Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Morre Dona Canô, mãe de Caetano e Bethânia, aos 105 anos


Morreu nesta terça-feira, aos 105 anos, a Dona Canô, mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia e da poetisa Mabel Veloso. Dona Canô havia sido internada no Hospital São Rafael, em Salvador, após sofrer uma isquemia cerebral transitória. Em novembro, ela tinha sido internada com uma infecção respiratória. Na sexta-feira, Dona Canô voltou para casa.

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Nascida em 16 de setembro de 1907, Claudionor Viana Teles Cardoso se tornou a personalidade mais conhecida da cidade de Santo Amaro (antiga Santo Amaro da Purificação), a 72km de Salvador, e é considerada o símbolo da mãe baiana. Sua casa, na avenida Ferreira Bandeira, 179, é um dos pontos turísticos da cidade.
Mesmo sendo de uma família humilde, estudou no Colégio das Sacramentinas onde frequentou aulas de francês e teatro. Em janeiro de 1931, casou-se com José Telles Veloso, o seu Zeca, telegrafista da Companhia de Correios e Telégrafos. Em uma de suas raras entrevistas, respondeu à repórter que lhe perguntou qual foi o fato mais importante da vida dela:
– Meu casamento, minha filha. Foi a coisa mais importante na minha vida.
Dona Canô é mãe de oito filhos, Roberto José, Maria Isabel, Clara Maria, Rodrigo Antonio, Caetano Emanoel e Maria Bethânia, biológicos, além de Nicinha e Irene, adotadas. Na década de 1940 começou a investir na carreira artística dos filhos, principalmente Caetano, que gravou o primeiro disco aos 10 anos de idade. Na década de 1960 se mudou com o marido para Salvador, a fim de acompanhar a carreira dos filhos. Em 1984, voltou para a cidade de Santo Amaro, onde viveu até a manhã desta terça-feira. 
Imagem: Dona Canô, aos 105 anos, estava lúcida e era dona de um apurado senso de humor