quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Países menos religiosos são também menos violentos


A afirmação parece contraditória, sendo que a maioria das religiões prega a paz e o amor, mas, segundo o Índice Global da Paz (IGP) de 2012, apesar do mundo em geral ter ficado um pouco mais pacífico nos últimos anos, são os países menos religiosos que continuam sendo menos violentos.
O que é o IGP?
O Índice Global da Paz, desenvolvido pelo Instituto de Economia e Paz, em conjunto com a Unidade Economista de Inteligência com a orientação de uma equipe internacional de acadêmicos e experts em paz, classifica as nações do mundo pela sua tranquilidade.
Composto por 23 indicadores, que vão desde o nível de despesas militares de uma nação às suas relações com os países vizinhos e o nível de respeito aos direitos humanos, incluindo os níveis de democracia e transparência, educação e bem-estar material, o IGP usa uma ampla gama de fontes respeitadas, incluindo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, do Banco Mundial e várias entidades da ONU, para contribuir significativamente para o debate público sobre a paz mundial.
O IGP possui investidores de todo o mundo, incluindo Prêmio Nobel, economistas, acadêmicos, agentes humanitários e políticos, como o diplomata Kofi Annan, o presidente Jimmy Carter, Sua Santidade o Dalai Lama, o professor Joseph Stiglitz e o arcebispo Desmond Tutu.
Um lugar melhor para se viver
Em sua sexta edição, o IGP indica que o mundo se tornou mais pacífico pela primeira vez desde 2009; todas as regiões, exceto o Oriente Médio e o Norte da África (que sofrem atualmente as consequências da Primavera Árabe) viram uma melhora nos níveis de tranquilidade geral. O Brasil, em particular, subiu duas posições, passando de 85º para 83º país mais pacífico dentre os 158 analisados.
Apesar da mudança, muitas coisas permaneceram as mesmas. A Islândia é o país mais pacífico do mundo, pelo segundo ano consecutivo, e a Somália continua a ser nação menos pacífica do mundo pelo segundo ano consecutivo.
A Síria foi o país que caiu pela maior margem: mais de 30 lugares, indo para 147º. Isso com certeza têm a ver com o fato de estar passando por uma guerra civil, sofrendo uma escalada da violência nos últimos 14 meses, que matou mais de 16 mil pessoas no país. O contrário ocorreu com o Sri Lanka, já que o fim de sua guerra civil elevou o país em 30 lugares.
Pela primeira vez, a África Subsaariana não é a região menos pacífica do mundo, aumentado seus níveis de paz desde 2007. Como já dissemos, o Oriente Médio e Norte da África é hoje a região menos pacífica, refletindo a turbulência da Primavera Árabe.
Pelo sexto ano consecutivo, a Europa Ocidental continua a ser a região mais pacífica, com a maioria dos seus países no top 20. A América do Norte experimentou uma ligeira melhoria, mantendo uma tendência desde 2007, enquanto a América Latina experimentou uma melhora geral com 16 dos 23 países aumentando sua pontuação de paz.
O ranking
Confira os 10 países mais pacíficos do mundo, seguidos de sua pontuação no ranking:
1.     Islândia – 1,113
2.     Dinamarca – 1,239
3.     Nova Zelândia – 1,239
4.     Canadá – 1,317
5.     Japão – 1,326
6.     Áustria – 1,328
7.     Irlanda – 1,328
8.     Eslovênia – 1,330
9.     Finlândia – 1,348
10.                       Suíça – 1,349
O Brasil tem uma pontuação intermediária:
83º Brasil – 2.017
Enquanto os dez países menos pacíficos são:
149º Paquistão – 2,833
150º Israel – 2,842
151º República Centro Africana – 2,872
152º Coreia do Norte – 2,932
153º Rússia – 2,938
154º República Democrática do Congo – 3,073
155º Iraque – 3,192
156º Sudão – 3,193
157º Afeganistão – 3,252
158º Somália – 3,392
Religião x paz
Na Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, países que estão no top 10 de mais pacíficos, o conflito religioso na sociedade é praticamente inexistente. Também, um ranking feito pelo sociólogo Phil Zuckerman mostrou que todos os países desse top 10, menos a Irlanda, estão entre os 50 menos crentes do mundo, nas seguintes posições:
Islândia – 28º
Dinamarca – 3º
Nova Zelândia – 29º
Canadá – 20º
Japão – 5º
Áustria – 24º
Eslovênia – 18º
Finlândia – 7º
Suíça – 23º
Será que há alguma relação entre religião e paz? Segundo alguns especialistas, muitas guerras e atrocidades que marcaram a história estão ligadas ao sentimento religioso. Sendo assim, pode ser que países sem conflitos religiosos sejam mais pacíficos.
O Brasil no Ranking da Paz
O Brasil aparece na 83ª posição do ranking. Historicamente, não nos envolvemos em muitas guerras, porém nossa violência interna é suficiente para não deixar o país subir muito no Índice.
Quanto à religião, de acordo com a pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stifung, 95% dos jovens brasileiros (entre 18 e 29 anos) explicitam suas ligações religiosas: somos o terceiro país mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
O IGP de 2012 mostra que os pontos em que somos menos pacíficos são, em indicadores em ordem decrescente: homicídios, crimes violentos e terror político, acesso a armas, e violência percebida pela sociedade.
Alguns dos pontos em somos mais pacíficos são, empatados: conflito organizado, atos terroristas, mortes por conflito interno e por conflito externo, armas pesadas e relações com países vizinhos.[VisionofHumanity, UOL, BemParana, Paulopes, AhDuvido]

Como derrotar seus inimigos na internet


Nos primórdios, a internet era um lugar sem malícia nem maldade, com pureza e boas maneiras. Já hoje, é um lugar em que abundam o horror e a grosseria.
O abuso hoje chega de todos os cantos, de amigos a completos desconhecidos; sempre tem alguém colocando um comentário desagradável em uma foto, mandando um insulto via twitter, etc.
O que fazer se alguém resolve te atacar online? Chorar? Sentar e aguentar? Não. Você sobrevive. Prevalece. Veja aqui as dicas para lidar com estes tipinhos:
Leve ameaças a sério
Se alguém, via internet, ameaçar e prometer te atacar fisicamente, procure a polícia. Não importa quem, ou quando.
Mas se as coisas forem menos severas, você pode…
Resolver isto offline
Se um amigo resolver ser um idiota na internet, tente resolver isto fora dela. Apesar de parecer um lugar mágico, a web não é um bom lugar para expressar sua sinceridade. As chances de um mal-entendido mútuo online são muito grandes, e podem piorar a situação. Marque um encontro face a face e enterre a machadinha da guerra lá.
Dedurar
É muito fácil insultar alguém online. E é igualmente fácil reclamar com as autoridades sobre isto. É motivo de vergonha dedurar pessoas no jardim de infância, ou na máfia. Mas não online. Dedurar é uma das ferramentas no seu cinto de utilidades, não um sinal de fraqueza.
O Twitter não tem uma política formal contra alguém que está simplesmente sendo idiota. Mas ameaças reais, invasão de privacidade e spam são todos proibidos – bem como os tweets abusivos, o que é um conceito meio “nebuloso”. Se você acha que está sofrendo abuso, que a discussão foi deixada para trás, denuncie as mensagens abusivas. Se o Twitter concordar contigo, teu antagonista será repreendido ou suspenso.
O mesmo vale para o Facebook: cada mensagem pode ser denunciada diretamente à polícia de internet do Zuckerberg – e para sua sorte, o Facebook é muito mais restrito que o Twitter. No papel, pelo menos. “O Livro” tem a seguinte declaração para seus usuários:
Você não irá intimidar, assediar ou praticar bullying contra qualquer usuário.
Você não publicará conteúdo que: contenha discurso de ódio, seja ameaçador ou pornográfico; incite violência; ou contenha nudez ou violência gráfica ou desnecessária.
É extremamente fácil denunciar coisas que você não gosta. Se o Facebook também não gostar, o transgressor pode ter suas mensagens excluídas ou ser suspenso do serviço.
O G-mail, como os serviços de e-mail em geral, é meio parecido com o “Oeste Selvagem”. A menos que você receba uma linha dizendo “eu vou te estrangular esta noite”, você está por sua própria conta. O Google fornece uma área de denúncia de abuso, mas neste caso uma chamada à polícia deve ser sua primeira atitude. Em um tribunal, e-mails são aceitos como provas.
Ignorar
O caminho da altivez moral não é divertido, mas se ele fosse, não seria altivo nem moral. Você pode se sentir satisfeito vendo seu inimigo banido do Facebook ou Twitter, mas talvez a melhor satisfação é não dar a eles nenhuma satisfação. Tweets ameaçadores? Ignore-os. Mensagens rudes? Ignore-as. Comentários ridículos no Facebook? Ignore-os. Tratar com o silêncio é a melhor maneira de deixar um valentão entediado, fazendo com que ele procure uma reação em outro lugar.
Blindar-se
Bloqueie e apague. Você provavelmente não vai querer nada que te insulta no teu mural, é claro. Então delete e bloqueie o infame sem vergonha. Se você quer realmente incomodar alguém, oculte seu mural e fotos, sem bloquear tudo completamente – basicamente, um dedo-do-meio para a pessoa, embora não seja a atitude mais madura. Crie um filtro no G-mail que mande a mensagem de um remetente indesejado direto para a lixeira, e certifique-se de que eles saibam disso antes. Bloqueie-os no Twitter. Vai ser como se os chatos nunca tivessem existido.
Revidar
Naturalmente, também existe a opção do contra-ataque. É arriscado, e talvez até mesmo desaconselhável, mas um troll pode ser imobilizado pelo poder da tua digitação.
Eu sou feio? Não, você é feio, e todos sabemos disso por que ninguém te quer. Oh, eu sou um idiota por que falei tal coisa? Aqui vai uma explicação inteligente de 500 palavras mostrando que você é quem não sabe do que está falando. Postou uma foto embaraçosa minha no Facebook? Legal! Aqui tem um álbum daquela vez que você vomitou no meu porão. Talvez eu deva marcar os teus pais no meio da meleca.
É mesquinho? Sim, é. Pode piorar a situação? Sim. Mas dá uma alegria perversa em brigar pela internet? Claro – isto está na alma da web. Só que fique preparado para uma briga longa que vai degradar publicamente todos os envolvidos.
Ou, como dizem por aí, quando você ganha uma briga na internet, você não fica parecendo um vitorioso, mas um retardado. Ou um retardado vitorioso, mas ainda um retardado. E tome cuidado se você resolver tirar a limpo a situação offline. Alguém pode levar uma pescoçada. Literalmente.[TechnoLog, Gizmodo]

Segredo para um casamento feliz: não perdoe (o tempo todo)


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a prática de “perdoar e esquecer” nem sempre é a melhor solução para resolver conflitos em um relacionamento.
Em um de seus estudos mais recentes, o psicólogo James McNulty, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Tenessee (EUA), encontrou possíveis efeitos negativos na bem-intencionada prática do perdão. Para isso, ele entrevistou 72 casais que estavam no primeiro matrimônio e juntos há pelo menos seis meses.
“Todos nós experimentamos momentos em um relacionamento nos quais o parceiro faz algum tipo de transgressão contra nós”, diz McNulty. Infidelidade, impaciência, falta de companheirismo ou irresponsabilidade financeira: nenhum relacionamento está livre de problemas como esses. “Quando isso acontece, nós temos que decidir se vamos ficar nervosos e alimentar a raiva, ou perdoar”.
Ao longo de pesquisa, foram detectados diversos fatores que podem interferir na efetividade do perdão, tais como o temperamento do parceiro (afável ou intransigente) e a severidade e frequência da transgressão.
Perdoar ou enfrentar
“Acreditar no perdão do companheiro leva pessoas afáveis a buscar não ofendê-lo mais, e pessoas indóceis a fazer o contrário”, aponta o pesquisador. Além disso, ele ressalta que a agressividade pode ser importante para sinalizar a gravidade da transgressão – e, dependendo da situação, fazer com que o outro pense duas vezes antes de “pisar na bola” de novo.
Embora tenha constatado que responder com firmeza a um problema ao invés de simplesmente relevá-lo pode trazer benefícios duradouros ao relacionamento, McNulty lembra que não há uma solução que funcione em todos os casos. “As consequências de cada decisão que tomamos em nossos relacionamentos depende das circunstâncias que cercam essa decisão”, ressalta.
Durante uma briga de casal, considere que uma atitude menos amigável pode ser a mais indicada.[Daily Mail UK] [Personality and Social Psychology Bulletin]

Bruna prepara-se para ser mãe



Lisboa – Bruna Tatiana  vai ser mãe pela primeira vez. A cantora  que regressou  a semana passada da   Coréia do Sul tomou conhecimento do seu estado de gestão  após uma passagem pelo Dubai com o companheiro.

Fonte: Club-k.net
A artista de 34  anos, esta numa relação com  Mário Cadete, um jovem  cuja amizade se estreitou desde o tempo em que ambos estiveram a  estudar  nos Estados Unidos da America.

Natural do Lobito, Bruna Tatiana, é considerada como   uma das mais emblemáticas cantoras da nova geração.  Formou-se nos  Estados Unidos na área musical mas é em Angola onde ela dá  continuidade da sua carreira musical de mais de 10 anos. Tem  três álbuns no mercado.  O último  disco , é o “Butterfly 11”- o primeiro foi  "Meu Lado Zouk" e o segundo, "Bruna". 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Homenagem e prémio a Alain Delon em Locarno


Por Rui Maartins, de Locarno
Depois de receber o premio do Festival de Locarno por sua carreira, o ator Alain Delon deu entrevistas e fez declarações diversas. Disse que não gosta do cinema atual, que sua vida antes do cinema poderia ser tragédia e reafirmou ser um homem da direita.
Não sou um apaixonado pelo cinema de hoje, e acredito que não sou o único a dizer isso, tive a chance de ter vivido um outro cinema, dos anos 60 a 80, diferente do que se pratica hoje, um cinema que fazia sonhar.
Algum filme recente que gostaria de ter feito ?
Há um filme que vi recentemente que gostaria de ter feito o papel principal do filme Intocáveis (Intouchables).
De onde veio sua vontade de fazer cinema.
Um dia, no escritório do que seria o diretor do meu primeiro filme, vi o filme de Sacha Guitry e ali senti que queria fazer o cinema. Eu não entendia nada de cinema, tinha acabado de terminar o exército. E quando ouvi ele dizer que ser ator de cinema era a mais bela profissão do mundo, pelo que ela dá aos outros, me decidi – é isso que vou fazer, me disse a mim mesmo.
Embora tenha trabalhado em Asterix, nunca fez comédia, por que ?
Porque não é meu estilo, não é meu jeito e nem meu gênero. O exemplo que dou sempre é o de um trem que entra na estação e numa janela está Belmondo e na outra Delon. Quando Belmondo passa todo mundo ri, quando Delon passa ninguem ri. Então, deixei a comédia para Belmondo. Mas é verdade, quando as pessoas vêem a cara de Belmondo não podem deixar de rir, mas comigo é o silêncio. Eu nunca tiver o senso da comédia. No filme Asterix, o diretor viu que não conseguia me fazer rir e me deu, então, o papel de Julio Cesar. Fazia tempo que eu não fazia um filme e aceitei.
Tem medo da velhice ?
Não, não tenho medo, tenho medo da doença. Em respeito ao público que me viu, me fez e que me amou e seguiu, durante todos esses anos, decidi que nunca me mostrarei enfraqueco, desfigurado. Seu eu viesse assim aqui, voces não gostariam e não seria digno. O dia que isso acontecer vocês não me verão mais. Não te nho medo da idade.
Como é o homem Delon politicamente ?
A coisa que notei na vida é que os únicos serem que não pegam aposentadoria são os políticos e os atores.
Serei bem breve. Não sou apaixonado pela politica, mas é verdade que era amigo do ex-presidente da França. Sempre fui um homem de direita e não sou um militante socialista.
Quais eram suas relações com Visconti ?
Primeiro devo dizer que não fiz filmes só com Visconti. Minhas relações com Visconti, no início, eram atentivos, respeitusoso e submissos porque Visconti era um mestre, mais um diretor de ópera que de cinema. Mas para se colocar as coisas no seu lugar, fiz um filme antes de Visconti, em 1959, Plein Soleil, de René Clement, e foi vendo esse filme que Visconti decidiu que eu seria Rocco. Para mim essa fase foi importante e fiz cinema na Itália com Antonioni e outros, essa fase foi muito mais imporante. E como eu era um jovem, foi só bem mais tarde que descobri minha chance e o privilégio que tive, E é também por isso que digo não se tratar do mesmo cinema de hoje.
Ao contrário do que dizem, não sou o ator difícil com os grandes diretores, sou difícil com os imbecis. Com os grandes vou de olhos fechados, mas com aqueles que não sabem sequer onde colocar a câmera, sou terrível. Com esses diretores citados e com Melville, tudo tinha seu lugar marcado, fosse o chapéu, o laço, o cachecol, os sapatos, tudo estava previsto. Esses diretores, como Clement, tem tres qualidades essenciais ao diretor – primeiro dirigem como o ator deve ficar, sentado com as pernas cruzadas ou não, a seguir , diz o que o ator vai fazer, quando entra em cena. E por fim, vai atrás da câmera. A maioria dos atuais diretores têm só uma ou duas dessas qualidades nunca as três. Antes os realizadores também escreviam, agora raramente e o que fazem é mais pelo dinheiro.
O diretor é como o chefe de orquestra. Naquela época poderia nomear facilmente dez, hoje teria dificuldade.
Tem uma preferência pela tragédia ?
É algo mais próximo de minha vida, como diria Pascal Jardin, são as lágrimas da minha infância, pois minha vida foi bastante trágica até o começo do cinema e depois foi transporta no cinema. Minha infância foi difícil, mas isso é da minha conta. Em seguida, entrei bem cedo para o exército, com 17 anos, e fui aos 18 para a Indochina. E de regresso fiz coisas totalmente diferentes e provavelmente não estaria vivo hoje. E de duma maneira miraculosa e rara, o cinema veio de buscar. E por que ? Pelo meu físico, basicamente, mas que não correspondia ao que eu pensava ou tinha no meu interior. Talvez por isso minha relação com a tragédia. Mas eu, e sou um caso raro, não fui ao cinema foi o cinema que veio me buscar
Faz-lhe falta hoje o cinema ?
Não, porque nele tudo conheci e tudo vivi. Só pode faltar para quem não fez tudo com esses diretores com os quais trabalhei. Hoje, prefiro viver das minhas lembranças com eles do que fazer outra coisa.
Por que não fez cinema nos EUA ?
Sou apaixonado pelo cinema e diante da câmera não há diferença. Fiz dois filmes nos EUA e me disseram para eu ficar lá que me tornara um grande star. Mas eu não queria ficar nos EUA e não gostava de viver lá, embora gostasse do cinema americano. A França e Paris me faziam um falta enorme e eu lhes disse, quando quiserem fazer algum filme comigo me chamem. E retornei à França e fiz minha carreira na Itália e depois na França. Meu filho Anthony nasceu nos EUA.
Como foi trabalhar com Burt Lancaster ?
Foi como trabalhar com Jean Gabin, dois mestres. Lancaster era um dos meus ídolos. Outro grande foi John Garfield. Certa vez disse a Marlon Brando que gostaria de fazer um filme com ele, nem que fosse para ser numa cena de camareiro. Mas não tivemos a chance de fazer isso.
Rui Martins>/b>, de Locarno, convidado pelo Festival .

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CONVITE - Lançamento da Obra de Marcolino Moco



NOTA DE IMPRENSA

Marcolino Moco, Jurista, Advogado e Ex-primeiro Ministro da Republica de Angola, lançará no proximo dia 07 de Agosto de 2012, Terça -feira, pelas 17H30, no  – Centro de Formação de Jornalistas - CEFOJOR, em Luanda  a sua mais recente obra, sob título:

«ANGOLA: A TERCEIRA ALTERNATIVA»
(Contribuições para a retomada da construção de uma sociedade aberta e pacífica em Angola),

A obra recentemente  divulgada no seu site: www.marcolinomoco.com
é fruto de uma profunda reflexão sobre o estado da Nação.

“Foi deste modo que me decidi a sintetizar tudo aquilo que no fundo já tenho dito, mas cuja estrutura algo casuística na forma de o afirmar, lhe tem retirado, provavelmente, o sentido de uma filosofia e perspectiva cívico-política no âmbito de uma contribuição para a consolidação da paz, da reconciliação e do progresso nacionais, na base da minha experiência e disponibilidade actual para a reflexão sobre os problemas nacionais e internacionais (sobretudo africanos)” – o autor.

Do titulo Marcolino Moco faz questão de esclarecer que  “Terceira alternativa” não deve ser confundida com a ideia de “terceira via”, que é um conceito, no âmbito da apresentação de programas político-partidários, muito conhecido na Europa.

”O título “Angola: a terceira alternativa” foi-nos inspirado pela obra “ The 3rd Alternative-Solving life’s most dificult problems”, de Stephen R. Covey, um dos mais proeminentes pensadores dos tempos actuais, com uma proposta de nova abordagem na solução de problemas no mundo actual”.

 A obra ja está disponivel para venda. Reserva e possibilidade de entrega ao domicilio pelos terminais: tel: 930181351 / 921428951
Preço: 2000 kz (dois mil kwanzas
                            









PROGRAMA


«ANGOLA: A TERCEIRA ALTERNATIVA»
(Contribuições para a retomada da construção de uma sociedade aberta e pacífica em Angola),

Marcolino Moco


Data - 07 de Agosto de 2012, Terça -feira, pelas 17H30,
Local: Centro de Formação de Jornalistas - CEFOJOR,


17:30 – Chegada /e Venda do livro

18:00 – Apresentação do livro pelo Dr. Justino Pinto de Andrade

18:30 – Notas do Autor sobre a obra

19:00 – Sessão de Autografos

-  cocktail

20:30 - Fim
Amor de Fátima Francisco Mateus
Jornalista/Consultora de Mídia
Jurista - / Marcolino Moco & Advogados
Actriz de teatro  - Elinga Teatro
Dir. Artistica - Companhia de Teatro da Universidade Agostinho Neto
Tel: 921428951 / 912334651
skype: amordefatima30
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O amor é tudo!

Stewart deixa marca no Luanda International Jazz Festival


Maputo (Canalmoz) - A capital angolana rendeu-se à música e dança moçambicanas, com a actuação do compositor e intérprete Stewart Sukuma e a banda Nkhuvu, no decurso da quarta edição do “Luanda International Jazz Festival”, o maior evento cultural angolano, ocorrido de 27 a 29 de Julho do corrente ano.
A actuação de Stewart Sukuma e da banda Nkhuvu no “Luanda International Jazz Festival” seguiu-se a uma digressão pela Áustria, na Europa, concretamente no festival de Gmunden, em Toscana Congress, Linz, no Smaragd, em Graz, no Mariahilferplatz, onde alguns shows tiveram a lotação esgotada.
Em Luanda, perante cerca de 2.000 espectadores no palco Welwitschia, o músico moçambicano executou vários ritmos, desde a Marrabenta até à N’ganda, tendo, num dos momentos do show, contado com a participação do músico João Carlos Schwalbach que tocou “moog’”, acompanhando Stewart Sukuma e Sizaquel na música Wulombe.
Havia muita expectativa em torno da actuação do único representante de Moçambique no festival angolano de jazz e Stewart Sukuma, acompanhado pela banda Nkhuvu, correspondeu com ritmo, coesão e espectáculo, numa performance arrebatadora.
Os espectadores, e em particular os moçambicanos presentes no festival, vibraram com a exibição de Abdulah Ibrahim com “Manenberg” e ainda quando Marcus Miller tocou “Maputo”, uma música escrita em parceria com David Sanborn, em homenagem à nossa cidade capital. No final, Stewart Sukuma e a banda Nkhuvu juntaram-se nos bastidores com Marcus Miller, para fazer a festa.
Segundo Stewart, para além das actuações em si, “a participação no Luanda International Jazz Festival foi uma oportunidade para ver, ouvir e trocar impressões com músicos de dimensão internacional, tais como Marcus Miller, Abdullah Ibrahim, Manu Dibangu, Ricardo Lemvu, Sara Tavares, Cassandra Wilson, Ivan Lins e Concha Buika, para futuros projectos, sejam parcerias em músicas ou shows em Moçambique”.
“Foram três dias de música, onde tocaram em cada dia cerca de 10 artistas com lotação esgotada no sábado, tendo a audiência ficado completamente hipnotizada até ao final do show”, frisou Stewart Sukuma.Anteriormente, na Áustria, Stewart e a banda Nkhuvu actuaram em Viena, no Ost Klub, concerto no qual acorreu em massa a comunidade moçambicana residente nas proximidades desta cidade.
Seguiu-se o show da 25ª edição do festival de Gmunden, em Linz, onde os músicos moçambicanos tiveram uma actuação inédita com o famoso Spring String Quartet da Áustria.
O Spring String Quartet abriu o show com três músicas, sendo a última a composição Under African Sky, do compositor e intérprete Paul Simon. Foi nessa altura que Stewart Sukuma juntou-se ao quarteto para interpretar  Ginani, Papalati, Ameli, Moçambique e Inadiável Viagem.
Seguiu-se a vez da banda Nkhuvu, cuja actuação atingiu o ponto mais alto quando Stewart Sukuma e Sizaquel Matchombe cantaram Wulombe, acompanhados por Werner Puntigam (trombone e concha).
Apesar das precipitações registadas em Linz, ainda houve espaço para mais um grandioso concerto, no clube de jazz Smaragd, envolvendo perto de dois mil espectadores.
Como resultado desses shows, a crítica jornalística austríaca teceu vários elogios sobre a forma extraordinária de como Stewart Sukuma e a Banda Nkhuvu se desenvolveram em palco. (FDS)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ignorância sobre a própria burrice pode explicar muitos dos problemas da sociedade


Várias pesquisas psicológicas estão chegando à conclusão que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Ou seja: as pessoas burras são burras demais para saber que são burras.
E essa desconexão pode ser responsável por muitos dos problemas da sociedade.
Com mais de uma década de pesquisa, David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, demonstrou que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.
Se um indivíduo não tem competência em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades de xadrez, a pessoa ainda tende a classificar suas habilidades naquela área como sendo acima da média.
Dunning e seu colega, Justin Kruger, agora na Universidade de Nova York, fizeram uma série de estudos nos quais deram às pessoas um teste de alguma área do conhecimento, como raciocínio lógico, conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-los, inteligência emocional, etc.
Então eles determinaram as suas pontuações, e, basicamente, pediram que eles lhe dissessem o quão bem eles achavam que tinham ido.
Os resultados são uniformes em todos os domínios do conhecimento. As pessoas que realmente se saíram bem nos testes tenderam a se sentir mais confiantes sobre o seu desempenho, mas apenas ligeiramente. Quase todo mundo achou que foi melhor do que a média.
“As pessoas que realmente foram mal – os 10 ou 15% de fundo – acharam que seu desempenho caía em 60 ou 55%, portanto, acima da média”, disse Dunning.
O mesmo padrão aparece em testes sobre a capacidade das pessoas em classificar a graça de piadas, gramática correta, ou até mesmo seu próprio desempenho em um jogo de xadrez.
O pior é que não é apenas otimismo. Os pesquisadores descobriram uma total falta de experiência que torna as pessoas incapazes de reconhecer a sua deficiência.
Mesmo quando eles ofereceram aos participantes do estudo uma recompensa de US$ 100 (cerca de R$ 170) caso eles classificassem seu desempenho com precisão, eles não o fizeram, achando que tinham ido melhor do que realmente foram. “Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais”, disse Dunning.
Sociedade burra

Dunning acredita que a incapacidade das pessoas em avaliar o seu próprio conhecimento é a causa de muitos dos males da sociedade, incluindo a negação das alterações climáticas.
“Muitas pessoas não têm formação em ciência, e assim podem muito bem não compreender os acontecimentos climáticos. E como elas não têm o conhecimento necessário para avaliá-los, não percebem o quão ruim suas avaliações podem ser”, disse ele.
Além disso, mesmo se uma pessoa chegue a uma conclusão muito lógica sobre se a mudança climática é real ou não com base em sua avaliação da ciência, isso não significa que a pessoa realmente tinha condições de avaliar a ciência.
Na mesma linha, as pessoas que não são talentosas em uma determinada área tendem a não reconhecer os talentos e boas ideias dos outros, de colegas de trabalho a políticos. Isso pode impedir o processo democrático, que conta com cidadãos com capacidade de identificar e apoiar o melhor candidato ou a melhor política.
Conclusão: você deve se lembrar de que pode não ser tão bom quanto pensa que é. E pode não estar certo sobre as coisas que você acredita que está certo. E, além de tudo, se você tentar fazer piadas sobre isso, pode não ser tão engraçado quanto você pensa.[LiveScience]

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

“Nossa meta não é o dinheiro”, diz chefe de design na Apple


Durante uma conferência do grupo British Business, que reúne executivos do mundo todo, Sir Jonathan Ive declarou que a Apple está mais comprometida em “criar grandes produtos” do que em ganhar dinheiro.
“Nossa meta não é ganhar dinheiro. Isso pode soar petulante, mas é verdade”, disse o chefe de design da empresa. “Nossa meta, e aquilo que nos empolga, é criar grandes produtos. Nós acreditamos que, se tivermos sucesso, as pessoas vão gostar deles, e se formos competentes nas nossas operações, teremos lucro, mas nossa meta é muito clara”.
Levando em conta que o valor estimado da Apple ultrapassa $550 bilhões (mais de 1 trilhão de reais) e que, atualmente, a empresa está movendo um processo bilionário contra a Samsung, as declarações de Sir Ive devem gerar polêmica.
Crise e foco
Durante sua fala, ele relembrou a época em que entrou para a Apple, em 1992. Era um momento de crise e, segundo ele, de grande aprendizado. “A Apple estava muito perto da falência e da irrelevância, [mas] você aprende muito sobre a vida por meio da morte”, disse.
“Você pensaria que, quando o que há entre você e a falência é dinheiro, seu foco seria ganhar mais dinheiro, mas essa não era a preocupação [de Steve Jobs]“. De acordo com Ive, Jobs concluiu que os produtos da empresa não eram “bons o suficiente”, e que mudar esse quadro poderia evitar o fim da empresa.
Esse alto nível de exigência, curiosamente, quase evitou que o iPhone, um dos produtos mais vendidos da Apple, fosse às lojas. Um dos principais problemas do aparelho era que os usuários poderiam ativar acidentalmente a tela de toque com a orelha enquanto atendiam a uma ligação. Corrigir esta e outras falhas exigiu meses de testes e estudos.
Ive aproveitou para criticar a ideia de que realizar pesquisa de mercado é a chave para o sucesso. “Não fazemos pesquisa de mercado. Não focamos, absolutamente, em grupos. Isso seria uma negação de responsabilidade por parte do designer, e uma busca por política de seguros no caso de algo dar errado”.[The Telegraph]

Facebook obriga você a atazanar seus amigos sem seu conhecimento


Você pode não saber, mas o Facebook está usando você para fazer propaganda para os seus usuários sem o seu consentimento. Este recurso, fonte de renda para o site, pode causar situações embaraçosas para você.
Certamente você já notou links que seus amigos curtem e surgem no seu feed de notícias como na imagem acima. Mas pouco tempo atrás ele tinha que ativamente compartilhar para isto ocorrer. Agora basta ele curtir algo pela internet que, caso o item seja de um anunciante pago do Facebook, seus amigos o enxergam em seus próprios feeds de notícias.
Mas qual é o problema?
Quando você compartilha está voluntariamente querendo mostrar aquilo para os seus amigos do Facebook. Quando você curte você está apenas deixando o autor saber que você é mais um dos que gostou do que viu ou leu.
Digamos que você curtiu algo que possa ser embaraçoso para a sua reputação — portanto algo que você não quer que seus amigos fiquem sabendo — como um clipe do Justin Bieber, por exemplo. Se o Bieber estiver pagando o Facebook para que promova seus produtos, seus amigos ficarão sabendo, em seus feeds de notícias, e ficará evidente que você tem a alma de uma garota de onze anos para sua humilhação.
Em outras palavras você está compartilhando algo involuntariamente, sem saber disso e sem o seu consentimento.
Como bloquear os anúncios do Facebook?
Infelizmente eu não posso bloquear automaticamente todo o lixo que meus amigos curtem por aí mas ao menos eu posso controlar se eles enxergam ou não meus gostos duvidosos. Basta seguir os passos abaixo.
Para bloquear os anúncios sociais do Facebook você vai até suas configuração de privacidade: