quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Michael Morris: Banqueiros controlam o FED, BCE, ONU, Banco Mundial, FMI, BCI


- Bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício
A ciranda diabólica

Michael Morris é o autor do livro Was Sie nicht wissen sollen! (O que você não deve saber!), onde ele esclarece como um pequeno grupo de banqueiros particulares governa nosso mundo em segredo. Estes banqueiros controlam conforme sua vontade não apenas o FED ou o BCE, mas também as organizações supra-nacionais como a ONU, o Banco Mundial, o FMI e o BCI (Banco de Compensações Internacionais). Além disso, eles manipulam as cotações do ouro e da prata, provocaram conscientemente a bolha imobiliária e a crise bancária, e levam propositadamente o mundo ao precipício.
Michael Morris explica:

“Há mais de duzentos anos, a economia entra em colapso em intervalos regulares, porque exatamente assim é planejado e desejado. E planejada da mesma forma é a próxima quebra das bolsas – que virá logo. Pois desta forma o dinheiro, e conseqüentemente o poder, será distribuído de baixo para cima… Nós caímos novamente no mesmo velho golpe. Isso somente acontece porque poucas pessoas entendem como funciona nosso sistema financeiro globalizado. Ele é mantido sob uma áurea de complicação para que justamente seja pouco compreendido. E isso é feito propositadamente. E no fundo tudo é tão simples!”

Na entrevista seguinte concedida a Stefan Erdmann, de 7 de julho de 2011, o autor do livro previu a situação atual da economia mundial, principalmente nos EUA.

Ele também estará certo quanto às suas outras previsões?
O quê você não deve saber

Stefan Erdmann: Herr Morris, você publicou em abril deste ano um interessante livro intitulado Was Sie nicht wissen sollen!. Nele, você afirma que a economia européia e norte-americana dirige-se contra um muro. Isso ainda não aconteceu e parece que o atual sistema irá continuar desta mesma forma pela eternidade afora. Você ainda tem esta opinião?
Michael Morris: Sim, naturalmente. Não há qualquer dúvida que a economia mundial entrará em colapso – pois isso deve acontecer! A única pergunta é, quando?
Stefan Erdmann: Mas porque você está tão seguro disto? A economia alemã até apresenta um aparente crescimento, as bolsas estão subindo, a Grécia foi salva e tudo vai voltar ao normal. Não é assim?
Michael Morris: Sim, isso seria bonito, mas não é assim que funciona. Toda essa conversa sobre crescimento é uma tosca tentativa para acalmar as massas. Os números e estatísticas são claramente unilaterais, a favor dos mandantes e não possuem qualquer força argumentativa. O volume da economia cresce apenas porque mais dinheiro é bombeado para o mercado. Simultaneamente este dinheiro perde cada vez mais valor por causa da inflação. Nos relatórios vemos um maior faturamento, mas não é por isso que eles têm mais valor. Trata-se apenas de um jogo de adição de zeros, onde as classes inferiores perdem rapidamente e as mais abastadas ganham. Acontece uma monstruosa concentração de renda. Assim que a maioria das pessoas entenderem isso, a coisa pega.

Stefan Erdmann: E na sua opinião, por que os políticos nada fazem contra isso?
Michael Morris: Porque eles, em sua grande maioria, não têm o mínimo conhecimento. No fundo todos os políticos tentam atualmente adiar o colapso da economia e as conseqüentes ondas de revolta, para além do período de seu mandato. Assim este cenário de horror não acontece sob seus olhos, mas talvez no próximo período de legislatura.
Impressionante eu acho o relatório atual de um comissário de polícia em Berlim, que atua na segurança doBundestag (parlamento alemão) e tem contato diário com os parlamentares. Há poucas semanas ele contratou um amigo construtor para construir uma casa em Chiemgau, e este deveria entregá-la o mais rápido possível! Perguntado, ele explicou que logo tudo desabará, as caixas da previdência estão vazias, a Grécia falida e impassível de salvação, e que os políticos federais sabiam disso, todavia não iriam avisar a população. Este é uma posição de 6 de julho de 2011, ou seja, bem recente! A política sabe que aquilo que ela faz não pode acabar bem, mas não estão entendendo exatamente o que fazem. O mais importante é manter seus privilégios e abastados salários. De fato é difícil avaliar realisticamente a situação atual, quando não se tem noção de economia, de dinheiro e ouro, de bancos e bolsas. Olhe bem quem controla a Alemanha. De onde vêm a chanceler e o vice-chanceler? Qual deveria ser a qualificação para dirigir uma nação econômica? Olhe a direção da UE. Não sabemos bem se devemos rir ou chorar! Tal equipe pode dirigir uma associação de boliche, mas não toda a Europa. Isso tem que acabar mal. Eles não entendem que chegamos a um ponto, onde a economia tem que entrar em colapso!
Essência democrática: “É como você disse: aqueles que decidem não foram eleitos,
e aqueles que foram eleitos não decidem nada”
[Horst Seehofer, ministro da saúde (2005-2008) e atual governador da Bavária]
Stefan Erdmann: Você afirma que a economia tem que entrar em colapso. Por quê? Você pode nos explicar em detalhes?
Michael Morris: Nosso sistema econômico está baseado em um permanente crescimento, mas um crescimento infinito não pode existir em um planeta com limitações físicas. O sistema é erigido de tal forma que a economia só pode crescer à medida que pessoas, empresas e países se endividem. Através da contração de dívidas, novo dinheiro é criado, dinheiro este que não existia anteriormente – isso é denominado “criação monetária”. O dinheiro, que é concedido na forma de crédito, é criado quase do nada pelos bancos. Este dinheiro não existe realmente, não existe fisicamente, mas existe apenas no papel. No início de um novo ciclo econômico, este dinheiro extra aquece o mercado. Todos se passam por grandiosos, compra-se e investe-se onde pode. Então chega-se ao ponto onde as pessoas perdem a noção das coisas, sobem os preços dos imóveis, das matérias-prima e do varejo, formam-se bolhas; mais dinheiro é criado pelos bancos a juros e emprestado aos felizes consumidores a juros sobre juros. Através da expansão da base monetária, o dinheiro perde valor, aparece a inflação. Em algum momento os preços aumentam mais do que os salários, então as pessoas perdem poder aquisitivo e a economia começa a tropeçar. Ao mesmo tempo as dívidas tornaram-se tão altas, que a pressão dos juros sufocam as pessoas, as cidades e todo o país. Eles não podem mais saldar os créditos que tomaram, e são obrigados então penhorar aquilo que mais prezam, para quitar pelo menos parte da dívida. Em algum momento, todo este castelo de cartas desaba, pois não existem mais recursos.
Stefan Erdmann: Este é o ponto que chegou a Grécia?
Michael Morris: Exato. Se bem que a Grécia tem pouca culpa pelo mar de lama. Os gregos não tiveram qualquer chance, Eles devem sucumbir dentro da Zona do Euro. Isso era previsto.
Stefan Erdmann: Como assim? Como isso teria sido previsível?
Michael Morris: A Alemanha está orgulhosa por exportar tantos produtos de alta-tecnologia. Isso é ótimo, e não deve ser um transtorno para outros países contanto que estes tenham moeda própria. Pois desta forma eles podem elevar as barreiras alfandegárias e assegurar que pelo menos uma parte de seu dinheiro permaneça no país e não escoe tudo para a Alemanha. Enquanto a Grécia teve uma moeda própria, determinados produtos gregos puderam concorrer com os produtos alemães. Eles não eram tão sofisticados, mas por sua vez eram mais baratos do que os produtos alemães, sobre os quais incidiu os impostos de importação. A Grécia pode também influenciar o câmbio em relação ao marco alemão. Era atrativa como local turístico, pois era relativamente barato. Então de uma vez desapareceram a moeda própria e as barreiras alfandegárias. Com isso os produtos gregos não puderam mais concorrer com os alemães, todo dinheiro fluiu para o estrangeiro, a economia grega ficou totalmente estagnada, vieram as demissões, a arrecadação fiscal diminuiu e, portanto, o governo grego foi obrigado a tomar mais crédito que logicamente não podia mais pagar – como ele poderia, de onde viria o dinheiro? Naturalmente ele pode tomar novos empréstimos, ou seja, contrair mais dívidas para pagar os juros das dívidas antigas. Uma ciranda doente.
Stefan Erdmann: Quer dizer que o sistema foi melhor para a Alemanha do que para os gregos?
Michael Morris: Não, não para os alemães, mas sim para os bancos alemães. Para estes foi um ótimo negócio. Eles não levaram calote dos gregos, pois são “relevantes ao sistema”. Isso significa claramente que eles têm tanto poder e podem fazer o que bem quiserem. O Estado alemão deve ajudar os gregos ensangüentados e prostrados no chão, para que com isso os bancos não tenham qualquer prejuízo no recebimento dos juros. Simultaneamente, o Estado apóia os bancos com dinheiro e vantagens fiscais. Mas como o Estado não tem os muitos bilhões necessários, ele deve tomar o dinheiro emprestado destes próprios bancos. Este recurso, pelo qual todos nós somos garantidores, é enviado então à Grécia para que eles possam pagar com nosso dinheiro as dívidas que contraíram juntos aos bancos alemães. Este jogo é tão absurdo, que quase não dá para acreditar que através disso os bancos possam atravessar a crise. Mas eles conseguem, e de fato há mais de um século. Desde que os bancos conseguiram separar em 1914 o dinheiro do ouro – desde que nosso dinheiro não foi mais lastreado por valor verdadeiro – os bancos podem fazer conosco o que bem entendem – e quase ninguém parece perceber a trama.
Stefan Erdmann: Os pacotes de salvamento não fazem então bem aos gregos?
Michael Morris: Não, é claro que não. Em princípio, no dominante sistema monetário baseado em dívidas, tudo é vantajoso para os bancos, e a todos que trabalham em estreita cooperação com eles. Acontece novamente segundo o mesmo esquema, não importa se agora seja com a Grécia, ou Argentina em 1990. Existem tantos exemplos disso, principalmente na África e América do Sul. Obriga-se um povo a contrair imensas dívidas, até que todos fiquem sem dinheiro. Então obriga-se o Estado a diminuir as despesas juntos aos benefícios sociais e salários e, ao mesmo tempo, aumentar os impostos. Isso significa para a população: menores ganhos e maiores despesas. É claro que isso não pode funcionar bem ao longo prazo. Para os bancos é um negócio extraordinariamente seguro! Quando o país quebra, os abutres repartem o filé e deixam a carniça para o povo. Então acontece uma reforma monetária, o povo deve se ralar novamente e começar a construir tudo de novo, onde naturalmente deve contrair mais dividas juntos aos bancos. Joga-se para a matilha um pouco mais de carne, para fisgá-la. Elas mordem a isca, diz-se a elas que desta vez vai ser melhor. Mas a verdade é que não é possível melhorar, pois este sistema do dinheiro sem lastro – inventado pelos bancos – no sentido literário da palavra, é uma ciranda diabólica.
Stefan Erdmann: Soa como existisse atrás de tudo um plano ou um cálculo mal-intencionado.
Michael Morris: Por detrás de tudo existe sem dúvida alguma um plano. Ele é tão simples como genial, e funciona desde 1694, desde a fundação do Bank of England como banco privado, de forma extraordinária. Em períodos regulares, na maioria das vezes a cada duas até três gerações, tudo deve entrar em bancarrota, pois a montanha de débitos aumenta de forma exponencial por causa dos juros compostos e em algum momento explode simplesmente. Nós estamos agora neste ponto. Nós estamos perto da explosão. Vários países europeus estão insolventes há anos e são mantidos vivos artificialmente, o que torna tudo pior, pois as pessoas são lançadas cada vez mais para o fundo do poço. Os EUA estão finalmente insolventes a partir do início de agosto, a não ser que os dois partidos encontrem um compromisso no último momento e estabeleçam um limite superior para o total de endividamento. Isso proporciona ao país nada mais do que um ano de sobrevida. Mas antes disso a Europa provavelmente entrará em colapso, o que deverá levar consigo a economia dos EUA. É difícil dizer quem cairá primeiro, pois ambos mal podem se manter em pé.
Stefan Erdmann: Bem, se existe um plano, a gente se pergunta o que se esconde por detrás. Em seu livro, você afirma que são apenas algumas famílias que governam todo o mundo ocidental. Você também cita seus nomes. Como devemos imaginar isto? Para mim não é fácil imaginar tal cenário. Como eles fazem isso e por que nós não ficamos sabendo de nada?
Michael Morris: Sim, muitas pessoas têm a mesma dificuldade. E justamente por isso o sistema funciona perfeitamente. Para a maioria das pessoas, o fato de alguns poucos possuírem tudo, é facilmente rotulado como “teoria da conspiração” e logo dizem: “isso não é possível” – simplesmente porque vai além de sua imaginação. Mas de fato é assim, que algumas poucas famílias possuem quase tudo – todos os bancos, todos os grandes conglomerados, os meios de comunicação mais importantes. Eles têm participação em todas as grandes empresas de investimentos e gestoras de fundos, que por sua vez formam um grande emaranhado de difícil percepção por parte do público. Mas eu provei em meu livro como, por exemplo, as empresas dos Rothschild Blackstone eBlackrock têm participação em praticamente quase todas as grandes empresas alemãs.
Famílias como esta têm seus longos braços, seus “soldados”, na maioria das diretorias e dos conselhos administrativos. Através de suas fundações, eles doam quase todo o dinheiro para a pesquisa determinam assim, onde é pesquisado e em qual direção devem caminhar os resultados. O fiasco do Climagate é um típico exemplo. Está provado que o aquecimento global da Terra é uma grande mentira e todos os dados, que mostram a direção do aquecimento, foram falsificados. Está comprovado que as temperaturas globais diminuem constantemente. Mas com o suposto aquecimento pode-se ganhar muito dinheiro, por isso as mídias insistem em pichar o vilão CO2 e continuam a reportar sobre o aquecimento global. Tais coisas são planejadas lá em cima, e sua execução exata destas ações são levadas a cabo pelos grêmios inferiores. Trata-se de um sistema rigidamente hierárquico, que engloba tudo. Na parte superior estão algumas poucas famílias, cuja riqueza é inimaginável para o homem comum. Abaixo vem uma segunda e terceira fileira. Juntando-se tudo, temos talvez 200 famílias, que estão organizadas no CFR, na Comissão Trilateral, no Clube de Roma, no Grupo Bilderberg, entre outras associações. Através destes grêmios, são controlados a política, a chamada economia e os meios de comunicação. Os detalhes destas operações iriam extrapolar o foco da entrevista, mas eu esclareço tudo isso detalhadamente em meu livro.
Stefan Erdmann: Tem razão. Lá você aborda tudo pormenorizadamente – e ainda de forma didática! Eu tenho que reconhecer que seu livro foi o primeiro a esclarecer de forma simples as macro-ligações entre economia, dinheiro, ouro, as grandes organizações como FMI e o BCI. Você também vai mais além e apresenta as relações entre temas como chemtrails e a alegada luta contra o terror. Não é um pouco arriscado?
Michael Morris: Não, tudo está interligado…
Stefan Erdmann: Bem, então eu faço minha última pergunta: se tudo caminha desta forma e o grande crash é inevitável, o que ainda podemos fazer? Existe uma solução ou alguma saída, ou nós devemos nos preparar para um período sombrio e estocar alimentos?
Michael Morris: Sim, naturalmente existe uma saída! Nós precisamos simplesmente romper com o atual ciclo. Isso acontece através de educação e esclarecimento, e para isso nós dois tentamos dar nossa contribuição. Por sorte não somos os únicos. Nos últimos anos, a verdade sobre a manipulação das pessoas aparece em vários lugares. Parece que nós despertamos de uma espécie de longa hibernação e começamos a nos emancipar. Poder-se-ia dizer que nós passamos da adolescência para a maturidade. O importante é que nós aproveitemos o próximo crash como uma chance para mudanças e não um retorno ao antigo ciclo vicioso – não em medo e ódio como no passado, que levaram à guerra e miséria. O período de transição poderá ser, todavia, muito duro, o que não podemos ignorar. Alguma coisa em gêneros alimentícios deverão estar à disposição ou se prevenir para alguma outra eventualidade, tudo isso não custa manter. Aqueles que puderem, deverão ter também algo em ouro e prata, assegurando assim parte de seu patrimônio. Isso será importante principalmente durante a transição, pois este pode ser tortuoso. De fato está sendo elaborado atrás dos bastidores, em vários locais e por diversas personalidades, um novo sistema. Este novo sistema deve ser mais justo e promover uma convivência mútua pacífica. Para isso deverão ser abolidos o dinheiro de dívidas e os juros, o que não agrada uma certa elite, mas que há muito tempo é premente. Poderia ser talvez através de um salário básico incondicional. Mais eu não posso dizer aqui, pois isso está apenas começando. Mas algo acontece! E eu estou confiante que vai melhorar e nós vivenciaremos um salto quântico na consciência humana, que trará seus frutos a todos. Pois a princípio isto é possível! Mas naturalmente todos nós temos que nos colocar a postos e assumir nossas responsabilidades.
Stefan Erdmann: Eu agradeço pela conversa!
Kopp-Verlag, 13/08/2011.
Quem quiser entender como funciona o sistema, é imprescindível a leitura do artigo abaixo:
O governo mundial de facto da atualidade
As 60 nações aqui listadas estão endividadas com a astronômica cifra de aproximadamente 30 trilhões de dólares, o que na média representa mais da metade do PIB e em relação à população, cada recém-nascido já nasce com uma dívida média de 10 mil dólares. A uma taxa de juros de apenas 5% resulta anualmente a soma de 1,5 trilhões de dólares em juros. Uma soma que não pode ser mais gerada economicamente, mas que deve ser refinanciada através de novos endividamentos.
http://fimdostempos.net/bolha-imobiliaria-crise-bancaria-proposital.html