quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Neil Armstrong: primeiro homem a pisar na lua morre, mas seu legado permanece


O fim de semana foi triste para os amantes da ciência e do espaço: morreu Neil Armstrong, astronauta norte-americano e primeiro homem a pisar na lua.
Neil tinha 82 anos. Sua morte ocorreu sábado (25), na sequência de uma operação no coração, realizada cerca de três semanas atrás.
Essa perda muito lamentada fez o mundo relembrar seus grandes feitos, que marcaram profundamente a nossa história.
O homem ter chegado à lua foi certamente um divisor de águas para a espécie humana. A missão que levou Neil ao nosso satélite – Apollo 11, de 20 de julho de 1969 – foi tranquila e bem sucedida, dando aos deslumbrados humanos as primeiras impressões de um local distante, que antes era objeto exclusivo da nossa imaginação.
Apesar das desconfianças de alguns – afinal, viagem no espaço não era coisa comum ou bem compreendida na época, e, até hoje, teóricos da conspiração afirmam que a ideia toda foi uma fraude -, a quinta missão tripulada do Programa Apollo da NASA (agência espacial norte-americana), que carregava os astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, cumpriu a meta proposta pelo então presidente John F. Kennedy de colocar um homem na lua antes do final da década de 70, e trazê-lo de volta a Terra em segurança.

As famosas palavras de Armstrong – “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed” (em português, “Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”) – foram ouvidas a mais de 300 mil quilômetros dali pelo mundo todo, que acompanhava as comunicações de rádio entre o Controle de Voo no Centro Espacial Johnson em Houston (EUA) e a Apolo 11 na… Lua.
“É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade”, disse o astronauta.
O legado de Neil
Neil Alden Arsmtrong nasceu em Wapakoneta, no estado norte-americano de Ohio, em 5 de agosto de 1930.
A carreira de Neil começou na Marinha dos Estados Unidos, combatendo na Guerra da Coreia como piloto de caça. Depois de servir como um aviador naval de 1949 a 1952, ele entrou para o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), em 1955.

Ao longo dos próximos 17 anos, ele exerceu as funções de engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador da NACA e sua agência sucessora, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA). Neil acumulou mais de 900 voos em cerca de 200 modelos diferentes de aeronaves, incluindo jatos, foguetes, helicópteros e planadores.
Em 1962, ele ganhou oficialmente o status de astronauta. Designado como piloto de comando para a missão Gemini 8, lançada em 16 de março de 1966, Armstrong realizou o primeiro pouso bem sucedido de dois veículos no espaço.
Mais tarde, seu ato mais marcante ocorreria: como comandante da nave espacial Apollo 11 de 1969, a primeira missão tripulada de pouso lunar, Armstrong se tornou o primeiro homem a pousar uma nave na lua e pisar em sua superfície.
Ainda em sua carreira na NASA, Armstrong ocupou o cargo de vice-administrador associado na sede da agência em Washington. Nessa posição, ele foi responsável pela coordenação e gestão da investigação da NASA em geral, e do seu trabalho tecnológico relacionado com a aeronáutica.
Em fins de 1970, decidiu que não iria mais ao espaço e retirou-se da NASA. Tornou-se então professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati, cargo que ocupou até 1979. Durante os anos 1982-1992, Neil foi presidente da empresa Computing Technologies for Aviation, em Charlottesville, Virgínia, e também foi conselheiro de outras companhias.
Ainda na aérea dos estudos, ele recebeu um bacharelato em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Purdue e um mestrado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Sudeste da Califórnia, além de possuir doutorados honorários de várias universidades.
Neil também era membro de diversas sociedades e instituições, como a Sociedade de Pilotos de Teste Experimentais e a Sociedade Real Aeronáutica, além de ser membro honorário do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica e da Federação Internacional de Astronáutica.
Condecorado por 17 países, o herói Neil ganhou muitos prêmios especiais, como a Medalha Presidencial da Liberdade, a Medalha de Ouro do Congresso, a Medalha de Honra do Congresso Espacial, a Medalha de Serviços Distintos da NASA e diversos outros.
No último sábado, 25 de agosto, Neil faleceu após complicações resultantes de uma cirurgia cardiovascular. Segundo sua família, o astronauta serviu a nação americana com orgulho, e, para todos aqueles que quiserem lhe prestar uma homenagem, basta, da próxima vez que caminharem sob uma noite clara e observarem a lua, sorrirem e pensarem que Neil Armstrong pisca para vocês. [iol, Terra, NASA, G1]

Porque é comum não encontramos nossas chaves?


Você está atrasado para o trabalho e para piorar não consegue encontrar suas chaves. O mais irritante é que nessa busca frenética, você pode até mesmo pegá-las e mudar de posição sem perceber. Isso acontece porque os sistemas cerebrais envolvidos na tarefa estão trabalhando em velocidades diferentes, com o sistema responsável pela percepção visual incapaz de manter o ritmo.
Para investigar o porquê isso acontece, pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, fizeram um estudo através de pilhas com formas coloridas em uma tela de computador. Voluntários tinham que encontrar uma forma específica em uma pilha o mais rápido possível, enquanto o computador monitorava suas ações. Segundo os pesquisadores, entre 10% e 20% do tempo, eles perderiam o objeto de vista quando em movimento, mesmo que eles o achassem.
Para descobrir o motivo disso, a equipe desenvolveu uma série de novas experiências. Para verificar se os voluntários estavam apenas esquecendo o seu alvo, eles deram a um novo grupo uma lista de itens para memorizar antes da tarefa de busca.
A ideia era preencher a “carga de memória” de cada voluntário, de modo que eles fossem incapazes de pensar em qualquer outra informação em sua memória de curto prazo. Entretanto, isso não trouxe um efeito negativo na tarefa de busca. A carga extra não fez diferença no percentual de erros feitos pelos voluntários.
Para verificar se os voluntários estavam prestando atenção suficiente nos itens que estavam se movendo, os pesquisadores criaram outra tarefa envolvendo uma pilha de cartas marcadas, com formas que só se tornavam visíveis quando o cartão estava sendo movido. Novamente, eles ficaram surpresos ao ver o mesmo nível de erro.
Finalmente, os pesquisadores analisaram os movimentos do mouse dos participantes enquanto eles estavam realizando uma tarefa de pesquisa similar. Eles descobriram que os movimentos dos voluntários foram mais lentos depois que eles fizeram movimentos e erraram o alvo.
Os pesquisadores acreditam que o sistema cerebral que lida com movimento seja executado muito rapidamente para que o sistema visual se mantenha. Enquanto você está remexendo uma casa bagunçada para encontrar suas chaves, você pode não estar dando ao seu sistema visual tempo suficiente para descobrir o que cada objeto é. O tempo pode ser escasso se você estiver atrasado, mas observar com mais calma pode acabar sendo benéfico.
O abrandamento dos movimentos do mouse sugere que, em algum nível, os voluntários estavam cientes de que eles tinham perdido o seu alvo, uma teoria que é apoiada por outros estudos que mostram que as pessoas tendem a diminuir a velocidade de suas ações depois de terem cometido um erro, mesmo que não estejam conscientes dele. Pesquisadores acreditam que isso reflete uma tentativa de abrandar o sistema motor do cérebro para permitir que o sistema visual recupere o atraso e para que a percepção consciente ocorra. [NewScientist]

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Novas fotos revelam estilo de vida de tribo isolada na Amazônia


Novas fotos de uma tribo isolada revelam um grupo pequeno de pessoas vestidas com pouco mais do que algumas faixas de tecido, sentadas ao lado de um rio na parte sudeste do país, na Amazônia peruana.


As fotografias, divulgadas pelo grupo Survival International, são as imagens mais próximas já registradas desses índios isolados, de acordo com a organização. Elas fornecem detalhes consideravelmente maiores do que imagens feitas anteriormente a partir de aeronaves sobrevoando os assentamentos.

As pessoas na fotografia pertencem à tribo Mashco-Piro. Essa tribo provavelmente descende de um grupo que foi atacado e deslocado em 1894, quando o barão da borracha Carlos Fermin Fitzcarrald invadiu a terra de seus ancestrais. Os membros sobreviventes da tribo mantêm uma separação voluntária com mundo exterior, embora a exploração de petróleo possa invadir a sua solidão, de acordo com a Survival International.

É claro que existem perigos ao se entrar em contato com tribos que preferem ser isoladas. Em novembro, um homem peruano da tribo Matsigenka, Nicolas Shaco Flores, foi encontrado morto, atingido no coração por uma flecha da tribo Mashco-Piro. Flores tinha estado em contato com a tribo por muito tempo, ainda que à distância, de acordo com seu amigo e antropólogo Glenn Shepard.
“Grupos missionários, turistas aventureiros e nativos intrépidos tentaram abordar os Mashco-Piro nos últimos 20 anos, enquanto madeireiros ilegais podem ter os atacado. Mas nenhum alcançou o nível de comunicação que tinha Shaco”, contou Shepard. “Na época de sua morte, no final de 2011, Shaco mantido razoavelmente a comunicação verbal com os Mashco-Piro, embora sempre à distância. Ele fez plantações ao redor do rio de sua casa, na periferia do seu território, e permitiu que os índios se reunissem e comessem os cultivos. Foi nesse jardim que um arqueiro Mashco-Piro o emboscou”.

A resposta típica para esse tipo de incidente é fechar a área para que curiosos não tenham acesso a ela. Funcionários peruanos fecharam a margem do rio onde os recém fotografados Mashco-Piro foram vistos, para evitar que os turistas tentem os visitar. Deve ser criado um plano que incluirá um posto de guarda para manter os visitantes e a tribo distantes.

Mesmo sem violência, entrar em contato com uma tribo isolada nativa pode ser mortal. Pessoas isoladas não têm imunidade às doenças que a maioria das pessoas supera com facilidade. De acordo com a Survival International, 50% dos isolados anteriormente na tribo Nahua morreram por doenças na década de 1980, depois que a exploração de petróleo os levou para fora de suas terras.
No início deste ano, um possível ataque por traficantes de drogas pode ter levado uma tribo isolada de brasileiros de sua aldeia. “O primeiro contato é sempre perigoso e muitas vezes fatal – tanto para a tribo, quanto para aqueles que tentam entrar em contato com eles”, disse Stephen Corry, diretor do Survival International. “Os índios que querem ser deixados sozinhos devem ser respeitados”.
Confira aqui a galeria completa de fotografias da tribo peruana. [LiveScience]

Precisa de um bom funcionário? Procure uma pessoa que foi boa aluna no jardim de infância


Guarde seu boletim do pré para anexar no seu currículo futuramente. Segundo uma nova pesquisa, seu desempenho inicial pode se tornar uma grande vantagem profissional mais tarde.
Linda Pagani, professora e pesquisadora da Universidade de Montreal, descobriu que a capacidade de atenção das crianças durante a infância é capaz de predizer com eficácia o desenvolvimento de suas habilidades relacionadas ao trabalho futuramente.
Pagani explica que, em psicologia infantil, isso é chamado de evolução de desenvolvimento de habilidades orientadas para o trabalho, que começa na infância e vai até a idade adulta.
Crianças que tendem a trabalhar de forma autônoma e em harmonia com colegas de classe, com bom autocontrole e confiança, e que seguem ordens e direções, são mais propensas a continuar tais comportamentos produtivos no local de trabalho mais tarde.
“Para as crianças, a sala de aula é o local de trabalho, e é por isso que comportamentos produtivos de tarefas orientadas, nesse contexto, se traduz mais tarde no mercado de trabalho”, disse Pagani.
A pesquisa analisou classes de jardim de infância nos bairros mais pobres de Montreal. Os professores dos alunos usaram uma escala observacional para pontuá-los em suas habilidades de atenção, que eventualmente foram utilizadas para determinar o nível de envolvimento do aluno em sala de aula.
Especificamente, o estudo descobriu que meninos, crianças agressivas e crianças com menos habilidades cognitivas no jardim de infância eram muito mais propensos a ter participação baixa em sala de aula.
“Nossas descobertas apontam para a necessidade de uma identificação precoce e tratamento dos problemas de atenção”, disse Pagani. “Abordagens para reforçar habilidades de atenção no jardim de infância podem se tornar um caminho estável e produtivo para a aprendizagem”, finaliza.[LiveScience]