Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Igrejas "lavam" dinheiro


O director dos Assuntos Religiosos do Ministério da Justiça, Vitorino Mário, afirma que há igrejas em Angola ligadas ao crime organizado e financiamento do terrorismo. “Temos várias igrejas ligadas à criminalidade organizada transnacional, ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e tráfico de seres humanos”, disse Vitorino Mário, durante o programa “Tendências e Debates”, da Rádio Nacional de Angola.
Vitorino Mário disse que a globalização tem coisas boas e más. Por isso defendeu a necessidade de se fazer uma destrinça legislativa e penal, para melhor regular o papel das igrejas e a responsabilidade do Estado.
Legislação é branda
Paulo de Jesus, da Polícia Económica, confirmou a existência de confissões religiosas envolvidas na remessa de avultadas somas de dinheiro para o exterior, algumas com indícios criminais, mas reconheceu que a legislação é demasiado branda para desencorajar as práticas criminosas.
“Temos algumas confissões religiosas que operam em Angola e os proventos arrecadados são canalizados para o exterior de muitas maneiras”, disse. Paulo de Jesus afirmou que a Polícia tem conhecimento desta prática, mas não consegue agir devido à legislação. No programa Tendências e Debates, juristas, sociólogos e sacerdotes reflectiram sobre o papel social das igrejas em Angola.
Manuel Fernandes, do Instituto Nacional dos Assuntos Religiosos do Ministério da Cultura, referiu que há factores que concorrem para o surgimento de várias seitas religiosas. “Temos as chamadas igrejas tradicionais e históricas, que são bem conhecidas. Não adianta fazermos vista grossa e dizer que todas as igrejas são iguais”, frisou.
O sociólogo Pedro Maria de Castro salientou que algumas seitas religiosas fazem aproveitamento das fragilidades dos fiéis e arrecadam avultadas quantias monetárias.
“O fenómeno religioso tem sido aproveitado para arrecadar dinheiro. Os líderes destas seitas exploram a vulnerabilidade das pessoas, que na maioria dos casos precisa de muita orientação”, disse, Paulo Maria.
O cónego Apolónio Graciano pediu prudência aos cristãos para se manter a ordem e a disciplina. “A Igreja Católica é cimentada há séculos, mas também passou por várias intempéries desde o seu início. Sabemos que tudo exige prudência e coragem para não permitir que a indisciplina prevaleça”, aconselhou.
Jornal de Angola
ANGOLA24HORAS.COM