sábado, 17 de agosto de 2013

Conheça Mena Abrantes, homenageado da 5a. edição do Festlip 2013:


Dramaturgo e jornalista, José Manuel Feio Mena Abrantes nasceu em 11 de janeiro de 1945, em Malanje, Angola. Reconhecido e respeitado, com vinte e uma obras publicadas e vinte e duas peças encenadas com base em suas obras teatrais, Mena Abrantes, participa ativamente em festivais de teatro realizados em Cabo Verde, Brasil, Itália, Moçambique e Portugal, sempre promovendo a unificação entre a comunicação e a interação da língua com a arte no palco teatral. É diretor do Grupo Elinga Teatro, um dos mais tradicionais de Angola, que completou 25 anos em 2013. Nesta edição do Festlip, o espetáculo Brasil/Angola, "AMÊSA", de Mena Abrantes, abre o festival dia 21 de agosto.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Isabel dos Santos desmente acusações de enriquecimento ilícito




Lisboa - Isabel dos Santos, empresária e filha do presidente de Angola, desmentiu as alegações de enriquecimento ilegítimo denunciadas, esta quarta-feira, pela revista norte-americana "Forbes" e acusou um dos coautores, Rafael Marques, de ativismo político.
Fonte: JN
Club-k.net
"As alegações que um ativista político angolano publica na revista "Forbes" sobre Isabel dos Santos são completamente falsas", afirmou à revista "Forbes" uma das fontes oficiais de Isabel dos Santos, num comunicado também enviado para a Agência Lusa.
Considerada pela revista norte-americana como a primeira bilionária de África, a fortuna de Isabel dos Santos foi investigada e analisada num artigo assinado por Rafael Marques e um jornalista da "Forbes", Kerry A. Dolan, que integra a edição em papel de 2 de setembro. O artigo denuncia que a riqueza da empresária vem "ou de ficar com uma parte de uma empresa que quer fazer negócios no país ou de uma assinatura presidencial que a inclui na ação".
Em resposta ao artigo da "Forbes", uma fonte oficial de Isabel dos Santos garantiu, no comunicado, que "nunca o Presidente nem o governo angolanos transferiram ilegalmente ações de empresas para Isabel dos Santos ou para quaisquer empresas controladas por esta empresária".
"Isabel dos Santos é uma empresária independente e uma investidora privada, representando unicamente os seus próprios interesses", acrescenta a fonte oficial.
De acordo com o comunicado, os "investimentos em empresas angolanas e/ou portuguesas são transparentes e têm sido realizados através de transações baseadas no princípio de plena concorrência, envolvendo entidades externas, tais como reputados bancos e escritórios de advogados".

Rafael Marques foi ainda descrito como "um conhecido ativista político que, patrocinado por interesses escondidos, passeia pelo mundo a atacar Angola e os angolanos.

É o Presidente de Angola que faz da sua filha uma milionária, acusa a Forbes




Lisboa - Em Janeiro, a revista Forbes considerou Isabel dos Santos, a filha mais velha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, como a mulher mais rica de África. Agora, publicou uma investigação em que clarifica a origem da sua fortuna: vem de ficar com uma parte de empresas que querem estabelecer-se em Angola ou da providencial assinatura do pai numa lei ou decreto.
Fonte: Publico/Forbes
O artigo é assinado por Kerry A. Dolan, uma das coordenadoras da lista anual dos milionários, e pelo jornalista e activista angolano Rafael Marques, que dizem ter falado com muita gente no terreno e consultado muitos documentos. No entanto, Isabel dos Santos e o empresário português Américo Amorim – que se tornou um importante parceiro da filha do Presidente angolano –, entre outros visados directamente, não falaram com os jornalistas.
A empresária veio desmentir as afirmações da Forbes. Em comunicado, o seu gabinete diz que o artigo é obra “um conhecido ativista político que, patrocinado por interesses escondidos, passeia pelo mundo a atacar Angola e os angolanos”, referindo-se a Rafael Marques. “Isabel dos Santos é uma empresária independente e uma investidora privada, representando unicamente os seus próprios interesses”, sublinha o comunicado.
A revista norte-americana diz claramente que a história de Isabel dos Santos, a milionária de 3000 milhões de dólares no país onde 70% dos habitantes vivem com menos de 2 dólares por dia,“é uma rara janela para a mesma trágica narrativa cleptocrática em que ficam presos muitos outros países ricos em recursos naturais”.
José Eduardo dos Santos, de 71 anos, é Presidente de Angola desde 1979, e é o chefe de Estado que governa há mais anos sem ser monarca, sublinha a Forbes. Incluir a sua filha em todos os grandes negócios feitos em Angola é uma “forma de extrair dinheiro do seu país, enquanto se mantém à distância, de maneira formal”, escrevem os jornalistas. “Se for derrubado, pode reclamar os seus bens, através da sua filha. Se morrer enquanto está no poder, ela mantém o saque na família.”
Isabel dos Santos tem 24,5% da Endiama, a empresa concessionária da exploração mineira no Norte do país – criada por decreto presidencial, que exigia a formação de um consórcio com parceiros privados. Os parceiros privados da filha do Presidente, que incluíam negociantes israelitas de diamantes, criaram a Ascorp, registada em Gibraltar. Na sombra, diz a Forbes, citando documentos judiciais britânicos, tinha o negociante de armas russo Arkadi Gaidamak, um antigo conselheiro do Presidente angolano durante a guerra civil de 1992 a 2002.
O escrutínio internacional dedicado aos ‘diamantes de sangue’, explica a revista, aconteceu no mesmo período em que Isabel dos Santos transferiu a sua parte do negócio, que a Forbes classifica como “um poço de dinheiro”, para a mãe, uma cidadã britânica. Tudo continua em casa, sublinha a revista.
Além dos diamantes, também a posse de 25% da Unitel, a primeira operadora de telecomunicações privada em Angola, partiu de um decreto presidencial directamente para a filha mais velha. “Um porta-voz de Isabel dos Santos disse que ela contribuiu com capital pela sua parte da Unitel, mas não especificou a quantia; um ano depois, a Portugal Telecom pagou 12,6 milhões de dólares por outra fatia de 25%”, escreve a revista.
A quota-parte de 25% da Unitel detida por Isabel dos Santos é avaliada por analistas que seguem a actividade da PT, e que foram ouvidos pela Forbes, em mil milhões de euros.
A parceria com Américo Amorim, que abarca as áreas financeira, através do banco BIC, e petrolífera, através da Amorim Energia e dos seus negócios na Galp e com a Sonangol, tem sido um sucesso. A revista lembra o investimento de 500 milhões na portuguesa ZON e explica também como Isabel dos Santos acabou por ficar à frente da cimenteira angolana Nova Cimangola, também através de negócios com Américo Amorim.
Contas feitas, o objectivo do regime é apresentar Isabel dos Santos como uma heroína angolana. Depois de a Forbes a ter declarado uma bilionária, em Janeiro, o Jornal de Angola, “porta-voz do regime, declarava ‘estamos maravilhados por a empresária Isabel dos Santos se ter tornado uma referência do mundo das finanças. Isto é bom para Angola e encher os angolanos de orgulho.’”. Mas não é caso para isso, diz a revista: “Os angolanos deviam ficar envergonhados. Não orgulhosos.”

Polícia Económica preocupada com fraudes bancárias


Luanda - O director nacional da Polícia Económica, comissário António Pereira Freire dos Santos, considerou nesta quarta-feira, 14, em Luanda, preocupante o envolvimento de funcionários de diversas instituições públicas, privadas e bancárias na falsificação de cheques e outros actos ilícitos que propiciam desvios de grandes somas monetárias destinadas aos cofres do Estado.

Fonte: Angop
Club-k.net
A alta patente da Polícia Nacional falava na cerimónia de encerramento do XXIV Conselho Consultivo Alargado deste órgão operativo do Comando-Geral da PN, decorrido sob o lema "Polícia Económica atenta à situação actual, perspectivando o futuro".

A par disso, considerou também preocupante a entrada de produtos com prazos de caducidade expirados ou muito próximos do seu vencimento ou ainda com a rotulagem em língua estrangeira, bem como a existência no mercado nacional de bebidas importadas e de fabrico nacional com alto teor alcoólico, muitas destas nocivas à saúde humana.

A proliferação de farmácias e postos médicos ilegais, principalmente nas zonas suburbanas, cujos trabalhadores não têm qualquer formação profissional, consta igualmente das preocupações da Polícia Económica, segundo o seu director nacional.

Para o comissário António Freire dos Santos, tais manifestações de criminalidade económica impõem o aperfeiçoamento permanente dos métodos investigativos e a aplicação correcta de normas jurídicas, "com vista a anteciparmo-nos da ocorrência destes casos, que têm causado danos consideráveis à economia nacional".

Referiu ainda que o combate à criminalidade económica actual obriga que os efectivos deste órgão estejam dotados de conhecimentos suficientes sobre os fenómenos económicos susceptíveis de perigar a ordem económica.

Por outro lado, manifestou a necessidade da redefinição das formas de realização das actividades de inspecção e fiscalização, com a introdução de novos paradigmas de inspecção, tendo em conta a existência de instituições com atribuições similares, de forma a evitar-se constrangimentos entre os agentes económicos.

Outro aspecto a levar em consideração, segundo o oficial comissário, tem a ver com a falta de normas jurídicas que fazem face a determinados comportamentos danosos não tipificados por lei, mormente sobre a saúde pública, telecomunicações, entre outros, que remetem a uma profunda reforma das normas penais económicas.

DNIC volta a prender Jéssica Coelho





Lisboa – Oficiais da Direcção Nacional de Investigação Criminal em Angola voltaram a prender Jéssica Alexandra Coelho, de 17 anos, na tarde de segunda-feira (5), em Luanda. A menor, implicada no caso Jorge Valério encontrava-se em liberdade preventiva por efeito de um “habbes Corpus”, emitido pelo Tribunal Supremo de Angola.
Fonte: Club-k.net
De acordo com a vizinhança, os oficiais da DNIC fizeram se acompanhar de mais de três viaturas tendo de seguida chegado um carro com homens armados. Os mesmos tentaram arrombar o portão da casa dos pais de Jéssica causando um ambiente de alaridos.
Depois de aprenderem Jéssica , os agentes dirigidos por um oficial Fernando Recheado prenderam também uma tia da mesma porque de acordo com pareceres, a DNIC suspeita que a senhora tivesse gravado com o seu telefone a acção de invasão da residência onde ocorreu a captura.
Sabe-se que DNIC fez-se acompanhar de um mandado de captura (em anexo) assinado pelo Juiz e direito do Tribunal Provincial de Luanda Paulino Tito Cafumana de Almeida datado de 5 de Agosto do presente ano. Trata-se do mesmo juiz que no passado dia 19 de Julho assinou o mandado de livramento de Jéssica Coelho.
Em meios jurídicos que acompanham o caso, consideram que o juiz Paulino Tito Cafumana de Almeida terá com esta acção, desrespeitado o acórdão de um Tribunal Superior neste caso o Supremo que mandou libertar Jéssica Coelho no passado dia 19 de Julho por excesso de prisão preventiva.
Na data de soltura, aquela menor completava 215 dias de cadeia, sem que ainda conhecesse julgamento ou estivesse pronunciada pelo juiz da causa, o que representava, no entender de experts, uma violação clara da Lei de Prisão Preventiva, que determina que o prazo máximo de detenção de um cidadão sem ser presente a um juiz para julgamento não pode exceder os 135 dias. (Isto é, a DNIC e a PGR excederam esse prazo, mantendo-a sob prisão por mais de 80 dias ilegalmente, nos termos da lei.)
Jéssica Coelho estava sujeita, apesar da soltura, apresentar-se quinzenalmente junto do Tribunal e com restrições de movimento no perímetro da província de Luanda nem do país, enquanto aguarda pelo julgamento. No dia 1 de Agosto ela fez-se apresentar no Tribunal Provincial de Luanda na companhia da família.
O Caso Jorge Valério esta ligado ao assassinato do jovem com o mesmo nome em Outubro do ano passado. O director da DNIC, Eugénio Alexandre apresentou Jessica Coelho a namorada do falecido como a suposta mandante do crime. O caso este prestes a ir a Tribunal tendo regressado por insuficiências provas contra a menor. Antes um grupo de menores liderados com Adilson Monteiro foram detidos acusados de implicância na morte de Jorge mas soltos, depois de 80 dias por alegada falta de provas.