Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

domingo, 9 de novembro de 2014

Grandes Brasileiros. Eusébio de Queiroz





Em 27 de dezembro de 1812, na cidade de São Paulo de Luanda, Angola, nasce Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara.
Filho de um magistrado português, ouvidor geral da comarca de Angola, vem para o Rio de Janeiro aos três anos de idade. Em 1818, muda-se para Serro do Frio em Minas Gerais, onde começa seus estudos.


Aos dez anos, aprende latim com o padre Francisco do Rego Barros em Pernambuco e entre 1826 e 1827 freqüenta o seminário de São José estudando filosofia, retórica e grego.
Ingressa na Faculdade de Direito de Olinda aos 15 anos e recebe diversos prêmios ao longo do curso. Gradua-se em 1832 e retorna ao Rio de Janeiro, onde seu pai era ministro do Supremo Tribunal de Justiça. No mesmo ano, é nomeado juiz do crime no bairro de Sacramento, RJ.
Entre 1833 e 1844 ocupa o cargo de chefe de polícia da Corte e é muito elogiado em sua função.
Entre 1842 e 1854, é quatro vezes eleito deputado geral no Rio de Janeiro.
Em 29 de setembro de 1848 é nomeado Ministro da Justiça, cargo que ocupa até 1852. Defende veementemente a integridade territorial do Brasil e o fim do tráfico negreiro.
Destaca-se como autor de duas das mais importantes leis do Império: a Lei Eusébio de Queiroz, aprovada em 1850, que proibia o tráfico de escravos no país; e a lei a 556, que criava o Código Comercial Brasileiro.
Em 1854 é nomeado senador e em 1855 torna-se membro do Conselho de Estado, mantendo a posição no senado até a sua morte.
Eusébio de Queiroz morre no dia 7 de maio de 1868, no Rio de Janeiro.

Imagem: Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara. Wikipédia