quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marcha da Morte de Bataan




Em 9 de abril de 1942, cerca de 75.000 soldados norte-americanos e filipinos renderam-se em Bataan ao 14° Exército japonês, formado por 50.000 soldados e comandado pelo tenente-general Masaharu Homma. Superados em número e esperando que a batalha continuasse por mais tempo, os japoneses acreditavam que o número de prisioneiros de guerra rendidos fossem de cerca de 25.000 e não estavam preparados em estrutura e contingente para tomar conta do número total de soldados capturados.
O planejamento da transferência dos prisioneiros de Bataan para o campo de prisioneiros O’Donell , na província vizinha de Tarlac, ficou a cargo de oficiais do exército de Homma, enquanto os japoneses preparavam o assalto final às forças que defendiam o resto das Filipinas.
A primeira fase desta operação consistia em trazer todos os prisioneiros reunidos nas Montanhas Mariveles até a capital da península de Bataan, Balanga City, num percurso a pé de cerca de 30 km, que se esperava fosse cumprido em um dia. Dali, os homens seriam transportados em 200 caminhões por mais 50 km até a estação de San Fernando, de onde seriam transportados em trens por mais 50 km até a vila de Capas, a 8 km do destino final, para onde marchariam a pé; hospitais de campanha e estações de descanso deveriam ser estabelecidas ao longo do percurso.
A Marcha
Apesar do general Homma ter esperado fazer 25.000 prisioneiros após a rendição de Bataan, ficou surpreso com o total de mais de 75.000 (66.000 filipinos e 11.000 norte-americanos) esfomeados, sedentos e atacados pela malária. Durante a batalha, apenas 27.000 destes homens estavam listados como “combatentes efetivos” e ¾ deles estavam infectados pela malária.
Como resultado da situação encontrada, os japoneses tiveram grandes dificuldades de transportá-los desde o início. A etapa inicial de 30 km a pé até Balanga City, planejada para durar um dia, custou três para milhares deles. A distribuição de comida era quase impossível e a maioria não recebeu nada; 4.000 feridos e doentes tiveram que ser deixados para trás a fim de serem tratados em Bataan pelos japoneses por não terem condições e caminhar. A diminuição de provisões e de homens entre os invasores, que nesse momento ainda lutavam para tomar Corregedor, causou irritação entre os soldados encarregados da guarda dos prisioneiros e diversos deles escaparam, pois, pela limitação de recursos humanos, um máximo de quatro guardas armados acompanhava cada grupo de 300 prisioneiros.
Ao chegar à capital Balanga, ficou claro que os caminhões não poderiam transportar nem a metade do número de prisioneiros e aqueles que não conseguiram lugar nos veículos tiveram que marchar a pé por mais 50 km até a estação de San Fernando, por estradas sem sombra, debaixo de sol forte e com algumas partes asfaltadas. A poeira fina que se levantava no ar causava dificuldade de respirar e de enxergar e o asfalto quente queimava os pés dos prisioneiros descalços; os homens que se recusavam a abandonar seus pertences eram os primeiros a cair; os últimos nove quilômetros da marcha até San Fernando foram os mais duros que os prisioneiros tiveram que enfrentar.
Aqueles que conseguiram chegar à estação de trem foram trancados em prisões improvisadas onde finalmente tiveram direito a comida, água e algum atendimento médico. Em seguida, foram todos colocados dentro de trens apertados que os levou até Canpas; durante a viagem de três horas, centenas de prisioneiros vomitaram e sofreram ataques de disenteria e muitos sufocaram em seu próprio vômito até a morte; os que chegaram a Capas vivos ainda foram obrigados a marchar por 12 km até ao campo O’Donnell.
Durante nove dias, a maioria dos prisioneiros filipinos e americanos doentes e feridos foram forçados a marchar mais de 2/3 da distância de 150 km entre Bataan e o campo O’Donnell. Aqueles que tiveram sorte suficiente de serem transportados nos caminhões até San Fernando, tiveram que marchar 40 km até o campo. No caminho, eles apanhavam constantemente e freqüentemente lhes negavam a água e comida prometida. Aqueles que ficavam para trás eram executados ou deixados para morrer e o lado das estradas ficou cheio de corpos ou de homens estendidos implorando por ajuda. O número de prisioneiros em marcha foi diminuindo pelo calor, malária, disenteria e desidratação.
Entretanto, os castigos infligidos aos prisioneiros não eram, na maioria, provenientes de japoneses mas de coreanos alistados no exército imperial – o Japão ocupava a Coréia há mais de trinta anos – que por não terem a confiança dos japoneses para participarem de combates no campo de batalha, eram colocados na função de guarda de prisioneiros.
Ao fim da Marcha da Morte, cerca de 54.000 prisioneiros chegaram ao destino com vida. A contagem de mortos é difícil de ser estabelecida com precisão porque milhares deles conseguiram escapar dos guardas durante a marcha, muitos morrendo nas florestas de Luzon; em alguns casos piedosos, prisioneiros chegaram a ser libertados nas matas por seus captores por absoluta impossibilidade de cuidar de todos. Num total provável, cerca de 650 norte-americanos e 10.000 filipinos morreram antes de chegar ao campo O’Donnell.
Julgamento e execução
Após a rendição do Japão em 2 de setembro de 1945, o general Homma foi trazido diante do Comissariado Aliado de Crimes de Guerra, em Manila, para responder por seus atos, não apenas as atrocidades na Marcha da Morte mas também as que se seguiram no campo O’Donnell.
O general, que tinha estado completamente absorto em seus esforços para tomar Corregedor e concluir a conquista das Filipinas, não teve conhecimento do que acontecia e só foi informado dos detalhes da matança dois meses após o ocorrido. Sua negligência lhe custou a vida.
Julgado e condenado por crime de guerra foi executado por um pelotão de fuzilamento nos arredores de Manila em 3 de abril de 1946.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_da_Morte_de_Bataan

domingo, 12 de maio de 2013

As grandes fortunas dos filhos dos presidentes africanos


Dinastias económicas formadas nas costas de dinastias políticas existentes








































Angola Isabel dos Santos

Luanda. Banco millennium Angola, um banco do Holocausto





Campo de concentração de Luanda. Pode-se ver pela chaminé a incineração dos corpos dos angolanos que diariamente são gaseados pelo gerador do banco millennium Angola. Dizem que mais campos como este serão inaugurados para acabar de uma vez por todas com a raça angolana. Os portugueses da Teixeira Duarte são os pioneiros deste nazismo em Luanda, deste genocídio. A localização é na Rua Rei Katyavala.

Foto: chaminé do campo da morte do banco millennium Angola

O maior escândalo financeiro da história de Portugal!




Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 €uros!!!
(paga por todos nós, contribuintes, que não podemos reclamar e sem que nenhum dos conhecidos criminosos tenha sido responsabilizado…)
João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”
O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.
O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando “colocações” para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.
Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD. Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD. O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).
As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele. Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em
1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão….ah,ah,ah.
O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus. Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes “condescendentes”, vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais. Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça. Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros. Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.
Imagem: www.opais.net