Luanda, 13 de Abril 2014. A câmara de gás continua! Há 9 dias e noites que o banco millennium nos gaseia. SOS UNICEF, CRIANÇAS NA MORTE! O monstro gerador do banco millennium, na rua rei Katyavala, mata com o fumo e o barulho. Dormir não! Pobres crianças, e idosos, que precocemente morrerão cancerosos, vítimas do neocolonialismo. Este petróleo por onde passa deixa um cortejo de cadáveres. Quem promove tumultos, o descalabro social e manifestações de rua? Quem é?! E o terreno foi espoliado.

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Óscar Ribas


Escritor, poeta, jornalista e ensaísta angolano, Óscar Ribas nasceu no dia 17 de Agosto de 1909, na cidade de Luanda, e faleceu a 19 de Junho de 2004, em Cascais.
Fez uma breve passagem por Lisboa onde estudou aritmética comercial. Regressou, depois, a Luanda, empregando-se na Direcção de Serviços de Fazenda e Contabilidade.
Aquando da sua estadia em Benguela, com apenas catorze anos de idade, começou a sentir os primeiros sintomas da cegueira que o viria a afectar total e definitivamente vinte e dois anos mais tarde.
Considerado como o fundador da ficção literária angolana moderna, no seguimento de Assis Júnior, o autor deu os primeiros passos da sua actividade no campo das letras, publicando, em 1927, Nuvens que passam e, dois anos mais tarde, em 1929, Resgate de uma falta.

Depois de vinte anos sem editar, Óscar Ribas surpreendeu os seus leitores com o livro Flores e Espinhos, publicado em 1948, o qual, juntamente com dois novos títulos publicados em 1950, Uanga, e em 1952, Ecos da Minha Terra, constituem, de acordo com alguns estudiosos da área das Literaturas Africanas, a segunda fase de publicações do autor.
O romance Uanga constituiu-se como um relato da sociedade luandense da época (finais do século XIX), onde se apercebem os traços caracterizadores do seu folclore, das suas superstições, da sua oralidade, da sua gastronomia e das suas formas de relacionamento.

Denotando uma preocupação extrema com a pesquisa, conservação e registo das tradições do seu país, o autor debruçou-se sobre temas de literatura oral, filologia, religião tradicional e filosofia dos povos de língua Kimbundu. Estas temáticas iriam, então, alicerçar e enformar o conjunto da sua obra, constituída pelos seguintes títulos: Nuvens que passam (1927) - novela; Resgate de uma falta (1929) -novela; Flores e Espinhos (1948); Uanga (1950); Ecos da Minha Terra (1952); Ilundo - Espíritos e Ritos Angolanos (1958 e 1975); Missosso (3 volumes, 1961,1962 e 1964); Alimentação Regional Angolana (1965); Izomba - Associativismo e Recreio (1965); Sunguilando- Contos Tradicionais Angolanos (1967 e 1989); Kilandukilu - Contos e Instantâneos (1973); Cultuando as Musas (1992) - poesia; Dicionário de Regionalismos Angolanos.

Escritor prestigiado nos meios literário nacionais e internacionais, membro da União de Escritores Angolanos (UEA), Óscar Ribas foi galardoado com diversos prémios, a saber: Prémio Margaret Wrong (1952); Prémio de Etnografia do Instituto de Angola (1959); Prémio Monsenhor Alves da Cunha (1964).
Foi também homenageado com os seguintes títulos: Membro titular da Sociedade Brasileira de Folk-lore (1954); Oficial da Ordem do Infante, título concedido pelo governo português (1962); Medalha Gonçalves Dias pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1968); Diploma de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura (1989).

Como referenciar este artigo:
Óscar Ribas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-06-16].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$oscar-ribas.


Oscar Ribas homenageado na Casa de Angola
Foi bonita a homenagem a um dos pais da moderna intelectualidade angolana, autor de Misoso, Uanga, Kilandukilo, entre outros, verificada na Casa de Angola, em Lisboa, ontem, 14 de Janeiro, com o descerramento de um quadro do homenageado que, mais tarde, irá ser colocado numa das salas mais importantes da Casa, onde estará, por certo, devidamente visível – a biblioteca.
Pena a ausência da Comunicação Social (falada e televisiva) e dos representantes da Embaixada de Angola, previamente previstos para estarem no evento.
Provavelmente, outros factores foram mais importantes e condicionantes para a sua não presença.
De certeza teremos oportunidade de os ver em outras ocasiões.
Eugénio Almeida Pululu

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