… saúde em Angola, para quem o dinheiro vale mais do que a vida de um ser humano. A primeira vítima foi um jovem que se sentiu mal, durante uma partida de basquetebol, no bairro em que vivia - o Alvalade -, pelo que foi levado pelos companheiros até a uma conhecida clínica do bairro, onde acabou por morrer sem ter sido assistido, por falta de dinheiro para pagar o tratamento. Aconteceu há cerca de 20 anos. O que é que até hoje mudou? Nada! In Nhuca Júnior. Imagem: Chrisguy Oliveira. Facebook

sábado, 16 de Agosto de 2014

A Calçada dos gigantes





DO REDATOR DE DESPERTAI! NA IRLANDA

SEGUNDO uma lenda da Irlanda, um gigante irlandês chamado Finn MacCool queria lutar com um gigante escocês chamado Benandonner. Mas havia um problema. Não existia um barco grande o suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. Diz a lenda que Finn MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra.

http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102005805

Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada até a Irlanda. Ele era maior e mais forte que Finn MacCool. Assim que a esposa de Finn MacCool percebeu isso, astutamente decidiu vestir seu marido gigante como um bebê. Quando Benandonner chegou à casa deles e viu o “bebê”, ficou com medo e pensou que, se o bebê era daquele tamanho, imagine o pai! Ele voltou correndo para a Escócia! Para ter certeza de que não seria seguido por Finn MacCool, destruiu a estrada enquanto corria. Tudo o que restou foram as pedras que agora formam a Calçada dos Gigantes.
Por mais de trezentos anos, milhões de visitantes têm ouvido esse conto engraçado como uma forma de explicar a origem da Calçada dos Gigantes. Qual é a verdadeira explicação e o que torna esse lugar uma atração especial? Decidimos descobrir isso pessoalmente.
Uma calçada para gigantes!
A Calçada dos Gigantes fica na costa norte da Irlanda, cerca de 100 quilômetros a noroeste de Belfast. Ao chegar, percorremos o pequeno caminho do centro de visitantes até a praia e viramos a esquina. Diante de nós surgiu uma vista impressionante — milhares de grandes colunas verticais de pedras de até 6 metros de altura. Algumas pessoas calculam que existam cerca de 40 mil delas. Mas o que chamou a nossa atenção não foi a quantidade, mas a simetria. Cada uma tem de 38 centímetros a 51 centímetros de largura, parece que seus topos são planos e têm seis lados. Por serem tão uniformes, quando vistos de cima parece que seus topos se encaixam como favos de mel. Depois descobrimos que cerca de um quarto das colunas tem cinco lados e que também há algumas com quatro, sete, oito e até nove lados.
A Calçada dos Gigantes é composta de três partes. A maior, a Grande Calçada, começa na praia ao sopé dos rochedos. De início, ela se parece mais com um conjunto desordenado de enormes degraus, alguns com 6 metros de altura. À medida que se estende em direção ao mar, dá para entender facilmente por que ela é chamada de estrada para gigantes. Isso acontece porque os seus topos, parecidos com favos de mel, logo se nivelam. Ali a calçada lembra uma rua pavimentada com pedras arredondadas, que varia de 20 metros a 30 metros de largura. Com a maré baixa, foi possível caminhar algumas centenas de metros por essa estrada de pedras antes que ela desaparecesse gradualmente debaixo das ondas, como se estivesse indo em direção à Escócia.
As outras duas partes, a Calçada do Meio e a Calçada Pequena, se agrupam ao longo da Grande Calçada. Ambas têm formato de morro em vez de estrada. O fato de seus topos serem planos torna mais fácil para um visitante aventureiro subir nelas, passando de uma para a outra. É preciso ter muito cuidado ao fazer isso, pois descobrimos que as colunas mais próximas da água eram úmidas e muito escorregadias!
Outras formações gigantescas
Continuamos a caminhar ao longo do litoral que tem cerca de 6 quilômetros, geralmente conhecido como Cabo da Calçada, e vimos milhares dessas colunas expostas nas laterais dos rochedos. No decorrer dos anos as pessoas deram nomes a algumas dessas formações. Duas delas têm o nome de instrumentos musicais. Uma é chamada de o Órgão, porque suas colunas compridas e regulares lembram os tubos de um órgão gigante. A outra, a Harpa do Gigante, tem enormes colunas arqueadas que descem até o litoral.
Outros nomes também trazem a idéia de gigantes. Por exemplo, Tear do Gigante, Caixão do Gigante, Canhões do Gigante e Olhos do Gigante. Existe até mesmo a Bota do Gigante! Na praia que fica mais adiante da Calçada dos Gigantes vimos essa pedra em forma de bota. Ela tem cerca de 2 metros de altura. Algumas pessoas calculam que o gigante lendário que supostamente usava essa “bota” devia ter pelo menos 16 metros de altura.
Outra formação rochosa, os Topos de Chaminé, lembra a relação da Calçada dos Gigantes com a famosa Armada Espanhola. Isolados do penhasco principal por causa da erosão e da ação atmosférica, os Topos de Chaminé são algumas colunas que ficam expostas sobre um cabo formado por rochas altas, com vista para a costa da Calçada. É fácil imaginar por que marinheiros que os olhavam do alto-mar os confundiam com topos da chaminé de um grande castelo. Pelo visto, o navio de guerra espanhol Girona, ao fugir da derrota contra a Armada Espanhola em 1588, disparou tiros de canhão contra esses pilares, pensando que se tratasse de um castelo inimigo.
A outra extremidade da calçada
A Calçada dos Gigantes foi supostamente construída para ligar a Irlanda com a Escócia. Onde fica a outra extremidade? Podem ser vistas colunas basálticas idênticas, 130 quilômetros ao nordeste, na pequenina ilha desabitada de Staffa. Esta ilha fica perto da costa oeste da Escócia. (O nome Staffa significa “Ilha dos Pilares”.) Benandonner, o gigante escocês que fugiu de Finn MacCool, também era chamado de Fingal. Em homenagem a ele, a principal atração da ilha de Staffa recebeu o nome de Caverna de Fingal. Esta grande caverna se formou dentro dessas colunas basálticas e se estende cerca de 80 metros rochedo adentro. A arrebentação das ondas na caverna inspirou o compositor alemão Felix Mendelssohn a compor sua abertura “As Hébridas”, também conhecida como “Caverna de Fingal”, em 1832.
Como se formaram?
Visto que essas colunas de formato semelhante não foram feitas pelas mãos de gigantes inimigos, como vieram a existir? Descobrimos que, para achar a verdadeira resposta, é preciso entender como algumas rochas são formadas.
A Irlanda do Norte fica numa área de calcário compacto. Há muito tempo, a atividade vulcânica bem no interior da crosta terrestre fez a rocha derretida subir através de fendas no calcário, a uma temperatura de mais de 1.000 °C. Quando entrou em contato com o ar, ela se resfriou e se solidificou. Mas por que ela simplesmente não endureceu e formou uma massa gigantesca de formato irregular?
A rocha derretida, ou magma, é composta de muitos elementos químicos e por isso pode criar vários tipos de rocha. O tipo que se formou de maneira tão impressionante na Calçada dos Gigantes é o basalto. O magma se encolhia à medida que se resfriava lentamente e, por causa de sua composição química, fendas hexagonais regulares se formaram na superfície. Enquanto o magma continuava a se resfriar por dentro, as fendas desciam gradualmente, formando a grande quantidade de colunas de basalto semelhantes a lápis.
“Os arquitetos têm motivos para se jactar?”
Não é apenas a Irlanda ou a Escócia que têm colunas como essas. No entanto, na maioria das outras partes do mundo, geralmente é preciso grande esforço para se aproximar delas. É raro encontrar um lugar onde haja tantas colunas hexagonais bem preservadas e de fácil acesso para qualquer pessoa.
No final do século 18, Sir Joseph Banks ficou tão comovido pela extraordinária beleza das relativamente poucas colunas que descobriu na ilha de Staffa, que comentou: “Comparado com isso, as catedrais e os palácios construídos pelo homem não são nada! . . . Será que os arquitetos têm motivos para se jactar?”
Nossa visita à Calçada dos Gigantes, uma das maravilhas naturais da Irlanda, também inspirou em nós sentimentos de admiração. Passeamos por essa arquitetura natural e refletimos no poder e na habilidade criativa do Grandioso Criador e Arquiteto, Jeová Deus.

Fusilado por cobardía y vuelto a morir como un valiente





Un soldado francés sobrevivió a su ejecución en 1914 para caer luego en combate


En las trincheras era fácil perder el coraje, si alguna vez lo habías tenido. El propio Lord Moran, mi autoridad de referencia (y de Churchill, del que fue médico personal y amigo) en temas de valor admite en ese libro de cabecera que es The anatomy of courage que en los campos de Flandes y Francia en la I Guerra Mundial resultaba complicado mantener la cabeza fría, sobre todo si eras una persona sensible e imaginativa (que damos los peores soldados) y un obús convertía en un surtidor de sangriento picadillo al camarada a tu lado. Y eso que él, Lord Moran, ganó una medalla (la Military Cross) durante la batalla del Somme.
En aquel enfangado matadero de la guerra, donde no existía ni siquiera la posibilidad de tener una muerte decente (ya que estamos), sino que se moría de manera masiva, anónima, absurda, inútil y gratuita, en aras de los fútiles planes de un puñado de oficiales de alto mando majaderos y sin escrúpulos, proliferaron, como es lógico y humano, los casos de enajenamiento mental (enteras “trincheras de locos”), cobardía, deserción, abandono del puesto, automutilación, desbandada y amotinamiento. Lo realmente raro, piensa uno, es que en esas circunstancias de pesadilla (murió un soldado de infantería francés de cada tres, “días tan tenebrosos y desolados como la noche, todo es sucio, desnudo y frío, hay que sumergirse en las entrañas de la tierra”, describió el gran Frederic Manning) no se fueran todos los combatientes a casa.
La camaradería, el pundonor, la inercia, el adiestramiento, la disciplina, el odio al enemigo y el alcohol (en las trincheras francesas se distribuía medio litro por soldado al día, la absenta estaba considerada lo mejor para el miedo), son todo cosas que ayudaron a mantener las filas prietas entre alambradas, cadáveres podridos, moscas, gusanos y ratas. Y si no ahí estaban los durísimos castigos, especialmente las penas de muerte, los fusilamientos inmediatos, muchas veces arbitrarios y aleatorios, sin juicio, abiertamente criminales. Así fue el fusilamiento del francés François Waterlot, del que nos ocuparemos hoy, uno de los más extraordinarios casos de la Gran Guerra porque el soldado no solo sobrevivió a su ejecución por cobardía , sino que regresó al frente y murió —esta vez sí— bajo el fuego, en primera línea, como un valiente. Da que pensar.
Los italianos fueron los que fusilaron durante la contienda con mayor generosidad: 4.000 soldados fueron llevados al paredón. Solo después del desastre de Caporetto se produjeron 152 ejecuciones. En las fuerzas británicas, acostumbradas desde antiguo a cercenar de raíz cualquier desobediencia (véase el canónico The thin yellow line, de William Moore, 1974), uno de cada tres mil soldados fue condenado a muerte (en total 346, la mayoría en Francia, 263 por deserción, 18 por cobardía; la lista incluye a diez chinos). Alguno tuvo oportunidad de redimirse, como el teniente coronel John Ekington, de los Royal Warwicks: la corte marcial le conmutó la pena de muerte —por retirarse de una población francesa para no causar bajas civiles— por la expulsión del ejército, y en uno de esos episodios tipo Las cuatro plumas que tanto nos gustan, el hombre se alistó en la Legión Extranjera, y luchó toda la guerra, ganando dos medallas al valor y perdiendo una pierna.
Uno de los casos más atroces fue el de la ejecución de 47 miembros —todos musulmanes indios— del 5º regimiento de infantería ligera, amotinado en Singapur. Se los hizo fusilar públicamente, lo que constituyó todo un espectáculo para la gente de la colonia, y se concedió el privilegio de formar parte de los sucesivos pelotones de fusilamiento a oficiales y soldados voluntarios de otras unidades. En total se apuntaron al ejercicio 105 hombres. Los franceses, que tuvieron episodios como los sonados motines de 1917 tras la ofensiva de Chemin des Dames, que afectaron a un centenar y medio de regimientos de infantería de línea y colonial hartos de ser masacrados (algunos generales llegaron a proponer diezmar las unidades como ejemplo), fusilaron a más de 600 combatientes propios.
Curiosamente, los alemanes, que, lo que hay que ver, tenían un código militar más clemente (y una relación más estrecha entre los oficiales y sus hombres), fusilaron menos: la proporción de penas de muerte ejecutadas fue diez veces menor que la de los británicos y franceses. En realidad las justicias militares aliadas fueron más bárbaras que las de Alemania y Austria-Hungría. Con la excepción de los australianos que, en razón de sus propias leyes, no fusilaban (se contentaban con enviar deshonrados a los soldados a casa, para indignación de los británicos, que durante toda la guerra pidieron más mano dura); mientras que los estadounidenses fusilaron muy poco: a 11 soldados.
La Gran Guerra dio razón como nunca al conocido aserto —atribuido a Clemenceau y a Groucho Marx— de que la justicia militar es la justicia lo que la música militar a la música. Abundaron los casos de flagrante injusticia, incluso directamente de asesinato —Victor Marchand, soldado del 3º de zuavos fue muerto de un tiro de revolver en la sien por su comandante sin más explicaciones en medio de una retirada— , bajo la consideración de que lo importante era mantener como fuera la absoluta sujeción de la tropa a las órdenes, por descabelladas que estas fueran. Un coronel inglés llegó a poner como ejemplo a imitar el expeditivo procedimiento disciplinario empleado ¡por los zulúes!: cuando un guerrero había flaqueado era llevado ante su jefe, este preguntaba retóricamente “¿cuál es el castigo?”, se le contestaba “la muerte”, y otro combatiente atravesaba inmediatamente al individuo con su lanza, sin más dilaciones. Cosas de los zulúes. Me siento incapaz de no señalar al respecto que el II Cuerpo de Ejército británico estaba mandado por el general Sir Horace Smith-Dorrien, superviviente de la matanza zulú de Isandhlwana (el mariscal French y Haig por su parte eran veteranos de la guerra contra los Boers).
Hay casos que indignan especialmente como el del pobre chaval irlandés de 19 años (los británicos tenían una fijación por fusilar irlandeses), víctima obvia de shell shock, amarrado a un poste y shot at dawn por cobarde. O el célebre de “los pantalones ensangrentados”: El soldado francés Lucien Bersot se quejó de que le habían suministrado pantalones finos de algodón inadecuados para el invierno de 1915-16 y le dieron entonces los de un muerto manchados aún de sangre y vísceras, que se negó a vestir. Le endosaron ocho días de trabajos extra al pobre poilu por desobediencia, pero luego un coronel revisó el caso y lo condenó… a muerte.
En agosto de 1916 cerca de Saint Mihiel, una compañía francesa rehusó atacar tras cavar trincheras durante 48 horas bajo la lluvia. El comandante ordenó que toda la unidad fuera ametrallada, aunque después se conformó con fusilar a seis soldado escogidos a suertes. El asunto recuerda Senderos de gloria, la película de referencia de Stanley Kubrick, que en realidad se basó en otro episodio lamentable, el ataque al Moulin de Souay, al norte de Reims, cuando una compañía se negó a seguir a su comandante fuera del parapeto de la trinchera tras sufrir otra unidad durísimas pérdidas bajo el fuego de las Maxim alemanas. Treinta y dos soldados fueron llevados ante una corte marcial por cobardía ante el enemigo: se libraron por los pelos pero cuatro de sus sargentos, que se refugiaron con sus hombres en un cráter de obús al enviárselos a la misión suicida de abrir paso en las alambradas a plena luz del día, fueron fusilados. El general Reveilhac, jefe de la división, había ordenado a la artillería disparar contra su propia infantería que se negaba a salir de las trincheras, pero el oficial a cargo de los cañones exigió una orden por escrito.
Nuestro hombre, François Waterlot, era un obrero de Montigny, Pas-de-Calais, de 27 años que trabajaba en las minas, huérfano de minero muerto en los pozos. Fue movilizado en 1914 con otros cinco millones de franceses justo cuando su mujer, Élise, estaba a punto de dar a luz a su primer hijo. Su alucinante odisea la ha contado pormenorizadamente y con extensa documentación la profesora de historia contemporánea Odette Hardy-Hémery en el interesantísimo Fusillé vivant (Gallimard, 2012). Combatió en Bélgica y en el Marne, participó en las grandes batallas de agosto y septiembre del 14, y vivió luego la mala vida de las trincheras para volver a las ofensivas del mediados de 1915, en el curso de las cuales murió el 10 de junio. Durante su servicio escribió 250 cartas a su mujer, otros familiares y amigos, en las que describe, tratando de no asustar mucho, las condiciones habituales del frente, la falta de higiene, la incertidumbre, la desesperanza, la fatiga, el peligro. “On y voit le diable à tout moment”, escribe; “se huele la muerte a quince pasos”. En una carta describe la muerte de un camarada “de una bala en la cabeza que le ha hecho saltar el cerebro”. Waterlot estaba considerado un soldado ejemplar y valiente.
Durante los mortíferos combates de principios de septiembre de 1914 al norte del Marne, en los que un tercio de los efectivos franceses lanzados mueren, la situación es desesperada. El cuartel general francés exige que no se ceda un palmo de terreno y emite una circular autorizando la ejecución sumaria de los que huyan. En la noche del 5 al 6, la irrupción de un autocañón alemán provoca el pánico en las filas de un regimiento francés, que lanza el sauve qui peut; en su huida arrastra a otras unidades, entre ellas a la de Waterlot, la 21ª compañía del 327º de infantería. El soldado, en busca de los suyos en el caos, tiene la mala pata de irse a dar de bruces junto con otros seis compañeros con el general Boutegourd, un militar muy duro embrutecido en las guerras coloniales, de pistola fácil y deseoso de hacer un escarmiento. Los hace prender y manda fusilarlos inmediatamente sin aceptar sus explicaciones.
La pena se cumple al día siguiente, el 7, sin proceso alguno, pese a que los soldados, que niegan ser cobardes, piden que se les deje atacar en primera fila, incluso sin armas. Colocados ante un muro cerca de Les Essarts, se les vendan los ojos y se les enfrenta a un pelotón de 35 hombres. Los siete condenados, entre ellos un padre de tres hijos y un pastelero, todos buenos soldados, gente honesta, se cogen de la mano “para morir juntos”. Waterlot está en el extremo derecho de la hilera (que parece ser la mejor posición en estos casos, si hay alguna). Se da la orden de fuego. La primera descarga no alcanza a todos los reos —nadie tiene ganas de matar a esos hombres— y se ordena una segunda. Waterlot, que ha oído las balas silbar y se ha visto salpicado de la sangre de su vecino, ha quedado indemne pero se ha arrojado al suelo y se finge muerto. Llega el momento del tiro de gracia: el sargento Théras empieza por la izquierda pero cuando lleva dos disparos sobre la cabeza de los caídos le dice al capitán que manda el pelotón que no puede más, que le da mucha pena. El oficial contesta que de acuerdo y hace retirar la escuadra.
Sobre el terreno quedan los fusilados como escarmiento. Durante dos horas. El caso es que no solo Waterlot, sino otros dos siguen vivos (vaya un fusilamiento, se dirán algunos —como el general Boutegourd—). Recogidos por sanitarios militares (en una escena digna, con perdón, de Monty Python), Waterlot se levanta y dice: “No estoy herido, nada, dadme un fusil, me quiero batir porque no soy un cobarde”. Uno de los tres supervivientes morirá de las heridas al poco; otro, alcanzado en una rodilla, literalmente desaparecerá (lo mismo que hubiéramos hecho usted y yo), y Waterlot se reincorporará a su unidad, con, desde luego, un par y mucho que contar. Sus jefes le conseguirán un perdón visto lo excepcional de la experiencia: un fusilado que vuelve a las filas (los fusilados serán rehabilitados oficialmente en 1926, pero no se conseguirá encontrar al desaparecido, ni condenar al general Boutegourd).
Sorprendentemente, el salvado soldado Waterlot se seguirá batiendo como si nada hubiera pasado, ¡qué tío! Así hasta el fatídico 10 de junio de 1915 en el que la muerte, a la que esquivó milagrosamente frente a aquel paredón un año antes le encuentra durante los combates de Hébuterne, ataque de diversión (¡) en el contexto de la ofensiva de Joffre en el Somme. La parca tiene trabajo ese día: el 327 º pierde cuatro oficiales y doscientos soldados muertos y muchos más heridos y mutilados. Caído en el campo de batalla, durante el asalto de posiciones enemigas, alcanzado por un obús, Waterlot es enterrado, esta vez sí, en una fosa común. Más tarde su viuda lo volverá a sepultar en su pueblo. En la hoja de servicios de François Waterlot figura la mención incontestable: “Excelente soldado, de una conducta bajo el fuego remarcable”.

Imagem: François-Hilaire Waterlot durante su servicio militar. / Archivos Waterlot

http://cultura.elpais.com/cultura/2014/08/12/actualidad/1407859095_474530.html




sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Estamos nos aproximando de uma nova Era Glacial?









O que a ciência diz...
O efeito de aquecimento de CO2 que adicionamos à atmosfera é muito maior que a influência de mudanças na órbita da Terra ou da atividade solar, mesmo que esta caísse para os os níveis do Mínimo de Maunder.

http://www.skepticalscience.com/translation.php?a=53&l=10

Argumento cético...
"Um dia você vai acrodar enterrado embaixo de nove andares de neve. É tudo parte de um ciclo estável, previsível e natural que retorna como um relógio a cada 11.500 anos. E como a última Era Glacial terminou quase que exatamente há 11.500 anos..." (Ice Age Now)
Há apenas alguns séculos, o planeta experimentou uma leve era glacial, que recebeu o nome pitoresco de Pequena Era do Gelo. Parte da Pequena Era do Gelo coincidiu com um período de baixa de atividade solar chamado Mínimo de Maunder (batizado em homenagem ao astrônomo Edward Maunder). Acredita-se que uma combinação de atividade solar mais baixa e maior atividade vulcânica constituiu na maior causa deste fenômeno (Free 1999, Crowley 2001), com mudanças na circulação oceânica que também tiveram efeito nas temperaturas européias (Mann 2002).
Será que estamos nos aproximando de outro mínimo de Maunder? A atividade solar está mostrando atualmente uma tendência de resfriamento de longo prazo. 2009 teve a irradiância solar mais baixa em mais de um século. Porém, predizer a atividade solar futura é problemático. A transição de um período de 'grand maxima' (a situação da segunda metado do século XX) para uma 'grand minima' (a condição do Mínimo de Maunder) é um processo caótico e difícil de prever (Usoskin 2007).
Digamos, apenas a título de argumento, que o sol entrasse em outro Mínimo de Maunder no século XXI. Que efeito isso teria sobre o clima da Terra? Simulações da resposta climática nesta condição concluem que a diminuição de temperatura devido a isso seria mínima comparada com o aquecimento por gases estufa de origem humana (Feulner 2010). O resfriamento causado por essa hipotética menor atividade solar seria de cerca de 0,1ºC (com um valor máximo estimado de 0,3ºC), enquanto o aquecimento por gases estufa é de 3,7ºC a 4,5ºC, dependendo de quanto CO2 nós emitirmos ao longo do século XXI (mais a respeito deste estudo...)
Entretanto, nosso clima experimentou mudanças muito mais dramáticas que a Pequena Era do Gelo. Ao longo dos últimos 400.000 anos, o planeta experimentou condições de Eras Glaciais, pontuadas por breves intermalos mais quentes a cada cerca de 100.000 anos. Nossa atual era interglacial começou há cerca de 11.000 anos atrás. Poderíamos estar à beira do final desta nossa interglacial?
Como se iniciam as eras glaciais? As mudanças na órbita da Terra fazem com que menos luz do sol (insolação) atinja o Hemisfério Norte durante o verão. A calota polar do norte derrete menos durante o verão e gradualmente vai crescendo ao longo de milhares de anos. Isso aumenta o albedo da Terra, o que amplifica o resfriamento, fazendo com que a calota polar aumente ainda mais. Este processo dura por cerca de 10 a 20 mil anos, trazendo o planeta a uma Era Glacial.
Nem todas as interglaciais duram o mesmo tempo. Uma perfuração de gelo do Domo C, na Antártica, proporcionou uma visão das temperaturas até 720.000 anos atrás. As condições climáticas de 420.000 anos atrás eram similares às condições atuais. Naquela época, a interglacial durou 28.000 anos, sugerindo que nossa interglacial atual poderia durar por tempo semelhante, sem a intervenção humana (Augustin 2004).
As condições atuais são similares às de 400.000 anos atrás, devido a configurações similares na órbita da Terra. Em ambos os períodos, a forçante das variações orbitais mostrou muito menos mudanças do que em outras interglaciais. Simulações com a órbita atual mostram que mesmo sem emissões de CO2, espera-se que a interglacial atual dure pelo menos 50.000 anos (Berger 2002).
Evidentemente, a questão de quanto tempo dura a interglacial sem intervenção humana é apenas hipotética. Nós estamos intervindo. Então, que efeito têm nossas emissões de CO2 em uma futura Era Glacial? Esta questão é examinada em um estudo a respeito do "gatilho" da glaciação - a diminuição necessária na insolação do verão do hemisfério norte para iniciar o processo de aumentar a calota polar (Archer 2005). Quanto mais CO2 houver na atmosfera, mais baixo precisa cair a insolação para disparar a glaciação.
A Figura 4 examina a resposta do clima a vários cenários de emissões de CO2. O azul representa uma liberação humana de 300 gigatoneladas de carbono - nós já ultrapassamos esta marca. A liberação de 1000 gigatoneladas de carbono (linha laranja) impediria uma Era Glacial por 130.000 anos. Se as emissões de carbono fossem 5000 gigatoneladas ou mais, a glaciação seria evitada por meio milhão de anos. Como as coisas estão hoje, a combinação de uma forçante orbital relativamente fraca com um longo período de permanência atmosférica do CO2 provavelmente gerará uma interglacial mais longa do que a que foi vista nos últimos 2,6 milhões de anos.
Assim, podemos ficar seguros de que não há nenhuma Era Glacial à espreita. Para aqueles com dúvidas persistentes de que uma Era Glacial poderia ser iminente, voltem seus olhos para a calota polar do Ártico. Se elas estiverem crescendo, então sim, o processo de 10.000 anos de glaciação pode ter começado. Porém, o permafrost Ártico atual está se degradando, o gelo oceânico Ártico está derrentendo e o manto de gelo da Groenlândia está perdendo gelo num ritmo acelerado. Dificilmente isso representaria boas notícias para a Era Glacial iminente.

Coqueteos con la muerte















Siempre es el mismo ritual. Se empieza con los pies en la tierra. Luego, un poquito más arriba. Y un poquito más, y un poquito más, y un poquito más. Hasta que uno se encuentra pedaleando una bicicleta por un cable suspendido en un abismo a mil metros del suelo. Es la vida de Eskil Ronningsbakken (Hamar, 1979), un noruego equilibrista que se fotografía en las alturas y que ve lo suyo no como una oportunidad de Guiness sino como expresión artística.

ELPAIS

Todo empezó a los cinco años, con una visita peculiar a un hogar que hacía rutina con lo extraño: “Mi padre era pintor y traía a casa gente de todo tipo. Gente que llamarías rara [ríe]. Nos visitó un yogui hindú y me quedé fascinado con cómo controlaba su cuerpo”. Las contorsiones de Harald Olsen, que es el improbable nombre del yogui, plantaron la semilla en Ronningsbakken de que lo suyo era el arte corporal extremo. Algo que no sentó nada bien a sus dos padres, por el peligro, “aunque en los últimos años lo habían aceptado”. Habían, porque su padre, Oddmund Ronningsbakken, murió el mes pasado. “Pero lo llevo dentro de mí”, afirma.
Tal vez sea ese espíritu de artista la clave de su gran éxito, que solo crece. Apariciones para audiencias millonarias en Discovery o BBC que a sus 35 años ahora cristalizan en su propio programa para una gran cadena que aún no puede desvelar.
Pero el oropel de la atención de los medios no le obsesiona. Lo que le quita el sueño es la foto perfecta: “Que no existe, ¿verdad? Pero siempre se puede mejorar”. Lo ha hecho hace unos días en una montaña con forma de dedo, que sin embargo, se llama Bladet (la pluma), en su Noruega natal. La imagen abruma. Un Ronningsbakken diminuto suspendido sobre un pico con una mano. Y boca abajo, cara a cara con la muerte.
Ronningsbakken es muy consciente de ella, de la muerte. Por eso no se anda con tonterías cada vez que sube a la montaña. “Si discuto con mi mujer, lo arreglo antes de subir [ríe]. En serio, no puedo tener ningún problema con nadie. Apago el móvil, no contesto a mails… No puedo llevarme nada malo dentro ahí arriba”. Tal vez por eso se ha animado a lo del yoga, que le ha enseñado su esposa, Denisse, a la que conoció tras tres años en Perú “por las alturas y los amores”. Sin embargo, cuando llega el momento, la emoción lógica lo abruma: “Miedo. Mucho, mucho, mucho miedo. Me visualizo de las dos maneras: lo consigo y me caigo. Y si me caigo, me mato. Así que elijo el éxito”.
¿Por qué lo hace? “Por el arte”, repite. ¿Pero en qué consiste ese arte? “Yo creo que las personas que me ven piensan inmediatamente en la muerte. De hecho, es lo que hago. Estar en la frontera entre la vida y la muerte. La vida es equilibrismo”.
En la locura lo ayudan dos fotógrafos: Knut Bry y Sindre Lundvold. El primero, todo un veterano que tras 25 años en la moda estaba aburrido y quiso probar con “algo diferente” y se animó a retratar a artistas de todo tipo. Hasta enamorarse de los juegos al filo de la nada de Ronningsbakken. “Con él me entiendo sin apenas hablar. Los dos sabemos perfectamente lo que queremos hacer”. A Lundlov si le da más indicaciones. Posición y encuadre de esa imagen que ya tiene definida hasta el último detalle en su cabeza.
Lo próximo, el edificio más alto del mundo. Cuando lo construyan, claro. 838 metros de cristal, acero y hormigón disparados al cielo de Changsa, capital de la provincia de Hunan, sur de China, cuya inauguración está prevista para 2015. “Pero solo si tengo al 100% claro que va a salir bien. Siempre me lo pienso mucho más cuando es en ciudad. En la montaña estoy yo solo. En la ciudad hay que preocuparse aún más porque puedes afectar a muchas personas”.
¿Y para cuándo dejarlo? “Yo me siento muy bien. Tanto mental como físicamente. Supongo que me quedarán unos cinco años. Pero luego lo transformaré en otra cosa, siempre artística. Y me encanta enseñar a otros, a los niños...”. Costará menos convencerlos, a ellos y a sus padres, si la lección no incluye colgarse de un globo boca abajo o jugar al monociclo ante un vacío inabarcable.

http://cultura.elpais.com/cultura/2014/07/28/actualidad/1406571209_701018.html?autoplay=1