domingo, 16 de novembro de 2014

As 19 jóias da natureza mundial estão em perigo crítico


Imagem: Um okapi na República Democrática do Congo. / UNESCO

Cerca de 8% do Patrimônio Natural da Humanidade se encontra em estado grave

MANUEL ANSEDE Sidney

Cerca de 8% dos paraísos naturais considerados ícones do planeta estão em perigo “crítico” e outros 29% encontra-se em um estado de “preocupação significativa”, entre eles os parques nacionais espanhóis de Doñana e Garajonay e o conjunto declarado Patrimônio Mundial da Humanidade em Ibiza, segundo um informe publicado hoje pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
A organização destaca a “perspectiva positiva” para os outros 2/3 dos lugares considerados Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, mas oferece um panorama negativo sobre os esforços para preservar a biodiversidade do planeta. Em todo o mundo existem ao redor de 200.000 áreas protegidas e apenas 228 são consideradas Patrimônio Natural.
“Se fracassarmos na conservação dos lugares mais famosos do planeta, fracassaremos com os outros”, declarou Cyril Kormos, da UICN, na apresentação do relatório no Congresso Mundial de Parques, em Sidney (Austrália).
O cultivo de morango e os planos de armazenamento de gás, em Doñana; as agressões às pradarias submarinas da planta aquática Posidonia oceânica, em Ibiza; e os incêndios e o turismo que castigam o Parque Nacional de Garajonay colocam estas três reservas naturais em estado de “preocupação significativa” para a UICN. O Parque Nacional do Teide, no entanto, é um dos exemplos de boa gestão.
Nenhuma das joias naturais da Europa tocou os alarmes da organização internacional, que localizou em outros continentes 19 lugares “com uma perspectiva crítica que precisam de intervenções urgentes e em grande escala para proteger seus valores”. A ecologista russa Elena Osipova destacou hoje que as principais ameaças que estes lugares enfrentam são as espécies invasoras, o turismo, a caça comercial, a pesca, as presas e o corte de árvores, com a mudança climática como ameaça potencial em todas elas. Estes são os 19 santuários naturais em perigo extremo:
A reserva de caça de Selous (Tanzânia)
Com 50.000 quilômetros quadrados, é uma das maiores áreas protegidas da África. Em junho, a Unesco inscreveu o lugar na lista do Patrimônio Mundial em Perigo “porque a caça furtiva em grande escala está dizimando a população de animais selvagens”. O número de elefantes e rinocerontes diminuiu quase 90% desde 1982.
A Reserva da Biosfera do Río Plátano (Honduras)
O próprio governo de Honduras solicitou em 2011 a inclusão desta reserva na lista do Patrimônio Mundial em Perigo, por sua incapacidade para manter a lei na zona pela presença de narcotraficantes. O lugar, um dos poucos bosques tropicais chuvosos da América Central, “encontra-se ameaçado pela ocupação ilícita de terras, a pesca e a caça furtiva”, segundo a Unesco.
A Reserva da Biosfera Mariposa Monarca (México)
A mariposa monarca, que vive até nove meses, viaja milhares de quilômetros, dos bosques do Canadá e EUA até o estado de Michoacán, no México. Ali, milhões se agrupam nos bosques de oyamel, um abesto nativo das montanhas do país. A UICN adverte que “o excepcional papel desta reserva na proteção das mariposas monarca durante o inverno está ameaçado pelo desflorestamento e a agricultura”.
Parque Nacional dos Everglades (EUA)
13 dos 19 lugares em perigo crítico estão na África, mas os países ricos não se salvam. O Parque Nacional dos Everglades, no sul da península da Flórida, é o maior ecossistema de manguezais do hemisfério ocidental e o principal lugar de nidificação de aves aquáticas da América do Norte, mas está afetado pelo crescimento urbano e pela agricultura. O caudal de água que entra no parque foi reduzido em 60% e a contaminação deteriorou suas águas.
Bosques chuvosos tropicais de Sumatra (Indonésia)
São 2,5 milhões de hectares de bosques com 10.000 espécies vegetais, 580 de aves e 200 de mamíferos, incluindo o orangotango de Sumatra. A UICN, e a própria Unesco, o consideram em perigo pela caça furtiva, os planos para construir estradas, o corte ilegal de árvores e a expansão da agricultura.
Reservas naturais do Air e de Teneré (Níger)
Seus 7,7 milhões de hectares que abarcam o maciço vulcânico do Air, encravado no deserto saariano de Teneré. O clima singular desta região permite a existência de uma flora e uma fauna excepcionais, agora ameaçadas pela caça furtiva e o pastoreio ilegal.
Parque Nacional de Comoé (Costa do Marfim)
É uma das zonas protegidas de maior tamanho da África ocidental e em seu leque diversificado de tipos de vegetação destacam-se pequenas ilhas de selva densa úmida graças à presença do rio Comoé. Em sua superfície vivem elefantes, chimpanzés e o cão-selvagem-africano. A caça furtiva, os assentamentos humanos, a pressão agrícola e a falta de planos de gestão adequados são suas principais ameaças.
Reserva de fauna de Dja (Camarões)
Considerada pela Unesco como um dos bosques úmidos mais vastos e mais bem conservados da África, a reserva é o lar de 107 espécies de mamíferos, incluindo gorilas, chimpanzés e o ameaçado elefante de bosque africano. Quando foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade em 1987, 90% da região estava intacta. Hoje o parque sofre ameaças como a da mineração.
Complexo florestal de Dong Phayayen-Khao Yai (Tailândia)
Este bosque tropical estende-se praticamente da fronteira com o Camboja até o Parque Nacional de Khao Yai. Abriga 800 espécies animais, incluindo 200 de répteis e anfíbios, algumas delas em perigo de extinção. Recebe 700.000 visitantes por ano, que querem ver espécies como o elefante asiático, o urso negro da Ásia e o crocodilo siamês. A região encontra-se em perigo pela falta de administração e o desenvolvimento urbano.
Rennell Leste (Ilhas Salomão)
O maior atol de coral elevado do mundo está ameaçado pela exploração florestal, permitida pelas autoridades das Ilhas Salomão. Situado na ponta sul de Rennell, uma ilha do arquipélago, está coberto por bosques com árvores de 20 metros de altura.
Parque Nacional de Virunga (República Democrática do Congo)
Com quase 800.000 hectares, inclui todo tipo de habitat, dos cumes nevados de 5.000 metros no maciço Rwenzori até vulcões e rios nos quais vivem milhares de hipopótamos. Também serve como refúgio de inverno para milhares de aves procedentes da Sibéria. O Parque Nacional de Virunga é um dos cinco lugares da República Democrática do Congo incluídos na lista do Patrimônio Natural em Perigo da UICN, por causa da caça furtiva multiplicada depois de duas décadas de instabilidade política devido à presença de grupos armados.
Parque Nacional de Kahuzi-Biega (República Democrática do Congo)
Debaixo de dois vulcões extintos, o Kahuzi e o Biega, cresce um bosque tropical habitado por gorilas das planícies orientais, em perigo de extinção.
Reserva de fauna de Ocapis (República Democrática do Congo)
A bacia do rio Congo antes abrigava 5.000 dos 30.000 ocapis que vivem no mundo. O ocapi é um parente da girafa que só é encontrado na República Democrática do Congo e seu número diminuiu drasticamente por causa da caça furtiva.
Parque Nacional Salonga (República Democrática do Congo)
Também na bacia do rio Congo, é a maior reserva de bosque chuvoso tropical da África e acolhe espécies únicas em perigo de extinção, como o chimpanzé anão, o gavial africano ou falso crocodilo e o pavão real do Congo.
Parque Nacional de Garamba (República Democrática do Congo)
É o lar dos últimos rinocerontes brancos do norte que existem no planeta, se é que já não estão extintos por causa dos caçadores furtivos procedentes do Sudão e dos grupos rebeldes armados que patrulham a zona. Os animais, sobretudo os elefantes, são metralhados para a obtenção de seu marfim, segundo denuncia há anos o biólogo espanhol Luiz Arranz, diretor do parque.
Parques Nacionais do Lago Turkana (Quênia)
Por causa de sua salinidade, o Lago Turkana constitui um ecossistema singular que serve de parada para aves migratórias e se reproduzem espécies como o hipopótamo e o crocodilo do Nilo. O lugar está ameaçado pela construção de uma gigantesca represa na Etiópia.
Parque Nacional do Manovo-Gounda St. Floris (República Centro-Africana)
Em seus 1,7 milhão de hectares dominados pela savana encontram-se leopardos, elefantes, gazelas-vermelha e, antigamente, uma abundante população de rinocerontes negros. A paragem está em perigo pela caça furtiva e o pastoreio ilegal.
Parque Nacional de Niokolo-Koba (Senegal)
A que foi uma das reservas naturais mais importantes da África ocidental é hoje um bosque praticamente vazio por causa da caça furtiva. Em 1990 viviam no lugar cerca de 25.000 inhacosos, uma espécie de antílope da savana africana, e ficaram reduzidos a tiros a apenas uma centena, como também ocorreu com o gnu vermelho. Só sobreviveram os javalis-africanos, parentes dos porcos e evitados pelos caçadores, muçulmanos em sua maioria.
Reserva Natural Integral do Monte Nimba (Costa do Marfim e Guiné)

Rodeado de savanas, o Monte Nimba se eleva coberto por um bosque denso no qual vivem chimpanzés e espécies endêmicas como o sapo vivíparo. A mineração, o desflorestamento, a caça furtiva e a falta de recursos econômicos afogam a reserva.





sábado, 15 de novembro de 2014

Fornecedores das petrolíferas asfixiados por facturas em atraso



Atrasos nos pagamentos a fornecedores e prestadores por operadores petrolíferos põem em risco a actividade de muitas empresas, dizem associações do sector, que, ainda assim, temem recorrer aos tribunais, pois podem perder clientes.

Nelson Rodrigues
EXPANSÃO

Muitas empresas nacionais fornecedoras e prestadoras de serviços à indústria petrolífera correm o risco de paralisar a actividade devido a atrasos nos pagamentos de facturas, nalguns casos desde 2012, por parte dos grandes operadores, alertam membros da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços ao Sector Petrolífero (AEPSP).
Segundo Pedro Lukebadyo, director da empresa Angola Processing and Supplier - e membro da AEPSP -, que falava recentemente no Fórum de Fornecedores do Sector Petrolífero, o pagamento de serviços prestados tem demorado de 90 dias a três anos, o que, na sua opinião, pesa no orçamento das empresa e dificulta futuros trabalhos.
O empresário queixa-se igualmente do risco que muitas empresas correm em cessar as actividades alegando falta de recursos e perda de novos contratos quando fazem pressão sobre as alegadas empresas devedoras. "O que acontece é que, normalmente, a factura não deveria demorar tanto, mas, às vezes, chega a demorar dois ou três anos. E, quando reclamamos, corremos o risco de não receber nada", lamenta o fornecedor, que aponta as grandes operadoras petrolíferas como as visadas neste processo.
Pedro Lukebadyo apontou, como solução possível, a interposição de uma queixa por violação contratual junto dos tribunais, mas teme, ao mesmo tempo, que a medida prejudique as empresas nas próximas contratações. "Se levarmos o caso a tribunal, não vai resultar, porque o cliente vai cortar o contrato", disse O mesmo aconselha Lurdes Caposso, directora da LCF e Associados, para quem a relação extrajudicial conserva a relação de negócio entre as empresas.
A advogada da LCF e Associados defende que o sector petrolífero exige transparência na comunicação financeira, o que "permitirá esclarecer todas as dúvidas dos contratos firmados entre as empresas". "Se um prestador de serviço ou subempreiteiro não recebe do seu cliente pagamentos no tempo estatuído no contrato, a lei prevê todos os mecanismos de reclamação do seu crédito, porque isto significa que o cliente tem o crédito para com ele", explica Lurdes Caposso, que aconselha os empresários fornecedores a optarem pela via negocial. Também o presidente da Associação de Empresas Contratadas da Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA) afirma que tem recebido muitas preocupações dos seus associados.
Segundo Bráulio de Brito, os atrasos nos pagamentos são uma preocupação comum no País. E concorda que prejudicam as empresas. "É uma questão que existe no nosso sector - e penso que na vida empresarial no geral -, em que, por várias razões, os pagamentos são feitos com muito atraso. Por norma, os contratos internacionais e outros estipulam pagamentos a 30, 60 ou mesmo 90 dias, em função do porte e volume de trabalho contratual entre as empresas", explica o líder associativo, que pede maior atenção das petrolíferas ao conteúdo local.
Atrasos prejudicam produtividade
Ao falar dos prejuízos causados pelos atrasos no pagamento das facturas, Bráulio de Brito apontou a baixa produtividade das empresas locais em consequência dos atrasos como uma das dificuldades mais debatidas no sector. Também apontou o problema dos vistos e o custo da matéria-prima outros impasses na actividade dos fornecedores, apesar de apontar algumas soluções como a de negociação da 'dívida'.
"A observação feita de negociar e engajar as empresas é válida, mas, em muitos momentos, temos de avançar para uma posição mais musculada, porque os constrangimentos são muito grandes", alertou o responsável. Para evitar outros constrangimentos, Lurdes Caposso explica que, na relação negocial, "o fornecedor vai ter com o cliente e mostra que, em termos de compliance, ele está em incumprimento, e que a lei pode dar-lhe mecanismos de resolução do litígio de eles virem ao tribunal".
Como o negócio petrolífero é de relação de confiança, a sugestão é sempre resoluções extrajudiciais, afirma Caposso, acrescentando que os empresários que se encontrarem nessa posição devem contactar os seus clientes, com a ajuda de um advogado ou de um especialista de mediação, e resolverem o litígio.
Intervenção da associação
A actuação da associação dirigida por Bráulio de Brito vai para além dos atrasos nos pagamentos. De acordo com o responsável, várias acções têm sido levadas a cabo com vista a dar resposta às necessidades dos fornecedores. Uma delas é o contacto que a associação tem mantido com o Ministério das Finanças e com o Banco Nacional de Angola, com vista a ajustar "algumas medidas que são tomadas com impacto na indústria petrolífera".


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Portugueses em Angola (02)


Boa noite
brevemente irei trabalhar para angola pela primeira vez e estou indecisa em tomar ou não os comprimidos de prevenção para a malária, uma vez que as contra-indicações são preocupantes. Tomar ou não tomar, eis a questão!
 Ah, roupa clara e muuuito repelente, por todo o corpo, além do mosquiteiro (há uns no Ikea mt bons e baratos, aqui ás vezes é dificil de encontrar)
 Continuo na minha, estive vinte e trêz anos em Angola, fiz a Guerra, tomei os ditos comprimidos, nunca notei qualquer efeito secundaria,e no entanto, até tenho problemas de saúde, o Paludismo não acontece só ou outros, e quando bem pode ser a brincar ou a serio, e então tomamos toda a porcaria, e nem sequer nos lembramos dos efeitos secundários, e se à quarenta anos estava controlada, não vejo qualquer problema em viajar para Angola

Bom dia gente simpaticamente calorosa... aprecio mto a vossa união e entreajuda... chegou a minha vez.. gostava de ter o máximo de informações de talatona... em relação a escolas(filho com 7 anos) saúde, doenças e segurança.. tenho amigos lá mas o saber nao ocupa lugar.. obrigada e Abreijos

 Fugindo um pouco às castanhas que ainda é um consumo importado, o ano passado numa loja dos frescos vi Manga IMPORTADA!!!!!! numa terra de abundância a imagine-se...2300 KZ o quilo ! Perguntei se não havia engano,mas não! Era mesmo verdade! Acabei por comprar na rua a 200 KZ cada. Fazer mais o quê???

Boa tarde,
Sabem se é possível renovar um visto de trabalho sem a pessoa estar em Angola? A minha mulher esta em Portugal devido ao nascimento do nosso filho e queria renovar o visto dela.
Não compliques!!! Traz o passaporte dela, Coloca um carimbo de entrada em angola, de seguida mete a renovar na DEFA. Quando sair com o novo visto mandas colocar um carimbo de saída de angola... E voilá tens o teu problema resolvido!!!

Procuro administrativa para trabalhar em Luanda...nacionalidade Angolana ou cartão de residente.
Aos interessados e favor enviar mensagem privada.
Obrigado

Mariquinha eu quero ir para Angola......... lá lá lá.
 Mas eu estou farta de ca estar.
Não estou farta do país mas da m.............. de governo que temos, por uma vida melhor vou até para a china.
Claro quando se tem a barriga cheia não se lembram dos que vivem na rua ( não é o meu caso ) mas por este andar não sei.
 Ta assim tao mal?
 Se me permite,eu também pensava assim...agora 5 anos fora de Poetugal nunca mais vejo a hora de voltar , so se da realmente valor ao(pouco) que temos e a falta que o nosso Portugal nos faz quando se esta longe, vamos acreditar mais no nosso Pais e lutar , pois nao ha Pais melhor que Portugal para se viver acredite
 Se tem a oportunidade de vir para cá não olhe para trás , nesta vida só nos devemos arrepender do que não fizemos , tem sacrificios que valem a pena e este é um deles , tem momentos que me apetece trocar um camarão daqui por uma côdea daí , tenacidade e persistência e muita saúde são os ingredientes necessários , boa sorte .
Não tenho e a minha idade já me deixa de pé atras para aventuras...........lamentavelmente a quem dei o melhor da minha vida hoje nada me dá em troca.
 também quero se precisarem de uma pessoa para vários trabalhos de construção ou comandar pessoal la estou livre já estive 3 anos la

In Facebook







Angola, Portugal e China, as três gargantas da corrupção



O caso dos vistos gold explicado em 10 parágrafos

A Polícia Judiciária deteve esta quinta-feira 11 pessoas - incluindo altos quadros do Estado - por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, no âmbito de uma investigação sobre atribuição de vistos gold. 

 

O caso que está a ter maior impacto e a causar maior estupefação na sociedade portuguesa é o do diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, que ocupa este cargo desde 2005. Palos entrou para o SEF em 1993, ou seja há 21 anos, e fez aquilo que se costuma chamar 'carreira de sucesso' dentro desta força policial.
O seu trabalho foi reconhecido além-fronteiras e, em 1999, foi distinguido pelo então Ministro do Interior de Espanha com a "Cruz al Mérito Policial com Distintivo Blanco". Oito anos depois, em 2007, é a vez de o Ministro da Administração Interna português lhe atribuir a medalha de Mérito Liberdade e Segurança na União Europeia, contributo para a construção do Espaço Liberdade e Segurança da Europa, através da concretização do projeto ISone4ALL.
A detenção de Maria Antónia Moura Anes, 56 anos, é quase tão surpreendente quanto a de Palos. Nomeada a 1 de novembro de 2011 para o cargo de secretária-geral do Ministério da Justiça, pela atual ministra Paula Teixeira da Cruz, Maria Antónia foi coordenadora do sector de formação do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) entre julho de 2010 e setembro de 2011.
É aqui, no IRN, que esta licenciada em História que iniciou a vida profissional como professora de liceu, até entrar para os serviços de documentação do Centro de Estudos Judiciários em 1987, se cruza com um outro dos 11 detidos: António Figueiredo, presidente do IRN desde 2007.
Refira-se ainda que a secretária-geral do Ministério da Justiça, entre outras funções, foi funcionária da Polícia Judiciária e adjunta de José Pedro Aguiar-Branco, durante menos de três meses, quando o atual ministro da Defesa tinha a pasta da Justiça.
Albertina Gonçalves, secretária-geral do Ministério do Ambiente e sócia do escritório de advogados do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi ouvida no âmbito da operação vistos gold. Não foi detida, mas o seu gabinete foi objeto de buscas.
Além dos suspeitos com funções de relevo na administração pública portuguesa - Manuel Palos, Antónia Anes e António Figueiredo -, foram ainda detidos mais três funcionários do IRN e três cidadãos chineses. Os 11 detidos pela Polícia Judiciária vão passar a noite na prisão e são presentes ao juiz de instrução criminal esta sexta-feira.
A Polícia Judiciária fez saber que esta investigação estava em curso há vários meses, e que a operação visto gold foi desencadeada em diversos pontos do país, envolvendo cerca de duas centenas de investigadores. A investigação é dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), coadjuvado por elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha confirmado esta quinta-feira de manhã que estavam em curso várias diligências, nomeadamente 60 buscas em diversos pontos do país, tendo sido emitidos mandados de detenção. Em causa estavam "suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais", segundo uma nota da PGR.  

O programa de atribuição de vistos gold, criado em 2013, prevê a emissão de autorizações de residência para estrangeiros oriundos de fora do espaço Schengen que façam investimentos em Portugal por um período mínimo de cinco anos. Entre as opções de investimento incluem-se as transferências de capital num montante igual ou superior a um milhão de euros, a criação de pelo menos dez postos de trabalho ou a compra de imóveis num valor mínimo de 500 mil euros. 


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Petrobras: o maior escândalo financeiro da história na mira dos EUA


Pedro Cifuentes Rio de Janeiro
http://brasil.elpais.com

Segundo o Tribunal de Contas da União, as irregularidades encontradas nas investigações sobre a petroleira somam 3 bilhões de reais. Dilma minimiza a investigação da Justiça norte-americana
Raro é o dia em que a Petrobras, a maior empresa do Brasil e da América Latina, gestora pública do ativo (petróleo) visto pelo Governo de Dilma Rousseff como “o passaporte do futuro” do gigante sul-americano, não se vê implicada no panorama judicial. O presidente do Tribunal de Contas da União, o ministro Augusto Nardes, afirmou nesta quarta-feira que as irregularidades encontradas até o momento em obras da Petrobras somam 3 bilhões de reais, o que o transforma no “maior escândalo da história do Tribunal”, informa a EFE. A Polícia Federal do Brasil estima que a toda a trama pode ter desviado ilegalmente mais de 10,8 bilhões de reais.
Após protagonizar involuntariamente a recente campanha eleitoral por uma série de detenções, demissões e depoimentos judiciais sobre os atos de corrupção e um sistema bem organizado de financiamento irregular dos partidos políticos brasileiros (especialmente o PT), a Justiça norte-americana iniciou uma investigação contra a empresa petrolífera estatal por suposta corrupção, segundo informações da edição do último domingo do jornal britânico Financial Times. A presidenta Dilma Rousseff minimizou a notícia na quarta-feira em Doha e se limitou a afirmar que “a Petrobras está cotada na bolsa de Nova York e faz parte das regras do jogo ser investigada [...] os Estados Unidos devem investigar se existem cidadãos norte-americanos envolvidos em alguma irregularidade”.
De acordo com o publicado, o Departamento de Justiça analisa supostas violações do Ato de Práticas Estrangeiras Corruptas (FCPA, na sigla em inglês), que “proíbe oferecer, pagar, prometer pagar ou autorizar o pagamento de dinheiro ou qualquer coisa de valor para um funcionário estrangeiro”: nesse caso concreto, subornos de cidadãos e empresas norte-americanos para funcionários brasileiros para conseguir vantagens comerciais com a Petrobras. Por seu lado, a Comissão de Segurança e Câmbio (SEC, na sigla em inglês), que regula o mercado de valores norte-americano, também teria aberto uma investigação sobre os recebimentos de ações (ADR) da Petrobras, que são negociadas em Wall Street. Fontes consultadas no Departamento de Justiça norte-americano evitaram entrar em detalhes na terça-feira: “Por uma questão de política, geralmente não confirmamos nem desmentimos se um assunto está sendo investigado”, disse um porta-voz para esse jornal, segundo informações de Joan Faus. Por seu lado, um porta-voz da Embaixada Brasileira em Washington assegurou não ter informações sobre uma investigação.
Questionada pelo EL PAÍS sobre a questão, a Petrobras esclareceu, por meio de nota, que “desconhece qualquer investigação que esteja sendo feita no âmbito do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) ou da Securities and Exchange Comission (SEC)”. Segundo o texto divulgado pela estatal, “a companhia não recebeu notificação de nenhum dos dois órgãos acerca de abertura de investigações para identificar eventual violação à legislação americana, tendo em vista as denúncias efetuadas no âmbito da ‘Operação Lava Jato’”. A nota segue, dizendo que “a Petrobras, através do escritório americano contratado para conduzir as investigações independentes, Gibson, Dunn & Crutcher LLP, já fez contato com os referidos órgãos americanos, informando sobre o início dos trabalhos para apurar tais denúncias na companhia”.
Perguntado na segunda-feira sobre o assunto, o vice-presidente brasileiro, Michel Temer, não negou as informações sobre investigação nos EUA e frisou que as responsabilidades devem ser apontadas, “doa a quem doer”, a mesma frase usada por Dilma ao longo da campanha. “A Constituição brasileira determina a autodeterminação dos povos. Se os Estados Unidos iniciaram uma investigação, devem continuar, como o Brasil está fazendo”, afirmou durante uma reunião com prefeitos.
Os tribunais do país norte-americano podem investigar qualquer empresa estrangeira cotada na Bolsa de Nova York, como é o caso da petrolífera brasileira, cujas ações na segunda-feira caíram 3,5%. O Financial Times destaca que alguns dos supostos delitos começaram quando a empresa tinha Dilma Rousseff como presidenta do Conselho de Administração entre 2003 e 2010, que está agora em seu segundo mandato como presidenta da nação. Sob seu mandato, ocorreu a polêmica compra e venda de uma refinaria em Pasadena, Texas, uma das operações que estariam por trás da abertura do expediente nos Estados Unidos (entre 2006 e 1012, a Petrobras pagou 3 bilhões de reais pelo controle total da citada refinaria, uma quantidade 27 vezes superior à desembolsada anos antes pela belga Astra Oil).
A Petrobras, que emprega mais de 86.000 pessoas e produz dois milhões e oitocentos mil barris de petróleo por dia, vive imersa desde março na ‘Operação Lava-Jato’, iniciada pela Polícia Federal brasileira, que teve uma reviravolta espetacular nas últimas semanas com os depoimentos de três delatores (seu ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa; o doleiro e especialista em lavagem de dinheiro Alberto Youssef; e Julio Camargo, representante de uma construtora com contratos de mais de 3,83 bilhões de reais com a Petrobras) que revelaram o funcionamento de um complexo esquema de propinas e lavagem de dinheiro em troca de uma sensível redução de sua pena e a devolução de 175 milhões de reais. Costa afirmou diante do juiz que existia um sistema de subornos institucionalizado e que o PT embolsou entre 1% e 3% de todos os contratos feitos de 2004 a 2012.
Imagem: Posto de gasolina com combustível da estatal brasileira. / EFE


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Isabel dos Santos. Reina de África y emperatriz de Portugal






Isabel dos Santos, hija del presidente de Angola, controla un imperio empresarial en dos continentes


Hay mandamases con problemas para llenar de allegados un taxi y otros que necesitan un estadio. Isabel dos Santos es de estos últimos. Al Mundial de fútbol de Brasil se llevó a 600 invitados.
Dicen que a su boda con Sindika Dokolo, de profesión coleccionista de arte (e hijo de un empresario de diamantes), acudieron 800 comensales, entre ellos un puñado de presidentes africanos. Dicen que es la mujer más rica de África, y la revista Forbes lo corroboró el pasado año, aunque el volumen de su riqueza es difícil de contabilizar —entre 2.000 y 4.000 millones de euros, según pesquisas occidentales— ya que, digan lo que digan, por boca de la niña de los ojos de su padre nunca ha salido nada.
Nacida en 1973 en Bakú (hoy Azerbaiyán, entonces Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas, la URSS), es la primera hija de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola desde 1979. El entonces militante del Movimiento Popular de Liberación de Angola —hasta 1975 colonia portuguesa— recibía en aquella ciudad adoctrinamiento ideológico y educativo —se graduó en ingeniería petrolera y comunicaciones por radar—. Allí conoció a la ajedrecista rusa Tatiana Kukanova, la primera de sus tres esposas. De su relación nació Isabel, primera hija de los siete descendientes reconocidos del presidente.
Cuando se separaron sus padres, Isabel se fue con su madre a Londres, donde cursó ingeniería en el King's College. Allí conoció a su futuro marido, Sindika Dokolo, con quien se casó en 2002.
Para entonces, Isabel llevaba cinco años con su primer negocio, un bar. Pero no fue con un night club en la bahía de Luanda cómo Dos Santos se ha convertido en la mujer más rica del continente negro. Los beneficios de las copas no dan para poseer, en 15 años, bancos, cementeras, televisiones, gasolineras o lanzar, esta semana, una opa de 1.200 millones simplemente para comprar los derechos de voto de Portugal Telecom SGPS en la operadora brasileña OI.
El periodista angoleño Rafael Marques, encarcelado en 1999 por sus críticas al régimen, publicó el pasado año en Forbes el artículo La niña de papá: cómo una princesa africana consiguió 3.000 millones en un país que vive con dos dólares al día. Según Marques, los grandes negocios de Isabel dos Santos se fraguan de dos formas: participando en una empresa extranjera que necesita permisos para abrirse camino en Angola, o a través de una empresa concesionaria, creada por real decreto del padre.
La ideología socialista que aprendió Eduardo dos Santos en la URSS le duró hasta finales de los noventa, en los estertores de la guerra civil, cuando ya llevaba casi dos décadas al frente de la nación. Entonces abrazó el capitalismo y comenzó a firmar concesiones al capital privado extranjero para la explotación de minas, telefónicas y bancos, un mercado virgen en un país con inagotables recursos naturales.
El país crece a niveles inéditos, aunque el 70% de la población vive con menos de dos dólares diarios, y, según la organización Transparency International, solo hay en el mundo 10 países más corruptos que Angola (puesto 168 de 178 países analizados).
Después del night club, uno de los primeros negocios de Isabel dos Santos, fue el del diamante. El presidente-papá crea Endiama, empresa pública para la explotación de piedras preciosas, y su hija aparece como propietaria del 25% de la sociedad. A raíz del escándalo provocado por la película Diamantes de sangre, basada en el libro de Marques, Isabel transfiere la propiedad a su madre.
El país crece a buen ritmo, así que el cemento es un bien de primera necesidad, más aún, un bien estratégico nacional. La cementera Cimangola pasa a ser controlada por la hijísima.
Portugal se queda pequeño para los escasos, pero grandes, empresarios nacionales, como Américo Amorim. El rey mundial del corcho ve en Angola una oportunidad de nuevos negocios. Se repite el guion, la presidencia de Angola da licencia a un banco privado, el BIC. Amorim pone el dinero y en el accionariado, con un 25%, aparece Isabel dos Santos. Como también es habitual, acaban mal, y finalmente Amorim le vende su parte a la angoleña, que ya tiene el 42,5% del mayor banco del país. Consolidada en Angola, y con dinero real, ya puede dar el salto a otros países africanos (está en Namibia) y europeos. Dos Santos posee el 20% del portugués BPI.
Amorim amplió sus negocios a otras áreas angoleñas de innegable futuro, como el petróleo y el cemento. Crea Amorin Energia, el 55% de la familia y el 45% de Dos Santos, formalmente el holding holandés Esperanza. A través de esa sociedad controla la petrolera portuguesa Galp, donde Dos Santos tiene directamente un 7%. A estas alturas, ya es la mujer más poderosa de Portugal —por encima de Maria do Carmo Moniz Espírito Santo— , moviendo hilos en la banca, la energía, los medios de comunicación y las telefónicas.
Isabel dos Santos rechaza las insinuaciones de que sus negocios van muy relacionados con los 35 años de presidencia de su padre. Una de sus escasas exposiciones a los periodistas fue el pasado año en un almuerzo con Tom Burgis, de Financial Times. Aparte de los 250 euros que le costó al diario la pescadilla con patatas, la ejecutiva angoleña le recordaba que a los seis años vendía huevos y que gente bien relacionada hay mucha, pero que sepa hacer negocios, poca.
Dos Santos, madre de tres hijos, atribuye el éxito de sus negocios a su formación en matemáticas e ingeniería. Más concreto es su marido, que se explayó en una entrevista a la televisión angoleña sobre las virtudes de su esposa: "Es muy tranquila, y muy estable, le gusta tener una perspectiva a largo plazo. Posee tres cualidades que la convierten en la gran fuerza de Angola: autoconfianza, estabilidad y ambición". Así cualquiera.
De Luanda a Río, pasando por Lisboa
A finales del siglo XX nació por decreto presidencial la primera teleoperadora privada de Angola, Unitel. En 2001 se lanzó en el negocio de la telefonía móvil, ya con un 25% en manos de Isabel dos Santos. Solo un año después, Portugal Telecom (PT) pagó 12.500 millones de euros por hacerse con el 25% de la angoleña.
Pese a la fuerte inversión de PT, su control de la situación africana es tan escaso que no consigue recibir los 250 millones en dividendos de la angoleña, pues tiene enfadada a Dos Santos.
La brasileña Oi, en proceso de fusión con PT, ha osado deshacerse de esa participación africana sin contar con la empresaria angoleña, lo que le va a costar un disgusto. Oi pide 2.000 millones de euros por el 25% de Unitel, prueba de que la riqueza de la reina de África es mucho mayor de lo evaluado (y contando solo la parte bursátil).
Unitel es la mayor operadora privada de Angola, con más de 10 millones de abonados, casi la mitad de sus habitantes, y con grandes beneficios. Obtenido el capital necesario, Dos Santos ya puede extender sus tentáculos telefónicos por otros países que exigen ver el dinero: Cabo Verde, Santo Tomé... y, sobre todo, Portugal; aquí empezó como accionista de la plataforma de televisión por cable Zon y hace un año se asoció con la familia Azevedo para fusionarse con Optimus y formar la operadora Nos, que controlan casi a partes iguales. Nos es rival de Portugal Telecom en televisión por cable, móvil, fijo e Internet, lo que ahora intenta comprar la francesa Altice por 7.500 millones de euros a su dueña, la brasileña Oi.
Pero ni franceses ni brasileños contaban con Dos Santos, un olvido que les ha costado una opa de la angoleña sobre PT SGPS que, como mínimo, va a sentar a todos a negociar. Dos Santos quiere la parte de PT en Unitel y quizás también el negocio de PT en Portugal. Mientras se sientan, planta una opa y retiene los dividendos que tan bien le irían a una Oi sin cash.

Imagem: Isabel Dos Santos, en un acto público el pasado verano en Saint Tropez. / Venturelli (Getty Images)

Empresária angolana retira parte das exigências de sua OPA sobre PT





A operadora brasileira Oi considerava inaceitáveis as premissas do negócio


Um dia depois de qualificar de “inoportuna” a oferta de aquisição da qual foi alvo, a operadora brasileira Oi chamou de “inaceitáveis” as condições impostas na Oferta Pública de Aquisição (OPA) feita por Isabel dos Santos pela Portugal Telecom SGPS. No domingo, a filha do presidente de Angola, por meio de sua sociedade Terra Peregrin, lançou uma OPA, qualificada de “amistosa”, pela PT SGPS. Ofereceu 1,35 euro (4,32 reais) por ação, de forma a avaliar a sociedade em 3,84 bilhões de reais – o que compreende apenas os direitos de voto na Oi e uma dívida de 2,88 bilhões da Rioforte, virtualmente incobrável. Diante da má recepção das exigentes condições que impôs para realizar a oferta, a executiva angolana está disposta a reconsiderar.
A primeira resposta da Oi foi qualificar a OPA de “inoportuna”, com o que dava a entender que a iniciativa tomada por Dos Santos perturbava seus planos de venda de ativos o mais rápido possível. Um dia depois, a Oi ampliou sua crítica, chamando de “inaceitáveis” as condições da oferta, como as de suspender as operações até depois da OPA, eliminar o limite ao direito de voto da PT SGPS ou proibir essa sociedade de adquirir mais ações da Oi, todos eles termos estabelecidos no acordo de fusão assinado em 8 de setembro. A Oi confirma à CNMV de Lisboa que não modificará nenhum desses acordos.
Dada a oferta nada atraente – 30% abaixo da cotação nos últimos meses – e das condições envolvidas, a interpretação dos investidores era de que Dos Santos tentava ditar o ritmo da Oi para obter uma melhor posição na hora de negociar a venda da operação da PT na África. Entretanto, parece que há algo além disso. A executiva angolana, ao conhecer a rejeição absoluta da Oi, cogitou retirar essas condições.
“Lamentamos muito que a Oi tenha assumido essa posição sem ponderar devidamente a proposta de geração de valor apresentada e sem ouvir os acionistas, que estão implicados”, afirmou o porta-voz da empresária angolana. E acrescenta: “Cogitamos prescindir de algumas das exigências anunciadas para prosseguir com a oferta”.
Enquanto isso, os franceses da Altice voltaram a Portugal para prosseguir com as negociações para adquirirem os ativos da PT em Portugal (ofereceram 7,5 bilhões de euros, ou 24 bilhões de reais), e as ações subiram 16% em dois dias: estão cotadas a 1,40 euro, acima do 1,35 oferecido por Do Santos.
Imagem: A empresária angolana Isabel dos Santos. / Venturelli (Getty Images)