Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Luanda. BANCO BPC FALIDO?




Lisboa – A sindicância que decorre em torno da gestão do Presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Paixão António Júnior,  teve como pano de fundo o “empréstimo” de mais de 70 milhões de dólares norte-americanos, a um cidadão de nome Carlos Miguel Conceição, identificado como seu sobrinho.

Fonte: Club-k.net

Um “task-force” envolvido na investigação terá notado que o empréstimo foi aprovado em moldes irregulares, tendo grande parte dos fundos sido empregues em gastos que nada têm a ver com os investimentos acordados. Segundo as investigações, o próprio Paixão Júnior terá sido o beneficiário principal do esquema.
Carlos Miguel Conceição, o beneficiário formal do empréstimo, terá empregue parte do que lhe cabe, na compra de viaturas topo de gama e imóveis na cidade de Johanesburgo (África do Sul), em Lisboa (Portugal) e no esbanjamento em outras propriedades de luxo.
O BPC, segundo observações em meios competentes, encontra-se falido em função de mecanismos reflectidos em empréstimos não transparentes. Há igualmente registro de fundos para fins filantrópicos para actividades do MPLA e ao clube desportivo Progresso do Sambizanga, presidido por Paixão Júnior.
A comissão de Sindicância cujos trabalhos estão na fase terminal, é encabeçada pelo ministro da Economia, Abraão Gourgel. Primeiramente falava-se de um suposto afastamento de Paixão Júnior. Há conhecimento de que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, decidiu dar-lhe mais um "voto de confiança" com a previsão de injectar novos fundos para a gestão dos mesmos.