Com a conivência do re­gime, os vampiros con­tinuam a sugar o sangue dos angolanos. António Roque, (português) direc­tor técnico da empresa Damer Gráficas, propriedade do Grupo Media Nova, inaugurada ofi­cialmente a 13 de Novembro de 2008 pelo então ministro da In­dústria, Joaquim David. António Roque é bem claro quan­do, no seu facebook, diz: “COMIGO TUDO EM FORMA, EMBORA NESTA TERRA DE PRETOS. MAS A MALTA RE­SISTE” In FOLHA8

sábado, 20 de Junho de 2009

ANTÓNIO DE ASSIS JÚNIOR


António de Assis Júnior nasceu em Luanda a 13 de Março de 1887 e faleceu em Lisboa em 27 de Maio de 1960. Foi por diversas vezes preso, desde as primeiras décadas do século XX. Tal aconteceu, por exemplo, em 1917 quando acusado de ser o principal instigador de um MovimentoNativista ou Revolta de Nativos, foi detido em Dala Tando e conduzido para Luanda.

Em 1922, por ocasião dos acontecimentos de Catete, foi o principal arguido do processo crime cujas averiguações e investigações policiais abalaram as principais centros urbanos de Angola nos anos 20. À prisão de António de Assis Júnior juntaram-se, além de outras figuras, cerca de uma centena de camponeses que de Catete se tinham deslocado a Luanda para apresentar as suas revindicações ao Governador Geral Norton de Matos.

Quando em Fevereiro desse ano de 1922 se dá a vaga de prisões e apreensões, motivadas pelos acontecimentos de Catete, Assis Júnior, com 44 anos de idade, era director do conhecido jornal O Angolense, evidenciando um grande espírito de liderança da causa da independência de Angola. Na qualidade de advogado provisionário, exercia a actividade de procurador judicial das populações autóctones, junto das repartições e dos tribunais, principalmente em litígios de exproriação de terrenos, tendo sido considerado o "advogado dos indígenas".

Do desfecho do referido processo, resultou o encerramento do jornal O Angolense e da Tipografia Mamã Tita, a extinção da Liga Africana e o desterro de um bom número de intelectuais e jornalistas para Cabinda e Timor Leste.

Ainda como preso político, nos anos 50 e 60, foi-lhe fixada residência em Portugal, onde chegou a ser leitor da língua Kimbundu na Escola Superior Colonial, a convite de Rodrigo Sá Nogueira, um professor português.

Autor de um ensaio-testemunho como Relato dos Acontecimentos de Dala Tando e Lucala (1917), e do romance O Segredo da Morta (1934) e do Dicionário Kimbundu-Português, António de Assis Júnior é sem dúvida o fundador do romance angolano. Este romance é publicado num contexto em que predomina a profusão de textos com pendor propagandístico do colonialismo português, durante os anos 20 e 30, especialmente a partir do lançamento dos concursos de literaratura colonial.
No dizer do ensaísta angolano Mário António, O Segredo da Morta "é uma séria proposta de caracterização do caso angolano da prosa de ficção (…)".
Já o seu Dicionário é uma prova inequívoca das repercussões produzidas pela obra de Joaquim Dias Cordeiro da Matta nas gerações de escritores do século XX.

http://www.nexus.ao/kandjimbo/antonio_assis.htm

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