sábado, 2 de novembro de 2013

Luanda. JES cantando para esposa - Vídeo





Luanda – Num episódio tido como inédito, o cidadão José Eduardo dos Santos que na esfera do Estado angolano desempenha as funções de mais alto magistrado da nação surpreendeu a sua esposa Ana Paula dos Santos, na data do seu aniversario, a 17 de Outubro.
Fonte: Club-k.net
De acordo com uma gravação em vídeo a que o Club-K, teve acesso, o engenheiro JES pegou uma viola, foi ao palco tendo ele próprio cantado uma música para a sua esposa. Depois do gesto/surpresa, o mesmo desceu do palco e foi recebido com um “selinho”.
JES, é um apreciador de música, um hábito que se estende para aos seus filhos mais novos. Ao tempo em que viveu nos Congos como guerrilheiro do MPLA, o mesmo fazia parte de uma banda (conjunto Njagi) junto com Maria Mambo Café e outros que nos tempos livres tocavam vários instrumentos musicais. O seu de eleição é a guitarra.
Veja o vídeo aqui


Conheça a armadilha que deixa bandidos fluorescentes



Parecia um carro como qualquer outro em Harlesden (Inglaterra), mas na verdade era uma isca, e Yafet Askale caiu na armadilha: o sistema de segurança instalado no veículo marcou o ladrão com uma substância invisível a olho nu, mas que torna o trabalho da polícia muito mais fácil.
Criado pela empresa SmartWater Technology Ltd., o sistema libera (sutilmente) um spray com uma substância que só pode ser detectada com luz ultravioleta – como você pode ver nas fotos – e fica impregnada na pele e nas roupas durante semanas.
“Os carros-armadilha fazem parte de uma estratégia maior de redução de crimes elaborada pela SmartWater”, revela a oficial de polícia Madeline Ryder. Além de carros, a polícia de Brent (município próximo a Harlesden) também instalou o SmartWater em casas consideradas vulneráveis a assaltos e invasões, e distribuiu kits gratuitos à população local. Estima-se que o programa tenha reduzido os assaltos na região em 40% e os arrombamentos em 80%.
Em tempo: Askale roubou o carro no último dia 10 de junho, mas só foi condenado essa semana. A pena foi de 400 libras (cerca de R$ 1,4 mil) e 49 horas de serviço comunitário. [Daily Mail UK]
http://hypescience.com

Paulo Flores, compositor e intérprete




Luanda - Paulo Flores, autor, compositor e intérprete, é uma das principais referências na música de Angola e um defensor incansável do semba. Aos 40 anos celebra 25 de anos de carreira, pontuados por uma quinzena de discos.

Fonte: pauloflores.com
Club-k.net

A voz de Paulo Flores, doce e quente, vibrante e grave, inspira-se na tradição urbana de Luanda e conta-nos histórias de ontem, de hoje e de amanhã.
Aos 16 anos grava na Rádio de Luanda “Kapuete Kamundanda” (1988), onde o tema “Cherry” protagoniza um novo género musical, a kizomba (que significa Festa em kimbundu), fusão de ritmos do zouk das Antilhas com elementos do Congo e de Angola, com grande predominância de teclados electrónicos. Paulo Flores aparece assim, juntamente com Eduardo Paim, na primeira linha deste movimento crucial da música de dança africana (lusófona) de cariz urbano, popularizada em Portugal nos anos 80, a kizomba. Paulo Flores explora o olhar crítico da geração que cresceu depois da independência e reflecte o sentimento de revolta face à destruição que assiste no seu país. Encontra as palavras certas para falar da extraordinária capacidade de resistência do povo angolano, da sua energia e da sua vitalidade, expressos na sua música e na sua dança. A kizomba dominou a produção musical do espaço lusófono até metade dos anos 90, e domina ainda, até hoje, o imaginário dos amantes das “Áfricas”! Em Lisboa, o género impõe-se rapidamente no mercado africano (discos e discotecas). Os álbuns “Sassasa” (1990), “Coração Farrapo” (1991) e “Thunda Mu N’jilla” (1992) são os principais sucessos que fazem de Paulo Flores um ícone da música de Angola em Portugal.
Nascido em Luanda, Paulo Flores passa a sua infância em Lisboa, com viagens regulares a Angola. Através da sua Tia-Avó e de seu pai, Cabé, discotequeiro (dj/disc jockey) e amante de música, Paulo Flores descobre elos fortes com a cultura do seu país, mas também com o blues, a soul e outros géneros da cultura afro-americana. É com Carlitos Vieira Dias, célebre guitarrista dos palcos angolanos nos anos 70 que Paulo Flores faz as suas primeiras incursões no semba tradicional, autêntico, original, ritmos marcados por guitarras e melodias em tons menores. A partir de “Thunda Mu N’jilla” (no qual participa Carlitos) e de “Brincadeira Tem Hora” (1993) Paulo Flores procura novos sons e introduz alguns sembas e kazukutas no seu repertório, confirmando essa nova tendência em “Inocenti” (1995) e depois em “Canta Meu Semba” (1996). Cantos dolorosos (na tradição dos lamentos angolanos) alternam com ritmos de dança que associam instrumentos acústicos e eléctricos, na vontade de criar um semba que correspondesse aos seus sentimentos, um semba de fusão entre a tradição e o moderno. Desta forma Paulo Flores afasta-se voluntariamente do mundo das discotecas e vive intensamente as suas emoções e sentimentos na música. Sem slogans nem demagogias, a dor é íntima e imensa.

Paulo Flores assume serenamente a sua responsabilidade de artista. As suas composições seduzem e emocionam e falam também de esperança. Canta histórias pessoais e colectivas que exprimem desejos do quotidiano. Usa palavras e frases do português, até mesmo do inglês, do kimbundu e do calão de Luanda na sua língua portuguesa, justapondo subtilmente os seus contrastes.
Um dos seus grandes talentos é o de conseguir reunir excelentes instrumentistas, sensíveis à sua criatividade musical. Em “Perto do Fim” (1998) encontram-se grandes músicos de Angola (Simmons Massini, Moreira Filho, Marito Furtado, Rufino Cipriano e Joãozinho Morgado, entre outros). “Mana Chiquita”, “Fim de Semana”, “Dinheiro Não Chega”, “Serenata a Angola” são alguns dos sucessos deste álbum. Paulo Flores consagra-se como a principal referência da música de Angola da sua geração.
Em 1999 Paulo Flores instala-se em Luanda e colabora com grandes músicos angolanos, um período que representa uma viragem na sua criação musical. “Recompasso” (1999) e “Xé Povo” (2003) trazem melodias, sonoridades e palavras que reflectem a grande diversidade do seu universo poético e musical. Excelentes músicos participam nestes álbuns: Ciro Bertini, com quem colabora desde os anos 90, Betinho Feijó, Carlos Burity, Tito Paris, Lura e Sara Tavares, entre outros. “Quintal do Semba” (2003) e “Vivo” (2005) sublinham e reforçam essa sua visão da história de Angola.
Em 2008 Paulo Flores celebrou 20 anos de carreira num fabuloso espectáculo que reuniu mais de 20.000 pessoas de diferentes gerações nos Coqueiros, em Luanda.
Paulo Flores inscreve hoje o seu trabalho numa linguagem que assenta na procura e na valorização do património musical angolano, mas com espaço para a influência de outros géneros musicais, outras influências, com grande enfoque nos textos e subtileza na instrumentação.

A trilogia ExCombatentes (2009, “Viagens”, “Sembas” e “ Ilhas”), 27 temas, foi apresentada em Portugal no Cinema São Jorge e na Casa da Música, num espectáculo que contou com a participação especial de Jaques Morelenbaum. Um trabalho extenso, condensado, elegante e sincero, da vida e da arte de Paulo Flores. Uma arte de encontros (Manecas Costa, “Samba em Prelúdio” com Mayra Andrade, entre outros..), de descobertas e de grande maturidade artística. ExCombatentes é uma homenagem ao povo angolano, a todos aqueles que viveram o período de guerra, à coragem e à dignidade de um povo que não ganhou a guerra mas sim a paz. Paulo Flores exprime dúvidas e interrogações sobre uma existência angolana que vê projectada no mundo. Angola de hoje não é mais a da sua infância.
O que pode (e deve) um criador fazer? Que palavras? Que harmonias? Que voz?
Em 2010 Paulo Flores apresenta o espectáculo Raiz da Alma no grande auditório do Centro Cultural de Belém e na Casa da Música. O semba de Angola revisitado nas suas matrizes tradicionais, onde se reencontram (Mias Galheta) no baixo, um poderoso dueto de violões (Tony Sá e Pirika Duia), o carisma das frequências eléctricas de (Teddy Nsingi) e as percussões tradicionais como a puita, a dikanza, o mukindo, o hungo e os batuques, com composições de Paulo Flores e também de clássicos da música de angola dos anos 60/70, de compositores como David Zé, Sabu Guimarães, Rosita Palma ou Ana Maria de Mascarenhas.
Paulo Flores vai ao encontro do público francês em Junho de 2012, com o lançamento de ExCombatentes Redux (2012) e dois espectáculos: no Théâtre de la Ville em Paris, com a participação de Mayra Andrade e no Festival Rio Loco em Toulouse, com a participação de Yuri da Cunha. Em instantes mágicos de harmonia e alegria Paulo Flores ofereceu as suas melodias, a sua poesia e a sua pessoa, para fazer partilhar as suas emoções de angolano neste início do século XXI.
O País Que Nasceu Meu Pai (2013) é o seu último trabalho de originais. Neste disco Paulo Flores procura reavivar a memória do tempo da geraçao de seus pais, os seus sonhos, os seus ideais, a sua forma de estar, de ser, de pensar, e até de vestir…a sua abertura para o mundo e para a modernidade; os novos sons e as novas formas numa espécie de harmonia com o seu quotidiano, os seus modelos, os seus hábitos e as suas tradições. Neste disco Paulo Flores homenageia esta geração que plantou nos seus quintais a nova africanidade angolana.
Era pra ser nós todos!
Para além do seu papel na música, Paulo Flores desempenha ainda um papel social importante no apoio à modernização da música de Angola através da colaboração com jovens músicos angolanos e também no desenvolvimento de acções de solidariedade social enquanto Embaixador da Boa Vontade da ONU em Angola (desde 2007).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Angola. Caso AAA: Regime suspeito de lavagem de dinheiro




Lisboa – As autoridades angolanas estão a ser suspeita de efectuarem um duplo pagamento nas operações de compra e venda dos edifícios das AAA (construídos com fundos públicos), precipitando desconfiança  de lavagem de dinheiro.
*Paulo Alves
Fonte: Club-k.net
Criada pelo Estado angolano, a 5 de Julho de 2000, (através de Despacho n.º 186/01 do Ministério das Finanças), AAA foi constituída como um fundo de pensões aberto designado por «Fundo de Pensões AAA», cujo capital inicial foi de 15 milhões de dólares norte-americano.
O seu objecto social seria liderar o negócio de gestão de riscos, seguros e resseguros, corretagem de resseguro e gestão de fundos de pensões em Angola. 
No mesmo ano de 2000, a  AAA liderou a constituição do primeiro fundo de pensões de uma empresa – o FUNDO DE PENSÕES DA SONANGOL EP, e nos anos posteriores passou a operar como uma subsidiaria da petrolífera estatal.
Ao longo dos seus 13 anos, a AAA foi crescendo tendo construído um património de imóveis correspondentes a mais de 20 edifícios. No seguimento, de um cenário de colapso o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, assinou neste mês de Outubro um Despacho Presidencial n.º 103/13, cujo sumário pode se ler:
“Autoriza a celebração do Contrato de Compra e Venda dos prédios rústicos, urbanos e bens imóveis, correspondentes aos 22 edifícios da Sociedade AAA Activos, Limitada, localizados nas 18 Províncias do País, com o respectivo Presidente do Conselho de Gerência, bem como a realização da despesa inerente ao contrato a celebrar e delega competências ao Ministro das Finanças para prática de todos os actos identificados nos n.os 1 e 2 do presente Despacho, por conta e no interesse do Estado Angolano e para executar todos os procedimentos de registo dos prédios rústicos e urbanos descritos no n.º 1 do presente Despacho a favor do Estado Angolano, dentro dos prazos legais.” fim de citação.
Em meios que acompanham a compra e venda dos referidos edifícios, está a ser levantada interrogações sobre a entidade que irá receber os dinheiros da venda dos mesmos e os critérios aplicados aos preços estabelecidos. Ainda há observações de que, tendo em conta que os edifícios da AAA foram erguidos com fundos públicos, o passo a levar em conta seria a transferência deste património para uma outra unidade estatal a custo zero.
Foi, porém, constatado que no referido despacho presidencial, a AAA é apresentada como uma “sociedade limitada”, o que corresponde a uma sociedade, com menos de seis membros. Isto é, a mesma passou a ser uma sociedade privada, do interesse de  Manuel Domingos Vicente (Vice-Presidente da República), José Filomeno dos Santos (PCA do Fundo Soberano) e Carlos São Vicente (PCA das AAA). Esta empresa foi igualmente globalizada à nascença, e é coordenada por uma holding internacional, a AAA INTERNATIONAL LTD sedeada em Bermuda.
Suposição e análise
Conjecturamente, se cada edifício das AAA - que foram construídos com fundos públicos - custar 40 milhões de dólares (ou talvez mais), o Estado angolano iria pagar (para os 22 edifícios) cerca de 880 milhões de dólares, aos sócios desta empresa.
Não se percebe ao certo, como é que estes edifícios (construídos com fundos públicos) pertencente a esta empresa que, num piscar de olho, foi privatizada e o Estado reaparece a comprar os bens (edifícios) construídos por ele próprio.
"É por esta razão, existe uma clara suspeita de uma possível lavagem de dinheiro, com a compra e venda destes imóveis que serão brevemente transformados em tribunais", argumentou um analista da praça.