Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Má distribuição dos recursos no país. Teatro vira atenção para crise financeira mundial


Maputo (Canalmoz) – O grupo chama-se “Lareira”. Decidiu dramatizar uma peça teatral “a cavaqueira do poste” que retrata os efeitos  da crise financeira mundial, sob o ponto de vista dos mendigos.
Sérgio Libombo diz que “a cavaqueira do poste” refere-se a um mendigo que a cada dia vai a uma certa esquina, esperar que os “poderosos” possam lançar alguma coisa para ele se alimentar.
Uma peça apresentada no último sábado no Cine Teatro Avenida, cidade de Maputo, concentrou os participantes a reflectir sobre este aspecto que, segundo disse, afecta a camada social baixa, visto que estes já não conseguem apanhar os restos que habitualmente têm recolhido nas esquinas, deixados por aqueles que podem comer de tudo quanto quiserem. “Foi dramatizado a aproximação dos mendigos, pois estes vivem dos restos que apanham nos contentores de lixo e com essa crise, reclamam o facto de não apanharem nada porque os que tinham dinheiro já tentam economizar muito mais”, acrescentou Sérgio Libombo.
Ideias diferentes foram surgindo durante a encenação. A causa do aumento demográfico populacional é um dos aspectos defendidos por Libombo como causa principal da crise. Mas, por sua vez, Dias Santana referiu que a má distribuição da riqueza é um dos fortes factores da crise financeira no país.
“Os líderes devem entender que a crise é uma realidade, isto  porque nascemos muitos enquanto não há clareza no uso dos recursos, uma vez que estes estão a ser mal distribuídos. Há poucos com muito e muitos com nada”, disse.
O grupo já representou Moçambique por cinco vezes no Brasil  e Portugal e neste ano perfaz o seu segundo aniversário na área teatral, prometendo dar muito no que tange ao ensinamento social. (Arcénia Nhacuahe)
Imagem: meninosdemozambique.org