sábado, 25 de maio de 2013

Luanda. Esquema fraudulento de desvio de fundos envolvendo PCA do BDA e a Cruval




Luanda - Depois de se ter dado  conta de um alegado favorecimento do Presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Paixão Franco, na cedência de um crédito de 8 milhões e 982 mil dólares norte-americanos, a empresa Cruval- matérias de construções Lda., com o aparente objectivo de altos responsáveis daquela  instituição bancaria de fomento colher proventos financeiros, fontes conhecedoras do dossier dão conta que o referido montante terá sido transferido da conta da Cruval em Angola, para uma das suas filiais sediadas em Portugal.
 Fonte: Club-k.net
De acordo com círculos bancários, o esquema utilizado terá sido  através da simulação de compras de equipamentos e matérias-primas a uma fictícia empresa denominada TEC - engenheira de cerâmica, Lda.

A empresa  Cruval, propriedade do empresário Carlos Cunha (juntamente com três filhos seus) foi-lhe dada de bandeja o referido financiamento em 2009, com o objectivo de construir uma cerâmica, em Viana/Luanda, que conheceria a sua conclusão em 2010.  Entretanto, passados 4 anos, a referida cerâmica não foi construída e não há sinais de preocupação da parte do PCA do BDA no sentido de responsabilizar a Cruval, pelo incumprimento do projecto para que possa devolver os milhões de dólares aos cofres do Estado.
 
Apesar do proprietário da Cruval, Carlos Cunha, ter garantido que a referida cerâmica poderá já entrar em funcionamento a partir do próximo ano, há conhecimento de que, os trabalhos encontram-se paralisados sem nunca terem sido fiscalizados pelos técnicos do BDA, o que mais uma vez, vêm à tona as cogitações duma alegada cumplicidade com alto responsáveis  da instituição liderada por  Paixão Franco.

“Quando o senhor Carlos fala que a sua entrada foi no sentido de injectar verbas para viabilizar a montagem da cerâmica, isso é uma tremenda mentira. Como é possível o projecto ter entrado em dificuldades se ainda não começou a ser construída e nem sequer a Cruval pagou os fornecedores? Onde é que foram parar os 8 milhões e 982 mil de dólares dados pelo BDA?, interrogou-se, uma fonte.

A Cruval é uma empresa criada pelo também  proprietário da CASA 70, Carlos Cunha, que por motivos ainda desconhecidos havia registado em nome de três filhos seus. Há informações que os fornecedores estarão a sentir-se ludibriados e enganados pelo BDA e por aquele empresário (Carlos Cunha) que também já foi quadro sénior do Ministério da Hotelaria e Turismo.