Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Exéquias ainda sem data. Kok Nam será cremado


Maputo (Canalmoz) – Morreu na madrugada de sábado, 11 de Agosto, numa clínica em Maputo, o foto-jornalista moçambicano Kok Nam (72 anos), director do Semanário Savana desde a sua fundação. Deixou-nos um icon da fotografia documental.
Kok Nam sofria de cancro desde há cerca de três anos.
Kok Nam nasceu em Lourenço Marques, a 12 de Dezembro de 1939. Era um de seis filhos de pais de origem camponesa que aportaram a Moçambique provenientes da província chinesa de Cantão no início do século passado.
O seu primeiro emprego (1956/57) foi como aprendiz de impressor de fotografias numa casa comercial de fotografia (FOCUS), no Prédio Santos Gil, na então Av. da República (hoje 25 de Setembro), também conhecido por Prédio do Café Continental. Iniciou a sua carreira como foto-jornalista na delegação de LM do Diário de Moçambique, jornal publicado na Beira, fundado na sua primeira versão pelo Bispo Dom Sebastião Soares de Resende, primeiro prelado da diocese católica da capital do então distrito de Manica e Sofala.
Foi mais tarde repórter-fotográfico da Revista Tempo, criada ainda no tempo colonial pelo empresário Augusto de Sá, de que foi director-fundador o jornalista Rui Cartaxana.
Foi um dos fundadores da Associação Moçambicana de Fotografia.
A 6 de Fevereiro de 1992, Kok Nam funda, com outros 12 colegas, a Mediacoop – Jornalistas Associados, que viria a criar três publicações: primeiro o mediaFAX, depois o Savana, e finalmente o efémero Mozambique Inview
Um comunicado da Mediacoop distribuído no sábado anunciava a intenção de colegas e amigos promoverem uma cerimónia de homenagem e cremação, hoje 13 de Agosto mas ontem à noite as estações televisivas noticiaram que ainda não havia data para as exéquias fúnebres.
Kok Nam deixa dois filhos, Ana Michelle e Nuno Miguel, ambos residentes em Portugal. (Redacção)