sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A Pedra de Dighton. Teoria Portuguesa – Século 20


Em 1918, Edmund Burke Delabarre, professor de psicologia da Universidade de Brown, em Providence, Rhode Island, EUA, detectou o nome de Miguel Corte Real e a data de 1511 gravados na Pedra de Dighton.

http://www.academyofcodfish.com/pedra_de_dighton.htm

Em 1951, José Dâmaso Fragoso, professor de português e métodos de ensino da Universidade de Nova Iorque, descobriu três Cruzes da Ordem de Cristo.

Em 1960, Manuel Luciano da Silva, médico especialista em Medicina Interna, no Cntro Médico de Bristol, Rhode Island, descobriu a quarta Cruz e apresentou, no dia 8 de Setembro de 1960, no Primeiro Congresso Internacional dos Descobrimentos em Lisboa, Portugal, toda a documentação sobre a Teoria Portuguesa.

A Teoria Portuguesa foi concebida em 1918 por Edmund Burke Delabarre, psicologista na Universidade de Brown, em Providence, Rhode Island, quando descobriu a data de 1511. “Eu vi-a, clara e indubitavelmente, a data de 1511. Ninguém até à data a viu ou detectou na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista a sua presença genuína não pode ser negada”. (2 de Dezembro de 1918).

Com o conhecimento da data de 1511, Delabarre pesquisou História da Europa e verificou que existem em Lisboa, Portugal, Cartas Reais afirmando o facto do navegador Gaspar Corte Real ter feito uma segunda viagem a América do Norte em 1501 e nunca regressou a Portugal. Delabarre descobriu também o facto de Miguel Corte Real, Porteiro Mor da Casa Real do Rei D. Manuel I, ter deixado Lisboa em 10 de Maio de 1502, à procura do irmão Gaspar, mas Miguel teve a mesma sorte -- nunca mais voltou a Portugal.
Em posse dos conhecimentos da História Portuguesa Delabarre reviu todos os desenhos, pinturas e fotografias feitas por vários pesquisadores desde 1680 e afirmou que estavam gravados na Pedra de Dighton:

(1) Data 1511
(2) Nome do Capitão - Miguel Corte Real
(3) Escudo Português em forma de “V”

Em 1951, José Dâmaso Fragoso (natural de São Miguel, Vila da Lagoa, Açores) e professor de Português na Universidade da Nova Iorque, escreveu um artigo revelando: (1) a descoberta de três Cruzes da Ordem de Cristo, com as extremidades em 45 graus, e (2) o Escudo Português em forma de “U”.

Em 1960, depois de uma análise profunda das pesquisas feitas por Delabarre e Fragoso, Manuel Luciano da Silva, médico em Bristol, Rhode Island, fez uma comunicação no Primeiro Congresso Internacional dos Descobrimentos, realizado em Lisboa, Portugal, onde revelou a sua descoberta da quarta Cruz da Ordem de Cristo e afirmou convictamente a Teoria Portuguesa. Da Silva fez uma análise comparativa das inscrições da Pedra da Dighton na América, com as inscrições irrefutavelmente portuguesas de outros Padrões Portugueses como a Pedra de Yelala, no Congo, África e com a Pedra de São Loureço em Seri-Lank, na Ásia. Da Silva concluiu a sua apresentação no Congresso Internacional assim:

“A semelhança entre estes padrões portugueses tantos milhares de milhas afastados uns dos outros é deveras impressionante. Todos têm gravações com o mesmo escudo das armas portuguesas, com a mesma Cruz da Ordem de Cristo e com o mesmo estilo de algarismo”.

“Todos estes padrões foram gravados por navegadores que receberam o mesmo treino e instrução na Escola Náutica do Infante D. Henrique, em Sagres, Portugal.”

Delabarre, Fragoso e Da Silva, cada um dedicou mais de trinta anos das suas vidas a investigar e a acertar a Teoria Portuguesa. Eles próprios examinaram, no local, muitas vezes a face da Pedra de Dighton, em alturas diferentes das marés, quer de dia quer de noite, com luz razante.

Imagem: Fotografia tirada no dia 2 de Novembro de 1959 por Manuel Luciano da Silva
As inscrições estão decalcadas a giz para melhor análise comparativa