quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Morreu secretária-geral adjunta da OMA




Luanda  - O secretariado executivo nacional da Organização da Mulher Angolana (OMA) manifestou hoje, em Luanda, profunda dor e consternação pela morte da sua secretária-geral adjunta, Alice Paulino Dombolo Chivaca, ocorrida nesta quarta-feira em Londres, vítima de doença.
Fonte: Angop
Um comunicado  assinado pela secretária-geral da organização feminina do MPLA, Luzia Inglês “Inga”, avança que nesta hora de dor e profunda consternação, a OMA, em nome das suas militantes, simpatizantes e amigas, inclina-se perante a memória da dirigente e apresenta a família enlutada as suas mais sentidas condolências.
 
O secretariado nacional executivo da OMA realça que o desaparecimento físico de Alice Paulino Dombolo Chivaca deixa um enorme vazio no seio da organização que ajudou a engrandecer, com a sua dedicação e profissionalismo.
 
Alice Paulino Dombolo Chivaca era também membro do comité central do MPLA, partido no poder em Angola.

Ana Lemos sofre atentado




Lisboa – A jornalista sénior da Televisão Pública de Angola (TPA), Ana Lemos “Nany” saiu ilesa de um atentado (com arma de fogo) ocorrido à porta do edifício onde reside nos arredores da Sagrada Familia, distrito de Ingombota, em Luanda. O incidente ocorreu há duas semanas atrás, quando a mesma se dirigia para o seu apartamento, após ter apresentado os serviços noticiosos "telejornal".
Fonte: Club-k.net
Jornalista agastada com a DNIC
A jornalista foi interceptada na entrada do edifício onde reside, por um jovem que lhe apontou uma arma de fogo e posteriormente robou-lhe a carteira onde continha vários objectos pessoais.
Logo a seguir da acção criminosa, Ana Lemos pôs-se em gritos e,  telefonou para o seu colega de trabalho, o também jornalista Gonçalves Inhanjika pondo-o da triste ocorrência.
Minutos mais tarde, a mesma recebeu um telefonema da Comandante provincial de Luanda da polícia nacional, Elisabeth Rank Frank "Bety" que lhe manifestou solidariedade e despachou um dispositivo policial no sentido de interceptar o jovem ladrão que se colocara em fuga.
Dois  dias depois do atentado, a profissional foi informada que a Direção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) já tivera detido o ladrão e,  que uma equipa da TPA teria se deslocado a esta instituição a fim de reportar o facto, enaltecendo a pronta intervenção da polícia..
A peça jornalística fora conduzida pelo jornalista Gonçalves Inhanjika e estava agendada para passar no programa "Ecos & Factos" da TPA 1. Porém, a mesma manifestou contra apresentação da reportagem, sob justificação de que o elemento apresentado pela DNIC nada  não tinha a ver com o ladrão que lhe apontou a arma no dia da ocorrência.
Pormenores constatado pela mesma:
- O jovem que lhe assaltou era alto, magrinho e claro. Porém, o apresentado pela DNIC era mais escuro, baixo e meio musculado.
- O meliante apresentado pela DNIC disse a reportagem da TPA que seguiu a jornalista de mota desde a porta da televisão, mas posto no prédio onde ela reside, a largou porque os guardas de uma empresa de segurança privada fizeram tiros que o levaram a pôr-se em fugar. Ana Lemos contraria esta versão. Segundo ela, não houve tiros e o jovem que a assaltou meteu-se em fuga por ela ter gritado e pedido socorro. Conta ainda que o meliante fugiu a pé, e não de motorizada.
Ana Lemos terá notado que este órgão, em forma de mostrar trabalho, apresentou um outro jovem para assumir a culpabilidade do atentado contra a sua pessoa. Daí advertiu os seus colegas que, em caso da TPA passar a referida reportagem com o falso ladrão, a mesma seria obrigada a fazer um desmentido em torno da versão da polícia.
De lembrar que esta não é a primeira vez que surgem queixas contra a DNIC por apresentar falsos autores para assumirem crimes que não praticaram. Em 2009, este órgão, afecto ao polícia nacional, apresentou um grupo de elementos como autores da morte da deputada do MPLA Beatriz Salucombo, porém a filha da malograda que testemunhou a acção teria notado que os assassinos não eram os que foram apresentados pela polícia.
Em Janeiro de 2013, a DNIC apresentou publicamente um grupo de elemento acusados como autores do assassinato de Jorge Valerio Coelho da Cruz. Mais tarde veio a saber-se que os "supostos autores" eram batuqueiros que actuavam no município Cazenga e que foram sensibilizados pela polícia para assumir a paternidade  do crime, e dizer que foi a mando de Jessica Coelho (de 17 anos), a então namorada do malogrado. Alega-se que o autor do crime terá sido um jovem protegido pela DNIC e que já terá saído do país.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) por sua vez, tem sido acusada de não intervir nestas práticas abusivas da DNIC, em apresentar pessoas para assumirem crimes que não cometeram, para dar entender que estão a apresentar trabalhos com eficiência, enquanto na verdade a realidade é outra.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Luanda. BANCO BPC FALIDO?




Lisboa – A sindicância que decorre em torno da gestão do Presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Paixão António Júnior,  teve como pano de fundo o “empréstimo” de mais de 70 milhões de dólares norte-americanos, a um cidadão de nome Carlos Miguel Conceição, identificado como seu sobrinho.

Fonte: Club-k.net

Um “task-force” envolvido na investigação terá notado que o empréstimo foi aprovado em moldes irregulares, tendo grande parte dos fundos sido empregues em gastos que nada têm a ver com os investimentos acordados. Segundo as investigações, o próprio Paixão Júnior terá sido o beneficiário principal do esquema.
Carlos Miguel Conceição, o beneficiário formal do empréstimo, terá empregue parte do que lhe cabe, na compra de viaturas topo de gama e imóveis na cidade de Johanesburgo (África do Sul), em Lisboa (Portugal) e no esbanjamento em outras propriedades de luxo.
O BPC, segundo observações em meios competentes, encontra-se falido em função de mecanismos reflectidos em empréstimos não transparentes. Há igualmente registro de fundos para fins filantrópicos para actividades do MPLA e ao clube desportivo Progresso do Sambizanga, presidido por Paixão Júnior.
A comissão de Sindicância cujos trabalhos estão na fase terminal, é encabeçada pelo ministro da Economia, Abraão Gourgel. Primeiramente falava-se de um suposto afastamento de Paixão Júnior. Há conhecimento de que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, decidiu dar-lhe mais um "voto de confiança" com a previsão de injectar novos fundos para a gestão dos mesmos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Autoridades vetam iniciativa de Paixão Junior em abrir próprio banco




Luanda – As autoridades angolanas congelaram a iniciativa do PCA do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Paixão António Júnior, em avançar com o registo de uma instituição bancária privada que se apresentaria no mercado financeiro com a denominação de “Banco Pungo Andongo”.
Fonte: Club-k.net
Paixão Júnior que é um gestor de referência nas lides políticas angolana, previa preparar o projecto para gerir logo após que terminasse o seu mandato como no  BPC. Desconhecem-se as motivações que levaram as autoridades em bloqueiar a sua iniciativa.
Há poucos anos atrás, o empresário José Filomeno dos Santos "Zenu" criou o Banco Quantum (actual Banco Kwanza), sem que tenha havido registo de bloqueio por parte das autoridades. O mesmo aconteceu com a bilionária Isabel dos Santos, primogenita do PR, que gere negócios de bancos a vários anos.
Angola tem actualmente 22 bancos privados. Para abertura de um banco são requisitados o capital inicial de 5 milhões de dólares norte-americanos, com pedido endereçado ao Banco Nacional de Angola (BNA). A decisão final da aprovação é feita a margem do Conselho de Ministro, dirigido pelo Presidente da República José Eduardo dos Santos.

Baixos salários provocam fuga de quadros no BNI




Lisboa -  De acordo com constatações, o Banco de Negócios Internacional, S.A – BNI esta registrar fuga de quadros. Isto é, em cada semana, um ou dois   funcionários desta  instituição  remetem aos recursos humanos da empresa carta  declarando o seu abandono.
Fonte: Club-k.net
Piores salários  no mercado
O fenômeno é associado a fama que o BNI tem de ser o banco privado em Angola com  as piores tabelas salariais no  mercado. 

O assunto,  aparenta ser já antigo.  Em fevereiro de 2011, funcionários deste banco na província de Benguela reclamaram que estariam a auferir cerca de  45 mil Kuanzas  mensalmente ao qual alegavam não  chegar para cobrir as necessidades primarias (alimentação, água, energia e arrendamentos das residências em que habitam), para além do pagamento das propinas escolares. Sabe-se que deste então, a direção do banco nunca procurou resolver o problema, apesar de promessas não cumpridas.  

Alega-se que um funcionário de balcão no BNI aufere menos de 500 dólares americanos mensais,  ao contrario do  Banco de Fomento de Angola que na mesma categoria    paga perto de USD 800. No Banco BAI ganham perto de USD 1100.