terça-feira, 5 de junho de 2012

O "Conjunto Angola 70" reúne os melhores músicos angolanos que despontaram nas décadas de 60 e 70.


Por Pedro Dias | Luanda VOA
O Conjunto Angola 70, designação de um grupo de executantes do ritmo Semba, vai promover, de 7 de Junho até 8 Julho, a sua segunda digressão pela Europa.

A digressão abrangerá oito países, além de uma apresentação no norte de África, no Festival Timitar, na cidade marroquina de Agadir.

O Conjunto Angola 70, formado por músicos angolanos que despontaram na década de 70, começa a digressão no centro cultural RASA, na cidade Utrecht, Holanda, seguida da actuação no Festival Clandestino, na Suécia.

Criada em 2011, a banda é constituída por Zecax (vocalista principal), Teddy N’Singui (guitarra solo), Boto Trindade (guitarra solo), Joãozinho Morgado (percussão), Raul Tulingas (Dikanza), Dulce Trindade (guitarra ritmo), Carlos Timóteo (baixo) e Chico Montenegro (vocalista e bongos).

Agenciado pela Mano A Mano - Produções, em parceria com o Instituto Cultural Alemão (Goethe Institut Angola), o Conjunto Angola 70 procura recriar, de forma fiel, a música popular angolana dos anos 70.

O Conjunto Angola 70 reúne “os melhores músicos que despontaram entre os anos 60 e 70 e que continuam no activo”.

A Mano A Mano Produções diz que um dos objectivos é a recriação da sonoridade que caracteriza a matriz cultural angolana, produzida num período áureo da história da música popular.

A primeira digressão do Conjunto Angola 70 realizou-se em Outubro do ano passado, passando pelo prestigiado “Womex Festival”, na Dinamarca, além de outros palcos e países da Europa.
http://www.voanews.com/portuguese/news/06_03_12_Domingo_Angola-156895005.html

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Exclusivo com Coréon Dú: “Angola é uma sociedade conservadora”



Luanda - Filho do Presidente da República José Eduardo dos Santos, Coréon Dú, de seu nome artístico, encontrou nas «artes de palco» o seu caminho. Estreou-se recentemente no cinema com o projecto Festa de Quintal, que está a ser bem acolhido pelo público e pela crítica. Uma nova faceta de um homem que tem duas paixões na vida: a música e Angola.

Fonte: SOL Club-k.net
O meu pai foi compositor de uma banda nos 50/60
Festa de quintal é um evento tradicional angolano. Como surgiu a ideia de pegar nessa festa tão popular e transformá-la em dois filmes: no documentário Festa de Quintal e na curta-metragem homónima sobre a dança?
Durante a minha tese de mestrado [em Dance Theatre, na escola de dança Laban que faz parte do Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance, em Londres, Reino Unido], interessei-me por criar um debate saudável sobre a diferença entre a dança formal – académica e profissional – e a dança social, aprendida no meio familiar ou social. Esta reflexão teve origem num antigo e conhecido ditado que diz que ‘a educação começa em casa’. Não sou bailarino profissional, mas aprendi a dançar em casa nas festas de quintal promovidas pela minha família. Só mais tarde tive algumas noções de dança profissional, quando, no ensino médio, fiz workshops de dança jazz para uma peça de teatro musical em que participei. Tive também uma breve passagem pelo ballet clássico, quando fiz uma cadeira de introdução a este estilo de dança no último ano da faculdade. Este projecto nasce, de facto, da comemoração da minha cultura, enquanto angolano e como artista. É o meu contributo para que haja uma valorização tanto do ensino formal, mas também uma pesquisa do que se aprende no ensino informal, no seio familiar e social.

Os filmes são legendados em inglês. Pensa projectá-los a nível internacional?
Sim, este projecto foi exibido, pela primeira vez, em Inglaterra e foi submetido a concurso em vários festivais internacionais. Os filmes foram, inclusive, escolhidos para participar no FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa.

Sente que escolheu os profissionais certos para fazer o documentário?
É sempre um desafio, mas tive o enorme prazer de ter recebido o grande contributo dos vários intervenientes que partilharam a sua sabedoria no documentário. Já para a curta-metragem foi mais difícil, pois a formação artística em Angola ainda tem um longo caminho a percorrer, mas acredito que o potencial dos artistas e intérpretes que participaram foi reconhecido não só por mim, mas também quando mostrei este trabalho fora do país.

Quanto tempo levou a preparar a trama da curta, desde a escolha do elenco até à sua estreia?
Comecei a desenvolver o guião no fim de 2009 e ia-o redigindo de acordo com a pesquisa que fiz para o documentário. A preparação do elenco decorreu entre Abril e Junho, já o resto do cacimbo de 2010 foi dedicado à rodagem e à edição da curta-metragem.

À parte do cinema, tem outros eventos de sucesso como o Elite Model Look, o Angola Encanta, o Bounce, o Divas Angola, entre outros. Como desenvolveu esses conceitos?
O Bounce foi inspirado numa ideia de um primo meu, Ricardo Abrantes, que pretendia fazer uma battle, u chamada Big Bounce, em 2007, entre vários bailarinos de hip hop em Angola. Como não tinha apoios, juntei-me a ele e reformulei o projecto, introduzindo a componente de formação e sugerindo ainda que se retirasse o Big do nome e que se adicionasse o kuduro ao concurso. Ficámos mais de um ano a tentar promover a ideia sem conseguir apoios, já que muitas pessoas gostavam do projecto, mas não queriam estar conotadas com o hip hop nem com o kuduro, porque achavam que eram estilos associados à delinquência. Em 2008 transformei o projecto por completo num concurso televisivo mais virado para a formação de bailarinos, testando a sua capacidade de aprendizagem e versatilidade e feito maioritariamente com música angolana. Felizmente os meus sócios da Semba acreditaram no projecto e a empresa investiu.

O Divas também foi uma parceria familiar, não foi?
O Divas Angola foi uma ideia desenvolvida em conjunto com a minha prima Emília Abrantes e ex-sócia na empresa Z|E Designs [mais tarde conhecida como Z|E Produções antes de encerrar em 2008]. Isto aconteceu em 2006, para distinguir as mulheres angolanas nas várias áreas profissionais e servirem de exemplo às mais jovens. Hoje estamos em empresas diferentes. Eu estou na Semba Comunicação e ela na Glamour em Festas, mas continuamos a acreditar no importante papel da mulher na sociedade e, por isso, continuamos a colaborar neste projecto anualmente, espero que assim continue. Quanto ao Angola Encanta, era um conceito que tínhamos em carteira já há algum tempo, aguardando a altura ideal para o concretizar. Tivemos o prazer de ter a colaboração e a sinergia de Patrícia Pacheco e Jorge Antunes que contribuíram com a experiência que já tinham do Estrelas ao Palco, um concurso mais centrado na imitação de cantores. O Angola Encanta não procura imitações, já que o seu foco é o de encontrar jovens cantores, com a sua própria voz, que possam contribuir com o seu talento para a cena musical angolana.

E como passa da música à moda?
O Elite Model Look é um concurso que existe há vários anos no mundo inteiro, mas não existia em Angola. Desde a minha adolescência que sonhava fazer da moda uma referência angolana, dos manequins aos criadores. Observava a fisionomia e a personalidade das grandes top models internacionais e reparava que Angola tinha pessoas com aquele grau de beleza e de potencial, mas faltavam oportunidades. É só olhar para dois casos de duas gerações distintas, a Nayma Mingas e a Karina Silva. Por acaso, em 2009, conheci uma pessoa da direcção do grupo Elite que estava à procura de mais parceiros em África, especialmente em Angola, para encontrar modelos que tivessem potencial para participar no Elite Model Look Mundial, com a possibilidade de serem agenciadas pela Elite Model Management. Decidi aceitar o desafio e, desde 2010, a Semba tem organizado o Elite Model Look Angola. O êxito do concurso em Angola resultou no convite para organizarmos o Elite Model Look Moçambique e o Elite Model Look Cabo Verde.

E o sucesso desta participantes já se estende ao panorama internacional.
Claro que sim. É um enorme orgulho ver que estas jovens estão a ter um início de carreira muito promissor, dentro e fora de Angola, já que a intenção do concurso é mesmo essa, criar oportunidades e divulgar todo o seu potencial em Angola e no mundo. Acho que a Roberta Narciso [que no Elite Model Look Mundial de 2010 ficou entre as 15 melhores top models, conseguindo um contrato com a Elite Model Management que a representa em Paris, Milão e Nova Iorque] é uma verdadeira história de sucesso, tendo saído do anonimato para ser uma das jovens modelos mais promissoras. Foi também uma enorme felicidade a Elsa Baldaia ter conseguido trazer mais uma vitória para Angola em 2011, tendo ficado nas top 15 e também ter conseguido um contrato com a Elite Model Management. Espero que a Verónica agora consiga fazer jus ao legado deixado pelas suas antecessoras. E mesmo entre as finalistas do concurso de 2010 e de 2011, muitas estão a dar os primeiros passos em carreiras muito promissoras dentro e fora do país, sendo que algumas delas já conseguiram lugares de destaque nos mercados africano, europeu e americano. Fico muito feliz por cada conquista e com o facto de serem jovens que representam o potencial de toda uma geração angolana.

Quando descobriu a paixão pela música e começou a dar os primeiros passos nessa área?
Foi com os meus 12,13 anos que descobri que tinha uma voz apreciada, quando fiz um teste na aula de canto coral, durante o ensino médio. Na faculdade, participei em várias actividades escolares e extra-curriculares ligadas ao canto coral e ao teatro, mas foi só recentemente, já como adulto, que comecei a trilhar o meu caminho rumo a uma carreira profissional, foram praticamente sete anos de caminho até lançar um disco. Não deixa de ser curioso, já que sempre tive mais queda para a dança do que para a música. Mas na minha infância já me diziam que tinha jeito para cantar, embora eu não gostasse muito da u minha voz. Era a criança mais nova e tinha a voz mais grossa de todas.
Então desde sempre que teve uma veia artística?
Sim, desde muito cedo que tive a intenção de virar-me para as artes de palco, concretamente a música e a dança. Aliás, a música está no meu ADN familiar. O meu pai foi compositor de uma banda nos 50/60 e escreveu letras para vários artistas. Quase todos cantamos ou tocamos algum instrumento. Posso dizer que os meus irmãos são dos meus maiores fãs.

Mas depois acabou por seguir outra via, a nível académico.
Sim, depois acabei por fazer os cursos de Gestão de Empresas e Ciências da Comunicação fora do país, e aí não cantava. Quando voltei a Angola, a intenção era focar-me na música, mas nunca perdi o interesse pelas minhas raízes, daí que decidi investir nessa área, e comecei a pensar no lançamento do álbum The Coréon Experiment. Não foi muito difícil, já que tive a sorte de trabalhar com excelentes profissionais ligados à música, como Simon Massini, Heavy C, Filipe Mukenga, Filipe Zau, André Mingas, ToTó, Djeff Brown, DJ Mania e Ivan, na produção. Este trabalho é, basicamente, uma experiência de laboratório musical. Quando me perguntam qual é o meu género musical, normalmente respondo que faço música. Existem alguns géneros musicais que gosto mais do que outros, mas neste momento não quero ser conotado com apenas um género musical, porque acho que o tipo de música que pretendo fazer, e falando deste álbum em concreto, vai muito mais além do que um género especifico.

Como classifica o feedback do público em relação ao seu álbum de estreia?
Foi positivo. E um dos motivos para isso acontecer é que o meu trabalho, antes do disco, já era conhecido, como produtor e como empresário. Isso, de certa forma, influenciou, porque é mais fácil lançar-se um trabalho quando já se é conhecido e aparecer com algo diferente e inesperado. Graças a Deus tive muita boa aceitação e várias pessoas abordam-me na rua. Ao mesmo tempo, foi uma boa surpresa, já que muitos achavam que o meu disco seria para um nicho de público mas, afinal, parece que agradou ao público em geral, várias pessoas se revêem na minha obra.

Em que se inspira para compor as suas músicas?
Faço pesquisa das coisas que me interessam, sejam canções, imagens ou textos, depois deixo o processo desenrolar-se naturalmente. A minha inspiração baseia-se sempre neste processo, seja algo propositado ou algo que acontece de forma natural. Há momentos em que que escrevo, mas depois corrijo tudo, ou quase tudo. Há outros momentos em que componho com base numa ideia específica. Já aconteceu outros músicos terem uma determinada ideia e pedirem-me para escrever sobre um certo tema, não é um processo fácil mas, às vezes, acontece, principalmente se encontrar algo que me motive, porque é muito importante a motivação para a composição musical. Há uma música deste álbum que comecei a escrever quando tinha 13 anos, mas que só a acabei aos 24. Há outras que escrevi durante a faculdade e ainda outras que eram simples rascunhos e transformei em músicas. As minhas letras falam mais de relações humanas, principalmente amorosas mas, no fundo, falam do ser humano em si, como se relaciona com o mundo e com as outras pessoas.

O que retrata na música que levou mais de sete anos para a compor?
Na verdade, é interessante, já que essa música comecei a escrevê-la na minha adolescência. É fruto de uma reflexão interior, reflecte alguns momentos de turbulência. Mas reparei que uma coisa que tinha escrito há tanto tempo, era muito actual. É uma reflexão de como encaramos as dificuldades e como as superamos. Canto-a em inglês, parece uma canção muito triste, mas, ao mesmo tempo, demonstra que em tempos de dificuldades a nossa força interna ajuda-nos a superar tudo. O título da musica é ‘My Heart’ e também tem um sentido muito espiritual, já que toda a minha vida tive um acompanhamento religioso, na Igreja Católica, especificamente. A espiritualidade está muito presente na minha vida, de forma directa e indirecta, e isso reflectiu-se na minha música.

Para quando o próximo álbum?
Os álbuns não são um propósito, mas sim uma consequência do trabalho e também uma ferramenta de promoção para o artista. Não acho que seja o mais importante para já. Prefiro focar-me em continuar a construir uma relação com o público. Um novo álbum surgirá em tempo oportuno, quando o mesmo fizer mais sentido.

Que opinião tem sobre a música angolana?
Está a crescer, com toda a certeza. Acho que é apenas necessária uma maior aposta na variedade de estilos musicais, para que os artistas se sintam mais à vontade em experimentar novas abordagens, sem medo de ‘não bater’.

Também é produtor e director criativo. Como surgiram essas suas outras facetas?
Na verdade, iniciei a minha carreira profissional na produção de eventos, com uma breve passagem pelo design de moda, e fui ganhando experiência a partir daí para produzir outros tipos de projectos. A minha licenciatura em Comunicação Social e Gestão de Empresas também contribui bastante para estas escolhas, deu-me alguns conhecimentos, e acabei por me focar na publicidade, umas das áreas do meu curso de Comunicação, e a minha veia para a direcção criativa foi-se evidenciando cada vez mais.

De que forma harmoniza a sua vida pessoal com a profissional?
É bastante difícil, pois tenho sempre muito trabalho a desempenhar, mas tento manter o máximo de equilíbrio possível. Claro que alguns sacrifícios têm de ser feitos, pois é humanamente impossível fazer tudo.

Os seus pais sempre o apoiaram?
Nem sempre. Angola é uma sociedade conservadora e um país com uma história muito recente. Para muitos pais, a profissão de artista não garante muita segurança, especialmente para os meus, que sempre esperaram que eu viesse trabalhar e viver em Angola, onde as artes ainda dão os seus primeiros passos num mercado muito pequeno e altamente competitivo.

É assediado. Como reage?
O assédio faz parte da minha vida e tento lidar com ele da melhor forma possível, mantendo o respeito entre mim e os outros.

Quais são as suas grandes paixões?
A música e Angola.

Quais os projectos que tem para o futuro?
Não gosto muito de falar sobre os meus projectos antes de os realizar. Como pessoa introvertida que sou, prefiro trabalhar para concretizá-los.

E a sua filosofia de vida?
Lá está, é fazer mais e falar menos.

Como define Angola?
Um sitio único, cheio de energia e muito para descobrir

O casamento e filhos estão nos seus planos?
Infelizmente, não é o tipo de coisa que se prevê. Ainda sou solteiro e acredito que se o casamento e os filhos tiverem de acontecer será de forma natural e espontânea.

O faz para se divertir?
Passo tempo com a família e com os amigos.

Tem alguma arma de sedução?
Será que tenho? [risos]...

E a sua viagem de sonho?

É concluir a visita às 18 províncias de Angola, conhecer todo o país.
O que mais admira e o que menos gosta nos seres humanos?
Admiro a honestidade, não detesto nada em particular. Mas a falta de bom senso faz-me alguma confusão.

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sábado, 2 de junho de 2012

5 gênios famosos e as ideias que eles “roubaram”



Todo mundo que não fugiu da escola aprendeu a amar e admirar estas pessoas, pela genialidade, pela inteligência, pela grande capacidade de inventar.
Só que está tudo errado.
Eles foram gênios, foram inteligentes, mas a invenção pela qual eles são conhecidos não é deles.
E não foram recebidas de presente, também.
Confira
5 – Galileu Galilei
Galileu Galilei foi um astrônomo, físico e médico italiano. Pergunte a qualquer um na escola qual a maior contribuição de Galileu à ciência e a resposta que você vai ouvir provavelmente vai ser “o telescópio”. Bom, está na hora de abrir os olhos, e abanar as orelhas, por que Galileu não inventou o telescópio.
Quem inventou o telescópio?
Todo mundo espiando as estrelas, mas quem estava fazendo mais força para ver? O holandês Hans Lippershey. Em 1608, Hans completou o primeiro telescópio e tentou patenteá-lo, mas a patente foi recusada, sem nenhum motivo aparente.
Alguns países adiante, quando Galileu ouviu sobre o trabalho de Lippershey, ele rapidamente criou seu próprio telescópio, em 1609. E um que só conseguia ver um pouquinho a mais que o de Lippershey.
Enquanto Galileu nunca patenteou seu telescópio, o fato é que sempre que se fala em telescópio, é em Galileu que as pessoas pensam, enquanto Lippershey está praticamente ausente dos livros da escola.
E só para mostrar o quanto cada cientista é premiado, quatro luas em torno de Júpiter são chamadas de Galileanas, em homenagem ao dito cujo, e o que é que leva o nome de Lippershey? Uma cratera. Uma miserável cratera na superfície da nossa lua que será conhecida para sempre como a cratera Lippershey.
4 – Alexander Fleming
Sir Alexander Fleming é o nome do cientista que as pessoas pensam quando o assunto penicilina é trazido à baila. Há até uma historinha sobre como o pai de Fleming salvou um menino de se afogar na Escócia, e o pai deste quase afogado jurou pagar pela educação do jovem Fleming, como sinal de gratidão. Eventualmente, Fleming se graduou médico e descobriu a natureza curativa da penicilina que eventualmente salvou a vida de Winston Churchill quando o mesmo contraiu pneumonia. E quem era o garotinho que o pai de Fleming salvou em primeiro lugar? Winston eu-não-sei-nadar Churchill.
Tudo muito bonitinho, exceto pelo o fato que não é verdade. O tratamento de Churchill não foi feito com penicilina, e Fleming provavelmente não a descobriu.
Quem foi que descobriu a penicilina?
Difícil dizer. Os nativos de tribos do norte da África já vinham usando a penicilina há milhares de anos. Além disso, em 1897, Ernest Duchesne usou o fungo para curar a febre tifóide em seu porquinho da índia, prova de que ele estava sabendo o que a penicilina poderia fazer.
Outros cientistas não o levaram a sério na época, devido a sua idade e sua estranha preocupação com porquinhos da índia, então ele nunca recebeu nenhuma patente pelo seu trabalho. Ele morreu dez anos depois, de uma doença que poderia ter sido tratada com penicilina, aliás.
Mesmo quando Fleming acidentalmente descobriu a penicilina anos mais tarde, ele não pensou que ela poderia ser usada para ajudar alguém. Enquanto isto, alguns outros cientistas, Howard Florey, Norman Heatley, Andrew Moyer e Ernst Chain começaram a trabalhar com a penicilina e eventualmente dominaram a mesma e descobriram uma forma de produzi-la em massa.
Enquanto Fleming supostamente nem mesmo acreditou na potencialidade do fungo, ele será sempre lembrado como o gênio inventor de penicilina e salvador de Winston Churchill.
3 – Alexander Graham Bell
O grande Bell. O homem por trás do telefone e um cara legal. Bell dedicou muito do seu tempo trabalhando com pessoas surdas. Sua esposa era surda, sua mãe era surda e ele era até mesmo o professor favorito de Helen Keller. Com sua quase obsessão de tempo integral com pessoas surdas, é incrível que ele tenha tido tempo para inventar o telefone.
Quem foi que inventou o telefone?
Em, 1860, um italiano chamado Antonio Meucci demonstrou seu primeiro telefone funcional (que ele chamava de “teletrofono”). Onze anos mais tarde (ainda cinco antes do telefone de Bell entrar em cena), ele registrou uma patente temporária para sua invenção. Em 1874, Meucci não conseguiu pagar os US$10 (R$20) para renovar sua patente, por que ele era um italiano pobre e doente.
Dois anos depois, Bell registrou a sua patente de telefone. Meucci tentou processá-lo, é claro, e tentou recuperar os registros dos planos e desenhos originais que ele havia enviado a um laboratório na Western Union, mas incrivelmente estes registros haviam desaparecido. E onde é que Bell estava trabalhando naquela época? Sim, você adivinhou, no mesmo laboratório da Western Union onde Meucci jurou ter mandado seus planos originais. Meucci logo sumiu de cena.
Teria Bell, dada sua posição conveniente no laboratório da Western Union, destruído os registros de Meucci e alegado que o telefone era sua invenção? Difícil dizer. Há quem diga que “sim, sem dúvida alguma”, enquanto outros apenas dizem “provavelmente”. Faz sentido, se você examinar os fatos: Bell tinha um bom número de invenções no bolso, não é ilógico pensar que ele ficou ganancioso. Além disso, para quê Bell iria precisar de um telefone? A mãe e a esposa eram surdas, para quem ele iria telefonar?
2 – Albert Einstein
De acordo com todos os livros de ciência e aquele episódio do Animaniacs, Albert Einstein, o Homem do Século da Time Magazine, inventou a Teoria da Relatividade. Certamente, quando você ouve o nome Einstein, você deve pensar “ele descobriu a relatividade” ou “ele que inventou a equação E=mc²”, ou então “um cara totalmente maníaco por sexo”. Só uma destas é verdadeira (a parte do maníaco por sexo).
Quem de fato inventou a Teoria da Relatividade?
Na maior parte, Henry Poincaré. Poincaré era o maior especialista em relatividade no final do século 19, e muito provavelmente a primeira pessoa a apresentar formalmente a teoria da relatividade. Se você fosse Einstein e quisesse escrever sobre a relatividade, você provavelmente iria querer ter um papinho com o maior especialista em relatividade, certo? Se você respondeu “sim”, então você realmente não é Einstein.
De acordo com o famoso trabalho de Einstein, “On the Electrodynamics of Moving Bodies” (Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”, em tradução livre), Poincaré, apesar de ter publicado 30 livros e mais de 500 artigos, não vale a pena ser mencionado. Poincaré não recebe uma única referência, a menos que você considere o plagiarismo um tipo de referência indireta. Einstein não coloca o Poincaré nas referências, nos rodapés, em lugar nenhum do seu paper.
De acordo com o livro de Peter Galison, “Einstein’s Clock, Poincaré’s Maps: Empires of Time” (“O Relógio de Einstein, o Mapa de Poincaré: Impérios do Tempo” em tradução livre), Einstein e um grupo de amigos formaram o chamado The Olympia Academy e se reuniam regularmente para discutir seus trabalhos e o trabalho de outros cientistas. O livro menciona especificamente como Poincaré foi um dos cientistas que Einstein e seu batalhão nerd discutiram.
É interessante que Einstein sentou e discutiu o trabalho de Poincaré por anos, publicou um livro que descrevia uma teoria muito parecida com a dele, e não fez referência a Poincaré nem uma vez em seu livro todo. Uma boa indicação de que isso seja plágio.
1 – Thomas Edison
Thomas Edison, descrito como um dos “mais prolíficos inventores do mundo”, com um recorde de 1.093 patentes com seu nome. Edison ainda hoje é celebrado nas escolas do mundo todo como tendo inventado a lâmpada, o filme, a eletricidade, e um bando de outras porcarias que ele não está relacionado nem de longe.
Já que não há espaço na internet para falar de todas as invenções de Edison que ele não inventou, vamos hoje ficar com a lâmpada.
Quem foi que inventou a lâmpada?
Uma outra pessoa. Todos sabemos que Edison explorava o pobre, mas brilhante, Nikola Tesla, mas em quem mais que Edison pisava?
Um monte de gente estava mexendo com a ideia da lâmpada (Jean Foucault, Humphrey Davy, J. W. Starr, outros caras sobre os quais você nunca vai ler em um livro de história da escola), mas Heinrich Goebel provavelmente foi a primeira pessoa a ter inventado a lâmpada, em 1854. Ele tentou vendê-la para Edison, que não viu nenhum uso prático na invenção e recusou. Pouco tempo depois, Goebel morreu e, logo depois, Edison comprou a patente de Goebel (você sabe, aquela que ele não viu valor algum) da viúva empobrecida do Goebel a um custo muito mais baixo do que ela realmente valia.
Ferrar com um inventor pode ser o suficiente para Galileu, mas Edison era um sonhador e não ficou satisfeito só com um inventor que nunca será lembrado. Então, depois de Goebel, e um ano antes de Edison “inventar” sua lâmpada, Joseph Wilson Swan desenvolveu e patenteou uma lâmpada que funcionava. Quando ficou claro a Edison que no tribunal ele não ganharia de Swan, fez dele um parceiro, formando a Ediswan United Company, na prática comprando Swan e sua patente.
Não muito depois, Edison comprou a ideia completamente, deixando todos os registros da lâmpada sob os cuidados da Edison Company. Claro, Swan ganhou dinheiro por isso, mas ao comprar todos os registros, Edison podia ficar com todos os créditos pela lâmpada. Então, pelo que as histórias sugerem, Edison pode ter sido um sacana com uma enorme lista de inventores que ele pisou, ameaçou, explorou ou comprou, mas o que dizem sobre o Edison nos livros? O pai da maldita lâmpada.
[Cracked]

Agradecimentos ao Diego Willrich pela dica da matéria.

Tatiana Durão grava novo Vídeoclip



Luanda - A história do video "If you wanna" foi criada por Christopher Kiani, director e realizador de vídeos o mesmo que realizou o sucesso da modelo, cantora e apresentadora ‘Crazy’. Depois da sua criação a mesma foi adaptada por Sérgio Afonso, da Geração 80, pois a autora da música quis um produto totalmente nacional. ‘Eu queria por um lado ter um vídeo de muita qualidade e por outro teria de ser 100% angolano, por isso juntei-me a grandes profissionais e dentro de pouco tempo poderão apreciar o resultado final’, explicou Tatiana.

Fonte: Sapo Club-k.net
O vídeo que brevemente sairá para todas as estações televisivas e blogs nacionais, retrata relações em que uma das partes exagera em tudo para impressionar e causar uma boa aparência, facto esse, que no final acaba por estragar tudo.

O tema escolhido apela à simplicidade e à originalidade e ainda aconselha aos casais a manter a calma para não atropelar os princípios do parceiro.

O vídeo, colorido, foi gravado em Luanda e Benguela e teve vários cenários, entre eles a praia com um céu azul, mar e barco e ainda um cenário no carro e em estúdio. Batuques que remontam para a tradição africana, novo selo da artista, também constaram no seu set de produção, além do modelo encontrado por um acaso quando saia de uma pizzaria local. ‘Por sugestão do realizador fomos gravar em Benguela, nas suas lindas praias. As cenas de estúdio foram feitas em Luanda no estúdio da Xando Producoes. O modelo do vídeo só o encontrei depois nos arredores do governo provincial, por volta das 19h30 quando ele saía de uma pizzaria. Abordei-o e o Carlos logo aceitou o convite. Depois ficou desaparecido, sorte que ele me tinha antecipado onde trabalhava.’

Para esta realização ser possível a artista contou com vários apoios:

Hotel TGV no Lobito
Kalu ( rent a car) Benguela
Hauser Filipe ( barco)
Boutique Chik Chik ( vestiu o modelo)
Trabalharam no Video Clip:
Realização: Geracao 80
Produçao: Xando Producoes, Geraçao 80, Edvania Gonçalves
Maquilhadora: Bruna Sousa
Cabelereiro: Mize Berenguel, Bruna Sousa
Estilo: Alice Mutumba
Coreografia: Cilana Mangenge e Furtunato Tomas

* Mariana Rodrigues


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Com apoio da UNICEF. Artistas juntam-se pelos direitos da criança


Maputo (Canalmoz) - Diversos artistas moçambicanos, entre os quais músicos como o compositor e intérprete Stewart Sukuma e a Banda Nkuvu, Mingas, Neyma, Valdemiro José,  Elvira Viegas, Ace Nells vão realizar, no próximo sábado, em Maputo, uma manifestação cultural designada “Artistas pelos Direitos da Criança”, por ocasião das celebrações da quinzena da criança, que este ano decorre de 26 de Maio a 16 de Junho.
A iniciativa é de Stewart Sukuma, em colaboração com o UNICEF e parceiros. Contará com a participação dos músicos, entre outros artistas comprometidos com o bem-estar da criança.
Decorrerá ainda um workshop de artes plásticas, com a participação de Naguib, Tinga, Butcheca, Carlos e João Fornasini, Vânia Lemos, Ulisses, Jorge Dias, Gonçalo e Gemuce.
Haverá ainda espaço para contos de histórias para os mais novos pelo persuasivo Rafo Dias, declamação de poesia, danças, brincadeiras e um espectáculo musical, com acesso livre para as crianças.
Sob o lema “Pela Promoção dos Direitos e Atendimento Inclusivo da Criança com Deficiência”, o evento tem por objectivo celebrar com as crianças, mas principalmente advogar o envolvimento de todos os actores sociais na realização dos direitos da criança no País, com particular atenção para as mais vulneráveis e desfavorecidas.
“A quinzena este ano tem como enfoque a inclusão. Todas as crianças têm um importante papel a desempenhar nas suas comunidades. Estamos muito gratos pelo que Stewart Sukuma e outros artistas estão a fazer para promover a inclusão através da sua música, para que todas as crianças possam prosperar, independentemente  dos desafios que possam enfrentar nas suas vidas”, disse, a-propósito, Jesper Morch, Representante do UNICEF.
A UNICEF tem prestado especial tributo aos artistas que, através do seu trabalho, têm demonstrado liderança nas suas profissões e usam o seu prestígio, imagem, voz, talento e influência para promover o bem-estar da criança em Moçambique.
“Nós acreditamos que através da nossa arte podemos dar um grande contributo na sensibilização de toda a sociedade para que seja dada a todas as crianças a mesma oportunidade de participar activamente nos assuntos que lhes digam respeito”, afirmou, por sua vez, Stewart Sukuma. (FDS/ Redacção)
Imagem: UNICEF - 4 . . Publicada por Mário Plácido em 08:24
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