quinta-feira, 18 de julho de 2013

Filho de “Nandó” agredido em Portugal




Lisboa - A noite do Porto está a ferro e fogo. Hélder Piedade Dias dos Santos – filho do presidente da Assembleia Nacional de Angola – foi espancado há cerca de três semanas à porta da discoteca Eskada, no centro do Porto, por um grupo de seis seguranças.
Fonte: Correio da Manhã
Club-k.net
Foi hospitalizado com o maxilar fracturado e com ferimentos em várias zonas. Uma semana depois da agressão, o mesmo grupo terá disparado nove tiros à porta do mesmo estabelecimento.
Os confrontos trouxeram à memória guerras antigas e o Correio da Manhã sabe que existe uma verdadeira caça ao homem para vingar a agressão de que o filho de Fernando Piedade Dias dos Santos, que já foi primeiro-ministro de Angola, foi alvo.
Entre o grupo de seguranças que atacou Hélder, de cerca de 30 anos, estão já elementos conhecidos das autoridades. Pelo menos um dele esteve envolvido na ‘Noite Branca’.
O filho do presidente da Assembleia Nacional de Angola está em Portugal há mais de dois meses. Na noite em que esteve na discoteca Eskada, Hélder terá mostrado o luxuoso nível de vida que leva.
Tinha em sua posse bastante dinheiro, que não se coibiu de exibir. O grupo apercebeu-se, cercou-o já fora da discoteca Eskada e rapidamente iniciaram-se as agressões.
Hélder ficou bastante maltratado e foi hospitalizado. Ficou entretanto no Porto e a tensão e os confrontos continuaram. O receio de que sangue volte a ser derramado na noite é cada vez maior.
Fernando Piedade Dias dos Santos terá tido já conhecimento da violenta agressão de que o filho foi alvo na noite portuense e ficou bastante preocupado com a situação. O presidente da Assembleia Nacional de Angola visitou já por diversas vezes Portugal a convite de vários ministros.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

LUANDA. JUDITH DENUNCIA TER FEITO CONFISSÕES SOB TORTURA DA DNIC





Lisboa – Judith Maria Graça da Silva, a presumível autora do assassinato da bancária Bárbara Marise Menezes de Sá Nogueira confessou aos familiares que as confissão, por si, feita nos autos da polícia de investigação criminal de Luanda foi sob tortura e que a terão forçado assinar declaração com três versões sobre as razões que a terão levado a tirar a vida da amiga.
Fonte: Club-k.net
A detida foi transferida esta segunda-feira (15) da Direção Provincial de Investigação Criminal (DPIC) para a comarca de Viana, em Luanda. Durante aos interrogatórios, segundo confissões de Judith da Silva aos familiares, foi espancada com porretes nas costas, murros no peito. Até pouco tempo ela tinha o rosto roxo (área do olho) com os sinais de bofetadas pelos agentes da investigação criminal. Judith da Silva foi detida aos 4 de Junho e a polícia criminal, somente a apresentou a imprensa, no dia 9 de Julho, passado um mês que aconteceu o crime.

Segundo os familiares, a DNIC guardou-lhe por quase trinta dias para aguardar que as marcas da tortura se cicatrizassem. Contou ainda aos seus próximos que durante o momento que esteve sob detenção da DNIC foi retirada na calada da noite, sob ameaças de execução/violação acrescidos a intimidações de que já não voltaria a ver o esposo e o filho, caso não colaborasse com a polícia.

Quanto ao cidadão Ângelo Lopes apresentado como seu cúmplice, a mesma alegou que apenas conheceu na DNIC a pouco tempo dando a entender que tratou-se de um jovem que a polícia “arranjou”. Argumentou, aos mesmos, que era impossível conhecer alguém em menos de três semanas e esta mesma pessoa, no caso do taxista empresta-la a viatura para uma ação do género.

Aos familiares, Judith da Silva revelou ainda que sob a tortura a que foi submetida não tinha como não assinar as declarações de confissões que fez aos investigadores. Dentre as versões que alegadamente apresentou, a detida disse que mantinha “relações íntimas” com a falecida e que a teria tirada a vida no seguimento de um desentendido por causa de uma terceira pessoa que terá se intrometido no seu seio. Familiares da falecida com destaque a uma filha mais velha, de 18 anos que clamam por justiça rejeitam a versão que apresentam a malograda Bárbara Marise Menezes de Sá Nogueira como tendo um envolvimento amoroso com a sua presumível assassina.

De realçar que esta não é a primeira vez que surgem denuncias que apresentam a DNIC chefiada por Eugénio Alexandre como estando a fazer recurso de praticas de tortura contra os detidos a fim de obriga-los a fazer confissões do seu interesse. Na definição interna da DNIC , a aplicação de tais praticas de tortura são designadas como “investigação do terceiro grau”. No passado fizeram contra o cidadão Manuel Lima “Bravo” , tendo o caso sido denunciado por familiares. No sentido de evitar denuncias sobre os maus tratos contra os detidos, o director da DNIC, Comissário- Chefe Eugénio Alexandre decidiu perseguir o Club-K. Abriu processos contra o jornalista Lucas Pedro e ao activista José Gama, a fim de irem responder junto a Procuradoria geral da República, em Angola.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Judith diz a polícia que era amante da amiga que assassinou




Lisboa - Judith Maria Graça da Silva, de 39 anos, a presumível autora do assassinato da bancária Bárbara Marise Menezes de Sá Nogueira revelou nos autos da investigação criminal que mantinha uma relação amorosa com a falecida e que a teria tirado a vida no seguimento de uma discussão que tiveram.

Fonte: Club-K.Net
No decorrer do interrogatório policial, que ocorreu na manha do dia 4 de Junho, a presumível autora contou a polícia que houve um desentendimento entre as duas por causa do envolvimento de uma terceira pessoa que se terá intrometido no seu seio e que foi Bárbara Nogueira, de 38 anos, que a teria inicialmente assaltado.

De acordo com a recomposição do crime, tudo começou na manha do dia 30 de Maio quando Judith Maria Graça da Silva começou a telefonar para Bárbara Nogueira desde as 6h da manha daquele dia invocando que precisava conversar urgentemente com a parceira. Bárbara por sua vez, desfez-se de alguns compromissos e telefonou para o Banco Millennium de que era gerente para avisar que chegaria tarde ao trabalho. Antes, levou a filha, de 11 anos, no Colégio Elizângela, junto ao Largo Primeiro de Maio tendo de seguida se dirigido ao encontro de Judith no apartamento daquela, nas imediações da Feira Internacional de Luanda (FILD).

Já no apartamento, ambas segundo o depoimento de Judith da Silva, fizeram (ainda) amor, tomaram o pequeno almoço e só depois deu lugar ao áspero debate. Judith confrontou Bárbara de que esta estaria a trair-lhe com um dos administradores do Banco Millennium e que não tolerava. Bárbara mãe de duas adolescente tinha um esposo e segundo depoimento de Judith, ambas comprometeram-se em desfazer-se das suas respetivas relações conjugais. Judith, é solteira e mãe de um rapaz de 18 anos.

Ambas brigaram e no decorrer no clima tenso, a falecida teria espetado com uma lapiseira perto da área do umbigo de Judith (ao qual mostrou sinais do ferimento a polícia) e esta por sua vez, pegou numa faca atingindo mortalmente a parceira.

 Ao dar conta que a outra perdeu a vida, Judith abandonou o apartamento para na manha do dia seguinte ter solicitado ajuda de um jovem taxista Angelo Lopes para transportar o cadáver que ela havia colocado numa mala alegando tratar-se de carne de cabrito para fins tradicionais. Contactou também uma curandeira identificada por Mama Santa para ajudar-lhe a não ser descoberta e fez desabafos com uma tia dizendo que matou “a sua rival”. A tia, por seu turno aconselhou-lhe a apresentar-se as autoridades policiais, o que não aconteceu.

Ao darem conta do desaparecimento de Bárbara, a família fez saber a polícia e esta através de diligências como rasteio das últimas chamadas telefónicas da falecida notaram que estabeleceu contactos com um numero que correspondia ao de Judith Maria Graça da Silva.
A presumível autora foi convocada pela investigação criminal de Luanda e ao seu interrogada negou conhecer o paradeiro da amiga. Após aplicação de métodos próprios, a mesma entrou em contradição durante a sessão de interrogatório acabando por assumir a autoria do crime. Na tarde do mesmo dia (4 de Junho) deslocou-se, na companhia de peritos da policia de investigação, ao local onde despejou o cadáver da amiga.

Judith da Silva é descrita como uma jovem com sinais de algumas perturbações. Cresceu no bairro, “mártires” em Luanda e desde a adolescencia revelou sentir-se algum incomodo por vir de uma família de baixa renda e sobretudo por a sua mãe ser de cor negra. Já, a falecida bancaria  cresceu na vila- alice, rua Eugénio de Castro onde conheceu o seu esposo Atos Sá Nogueira.

A dada altura, Judith da Silva contou com o apoio de uma irmã mais velha Teresa Silva que ajudou-lhe a imigrar para Holanda. Certo dia daquele país europeu conheceu uma senhora de orientação sexual oposta que alegou simpatizar-se com o seu tone de pele e logo a seguir experimentou uma relação homossexual.
  
Inicio da relação

Judith e Bárbara conhecem-se a cerca de 23 anos. Após, o seu regresso da Holanda, a presumível criminosa reencontrou a amiga e no seguimento de diálogos contou que durante a sua permanência no exterior teve a experiência de se ter relacionado com alguém do mesmo sexo. Por seu turno, a malograda confidenciou-lhe que a muitos anos atrás teria algo parecido mas “só uma vez”. Desde este dialogo, ambas começaram a experimentar e por em praticas as referidas experiências. A dada altura, concordaram que deixariam os seus respectivos parceiros para ficaram juntas.

Antecedentes

De acordo com uma pesquisa do Club-K, Judith tem antecedentes com a justiça num caso passional em que obrigou uma suposta rival a interromper uma gravidez. Tudo começou quando ao tentar reconciliar-se com um antigo namorado, este disse lhe que não podia mais voltar por ter engravidado uma rapariga de quem estaria sentimentalmente ligado. Judith Silva por sua vez, raptou a “rival” levando-lhe para um apartamento onde obrigou lhe a tomar comprimidos para provocar um aborto. Após a saída do feto, a mesma pegou no embrulho e colocou na sanita. Os familiares da jovem moveram lhe, na altura, um processo judicial e a sua irmã Teresa contactou a advogada Paula Godinho para o defender.


Polícia apresenta suposta assassina da ex-bancária do Banco Millennium




Luanda - O comando provincial de Luanda da Policia Nacional apresentou  (terça-feira) à imprensa a presumível autora do homicídio que vitimou a ex-gerente do Banco Millennium, Barbara Marise Menezes de Sá Nogueira, ocorrido no passado mês de Maio.
Fonte: Angop
Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da Policia Nacional, superintendente Orlando Bernardo, Judith Maria Graça da Silva, de 39 anos de idade, amiga da vítima, atraiu-a na data dos factos a um apartamento de sua pertença, nas imediações da Feira Internacional de Luanda (FILD).

Depois de um alegado desentendimento entre ambas, adianta a fonte, esta a agrediu utilizando uma faca de cozinha com a qual desferiu vários golpes e depois de confirmar a sua morte, manteve o cadáver estatelado na sala e retirou-se para a residência onde vive, na rua Marien Nguaby, na Maianga.

A suposta autora, acrescenta, regressou ao local do crime apenas na manhã do dia seguinte e colocou o cadáver numa mala e de seguida chamou um suposto taxista e com auxílio deste colocaram a mala numa viatura, levando-o para a área do kikuxi, numa quinta.

O porta-voz referir que também está detido o taxista, Ângelo Francisco Felizardo Lopes, que a auxiliou neste hediondo crime, informou o oficial.

A acusada recusou responder as perguntas dos jornalistas na ausência do seu advogado. O comando provincial de Luanda prossegue com diligencias visando o esclarecimento total dos factos

Luanda. Cabritimo no (banco) BPC





Lisboa - Círculos críticos ao regime do Presidente José Eduardo dos Santos   apontam como exemplo da teoria de “cabritismo”, o caso do Banco de Poupança e Crédito (BPC), em que uma empresa de construção civil conotada ao seu Presidente do Conselho de Administração, Paixão António Júnior estaria com o monopólio para realização de obras de construção das estruturas das agencias daquela instituição bancaria estatal.
Fonte: Club-k.net
A referida empresa que atente pelas siguilas CGAT- Comercio Geral Assistência Técnica e Obras Públicas tem na sua gestão„o um cunhado de Paixão Júnior identificado por “Marcos”, mas é um empresário Pinto Paulino Manuel Conto, que se assume como seu principal entusiasta.

Pinto Paulino Manuel Conto, descrito como o “testa de ferro” do PCA do BPC é um jovem, na casa dos 35 anos de idade, natural do Porto Amboim. Na década de 90 mudou-se para Luanda onde exercia a actividade de venda e troca de divisas no mercado do Cassenda. Não são identificadas relações de parentescos entre o mesmo e Paixão António Júnior. Porém, os laços entre ambos estão patentes em algumas iniciativas de cumplicidades .

A saber:
No inicio do girabola, Pinto Manuel Conto ofereceu um cheque ao progresso do Sambizanga, equipa de futebol que tem Paixão António Júnior como Presidente. Há poucos anos atrás, Pinto Conto comprou uma vivenda (na rua três, no bairro cassenda) que a demoliu dando lugar a uma nova.
Na festa de inauguração da nova casa, o PCA do BPC compareceu na mesma. A CGAT de Pinto Manuel Conto esta engajada na construção de uma nova agencia do BPC, na rua rainha Jinga, no município da Ingombota e de dois edifícios no Lobito. Foi igualmente a responsável pela reabilitação das dependências deste banco estatal na cidade do Sumbe.

De acordo com explicações, a parceria entre a CGAT e o BPC, pode ser declaradas promiscuais, tendo em conta que o PCA daquela instituição bancaria esta proibido, pela lei de probidade, de ser sócio privado com a instituição que dirige.

Em Novembro de 2009, no seu discurso de abertura da XV sessão do comité central do MPLA, o presidente, José Eduardo dos Santos declarou tolerância zero contra membros do seu regime. Desde então nenhum membro do executivo foi penalizado. Outros, são brindados com novos cargos como aconteceu com o ex- Ministro da comunicação social que ao desviar fundos públicos, foi agraciado com um novo cargo junto ao gabinete presidencial e o seu processo judicial foi abafado.