terça-feira, 16 de julho de 2013

Luanda. Cabritimo no (banco) BPC





Lisboa - Círculos críticos ao regime do Presidente José Eduardo dos Santos   apontam como exemplo da teoria de “cabritismo”, o caso do Banco de Poupança e Crédito (BPC), em que uma empresa de construção civil conotada ao seu Presidente do Conselho de Administração, Paixão António Júnior estaria com o monopólio para realização de obras de construção das estruturas das agencias daquela instituição bancaria estatal.
Fonte: Club-k.net
A referida empresa que atente pelas siguilas CGAT- Comercio Geral Assistência Técnica e Obras Públicas tem na sua gestão„o um cunhado de Paixão Júnior identificado por “Marcos”, mas é um empresário Pinto Paulino Manuel Conto, que se assume como seu principal entusiasta.

Pinto Paulino Manuel Conto, descrito como o “testa de ferro” do PCA do BPC é um jovem, na casa dos 35 anos de idade, natural do Porto Amboim. Na década de 90 mudou-se para Luanda onde exercia a actividade de venda e troca de divisas no mercado do Cassenda. Não são identificadas relações de parentescos entre o mesmo e Paixão António Júnior. Porém, os laços entre ambos estão patentes em algumas iniciativas de cumplicidades .

A saber:
No inicio do girabola, Pinto Manuel Conto ofereceu um cheque ao progresso do Sambizanga, equipa de futebol que tem Paixão António Júnior como Presidente. Há poucos anos atrás, Pinto Conto comprou uma vivenda (na rua três, no bairro cassenda) que a demoliu dando lugar a uma nova.
Na festa de inauguração da nova casa, o PCA do BPC compareceu na mesma. A CGAT de Pinto Manuel Conto esta engajada na construção de uma nova agencia do BPC, na rua rainha Jinga, no município da Ingombota e de dois edifícios no Lobito. Foi igualmente a responsável pela reabilitação das dependências deste banco estatal na cidade do Sumbe.

De acordo com explicações, a parceria entre a CGAT e o BPC, pode ser declaradas promiscuais, tendo em conta que o PCA daquela instituição bancaria esta proibido, pela lei de probidade, de ser sócio privado com a instituição que dirige.

Em Novembro de 2009, no seu discurso de abertura da XV sessão do comité central do MPLA, o presidente, José Eduardo dos Santos declarou tolerância zero contra membros do seu regime. Desde então nenhum membro do executivo foi penalizado. Outros, são brindados com novos cargos como aconteceu com o ex- Ministro da comunicação social que ao desviar fundos públicos, foi agraciado com um novo cargo junto ao gabinete presidencial e o seu processo judicial foi abafado.