Luanda. Desde as 07.40 horas do dia 10 de Março que o gerador do banco millennium, Rua Rei Katyavala – o banco da morte – trabalha dia e noite. A energia eléctrica está normal. As janelas e portas têm que ficar cerradas porque o fumo é mortal. No dia 13, três mercenários portugueses ao serviço do crime organizado estiveram no local e aprovaram a mortandade. Como o banco é da mana Isabel, ela quer lá saber disso. Continuamos no colonialismo antes da independência, do grito: VITÓRIA OU MORTE!

domingo, 12 de agosto de 2012

Kamalata Numa termina mestrado com distinção



Lisboa -  Abílio José Augusto Kamalata Numa, terminou  com distinção um mestrado em “em direccao estratégica e gestão de inovação ”  pela Universidade autônoma de Barcelona, em  Espanha, país onde esteve a semana passada. 

Fonte: Club-k.net
De general a Mestre
Tão logo que regressou  das matas em 2002, após o conflito armado, este general recusou-se regressar as FAA,  a semelhança dos seus outros colegas, optando por passar a reserva para se dedicar aos estudos conforme anunciou na altura numa entrevista a emissora VOA. Como detinha o 7º Ano Liceal  do  Período Colonial, inscreveu-se  no curso  superior de  Gestão Financeira Pela Universidade Católica de Brasília que terminou em 2010.

Para alem de deputado pela bancada parlamentar da UNITA, o general  Kamalata Numa é considerado como um dos mais importantes oficias generais da historia da UNITA.  Em 1991, após os acordos de Paz de Bicesse, foi indicado por Jonas Savimbi para Incorporar  o Projecto de fundação das FAA, onde foi Co-fundador com o posto de General de três Estrelas, tendo frequentado o Curso de Comando e Estado Maior.  Abandonou o exercito no seguimento do retorno a guerra em Angola.  A sua última missão da guerrilha, foi de comandar nos últimos dias a coluna presidencial.

É  o único dirigente da UNITA que veio das matas,  a quem os membros do regime,  nos seus discursos não humilham  dizendo que  foi apanhado com “fome preste a morrer” e que a sua vida deve-se ao Presidente  José  Eduardo dos Santos que optou por poupar ao invés de mandar executar.  Em 2002, o general Numa  apresentou-se as autoridades meses depois, por ter escapado  para se  instalar  perto da fronteira com a Zâmbia.

Regressado a Luanda, dedicou-se a vida política chegando a ser o SG do seu partido. Goza de popularidade e estima da juventude, que o vêem como uma das vozes da UNITA mais temida pelo regime angolano.