domingo, 18 de janeiro de 2015

Site da UFRJ é invadido por hackers contra “desrespeito a Maomé”




Portal de História da UFRJ foi invadido pr hackers na manhã deste sábado
O site do departamento de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi hackeado neste sábado por um grupo muçulmano em protesto contra “o desrespeito ao amado profeta Maomé”. O site da revista Itaca, publicação do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais) da UFRJ, também foi hackeado.

http://correiodobrasil.com.br

O grupo que diz ter sido autor da ação é o BD Grey Hat Hackers, de Bangladesh. Não é possível dizer a que horas os sites foram hackeados, mas até às 12h42 deste sábado eles continuavam fora do ar.
Na tela de fundo preto e frases em verde, os hackers afirmam, em inglês, que o “Islã não promove terrorismo”. Segundo os ativistas, se promovesse, a sociedade estaria em perigo, já que, de acordo com a mensagem, são 2,6 bilhões de muçulmanos no mundo.
“O Islã não se trata de ‘nós somos melhores que você’. O Islã é ‘deixe-nos mostrar algo que é melhor para você'”, diz a mensagem. “O Islã não promove o terrorismo, você não estaria vivo agora [se promovesse]. Somos mais de 2,6 bilhões [no mundo]”.
Mesmo tentando passar uma mensagem de esclarecimento e compreensão de que terrorismo e o Islã não são a mesma coisa, os hackers finalizam o texto dizendo para as pessoas “tomarem cuidado” e lançando um desafio ao governo de Israel: “Impeça-nos se conseguir, Israel”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Portugal. Pesca da sardinha proibida deixa 2500 sem emprego





Pescadores ainda têm de esperar dois meses para poderem voltar a pescar sardinha. Leonel de Castro/Global Imagens

Os 2500 pescadores de sardinha vão continuar em terra e sem ajudas do Governo até março. E daí até maio haverá quota limitada, que se esgotará em cinco dias de mar para cada um dos 130 barcos.

Ana Trocado Marques

A partir de maio, há mais limites. No Norte, exige-se a divisão da quota pelas organizações de pesca (OP). "A situação é muito preocupante, mas tem havido alguma colaboração entre nós e a administração central, no sentido de aproveitar a pouca quota existente para os meses em que a sardinha atinge um preço médio de mercado mais elevado", explicou, ao JN, Agostinho Mata, da Propeixe, a Cooperativa de Produtores de Peixe do Norte, que representa 35% da frota nacional do cerco.

General Tavares interdita atuação de Koffi Olomide em Luanda






Lisboa -  A Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL),  chefiada pelo general  José Tavares Ferreira, proibiu a realização de um   espetáculo previsto para este  sábado (10), no Cine Atlântico que teria como anfitrião o músico congolês Koffi Olomidé.

Fonte: Club-k.net

Invoca “tardia solicitação”
Em comunicado tornado público, a  CACL  justifica  que a interdição deve-se ao facto de a promotora do espetáculo neste caso a “Edson Miguel” apenas solicitou a autorização da realização do evento no dia 8 de Janeiro junto da administração do distrito urbano do Rangel  razão pela qual invoca “tardia solicitação”.
Este órgão do governo de Luanda, diz ainda que  os promotores do agendado  espetáculo,  violaram o  disposto do artigo nº 22.º do Decreto Presidencial nº 111/11, de 31 de Maio, sobre o Regulamento de Espectáculos e Divertimentos Públicos.
O órgão dirigido pelo general  Ferreira Tavares diz ainda que não foram  asseguradas as medidas de segurança junto ao comando da Policia Nacional de Luanda, nem aos bombeiros por isso determina que é interditado a realização do espetáculo com o músico  Koffi Olomidé.

Benguela já foi Benguela com o colonialismo, com o Mpla e agora com Isaac dos anjos.





Normalmente, os benguelenses têm três preocupações: explicar que não são conformistas, esclarecer por que razão o seu espaço geográfico é chamado de República Democrática de Benguela (lembrando o grande filho de Benguela Paulo Teixeira Jorge) e contar algum episódio obscuro da elevação de Benguela à cidade, construção e democratização da mesma: Benguela e o benguelense é assim mesmo.

Jornal ChelaPress

Estar aberto as novidades e as opiniões dos outros é estar vivo. Fechar-se a elas e não admitir presença dos outros é morrer estando vivo. Um certo equilíbrio entre as duas atitudes ajuda a não ser liberal demais, nem ultrapassado evitando assim o perigo de confusões ou de cair no ridículo.
As mudanças fascinam - às vezes avanços, às vezes retorno à caverna. Hoje em Benguela andam incrivelmente rápidas, atingindo usos e costumes, avanços e progressos, com reflexos nas mais sofisticadas e nas menores coisas com que se lida. A visão de Benguela transforma-se, mas não no mesmo ritmo. Então de vez em quando surpreendemo-nos dizendo, como os governantes anteriores:Paulo Teixeira Jorge, Dumilde Rangel, Armando da Cruz Neto muito recentemente afirmaram: Nossa! Como tudo está a mudar!
Quando se ocupa uma nova função herda-se o activo e o passivo e os assuntos mal resolvidos ou esclarecidos devem ser analisados em foro próprio, tendo sempre em conta a solidariedade institucional.
Nos usos e costumes, a coisa é séria e afecta toda a sociedade benguelense do litoral ao interior. Na educação, fala-se constante e diariamente. Cada dia uma surpresa nova, não se reprova mais ninguém antes de tal série. Os alunos entram para a universidade sem saber ler nem escrever, coordenar ideias, sem nenhum sentido crítico digno de um estudante do ensino superior. Lamentavelmente poucas são as excepções.
Na saúde, a cultura da morte apodera-se dos profissionais de saúde. Morre mais gente de cura, do que de paludismo e de acidente de viação.
É impossível viver sem sonhos, porém “sobreviver” é somente um direito de quem tem dinheiro. Um direito para ricos.
Neste conto de fadas em que vivemos de tantas incertezas e mentiras não existem vitórias para comemorar, e muito menos conquistas para registar. Logo, temos hora marcada para morrer, e enfrentar mais barreiras que dificultam continuamente o direito de estar vivo. A medicina em Benguela não é só uma “caixa preta” como também é uma caixa enferrujada, ultrapassada com todos: médicos das mais diversas áreas, técnicos médios, enfermeiros e  auxiliares a fazerem abusivamente e descaradamente os mais diversos exercícios de fome.
Se o poder político ou governamental quisesse ajudar as populações mais desfavorecidas e poupar milhares de vidas que se esfumam todos os dias nos hospitais da província, com certeza teria que responsabilizar mais os responsáveis, directores dos hospitais e unidades, penalizar muitos deles e pôr outros em casa a catar piolhos. Não existe cultura de vida. Existe sim, cultura de morte, a mais fácil e mais rentável.
Um número brutal de profissionais de saúde está nesta, transformados em animadores da morte. Mortes sem justificação aparente.
Considero preocupante o cenário político, socioeconômico e cultural de Benguela de modo particular e do país em geral, pois devemos encarar a incompetência, a arrogância, a presunção como prejuízo tanto para os benguelenses, quanto para o país no seu todo. Na verdade, todos nós falhamos – a família, a escola, os amigos e a sociedade, e mais, podemos agora acrescentar, o partido político do qual muitos fazem parte. Portanto, ainda é possível diminuir a incompetência e a falta de criatividade e imaginação, e melhorar a qualidade progressiva simultaneamente. É preciso decisão política e competência técnica.

Portugal. Governo reforma urgências depois de 4 mortes




Paulo Macedo esteve no Parlamento. TIAGO PETINGA/LUSA

HELENA NORTE*
http://www.jn.pt

Em duas semanas, quatro doentes morreram nas urgências hospitalares, enquanto aguardavam assistência ou exames. Debaixo de fogo, o ministro anuncia reforma de serviços e contratação de profissionais.
No dia em que Paulo Macedo foi ao Parlamento responder à Oposição sobre a situação das urgências, foi conhecida a morte de dois doentes: uma em Setúbal, no passado dia 2 (mas só ontem divulgada), e outra, na segunda-feira, em Peniche. Estes dois casos somam-se à morte de um octogenário, no passado dia 27, no Hospital de S. José (Lisboa), e de um paciente de 57 anos, domingo, no Hospital de S. Sebastião (Feira).