quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Bruma seca dificulta navegação em São Tomé e Príncipe





Autoridades pedem aos pescadores para não irem ao mar.

VOA

Em São Tomé e Príncipe, a Capitania dos Portos aconselha os pescadores artesanais a não irem para a faina enquanto durar a neblina que afecta a região de África central.
Há quatro dias que a atmosfera do arquipélago está afectada pelo fenómeno conhecido por bruma seca.
De acordo com os meteorologistas, a nuvem de poeira é proveniente do deserto de sahara.      
Todos os países de África central estão nesta altura afectados pela bruma seca e o risco para a navegação aérea e marítima é grande, dizem os meteorologistas.
Os técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia estão atentos à evolução da situação e a capitania dos portos aconselha os pescadores artesanais a evitarem a faina, enquanto durar o fenómeno porque a hipótese de desaparecimento é grande, tendo em conta a fragilidade das embarcações e falta de equipamentos de orientação.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Luanda. Funcionários do BNI roubam clientes com argumentos de não haver dólares - Carlos Manuel




Luanda - No seguimento das orientações baixadas pelo Banco Nacional de Angola, “BNA” para a política de contenção de moedas estrangeiras no país, os bancos tem estado a lançar para o mercado cambial poucas notas de dólares norte americanas.

Fonte: Club-k.net

O Banco de Negócios Internacional, SA, é acusado de estar a impossibilitar os clientes de levantarem até 400usd para comercializarem as notas com amigos e compadres dos funcionários.
Uma rede montada que funciona nas agencias da Marginal e dos Emirantes no  Futungo, autorizadas a pagarem dólares norte americanas, roubam directamente aos funcionários que recebem os seus salários em dólares a partir dos países estrangeiros e muitas empresas internacionais que fazem os seus salários em dólares.
Os trabalhadores exigem aos clientes assalariados em dólares para trocarem nas suas contas a 9 mil kwanzas a nota, e vendem a outros clientes a 12 mil kwanzas surripiando assim 3 mil kwanzas.
Segundo uma fonte daquele Banco o Presidente do Conselho de Administração daquela empresa já domina a informação, que poderá criar uma comissão para averiguar as referidas práticas, que chamaram de incorretas.
Carlos Manuel, cliente do BNI

domingo, 4 de janeiro de 2015

Em defesa da língua portuguesa





Colunista conta como um professor de filolofia, brasileiro de origem árabe, foi um grande defensor do nosso idioma

Por Adelto Gonçalves, de Amparo

Manuel Said Ali (1861-1953), apesar da origem árabe dos sobrenomes, foi filólogo, professor do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, membro da Academia Brasileira de Filologia e autor de obras como Dificuldades da Língua Portuguesa (1908), Gramática Elementar da Língua Portuguesa (1923), Gramática Secundária da Língua Portuguesa (1925), Versificação portuguesa (1948) e Gramática Histórica da Língua Portuguesa (s.d.). Depois desta relação, não é preciso dizer que foi um dos maiores cultores da nossa Língua, “a última flor do Lácio, inculta e bela”, como dizia o poeta Olavo Bilac (1865-1918).
De Said Ali, um número da Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras, republica o ensaio “O purismo e o progresso da língua portuguesa” em que o autor, a princípio, procura conjeturar sobre a origem do idioma, admitindo de procedência latina o seu cabedal mais grosso, mas lamentando que sejam só do reinado de D. Sancho I os documentos mais antigos que se conhecem. Já então, diz, aparece de tal modo caracterizado o português que, apesar da grande diferenciação de tempo, ainda assim se parece mais com a linguagem hoje falada do que com o latim.
Mais adiante, o filólogo lembra que o cânon dos puristas hodiernos, como se sabe, são as obras dos que escreveram de 1500 para cá, conhecidos pela designação de clássicos portugueses, especialmente certos quinhentistas e seiscentistas. De fato, ao tempo em que estas estrelas de primeira grandeza brilharam, não se cogitava de se buscar inspiração literária ou lingüística à França. Guardou, portanto, o idioma a sua relativa pureza, se pureza era tão-somente ficar alheio à influência do falar dos vizinhos d´além Pirineus.
No século XVIII, porém, Portugal começou a ser assolado pelos ventos que vinham de Paris, as “idéias do século”, como diz em brilhante ensaio o professor José Esteves Pereira (Portugal Contemporâneo, direção de António Reis, Lisboa, Publicações Alfa, 1990). Daí por diante, com observa Said Ali, a cultura e a língua francesas passaram a ser, em boa parte da Europa, a principal fonte de inspiração para a literatura, a filosofia e as instituições políticas e sociais.
Na virada do século XVIII para o XIX, de nada adiantava o intendente Diogo Inácio Pina Manique colocar seus espiões e moscas – havia uma diferença entre estas duas palavras que talvez só o intendente soubesse – no café Nicola e no botequim das Parras, ao Rossio, para ouvir a conversa alheia. Nem atulhar as prisões de “bota-fogos”. As idéias que vinham de França eram mais fortes, com maior poder de argumentação.
O “mal” forçava as portas do absolutismo monárquico, escrunchava, sem que houvesse força que o detivesse. E entusiasmava especialmente os jovens. Eis aqui a razão de sua vitória: as idéias novas não vencem porque derrotam as idéias velhas, mas porque uma geração as adota e se afirma com elas. Foi uma questão de tempo. Tanto que a geração perseguida por Pina Manique chegaria ao poder em poucos anos com a Revolução do Porto de 1820.
Eram tão fortes as “idéias do século” que canalizaram ao português dicções francesas, embora seja certo que tenha cooperado para isso o desamparo em que a gente educada deixou o cultivo da tradição vernácula. Diz o professor Said Ali em seu ensaio agora ressuscitado pela Revista Brasileira que muitos termos vieram de França e seu uso se tornou moda entre a boa sociedade portuguesa. Antes disso, o árabe já havia trazido à Península Ibérica um caudal léxico bastante considerável.
No Brasil, o português foi recheado por milhares de termos africanos, como nos dá conta Yeda Pessoa de Castro em Falares Africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro (Rio de Janeiro, Topbooks, 2001), sem contar as palavras de origem tupi-guarani. E em Moçambique vive amancebado com o inglês da África do Sul. Nada isso destruiu o idioma. Pelo contrário, enriqueceu-o mais.
Já lá se vai mais de meio século que o professor Said Ali escreveu seu texto e, por isso, não tivera tempo de se horrorizar com a invasão de termos ingleses em nosso idioma – e não se diga que apenas no Brasil porque em Portugal também pouca defesa se faz contra os estrangeirismos.
Primeiro, foram os publicitários que mais trataram de difundir designações estrangeiras, embora possuamos no vernáculo expressões que dizem rigorosamente a mesma coisa. Fazem isso talvez levados por “vã cobiça”, para valorizar o seu trabalho diante dos olhos leigos.
Agora, é a Internet que acaba de instilar dezenas de termos ingleses em nosso idioma. Se os clássicos portugueses, ressuscitassem hoje, por certo, levariam algum tempo para nos entender. Mas nada disso significa a morte do idioma. O português tem sido tão forte que resistirá uma vez mais a essa invasão. Como os indígenas antropófagos do Brasil à chegada do europeu, haverá de deglutir o estrangeiro para revigorar suas próprias forças.
Não é só o ensaio de Said Ali o que traz de bom este número da Revista Brasileira, uma publicação que se torna a cada edição mais atraente. Há ainda textos sobre os dez anos da morte do historiador Américo Jacobina Lacombe e do jornalista Carlos Castello Branco, além de um dossiê sobre o centenário de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade e outros textos sobre prosa e poesia.
Para quem não sabe, a Revista Brasileira nasceu em 1855 e durou até 1857, sob a direção de Francisco de Paula Menezes. Surgiu outra Revista Brasileira em 1879, indo mensalmente até 1881, sob a direção de Nicolau Midosi. Depois veio a chamada fase José Veríssimo da publicação, que circulou de 1895 a 1899.
A quarta fase da Revista Brasileira, dirigida por Batista Pereira, genro de Rui Barbosa, foi de 1934 a 1935. Em 1941, a Revista passou a ser publicada pela Academia Brasileira de Letras, sob a direção de Levi Carneiro, seguindo até 1948. Depois de uma interrupção de dez anos, voltou a sair em 1958, ainda com Levi Carneiro na direção. A sexta fase, sob a orientação de Josué Montello, compreende apenas seis números, de 1975 a 1980. Voltou a ser publicada em 1994, sob a direção de João de Scantimburgo.
Adelto Gonçalves, jornalista, trabalhou no Estadão, Folha de São Paulo, Editora Abril e A Tribuna de Santos. Professor universitário, doutor em Literatura Portuguesa pela USP, autor dos livros Os Vira-latas da Madrugada, prêmio José lins do Rego, da José Olympio Editora; Gonzaga, um Poeta do Iluminismo, Barcelona Brasileira, Bocage – o Perfil Perdido e Tomás Antônio Gonzaga. Ganhou em 1986, o prêmio Fernando Pessoa, da Fundação Cultural Brasil-Portual. Professor universitário de literatura em Santos, na Universidade Paulista, Unip, e na Universidade Santa Cecília, Unisanta.
Direto da Redação é editado pelo jornalista Rui Martins


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Como criar uma senha segura





Ciberataques contra Sony e Apple mostram fragilidade das senhas. / p. kpczynski (reuters)

Especialistas recomendam não utilizar palavras que possam ser lidas e mesclar maiúsculas, minúsculas, símbolos e números


Depois que o sistema na nuvem da Apple —dados armazenados na rede por usuários como fotos e agenda— sofreu um enorme ataque que provocou o vazamento de dezenas de imagens íntimas de famosos, a atriz Kirsten Dunst, uma das afetadas, escreveu em sua conta no Twitter: “Obrigada iCloud” seguido por emoticons de um pedaço de pizza e um cocô com olhos. Desde o enorme desastre, a Apple aumentou a segurança e, além disso, sempre avisa quando alguém entra no iCloud através de um navegador, se por acaso em vez do usuário seja um hacker. Este exemplo ilustra que não basta que os usuários tenham senhas eficazes —e diferentes, o que pode transformar o uso das senhas em um pesadelo--, já que esta precaução se torna inútil caso os hackers consigam entrar no lugar onde estão armazenadas.
Mas, embora no final possa resultar insuficiente, é preciso se proteger de alguma forma. Alejandro Ramos, do Programa de Mestrado de Segurança da Informação da Universidade Europeia de Madri, dá uma série de conselhos para reforçar as senhas: “As mais inseguras são aquelas que estão baseadas em palavras de dicionário ou seus derivados, por exemplo, a senha: ‘Dezembro2014’ ou qualquer derivado e transformação como por exemplo, ‘%D1zembr3-2014%', será considerada igualmente insegura.
A recomendação é usar uma senha de mais de 9 ou 10 caracteres que não possa ser interpretada, quer dizer, lida, nem uma derivação que substitua caracteres. Para que seja considerada forte, deve incluir maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais, como por exemplo ‘Am#OD7IJ0soqO%’. Outra opção muito mais prática e que também é muito utilizada, é o uso de frases longas inventadas, como: ‘meu caminhão azul tem doze rodas’. Para este segundo exemplo, é importante que não sejam citações de livros, nem títulos de filmes”.
Daniel Firvida, coordenador de operações do Instituto Nacional de Cibersegurança (Incibe), afirma: “O maior defeito que podemos cometer é a reutilização; na maioria dos casos já está superado o problema de senhas muito fáceis ou muito curtas, mas continuamos colocando a mesma senha em todas as partes; para solucionar isso o ideal é utilizar alguma regra que nos permita combinar uma parte comum em todas nossas senhas que nos facilite lembrá-la, e que uma parte mude em cada lugar que a utilizamos. Dessa maneira, nossas senhas teriam a forma ‘senhassecreta+banco’ ou senhasecreta+facebook’. Se usamos isso, combinando letras maiúsculas, números e mudamos de tempos em tempos essa parte comum que utilizamos em nossas senhas, vamos ter conseguido uma importante melhora em sua utilização”.
Existem aplicativos para smartphones, como o Dashlane ou 1password, que com sistemas de proteção e encriptação muitos sofisticados permitem ao usuário, com apenas uma senha-mestra, gerenciar um número infinito de senhas seguras. Problema? São serviços que quase sempre são pagos —a versão mais básica é gratuita, mas depois é preciso pagar uma quantia anual como ocorre no caso do Dashlane, que custa 26 dólares (70 reais) caso se queira aproveitar todos seus recursos— e a sensação para os novatos de que estão colocando todos os ovos na mesma cesta, todos os dados privados no mesmo lugar. O Instituto Nacional de Cibersegurança da Espanha oferece contas, totalmente gratuitas em seu site além de todos os tipos de conselhos.


China vai indemnizar pais de jovem executado por erro com 265 mil euros





Um tribunal chinês anunciou hoje que vai pagar uma indemnização superior a dois milhões de yuan (265 mil euros) aos pais de um adolescente executado por erro da justiça pelos crimes de homicídio e violação há 18 anos.

www.cmjornal.xl.p

Hugjiltu, de etnia mongol, condenado e executado em 1996, aos 18 anos, foi considerado inocente em meados deste mês por um tribunal da Mongólia Interior, nove anos depois de uma outra pessoa ter confessado a autoria do crime, num caso que colocou em evidência as falhas no sistema judiciário da China. O tribunal, que ilibou o jovem ao concluir existirem "provas insuficientes", informou hoje, através da Internet, que os seus pais vão receber 2,059,621.40 yuan, mas sem explicar como calculou valor tão preciso.