levando em conta a infinidade de ilhas que existem espalhadas pelo oceano e os contornos irregulares dos continentes, encontrar o Ponto Nemo foi uma verdadeira façanha, que só foi concretizada em 1992.
Naquele ano, o engenheiro e pesquisador Hrvoje Lukatela usou um programa de computador geospacial que ele mesmo havia criado, o Hipparchus, para localizar o ponto. Depois de muitos cálculos, descobriu que fica no sul do Oceano Pacífico, a 2.688 quilômetros de um grupo de três ilhas (Duci, Motu Nui e Maher).
Por ser tão remoto, provavelmente nunca foi visitado por alguém. Você se arriscaria?[Life's Little Mysteries]