Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Neil Armstrong: primeiro homem a pisar na lua morre, mas seu legado permanece


O fim de semana foi triste para os amantes da ciência e do espaço: morreu Neil Armstrong, astronauta norte-americano e primeiro homem a pisar na lua.
Neil tinha 82 anos. Sua morte ocorreu sábado (25), na sequência de uma operação no coração, realizada cerca de três semanas atrás.
Essa perda muito lamentada fez o mundo relembrar seus grandes feitos, que marcaram profundamente a nossa história.
O homem ter chegado à lua foi certamente um divisor de águas para a espécie humana. A missão que levou Neil ao nosso satélite – Apollo 11, de 20 de julho de 1969 – foi tranquila e bem sucedida, dando aos deslumbrados humanos as primeiras impressões de um local distante, que antes era objeto exclusivo da nossa imaginação.
Apesar das desconfianças de alguns – afinal, viagem no espaço não era coisa comum ou bem compreendida na época, e, até hoje, teóricos da conspiração afirmam que a ideia toda foi uma fraude -, a quinta missão tripulada do Programa Apollo da NASA (agência espacial norte-americana), que carregava os astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, cumpriu a meta proposta pelo então presidente John F. Kennedy de colocar um homem na lua antes do final da década de 70, e trazê-lo de volta a Terra em segurança.

As famosas palavras de Armstrong – “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed” (em português, “Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”) – foram ouvidas a mais de 300 mil quilômetros dali pelo mundo todo, que acompanhava as comunicações de rádio entre o Controle de Voo no Centro Espacial Johnson em Houston (EUA) e a Apolo 11 na… Lua.
“É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade”, disse o astronauta.
O legado de Neil
Neil Alden Arsmtrong nasceu em Wapakoneta, no estado norte-americano de Ohio, em 5 de agosto de 1930.
A carreira de Neil começou na Marinha dos Estados Unidos, combatendo na Guerra da Coreia como piloto de caça. Depois de servir como um aviador naval de 1949 a 1952, ele entrou para o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), em 1955.

Ao longo dos próximos 17 anos, ele exerceu as funções de engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador da NACA e sua agência sucessora, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA). Neil acumulou mais de 900 voos em cerca de 200 modelos diferentes de aeronaves, incluindo jatos, foguetes, helicópteros e planadores.
Em 1962, ele ganhou oficialmente o status de astronauta. Designado como piloto de comando para a missão Gemini 8, lançada em 16 de março de 1966, Armstrong realizou o primeiro pouso bem sucedido de dois veículos no espaço.
Mais tarde, seu ato mais marcante ocorreria: como comandante da nave espacial Apollo 11 de 1969, a primeira missão tripulada de pouso lunar, Armstrong se tornou o primeiro homem a pousar uma nave na lua e pisar em sua superfície.
Ainda em sua carreira na NASA, Armstrong ocupou o cargo de vice-administrador associado na sede da agência em Washington. Nessa posição, ele foi responsável pela coordenação e gestão da investigação da NASA em geral, e do seu trabalho tecnológico relacionado com a aeronáutica.
Em fins de 1970, decidiu que não iria mais ao espaço e retirou-se da NASA. Tornou-se então professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati, cargo que ocupou até 1979. Durante os anos 1982-1992, Neil foi presidente da empresa Computing Technologies for Aviation, em Charlottesville, Virgínia, e também foi conselheiro de outras companhias.
Ainda na aérea dos estudos, ele recebeu um bacharelato em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Purdue e um mestrado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Sudeste da Califórnia, além de possuir doutorados honorários de várias universidades.
Neil também era membro de diversas sociedades e instituições, como a Sociedade de Pilotos de Teste Experimentais e a Sociedade Real Aeronáutica, além de ser membro honorário do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica e da Federação Internacional de Astronáutica.
Condecorado por 17 países, o herói Neil ganhou muitos prêmios especiais, como a Medalha Presidencial da Liberdade, a Medalha de Ouro do Congresso, a Medalha de Honra do Congresso Espacial, a Medalha de Serviços Distintos da NASA e diversos outros.
No último sábado, 25 de agosto, Neil faleceu após complicações resultantes de uma cirurgia cardiovascular. Segundo sua família, o astronauta serviu a nação americana com orgulho, e, para todos aqueles que quiserem lhe prestar uma homenagem, basta, da próxima vez que caminharem sob uma noite clara e observarem a lua, sorrirem e pensarem que Neil Armstrong pisca para vocês. [iol, Terra, NASA, G1]