quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nova versão sobre a morte do Bispo do Namibe divide clero católico


Quinta, 09 Dezembro 2010 13:37

Lisboa - Uma nova versão quanto a morte do Bispo do Namibe, Dom Mateus Tomás esta a dividir o episcopado católico na região sul de Angola. A Versão que circula em meios restritos da província interliga a morte do sacerdote a uma suposta interferência que o malogrado incitou junto aos hábitos tradicionais das comunidades Nhaneca-Humbi logo após a sua tomada de posse, razão pela qual Sé citado como tendo sido “amaldiçoado”.

Fonte: Club-k.net

Sul do país enfrenta problemas de tradição

De acordo com as ocorrências, as comunidades Nhaneca-Humbi submetem as jovens em fase de puberdade a um ritual conhecido por “Mufico” ao qual o Soba da aldeia deita-se com a sua esposa numa cubata e após a secção faz recolha do seu sêmen que por sua vez é dado as meninas que estão a receber preparação para serem esposas.

Ocorrente de que o ritual estava a provocar doenças contagiosas junto daquela comunidade, o malogrado Bispo Dom Mateus insurgiu-se contra estas praticas e de seguida reuniu-se com o Padre Norberto Bula e com Vigário-Geral da Diocese do Namibe, Padre Eusébio Tchimbanda, (este tido como defensor da cultura Nhaneca-Humbi) a fim de transmitir-lhe o seu “contragosto” sobre a pratica do “mufico”. O assunto debatido nesta reunião estendeu-se aos padres do Lubango. (Estava inclusive programado um recurso ao Mambaly como saída para intimidar o Bispo a recuar da sua posição, o que não aconteceu.)

Nas últimas semanas de vida, de de Dom Mateus Tomas eram conhecidos seus desabafos junto aos que lhe eram próximos alegando que costumava a ter visões estranhas, paralelas a cenários registrados ao qual as autoridades tradicionais atribuem a um suposto amaldiçoado contra “a proibição dos costumes dos Nhaneca”

Registro das ocorrências estranhas:
- Aparecimento de duas focas de madrugada agrimando até a manhã do dia seguinte, a porta da paróquia Nossa Senhora do Rosário, a quando da primeira visita do Bispo ao Município do Tombwa. Os mamíferos foram retirados pelo Soba grande, Alberto Pedro Ramos, que as levou para parte incerta

- Surgimento de duas cobras no Bispado. O Bispo confidenciou a um padre local (nome deliberadamente ocultado) que via sempre um boi preto.

- Uma “kimbala” com fezes, foi encontrado na porta da Diocese local

No dia da tragédia em que a sua viatura se embateu contra um animal provocando a sua morte, o Bispo Católico segundo depoimento que as autoridades colheram de uma menina de 9 anos que se fazia transportar na viatura, teria gritado que estava a ver um boi na sua frente que terá cortado a estrada a correr. Entretanto, a jovem testemunha quando inquirida revelou não ter visto nenhum animal. As autoridades conhecedora da área que liga Huambo-Chongori onde ocorreu acidente alegam que a zona não é habitada por bois.

A rapariga que viajava com o Bispo e mais dois padres, foi a única sobrevivente do acidente. A viatura capotou, o leptop do sacerdote e o seu telemóvel ficaram embatidos como se tivessem sido esmagados por um elefante.

De referir que durante a partida para Luanda, a viatura do sacerdote rebentou duas rodas e de regresso de Luanda, um grupo de sacerdotes aparentemente pressentindo alguma anomalia evitou viajar com os três padres que também se encontravam em Luanda, viajando em paralelo.

O comportamento de individualidades do clero após a morte do Bispo deu azo a comentários segundo as quais a Igreja Católica na região sul teria sido invadida pelo tribalismo e o regionalismo.

Anotações de indicadores dos comportamentos paranormais:
- O Vigário Episcopal é citado como tendo transmitido ao Bispo Dom Mateus Tomas, antes de partir para a Assembléia da CEAST no Huambo, que a província do Namibe não necessita de um Umbundu para vir como Bispo.

- Um dos Padres do Lubango, por sinal candidato a Bispo sucessor de Dom Mateus Tomas, quando comunicado pelo padre do Namibe, a cerca da morte do bispo, este julgando que tratava-se da pessoa de Dom Gabriel Mbilingui, demonstrou sinais que contrariam o sentimento de pesar. Quando interrogado das razões da sua indiferença, disse que pensou que fosse o Bispo do Lubango, porque “tem muita mania de viajar de carro”.

- O Vigário-Geral da diocese do Namibe, Eusébio Tchimbanda que se incompatibilizou com o malogrado sacerdote por causa da proibição dos rituais da comunidade Nhaneca-Humbi, abdicou-se participar no funeral do Bispo Dom Mateus Tomas. Na missa do sétimo dia, presidida pelo Bispo de Cabinda Dom Filomeno Vieira Dias, o Vigário, recusou sentar-se na cadeira reservada junto ao co-celebrante Dom Gabriel Mbingui tendo em plena missa negado o convite de Dom Filomeno Vieira Dias.

- No Cunene, o bispo da Diocese de Ondjiva, Dom Guimarães Kevano, é referenciado como estando a fazer apologia segundo a qual os bispados na província do Kuando Kubango e a Lunda-Sul deveriam ser geridas por bispos oriundos da cultura Kwanhama (Os hábitos tradicionais destas duas culturas estendem-se até a estas duas províncias). A Lunda Sul, por razões vacante, é ainda administrada apostolicamente por Dom Manuel Imbamba.

O problema das “visões de cobras e bois” que assombra o clero católico na região sul do país esta a estender-se em sectores políticos sobretudo a figuras que se incompatibilizam ou que foram entendidas como desrespeitadoras de certas normas tradicionais. O Governador provincial do Bié, Boavida Neto, pediu que fosse transferido para outra província sob alegação de estar a "ver cobras". Deixou de pernoitar no palácio passando a dormir no Bispado, num quarto vizinho ao do Bispo local.