terça-feira, 19 de abril de 2011

Alda Sachiambo, presidente da bancada parlamentar da UNITA


Lisboa - É presentemente uma das figuras mais carismáticas da UNITA cuja bancada parlamentar lidera ou que esta em vias de renunciar em favor de prioridades particulares. Alda Juliana Sachiambo ou “Mana Aninhas” como é internamente tratada é, pelo seu percurso, vista internamente como uma presidenciável partidária com reconhecida capacidade política/moral.

Fonte: Club-k.net
A ex- governadora “Sombra” do Huambo
O seu percurso na UNITA começa por ter sido a única mulher que, em Junho de 78, fez parte do conselho de Revolução do então movimento rebelde ainda ao tempo de Jonas Savimbi, ostentado a patente de tenente. Na altura, Ana Sachiambo Chindondo estava casada com o Coronel Waldemares Pires Chindondo, que fora o primeiro Chefe de Estado Maior das FALA, mais tarde acusado de tentativa de “Golpe de Estado” e executado pela segurança do “Galo Negro”.

Sachiambo foi também uma das dinamizadoras do braço feminino da UNITA. Começou em 1982 como coordenadora da liga da Mulher angolana (LIMA) de que viria ser a sua presidente dois anos depois. Em 1988, Savimbi formou uma estrutura governamental e Alda Sachiambo, agora graduada com a patente de capitã foi indigitada para exercer as função de Ministra Adjunto do Trabalho e Abastecimento. O Ministro era Celestino Capapelo, um jurista formado em Portugal. Ano a seguir, o movimento rebele realizou um congresso extraordinário e ela novamente foi desafiada a desempenhar as funções de Directora de Gabinete do Secretariado do Planeamento.

Meses após aos acordos de Bicesse, ela na qualidade de esposa de Jonas Savimbi, integrou a caravana que acompanhou o líder rebelde naquela que foi a sua viagem histórica das matas a cidade, concretamente a cidade do Huambo. Esteve na tribuna dos primeiros comícios feito pelo Presidente da UNITA ao lado de Ana Isabel Savimbi (esposa principal), Catarina e Sandra, a esposa mais nova.

No processo de modernização da UNITA, de maquina militar para força política, Ana Sachiambo tornou se a numero dois de equipa econômica que talhou as políticas do referido sector que integrariam o programa de Governo apresentado por Jonas Savimbi. A numero um da equipa foi uma outra senhora, Fátima Roque.

Alda liderou uma das maiores manifestações de massas no bailundo que visou saudar um dos mais sucedidos périplo feito por Jonas Savimbi junto a presidência de capitais africanas quando o mundo havia virado as costas ao líder rebelde.

Na esfrega do colapso de desentendimentos entre UNITA e Governo que resultou no retorno a guerra Ana Sachiambo regressou as matas fazendo parte da chamada coluna presidencial. Na seqüência do cerco das tropas governamentais, quando Savimbi já era dado como localizado pela parte governamental e “Mana Aninhas” foi despachada para coluna do General Antonio Dembo então Vice Presidente do movimento. O seu estado era de pessoa fragilizada mas mesmo assim nada a impediu de presenciar, o oficial Samuel S. Kapinala vulgo General Samy, a enterrar os restos mortais de Antonio Dembo que tombara quando a coluna fugia dos soldados das FAA.

Com o fim do conflito desmobilizou s como coronel, e desempenhou funções, de Secretaria provincial da UNITA, no Huambo. Personalidades na província alegam que fez uma reconhecida frente política ao então Governador Paulo Kassoma. Ela era vista como uma “Governadora Sobra”. Toda entidade que visitasse o Huambo manifestava o interesse de ir ter e ouvir a sua analise sobre a vida da província. Diz-se que na altura não havia clima de intolerância política porque a sua mensagem fluía nas hostes das autoridades governamentais.

Mais tarde cessou as funções no Huambo, por motivos de saúde tendo sido transferida para Luanda onde passou a ser assessora política do actual Presidente da UNITA Isaias Samakuva. Presentemente esta a terminar o curso de ciências políticas na Universidade Agostinho Neto.