Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Milhares de crianças ainda fora do sistema escolar no Kwanza Sul





Centenas de professores abandonam a profissão todos os anos contribuindo para as dificuldades. Província vai este ano ter mais salas de aula

Fernando Caetano
VOA

Apesar da construção de mais escolas e da admissão de centenas de novos professores dezenas de milhar de crianças deverão este ano estar ainda fora do sistema escolar no Kwanza Sul.
Falando por ocasião da abertura do ano escolar  o director provincial da educação, ciência e tecnologia Francisco António de Figueiredo Júnior disse que para 2015 está prevista a construção de  novas escolas nos diferentes níveis de ensino.
Este ano deverão ser admitidos  17.100 novos alunos, 321 novos professores e 190 novas salas de aulas,  mas  64.207 crianças estarão ainda fora do sistema de ensino.
«No ano lectivo de 2014, a província contou com uma rede de 525 escolas, comportando 5.235 salas de aulas, para um universo de 9.139 professores e 466.431 alunos matriculados nos distintos níveis e subsistemas de ensino”, disse.
“Para o ano de 2015, temos em perspectiva a inclusão de 17.100 novos alunos e 321 professores, bem como a entrada em funcionamento de 190 novas salas de aulas”, acrescentou afirmando ainda que há  “um universo de 64.207 crianças fora do sistema de ensino".
O director de educação disse ainda que o sector luta para manter os professores atraídos para outras profissões. Desde 2012 até ao ano transacto, o sector de educação na província perdeu para outros sectores mais de 900 professores, factor que está pesar na balança do ensino e aprendizagem.
António de Figueiredo Júnior  diz ter havido “baixas significativas” no sector dos professores afirmando que no ano lectivo 2012 perderam "369 professores por várias razões, em 2013 houve uma baixa de efectivos na ordem dos 265 professores e no ano lectivo 2014 houve uma baixa de efectivos na ordem dos 298 professores, totalizando cerca de 932 professores que deixaram o sector da educação”.
É urgente repor esses números devido ao  crescente  número de alunos, acrescentou.