Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Luanda. Suicídio: Jovem atira-se do prédio


Luanda - Uma jovem de aproximadamente 25 anos de idade, de nome Solange Borges, moradora do distrito urbano da Samba, pôs fim à sua vida na rua 1º Congresso, distrito urbano da Ingombota, esta terça-feira (14), por volta das doze horas, depois de ter-se ausentado do seu local de serviço.

Fonte: SA (João Silva)

Solange, ao volante da sua viatura, dirigiu-se a um prédio próximo do seu local de trabalho, subiu ao terraço do mesmo e atirou-se para baixo, pondo desta forma fim à sua vida. Quando a reportagem do Semanário Angolense (SA) chegou ao local do sinistro minutos depois, o cadáver encontrava-se coberto por um pano.
A falecida, que era funcionária do Tribunal de Policia, antes de suicidar-se escreveu na sua viatura «Deus me ama». O corpo permaneceu no local até a chegada dos investigadores da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) que, por motivos de engarrafamento, chegou um tanto atrasado.
Enquanto isso, viveu-se momentos de intensa dor, não só por parte de familiares, principalmente da mãe que não se continha ao ver o corpo da filha estendido no chão debaixo de um sol ardente, mas também de amigos e colegas de trabalho.
Era grande a multidão que rodeava o cadáver, entre curiosos, polícias e bombeiros. Toda a gente especulava à volta da verdadeira razão que levara uma jovem que tinha tudo para vencer na vida à suicidar-se de forma tão bárbara. Para alguns, o motivo foi ciúmes do namorado que a traíra com uma amiga. Para outros, foram dívidas contraídas com algumas pessoas que a pressionavam o que a levou a matar-se.
Uma «kinguila» afirmou que a falecida era sua cliente e até comprava sapatos na sua bancada. A verdadeira razão, porém, não se soube. Se algum presente sabia de algo, nada disse. Familiares e polícia não deixavam os elementos da comunicação social aproximar-se da vítima.
O repórter do SA conseguiu falar com uma irmã e um primo de Solange. Mas ambos, entre lágrimas, disseram desconhecer os motivos que levaram a sua parente a suicidar-se. Até ao fecho da presente edição, o caso encontrava-se ainda sob investigação.