Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Êxtase no show dos 30 anos de carreira de Stewart Sukuma


Maputo (Canalmoz) - Foi uma perfeita simbiose entre o estético e o belo, a que perto de 1.500 espectadores puderam assistir na madrugada do último sábado, no show que deu início às celebrações dos 30 anos de carreira artístico-musical do compositor e intérprete Stewart Sukuma.
A noite viria a atingir o clímax, quando se procedeu ao pré-lançamento do perfume de marca Fusion - uma marca registada de Stewart Sukuma - uma fragrância deliciosa e envolvente, chave da elegância, obra de Lourenço Lucena, um perfumista português, membro da “Société Française des Perfumeurs”.
Tratou-se de um concerto multicultural, com o alto patrocínio da mcel numa produção da Conga Eventos, que abrangeu vários ritmos tradicionais, durante o qual Stewart, acompanhado pela banda Nkuvu, fez uma reedição dos álbuns “Afrikiti” e “Nkhuvu”.
O guarda-roupa e a coreografia tradicional moçambicana foram o denominador comum naquela noite de inverno, aquecida com sucessos de Stewart como “Sumanga”, “Música Quente”, “Julieta” para traçar o percurso do músico até então.
Este músico, de créditos firmados, buscou o melhor do seu repertório para emprestar o seu talento na arte de musicar, na companhia de um naipe de artistas de luxo, composto por Stélio na bateria, Nelton Miranda na viola baixo, Papi Miranda nos teclados, Dodó na guitarra, Nando e Pateta na percussão e as belas vozes de Lena e Sizaquiel nos coros, perante um público ávido em beber da boa música, e que brilhantemente a banda saciou.
Judith Sephuma, convidada especial da noite, foi uma vez mais brilhante na sua actuação e, para apetrechar o “Nkuvu” de Stewart, trouxe da terra de Mandela os sucessos “Change is Here”, “A Cry, a Smile, and a Dance”.
Para Sérgio Zimba, cartoonista, “os 30 anos de Stewart glorificam os artistas no geral, pois, sabemos que foram anos de muito esforço e dedicação, pelo que felicito o Stewart, e a mcel por fazer parte da cultura moçambicana em acompanhar os artistas”.
Já Nádia Taju, fã de Stewart, é de opinião que ele é um artista irreverente e deve ser um exemplo e inspiração para outros artistas, “sobretudo os mais jovens, que devem buscar nele essa força e vontade para crescer”.
Por seu turno, a jurista e cantora Iveth Marlene disse que “Stewart é um artista em quem todos nós, músicos, nos devemos espelhar, porque 30 anos não é tarefa fácil”.
“Passamos por obstáculos que, por vezes, nos deixam cair, mas temos que ter força de levantar e continuar, e é o que o Stewart nos mostra aqui, pelo que está de parabéns e está de parabéns também a mcel que sempre apoiou a nossa cultura, pois, os músicos devem ser homenageados vivos”.
Durante a noite, Stewart fez ainda o pré-lançamento do seu perfume, de marca Fusion. Esta fragrância concentrada, que foi oferecida a mil espectadores do concerto, é um perfume produzido, com base em mais de 28 matérias-primas diferentes que se pode caracterizar como oriental a madeirado. Ele tem na sua composição citrinos como tangerina, laranja, damasco, ameixas, só para citar alguns. É uma fragrância que se pode usar no dia-a-dia e para qualquer ocasião, sendo que o Fusion é o espelho de Stewart ao longo destes 30 anos de carreira.
Um outro dado não menos importante, que deu corpo a esta celebração de Stewart naquela noite, foi o lançamento do single “Txopela Moçambique”. Trata-se uma composição que, na sua essência, promove o turismo cultural em Moçambique.
Importa referir, ainda, que Stewart vai fazer ainda mais 29 shows até Maio do próximo ano, perfazendo 30, igual número de anos da sua brilhante carreira. (FDS)