Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Stewart deixa marca no Luanda International Jazz Festival


Maputo (Canalmoz) - A capital angolana rendeu-se à música e dança moçambicanas, com a actuação do compositor e intérprete Stewart Sukuma e a banda Nkhuvu, no decurso da quarta edição do “Luanda International Jazz Festival”, o maior evento cultural angolano, ocorrido de 27 a 29 de Julho do corrente ano.
A actuação de Stewart Sukuma e da banda Nkhuvu no “Luanda International Jazz Festival” seguiu-se a uma digressão pela Áustria, na Europa, concretamente no festival de Gmunden, em Toscana Congress, Linz, no Smaragd, em Graz, no Mariahilferplatz, onde alguns shows tiveram a lotação esgotada.
Em Luanda, perante cerca de 2.000 espectadores no palco Welwitschia, o músico moçambicano executou vários ritmos, desde a Marrabenta até à N’ganda, tendo, num dos momentos do show, contado com a participação do músico João Carlos Schwalbach que tocou “moog’”, acompanhando Stewart Sukuma e Sizaquel na música Wulombe.
Havia muita expectativa em torno da actuação do único representante de Moçambique no festival angolano de jazz e Stewart Sukuma, acompanhado pela banda Nkhuvu, correspondeu com ritmo, coesão e espectáculo, numa performance arrebatadora.
Os espectadores, e em particular os moçambicanos presentes no festival, vibraram com a exibição de Abdulah Ibrahim com “Manenberg” e ainda quando Marcus Miller tocou “Maputo”, uma música escrita em parceria com David Sanborn, em homenagem à nossa cidade capital. No final, Stewart Sukuma e a banda Nkhuvu juntaram-se nos bastidores com Marcus Miller, para fazer a festa.
Segundo Stewart, para além das actuações em si, “a participação no Luanda International Jazz Festival foi uma oportunidade para ver, ouvir e trocar impressões com músicos de dimensão internacional, tais como Marcus Miller, Abdullah Ibrahim, Manu Dibangu, Ricardo Lemvu, Sara Tavares, Cassandra Wilson, Ivan Lins e Concha Buika, para futuros projectos, sejam parcerias em músicas ou shows em Moçambique”.
“Foram três dias de música, onde tocaram em cada dia cerca de 10 artistas com lotação esgotada no sábado, tendo a audiência ficado completamente hipnotizada até ao final do show”, frisou Stewart Sukuma.Anteriormente, na Áustria, Stewart e a banda Nkhuvu actuaram em Viena, no Ost Klub, concerto no qual acorreu em massa a comunidade moçambicana residente nas proximidades desta cidade.
Seguiu-se o show da 25ª edição do festival de Gmunden, em Linz, onde os músicos moçambicanos tiveram uma actuação inédita com o famoso Spring String Quartet da Áustria.
O Spring String Quartet abriu o show com três músicas, sendo a última a composição Under African Sky, do compositor e intérprete Paul Simon. Foi nessa altura que Stewart Sukuma juntou-se ao quarteto para interpretar  Ginani, Papalati, Ameli, Moçambique e Inadiável Viagem.
Seguiu-se a vez da banda Nkhuvu, cuja actuação atingiu o ponto mais alto quando Stewart Sukuma e Sizaquel Matchombe cantaram Wulombe, acompanhados por Werner Puntigam (trombone e concha).
Apesar das precipitações registadas em Linz, ainda houve espaço para mais um grandioso concerto, no clube de jazz Smaragd, envolvendo perto de dois mil espectadores.
Como resultado desses shows, a crítica jornalística austríaca teceu vários elogios sobre a forma extraordinária de como Stewart Sukuma e a Banda Nkhuvu se desenvolveram em palco. (FDS)